Déclaration commune des membres du Comité
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Déclaration commune des membres du Comité
FOCO NARRATIVO NARRADOR PERSONAGEM “Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir (...).” (Machado de Assis. “Missa do Galo”) • No trecho anterior, já é possível identificar o foco narrativo que fica evidente pela flexão dos verbos: pude, tive, contava (eu: 1ª pessoa). • Nas narrações em primeira pessoa, o narrador personagem tem uma visão própria, individual dos fatos. O que implica em uma visão muito reduzida das coisas, porque ele se vê impossibilitado de dispensar às demais personagens a mesma atenção que dispensa a si próprio. A principal característica desse foco narrativo é, então, a visão subjetiva e limitada que o narrador tem dos fatos. NARRADOR OBSERVADOR “Ninguém ali sabia ao certo se a Machona era viúva ou desquitada, os filhos não se pareciam um com os outros. A Das Dores sim afirmavam que fora casada e que largara o marido, para meter-se com um homem do comércio [...]”. (Aluísio de Azevedo, O Cortiço) • O narrador observador não simula um indivíduo, vê-se compelido a contar apenas o que observou. Não conhece o pensamento, nem o passado das personagens. • Não invade o íntimo da personagem para comentar o comportamento dela. Exprime uma visão incompleta porque narra à história como mero expectador; seu relato tende a ser mais imparcial e objetivo. • No fragmento anterior, percebe-se que o narradorobservador desconhece o passado das personagens, baseia-se naquilo que observa e nas afirmações das outras personagens. NARRADOR ONISCIENTE "Aurélia concentra-se de toda dentro de si; ninguém ao ver essa gentil menina, na aparência tão calma e tranquila, acreditaria que nesse momento ela agita e resolve o problema de sua existência; e prepara-se para sacrificar irremediavelmente todo o seu futuro.” (José de Alencar, Senhora) • A diferença entre este narrador e o observador está na onisciência (que tem ciência de tudo) do narrador, ou seja, ele vê o que ninguém tem condições de ver. Ele é um demiurgo (um deus que tudo sabe). • Reparem no trecho escrito por José de Alencar como o narrador onisciente "lê" os sentimentos, os desejos mais íntimos da personagem. Ele "vê" o que ninguém tem condições de ver: o mundo interior da personagem e sabe a consequência de seu ato no futuro.
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