PELLICCIA BRUNO nato a GUIDONIA MONTECELIO

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PELLICCIA BRUNO nato a GUIDONIA MONTECELIO
w w w . j o r n a l e d i c a o d o b r a s i l . c o m . b r
Belo
Horizonte/Brasília
14
a
21
de
fevereiro
de
2015
Nº
1652
32
R$
0,25
Divulgação
Hospitais públicos de
BH gritam por socorro
É
caótica a situação de
alguns hospitais públicos da capital mineira.
Um deles é o Risoleta
Neves, que já fechou
42 dos seus 365 leitos. Além
disso, sua dívida está na casa
dos R$ 21 milhões. O hospital
funciona desde 2013 com um
déficit operacional gigantesco,
segundo informa o diretor-geral
Ricardo Castanheira. O Hospital
das Clínicas (HC), que atende
milhares de pessoas por mês
e dá suporte aos pacientes
do SUS, enfrenta uma crise
financeira grave com a falta de
medicamentos básicos como
a dipirona. A denúncia é do
presidente da Associação dos
Médicos Residentes do HC
(Amerehc), Weverton César
Siqueira. Geral – Página 10
Aumento dos combustíveis
sofre variação de até 10%
na região metropolitana
Uma pesquisa realizada pelo Procon
da Assembleia Legislativa em 81 postos
da região metropolitana da capital constatou um aumento médio de 10,42% no
preço da gasolina, sendo que o do álcool girou em torno de 6,93%. Assim, os
postos estão vendendo combustível que
variam de R$ 3,019 até R$ 3,336 por litro.
Economia – Página 5
Alberto P. Coelho
pode voltar à cena
política já em 2016
Paulo Cunha
Vanessa e Marcelo Oliveira com Emanuel e Ilma Carneiro
Governo de Minas
Troféu Guará 2014
O empresário e
presidente da Rede
Itatiaia de Rádio,
Emanuel Carneiro,
comandou na semana
passada a solenidade de entrega do 52º
Troféu Guará BMG.
Centenas de convidados prestigiaram o
evento, que contou
também com a presença do governador
F e rn a n d o P i m e n t e l .
Esportes – Página 12
Criação de planos de carreira poderia
minimizar a corrupção nas estatais
Para evitar a onda de corrupção verificada nas estatais brasileiras é preciso implementar um plano no qual
os dirigentes dessas empresas não fiquem a mercê
de suas ligações com a política. O ideal é prestigiar
os funcionários de carreira, com planos de cargos e
salários, e que mesmo havendo mudança de governo
a pessoa se mantenha em sua posição de comando.
Isto é o que afirma o professor de Administração e
coordenador do núcleo de Marketing da PUC Minas,
Hélvio de Avelar. Opinião – Página 2
PMJF
Prefeito de Juiz de Fora apoia instalação
de centro universitário na Zona Norte
A decisão do prefeito Bruno Siqueira
(foto) de apoiar a instalação de um centro
universitário na Zona Norte da cidade, pode
beneficiar a população de 80 bairros da re-
gião. Quem vai estar no comando do centro
é a Faculdade Estácio de Sá, que embora
seja uma instituição privada vai trabalhar em
parceria com a prefeitura. Cidades – Página 9
O ex-governador é um nome
lembrado para assumir a PBH
Ainda hibernando depois de ter deixado
o cargo de governador, Alberto Pinto Coelho
tem sido incentivado a analisar a possibilidade
de disputar a sucessão de Marcio Lacerda na
Prefeitura de Belo Horizonte no próximo ano.
Política – Página 3
Pesquisa aponta alto
índice de popularidade
do chefe do Executivo
de Nova Lima
Política - Página 3
••••••••••••••••••••• Articulistas da semana •••••••••••••••••••••
Paulo
Passos
Bruno
Falci
Página
Página
Luiz
Carlos
Gomes
Página
2
4
12
2
O P I N I Ã O
EDIÇÃO DO BRASIL
14 a 21 de fevereiro de 2015
Estatais brasileiras: um raio-X da corrupção
Qual é sua opinião no que diz
respeito à privatização das
estatais?
Andreza Cruz
E
scândalos envolvendo estatais brasileiras não são novidade. O mais recente tem a
Petrobras como palco para
inúmeros relatos de corrupção. O
que faz as estatais do Brasil serem
alvos de tantas denúncias e problemas? O jornal Edição do Brasil
entrevistou o professor do curso de
Administração e coordenador do
núcleo de Marketing da PUC Minas,
Hélvio de Avelar Teixeira, para saber
o que motiva essa situação.
Eu sou a favor de um Estado cada vez
menor. Acredito que ele deve estar presente
em áreas estratégicas e, mesmo nelas, ele
pode estar regulando e até mesmo interferindo de uma melhor forma, mas que isso
possa ser repassado o mais rápido possível
a quem tenha maior expertise para ter mais
sucesso. Na realidade, têm algumas áreas
que são consideradas de interesse nacional
e setores onde o investimento inicial é muito
alto e a iniciativa privada não alcança, por
isso tem que ter uma atuação direta do
Estado. Agora em outras, podem existir
parcerias público-privadas como a gente
tem agora. E também é possível criar uma
estrutura de mercado aberto que, na maior
parte das vezes, pela própria concorrência
faz com que as ações e o funcionamento
das empresas sejam mais regulados pelo
próprio mercado.
Como são as estatais brasileiras? Quais são suas qualidades
e defeitos?
Por que acontecem tantos casos de corrupção dentro das
estatais?
Exatamente por causa do viés político e
a sensação de impunidade. Essa última no
Brasil é muito alta. E ela sai contaminando
várias coisas, inclusive as estatais, onde
Neilton Sávio/EB
Elas são empresas que, na maior
parte das vezes, foram montadas por um
imperativo econômico da época, mas muito
também por um viés político. Boa parte delas foi construída em áreas onde a iniciativa
privada inicialmente não tinha interesse
ou competência para fazer ou porque o
investimento era muito alto. Algumas companhias são eficientes, muito poucas. Por
serem estatais têm um viés político muito
forte na gestão das empresas e isso acaba
atrapalhando os resultados. Sendo estatal,
para essas corporações é muito fácil buscar
tecnologia de ponta, contatos no exterior,
transferência de tecnologia e os investimentos são muito fortes exatamente por estarem
vinculadas ao orçamento do governo. Então,
elas não estão (ou estavam) de certa forma
muito sujeitas a flutuação do mercado. Por
outro lado, o viés político pode travar as estruturas e causar uma alternância de poder
dentro das organizações que é prejudicial. A
troca automática de pessoas que vêm sem
nenhum conhecimento e acabam assumindo uma diretoria ou presidência por causa
do lado político pode impactar na gestão ou
resultado das mesmas.
Professor da PUC
Minas, Hélvio Avelar:
“Os problemas
acontecem por
causa do viés
político e a sensação
de impunidade”
EDITORIAL
H
á cerca de um mês foram jogadas as primeiras
partidas pela disputa do Campeonato Mineiro
de Futebol e, como não poderia deixar de ser,
o Atlético já lidera o evento nesta fase inicial.
Mas, se não fosse o Galo a sair na frente, seria o Cruzeiro, naturalmente.
Nas últimas décadas esse torneio em Minas tem
servido apenas para demonstrar a supremacia do
Galo e da Raposa. Então, toda vez que é iniciado o
certame, os torcedores de nosso Estado já sabem por
antecipação que um deles se sagrará como o primeiro
colocado. Até parece ser uma sina dos demais times
em servir de instrumento para ratificar a classificação
dos dois maiores clubes, levando-os ao pódio, todos os
anos. Essa mesmice transforma a competição pouco
atrativa do ponto de vista de mobilizar a massa que
ainda acredita no futebol de campo como um esporte
do povão.
Bons tempos aqueles onde as verdadeiras massas
compareciam a todos os jogos. Atualmente, a presença do torcedor a qualquer estádio de grande porte
tornou-se um investimento pesado. Além dos preços
altos dos ingressos, existe uma elevada taxa cobrada
pelo estacionamento.
A tradicional cerveja encareceu muito, a alimentação
em geral fica sempre acima dos preços pagos em locais
comuns nos centros das cidades. Ficamos nisso para
não registrar outros inconvenientes, como a falta de
segurança e transporte público precário. Calcula-se que
para prestigiar um jogo no Mineirão, um torcedor utilizando um espaço comum, gaste em média R$ 200. Ou
seja, quase um terço de um salário mínimo. Fica claro
para todos, sem a menor dúvida, que foi-se o tempo
que esse tipo de lazer era destinado aos pobres. Hoje,
o futebol tornou-se factível apenas para as pessoas
mais abastadas.
Esse embate futebolístico mineiro reúne cerca de
duas dúzias de times. Os dirigentes dos clubes, mancomunados com a Federação Mineira de Futebol (FMF),
alegam a falta de estrutura dos times considerados menores e de regiões mais distantes para terem condições
de participarem do acontecimento. Isto é apenas falácia!
Na verdade, alguém teria de demonstrar interesse
em ampliar os números de agremiações inscritos nas
disputas para evitar cada vez mais o esvaziamento do
torneio. Alguns representantes da crônica esportiva
sugerem a implementação de eventos regionais como
forma de efetivamente movimentar os quatro cantos do
Estado. A partir daí, buscaria saber os nomes dos times
vencedores locais para embarcarem na disputa estadual. Será um modo de incentivar a verdadeira prática
esportiva, sem discriminar as associações menores.
Tomadas as decisões, a competição se revelaria
mais democrática, ao contrário do engodo de agora, e
dessa coisa sem graça, denominado de Campeonato
Mineiro.
Qual seria um exemplo de estatal eficiente?
Nós temos empresas que não são estatais propriamente ditas, mas são de economia mista, o Correios é um exemplo. Por
incrível que pareça, há pouco tempo atrás
teve escândalo no Correios, porém a empresa continua sendo eficiente. A Petrobras
também era assim, um bom exemplo. Nós
temos outras estatais que são interessantes
como alguns institutos muito poderosos na
área de pesquisa, no suporte tecnológico
como a Embrapa.
Qual é a maneira ideal para se
escolher os gestores?
Por carreira. É preciso ter um plano de
cargos e salários que, mesmo havendo ou
não mudanças de governo, a pessoa se
mantivesse em sua posição de comando
para gerar uma carreira dentro da empresa.
Assim, eles não só entenderiam do negócio
como da cultura organizacional e estariam
muito mais comprometidos com a gestão
da empresa. Em algumas democracias, nos
cargos de direção, você possui funcionários
de carreira e não simplesmente políticos que
foram colocados de acordo com sua filiação
partidária ou com as negociações da política
para composição do governo. Quando se faz
dessa forma não significa, por exemplo, que
um funcionário de carreira não tenha também
o seu lado político. Todos nós temos. A política é uma coisa muito importante. O que não
se pode ter é apenas esse lado.
É possível escolher gestores
que não fiquem nas mãos de
políticos?
Se você tiver pessoas de carreira, sim.
Porque exatamente por ser um plano de
carreira, ele sabe que se desagradar A ou B,
o seu cargo não vai estar inseguro. Ele vai
ter segurança para evitar com que se faça
jogo político dentro das organizações, com
que a estatal seja utilizada de forma política
e não de forma econômica
O inferno astral de Dilma
E
m outubro, pouco
antes das eleições,
o cenário político
brasileiro estava
extremamente favorecido para o Planalto:
as pesquisas de intenção
de votos beneficiavam a
candidata petista; a economia, embora com desconfiança de setores nacionais
e internacionais, diante da
maquiagem das contas públicas, ainda sustentava a
posição otimista com que
Dilma (foto) apresentava o
país para o eleitor e para o
mundo. A situação de céu de
brigadeiro começou a mudar
com os resultados das urnas.
Embora vencedora no
pleito eleitoral, Dilma se
viu, de repente, face a face
com uma oposição ferrenha,
representante de 51 milhões
de votos, que passou a demonstrar a fragilidade da política econômica do Planalto.
As fraudes da Petrobras
– até então meras especulações jornalísticas – se
tornaram realidade pela atuação da polícia e da Justiça
Federal, trazendo a lume
um dos maiores escândalos
de corrupção de um país
democrático.
Aliado a isso, Dilma se
viu obrigada a alterar o texto
da lei de responsabilidade
fiscal, usando o poder de
fogo de sua base eleitoral
no Congresso para permitir
o governo a fechar suas
contas anuais, dentro das
normas legais, sob pena de
improbidade administrativa.
Começaram então, os
percalços do atual governo.
Antigos aliados petistas começaram a vociferar contra o ministério
da presidente, e a fazer
críticas veladas contra a
política econômica governamental.
Divulgação
Pobre Campeonato Mineiro
as pessoas entram e acham que os atos
que elas cometem estão resguardados
politicamente. Por exemplo, você pode
ser um deputado licenciado atuando em
uma estatal e quando você faz algum ato
de improbidade lá, isso vai para o fórum
privilegiado para ser julgado e fica difícil
de ser condenado. Daí a sensação de
impunidade que as pessoas veem nas estatais. É o que a gente percebe no caso da
Petrobras. Ela era uma estatal que funcionava, seria de ponta, justamente porque a
influência política no início era um pouco
menor dado ao tamanho da organização
e a visibilidade que ela tinha de mercado.
Com a abertura isso ficou maior ainda,
mas foi até bom para dar mais visibilidade
de mercado, exigir que ela seja auditada
e que essas coisas apareçam. Dizer que
esse tipo de corrupção de obras aconteceu só agora é ser muito ingênuo. Isso
acontece há muito tempo, possivelmente
desde quando a Petrobras surgiu. Mas,
antes não aparecia, ninguém contava e
tudo era resolvido internamente. Como
a estrutura dela, a questão do pré-sal e
a visibilidade internacional cresceram,
você tem toda uma preocupação com a
governança dentro da empresa por ela ser
de capital aberto. Então, ela tem que ter o
balanço auditado e gerar resultados para
os investidores internos e externos. Isso
fez com que, de certa forma, a caixa-preta
da Petrobras aparecesse e a tendência é
que surjam mais escândalos.
Editado sob a responsabilidade
de Julho Editorial Ltda (003)
Arthur Luiz Ferreira (Fundador)
Eujácio Antônio Silva (Editor-responsável)
Redação:
Revisão: (Jornalista) Diego Santiago
Jornalistas: Andreza Cruz e Felipe José de Jesus
Repórter fotográfico: Neílton Sávio
Diagramador e design: Cristiano Iderlandes
Colunistas: Paulo Pedrosa e Acir Antão
Estagiária: Patrícia Prates
Obrigada a corrigir os
rumos da economia, com
medidas impopulares as
quais, durante a campanha
eleitoral, foram descartadas
pela candidata, serviram
de novo como combustível
para as críticas de sua base
aliada, engrossando o falatório da oposição.
Sem demonstrar claramente os rumos de sua
política econômica, ainda
retraída talvez pelas críticas
de aliados, a presidente vê
agora sua antes prestigiada
performance de popularidade desabar de forma estrondosa, caindo de 42% de
ótima e boa popularidade,
para fraquíssimos 23% , o
que a levou a convocar pela
terceira vez seu conselho
político esta semana.
O escândalo da Petrobras começa a criar situações financeiras desagradáveis no mercado financeiro
internacional, com ações
judiciais gigantescas em
solo norte-americano, com
pedidos de indenizações
de algumas centenas de
milhões de dólares.
Isto fora a situação nebulosa ainda reinante no
ventre do governo diante
do desconhecimento das
figuras políticas que ainda
estão por surgir no imbróglio
do chamado Petrolão.
Articulistas: Bruno Falci, Chico Maia,
Eduardo Guedes, Emanuel Carneiro,
José Agostinho Neto, José Maria Trindade, Luiz Carlos Alves, Luiz Carlos Gomes,
Mário Ribeiro, Paulo Passos, Roberto
Fagundes, Roberto Simões, Rodrigo
Flausino e Wanderley Paiva.
[email protected]
Administrativo/Financeiro:
Luiz Gherardi Marinho
[email protected]
Comercial:
[email protected]
* Paulo Passos
E o mais drástico: a
pesquisa divulgada agora,
mostra que a maior parte
da população acredita que
a presidente sabia dos desvios na Petrobras, chegando a se ter respostas de que
cabe a ela a culpa de todo o
problema.
Dar respostas positivas na política econômica,
onde a inflação já começa
a pressionar salários e
alimentação, a exagerar
os aumentos dos combustíveis nas bombas, e conter
o desemprego na indústria,
e, ao mesmo tempo, trazer
de volta sua popularidade
a fim de fazer voltar à confiança do eleitorado, é um
esforço enorme sobre os
ombros de uma presidente
que se mostra ainda retraída e tímida aos olhos da
população.
* Jornalista e advogado
Avenida Francisco Sá
Nº 360 • Bairro Prado
BH • MG • CEP 30411-145
Telefax:
(31) 3291-9080
(31) 3047-8271
Distribuição nas bancas: R$ 0,25
A distribuição dirigida é gratuita
14 a 21 de fevereiro de 2015
V I G Í LI A S
Nome de Alberto Pinto Coelho
é lembrado para disputar a PBH
As coisas no Brasil começam
a funcionar pra valer após o período do Carnaval, segundo a lenda popular. E como não poderia
deixar de ser, em Minas os fatos
também seguem este roteiro
nacional. Um dos temas com
possibilidades de se destacar
nas próximas semanas nos meandros da política é a sucessão
de Marcio Lacerda.
Sobre este tema, até o momento não aconteceu nada de
novo, a não ser os comentários
indicando a possibilidade do
ex-governador Alberto Pinto Coelho aceitar colocar o seu nome
como postulante ao cargo.
Pessoas próximas ao
ex-chefe do Executivo mineiro,
quando indagadas sobre o assunto, preferem dizer que ainda
é cedo para discuti-lo. No entanto, nenhum desses amigos diz
abertamente que Pinto Coelho
recusaria o convite.
Tendo deixado o governo
de Minas sem sofrer arranhões
políticos, Alberto Pinto Coelho é
presidente do Partido Progres-
sista (PP) estadual, cuja sigla
faz parte do governo federal.
Pode ser que esteja nascendo
aí, inclusive, uma possibilidade
de parceria entre o ex e o atual
governador de Minas.
Do grupo ao qual faz parte Alberto Pinto Coelho, liderado pelo
senador Aécio Neves, estão na
pré-disputa vários nomes, a começar pelos deputados tucanos
João Vitor Xavier e João Leite, o
presidente da Câmara de Vereadores, Wellington Magalhães,
o vice-prefeito Délio Malheiros,
a secretária municipal de Governo, Luzia Ferreira, o deputado
Rodrigo de Castro, o ex-senador
Eduardo Azeredo, Antonio Anastasia e tantos outros.
É exatamente o tamanho
dessa lista que assusta os matemáticos da política, pois neste
grupo não existe um nome com
popularidade suficiente para
enfrentar o PT. Uma candidatura viável terá que ser criada do
ponto de vista eleitoral.
Em relação ao grupo mais
próximo ao governador Fernando
Pimentel, até o momento, circula
com certa desenvoltura nos bastidores do partido o nome do depu-
Deputado não gosta de BH
Governo de Minas
Tércio Amaral
Não interessa a posição oficial do PDT. Um de
seus deputados, o veterano Sargento Rodrigues, já
definiu que será oposição ao governo estadual e fim
de papo.
Correia mais ameno
O ex-governador é presidente do PP estadual
tado federal Gabriel Guimarães.
Ele inclusive poderia fazer dobradinha com o parlamentar federal do
PMDB, Leonardo Quintão.
A exemplo dos adversários,
os petistas também não podem,
até o momento, bancar uma candidatura com grandes chances
de vitória, caso a eleição fosse
hoje. Então, tudo vai depender
do desempenho do atual governador, para alavancar alguém
de interesse da Cidade Administrativa, mesmo porque, no meio
Os maiores desafios
Com a queda dos preços do
ferro no mercado internacional,
que provocou a redução de
34% da receita dos royalties do
minério, Nova Lima sentiu os
reflexos diretos na arrecadação,
que sofreu um decréscimo da
ordem de 40%. Por conta disto,
e para cumprir a responsabilidade fiscal, a Administração foi
obrigada a enxugar a máquina
administrativa.
Harmonizar investimentos
e com preservação ambiental
tem sido a máxima seguida por
Cassinho. “Em 25 anos, as lavras
PMNL
Para Cassinho, a boa avaliação é resultado de trabalho, seriedade e transparência
estarão no fim, então temos de
planejar, encontrar caminhos e
buscar alternativas econômicas”,
afirma o chefe do Executivo.
Com cerca de 30 anos de experiência no setor público, como
vereador e em outros cargos
administrativos na esfera municipal, o prefeito dá prioridade à
preservação ambiental de Nova
Lima e destaca polos importantes, a exemplo do gastronômico,
como o distrito de São Sebastião
das Águas Claras (Macacos),
e de ecoturismo, beneficiado
com a recente criação de dois
corredores ecológicos e quatro
monumentos naturais.
deste caminho, existe o prefeito
Marcio Lacerda. Ele, se não está
fazendo uma administração tão
brilhante, se mantém em um patamar razoável de popularidade.
Pode até ser que o ministro
Patrus Ananias tenha condições de representar o consenso
dentro PT no projeto para tentar
voltar à prefeitura. Ao lado dele,
existem outros como o parlamentar Miguel Corrêa, o ex-deputado
Roberto Carvalho e a representante do PCdoB, Jô Moraes.
“Estamos firmes no conceito
de sustentabilidade para barrar
qualquer empreendimento, especialmente a expansão imobiliária,
que ameace a biodiversidade”,
destaca o prefeito. Segundo ele,
“62% do território de Nova Lima
têm áreas verdes conservadas”.
Entre as principais obras da
atual administração, e apontadas na pesquisa como as mais
conhecidas pela população, o
prefeito destaca a Barragem dos
Cristais, que demandou recursos
da ordem de R$ 34 milhões, provenientes do Governo federal e
de contrapartida municipal, que
acabaram com as enchentes na
parte baixa da cidade. Segundo
a pesquisa da Doxa, os setores
de saúde e educação foram
apontados como os que mais melhoraram nos últimos dois anos.
Nova Lima registra outros
projetos que se tornaram realidade, como a construção de sete
unidades de saúde, dois ginásios
poliesportivos, Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), escola no
Bairro Jardim Canadá, onde há
cerca de 900 empresas instaladas, quatro novas creches, com a
abertura de 1,8 mil vagas, Centro
de Treinamento do Villa Nova,
descentralização das farmácias
populares e outros serviços.
“Estamos no caminho certo,
com avaliação positiva em quase
todas as áreas. Há muito a ser
feito no próximo biênio”, diz o
prefeito, lembrando que o Sebrae
Minas apontou Nova Lima como
a terceira melhor cidade mineira
para investir.
Avaliação
Uma das áreas mais bem
avaliadas é a educação, com
índice de 54%. Os programas
sociais da prefeitura também merecem a aprovação dos moradores, com 36% que consideram as
ações boas e ótimas. A limpeza
urbana é outro setor bem avaliado, com 51% de aprovação,
seguida do saneamento, com
43% de avaliações como bom e
ótimo. Saúde e educação foram
apontadas pelos entrevistados
como as áreas que mais melhoraram na gestão Cassinho.
Disputa judicial
Indagada sobre a disputa
judicial envolvendo o prefeito
Cassinho e o ex-prefeito Vitor
Penido, a maioria - 53% - dos
entrevistados respondeu que
Cassinho deve ser mantido no
cargo. A maioria dos entrevistados também considerou que
a disputa judicial prejudicou a
administração da cidade.
O ofício com a assinatura
dos 23 parlamentares do bloco “Compromisso com Minas”
foi entregue ao presidente da
ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), no qual foi também
feita a indicação para o seu líder,
Agostinho Patrus Filho.
Além do partido do líder (PV),
com quatro deputados, também
compõem o bloco o PSD, também com quatro deputados,
PPS (3), PSB (3), PTN (3), PSC
(2), PEN (1), PHS (1), PMN (1) e
PTC (1). De acordo com comunicado distribuído à imprensa,
a criação do bloco deveu-se,
principalmente, à necessidade de
se adequar ao Regimento Interno
da Assembleia.
Thiago Cota:
“Tivemos o
entendimento
de que era o
momento de
trabalharmos com
independência”
Divulgação
Deputado Thiago Cota integra o Bloco Independente da Assembleia
Thiago Cota (PPS) confirmou
no último dia 03 que vai integrar
o bloco independente “Compromisso com Minas Gerais”. O novo
bloco reunirá 23 parlamentares
com uma posição política intermediária entre os deputados da
base do governo e da oposição.
Ele reforçou a posição de independência do bloco “Compromisso
com Minas Gerais”. “Tivemos o
entendimento de que era o momento de trabalharmos com independência, defendendo o legado
das últimas administrações, mas
votando a favor nas questões vitais
que representem o bem de Minas
Gerais”, afirmou. De acordo com
ele, não foi uma decisão nacional,
mas uma questão de bancada.
Do alto de sua arrogância, o deputado estadual Felipe Attiê disse em alto e bom som que detesta
Belo Horizonte. Recém-chegado de Uberlândia,
certamente o ilustre parlamentar defende que, em
uma eventual criação do Estado do Triângulo, sua
cidade se transforme em capital. Vai sonhando viu,
senhor deputado...
Sargento bravo
Pesquisa aponta que prefeito
Cassinho tem 68% de aceitação
No mês em que completa
314 anos de vida, Nova Lima tem
muito o que comemorar. Com o
maior Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) de Minas, o município é o que mais se desenvolve
no Estado, conforme dados da
Federação das Indústrias do Rio
de Janeiro (Firjan). No ano passado, a cidade repetiu o desempenho de 2012 e ficou à frente
de todos os municípios mineiros
no Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica (Ideb) do
Ministério da Educação.
Os dados positivos se refletem
na aprovação do governo municipal, conforme pesquisa realizada
em dezembro passado pelo Instituto Doxa entre 800 moradores
da cidade, o prefeito Cassinho
Magnani (PMDB) tem 68% de
aceitação popular (quando se trata
exclusivamente da prefeitura, o
percentual aumenta para 72%).
Para o chefe do Executivo, a
boa avaliação de sua gestão é resultado de “trabalho, seriedade,
transparência nos processos de
licitação e qualidade no serviço
prestado à comunidade”. Segundo ele, os resultados da pesquisa
comprovam que a maioria dos
entrevistados – 53% das pessoas
ouvidas em 36 bairros – consideram que ele deve ser mantido
no cargo.
3
P O L Í T I C A
EDIÇÃO DO BRASIL
Considerado um dos deputados mais céticos em
relação aos atos do governo estadual nos últimos
12 anos, o petista Rogério Correia já começou a
demonstrar seu lado de político conciliador. Agora,
como um dos líderes governistas na Assembleia,
promete um bom diálogo com a oposição. Nada
melhor do que o tempo para moldar as pessoas. Comentário: Para demonstrar que tem experiência como governista, Rogério Correia rememora
que na época em que foi vereador atou como líder do
então prefeito Patrus Ananias. É isso aí, deputado!
Coitado do PCdoB
Com uma bancada de apenas três parlamentares,
os representantes do PCdoB reclamaram recentemente da falta de apoio junto ao governo estadual.
Eles próprios se esqueceram de uma realidade:
quem manda no partido são os membros do diretório estadual, os mesmos que foram ouvidos na hora
de convidar nomes para fazerem parte do governo.
Quem conhece essa história é a veterana deputada
federal Jô Moraes. Enfim, esta choradeira dos deputados estaduais provavelmente não dará em nada.
Coisas da política mineira.
Cientista X Pimentel
Recentemente o cientista político Malco Camargo concedeu entrevista à imprensa e lembrou: “Por
enquanto o governador Fernando Pimentel está em
lua de mel com os deputados da base na Assembleia.
Acontece que em determinado momento, se não tiver
dinheiro para atendê-los, haverá críticas e rebelião,
tudo porque os parlamentares fazem qualquer coisa
para atender às suas bases eleitorais, inclusive serem
mais rígidos com o governo”, vaticinou o cientista.
Andrade petista
Quando esteve na festa de comemoração do
PT, em Belo Horizonte, o vice-governador Antônio
Andrade foi chamado pelo ex-presidente Lula de
“companheiro”. Logo começaram as especulações:
o vice-governador estaria pensando em mudar de
partido?
Política em Juiz de Fora
Amigos do atual prefeito de Juiz de Fora, Bruno
Siqueira, do PMDB, pensam em formar um grande
grupo político para se preparar para o pleito de 2016.
Por outro lado, a deputada federal Margarida Salomão, do PT, desafeta política do atual prefeito, nem
pensa neste assunto.
Juiz de Fora II
Quem continua forte nas lides políticas da Manchester Mineira é o novo presidente do Tribunal de
Contas, Sebastião Helvécio. Ex-deputado estadual
de vários mandatos, ele nunca se afastou dos debates
internos envolvendo a política local.
João Vitor prefeito
Durante solenidade de entrega do Troféu Guará,
o deputado João Vitor Xavier pedia votos para ser
candidato a prefeito no ano que vem em Belo Horizonte. Vamos com calma,João, este jogo será duríssimo.
Sucessão em BH
Ex-vereador e ex-deputado, o atual vice-prefeito
de Belo Horizonte, Délio Malheiros, não tem alternativa senão disputar a sucessão em BH no ano
vindouro. Isto para não ficar sem mandato, pois como
a eleição é municipal, a outra opção seria disputar
uma vaga na Câmara. Possibilidade que ele rechaça
completamente.
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João Luiz Moraes de Siqueira (OAB/MG 96.077)
Rua Sergipe, nº 625, Conjunto 312/313, Funcionários, Belo Horizonte - MG.
Fones(31) 3261-2920. Cep.: 30130-170. www.siqueiravasconcelos.com.br
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4
E C O N O M I A
Embora o auditório do Tribunal de Contas tenha
espaço para 300 pessoas, a posse do presidente
da entidade, Sebastião Helvécio, contou com a
presença de aproximadamente 600 convidados. Só
de Juiz de Fora, sua terra natal, o prefeito Bruno
Siqueira trouxe cerca de 50 pessoas.
Beatriz, o terror...
Acostumada a participar de grandes embates
durante os anos em que os tucanos comandaram o
governo de Minas, a presidente do Sind-UTE, Beatriz
Cerqueira, diz que está com a língua afiada para levar
com argumentos pesados as reivindicações dos professores ao governo de Fernando Pimentel. Não será
uma convivência tão harmônica como ela imaginava na
época da campanha eleitoral. Coitada da Beatriz, sô.
Aécio ou Lacerda?
Semana passada surgiu uma indagação durante
um bate papo entre jornalistas da crônica política na
sala de imprensa da Assembleia: “Quem vai dar a cartada final sobre a sucessão de Marcio Lacerda, ele
próprio ou o senador Aécio Neves?”. Quem souber,
responda por favor.
Marília x Adalclever
Pré-candidata à presidência da Assembleia daqui
a dois anos, a deputada do PT, Marília Campos,
ex-prefeita de Contagem por dois mandatos seguidos, não votou a favor do projeto para a volta do
salário-moradia aos deputados que têm imóvel em
Belo Horizonte e na Grande BH.
Travestis ousados
As pessoas, especialmente do sexo masculino, que
circulam pelo centro de Belo Horizonte são constantemente abordadas por travestis em plena luz do dia.
Eles exigem dinheiro e quando não recebem atacam
as vítimas, fazem escândalos e deixando transparecer
que fizeram algum tipo de programa e não receberam
pelo serviço. Mais um tipo de golpe contra o cidadão
comum. Fiquem atentos membros da terceira idade.
Iran irritado...
No dia em que a Assembleia votou pelo retorno
do auxílio-moradia para os parlamentares mineiros, o
deputado Iran Barbosa (PMDB) confirmou: “Votei a
favor, mas já avisei que não quero receber o benefício.
Fiz isto por que o Judiciário recebe quase R$ 5 mil por
mês para este mesmo fim. Se eles podem os demais
poderes também podem”, sentenciou o irado político.
Oposição mais forte?
Ao destacar a opção dos deputados que vão
comandar o bloco de oposição ao governo no parlamento mineiro, o deputado Gustavo Correa (DEM)
afirmou: “O grupo tem 22 membros, mas existem
cerca de seis outros colegas ligados ao bloco dos
independentes, que vão votar quase sempre com a
oposição”. Será?
Cena Única: Quem sabe o competente Gustavo
Correa não revela os nomes destes seis ilustres?
Política em Uberlândia
Conhecedores da política do Triângulo Mineiro
confessam que os irmãos deputados petistas Elismar e Weliton Prado estão perdendo prestígio junto
ao eleitorado de Uberlândia. Quando chegar a sucessão de prefeito no ano vindouro a influência de ambos
será minguada. É aguardar para conferir.
Política em Sabará
Quem quiser deixar o deputado Wander Borges irritado é dizer que ele voltará a disputar a Prefeitura
de Sabará, onde já foi prefeito duas vezes. Mas se
não for ele próprio o candidato de oposição, existe a
possibilidade do atual prefeito Diógenes Fantini ser
reconduzido ao cargo. Coisas da política mineira.
Eleição na AMM
Após renunciar à presidência do Tribunal de Contas, Antônio Andrada se elegeu prefeito de Barbacena e chegou à presidência da Associação Mineira
de Municípios (AMM). Ele pretendia se candidatar a
vice-governador, mas diante de uma administração
insossa, agora não tem a mínima chance nem de
ser reeleito para o cargo que ocupa na Associação.
Neste caso, o bastão do comando da AMM deve ser
transferido para seu atual vice, Antônio Júlio, prefeito
de Pará de Minas.
E LO Y LANNA
Setor deve faturar cerca de R$ 1,38 bilhão em 2015
Felipe José de Jesus
Com as perspectivas da economia brasileira em baixa investir em
pequenos negócios/franquias pode
ser uma ótima saída para quem
quer faturar e, acima de tudo, driblar
o possível desemprego. De acordo
com dados da Associação Brasileira
de Franchising (ABF), somente em
2014, o setor faturou R$127 bilhões.
No número de marcas o setor também registrou crescimento de 8,8%,
passando de 2.703 redes, em 2013,
para 2.942. No fim de 2014, 125.378
unidades franqueadas estavam em
operação no Brasil, 9,6% a mais do
que no ano anterior. Entre os setores
que mais se destacaram, aparecem
hotel, educação e alimentação. Para
este ano, a ABF aponta um avanço de
9% e faturamento de R$138 bilhões.
Em entrevista ao jornal Edição
do Brasil, o diretor da Anewton Franchising e especialista no ramo, Lucien
Newton, diz que o balanço comprova
que o desempenho do setor é positivo
para o atual momento econômico do
país. “O crescimento foi muito bom
e bem descolado do PIB. Vejo que o
franchising é blindado, pois mesmo
com baixas na economia, ele acaba
não sendo muito afetado. Do lado do
franqueador existe uma incerteza por
causa das taxas de juros e de crédito, mas o fato é que o crescimento
por meio de uma loja própria não
acontece da mesma forma que uma
franqueda”, explica.
Segundo Newton, a chance de
um empresário lucrar mais com uma
franquia do que com um micro empreendimento pode chegar a 80%,
índice alto se analisarmos o cenário
atual da economia. “Ela traz menos
gastos para o investidor que não
quer se onerar muito. Esperamos
um crescimento no faturamento do
franchising brasileiro em torno de
7,5% e 9,0%. E é muito difícil não
alcançarmos esse dado em 2015”,
assegura.
Situação econômica
Para o sócio-proprietário e franqueador de um bar, Antonio Ribeiro,
a possível recessão na economia
brasileira em 2015 não vai atrapalhar
a expansão do setor. “Nós formatamos um estilo de franquia focada
na simplicidade e investimos na
qualidade do prato, deixando de lado
o superficial que pode onerar. Para
montar um negócio como esse, os
investimentos giram na casa dos R$
151 mil. Quando o investidor atinge
a estabilidade, o faturamento pode
chegar a R$110 mil mensais. É um
bom mercado”, garante.
Segundo ele, é bom ter um
conhecimento da área e saber administrar para pode lidar de maneira
positiva com as contas. “Os insumos
estão encarecendo para quem trabalha no setor de alimentação. No
entanto, a gente procura segurar para
não onerar o consumidor. O que o
franqueado não deve fazer é alugar
um espaço caro e ter uma mão de
TELEFONES:
3450-0980 / 9603-4396
Rua Tamóios, 62 - Sala 100 - Centro
Belo Horizonte / Minas Gerais
Lucien Newton:
“O crescimento
por meio de uma
loja própria não
acontece da
mesma forma
que em uma
franqueada”
obra desordenada. Com uma loja pequena dá para desenvolver, tanto que
estamos projetando um crescimento
de cinco novas unidades”, revela.
Já para microempresária Luciana
Matta Machado, que é especialista
na produção de doces sofisticados
para festas e eventos corporativos – o
sonho agora é crescer e quem sabe
se tornar uma franquia. “Estamos
confiantes, pois o chocolate tem um
custo-benefício mais em conta e,
assim, conseguimos atender nosso
público e esperamos um crescimento
bom. Tenho constatado crescente
aumento na demanda por doces
e bolos gourmets. Deste modo,
esperamos um avanço de 60% a
80% porque estamos em um espaço
novo que é dedicado a produção e
ao atendimento, além de termos um
estoque maior. Pode ser que tenhamos franquias daqui 5 anos”, relata.
Newton, conclui dizendo que uma
das virtudes da franquia é a segurança.
“Além do setor de educação e alimentação, podemos falar sobre o campo de
beleza que continua com muito espaço
e estamos tendo recordes, já que é um
segmento que descola do PIB nacional. É bacana frisar que o franchising
dá uma segurança que pode ser passada para o investidor e os números
não mentem. Eles demonstram que
é um setor no qual você pode confiar
agora e nos próximos anos”.
Norte de Minas se prepara para a colheita de Café
A
região do Norte de Minas,
Jequitinhonha e Mucuri
possuem 105 municípios produtores de café,
perfazendo uma área de
produção de 36.512 hectares, com
produtividades variando entre sete a
oitenta sc/ha. Cerca de 60% da área
cultivada nestas regiões se referem
a lavouras de elevado nível tecnológico, irrigadas e bem conduzidas,
apresentando produtividade média
bastante elevada.
Entretanto, para se alcançar tal
grau de desenvolvimento tecnológico, a estrutura produtiva passa pela
organização dos cafeicultores em
torno do fortalecimento da cadeia do
café em relação aos funcionários. Na
Fazenda São Thomé, em Pirapora,
não é diferente. Para melhor desempenho da colheita, periodicamente é
feita a capacitação com funcionários.
A fazenda foi pioneira na produção de
café no Norte de Minas, há 14 anos
e produz o café do cerrado, próprio
para a exportação, na linha gourmet.
A última ocorreu no final de
janeiro, 26 e 27, com colaboradores
de fazendas da região, operadores
de colheitadeira jacto. Os instrutores Paulo Gercílio e Nelson Oliveira
mostraram como tirar o máximo de
proveito da máquina, que custa em
torno de R$ 315 mil. “A colheita mecanizada tem um custo bem menor
em relação à manual”, afirma o sócio-proprietário da Fazenda São Tomé,
Claudio Severino Lara.
“O processo de modernização da
atividade do café no Cerrado Mineiro
provocou impactos significativos na
ampliação da área produtiva, na
produtividade, na geração de novos
postos de trabalho em atividades
mais qualificadas e redução das
menos qualificadas”, comenta.
A área total plantada com a cultura de café, em Minas Gerais, é de
CDL/BH ainda mais perto dos empresários
A
ssumimos mais um mandato à frente da Câmara
de Dirigentes Lojistas de
Belo Horizonte (CDL/BH)
com o objetivo de manter
o processo de organização financeira
e administrativa da entidade, na
busca permanente por melhores
soluções para os setores de serviços
e comércio da capital mineira. Nesta
gestão, vamos manter a CDL/BH
ainda mais perto dos associados,
escutando suas demandas e anseios,
e realizando um trabalho incansável
na busca de soluções para todos
eles, em todas as áreas, do comercial
ao institucional, oferecendo produtos
que se encaixem no perfil de cada
associado, até soluções nas áreas
de crédito, segurança, mobilidade
urbana, dentre outras.
Para isso estaremos ainda
mais voltados para os associados
da entidade, numa interlocução
que envolve os diversos canais de
comunicação. Continuaremos trabalhando também com as câmaras
e conselhos, que já provaram ser
uma excelente forma de aproximação com os empresários, de segmentos e regiões diferentes. Temos
os conselhos que contemplam os
centros comerciais do Barro Preto,
Hipercentro, Floresta e Savassi. Já
as câmaras atendem os segmentos de papelaria, óticas, motos e
bikes, e pet. E estamos estudando
a criação de novos grupos. Este
modelo de trabalho é uma forma
interessante de estarmos perto dos
empresários das diversas regiões
da cidade e dos vários segmentos
da economia. O que tem dado certo
deve ser mantido e ampliado.
Na nossa primeira gestão definimos algumas bandeiras para serem
trabalhadas junto aos setores de comércio e serviços: tributos, políticas
urbanas, segurança, capacitação e
crédito. Vimos que esta forma de
trabalho, por bandeiras, foi altamente
produtiva. Pois abrindo cada uma
delas temos exatamente o que os
setores de comércio e serviços
precisam. E foi aí que focamos o
nosso trabalho. Vejam o exemplo
da bandeira “políticas públicas”, que
contempla, dentre outros, o tema
mobilidade urbana. As grandes cidades, como Belo Horizonte, enfrentam
inúmeros problemas como falta de
estacionamento e trânsito caótico.
Se a CDL/BH não trabalhar junto
com o munícipio, buscando soluções
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Solenidade do ano
Franquias podem crescer 9%
em momento de crise no Brasil
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VIGÍLI AS DOBRADAS
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14 a 21 de fevereiro de 2015
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DO
BRASIL
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para esses problemas, o cliente não
chegará às nossas lojas. E sem
cliente não tem venda. É por isso
que temos uma sólida parceria com
a Prefeitura de Belo Horizonte e com
o governo do Estado, pois sabemos
que quando a cidade vai bem, o
comércio vai bem. Por isso, atuamos
lado a lado com as autoridades e a
população no enfrentamento dos
grandes temas da cidade.
Continuaremos trabalhando
também para redução da carga
tributária que tanto onera as nossas empresas. Pois como todos os
outros setores, precisamos de uma
reforma tributária, pois não há outro
caminho para crescer e multiplicar
oportunidades. Sabemos que os
impostos são indispensáveis para o
desenvolvimento do país. Entretanto, a atual carga tributária, pesada,
complexa, confusa, pouco transparente e injusta não pode mais ser
tolerada. Temos uma sobrecarga
tributária que impede o crescimento
econômico. O Brasil tem impostos
de primeiro mundo e condição
social de país atrasado. Por isto,
recebe críticas pelo sistema injusto
de cobrança de impostos, que não
deixa o país crescer, gerar mais
1.204.208 hectares, predominando a
espécie arábica, com 98,8% no Estado. A área total estadual representa
54,2% da área cultivada com café
no país. “Na região, são cerca de 5
mil hectares plantados. A expectativa da safra para 2015, que começa
em meados de abril, será boa, mas
sem grande crescimento, visto as
dificuldades climáticas, mesmo com
a irrigação”, salienta gerente regional
da Emater, Ricardo Demicheli.
O déficit hídrico, provocado pela
escassez e irregularidade das chuvas,
e agravado pelas condições de elevadas temperaturas, causaram sérios
danos às lavouras de café, mas com
a irrigação o desenvolvimento da agricultura brasileira provocou grandes
transformações no processo produtivo
de diversas cadeias agropecuárias.
Neste contexto, o Cerrado Mineiro
merece destaque particular, pois se
consolidou como uma das regiões
cafeicultoras mais modernas do país,
com a adoção de um conjunto de
inovações tecnológicas, cujo resultado
foi à obtenção de maior produtividade
e qualidade do café.
* Bruno Falci
empregos e erradicar de vez a miséria. Um processo tributário mais
racional e mais simples, esse sim,
combina com o desenvolvimento.
Permitiria que nossas empresas
pudessem investir mais em vendedores do que em burocracia.
E o empresário sabe que pode
contar com a CDL/BH, pois como
entidade que representa os setores
de comércio e serviços de Belo
Horizonte, estamos sempre lutando
e defendendo seus interesses, em
todas as áreas, do comercial ao
institucional.
* Presidente da Câmara
de Dirigentes Lojistas de
Belo Horizonte (CDL/BH)
Preço dos combustíveis em BH
pode ter variação de até 10%
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Ministério do Trabalho e Emprego lança
medidas de combate à sonegação do FGTS
Patrícia Prates
A gasolina teve a maior diferença nas bombas
Silva explica que para os
preços não há tabelamento e
nem controle dos valores finais.
“Apesar disso, se houver abuso,
os Procons podem denunciar ao
Ministério Público, uma vez que
há ameaça à economia popular.
E é proibido também combinar
preços entre concorrentes. Isso
é chamado de formação de
cartel e é crime”, alerta.
A professora Neusa acrescenta que com esse aumento haverá um efeito cascata na
economia brasileira. “O principal
impacto será no custo do frete.
Particularmente, não acredito
numa baixa nos preços, pois
no caso da gasolina e do diesel
o governo teria que reduzir os
impostos e o aumento dessas
taxas é fundamental para um
equilíbrio das contas”, explica.
O economista acredita que
os preços dos combustíveis
também devem afetar a nossa
economia, principalmente porque a nossa matriz de transporte é basicamente rodoviária.
“O aumento do custo dos transportes provoca acréscimo em
toda a cadeia produtiva. Mas,
em médio prazo, a economia
será beneficiada pelo reequilíbrio das contas do governo.
Além do mais, as empresas se
adéquam melhor, administrando
os outros custos para garantir
competitividade. Esse aumento
atual é ruim em curto prazo, mas
é necessário e será benéfico no
futuro”, aposta.
Motoristas atentos
O taxista Lucas Ribeiro Lomasso, 25, diz que com o alto
preço da gasolina, os gastos
com o seu trabalho também
subiram. “Antigamente quando
o litro variava de R$ 2,75 a R$
2,83, eu trabalhava o dia inteiro
e no final dele eu completava o
tanque, gastando em média R$
50 a R$ 60 diariamente. Hoje,
trabalho na mesma carga horária
e quilometragem gastando em
torno de R$ 75 a R$ 82. O problema é que além de ter a diária
do carro, eu ainda tenho outros
gastos como o plano de saúde,
aluguel e alimentação”, enumera.
Segundo ele, os preços
na região metropolitana e BH
variam drasticamente. “Eu abasteço em um posto no bairro
Santa Efigênia por R$ 3,19
o preço da gasolina, mas o
estabelecimento me cede um
cupom de desconto e o valor cai
para R$ 3,05 (desconto cedido
somente para taxistas). E lá eu
sei que a bandeira é confiável.
No entanto, já encontrei postos
onde o preço gira em torno de
R$ 3,02, mas com uma bandeira
não confiável”.
Para o técnico de operação,
Ivan Gonçalves Barbosa, 43, o
grande impacto foi no seu orçamento que teve um aumento de
R$ 0,40. “Como tenho despesas
com o carro e a moto sofro em
dobro. Inclusive não vi tanta
diferença entre os estabelecimentos, no qual a média do litro
da gasolina comum está R$3,20.
Está parecendo um cartel dos
combustíveis”, reclama.
Barbosa declara já conhecer
os postos que praticam preços
menores. “Procuro abastecer
quando estou perto de um desses postos. No caso do meu
carro, parei de encher o tanque
com gasolina e abasteço só
com etanol e utilizo mais a motocicleta, porque gasta menos.
Antes desse aumento abusivo
eu já driblava os gastos com
combustíveis”, ressalta.
O
Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) vai apertar a
fiscalização contra
a informalidade e a
sonegação dos valores devidos ao Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS). As
medidas foram anunciadas
pelo ministro Manoel Dias e
devem elevar as receitas do
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do FGTS e da
Previdência Social em R$ 5,2
bilhões até o final deste ano.
Em Minas Gerais, a taxa
de informalidade é estimada
pelo Ministério em 30,9%,
segundo dado extraído do
Censo do IBGE. O Estado
conta com 275 agentes de fiscalização do Ministério. Até o
final de março, o MTE pretende implementar medidas que
incrementem a arrecadação
em mais de R$ 10 bilhões, coibindo fraudes e sonegações,
com foco em empresas que
mantenham funcionários sem
a carteira assinada.
“Mesmo que tenhamos
hoje mais de 50 milhões de
pessoas empregadas formalmente e isso é uma grande
conquista dos últimos 12
anos, ainda temos 14 milhões
de trabalhadores que vivem
como se estivessem legalmente empregados, mas não
tem acesso aos seus direitos
básicos. Isso representa uma
sonegação de R$ 80 bilhões à
Previdência e ao FGTS, que
nós temos que combater pelo
bem do trabalhador, tanto na
questão dos direitos quanto
da saúde dos fundos”, explicou Manoel Dias.
De acordo com ele, os
Auditores Fiscais do Trabalho, em todo país, estão
dando início à fase 2 do Plano
Nacional de Combate a Informalidade dos Trabalhadores
Empregados. Ao longo dos
últimos seis meses, o MTE
trabalhou na preparação desta ação, com a melhoria dos
sistemas informatizados, a
criação de novas ferramentas
de fiscalização, a capacitação
dos agentes e a organização
de um plano de fiscalização
por estado. “Cada estado tem
pelo menos uma equipe pronta e com metas a perseguir,
a partir de agora”, continuou.
As ações de fiscalização
contra a informalidade acontecem “in loco” nas empresas
Divulgação
14 a 21 de fevereiro de 2015
Os motoristas da capital mineira já estão sentido no bolso o
aumento dos combustíveis, após
o reajuste permitido de R$ 0,22
no litro pelas novas alíquotas do
Pis/Cofis. Segundo pesquisa do
Procon da Assembleia Legislativa
de Minas Gerais (ALMG), realizada entre os dias 3 e 5 de fevereiro,
junto a 81 estabelecimentos na
capital e região metropolitana, o
preço da gasolina comum subiu
em média 10,42% nos postos em
relação a janeiro deste ano. Já o
álcool ficou 6,93% mais caro. O
preço do diesel aumentou, em
média, 6,46%, enquanto que
o Gás Natural Veicular (GNV),
pesquisado em 34 postos, ficou
0,10% mais barato.
De acordo com a professora
de Finanças da Fundação Getulio
Vargas (FGV) /Faculdade IBS,
Neuza Maria Belo, o motivo do
acréscimo da gasolina e do diesel foi o aumento dos impostos.
“O álcool foi em decorrência da
entressafra da cana-de-açúcar,
que esse ano deve se estender
por um período mais longo que
nos anos anteriores, em função
da seca”, aponta.
Segundo o presidente do
Conselho Regional de Economia (Corecon- MG), Antônio de
Pádua Ubirajara e Silva, existem
outras razões para o aumento
dos combustíveis. “Como se trata
de um setor altamente oligopolizado, o controle internacional
dos preços acaba interferindo
nos preços internos. Apesar dos
valores estarem baixos no mercado internacional, a Petrobras
precisa corrigir os custos para
garantir seu equilíbrio de caixa.
Ninguém gosta de aumentos,
principalmente na gasolina. É comum também dizerem que o litro
da gasolina no Brasil é um dos
mais altos do mundo. Isso não é
verdade, nem em preços absolutos, nem em comparação ao valor
do salário mínimo”, afirma.
Os dados do Procon também
revelam que a variação de valores entre os estabelecimentos
para o mesmo tipo de combustível pode chegar a 10,48%, que
é o caso da gasolina aditivada.
Esse produto pode ser encontrado desde R$ 3,019 até R$ 3,336.
No caso da gasolina comum, os
preços variam entre R$ 2,934
e R$ 3,240, uma diferença de
10,42%. No caso do etanol, a
variação é de 6,93% (entre R$
2,168 e R$ 2,318).
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E C O N O M I A
EDIÇÃO DO BRASIL
Ministro Manoel Dias
e tiveram como ponto de partida o mapa da informalidade
no País, desenhado a partir
da Pnad 2013 e do Censo
do IBGE. Uma campanha
informativa também será realizada nos 537 municípios
onde as pesquisas apontaram maior informalidade.
Pelo menos 554 mil empresas
serão notificadas por mala
direta. As regiões Nordeste e
Sudeste, que tem os maiores
índices de informalidade, devem ganhar atenção especial.
A expectativa é tirar da
informalidade mais de 400
mil pessoas nessa fase dos
trabalhos. Um grande número de trabalhadores também
deve ser formalizado a partir
da repercussão das ações
de fiscalização. O cálculo é
de que esse resultado gere
um aumento de receita de R$
2,529 bilhões para o FGTS e
Previdência Social, se levado
em consideração o rendimento médio do trabalhador e os
porcentuais de desconto do
fundo (8%) e da Previdência
Social (27,5%). O valor sonegado por empregado, por
ano, chega a R$ 6,3 mil.
Valor da multa
Nas próximas semanas,
o ministro deve encaminhar
à presidenta Dilma Rousseff
um pedido para que o governo eleve o valor da multa para
o empregador que deixa de
registrar em carteira o trabalhador. “Essa multa está defasada há 20 anos”, reclama
Manoel Dias. Segundo ele, o
valor de R$ 402,53 por trabalhador sem carteira assinada
não assusta o sonegador, que
muitas vezes prefere arriscar
e manter os trabalhadores
irregulares.
Os Auditores Fiscais do
Trabalho também deflagram a
partir desta semana a terceira
etapa do Programa de Fiscalização Eletrônica, diretamente
nas informações prestadas
pelas empresas. A meta é
recolher e notificar um valor
superior a R$ 2,6 bilhões
e garantir que os volumes
devidos aos trabalhadores
também sejam depositados
nas contas vinculadas.
O projeto de fiscalização
eletrônica teve início ainda
em 2013, com projetos pilotos
em quatro estados. Em 2014,
750 auditores fiscais foram
capacitados e a estrutura de
equipamentos de informática
foi modernizada para permitir a
execução da tarefa em todo o
País. “Com essa ferramenta o
auditor fiscaliza e emite as notificações sem sair do ministério.
Elevamos significativamente
o alcance das ações e ainda
economizados com deslocamento e diárias de viagem”,
acrescentou Manoel Dias.
O MTE avalia que a sonegação média do FGTS pelas
empresas é de 7% ao ano.
Isso representa R$ 7,3 bilhões se levado em consideração que a arrecadação do
Fundo no ano passado foi de
R$ 104,5 bilhões. “Nós vamos
em busca dessa diferença,
e esperamos ultrapassar a
meta de R$ 2,6 bilhões, já
que temos a recolher FGTS
não apenas do ano passado”,
complementou o ministro.
Reunião na Fiemg discute táticas para o
desenvolvimento da Região Centro-Oeste
N
Afonso Gonzaga, a nova fonte
energética deverá alavancar
o desenvolvimento da Região
Centro-Oeste, já que passará
também por cidades como
Itaúna, Mateus Leme, Santo
Antônio do Monte, Lagoa da
Prata, entre outras.
“Trata-se de uma obra grandiosa que representará novos
investimentos para a região,
mais força para diversos setores industriais que poderão
utilizar o gás como energia, e
gerar mais empregos. Será um
grande impulso de desenvolvimento”, defendeu.
Mais estratégias
A Cidade Tecnológica, empreendimento que terá abrangência de aproximadamente 5
milhões de metros quadrados
Fiemg
o encontro realizado na Fiemg, no
dia 10, entre o presidente da Fiemg
Regional Centro-Oeste, Afonso Gonzaga e o
secretário de Desenvolvimento
Econômico de Minas Gerais,
Altamir de Araújo Rôso Filho
foram traçadas estratégias para
o desenvolvimento de Divinópolis e da Região Centro-Oeste. A
reunião contou ainda com a presença do presidente do Sistema
Fiemg, Olavo Machado Junior.
Entre os assuntos tratados,
está à instalação do gasoduto
que ligará a cidade de Queluzito, na Região Metropolitana
de Belo Horizonte a Uberaba,
no Triângulo Mineiro, passando
por várias cidades mineiras,
inclusive Divinópolis. Para
Olavo Machado, Altamir de Araújo Rôso Filho e Afonso Gonzaga
e abrigará empresas de tecnologia e instituições de ensino
técnico e superior, impulsionando grandes investimentos para
a Região, também foi assunto
de destaque na reunião.
A iniciativa representa a
perspectiva de uma nova vertente de desenvolvimento para
Divinópolis e Região. Outro
assunto discutido foi o Minas
Veste o Brasil (MVB), projeto
desenvolvido pelo Sindicato da
Indústria do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd ). O projeto
faz parte de um programa de
fomento comercial que busca
ampliar a visibilidade do Polo
Confeccionista de Divinópolis,
movimentando a produção
industrial, impulsionando a
economia da região.
A siderurgia e a indústria de
calcados, setores de destaque
na região e importância para
todo o cenário econômico do
Estado, também foram pauta
da reunião e devem receber
atenção especial da Secretaria de Desenvolvimento, além
de incentivo para seu fortalecimento e aumento de sua
competitividade.
Está previsto um novo encontro, ainda com data a definir,
com a presença de lideranças
regionais, para que a discussão
contemple os diversos setores
produtivos do Centro-Oeste e,
dessa forma, cada ação possa
ser tratada pontualmente, vislumbrando o fortalecimento de
toda região.
você e sua família
ra
pa
as
ad
nt
ie
or
as
ic
fís
Atividades
Escolha já a sua e venha se mexer
Natação
Hidroginástica
Judô
Voleibol
Musculação
Futebol
Condicionamento Físico
O trabalho será realizado com
icos
supervisão de educadores fís
Associação Cristã de Moços em Minas Gerais
Rua Tietê, nº 292 - Caiçara - BH/MG
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G E R A L
EDIÇÃO DO BRASIL
14 a 21 de fevereiro de 2015
JORNAL DO ACIR ANTÃO
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Guará
A NI V E RS A RI A NT E S
Divulgação
BOCA FECHADA - O Supremo, através de decisão
do ministro Teori Zavascki, decidiu manter fora da
cadeia o Sr. Renato Duque, apontado como um dos
operadores do PT junto à corrupção da Petrobras. No
ano passado ele chegou há ficar 19 dias preso e foi
solto através de um habeas corpus deferido pelo mesmo ministro. Um novo pedido de cadeia para Renato
Duque foi solicitado e o ministro Zavascki novamente
decidiu favorável ao réu. Parece que o Sr. Renato
Duque tem muita coisa para falar e se abrir a boca a
situação pode ficar pior do que está.
Léo Burguês, Mário Henrique Caixa, Eujácio Antônio da Silva,
Maria da Glória de Morais, Márcio Tupy e Raquel Faria,
durante a entrega do Troféu Guará, evento da Rádio Itatiaia
APOSENTADORIA MARAVILHOSA - O ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine deu entrevista
a TV Globo e disse que tem carta branca da presidente
Dilma para colocar a empresa nos eixos. Mas não conseguiu responder se a empresa continuará comprometida
politicamente com o Palácio do Planalto, pois ela foi
partidarizada e deu no que deu. O mais interessante
é que o Sr. Aldemir Bendine dava a entrevista, depois
de deixar a Presidência do Banco do Brasil, onde era
funcionário de carreira, para receber uma aposentadoria
de R$ 62 mil por mês. Enquanto isso os trabalhadores
brasileiros que pagaram previdência durante anos com
contribuições acima de até 20 salários mínimos, hoje
amargam uma aposentadoria máxima de R$ 4 mil, se o
benefício começar a vigorar agora, pois passado algum
tempo, os R$ 4 mil viram R$ 2 mil.
CARNAVAL EM BH – Uma marca de cerveja será
patrocinadora do Carna BH e vai ter um projeto nas
redes sociais: Facebook e Instagram onde o público
terá acesso à grade diária de eventos carnavalescos
da capital mineira. Além disso, terão acesso a curiosidades sobre o Carnaval belo-horizontino, coberturas
fotográficas dos eventos com postagens simultâneas,
fotografias artísticas, com registros de momentos
inusitados e sob ângulos diferentes.
Domingo, dia 15 de fevereiro
Gabriel Martins de Castro
Simone Barbosa - Fundação Municipal de Cultura
Ezequiel de Melo Campos
Jornalista Fagundes Murta
Ex-deputado Alcyr Nascimento
Jornalista Lúcio Perez
(diretor de comunicação da Assembleia)
Segunda-feira, dia 16
JUNTO E MISTURADO - Grupos que marcaram
duas gerações de maneira única e ajudaram a escrever a história do pagode no país, Raça Negra e Só Pra
Contrariar estarão juntos no palco do evento Samba
D + com o show Gigantes do Samba. Com realização
da Nenety Eventos, a apresentação será no dia 14
de março (sábado), a partir das 22h, no Espaço Só
Marcas (Av. Babita Camargos, 1375, Contagem).
Dr. Onésimo Vianna
(ex-delegado regional do Trabalho em Minas)
Eduardo Rocha - Pam-Pam
Terça-feira, dia 17
Jorge Santana de Jesus
Wilsinho Reis - Laguna Auto-ônibus
Jornalista Lúcia Helena Gazolla
Senhora Vera Lúcia Portugal
DA COCHEIRA
Quarta-feira, dia 18
Até hoje a existência da Agência Metropolitana
de Desenvolvimento é uma incógnita. O tão esperado Plano Diretor da região metropolitana, agora nem
gera esperança.
Engenheiro Aloísio Belém
Madalena Bahia Cascão
Sra. Angelina Feraz
Com o pequeno período chuvoso que tivemos,
os buracos começaram a aparecer por toda a cidade.
Sem falar nas duas principais rodovias que cortam a
nossa cidade a 381 e a 040.
Quinta-feira, dia 19
Ex-deputado Luiz Tadeu Leite
Ex-deputado Lael Varella
Rodrigo Almeida
A presidente Dilma quer preservar Joaquim Levy
de qualquer desgaste com o Congresso. Por causa
disso escalou Nelson Barbosa do Planejamento e
Carlos Gabas da Previdência para tratar com senadores e deputados.
Sexta-feira, dia 20
Médico Edmundo Caldeira Brant
Afonso Melo
Dilma topa discutir e negociar, desde que o aumento da receita seja preservado. Ou seja, venha
sempre a nós e nunca o vosso reino.
Sábado, dia 21
Waldir Barbosa - gerente de futebol do Cruzeiro
Moazart de Oliveira – decano dos violonistas de BH
Uma nomeação em São Paulo pode devolver a
Câmara dos Deputados a figura de Roberto Freire.
A todos, os nossos Parabéns!
C U L T U R A
Divulgação
Conhecido como um
Estado com inúmeros
encantos, Minas Gerais possui expressiva
riqueza cultural. Com
diversas cidades históricas, o Estado é berço de
grandes monumentos,
de belezas naturais e de
uma extensa e variada
culinária, o que torna
Minas reconhecida em
todo o país e também
em terras estrangeiras.
Com tantos atrativos, o Guia Turismo
de Minas vai reunir os
mais variados roteiros
de viagens para auxiliar
os turistas. A iniciativa é
uma das ações planejadas para comemorar os
10 anos do Turismo de
Minas, principal mídia
especializada do setor
no Estado.
Destinado ao visitante, operadores e
agentes de viagens
e profissionais do setor, o guia vai contar
com um breve resumo
da história do Estado,
cultura, gastronomia,
artesanato, parques e
eventos, além de informações úteis sobre
Minas Gerais.
Com base na
classificação do Ministério do Turismo,
serão apresentados
22 destinos indutores
do desenvolvimento
turístico regional: Belo
Horizonte, Diamantina,
Ouro Preto, Tiradentes,
São João del-Rei, Sete
Lagoas, Santana do
Riacho (Serra do Cipó),
Poços de Caldas, São
Lourenço, Juiz de Fora,
Camanducaia (Monte
Verde), Caxambu, Maria da Fé, Caeté, Araxá,
Capitólio, Governador
Valadares, Brumadinho, Itabira, Uberlândia, Ipatinga e Montes
Claros.
Para enriquecer o
conteúdo, o material vai
incluir fotos, perfil das
cidades, dicas, principais atrações, hotéis,
pousadas e serviços.
Já no quesito roteiros
especiais, a publicação
abordará os tópicos:
Estrada Real, Cidades
Históricas, Gastronomia, Cafés, Cachaças,
Cervejas Artesanais,
Parques, Trens, Monumentos Religiosos,
Grutas, Águas, Furnas, Moda, Artes, Cachoeiras, Niemeyer,
Aventura, Sul de Minas,
Eventos e Negócios.
O Guia Turismo de
Minas estará disponível
a partir de março, nas
principais bancas e livrarias do Brasil, alguns
pontos turísticos e no
portal www.turismodeminas.com.br.
A publicação conta
com os apoios da Secretaria de Estado de
Turismo de Minas Gerais, do Instituto Estrada Real, da Federação
Brasileira de Hospedagem e Alimentação, da
Associação Brasileira
de Agências de Viagens, da Associação
Brasileira da Indústria
de Hotéis, do Belo
Horizonte Convention
& Visitors Bureau, da
Câmara de Dirigentes
Lojistas de Belo Horizonte, entre outros.
Músicos estrangeiros vão se apresentar nos
concertos do Circuito de Órgãos Históricos
O Circuito de Órgãos Históricos
de Minas Gerais recebe, nos dias
20 e 22 de fevereiro, dois organistas internacionais. O francês Bruno
Forst e o português João Vaz, a
caminho do I Festival de Música
Antiga de Diamantina, realizam
concertos em Mariana e Tiradentes. Bruno Forst se apresenta ao
Órgão Arp Schnitger, na Catedral
da Sé de Mariana, na sexta-feira,
20 de fevereiro e no domingo, 22
de fevereiro. Os ingressos podem
ser adquiridos na portaria da Catedral, a R$ 30 (inteira). No programa
obras de Michael Praetorius, Heinrich Scheidemann, Samuel Scheidt, Martin y Coll e G. Muffat João Vaz se apresenta ao órgão
da Matriz de Santo Antônio, em
Tiradentes, na sexta-feira, 20 de
fevereiro. Os ingressos são vendidos a R$ 35 (inteira) e R$ 20 (para
idosos e estudantes). Ele interpreta
obras de António Carreira, Manoel
Rodrigues Coelho, Fr. Diogo da
Conceição, Bernard Pasquini, Carlos Seixas, Johann Sebastian Bach,
Giuseppe Antionio Paganelli e Fr.
José da Madre de Deus. Após os concertos, os organistas seguem para Diamantina,
para o I Festival de Música Antiga,
que acontece de 20 de fevereiro a
1º de março. Para Marco Brescia,
organista e diretor artístico do Festival, o evento é uma plataforma
de projeção e intercâmbio artístico
e humano, que fomenta o diálogo
criativo entre artistas aclamados
na cena internacional da Música
Antiga e colabora igualmente na
densificação de ciclos de concerto
pré-existentes, como os do Circuito
dos Órgãos Históricos de Minas
Gerais.
“Ao trazer ao Brasil organistas
estrangeiros e/ou residentes no exterior, a parceria estabelecida entre
o festival diamantinense e o circuito
organístico mineiro possibilita que
outros públicos possam também
apreciar a arte destes artistas de
Telma Verissimo
Turismo de Minas Gerais
vai lançar guia turístico
Bruno Forst faz show na Catedral da Sé de Mariana
exceção junto a outros instrumentos históricos de Minas, o mais importante relicário do órgão barroco
no Brasil, seja pelo incontornável
corpus instrumental preservado,
seja pelas bem sucedidas políticas
de salvaguarda, restauro e uso desses instrumentos que mantêm viva,
no interior das Gerais, a voz de um
passado de esplendor”, completa.
Os músicos
João Vaz é organista português.
Estudou em Lisboa com Antoine
Sibertin-Blanc e em Saragoça com
José Luis González Uriol. Frequentou cursos com professores como
Edouard Souberbielle e Joaquim Simões da Hora. É doutor em Música
e Musicologia, com uma tese sobre
música portuguesa para órgão do
final do século XVIII. Desenvolveu
uma carreira internacional como
executante e como docente em cursos de aperfeiçoamento organístico, e efetuou numerosas gravações
em órgãos históricos portugueses.
É autor de vários artigos sobre
música Portuguesa para órgão. Foi
consultor em diversos restauros de
órgãos, nomeadamente no recente
restauro dos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra.
Atualmente, é professor na Escola
Superior de Música de Lisboa. É o
diretor artístico do Festival de Órgão da Madeira, assim como das
séries de concertos em Mafra e no
órgão histórico de São Vicente de
Fora, em Lisboa, instrumento de
que é organista titular desde 1997. Bruno Forst é organista francês.
Iniciou seus estudos com Paule
Rochais, em Cognac. Entrou para
o Conservatório de Burdeos, na
classe de Francis Chapelet. Estudou órgão, cravo, composição
musical, direção de coral, história
e análise. Obteve medalha de
ouro em órgão. É pós-graduado
pelo Real Conservatório Superior
de Música de Madri. Desde 1996,
mora em Valladolid (Espanha) e
atua como organista da Igreja de
San Andrés. Desde 2000, dá aulas
de improvisação no curso de Iniciação ao Órgão Barroco no curso
de Medina de Rioseco e nas Aulas
de Inverno Francisco Ortega, em
Valladolid. Também dá aulas mensais na Catedral de Segovia para
a Associação Francisco Correa de
Arauxo. É cravista correpetidor no
curso de verão de Música Antiga em
Santiago de Compostela. Seu interesse por música antiga o levou a
fundar, em 2002, o Ensemble Vocal
e Instrumental Rosa Solís.
7
14 a 21 de fevereiro de 2015
Divulgação
Projeto para expansão do Hilton Rocha é aprovado
Patrícia Prates
O
Conselho Municipal do Meio
Ambiente (Comam) aprovou,
recentemente, a permissão de
licenciamento ambiental que
pretende expandir o antigo Instituto
Hilton Rocha e promover o seu funcionamento com um centro de tratamento
ao câncer. Construído aos pés da Serra
do Curral, no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul de Belo Horizonte, a
previsão é que o novo hospital comece
a operar em 2 anos.
Segundo o diretor da Oncomed,
instituição a frente do projeto, Roberto
Fonseca, a ideia nasceu especificamente porque em BH existe uma
carência de leitos para o tratamento
da doença. “O que predomina são
apenas 3 mil leitos na cidade. Além
disso, o que vamos trazer com esse
novo espaço é o mercado de leitos,
especificamente nas três áreas que é
oncologia, oftalmologia e cirurgia cardiovascular. Ele também será voltado
para atenção aos idosos, ou seja, algo
que vamos fazer de melhor em termos
de tecnologia ligada a humanização do
atendimento”, afirma.
Números
De acordo com o Instituto Nacional
de Câncer (Inca), a estimativa para
2015 é que surjam aproximadamente
576 mil novos casos de câncer, incluindo os de pele. O câncer de pele do tipo
não melanoma (182 mil casos novos)
será o mais incidente na população
brasileira, seguido pelos tumores de
próstata (69 mil), mama feminina (57
mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27
mil), estômago (20 mil) e colo do útero
(15 mil).
A previsão é que o novo hospital comece a operar em 2 anos
Levando em consideração a
portaria 1101/GM do Ministério da
Saúde, que afirma que para cada
mil habitantes o número de leitos
deve ser de 2,5 a 3,0, deveriam
existir mais de 15 mil ofertas de vagas, mas Belo Horizonte e a região
metropolitana contam com cerca de
9 mil vagas de internação para uma
população de mais de 5,7 milhões
de habitantes.
Expectativa
Segundo o diretor, a escolha pelo
Hilton Rocha aconteceu devido à
capital mineira não ter mais espaço.
“Temos uma cidade que tem carência
de leitos e que recebe pacientes de
o todo Estado, e você não tem mais
áreas onde possa ser construído um
hospital. Ao adquirir aquela área,
estamos obtendo um prédio que tem
em torno de 45 a 50 anos e que está
jogado a traças. Estamos unindo
o que a de melhor com um projeto
ligado ao paisagismo da Serra do
Curral”, garante.
O centro vai contar com CTIs, laboratório de genética de ponta para um
mapeamento mais preciso do paciente
e melhor definição do tratamento individualizado; radioterapia intraoperatória;
radioterapia IGRT, que reduz a exposição do paciente à radiação e maximiza
o tratamento; implantação de cirurgias
minimamente invasivas, protocolo de
prevenção de acordo com as evidências da literatura médica, entre outros.
Em torno do prédio está previsto
a implantação de cobertura vegetal
nas áreas degradadas. Além da reforma, o projeto inclui a criação de
um estacionamento com vagas para
aproximadamente 300 veículos.
Fonseca conta que o projeto é todo
voltado para o meio ambiente. “Vamos
sempre estar preocupados com a captação de água por meio da chuva e a
energia solar. Iremos fazer algo inédito
em BH, que é um corredor ligando
dois parques. O investimento está em
torno R$ 200 milhões. O hospital não
terá atendimento de urgência para não
haver barulho de sirenes e solucionar
o impacto do trânsito na vizinhança”.
Deputado busca auxílio da Caixa
para Santa Casa de Belo Horizonte
Está em fase de implantação
uma nova modalidade de empréstimo para que as Santas Casas de
todo o país possam quitar suas
dívidas junto aos bancos e fornecedores. Para tratar do assunto,
o deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG), conselheiro da
Irmandade da Santa Casa de Belo
Horizonte, esteve reunido com o
superintendente de Micro e Médias
Empresas da Caixa Econômica Federal (C EF), José Ricardo Veiga,
e com Gonçalo de Abreu Barbosa,
superintendente de Planejamento,
Finanças e Recursos Humanos do
Grupo Santa Casa BH, para pedir
agilidade na liberação do cronograma que está sendo elaborado
pela CEF para a implantação dos
recursos às instituições.
O Grupo Santa Casa de BH
(GSCBH) apresentou em novembro do ano passado um projeto
de reestruturação financeira da
instituição aos dirigentes da CEF
e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) durante reunião realizada
em Belo Horizonte.
No documento, demonstrações
detalhadas sobre capacidade financeira e equalização de passivos
que permitem uma operacionalização eficiente do fluxo de caixa.
Com o endosso deste documento
por parte da CEF, o Grupo Santa
Casa se certifica oficialmente ao
financiamento junto ao BNDES
no valor de R$ 133 milhões, com
pagamento em 10 anos.
O GSCBH, que aderiu ao Programa de Renegociação de Dívidas das Santas Casas junto à
União (Prosus) no 1º semestre
de 2014, está atualmente 100%
adimplente com tributos federais.
Santas Casas de todo o país puderam aderir ao PROSUS no ano
passado graças à aprovação do relatório do deputado federal Gabriel
Guimarães da MP 638 nos Plenário
da Câmara e do Senado. Na MP
638 estava prevista a adoção de
medidas que contemplam a área
da saúde com o aperfeiçoamento
do PROSUS no que se refere à
correção das dívidas.
Esse dispositivo permitiu às
entidades que aderiram ao Prosus
solicitar, até noventa dias após o
deferimento do pedido de adesão,
moratória de até 180 meses das dívidas junto à Secretaria da Receita
Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, vencidas até o mês anterior ao ato da
publicação da Lei, podendo ser
incluídos na moratória os débitos
que se encontravam em discussão
na esfera administrativa ou judicial.
“Nossa preocupação e esforço
conjunto é para permitir que as
Santas Casas tenham condições
de atendimento aos pacientes, elas
que são tão importantes na complementação dos atendimentos
prestados pelo SUS, para que tenham condição de pagamento das
suas dívidas junto aos bancos e
fornecedores”, afirmou o deputado.
Divulgação
V I D A
Capital mineira ganha centro
para o tratamento de câncer
EDIÇÃO DO BRASIL
Gabriel Guimarães esteve em reunião
com a direção da Caixa Econômica
8
E D U C A Ç Ã 0
Educação abre espaço para Duas professoras mineiras visitam
comunidades quilombolas Centro Europeu de Pesquisas Nucleares
EDIÇÃO DO BRASIL
Secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo
R
epresentantes de comunidades quilombolas do
Norte de Minas e do Vale
do Jequitinhonha estiveram na Cidade Administrativa
para uma reunião com a secretária de Estado de Educação,
Macaé Evaristo, e gestores do
órgão central. O encontro marcou
uma abertura ao diálogo para o
debate de políticas educacionais
que considerem as especificidades dos diferentes grupos sociais
que fazem parte da educação.
“Minas Gerais está entre os
cinco estados brasileiros que têm
o maior número de população
quilombola. Entretanto, esses
educadores nos trazem alguns
desafios, como a implementação
das diretrizes da educação escolar quilombola e a necessidade de
se ter uma forma mais participativa na gestão da educação nessas
comunidades. Uma gestão que
considere as especificidades de
cada uma delas”, destacou.
Também estiveram na pauta de discussões apresentadas pelas comunidades temas
como: a promoção de formação
de lideranças quilombolas que
garantam a Educação Básica,
incluindo a Educação de Jovens
e Adultos, e a inserção da educação escolar quilombola no mapa
de desenvolvimento territorial.
“É necessário que tenhamos
um olhar também para o Censo
Escolar que é coordenado pelo
Governo Federal, por meio do
Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep). É muito importante que o Estado se envolva
e acompanhe o Censo Escolar
para que as especificidades
dessas escolas possam se fazer
presentes”, avalia a secretária.
Grupo de trabalho
Entre os resultados da reunião está a formação de um
grupo de trabalho com representantes das comunidades
quilombolas, da Secretaria de
Estado de Educação e especialistas da Universidade do Estado
de Minas Gerais (UEMG) e da
Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG). A última possui
um curso de aperfeiçoamento
sobre a Educação Básica nas
comunidades quilombolas.
Para a presidente da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais,
Sandra Maria da Silva Andrade,
a agenda teve saldo positivo e
trouxe expectativas quanto à realização de um trabalho educacional
que respeite às comunidades.
“A criação desse grupo para
nós é essencial, porque esta
comissão vai retratar a realidade das várias regiões que nós
temos dentro das Minas Gerais.
As comunidades estão espalhadas e o nosso estado é muito
grande e tem as especificidades
de cada região”, conta. Segundo
a presidente, as comunidades
quilombolas estão presentes em
183 municípios do Estado.
Formação para educadores
Professores da Universidade
Federal de Minas Gerais também
marcaram presença no encontro.
Durante a agenda, a professora
Shirley Aparecida de Miranda destacou o curso de aperfeiçoamento
oferecido pela Universidade. O
Curso de Formação de Professores da Educação Básica nas
Comunidades Remanescentes
de Quilombo tem carga horária
de 210 horas e é ofertado de
forma presencial em dois polos:
Januária, no Norte de Minas, e em
Berilo, no Vale do Jequitinhonha.
“Esperamos que agora a gente consiga alcançar uma visibilidade para essas comunidades,
para que as diretrizes nacionais
para a educação escolar quilombola possa ser implementadas
em Minas Gerais. A formação é
uma estratégia para essa implementação, mas o diálogo com a
secretaria estadual nos revela
que outros avanços podem ser
conquistados, como o reconhecimento das escolas”, disse a
coordenadora do curso, Shirley
Aparecida.
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Governo de Minas
14 a 21 de fevereiro de 2015
Cecília Heliete
Silva Resende
As professoras Cecília e
Kátia realizaram um sonho
de muitas pessoas que estudam Física: conheceram
o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern),
na Suíça. Agora, as duas
educadoras mineiras da
rede estadual têm textos
publicados em que contam
como cada uma usou o que
aprendeu na Europa dentro
de suas salas de aula.
As duas professoras fazem parte de um grupo de
45 educadores de todo o
Brasil que tiveram artigos
publicados no livro “Nós, professores brasileiros de Física
do Ensino Médio, estivemos
no Cern”. Em seus textos,
eles contam como aplicaram
o que viram no laboratório
dentro das salas de aula.
Cecília Heliete Silva Resende dá aula em duas
escolas da rede estadual de
Uberaba, na Escola Estadual Minas Gerais e na Frei
Leopoldo de Castelnuovo.
Logo que voltou da viagem,
contou aos alunos o que viu
e aprendeu. Depois, fez uma
pesquisa com os estudantes
sobre essa abordagem. O
resultado da pesquisa foi
bem positivo.
“Eles gostaram muito,
a maioria nunca tinha ouvido falar do acelerador de
partículas, então era um
assunto novo para eles.
Eles elogiaram o trabalho,
a maneira que passei esse
conhecimento. Eles acharam interessante”, conta a
professora.
Kátia Ferreira Guimarães, da Escola Estadual
Zinha Meira, de Bocaiúva,
procurou fazer um trabalho
mais prático. Ela fez com
os alunos um projeto para
cada um dos detectores
do Large Hadron Collider
(LHC), o maior acelerador de
partículas do mundo. Esses
detectores fazem a detecção
das partículas resultantes
das colisões dos prótons.
“Por exemplo, fizemos
um projeto de fotografias; de
outro detector, que se chama
Alice, fizemos uma alegoria
com a história Alice no País
das Maravilhas; e ainda trabalhamos com vídeos. Com
cada um a gente trabalhou
de uma forma”, explica Kátia.
O livro que traz os textos
das professoras foi lançado
em janeiro, no XXI Simpósio
Nacional de Ensino de Física, realizado pela Sociedade
Brasileira de Física (SBF),
em Uberlândia, no Triângulo
Mineiro. A previsão é que ele
esteja à venda a partir de
março. O livro, de 544 páginas, tem 43 textos escritos
por 49 autores, dos quais 45
são professores de Física do
ensino médio.
As duas professoras gostaram da oportunidade de
participar dessa obra. “Já
tenho artigos publicados,
mas dentro de um livro é a
primeira vez. Pra mim foi
fabuloso. Foi gratificante
para mim e para os alunos.
Quando uma escola que fica
no interior tem essa oportunidade como essa, fica marcado para a história, além de
servir de incentivo pra outros
professores. Tenho o prazer
de levar também o nome da
escola comigo”, conta Kátia.
Mas o trabalho não para
por aqui. Como destaca
Cecília, um dos objetivos da
Sociedade Brasileira de Física ao levar os professores
ao Cern é que eles sempre
levem para a sala de aula o
que viram no laboratório. “A
Sociedade Brasileira de Física cobra isso da gente, então
é um trabalho contínuo”.
Para essa continuidade,
Kátia conta com as pessoas
que conheceu na sua viagem. Com seus contatos, ela
pretende dar a seus alunos
um gostinho do que viu pessoalmente na Suíça. Ela vai
fazer uma visita virtual em
tempo real com eles, durante
a qual eles verão pelo vídeo
tudo o que a professora
descreveu e ainda terão a
possibilidade de ter uma pessoa respondendo as suas
dúvidas enquanto conhecem
um pouco do Cern.
Cern
O Centro Europeu de
Pesquisas Nucleares (Cern)
foi criado em 1954 por meio
de uma parceria de países
europeus com o objetivo de
recuperar a ciência europeia,
desmantelada pela Segunda
Kátia Ferreira
Guimarães
Guerra Mundial. Suas instalações principais se situam
na fronteira da Suíça com a
França, no entorno da cidade
de Genebra.
O mais recente acelerador de partículas construído
no Cern é o (LHC), uma
obra sofisticada de Física,
Engenharia e tecnologia,
com um perímetro de 27 quilômetros, construído abaixo
do solo com o objetivo de
prover prótons com grande
velocidade e alta energia e
fazê-los colidir uns contra os
outros em pontos específicos
de seu perímetro, onde se
localizam os chamados experimentos - o CMS, o Alice,
o Lhcb e o Atlas - que farão
a detecção das partículas
resultantes dessas colisões.
Conectados a um complexo
sistema de eletrônica e de
análise de dados, produzem
conhecimentos que permitem melhor estudar, dentre
outros aspectos, as interações entre as partículas, a
matéria, a antimatéria e a
matéria escura.
Escola
O Cern desenvolve vários programas voltados para
professores de Física, que
envolvem visitas às suas
instalações, além de cursos
sobre tópicos da disciplina,
ministrados no idioma dos
participantes. Desde 2007,
professores de escolas portuguesas podem participar
desses cursos. A partir de
2009, depois de negociações
envolvendo o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
e da diretoria da Sociedade
Brasileira de Física, o projeto
foi ampliado e passou a envolver também professores
de brasileiros.
A organização é feita
pela Secretaria para Assuntos de Ensino da Sociedade
Brasileira de Física e do Laboratório de Instrumentação
e Física Experimental de
Partículas (LIP), de Portugal. Já o financiamento da
viagem dos professores de
escolas públicas é feito pela
Secretaria da Educação
Básica da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (Capes).
9
C I D A D E S
EDIÇÃO DO BRASIL
14 a 21 de fevereiro de 2015
Itabirito
Prefeito anuncia implantação de
centro universitário na Zona Norte
Festival da Cachaça reúne
produtores de toda a região
PMJF
Juiz de Fora
O vereador Júlio Gasparette, representando a Câmara Municipal, avaliou os
investimentos na região. “A
administração tem se preocupado com a cidade em geral.
Na área da educação, temos
visto o quanto tem sido feito
nesta área, atendendo alunos
de todas as idades. Podemos
dizer que não só a Região
Norte, mas toda a cidade,
ganha com a implantação da
faculdade”.
A previsão, conforme a reitora do Centro Universitário,
Márcia Mota, é que a unidade
entre em funcionamento em
duas semanas e que estejam
disponíveis 22 cursos na modalidade à distância (EAD),
com provas presenciais.
As inscrições já podem
ser realizadas no site da instituição (www.estacio.br) para
os cursos de Administração,
Análise e Desenvolvimento
de Sistemas, Ciências Contábeis, Comércio Exterior,
Gestão Ambiental, Gestão
Comercial, Gestão da Tecnologia da Informação, Gestão de Recursos Humanos,
Gestão de Turismo, Gestão
Financeira, Gestão Hospitalar, Gestão Pública, História,
Letras, Logística, Marketing,
Matemática, Negócios Imobiliários, Pedagogia, Processos
Gerenciais, Ciência Social e
Sistema de Informação.
A unidade vai contar com
laboratórios e secretaria,
além de oferecer cursos de
pós-graduação presenciais
na área de gestão. A previsão é que, no segundo
semestre, ocorra o vestibular
para cursos presenciais, que
ainda não estão definidos.
“São investimentos que a
Estácio está fazendo porque acredita no potencial
da Zona Norte. Acreditamos
não apenas no retorno, mas
no potencial do desenvolvimento na região. Se há
mercado de trabalho, nosso
interesse é levar educação e
desenvolver o aluno”, destacou Márcia.
A implantação desta unidade se deve ao fato de a
instituição ter conseguido,
pelo Ministério da Educação
(MEC), o patamar de Centro
Universitário Estácio de Juiz
de Fora. A requisição da instituição para alcançar o novo
patamar recebeu parecer
positivo da comissão do MEC,
que visitou o campus local,
situado no bairro Cruzeiro
do Sul, em 2014. Todas as
10 dimensões avaliadas pela
comissão receberam nota
4 ou 5, em uma escala que
varia de 1 a 5.
Mateus Leme
Municípios passam a ter direito
a recursos do ICMS Cultural
As ações de reestruturação
e soerguimento da cultura de
Mateus Leme, adotadas como
prioridades pela prefeitura desde 2014, fizeram o município
voltar apontar no índice que
avalia e estabelece o percentual de recursos adicionais destinados à manutenção e reforma
de bens materiais tombados.
A previsão, é que a partir
de 2016, Mateus Leme passe
a ter direito ao bolo do ICMS
Cultural por meio de parcelas
que são repassadas às cidades
mineiras pelo governo do Estado como forma de incentivar as
estratégias de preservação do
patrimônio histórico e artístico.
Para ter direito a receber os
recursos, o município encaminhou para o Instituto Estadual
do Patrimônio Histórico e Ar-
tístico (Iepha), quatro pastas
contendo informações sobre I)
a existência de Planejamento e
de Política Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural no
município; II) o inventário de
Proteção do Patrimônio Cultural; III) os processos de Tombamento e Laudos Técnicos de
Estado de Conservação dos
bens materiais e IV) a relação
das atividades de educação
patrimonial.
“É um momento muito
importante para cultura de
Mateus Leme, quando, o
município passará a contar
com recursos específicos
para subsidiar ações voltadas
para o setor, promovendo
a proteção do patrimônio e
a educação patrimonial, tão
importante para manter viva
a nossa história”, explicou o
coordenador municipal de
cultural, Gian Cavalcante.
Os recursos provenientes
do ICMS Cultural serão administrados pela Prefeitura
de Mateus Leme através do
Fundo Municipal de Cultural,
criado em 2014, atendendo a
algumas recomendações do
Iepha para gerir os valores.
“Conforme o Iepha, 50% dos
recursos do ICMS Cultural
têm, obrigatoriamente, que
ser investidos em ações voltadas para a cultura e proteção
dos bens tombados. Mas, em
Mateus Leme, de acordo com
o prefeito Marlon Guimarães,
a recomendação é destinar
quase que a totalidade dos recursos para o setor de Cultura”,
adiantou Gian.
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PMI
prefeito Bruno Siqueira, acompanhado do vereador Cido Reis e da
reitora do Centro
Universitário Estácio Juiz de
Fora, Márcia Medeiros Mota,
anunciou a implantação da
primeira unidade de uma
faculdade na Zona Norte
de Juiz de Fora. O campus
estará situado na Avenida
Juscelino Kubitschek, 4.885,
no bairro Nova Era. O anúncio
foi realizado no gabinete do
Chefe do Executivo e reuniu secretários, vereadores,
imprensa e a diretoria da
instituição.
O prefeito destacou a importância do empreendimento
para a região. “A população
da Zona Norte sempre solicitou uma unidade de curso
superior, e a instalação da Estácio é muito importante para
que os moradores possam
cursar o ensino superior. É um
investimento privado, mas em
parceria com a PJF para que
esta unidade seja instalada”.
O vereador Cido Reis,
morador da região, enfatizou
o benefício para a comunidade. “São mais de 80 bairros,
e era um sonho de todos ter
uma faculdade na região. É
um ganho muito grande para
a Zona Norte”.
Trajano Raul Ladeira. Para
ele, a cachaça de Itabirito é
referência no Brasil. “A cidade
produz a melhor cachaça do
país em termos de qualidade.
Aqui está a cachaça artesanal
que representa nosso país lá
fora. O prefeito Alex Salvador
está de parabéns em incentivar a produção”, conta.
O fabricante da Cachaça
Gota de Minas, Sérgio Bambirra, acredita que o festival
é um passo muito importante
para comercializar e divulgar
o produto. “Tudo que vem
para somar ideias e troca de
experiências é muito positivo”,
destaca.
Quem foi ao evento para
conhecer e degustar cachaças, também estava satisfeito.
“Este festival tem tudo para
dar certo. O que mais estou
apreciando aqui é a cachaça
Diversas marcas da bebida foram expostas durante o evento
gelada, que é uma novidade
que com certeza vai conquistar muita gente”, conta
Gilberto Bruno Couto.
O presidente da Câmara
Municipal de Itabirito, Maximiliano Fortes, mencionou
alguns dos benefícios da
produção da aguardente para
o município. “Além de produzirmos excelentes cachaças,
ainda contribuímos para a
geração de emprego, renda e
diversificação da economia”.
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Antônio Avelar, revelou que a
produção da genuína cachaça artesanal mineira, gera
atualmente, cerca de 115 mil
empregos diretos e acumula
ao longo do seu ciclo produtivo uma receita anual de R$
1,5 bilhão.
“Em Minas há 8,5 mil estabelecimentos produtores, que
geram cerca de 300 milhões
de litros da cachaça artesanal
por ano, o que significa 65%
da produção nacional. Itabirito
tem o privilégio de abrigar em
seu território algumas das melhores cachaças do Estado”.
O evento também contou
com atrações musicais durante todos dos dias, além do
funcionamento da praça de
alimentação que teve como
principal atrativo a cervejaria Uaimií, de Itabirito, que
fabrica cervejas no conceito
europeu e norte-americano de
cervejarias de fazenda.
Belo Horizonte
Vereadora Elaine Matozinhos assume a
Comissão de Meio Ambiente da Câmara
A vereadora Elaine Matozinhos (PTB) será a presidente da Comissão de Meio
Ambiente e Política Urbana
no biênio 2015/2016. A parlamentar foi eleita na primeira
reunião do colegiado em
2015, realizada no dia 10. Já
a vice-presidência ficará a
cargo do vereador Alexandre
Gomes (PSB). A comissão definiu ainda que suas reuniões
ordinárias vão ocorrer todas
as quintas-feiras, às 13h, no
Plenário Helvécio Arantes.
Como lembrou a presidente eleita, o colegiado desempenha um papel fundamental
no parlamento municipal,
sobretudo em tempos mar-
cados por graves problemas
ambientais, como a escassez
de água e a destinação do
lixo, por exemplo. Ainda de
acordo com a vereadora o objetivo é garantir que a comissão se firme como espaço de
debate sobre os problemas da
cidade, sempre trabalhando
com seriedade. Outros temas
relacionados ao trabalho da
comissão, dizem respeito às
políticas urbanas, como por
exemplo, aquelas que envolvem propostas de revisão da
lei de uso e ocupação do solo.
Participação popular
Além de eleger presidente
e vice, os membros decidiram
CMBH
O
Bruno Siqueira: “A instalação da Estácio é muito importante
para que os moradores da região possam cursar o ensino superior”
O I Festival da Cachaça
Artesanal e Cia de Itabirito
promovido pela prefeitura,
reuniu entre os dia 5 e 8 de
fevereiro, no Mercado Municipal, diversos produtores,
amantes e interessados na
tradicional cachaça artesanal
de alambique.
Os produtores da bebida
aproveitaram a oportunidade
para comercializar e divulgar o produto. Além disso,
quem participou do festival,
pôde acompanhar palestras
referentes à produção e comercialização da aguardente.
Ainda foram discutidos assuntos relacionados ao associativismo e ao cooperativismo.
A cerimônia de abertura
contou com a participação do
presidente da Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (Ampaq),
A vereadora afirma que quer debater os problemas da cidade
pela indicação de Tarcísio
Caixeta (PT) como representante da Comissão de Meio
Ambiente e Política Urbana
na Comissão de Participação
Popular. A suplência ficará a cargo de Elvis Côrtes
(SD). Composta por nove
vereadores, a Comissão de
Participação Popular analisa proposições sugeridas
pela sociedade civil e pode
transformá-las em projetos
de lei. Seus integrantes são
indicados entre os membros
da Mesa Diretora e de cada
uma das oito comissões permanentes da Casa.
Tarcísio Caixeta se afirmou honrado como a indicação para participar da
comissão, que ele considera
fundamental para enriquecer
a vida democrática na cidade. Segundo o parlamentar,
o colegiado é importante
porque abre portas “para
o debate com a sociedade
civil e movimentos sociais”,
criando novos canais de interlocução entre o legislativo
e a sociedade. São membros
efetivos da comissão os vereadores Elaine Matozinhos,
Elvis Côrtes, Tarcísio Caixeta,
Alexandre Gomes e Doutor
Sandro (Pros).
10
G E R A L
Almg
Base do governo vai
presidir nove comissões
na Assembleia de Minas
EDIÇÃO DO BRASIL
14 a 21 de fevereiro de 2015
Hospitais públicos estão sem
verba e trabalham no vermelho
Em BH, o Risoleta Neves tem dívida de R$ 21 milhões
A reunião foi realizada na ALMG
Em reunião de líderes realizada na Assembleia
Legislativa de Minas Gerais (ALMG) semana passada, começaram as ser definidos os deputados
que irão compor as comissões nos próximos dois
anos. O bloco de apoio ao governo irá presidir nove
comissões, enquanto o de oposição e o independente vão comandar outras seis cada um.
Cada um dos blocos deverá indicar ao presidente da Assembleia, deputado Adalclever
Lopes (PMDB), os nomes dos integrantes das 21
comissões permanentes. A designação desses
integrantes é efetivada pelo presidente e lida em
Plenário. Já os presidentes de cada comissão são
eleitos na primeira reunião de cada uma delas.
De acordo com o que foi definido na reunião
de líderes, o bloco governista deverá presidir as
Comissões de Fiscalização Financeira e Orçamentária; Constituição e Justiça; Administração
Pública; Transporte, Comunicação e Obras Públicas; Educação, Ciência e Tecnologia; Defesa
do Consumidor e do Contribuinte; Participação
Popular; Trabalho, Previdência e Ação Social; e
Cultura. O bloco é formado por PT, PMDB, PCdoB,
PR, PTdoB, PRB e Pros.
O bloco independente, intitulado Compromisso com Minas, deverá presidir as Comissões de
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
Assuntos Municipais e Regionalização; Política
Agropecuária e Agroindustrial; Direitos Humanos;
Esporte, Lazer e Juventude; e Redação. Dez partidos integram o bloco: PV, PSD, PPS, PSB, PTN,
PSC, PEN, PHS, PMN e PTC.
O bloco de oposição, por sua vez, deverá presidir as Comissões de Segurança Pública; Saúde;
Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo;
Minas e Energia; Defesa dos Direitos da Pessoa
com Deficiência; e Prevenção e Combate ao Uso
de Crack e Outras Drogas. O bloco é formado por
PSDB, PTB, PDT, PP e DEM.
Fundep
Procurado pela reportagem para
comentar sobre o assunto, a Fundep
por meio de sua assessoria informou
que o órgão apenas operacionaliza
os pagamentos. “Quem repassa
esse dinheiro é o governo, por meio
da SMSA/BH, a Fundep é apenas a
processadora do pagamento. O que
sabemos é que o hospital vem fazendo uma gestão da crise para sanar
a situação, na tentativa de regrar o
orçamento. Além de analisar o que
pode e o que não pode ser feito para
atender os pacientes. O Risoleta
Neves tem um papel fundamental no
‘Eixo Norte’ e, além disso, ele é um
hospital de ensino, já que a UFMG é
parceira dele”.
SMSA/BH
A secretaria que é responsável
pelo repasse ao Hospital Risoleta
Neves também foi procurada e em
nota disse que “dentro do cronograma
estabelecido, no que cabe à secretaria, o repasse para o hospital está em
dia. No dia 5 de fevereiro, a SMSA
repassou ao Risoleta o valor de R$
Ricardo Castanheira: “Existe uma promessa de envio de recursos,
agora se eles não vierem, vou ter que restringir mais leitos”
2.591.446,07, referente à produção
de Média Complexidade (hospitalar
e ambulatorial). Já no dia 10 do mesmo mês ela repassou o valor de R$
6.841,046,23”.
HC
Conforme declaração do presidente da Associação dos Médicos
Residentes do HC (Amerehc), Weverton César Siqueira, o hospital
realmente passa por uma crise. Para
ele, existe sim um colapso no HC. “O
local enfrenta uma crise financeira
grave, como nunca vista antes. Sempre houve problemas, mas só que
pontuais. Desta vez, é generalizado.
Cortaram tudo e os pacientes estão
sem antibióticos, medicamentos mais
potentes e remédios básicos, como
a dipirona. Embora a diretoria esteja
se desdobrando para contornar o
problema, é comum o atraso de até 4
dias nos tratamentos”, revela. E S P O R T E
Pimentel formaliza acordo para
Jogos Olímpicos e Paralímpicos
Manoel Marques/Imprensa MG
Belo Horizonte está credenciada a ser uma das cidades-sede
do futebol durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Contrato neste sentido foi assinado pelo governador Fernando
Pimentel e pelo presidente do
Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
e do Comitê Organizador dos
Jogos Olímpicos e Paralímpicos
Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman,
semana passada no Palácio Tiradentes, na capital.
Também participaram da solenidade o secretário de Estado
de Esportes, Carlos Henrique, e
o diretor executivo de Operações
do Comitê Rio 2016, general Marco Aurélio Costa Vieira.
Fernando Pimentel, em seu
pronunciamento, destacou que
o contrato, além de prever a
participação da capital mineira
como uma das sedes dos jogos
de futebol masculino e feminino,
também credencia o Estado a
receber delegações interessadas
em se preparar para os Jogos em
solo mineiro.
Minas Gerais possui 16 centros de treinamentos habilitados
em nove cidades. As delegações
da Grã-Bretanha e da Irlanda
já confirmaram Belo Horizonte
e Uberlândia, respectivamente,
como locais de preparação.
“As Olimpíadas e as Paralimpíadas terão como principal
foco o Rio de Janeiro. Mas há
um transbordamento para outros
Estados e nós queremos nos
inserir também nesses eventos.
Para Minas Gerais, vai ser um
momento de projeção internacional. Então, queremos preparar a
capital mineira para a melhor recepção possível”, disse Pimentel.
Importância
Belo Horizonte está entre as
quatro capitais credenciadas para
receber jogos de futebol olímpico, fora do Rio. As demais são
Brasília, São Paulo e Salvador.
Para o presidente do COB, Carlos Nuzman, Minas Gerais tem
importância histórica no esporte
brasileiro.
“Minas tem um dos melhores
estádios do Brasil, tem uma
enorme contribuição ao futebol
brasileiro, além de ter dois dos
melhores clubes do país: o Atlético Mineiro e o Cruzeiro”, afirmou.
De acordo com o dirigente,
a definição quanto à realização
de jogos a serem disputados no
Estádio Mineirão dependerá da
Fifa, responsável pela organização das chaves e dos grupos dos
torneios de futebol.
O governo de Minas Gerais,
conforme prevê o contrato, irá
nomear representante oficial do
Estado para conduzir o processo e
formar um grupo de trabalho destinado ao planejamento e condução
das futuras operações do torneio.
Quadro atual
A atendente Luisa Solto tem gastado mais de R$ 1 mil com tratamento
particular. “Isso é inadmissível. A
gente corre risco de vida. Além da
tristeza, fico com medo e sem saber
o que vai acontecer. Eu tenho um
filho para criar, uma família e o que
vou fazer nessa situação? Pagamos
altos impostos para ter que passar
por isso?”, questiona.
Patins volta as ruas da capital mineira
Andreza Cruz
Fernando Pimentel e Carlos Arthur Nuzman durante a assinatura
Siqueira relata que um convênio
firmado com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) para
receber pacientes com acidente
vascular encefálico (AVE) e doenças cardiológicas é o que tem
evitado o fechamento do pronto-atendimento. “Hoje, a prefeitura é
a maior parceira para o empréstimo
de medicamentos e insumos. Sem
a ajuda dela não podíamos nem
trabalhar”, salienta.
Inventado em 1760 por Joseph
Merlin, os patins sobre rodas eram utilizados, primeiramente, como meio de
locomoção. Depois de algum tempo ele
se tornou esporte e ganhou as ruas. A
febre dos anos 1980 ficou por longos
anos esquecida, porém agora ela está
de volta e invadindo Belo Horizonte.
O professor de Física e instrutor
de patinação Patrick Bonnereau é o
fundador do grupo BH Roller que reúne pessoas interessadas em praticar
o esporte nos mais variados locais da
cidade. A comunidade no Facebook já
possui mais de 1.200 membros.
Bonnereau explica que o grupo foi
formado por oito pessoas que patinavam sempre e tinham o mesmo sonho:
patinar com muita gente e em lugares
diferentes. “Muita gente pensava igual
e não sabia que estávamos nos organizando. Prova disso foi o crescimento
exponencial do número de participantes. Bastou o grupo ser criado que
muita gente começou a participar”.
O físico, praticante de vários esportes e atleta de natação na infância,
informa que a paixão pelos patins
começou muito cedo. “Patino desde
os 6 anos e nunca parei. Comecei
com o patins velho e muito grande
de uma vizinha. Usei ele até arrebentar. Depois ganhei um bem simples, desses que os pais compram
para criança e fui me apaixonando”.
Locais e participantes
Segundo Bonnereau, Belo Horizonte tem muito relevo e péssimos
pavimentos em geral. “Apesar disso,
os motoristas são muito hostis com
patins e bicicleta. Temos um movimento de protesto toda última sexta-feira
de cada mês onde reivindicamos essa
atenção e educação. É por isso mesmo que a construção do Mineirão foi
um grande marco. Mas temos praças
razoáveis, belíssimas paisagens como
a da Lagoa da Pampulha e ruas que
fecham aos domingos para a prática de
esportes como as avenidas Prudente
de Morais, Bandeirantes e José Cândido”, menciona.
Não existe uma restrição quanto
à idade dos patinadores. “Tem gente
de 3 até 70 anos. Meus alunos são o
grupo classe A e B que não conseguiu
Arquivo Pessoal
R
edução no orçamento e o corte
de muitos leitos de atendimento.
É assim que alguns hospitais da
região metropolitana de Belo Horizonte
(RMBH), vêm trabalhando desde o ano
passado. Prova disso, é que desde
outubro, o Hospital Risoleta Tolentino
Neves fechou 42 dos 365 leitos por
falta de material e medicamentos para
receber novos pacientes. E tudo isso
se deve ao não repasse de verbas dos
governos estadual e federal por meio
da Secretária Municipal de Saúde de
Belo Horizonte (SMSA/BH).
A situação não é diferente no
Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), já que segundo denúncias
feitas internamente pelos próprios
médicos, o local passa por situações
complicadas, com a falta de medicamentos e diminuição de cirurgias por
falta de material em detrimento a falta
de repasses do governo federal. Em
ambos os hospitais, as pessoas internadas continuam recebendo atendimento integral, mas o pronto-socorro
diminuiu a entrada de pacientes.
Somente o Risoleta Neves tem uma
dívida de R$ 21 milhões.
De acordo com diretor-geral do
Risoleta Neves, Ricardo Castanheira,
o hospital trabalha desde 2013 com
déficit operacional milionário. Para
ele, a crise se agravou por causa do
atraso no fluxo de recursos do Estado
e da União. “Vivemos em uma tensão
enorme e isso já envolveu toda a
equipe que está trabalhando. O Risoleta gasta mais do que tem. Tanto
que não temos recursos para comprar
material. Temos uma dívida de R$ 6
milhões com fornecedores, porque
a Fundação de Desenvolvimento de
Pesquisa (Fundep), que apóia esses
pagamentos, está sem condições”,
comenta.
Segundo o diretor, a saída encontrada pela administração do Risoleta
foi a de não pagar os distribuidores.
“Paramos de pagar os distribuidores
de medicamentos, de material para
raio-X, limpeza e manutenção de
equipamentos. Muitos interromperam
a entrega de produtos ao hospital, o
que obriga a redução de leitos”.
Em relação a demissões de
funcionários, ele acrescenta que
isso não vai acontecer porque eles
são prioridade. “O primordial é não
atrasar o pagamento de pessoal.
Já vivemos crises de repasse, mas
conseguíamos sanar as dificuldades
com apoio da Fundep, mas, hoje, a
situação é mais grave. A administração aguarda o repasse e avalia diariamente a possibilidade de redução
de leitos e atendimento. Se o dinheiro
não vier, vou ter que restringir”, avisa.
Reprodução/Globo
Felipe José de Jesus
O instrutor de
patinação Patrick
Bonnereau reúne
pessoas de todas
as idades para
andar pela cidade
aprender/reaprender sozinhos e me
procuram. Eles têm necessidade de
um instrutor por segurança. Qualquer
pessoa pode praticar, mas aos que
manifestam um quadro de sedentarismo ou sobrepeso precisarão ter um
cuidado”, afirma o professor.
Ele finaliza dizendo que o grupo está
fortalecendo a marca que será lançada
em breve. “Nosso objetivo é ter poder
de barganha com espaços públicos e
privados como o Parque Municipal (que
tem proibido a patinação e a bike). Ainda vamos ter uma carteirinha reconhecida, passeios intermunicipais e muita
gente saudável e animada”.
Exercício e lazer
A relações públicas Jade Jung também praticava o esporte na infância e
desde então queria comprar um novo
par para continuar patinando. Há 2
anos, ela comprou seus patins junto
com uma amiga e voltou a praticar o
esporte. “Eu não ando com frequência
fixa. Recentemente eu andei mais por
causa do período de férias”.
Jade comenta que a atividade é um
bom exercício, que trabalha o equilíbrio, a concentração e é bem divertido.
Ela salienta que BH tem lugares específicos para a prática do esporte. “Lá
na Esplanada do Mineirão é o melhor
lugar e é até aconselhável para isso.
Fora isso, a capital é meio carente
de locais para andar. Os parques são
fechados e não dá pra andar lá dentro. Tem a Praça JK que é um ponto
aonde o pessoal vai muito, mas não é
o mais apropriado porque o chão não
é muito liso e tem muita inclinação, é
bem perigoso”, conclui.
Betim
Luis Flávio Sapori assume a
Segurança Pública da cidade
O secretário adiantou
ainda que tem o objetivo
de investir em projetos que
possam aumentar a empregabilidade de jovens,
além de ações para conter
a repressão e reduzir a
impunidade. E mencionou,
também, a realização de
um trabalho de inteligência, com rastreamento
de pontos mais críticos
e a adoção de estratégias mais precisas. “Outro
ação que quero destacar
é a inauguração, se possível ainda no primeiro
semestre, das câmeras de
segurança para fazer um
monitoramento intenso no
município”.
JEditorial
Atribuições
Com a reforma administrativa, aprovada
pelo Poder Legislativo
em dezembro de 2014, a
Secretaria Municipal de
Sapori: “As medidas já devem
começar a serem adotadas”
Segurança Pública abrigará ex-superintendências,
como Antidrogas e de Juventude, que se tornaram
divisões. A pasta incorpora
ainda Superintendência
de Defesa Civil, que, com
isso, deixa de responder
à Secretaria Municipal de
Governo.
Atuando em todas essas frentes, a secretaria irá
priorizar a elaboração de
ações efetivas e eficazes
para conter a violência e
a criminalidade, buscando, por meio de projetos,
recursos em para investir
em ações preventivas e
combativas.
“Combater a violência
e a criminalidade não é
apenas um dever das esferas estaduais, mas uma
obrigação de todos nós. E
nós não vamos nos furtar
de nosso papel na busca
pela qualidade de vida que
nossa cidade merece, com
um crescimento responsável e ordenado. Hoje,
a secretaria está pronta
para elaborar e anunciar,
em breve, um Plano Municipal de Segurança Pública, com objetivo de criar
uma verdadeira rede de
proteção dos cidadãos”,
destacou Carlaile Pedrosa.
gurança Pública no Brasil
- Desafio e Perspectivas”
(Editora Fundação Getulio
Vargas, 2007); “Crack, um
desafio social” (Editora
PUC Minas, 2010); e “Por
que cresce a violência
no Brasil?” (Editora PUC
Minas, 2014).
Coronel Evandro Elias
atuou como comandante
da 2ª Região da Polícia
Militar em Contagem de
2006 a 2010, comandou
o batalhão de choque da
Policia Militar de Minas
Gerais no período de 2001
a 2006 além de atuar no
regimento de cavalaria Alferes Tiradentes em 2001.
Guarda Municipal
Durante a solenidade,
o prefeito Carlaile Pedrosa
ressaltou a importância
do trabalho das Guardas
Municipal e Patrimonial,
e destacou o reforço que
as corporações receberão
com a criação da Secretaria de Segurança Pública.
O prefeito mencionou ainda o uso de equipamentos
não letais, como Spark
(pistola de choque) e spray
de pimenta, possibilitado
à Guarda Municipal por
meio de parceria entre o
município e a União, além
do benefício da troca da
placa balística de todos os
coletes usados pela corporação – este concedido
pela prefeitura.
Carlaile salientou ainda que 145 guardas já
fizeram treinamento para
uso das armas e que 40
ainda vão passar pela
capacitação, que inclui
módulos como direitos humanos, mediação pacifica
de conflito, defesa pessoal,
técnicas de algemação,
abordagem, condução e
uso diferenciado da força
dentre outros.
Experiência
Sapori possui doutorado em Sociologia pelo
Instituto Universitário de
Pesquisas do Rio de Janeiro (UPERJ). Foi secretário
adjunto de Defesa Social
do Estado de Minas Gerais, no período de janeiro
de 2003 a junho de 2007.
Atualmente, é professor do
curso de Ciências Sociais
e coordenador do Centro
de Estudos e Pesquisa em
Segurança Pública (CEPESP) da PUC Minas. É
ainda autor dos livros: “Se-
Brumadinho
Com a proposta de
ampliar o acesso da população a atividades físicas
gratuitas, a prefeitura de
Brumadinho, está implantando mais três academias
ao ar livre no município.
Os aparelhos de ginástica
estão sendo instalados em
Casa Branca, Casinhas e
Marques, onde o Executivo
municipal também realiza
uma ampla reforma da
praça na comunidade.
Em Casa Branca e
Casinhas os aparelhos já
foram instalados e devem
ser oficialmente entregues à
comunidade em breve. Em
Marques, as obras devem
estar concluídas no próximo
mês. Atualmente, Brumadinho possui 37 academias ao
ar livre instaladas, número
que chegará a 40 com a
implantação das três novas.
O projeto das academias permite o acesso
do público à prática da
atividade física na própria
comunidade do cidadão,
proporcionando melhor
qualidade de vida à população e promovendo um estilo de vida mais saudável.
As academias ao ar
livre também são ótimas
opções para quem quer
começar a fazer atividade
física, principalmente na
terceira idade. Com a vantagem de ter um ambiente
agradável, essas academias oferecem aparelhos
que ajudam a trabalhar a
força muscular e a ativar
as articulações.
Em Brumadinho, com
o incentivo da prefeitura, a
população, sobretudo os
idosos, vem se conscientizando para os benefícios
da prática de exercícios,
a exemplo da redução do
sedentarismo e melhor
qualidade de vida.
Divulgação
Prefeitura instala academias de
ginástica ao ar livre no município
QUEM SABE, SABE
[email protected]
Advogado & Jornalista
ENCONTRO DOS LÍDERES
Bruno Falci, Lindolfo Paoliello, Ronaldo Scucato, Roberto Simões, Olavo Machado Junior, Lázaro
Luiz Gonzaga, Vander Francisco, Emilio César Ribeiro, José Agostinho da Silveira e Frank Sinatra
TELECOMUNICAÇÕES E BANCOS NO TOPO DAS QUEIXAS AOS PROCONS
O resultado do balanço dos cerca de 2,5 milhões
de atendimentos feitos nos Procons de todo o Brasil,
em 2014, confirma as queixas expressas por boa parte dos consumidores nas conversas entre amigos e
nas redes sociais: os serviços de telecomunicações e
bancários ainda são a grande fonte de dor de cabeça
dos brasileiros. Prova disso é que, juntos, os dois
segmentos somam nove das dez empresas que rece-
bem mais demandas, segundo o Boletim do Sistema
Nacional de Informações de Defesa do Consumidor
(Sindec). No ranking geral, as dez primeiras são: Oi
fixo / celular (196.377), Vivo / Telefônica (111.778),
Claro / Embratel (110.339), Itaú (81.537), Bradesco (
73.552), Sky ( 67.343), TIM / Intelig (52.374), Casas
Bahia / Ponto Frio / Nova Ponto-Com (50.585), Caixa
Econômica (36.298) e Net (34.876).
MASCULINO, FEMININO OU X
Masculino e feminino permanecem os únicos
gêneros reconhecidos pelas leis de Malta, mas
o governo permitirá que os cidadãos escolham
não declarar o seu sexo ou identidade de gênero
em documentos por meio da introdução de um
“X”. O coordenador de Direitos Humanos no
Ministério de Diálogo Social do país, Silvan
Agius, explicou que os órgãos responsáveis já
estão trabalhando na atualização de formulários
e banco de dados.
SEXUALIDADE NACIONAL
Um em cada dois moradores do Sudeste
(49,5%) afirma ter tido mais de dez parceiros
sexuais. A média nacional é de 43,9%. Os
dados são do Ministério da Saúde que foram
divulgados no lançamento da campanha de
prevenção às DST.
CANAL ABERTO
Brasileiros gastam cerca de 7% a mais
nos postos. Pesquisa semanal de preços
de combustíveis, realizada pela Agência
Nacional do Petróleo (ANP), indica que o
preço da gasolina subiu, tanto no país como
no município do Rio, em torno de 7%. A alta é
similar à estimada pelo governo ao anunciar
o aumento de tributos sobre a gasolina. No
país, de acordo com a pesquisa feita em mais
de 8 mil postos, o preço da gasolina subiu da
média nacional de R$3,038 o litro, entre os
dias 25 e 31 de janeiro, para R$3,26 entre
os dias 1° e 7 de fevereiro, o que representa
uma alta de 7,31%.
Acidentes em rodovias federais mataram 8,2 mil no ano passado. Levantamento
da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra
que 8.227 pessoas morreram em acidentes
nas rodovias federais no ano passado. Apesar de o número representar uma queda em
relação ao ano anterior, a PRF considera que
a quantidade de óbitos nas estradas ainda é
muito elevada.
Seguro-desemprego muda a partir do
dia 28. A partir do próximo dia 28, os trabalhadores que recorrerem ao seguro-desemprego
já serão enquadrados nas novas regras da
medida provisória (MP) 655, que restringe o
acesso ao benefício. O Ministério do Trabalho assegurou que o sistema da Dataprev já
está pronto para as mudanças, ainda que a
proposta não tenha sido aprovada pelo Congresso. Apesar do discurso oficial de que o
Planalto está disposto a negociar as medidas
com as centrais sindicais, nos bastidores a
equipe econômica está decidida a não ceder
e tentar aprovar o texto enviado ao Legislativo
tal como está.
iPad para pousar avião após falha
elétrica. Durante um voo entre os estados
americanos de Wyoming e Wisconsin, na
última sexta-feira, o piloto de um monomotor
usou o iPad como instrumento de navegação
para pousar, após uma falha no sistema
elétrico da aeronave. Segundo um porta-voz
dos bombeiros, o avião ficou danificado no
pouso de emergência, mas ninguém se feriu.
Estavam a bordo o piloto e sua esposa, que
não tiveram os nomes divulgados.
Cuidado com os downloads gratuitos.
Arquivos oferecidos de graça na internet costumam ser armadilhas para pragas virtuais.
Não à toa, o eterno “downloads gratuitos” é um
dos mais propensos a conter vírus, segundo a
Intel Security. Por isso, em PCs e dispositivos
móveis, é importante baixar jogos e aplicativos
de sites e lojas oficiais.
Zona oficial de prostituição em Roma
começa em abril. Autoridades de Roma
aprovaram um plano para estabelecer uma
zona da cidade onde a prostituição seja oficialmente tolerada a partir de abril. A polícia será
instruída a aplicar multas de até 500 euros
a prostitutas que exercerem o ofício fora da
área autorizada e a região será mantida sob
vigilância para evitar abusos ou exploração
de mulheres. Se o projeto for bem-sucedido,
outras três zonas similares poderão ser estabelecidas.
PROTEJA NOSSAS CRIANÇAS. EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE. TELEFONE: 0800-311119
Os aparelhos para as atividades ainda estão sendo montados
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14 a 21 de fevereiro de 2015
O prefeito de Betim,
Carlaile Pedrosa (PSDB),
deu posse ao secretário
municipal de Segurança
Pública, Luis Flávio Sapori, especialista no tema.
Tomou posse, também,
o secretário adjunto da
pasta, Coronel Evandro
Teófilo Elias, que já atuava
na gestão municipal como
superintendente de Segurança Pública.
“O primeiro passo será
me reunir com todos os
órgãos que integram o
Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM)
que debate a violência e
a criminalidade na cidade,
e, a partir daí, fazer um estudo detalhado do cenário
de Betim para começar a
implantar ações imediatas. A partir da próxima
semana, as medidas já
devem começar a serem
adotadas”, garantiu Sapori.
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C I D A D E S
EDIÇÃO DO BRASIL
E-mail: [email protected]
Rua Alameda de Ibirité, 160, Castanheira
Cartas, críticas, convites e sugestões enviar para a redação do Edição do Brasil. Av. Francisco Sá, 360, CEP: 30.411-145, BH, MG.
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E S P O R T E
EDIÇÃO DO BRASIL
14 a 21 de fevereiro de 2015
Os melhores do futebol mineiro são
premiados no Troféu Guará BMG
A
Emanuel Carneiro agradeceu a presença de todos
noite do dia 9 de fevereiro, foi de festa para o futebol mineiro
com a cerimônia de premiação da 52ª edição do Troféu Guará
BMG. O evento, que aconteceu no Buffet Catharina, marcou
a entrega do mais tradicional troféu esportivo de Minas Gerais
aos melhores atletas clubes e dirigentes de 2014.
Embalado pelo sucesso de Cruzeiro e Atlético pela segunda
temporada consecutiva, o Troféu Guará BMG deste ano foi bastante
disputado. Os desempenhos do Cruzeiro, que dominou mais uma vez
o Campeonato Brasileiro, e do Atlético, campeão da Copa do Brasil e
da Recopa Sul-Americana, engrandeceram a premiação.
O diretor-presidente da Rede Itatiaia, Emanuel Carneiro, destacou
a importância do troféu em Minas Gerais. “Estamos felizes mais uma
vez, recebendo o futebol mineiro em um ano em que os nossos clubes
foi ponta de linha do futebol nacional. Nós que registramos a história do
esporte em Minas Gerais nesses 52 anos, dificilmente vamos encontrar
um ano tão bom para todos como foi o de 2014”, disse.
“Pelo Troféu Guará passou a história do futebol mineiro, como Ronaldinho Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Tostão, Piazza, Joãozinho,
Reinaldo, Cerezo, Dario, Dirceu Lopes, Raul e tantos outros nomes
que fizeram a nossa história, que colocaram o futebol mineiro neste
patamar. O Troféu Guará não é do Campeonato Brasileiro ou da Copa
Libertadores, ele vale desde a primeira rodada do Campeonato Mineiro,
passando pelo Brasileiro, pela Copa do Brasil até, quem sabe, com um
time mineiro na final do Mundial no Japão. Que a gente repita em campo
o brilhantismo do futebol mineiro em 2014”, acrescentou.
Sob o comando dos apresentadores Milton Naves e Álvaro Damião,
a solenidade de premiação contou com a presença do governador de
Minas, Fernando Pimentel, que iniciou a cerimônia entregando o Troféu
Guará para o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, pelo
título do Campeonato Mineiro do ano passado. Cobertura fotográfica:
Douglas Magno, Tomaz Cintra, Mateus Baranowski, Paulo Cunha e
Anna Castelo Branco.
Reinaldo de Lima e Fernando Pimentel
Milton Naves e Álvaro Damião
Marcelo Oliveira e Reinaldo de Lima
Jemerson do Atlético
Álvaro Damião, Eduardo Maluf, Henrique e Valdir Barbosa
Rodolfo Gropen e Levir Culpi
André Figueiredo e Déa Januzzi
Bruno Bianchini, Carlos Rubens Doné,
Úrsula Nogueira e Emanuel Carneiro
Alba Coelho e Claudio Carneiro
Daniel Nepomuceno e Sérgio Alvarenga
Daniel Nepomuceno, Carlos Rubens Doné e Cadu Doné
Carlos Rubens Doné, Délio Malheiros e Cadu Doné
Gilvan de Pinho Tavares e Castellar Guimarães
Gilvan Pinto Tavares e o governador Fernando Pimentel
Novos Tempos
I
mitando o famoso programa
de auditório, Atlético e Cruzeiro estão se virando nos
trinta para garantir a qualidade dos seus elencos,
manutenção do prestígio
conquistado e força para novas conquistas. Por necessidade foram obrigados
a vender seus principais craques. Com
verba curta para comprar astros consagrados e cansados de dar vez para
jogadores em fim de carreira, resolveram
atacar o quintal da vizinhança.
O Cruzeiro foi com tudo ao pote.
Contratou 2 chilenos, 1 uruguaio, 1
colombiano e 1 camaronês. Dizem que
o uruguaio De Arrascaeta é muito bom
de bola, além de jovem, o que já é uma
grande vantagem. Deve render bons
dividendos no futuro.
Os chilenos Mena e Seymour são
mais rodados e com certeza vão dar
aquele toque de experiência que todo
time precisa. O mesmo acontece com
o colombiano Riascos, jogador que já
correu o mundo chutando bola. O camaronês Joel é outra boa aposta. Faz tempo
que tenta a sorte no Brasil.
O Atlético também buscou na fonte
sul-americana seus reforços. Ficou com
o Dátolo, que já provou sua eficiência.
Contratou outro argentino, o Lucas Pratto, artilheiro do campeonato de lá, que
chegou com pinta de ídolo e já começou
a fazer gols.
Contratou também o colombiano Cárdenas, jogador de muita habilidade que
fez fama atuando nos principais times do
seu país, inclusive nas seleções de base.
O fato é que todas as contratações
são positivas, tanto no aspecto técnico,
como no financeiro. Resta esperar a bola
rolar para tirar a prova dos nove. Que todos sejam bem-vindos ao futebol mineiro.
Interessante observar que Atlético
e Cruzeiro, além de buscar reforços no
mercado externo, vem apostando em
jovens que surgem em suas bases ou
fora delas. Quer dizer, organizam seus
times, ajustam seus caixas e ao mesmo
tempo plantam sementes de qualidade
com o objetivo de colher frutos valiosos
no futuro. O trabalho desenvolvido pelos
dois maiores times de Minas é sem dúvida o mais coerente. Os demais deviam
seguir o exemplo.
O momento é preocupante. O futebol
brasileiro em termos técnicos está numa
baixa de fazer dó. Fora de campo a situação é caótica. Nossos principais times
devem os tubos. Coisa de bilhões só em
pendências fiscais.
Tentam desesperados conseguir
apoio político para refinanciar a dívida.
Um projeto de lei rola no Congresso faz
tempo. A coisa engrossou e parece que o
tal projeto será aprovado com texto bem
diferente do sonhado pelos dirigentes.
O governo federal pretende criar uma
agência reguladora para fiscalizar a quitação do débito e punir com rigor quem
Henrique e Alberto Rodrigues
não cumprir o acordado. Difícil acreditar
que será assim. Infelizmente estamos
cansados de ver e sentir que no Brasil
tudo é feito na base do jeitinho.
Para complicar ainda mais, a CBF,
por determinação da Fifa, soltou decreto
acabando com os empresários, investidores, atravessadores ou sei mais o que.
Com a nova ordem, os clubes passam
a ser donos exclusivos dos seus jogadores. Só eles podem comprar e vender,
sem intermediários. Da mesma forma, é
quase impossível acreditar que a medida
será cumprida ao pé da letra.
Com tantos escândalos de corrupção,
com tantas leis não sendo cumpridas e
com tantas punições sendo esfriadas,
será que o futebol brasileiro vai conseguir
dar o bom exemplo? – Tomara que sim.
Esta é a esperança.
Enquanto todos esperam pelos novos
tempos, o melhor mesmo é tomar as devidas precauções e trabalhar com os pés
no chão. Parece que Atlético e Cruzeiro
estão caminhando nessa trilha. Prevenir
é sempre o melhor remédio.
* Luiz Carlos Gomes
* Presidente da
Associação Mineira
de Cronistas Esportivos
(AMCE)