3775 - LRI, la robinetterie industrielle
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PROPOSTA 3 – DR ACESSO Texto 1 Frederico Garcia: Dois séculos deargumentos 07/05/2014 02h00 Vamos legalizar o ópio. É uma droga natural, extraída da papoula, flor doAfeganistão. Anestésico potente, é bom para dores do câncer, unhas encravadas,pernas quebradas e outras mais. Tem poder relaxante, cura o "mal-estar" dacivilização.Antes liberado em vários países, o ópio acabou banido devido a seus efeitosnefastos. Após sua introdução ilegal por comerciantes ingleses em 1839, a Chinaproibiu o comércio da droga que ameaçava a estabilidade social e financeira dopaís, bem como a saúde da população. A medida resultou em guerra declaradapela Inglaterra.O discurso atual sobre a maconha é semelhante ao que se empregava emdefesa da legalização do ópio. Diz-se que a erva não causa dependência, temefeitos terapêuticos e sua liberação traria consequências sociais positivas, comoreduzir o encarceramento de jovens das classes menos favorecidas. Idealiza-seque o óleo de maconha está na mira da indústria automobilística como fonte decombustível barato. Ou seja, é uma panaceia: cura tudo, resolve mazelas sociaise ainda melhora a economia do país.Será mesmo? A "legalização" beneficiaria a quem? Quais as consequências paraos usuários? Conseguiríamos controlar seu uso por crianças e adolescentes, ouesse dado também seria irrelevante, já que maconha não faz mal?A dependência de qualquer droga decorre de múltiplos fatores biopsicossociais.Até o momento, não temos teste para identificar quem se tornará dependente ounão. O que sabemos é que 30% dos usuários de maconha desenvolvem o vício eque alguns genes aumentam em até sete vezes o risco de dependência.O princípio ativo da maconha, o THC, fica armazenado no tecido gorduroso poraté 28 dias e age no cérebro durante todo esse tempo. O efeito prolongado podeter implicações graves, por exemplo, na condução de veículos. Quanto mais THCno sangue, maior o tempo de resposta do cérebro. Esse argumento fez aInglaterra adotar uma política de tolerância zero à presença de THC no sanguede motoristas.Mais alarmante é o potencial para desencadear doenças graves. Quadrospsicóticos agudos, com delírios e alucinações, são consequências comuns daintoxicação por drogas como a maconha. O que poucos sabem é que a maconhahoje comercializada é geneticamente modificada para ter alta concentração deTHC, o que acelera a dependência e potencializa as alucinações.Mais grave ainda é o risco do desencadeamento de esquizofrenia emadolescentes com predisposição a essa gravíssima doença mental crônica eincapacitante. Segundo estudo norueguês, 13% dos casos de esquizofreniaseriam evitáveis se o uso regular de maconha não ocorresse.As consequências sociais são palpáveis. Um estudo neozelandês demonstrouque, quanto mais cigarros de maconha uma pessoa fuma, menores são suaschances de completar o segundo grau, ingressar na faculdade ou estarempregada aos 20 anos, diminuindo sua renda e sua satisfação com a vida.A maconha reduz a capacidade cognitiva: prejudica a atenção, a memória e oraciocínio e dificulta o planejamento. Dados mostram que pessoas que fizeramuso habitual de maconha dos 15 aos 30 anos apresentam, em média, cincopontos a menos de Q.I. em comparação aos que apenas a experimentaram.Procura-se confundir uso recreativo com uso de substâncias extraídas damaconha que, purificadas e aplicadas em doses conhecidas, podem ter efeitomedicamentoso, desde que sob prescrição médica e manejo clínico, comoacontece com qualquer outro medicamento.É estranho que a discussão do "uso recreativo" da maconha seja prioritária. NoBrasil, há 12 milhões de dependentes de álcool e estamos nos tornando osmaiores consumidores de cocaína do planeta. Será que outro entorpecente deveter seu uso banalizado ou passa da hora de o Brasil encarar com ponderação aherança que o abuso de drogas, lícitas e ilícitas, deixará?Que a China do século 19 nos sirva de exemplo. Que a incapacidade deplanejamento gerada pelo uso da maconha não afete a política brasileira, comoparece ter acontecido no Uruguai. FREDERICO GARCIA, 35, é professor-coordenador do Centro de Referência em Drogas da Universidade Federal de Minas Gerais e membro da Associação Mineira de Psiquiatria Fonte: Folha de S. Paulo (7/5/2014) Texto 2 Debate sobre legalização da maconha divide opiniões. Médicos de Minas alertam para explosão de consumo e efeitos negativos na saúde de uma legalização da maconha. Defensores citam uso medicinal e possível impacto sobre violência Flávia Ayer Publicação: 02/02/2014 06:00 Atualização: 02/02/2014 06:55 Argumentos contra e a favor da legalização da maconha se multiplicam como o consumo da droga. Considerada mais leve entre as substâncias ilícitas, a Cannabis sativa, nome científico da erva, já fez a cabeça de pelo menos 7% dos adultos brasileiros, cerca de 8 milhões de pessoas, segundo o último Levantamento Nacional do Consumo de Álcool e Drogas, de 2012, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O debate em torno de sua regulamentação esquentou depois de o Uruguai aprovar, em dezembro, a produção e a venda da maconha, droga mais consumida no mundo. O professor do Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Frederico Garcia considera que o “lobby positivo” em relação à droga tem contribuído para que mais pessoas a experimentem. “Parece algo menor, menos danoso. Acredito que a legalização poderia criar um boom de consumo e levar a uma epidemia mais grave. Quanto maior o acesso, maior o consumo”, afirma Frederico, que trabalha com dependentes químicos. Também contrário à legalização, o psiquiatra Valdir Ribeiro Campos, da Comissão de Controle do Tabagismo, Alcoolismo e Uso de Outras Drogas da Associação Médica de Minas Gerais, afirma que o risco é produzir doentes para um sistema de saúde já falido, porque a maconha pode desencadear esquizofrenia, levar à perda de memória, favorecer o abandono escolar e levar ao câncer, entre outros prejuízos. “Sabemos que é prejudicial, então não há motivo para legalizar. A maconha tem 400 substâncias em sua composição, a maioria maléfica ao organismo”, afirma Valdir, para quem o uso científico da planta para o desenvolvimento de remédios não pode ser confundido com a legalização. Pesquisas Na outra ponta, pessoas e movimentos favoráveis ao consumo listam razões para a regulamentação da erva. O mais forte deles é o uso medicinal. Professor do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, o médico Dartiu Xavier desenvolveu estudo que, na avaliação dele, derruba a tese de que a maconha seja porta de entrada para drogas. “É um mito e, na verdade, ela ajuda a sair. Nossa pesquisa com usuários de crack mostrou que 68% deles conseguiram largar a droga com uso da maconha”, diz. A proibição, na avaliação de Dartiu, é um empecilho a pesquisas científicas. “Não conseguimos desenvolver muitos remédios. Estudos já demonstraram a eficácia da maconha em casos de esclerose múltipla, glaucoma, Aids, câncer”, cita. Segundo ele, 9% das pessoas que fumam maconha se tornam dependentes, enquanto no álcool esse percentual é de 15%. “Além de toda dificuldade de um dependente, ele tem o status de ilegal. Você trata um doente como criminoso”, afirma o professor. A violência gerada com a proibição é uma das principais críticas do Movimento pela Legalização da Maconha (MLM) e da Rede Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas. “As disputas de pontos de venda, a quantidade de homicídios e prisões têm a ver com a ilegalidade do mercado das drogas. Isso cria violência e leva também à corrupção dos agentes públicos”, afirma Thiago Vieira, do MLM. “A proibição não impede ninguém de usar e ainda cria uma situação de que quem decidirá se a pessoa pega com a droga será presa por tráfico é o policial da rua, com critérios questionáveis”, acrescenta. Guerra de estudos Argumentos contra a droga » A fumaça tem substâncias cancerígenas » Pode desencadear esquizofrenia em pessoas com tendência a desenvolver a doença » Baixa a testosterona e favorece a infertilidade » Traz prejuízos em atenção e memória Fonte: Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Argumentos a favor da droga » Ajuda a reduzir náusea e vômitos provocados pela quimioterapia em pacientes com câncer » Diminui as dores em portadores de esclerose muscular múltipla » Aumenta o apetite em vítimas de Aids ou câncer, evitando a desnutrição » Auxilia viciados em crack a largar a droga Fonte: Dartiu Xavier, professor da Unifesp Enquanto isso... ... VENDA LEGAL NO COLORADO Em 1º de janeiro, a indústria da maconha recreativa abriu suas portas em oito cidades do estado americano de Colorado, até agora o único a legalizar a produção e o comércio do entorpecente. Até então, esses estabelecimentos só existiam na Holanda, país que permite a compra e a venda de cannabis, mas onde cultivá-la e processá-la são atos ilegais. Nos próximos meses, Washington se juntará ao Colorado. Fonte: Jornal O Estado de Minas( 2/2/2014) PROPOSTA A discussão sobre a legalização da maconha no Brasil já chegou ao Congresso Nacional. Uma sugestão de iniciativa popular apresentada por meio do Portal e-Cidadania do Senado Federal, com 20 mil assinaturas, propõe que o uso da maconha seja regulamentado como o das bebidas alcoólicas e cigarro.A iniciativa é a sugestão nº 8, a qual a presidenta da Comissão de Direitos Humanos do senado, senadora Ana Rita (PTES), designou à relatoria o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que aceitou a demanda e levou o debate para o seu perfil no Facebook. Em nota, Buarque declarou que se sentiu “desafiado” e por isso resolveu levar o debate adiante realizando assembleias para debater a questão da liberação da maconha. Elabore um texto dissertativo-argumentativo a respeito do tema REGULAMENTAÇÃO E LEGALIZAÇÃO DO USO DA MACONHA NO BRASIL, UMA NECESSIDADE OU UM EQUÍVOCO? Seu texto deve: 1 – apresentar o tema com coerência e sem desvios; 2 – apresentar argumentação consistente baseada em fatos, estatísticas ou depoimentos de autoridades no assunto; 3 – apresentar posicionamento claro do redator do texto em relação à pergunta tema. 4 – estar escrito entre 20 e 25 linhas
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