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This Week in BRICS Africà do Sul Volúme 2, Nº 34— 25 de abril a 01 de maio de 2014 No último domingo, 27, a África do Súl celebroú o seú anúal Freedom Day, cúja data ganhoú úm significado mais especial esse ano por constitúir o aniversario de 20 anos das primeiras eleiçoes democraticas posÁpartheid e, portanto, nao raciais, no país. Porém, ém méio às célébràçoés dàs duàs décàdàs dé libérdàdé política, a África do Súl enfrenta desafios. Á “Desigúaldade e o novo Ápartheid”, diz Simon Kúper no Financial Times. Em 1995, o país tinha úm coeficiente Gini de 0,59 – o coeficiente e mede a desigúaldade de renda e varia de 0 a 1, sendo 0 a pontúaçao perfeita) - , enqúanto no ano de 2009 esse mesmo coeficiente foi de 0,63, de acordo com o Banco Múndial. Hoje, 70% das terras súl-africanas permanecem sob a propriedade dos brancos e 63% das crianças negras vivem em famílias qúe possúem renda de menos de £44 (aprox. US$74.29¹), enqúanto apenas 4% das crianças brancas se encontram na mesma sitúaçao. Ápesar de progressos sociais alcançados pelo partido Áfrican National Congress (ÁNC) – no poder desde o fim do Ápartheid – como o aúmento do papel da múlher na vida pública e a constrúçao de cerca de 3 milhoes de casas pelo governo, algúns cúlpam parcialmente o ÁNC pela sitúaçao vivida pelo país hoje, enfatizando problemas como a ma administraçao e a corrúpçao². Nesse sentido, confiantes da vitoria nas eleiçoes no proximo 7 de maio, políticos do ÁNC focam no Plano Nacional de Desenvolvimento para lidar com a realidade economica do país, qúe demonstra ser úm desafio maior do aqúele apresentado pelo partido de oposiçao Democratic Álliance (DÁ). O Ministro de Monitoramento e Ávaliaçao do Desempenho na Presidencia, Collins Chabane, e responsavel pelo fúncionamento do Plano, qúe tem como pilares fúndamentais úm ensino súperior de qúalidade e formaçao para todos, mais empregos e investimentos indústrial, o fim da pobreza e a redúçao drastica da desigúaldade. Lançado em 2011 é àdotàdo nà Conféréncià Políticà do ANC no àno séguinté, o Plàno tém como objétivo gàràntir qué nénhúm súl africano viva abaixo da linha da pobreza ate o ano de 2030. Criticado como úm plano mais cheio de grandes objetivos do qúe úm gúia pratico para a resolúçao dos problemas economicos do país, o Plano foi elaborado pelo ÁNC como resposta aos protestos contra o crescente nível de desemprego e a qúalidade da prestaçao de serviços³. Áinda referente as eleiçoes no país, analistas afirmam qúe, apesar da repútaçao por corrúpçao, incompetencia e nepotismo do ÁNC, espera-se qúe o partido obtenha vitoria com cerca de 60% dos votos. No entanto, tal porcentagem representa úma qúeda de 6% em votos, qúando comparada com os 66% conqúistados nas eleiçoes de 2009. Dé àcordo com Susàn Booysén, dà Univérsidàdé dé Wistwàtérsrànd, os votos pérdidos provàvelmente irao para o Economic Freedom Front (EFF), partido de trabalhadores liderado por Júliús Malema, ex-líder da Liga da Júventúde do ÁNC qúe foi expúlso pelo partido. Booysen acredita qúe os 6% se tradúzem em 24 assentos no parlamento, o qúe pode tornar os debates parlamentares mais interessantes – ja qúe o EFF e úm partido extremista qúe defende a nacionalizaçao das minas e bancos, a expropriaçao de terras e o grande aúmento do salario mínimo – mas qúe nao acarretara múdanças fúndamentais na atúaçao do ÁNC. Espera-se qúe o Democratic Álliance (DÁ) – partido de oposiçao oficial visto como mais favoravel as empresas - receba 25% dos votos, em contraposiçao aos 17% das eleiçoes anteriores⁴. Volúme 2, Nº 34— 25 de abril a 01 de maio de 2014 No qúe se refere as relaçoes exteriores súl africanas, o Ministro de Ciencia e Tecnologia da África do Súl, Derek Hanekom, e o Ministro da Ciencia, Tecnologia e Inovaçao da Malasia, Ewon Ebin, assinaram úm memorando de entendimento sobre a cooperaçao em ciencia e tecnologia. O acordo tem como objetivo promover o desenvolvimento socioeconomico em ambos os países atraves da cooperaçao em ciencia, tecnologia e inovaçao (CTI). A Màlàsià tém tido sucésso nà trànsformàçào dà suà économià, qué àntériorménté sé bàséàvà ém borràcha, estanho e oleo de palma – desde a súa independencia em 1957 – e agora e mais fúndamentada nas indústrias alta tecnologia, como as de biotecnologia, nanotecnologia e de farmaceúticos, alem de ter dado prioridade a comúnicaçao e a tecnologia da informaçao. De acordo com o Departamento de Ciencia e Tecnologia súl africano, a África do Súl encontra-se em úma trajetoria semelhante, ja qúe transita de úma economia baseada em recúrsos primarios para aqúela fúndamentada em conhecimento. O primeiro encontro do comite conjúnto África do Súl – Malasia ocorreú na semana passada e as areas para cooperaçao identificadas envolveram a Pesqúisa da Ántartida, CTI, segúrança energetica, inovaçao para o desenvolvimento inclúsivo, assentamentos húmanos sústentaveis, inovaçao e comercializaçao, astronomia e bioeconomia⁵. Áinda no qúe tange ao ambito internacional, o presidente súl africano Jacob Zúma e o presidente chines Xi Jinping trocaram mensagens de felicitaçoes referentes a realizaçao do Áno da China na África do Súl, no ano corrente, e do Áno da África do Súl na China, em 2015. A célébràçào contàrà com gràndés événtos culturàis nos dois países, em qúe se espera o aúmento dos laços de amizade entre os dois povos assim como o enriqúecimento da parceria estrategica existente, em qúe a China se declara pronta para eleva-la a oútros níveis. O comercio bilateral da África do Súl com a China cresceú 32% no ano de 2013 em relaçao ao ano anterior. Nesse sentido, o presidente Zúma afirma qúe os chineses tratam a África do Súl em pe de igúaldade e qúe vao ate la fazer negocios, e nao dizer o qúe o país precisa fazer oú nao, como oútros o fazem⁶. Autor: Eth Ludmilla Rodrigues, equipe Country Desks NOTAS ¹Taxa de conversao de £ 1 = US$1.688, em 01/05/2014, atraves do Bloomberg.com. ²Para mais informaçoes, ver: Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/africa-do-Súl-20-anos-pos-apartheid/2/30789 Deútsche Welle: http://www.dw.de/zúma-leads-freedom-day-celebrations-in-soúth-africa-20-years-on/a-17594708 eLearning África: http://www.elearning-africa.com/eLÁ_Newsportal/moving-on-or-holding-back-soúth-africa-20-yearson-from-apartheid/ SÁBC: http://www.sabc.co.za/news/f1/a490878043c9ce21b388b3f0c0fe2c4c/Freedom-Day-2014-Celebrations20140427 ³Para mais informaçoes, ver: Soúth África Government online: http://www.gov.za/blogs/2014/freedom20_140416.htm The África Report: http://www.theafricareport.com/Soúthern-África/soúth-africa-oúr-goal-is-the-abolition-of-povertyby-2030.html ⁴Para mais informaçoes, ver: Finantial Times: http://blogs.ft.com/beyond-brics/2014/04/29/extremist-workers-party-key-in-soúth-africa-election/? Soúth África Info: http://www.soúthafrica.info/aboút/democracy/polparties.htm#.U2KOS_ldWy4 The Gúardian: http://www.thegúardian.com/world/2014/apr/25/anc-soúth-africa-born-free-generation-election ⁵Para mais informaçoes, ver: Soúth África Info: http://www.soúthafrica.info/news/international/malaysia-290414.htm#.U2Go5PldWy4 Áll África: http://allafrica.com/stories/201404291474.html ⁶Para mais informaçoes, ver: Áll África: http://allafrica.com/stories/201404290989.html The BRICS Post: http://thebricspost.com/xi-zúma-eye-intensive-cooperation-in-201415/#.U2J15vldWy4 O projeto Country Desk foi idealizado para acompanhar cada país membro do agrupamento BRICS. Os pesquisadores buscam analisar acontecimentos conjunturais no âmbito da economia e da política doméstica de cada um dos países membros, monitorar fluxos de comércio e investimento, e acompanhar tendências relativas à segurança, defesa e cooperação internacional. Ademais, busca-se analisar a política externa de cada um, inclusive suas relações bilaterais com o Brasil. Acesse a página do Country Desk no website do BRICS Policy Center Follow Us S IGA O BPC NAS REDES SOCIAIS PARA TER ACESSO ÀS ATUALIZAÇÕES E NOVIDADES DO C ENTRO, ALÉM DE PUBLICAÇÕES ACADÊMICAS E ARQUIVOS MULTIMÍDIA. BRICS POLICY CENTER Centro de Estudos e Pesquisas BRICS Rua Dona Mariana, 63 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21)-2535-0447 Email: [email protected]
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