foret, aires protegees et ecotourisme en tunisie

Transcription

foret, aires protegees et ecotourisme en tunisie
Intervenção do Presidente do Comité Olímpico de Portugal na
Cerimónia de Celebração Olímpica
2016
As minhas primeiras palavras são para agradecer a presença de todos
os que, representando os mais diversos quadrantes da sociedade
portuguesa, se quiseram associar a esta nossa celebração.
Este será, no atual ciclo olímpico, o último ato público em que me é
dada oportunidade de me dirigir a vós.
E seria porventura expectável que perante essa circunstância optasse
por fazer um balanço destes quatro anos.
Não o farei. Serei breve e parcimonioso. Tenho presente a
conjuntura, o facto do Comité Olímpico ir proximamente viver um
ato eleitoral e não quero em circunstância alguma que as minhas
palavras possam ser entendidas como um exercício de propaganda
aproveitando uma posição dominante.
O trabalho feito durante estes quatro anos é conhecido e a sua
avaliação dependerá da circunstância de cada um.
Outros sim quero aproveitar esta tribuna para celebrar o trabalho do
Movimento Olímpico Português nas suas diversas vertentes e
protagonistas preservando a memória de quem prestou os mais
relevantes serviços ao desporto nacional e alcançou prestações de
excelência que prestigiam o país.
Em primeiro lugar de todos quantos integraram as diferentes missões
olímpicas com principal destaque para a missão olímpica aos Jogos
do Rio de Janeiro.
Mas também aqueles que hoje foram aqui objeto de justa distinção.
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São exemplos que nos devem orgulhar, são a prova das capacidades
dos portugueses afirmando Portugal e deste modo valorizando
socialmente o desporto.
Na base destes exemplos que perduram na nossa memória coletiva,
está o inestimável labor dos atletas, dos técnicos, dos dirigentes, dos
voluntários, dos árbitros, dos juízes e demais agentes enquadrados
pelas organizações desportivas, de clubes a federações desportivas.
É, pois, deles e para eles a cerimónia que nos reúne nesta sala. São
eles a razão desta celebração.
O desporto que nos liga foi, e continua a ser, o lugar escolhido onde
damos plena expressão a um conjunto de intenções.
Desde logo a que expressa e fomenta valores de superação, cruciais
para enfrentar a complexidade das barreiras e dos tempos difíceis e
complexos que hoje se nos deparam.
Mas tendo sempre presente que nenhum êxito desportivo, nenhuma
medalha vale o respeito, a amizade, a tolerância entre todos, como
valores humanistas que o desporto deve procurar transportar e
cimentar.
É por acreditarmos nesses valores que procuramos centrar o desporto
na vida cívica e contribuir para que ele seja assumido nas prioridades
da agenda política constituindo um fator determinante para elevar o
valor desportivo do país e as suas potencialidades únicas em domínios
como a saúde, a educação, o turismo, o crescimento económico e o
emprego.
Atualmente o maior custo que a sociedade enfrenta é o de ter uma
população sedentária e sem hábitos de atividade física e desportiva,
com consequências económicas e sociais devastadoras.
Por isso, não nos cansamos de repetir que o desporto é um bem
público que vale mais que aquilo que custa.
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Nesta ocasião tão especial quero evocar todos aqueles que lutaram e
lutam por ideais de um país fisicamente ativo e desportivamente
desenvolvido.
Que acreditam na educação física e no desporto como instrumento
nuclear de educação e formação da nossa juventude.
No desporto como fator de inclusão social e cultura cívica.
Como instrumento determinante de desenvolvimento económico e
social.
Que acreditam que é possível melhorarmos a nossa competitividade
desportiva no contexto internacional.
Que acreditam ser possível vencer o desânimo, a resignação e o
conformismo, mesmo perante as maiores adversidades, e empenham
o seu labor, em incontáveis horas de dedicação, por um país e um
desporto melhores e onde assuma um papel central na cultura do país.
Que contribuem para conferir ao homem e á mulher a sua condição
de cidadãos onde a tolerância, a paz, o respeito, a amizade e os direitos
humanos, que constituem a matriz fundadora do Olimpismo, não
sejam apenas princípios proclamatórios mas encontrem no desporto
um elemento vital para a sua consolidação e plena afirmação.
Minha senhoras e meus senhores
O caminho faz-se caminhando, mas não se faz sozinho.
Faz-se com os outros, ultrapassando os egos que nos habitam, os
provincianismos que nos limitam, conquistando objetivos que
sozinhos jamais alcançaríamos.
Não há vitórias solitárias. Há vidas, há lutas e há ambições solidárias
que são a base das vitórias. Que têm sempre de ser partilhadas.
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Foi uma honra e um privilégio ter estado à frente dos destinos do
Comité Olímpico de Portugal durante este período de quatro anos.
Devo-o a vós e estou grato por isso.
Grato ao Governo, o atual e o anterior, pela ajuda e empenho
demonstrados.
Grato ao IPDJ pelo espirito de colaboração sempre evidenciados.
Grato às federações desportivas, aos seus dirigentes, aos seus
treinadores, aos seus atletas pela confiança depositada.
Grato à Comissão de Atletas Olímpicos e à Academia Olímpica de
Portugal pelo esforço que fizeram de articulação connosco.
Grato aos patrocinadores pelo apoio e ajuda prestados.
Grato aos órgãos sociais do Comité Olímpico pela espirito de missão
com que assumiram a responsabilidade de nos acompanharem.
Grato a todos os funcionários, à sua entrega e disponibilidade de
servirem o Movimento Olímpico.
Qualquer que seja o futuro que vida tem reservado para nós, seremos
sempre um militante do desporto nacional, um servidor de Portugal.
É isto que, hoje, tenho para vos dizer.
Uma vez mais, obrigado a todos.
Lisboa,13 de Dezembro de 2016
José Manuel Constantino
Presidente do Comité Olímpico de Portugal
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