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Nasci em uma fazenda do interior do Maranhão. Segundo minha avó Joaquina, meu pai enterrou meu umbigo na porteira do curral, para que eu tivesse uma vida farta e feliz – e eu realmente estou tendo. Passei minha infância no interior e fui alfabetizada por minha avó paterna, que era uma mulher fina e estudada para época. Cursei o ensino fundamental na Escola Pio XII em São Domingos – MA e o ensino médio no Colégio Henrique de La Roque em São Luís – MA. Sempre fui boa aluna, tirava notas boas, fazia boas amizades e tinha um grande espírito de liderança. Meus pais queriam que eu me formasse em um curso superior, assim como eu, que queria ser jornalista, mas ainda adolescente e influenciada pelo meu irmão mais velho que estudava medicina, fiz o vestibular no ano de 1977 para o curso de enfermagem na UFMA no qual fui aprovada e bem classificada, com direito, inclusive, a entrevista na TV. Fiquei muito feliz e à medida que o tempo ia passando, gostava cada vez mais do curso. Fui uma universitária atuante, daquelas que viveu todos os movimentos estudantis, como diretório acadêmico e o projeto RODON, e ainda tinha tempo para participar da comissão de formatura. Conclui o curso no final de 1980 e fui oradora da minha turma na aula da saudade. Em 1981, já graduada, fui trabalhar na Amazônia, com outros recém-formados de várias partes do Brasil, em um projeto do Governo que dizia “integrar para não entregar”. Eu era uma jovem de apenas 22 anos e com muita confiança no futuro! Posteriormente, fui trabalhar em Jaru – RO. Sem conhecer absolutamente ninguém, cheguei nessa cidade com uma mala, uma caixa de livros, meu diploma e um contrato assinado pela Secretaria de Saúde para ocupar o cargo de enfermeira-chefe do hospital local - Hospital Sandoval de Araújo Dantas -, unidade mista com um volume gigantesco de trabalho. Felizmente, deu tudo certo! Lá fiz amizades com profissionais do Espírito Santo, São Paulo e da região Nordeste em geral. Eles me convidaram para morar na república em que viviam já que eu ainda não tinha lugar para ficar. Embora a saudade da família fosse grande, suportei! Vivi nessa pequena cidade incríveis 10 anos e 9 meses. A minha vida profissional deslanchou e o aprendizado que adquiri ali foi enorme, tendo em vista o contato com uma realidade tão diferente das que eu já tinha vivenciado. Do mesmo modo, a minha vida pessoal floresceu. Foi lá que eu conheci meu, hoje, esposo - um jovem que como eu saiu do Nordeste com o mesmo sonho - e lá constituímos família. E mais uma vez Deus colocou tudo em minhas mãos! O Governo Federal determinou que os funcionários de Rondônia procurassem órgãos federais imediatamente, porque havia acabado a carência do ex-território. Eu e meu marido erámos do Ministério do Interior e através de alguns amigos viemos com nossas filhas para esta cidade maravilhosa que é João Pessoa. Foi assim, que vim redistribuída para a então Escola Técnica Federal, depois CEFET e hoje IFPB. No início senti dificuldade quanto às minhas habilidades profissionais porque gostava muito da área hospitalar, mas logo me adequei a realidade escolar. Procurei contribuir com muito carinho e atenção tudo aquilo que eu havia aprendido, tanto com os alunos como com os servidores da Instituição. Eu amo a minha profissão! Ela foi o alicerce da minha vida! Sou muito feliz por ter escolhido a enfermagem e me aposento, após 33 anos de serviço, com o meu dever cumprido. Sempre semeei o bem em todos os locais de trabalho por onde passei e também na minha vida pessoal. Agradeço a Deus por este momento feliz, pois estou me aposentando e só posso dizer que bom ter vindo para a Paraíba. Agradeço, ainda, a todos os dirigentes deste Instituto e também aos meus colegas de trabalho. Desejo a todos muita paz, paciência e perseverança! Que Deus os abençoe! OBRIGADA POR TUDO! Delma Pereira Guedes Bias – Enfermeira do setor médico do IFPB. (JUNHO DE 2015)
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BLEU/ROSE