Plus de détails - Fédération Professionnelle des Préposé(e)

Transcription

Plus de détails - Fédération Professionnelle des Préposé(e)
Revista Corresponde 31.indd 1
06/01/2014 13:35:39
EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS
PÚBLICO
PRIVADO
INSS
PROMOÇÃO DE VENDAS
TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS
CRÉDITO IMOBILIÁRIO
Seja nosso parceiro
Correspondente
Cadastre-se:
São Paulo/SP
Rio de Janeiro/RJ
Curitiba/PR
Contato:
(11) 3886-4400
(41) 3224-3061
www.brascorf.com.br
AnúncioCorresponde
Brascorf Out13
21x28cm.indd
1
Revista
31.indd
2
16/10/2013 13:35:39
17:01:50
06/01/2014
Editorial
Nossa emancipação, ainda
que tardia!
N
os últimos anos temos assistido a toda sorte de
ataques à imagem do correspondente, chegando às vias de criminalização, incentivados e fomentados por Instituições Financeiras que pouco se importaram com as consequências de uma competição
vil e desenfreada.
S
ÁRIO
A matéria de capa faz uma análise acerca dos problemas
enfrentados hoje que visam o fim da atividade o que, consequentemente, poderá fechar milhares de postos de trabalho
num futuro próximo caso as autoridades governamentais não
tomem alguma atitude em sua defesa.
O setor, que tem tido uma atuação importante na economia
brasileira, é responsável por mais de 1,2 milhão de empregos,
tornando-se um desafio para os empresários que precisam
buscar estratégias para reter talentos e evitar a alta rotatividade, conforme relatamos na seção Análise Setorial.
Nesta edição também destacamos as particularidades do
nosso segmento e a necessidade da regulamentação da atividade, como forma de valorização dos colaboradores e do
mercado como um todo.
o
Além disso, a Revista Corresponde traz uma entrevista com
o promotor de Justiça de São Paulo, José Carlos Blat, que aborda a importância da ética para o dia a dia das pessoas e como
ela pode contribuir para a redução da corrupção no Brasil.
Destacamos ainda que o prazo para que os correspondentes obtenham a certificação está chegando ao fim.
Em 24 de fevereiro de 2014, entra em vigor a exigência do
Banco Central e observamos que, embora o número de inscritos para a certificação da ANEPS tenha aumentado exponencialmente este ano, ainda está aquém do tamanho
do mercado. Muitos estão deixando para última hora, mas
precisam se apressar por que após essa data não poderão
continuar com suas operações.
E 2014 já chega com mais exigências. Entra em vigor a obrigatoriedade da escrituração digital para todas as empresas
Edison Costa, Presidente
independentemente do porte, o que deverá promover mudanças nos processos internos das empresas.
Destacamos também que o TRT de Rondônia e Acre reconhece competência para julgar processo contra bancos em
relação à prática de terceirização ilícita e inconstitucional por
meio de contratação de correspondentes bancários e que fomos chamados na Procuradoria Geral da República, onde pudemos apresentar informações que reforçam a importância
do correspondente.
Em Visão, Gerente de Divisão da Unidade Canais de Parceiros do Banco do Brasil, Marco Aurélio da Silva Ribeiro, aborda
a importância dos correspondentes, cujo papel na sociedade
vai muito além da prestação de serviços, sendo uma ferramenta indispensável à promoção da inclusão bancária no país.
Uma boa leitura!
Revista Corresponde
17:01:50
Revista Corresponde 31.indd 3
|3
06/01/2014 13:35:42
Sumário
Associação Nacional das
Empresas Promotoras de Crédito
e Correspondentes no País
Presidente
Edison João Costa
Vice-presidentes
Antonio dos Santos
Expansão e Relação com Associadas
Promotoras
06
Entrevista
Promotor de Justiça
fala sobre a importância
da ética
Antonio Mário Rinaldini
Relações Fiscais e Tributárias
Edison Aparecido Ferreira
Relações com Entidades do Mercado
Eloy Camara Ventura
Assuntos Jurídicos
Jose Roberto Della Rocca
Relações Sindicais
Luis Carlos Bento
Comunicação e Marketing
Marcos de Toledo Artigas Neto
Relações Transacionais
Em Tempo
ANEPS vai à Procuradoria
Geral da República
08
Cargo vago
Formação e Certificação
Diretores
Alberto Miranda
Antonio Cordon Sobrinho
Carolina Tancredi
Dirceu Variz
Douglas R. Navarrette
João Ricardo Villas Boas
Joaquim Fernandes de Mello
Leticia Cristina Hidalgo
Marcelo Fornasari
Renato Ferreira da Silva
Diretor Secretário
Walter Arantes de Moraes
Diretor Tesoureiro
Manuel Magno Alves
Diretores Regionais
André Cristófani (Ribeirão Preto/SP)
Bergson Arrais (Ceará/CE)
Eduardo da S. Gomes Neto (RJ/RJ)
Elvis Bueno da Silva (Interior e Sul de MG)
Erbene de Castro Maia (Natal/RN)
Fernando Brasil (PR)
Gerson José Guarinão (Pres. Prudente/SP)
Jayme Menezes de Siqueira (Recife/PE)
Jeser Batista (Florianópolis/SC)
João Luis Fiorani (S. José do Rio Preto/SP)
Jocimar de Oliveira (Vitória/ES)
John Lins (Belo Horizonte/MG)
Juvêncio Júnior (São Luiz/MA)
Karla Reis Vieira Dantas (Goiânia/GO)
Patricio Darvisson Carvalho (BA/SE)
Raniery Barbosa Queiróz (Cuiabá/MT)
Rocco Spina Neto (RS)
Wanderley Pardo (DF)
Diretor Superintendente
João Marques
Produção Editorial
ALV Design Gráfico – (11) 98429-0696
flickr.com/alvdesigngrafico
Jornalista Responsável
Silvana Coelho – MTb 19.021/SP
ANEPS – Rua XV de Novembro, 269
2º andar, Cj. 201/205 – São Paulo/SP
CEP: 01013-001
Tel.: (11) 3104-5168/3104-5169
www.aneps.org.br
E-mail: [email protected]
Capa
11
Um mercado que
merece atenção
Análise
Setorial
A valorização do
correspondente
18
P
14
So
Co
Ce
In
pa
es
cil
Co
Certificação
Aumenta a demanda
pela certificação
S
Capacitação
Ensino a distância
20
A Revista Corresponde é uma publicação trimestral e gratuita da ANEPS. Os artigos assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião da revista. O conteúdo informativo dos
anúncios é de responsabilidade exclusiva dos anunciantes. Todos os direitos autoriais reservados à ANEPS. Nenhuma
parte de seu conteúdo pode ser reproduzida sem autorização prévia, por escrito, dos editores.
4 | Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 4
S
P
E
06/01/2014 13:35:43
Sistema de Gestão
e Vendas de
Crédito Consignado
Localização de clientes
com a parceria da
Serasa Experian
PN
PN
Consig
localiza
PN
SISTEMAS E
PROJETOS
ESTRUTURADOS
Servidores alocados
em nuvem com a
parceria do UOL Host
cloud
SUPORTE
VIP
PN Consig
PN Localiza
PN Cloud
Software para Gestão e Vendas de Crédito
Consignado. Utiliza dos módulos Ativo (Call
Center), Atendimento (Loja), Relatórios
Inteligentes, Status de Produção e Campanhas para controlar e definir todas as
estratégias e distribuição de produtos. Facilmente alterna entre Convênios, Bancos,
Contratos e Tabelas de Rentabilidade.
Integramos as melhores soluções do
mercado para a localização de clientes. Como Distribuidor Autorizado
Serasa Experian, nossos clientes
tem à disposição todos os produtos e serviços da Serasa com fácil
acesso para contratação, consultas
e controles de utilização.
Não é necessário se preocupar com uma
plataforma física de servidores, nem mesmo com as dificuldades de expansão ou
redução de estrutura. O PN Cloud é a solução ideal para utilizar nossos aplicativos na
internet, com a total segurança de que os
seus dados estarão exclusivamente dedicados para a sua operação.
SUPORTE
VIP
Suporte VIP
Hoje em dia a maioria das operações possuem
características próprias. Com processos identificados e compartilhando das estratégias da
empresa, o Suporte VIP atua como mais um
membro de sua equipe, participando de atividades diárias como: Campanhas, Relatórios,
Dúvidas e Atendimentos Personalizados.
A segurança e a forma correta de se manipular
dados podem fazer o diferencial de sua empresa.
Por isso quando o assunto é Banco de Dados, a
agilidade empregada no tratamento das informações, aliada ao sigilo que merecem, permitem
que a solução de DBA (Database Administration)
seja o ponto chave do seu negócio.
DBA
Parceiro
Confie em Nossa
Experiência
(11) 4195 0068
www.grupopn.com.br
/GrupoPN
(11) 4620 0558
[email protected]
comercial_PN
Revista Corresponde 31.indd 5
06/01/2014 13:35:43
Entrevista
A ética como instrumento
de combate à corrupção
nas sociedades
A corrupção no Brasil só será combatida com a implementação
de uma formação ética e de cidadania nas escolas, empresas e,
principalmente, nas famílias.
R
direito pela FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas – e me formei no ano de
1992, após superar diversas dificuldades
financeiras, pois, comecei o curso no ano
de 1982. Apaixonei-me pelo Ministério
Público quando assisti na faculdade a um
júri simulado com o doutor Alberto Marino Júnior enfrentando o doutor Waldir
Troncoso Peres. A partir desse evento
nunca mais abandonei a ideia de ingressar no Ministério Público, o que aconteceu no ano de 1993.
Revista Corresponde – Qual sua formação acadêmica? Quando e por que entrou
no Ministério Público?
José Carlos Blat – Sou bacharel em
RC – O senhor atuou por muitos anos no
Grupo de Atuação Especial de Repressão
ao Crime Organizado (GAECO). Que avaliação faz desse período?
6| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 6
Divulgação
ecentemente, a Fundação Getúlio
Vargas e o Pensamento Nacional
das Bases Empresariais (PNBE)
realizaram o seminário “A ética como instrumento de combate à corrupção na relação público-privada”, no qual foi lançado
o projeto de pesquisa que visa investigar
diretamente com o empresariado os casos
de corrupção com maior frequência, bem
como o grau de confiança/conhecimento
sobre os canais existentes de combate à
corrupção. De acordo com os organizadores, a corrupção representa hoje 2,3% do
Produto Interno Bruto brasileiro (PIB).
O evento contou com a presença do
promotor de Justiça de São Paulo, José
Carlos Blat, de representantes do Tribunal
de Contas do Município e do Estado de
São Paulo e empresários, entre eles o presidente da ANEPS, Edison Costa.
O promotor José Carlos Blat destacou
em sua palestra a atuação do Ministério
Público no combate à corrupção e citou
casos importantes envolvendo policiais
e funcionários públicos que extorquiam
empresários. A corrupção é um mal que
prejudica o desenvolvimento socioeconômico, provoca concorrência desleal e perda da produtividade, afeta a prestação do
serviço público e agrava a desigualdade.
Em entrevista à Revista Corresponde,
José Carlos Blat fala de sua trajetória profissional, os casos policiais em que atuou e
que o deixaram em evidência e os desafios
de quem espera um dia ver a diminuição
dos casos de corrupção no Brasil.
José Carlos Blat , promotor de Justiça de São Paulo
JCB – Fui convidado pelo procurador geral
de Justiça para integrar o GAECO em 1998.
O GAECO era considerado apenas como um
experimento, sem recursos e que normalmente seguia a trilha de investigações iniciadas por órgãos policiais ou por Comissões
Parlamentares de Inquérito (CPIs) para propor as ações penais em juízo. Mudamos esse
comportamento passivo e começamos a
realizar investigações criminais com uma pequena equipe de policiais lotados no grupo.
Como promotor de Justiça eu já tinha uma
vasta experiência em investigações criminais
na cidade de Diadema (SP), onde investiguei
diversos grupos de extermínio e o próprio
caso da Favela Naval. Nesse período, o GAECO passou a ser conhecido nacionalmente e
06/01/2014 13:35:45
Entrevista
nosso trabalho inspirou muitos promotores
de Justiça de outros Estados. Fui fundador
do Grupo Nacional de Combate ao Crime
Organizado (GNCOC) que leva o nome do
promotor de Justiça assassinado em Contagem(MG), o doutor Francisco de Assis do
Rego Santos, que em 2001 investigava naquele Estado a máfia dos combustíveis que
tinha tentáculos no Estado de São Paulo e investigávamos a referida quadrilha. Casos de
repercussão nacional como o caso da Máfia
dos Fiscais que culminou com a cassação de
três vereadores e um deputado estadual e a
condenação de aproximadamente 600 pessoas e um prejuízo à cidade de São Paulo de
aproximadamente R$ 13 bilhões. Esse caso
começou com uma denúncia da comerciante Soraia Patrícia da Silva que estava sendo
extorquida para liberação de um alvará de
uma academia de ginástica e acabou alcançando 70% da administração pública municipal. Investigamos outros casos de grande
repercussão nacional como o caso da morte
do Juiz de Direito de Presidente Prudente
pelo PCC (organização criminosa), as máfias chinesa, da pirataria e dos combustíveis,
caso cracolândia, entre outros.
RC – O senhor foi responsável por investigar importantes casos de corrupção em
São Paulo envolvendo agentes públicos
acusados de desvio de dinheiro público
e violência policial, como os citados anteriormente. Como o senhor avalia a atuação
do Ministério Público nesses casos e os resultados para a sociedade?
JCB – Esses casos foram emblemáticos e
importantes para alertar as autoridades de
todo o País a respeito da corrupção política nas casas legislativas e os arranjos criminosos com os administradores públicos.
Da mesma forma o caso da Favela Naval foi
um marco no combate a violência policial
e só depois de eclodir esse escândalo os
políticos correram e aprovaram, a toque
de caixa, a lei de tortura que foi sancionada no dia sete de abril de 1997. Mesmo dia
em que ofereci a denúncia contra aqueles
policiais militares que ao final do processo
foram condenados pelo Tribunal do Júri
de Diadema. Esse caso também motivou
a criação da matéria de Direitos Humanos
na Academia de Oficiais da Polícia Militar,
entre outras medidas visando combater
os abusos policiais. A investigação contra a pirataria inicialmente foi vista com
resistência até pela cúpula do Ministério
Público que avaliava esse problema como
sendo algo de menor potencial ofensivo e
que deveria ser exclusivamente resolvido
pela indústria e comércio. Demonstramos
que a pirataria é um dos braços lucrativos
do crime organizado. A sociedade passou
a compreender a gravidade do crime organizado que está presente em todas as
esferas de poder e no meio social.
RC – O caso da Favela Naval mostrou
em horário nobre a violência da Polícia
Militar contra um morador na periferia
da cidade. Hoje vemos a mesma polícia
agredindo a população durante as manifestações de rua. Como o senhor avalia a
postura dos policiais?
JCB – Os abusos policiais são inadmissíveis e a livre manifestação deve ser preservada, inclusive pelo aparato policial.
Por outro lado, a polícia deve agir com
rigor contra vândalos, mas sem utilizar da
violência física valendo-se de estratégia e
inteligência para identificá-los e detê-los.
RC – Esses casos o colocaram em evidência na mídia e sabemos que o senhor
também recebeu ameaças. Como foi lidar
com isso?
JCB – Fui diversas vezes ameaçado de
morte e em muitas ocasiões fui obrigado a
andar com escolta policial. Até hoje tenho
muitos inimigos, o que me obrigou a mudar meus hábitos e a não ter rotina.
RC – É possível ter uma vida social normal diante de tanta exposição?
JCB – Não tenho uma vida social normal, ao contrário, sou muito reservado e
dificilmente vou a eventos sociais e tenho
pouquíssimos amigos. Da mesma forma
que busco sempre preservar minha família. Hoje, por orientação de segurança, não
utilizo as redes sociais e dificilmente ando
a pé pelas ruas do bairro onde moro.
RC – A cada dia surgem novos casos de
corrupção em todos os setores da economia. Mais recentemente temos as denúncias superfaturamento nos preços do metrô de São Paulo, pagamento de propinas
e fraudes em licitações, que teriam ocorrido durante os governos Mario Covas,
Geraldo Alckmin e José Serra. A corrupção
nunca vai ter fim?
JCB – A corrupção é um mal que acompanha o ser humano e se verifica em todas
as esferas públicas e privadas. Não vejo
diferença alguma entre a propina recebida por um comprador de uma empresa e
aquela recebida por um agente público, a
concepção de desonestidade é a mesma. É
necessário revogar a lei de Gerson, aquela
que aparecia em um comercial de cigarros
onde se perpetuou a frase de que devemos levar vantagem em tudo...certo?
RC – O Pensamento Nacional das Bases
Empresariais (PNBE), em parceria com a
Fundação Getúlio Vargas, realizou recentemente o seminário “A ética como instrumento de combate à corrupção na relação
público-privada”, do qual o senhor participou. O que é preciso para mudar essa situação no Brasil?
JCB – A formação ética e de cidadania
implementada nas empresas, nas escolas
e especialmente em cada lar, em cada família. Só assim vamos começar a mudar os
rumos da corrupção no Brasil.
RC – Durante o seminário foi lançado
o projeto de pesquisa a ser conduzido
pelo CEAPG-FGV, que visa investigar
diretamente com o empresariado os casos de corrupção com maior frequência,
bem como o grau de confiança/conhecimento sobre os canais existentes de
combate à corrupção. Qual o objetivo
da pesquisa?
JCB – As empresas têm a denominada
RAZÃO SOCIAL, que agora passa a ter um
sentido mais amplo sobre a responsabilidade social. O controle interno rigoroso
de cada empresa para evitar a implementação da lei de Gerson entre seus empregados e equilibrar a competitividade e a
lucratividade em detrimento da concorrência desleal e a sonegação de impostos
a qualquer custo.
RC – Que mensagem o senhor deixa
para os empresários que trabalham na
legalidade, mas que veem a concorrência
agindo deslealmente, seja sonegando impostos, seja pagando propina?
JCB – O melhor caminho dos empresários honestos é denunciar os casos de
corrupção ao Ministério Público e cobrar
providências quanto aos resultados dessas denúncias. ˜
Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 7
|7
06/01/2014 13:35:45
Em Tempo
TRT de Rondônia e Acre reconhece
competência para julgar processo
contra bancos
E
m novembro, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, com jurisdição em Rondônia
e Acre, reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a
ação civil pública ajuizada pelo Ministério
Público do Trabalho (MPT) contra o Banco
Central do Brasil, Banco do Brasil, Caixa
Econômica Federal, Itaú Unibanco, Banco
Bradesco, HSBC Bank Brasil, Banco Múltiplo, Banco Santander e Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos. A ação foi impetrada devido à prática de terceirização ilícita e inconstitucional por meio de contratação de correspondentes bancários.
O MPT pede o pagamento de indenização por dano moral de R$ 3,8 bilhões
e dumping social de R$ 2,5 bilhões, em
um total de R$ 6,4 bilhões; a anulação
da contratação do serviço e o reconhecimento dos trabalhadores como bancários, o que significa pagamento de
diferenças salariais, auxílio-refeição e
horas extras e o reconhecimento da jornada especial de trabalho de seis horas.
A multa por descumprimento prevê R$
10 milhões por dia.
A Caixa Econômica Federal apresentou
recurso ao Tribunal Superior do Trabalho
para anular a decisão do tribunal ou, alternativamente, que seja declarada a incompetência da Justiça do Trabalho para conhecimento e julgamento do processo. ˜
9º Congresso Nacional de
Crédito e Cobrança
N
os dias 22 e 23 de outubro,
ocorreu o 9º Congresso Nacional de Crédito e Cobrança, um
dos mais importantes eventos do setor.
Promovido pela CMS People, o evento
mais uma vez contou com o apoio da
Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes
no País (ANEPS) e recebeu a visita de
profissionais e executivos do mercado
de crédito e cobrança.
Entre os palestrantes estava Luiz Carlos Bento, vice-presidente da ANEPS e
diretor do Instituto IGeoc,
que mediou o debate sobre
“Soluções Inovadoras para Efetividade
da Gestão de Cobranças”. “Temos que
fazer mais com menos e precisamos
buscar mais eficiência, pois há pouco
espaço para redução de custos nesse
mercado”, destacou Bento. A ANEPS
também esteve com estande institucional durante todo o evento. ˜
ANEPS é chamada na Procuradoria
Geral da República
A
s recentes reportagens publicadas
na mídia sobre remuneração dos
correspondentes motivou a Procuradoria Geral da República a convocar
o presidente da ANEPS, Edison Costa, no
início de outubro para uma reunião.
Os representantes do órgão solicitaram informações sobre a remuneração
dos correspondentes com o intuito de
entender melhor o assunto. Edison Cos-
8| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 8
ta fez uma breve apresentação acerca
do funcionamento do setor, suas peculiaridades, o número de empresas no
país e a quantidade de empregos diretos que são gerados.
Costa relatou ainda sobre a certificação
exigida pelo Banco Central e sua importância para o setor, além da atuação da ANEPS
em prol da transparência da atividade, entre outras informações importantes. ˜
06/01/2014 13:35:46
Revista Corresponde 31.indd 9
06/01/2014 13:35:47
Capa
Emancipação ou morte
Hoje temos uma pesada espada desembainhada sobre a cabeça
de milhares de pequenas empresas e trabalhadores.
C
om mais de 1.200.000 trabalhadores, apurados através de uma conta
simples, de pelo menos três trabalhadores por CNPJ de correspondentes ativos no cadastro UNICAD do Banco Central
(BACEN), o segmento passa agora por um
momento de terrível convulsão.
O segmento de correspondentes cresceu por conta de uma demanda reprimida de muitos anos das necessidades
da população por serviços e produtos
financeiros básicos.
Desde o início ficou ainda patente que
o segmento possuía uma forte e incomum
vocação de geração de postos de trabalho,
o que adicionalmente veio a constituir um
ingrediente de grande importância social.
Distribuição de
crédito
Os correspondentes respondem hoje
por uma distribuição significativa de
crédito popular, bem como pelo recebimento de muitos milhões de contas desprezadas e ao mesmo tempo impossível
de serem tratadas pelo sistema financeiro convencional.
Seguramente, a tecnologia ainda levará
mais de 20 anos para suprir essa demanda com a mesma facilidade e abundância
com que serve os consumidores de melhor poder aquisitivo.
Mesmo assim, poucos têm a verdadeira fotografia desse cenário e o tema é
vagamente conhecido, e limitado a uma
interpretação de gabinete por todo o sistema e por muitas entidades que representam o poder público.
Criminalização
Nos últimos anos assistimos a toda
sorte de ataques à imagem do correspondente, chegando às vias de criminalização. Criminalização que chegou muitas vezes às vias de fato, não por que os
correspondentes constituíam um exército de mercenários e marginais, mas sim
por que foi incentivada e fomentada por
Instituições Financeiras que pouco se im-
depositphotos.com
10| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 10
06/01/2014 13:35:47
Capa
depositphotos.com
portaram com as consequências de uma
competição vil e desenfreada.
Afinal foi muito cômoda a imagem
do “pastinha” e das lojinhas que roubavam empregos, que diariamente se
deteriorava publicamente nos jornais,
no Ministério Público e com os consumidores, de um terceiro até então despreparado para saber que a longo prazo
estaria colocando em cheque sua existência. Um anteparo perfeito para ficar
fora da linha de tiro.
Correspondente
genérico
depositphotos.com
De outro lado, entidades sindicais
que deveriam zelar pelo trabalho e pelo
emprego desferiam ataques mortais,
chegando à infeliz e abominável ideia
de comparar os correspondentes aos
remédios genéricos, como se os genéricos não fossem hoje responsáveis pela
manutenção da saúde da maior parte
da população brasileira. Expressão endossada e empregada de forma infeliz e
pejorativa, até mesmo por um ou outro
notável da Justiça do Trabalho.
Lamentavelmente, a tutela definida
pelo Banco Central aos correspondentes
como de responsabilidade das Instituições
Financeiras contratantes teve um mau uso
e seu emprego foi aplicado da forma definida pelo famoso jargão em que os fins
justificam os meios.
Hoje temos uma pesada espada desembainhada sobre a cabeça de milhares de pequenas empresas e trabalhadores e estamos à beira de um crepúsculo
sombrio ou de uma emancipação necessária, ainda que tardia.
O dilema reside em reconhecer o correspondente como uma entidade importante e necessária para o país, adaptada economicamente ao que precisa
o consumidor e que reflete a realidade
brasileira, assim como os remédios genéricos que, incontestavelmente, cumpriram seu papel social ou negar sua
existência tal como são, deixar que a
espada caia decepando milhares de
postos de trabalho e deixar que a população se submeta ao atendimento pelo
sistema financeiro convencional, cuja
capacidade é claramente insuficiente e
economicamente inviável.
Emaranhado
burocrático
A solução seria simples se passasse
por um só caminho, mas infelizmente os
caminhos são diversos, não se falam entre si e têm interesses difusos e um emaranhado burocrático.
Nesse caminho temos: o Banco Central
que conhece e reconhece a importância
do correspondente; o Ministério Público
cuja visão está turva por conta de tantas
notícias controvertidas; o Poder Legislativo que precisa compreender o funcionamento e a dimensão econômica e
reconhecer a existência do segmento
com legislação específica; o Ministério do
Trabalho que por desconhecimento não
nos concede amparo sindical; a Receita
Federal cuja carga tributária inapropriada inviabiliza o futuro; o Judiciário cujas
sentenças exaurem sistematicamente a
solvência das empresas e; por fim e não
menos importante, a opinião pública que
precisa de clareza de informação.
Mas acreditamos nas autoridades governamentais e que a manutenção dos
correspondentes, tão necessários ao
país, é possível. ˜
Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 11
| 11
06/01/2014 13:35:48
Legislação
Mudança na folha de
pagamento afeta todas
as empresas do País
A partir de 2014, a escrituração digital deverá promover
mudanças nos processos internos das empresas e vai aprimorar as
informações enviadas aos órgãos públicos.
C
om o objetivo de desburocratizar
as obrigações acessórias, a Receita
Federal deu mais um passo na implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), programa que torna
eletrônica a escrituração contábil e fiscal
das empresas.
A partir de janeiro de 2014, os dados enviados pelas empresas referentes ao pagamento de funcionários e recolhimento de
impostos dos mesmos serão unificados no
sistema da Receita Federal, o chamado eSocial.
Abrangência
irrestrita
Benefícios
Existe o entendimento no governo de
que e-Social vai reduzir os custos de geração e entrega das informações feitas para
a Receita Federal, INSS, Caixa Econômica
Federal e Ministério do Trabalho.
Com a adesão ao novo sistema, os departamentos de Recursos Humanos das empresas se tornarão mais dinâmicos em virtude
das informações serem repassadas
em tempo real. Isso exigirá que
as empresas revejam seus
processos internos de
maneira que venha
facilitar o envio das
informações ao governo. ˜
Confira algumas
das obrigações
acessórias que
serão substituídas
pelo e-Social
• Folha de pagamento;
• Livro de registro de empregados;
• Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP);
• Comunicado de Acidente de
Trabalho (CAT);
• Termo de rescisão e formulários
de seguro desemprego;
• Guia de recolhimento do FGTS
e Informações à Previdência
Social (GFIP).
de
po
sit
o
ph
to
s .c
om
Especialistas dizem que a abrangência
da nova regra é irrestrita e vai atingir a todos, desde pessoas físicas que contratam
trabalhadores domésticos a empresas de
todas as modalidades e enquadramentos,
além de profissionais autônomos.
O e-Social é considerado um dos mais
importantes e complexos módulos do
Sistema Público de Escrituração Digital
(SPED) e vai unificar o envio de dados que
empregadores prestam sobre seus contratados. Com isso, o governo espera dar
mais transparência à relação entre patrões
e empregados.
12| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 12
06/01/2014 13:35:49
Legislação
Crédito consignado poderá
ter regras mais rígidas
Wilson Dias/ABr
O
relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) com a proposta
de atualização do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990) está
prestes a ser votado no Congresso e ataca
justamente uma das modalidades de crédito que mais tem preocupado o Governo
Federal, o empréstimo consignado.
O Projeto de Lei n 283/2012, que trata
do crédito ao consumidor e previne o superendividamento recebeu 42 emendas,
das quais 20 foram acatadas. Depois de
mais de um ano de discussões, o texto
reforça o entendimento de que a soma
das parcelas para o pagamento de dívidas
não poderá ser superior a 30% da renda
mensal líquida e estabelece a corresponsabilidade das instituições financeiras pelo
superendividamento do consumidor, caso
haja descumprimento dos limites, podendo ainda rever os prazos de pagamento e
reduzir juros e multas.
As medidas propostas contemplam
ainda a exigência de informações claras
e completas sobre o serviço ou produto
oferecido; a criação da figura do “assédio de consumo”, quando há pressão
para que o consumidor contrate o cré-
Ricardo Ferraço, senador PMDB-ES
dito; e a criação da “conciliação”, para
estimular a renegociação das dívidas
dos consumidores.
De acordo com o texto, o consumidor
terá sete dias para desistir da contratação
de crédito consignado, a contar da data de
celebração ou do recebimento da cópia
do contrato, sem que seja necessário indicar o motivo.
O relator do projeto, senador Ricardo
Ferraço (PMDB-ES), diz que ainda não
há uma data para a votação. Para ele, o
acesso ao crédito aumentou e beneficiou muitas pessoas, mas veio acompanhado de um elevado nível de endividamento e que a oferta de crédito tem
de ser responsabilidade compartilhada.
O texto prevê ainda a proibição de veiculação de publicidade de crédito com
os termos “gratuito”, “sem juros” ou “taxa
zero”, que podem iludir o consumidor.
Para Ricardo Ferraço, “o código também
vai fortalecer os Procons, órgãos que, por
meio de conciliação, resolvem questões
entre consumidores e fornecedores de
produtos e serviços; além de impor limites
ao crédito, para impedir o superendividamento das pessoas”. ˜
Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 13
| 13
06/01/2014 13:35:51
Análise Setorial
Desafios profissionais
dos correspondentes e
promotores de crédito
Setor emprega mais de um milhão de pessoas e é responsável
por proporcionar o acesso ao crédito à população de regiões
distantes do Brasil.
H
regiões mais distantes onde não existem
agências bancárias.
Nesta reportagem vamos mostrar o
segmento de promoção de crédito, desde
quando foi criado e quem são os profissionais que contribuem para que a população
tenha mais acesso aos serviços financeiros.
Normatização
A figura do correspondente não é nova.
Em termos normativos, existe desde 1973,
com a edição da Circular nº 220 do Conselho Monetário Nacional (CMN), e que permitiu que os bancos firmassem contratos
de correspondentes exclusivamente para
a cobrança de títulos de execução ativa e
passiva de ordens de pagamento.
Posteriormente, vieram as Resoluções
nº 562/1979 e a nº 2.166/1995, que permitiram às financeiras e aos bancos múltiplos, com carteiras de crédito, financia-
depositphotos.com
oje são mais de 100 milhões de
consumidores na classe C que,
com mais renda no bolso e mais
emprego, passaram a ter acesso a uma
gama de serviços financeiros jamais imaginados até alguns anos atrás.
Mas o atendimento a esse contingente
em busca de crédito foi mais dinâmico
por conta do crescente número de correspondentes e promotoras de crédito
existentes no país, principalmente nas
14| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 14
06/01/2014 13:35:52
depositphotos.com
Análise Setorial
mil correspondentes ativos. “Se cada um
tiver uma média de três funcionários, estamos falando de 1 milhão e 200 mil empregados, um número considerável”, destaca
Edison Costa, presidente da entidade.
Perfil dos
trabalhadores
Mas quem são esses trabalhadores? Embora ainda não exista uma estatística, o
presidente da ANEPS explica que a maioria
desse contingente é composta por jovens
entrando pela primeira vez no mercado de
trabalho e pessoas com mais de 40 anos e
que estavam fora do mercado de trabalho,
principalmente aposentados.
Com isso, o setor de promoção de crédito passou a ser um grande e importante empregador, absorvendo pessoas sem
experiência na área e contribuindo para a
diminuição do desemprego e promovendo a distribuição de renda.
Com o processo de certificação promovido desde 2011 pela ANEPS, em
parceria com o Instituto Totum, tem sido
possível traçar o perfil dos correspondentes do país. Os dados preliminares
mostram que a maioria dos profissionais
atuando nesse segmento é do sexo feminino, estudou até o ensino médio e tem
entre 20 e 30 anos.
Valorização
Existem muitos casos de empresas que
começaram com poucos funcionários e
hoje possuem centenas e até milhares de
colaboradores em todo o Brasil. Embora o
setor enfrente problemas com a frequente rotatividade de sua mão de obra, muitas empresas conseguiram desenvolver
um ambiente de trabalho que favorece
a qualificação e valorização e com isso a
retenção dos talentos.
Mas como valorizar o empregado se
esse profissional não sabe bem o que é?
“Ele não é bancário, financiário, vendedor
e não é corretor. Ele é promotor de correspondente, mas essa profissão não é regulamentada”, destaca Ricardo Villas Bôas,
diretor da Gold Star.
Mas a mudança mais significativa desde
a publicação da resolução ficará por conta
da exigência do nível de formalização dos
correspondentes, com a necessidade da
Certificação, que passa a ser obrigatória a
partir de 24 de fevereiro de 2014, e em linha com a necessidade de capacitação da
força de vendas e atendimento.
“A certificação é um passo importante para que o profissional sinta que tem
uma profissão e se orgulhe disso”, completa Villas Bôas. Além disso, desde sua
fundação a ANEPS vêm se empenhando junto às autoridades administrativas e judiciais, principalmente junto a
Justiça do Trabalho, a fim de que seja
reconhecida a atividade do correspondente de cunho eminentemente comercial que serve como apoio para as
instituições financeiras. ˜
depositphotos.com
mento e investimento, respectivamente,
contratarem as sociedades prestadoras
de serviços para o encaminhamento de
pedidos de financiamento, análise de
crédito e cadastro, cobrança, e outros
serviços de controle.
Com a Resolução nº 2.640/1999, o escopo de serviços foi ampliado. Os correspondentes poderiam oferecer a possibilidade
de abertura de contas correntes e poupança e a realização de pagamentos e propostas de financiamento, além de incorporar a
figura dos promotores de vendas.
A partir da Resolução nº 2.707/2000,
o atendimento por meio de correspondentes se desenvolveu de maneira mais
intensa. A resolução trouxe alguns avanços para o setor: permitiu a contratação
de empresas para prestação de serviços
de atendimento ao público em qualquer
localidade, satisfazendo a demanda reprimida de atendimento em serviços
financeiros; e contribuiu para a redução
de fraudes no pagamento de benefícios
de aposentadorias, tornando-se um dos
principais canais de pagamento dos benefícios e transferência de recursos.
Porém, o reconhecimento oficial da atividade consolidou-se após a edição da
Resolução nº 3.954, de 24/02/2011, do
Banco Central do Brasil, nela encontramos
a conceituação das atribuições do correspondente: ora quando atua como elemento responsável por transações do sistema
financeiro – recebimentos e pagamentos,
ou encaminhamento de formulários de
modalidades operacionais, seguros, investimentos entre outras, sempre visando
o interesse dos consumidores e, na modalidade creditícia, atuam as chamadas
promotoras de créditos, cujo objetivo é
facilitar o relacionamento do consumidor
com as instituições responsáveis pela concessão de crédito, principalmente para as
classes menos favorecidas.
Segundo dados do UNICAD, cadastro
unificado do Banco Central, hoje existem
cerca de 900 mil pontos de atendimento
no Brasil, cujo alcance territorial atinge
mais de 60% dos pagamentos do programa Bolsa Família, por exemplo. Entretanto,
a Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no
País (ANEPS), entidade que representa os
correspondentes e promotoras no País trabalha com uma estimativa de cerca de 400
Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 15
| 15
06/01/2014 13:35:53
Seguro
Associados contam agora com
seguro de valores
Parceria com corretora de seguros amplia os benefícios para os
correspondentes do Banco do Brasil.
O
depositphotos.com
s correspondentes do Banco do Brasil têm à
disposição um seguro para a cobertura do
transporte de numerário em seus estabelecimentos. Esta é uma parceria entre a Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS) com a empresa Coelho da
Fonseca Seguros.
Essa ação foi desenvolvida pelo vice-presidente da
entidade, Marcos de Toledo Artigas Neto, e apresenta
condições financeiras especiais. Para aderir ao seguro e
usufruir das vantagens oferecidas é preciso se filiar à entidade. Por isso, não perca tempo. Se sua empresa ainda
não está assegurada, entre em contato e confira as vantagens que o seguro oferece. Se ainda não é associado,
associe-se agora mesmo! ˜
Literatura
Livro conta a história da chegada
dos primeiros imigrantes
alemães ao Brasil
O
advogado e vice-presidente da ANEPS, Eloy Câmara Ventura, acaba de lançar o livro
“Os Imigrantes Alemães na Construção da Sociedade Brasileira”.
De produção independente, a obra resgata as origens dos alemães que vieram para São Paulo a partir de 1827 e como eles contribuíram para a
formação da nacionalidade brasileira para o desenvolvimento da cidade, especialmente no primeiro planejamento urbanístico de ruas
e prédios na região central que engloba endereços importantes,
como a Rua Direita, Quintino Bocaiúva, XV de Novembro, e o próprio
prédio da Faculdade de Direito da USP no Largo de São Francisco
e adjacências.
O livro traz ainda fotografias e ilustrações que retratam a cidade daquela época e atualmente, como o prédio da Catedral da
Sé, Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Rua do Comércio e o Mosteiro de São Bento. Além de documentos históricos
sobre a chegada dos alemães obtidos no Brasil e na Alemanha.
Sem dúvida, é uma obra histórica e genealógica de grande importância para quem deseja conhecer mais profundamente a história de uma das principais colônias de imigrantes que chegaram
ao Brasil e o quanto contribuíram para o seu desenvolvimento.
Com tiragem limitada, o livro pode ser adquirido diretamente
com o autor pelo e-mail: [email protected]. ˜
16| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 16
06/01/2014 13:35:56
Revista Corresponde 31.indd 17
06/01/2014 13:35:57
Certificação
Certificação: prazo diminui
e pode afetar operações
de financiamento em 2014
Faltam pouco mais de dois meses para que os correspondentes
estejam certificados e cumpram a legislação.
depositphotos.com
O
prazo está se encerrando e milhares de correspondentes e
promotores de crédito ainda
não obtiveram a certificação exigida
pela Resolução nº 3.954/2011, do Banco
Central.
A obrigatoriedade de certificação está
prevista para entrar em vigor em 24 de
fevereiro de 2014, ou seja, restam pouco
mais de dois meses e muitos não conse-
18| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 18
guirão se adequar à legislação e correrão
o risco de não poderem atuar após essa
data. É que a resolução prevê o impedimento de quem não estiver certificado.
Custo- benefício
Embora haja outras entidades disponibilizando a certificação para os correspondentes, a certificação da Associa-
ção Nacional das Empresas Promotoras
de Crédito e Correspondentes no País
(ANEPS), em parceria com o Instituto
Totum, oferece uma importante relação
custo-benefício.
Hoje o valor pago na certificação da
ANEPS é de R$ 165 com uma validade
de cinco anos, outras entidades cobram
um valor menor, porém com uma validade de apenas dois anos. Nesse caso,
06/01/2014 13:35:58
Certificação
após dois anos o correspondente deverá fazer novamente o mesmo processo,
ou seja, acabará pagando mais caro e
tendo de refazer outra prova num curto
espaço de tempo.
Parcerias
A seriedade da certificação da ANEPS,
que abrange as competências e conhecimentos exigidos pela legislação, tem levado diversos bancos e entidades – entre elas
destacam-se a Caixa Econômica Federal, o
Banco do Brasil, Banco Pan e a AssoHonda –
a firmarem parcerias para a certificação de
sua equipe de correspondentes.
Com isso, desde o início do ano o Instituto Totum intensificou a abertura de
novas turmas a cada dia e em todas as
regiões do País com o intuito de atender
a essa demanda que não para de crescer.
Financiamento
prejudicado
A falta de certificação dos correspondentes poderá prejudicar as operações
de financiamento de automóveis, de
imóveis, crédito pessoal e até mesmo
cartões de crédito.
“Esses agentes fazem o elo entre o tomador de crédito e o banco e são importantes na obtenção de financiamentos
de automóveis e imóveis a cartões de
crédito”, diz Edison Costa, presidente da
Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes
no País (ANEPS).
Segundo levantamento o Instituto Totum, que gerencia a aplicação das provas pela ANEPS, mantido esse ritmo de
certificação, em fevereiro, metade dos
correspondentes não estará certificada.
“É preciso aumentar muito a quantidade
de profissionais certificados para que
não haja interrupções na prestação de
serviços importantes para a população”,
afirma Fernando Lopes, diretor do instituto. Até o segundo semestre deste ano,
24.500 profissionais obtiveram a certificação da ANEPS.
O prazo está se encerrando, mas o Instituto Totum tem turmas programadas
até o dia 21 de fevereiro em várias regiões do país. Por isso, não perca tempo e
inscreva seus funcionários. ˜
Certificação ANEPS
Confira o calendário completo de provas no site da ANEPS (www.certificacaoaneps.
com.br) e inscreva seus colaboradores:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
08/01/2014 - SP - Turma Exclusiva Cacique
10/01/2014 - DF
10/01/2014 - MA - Turma Exclusiva Ativa SOS Educ. Prof.
10/01/2014 - MG - Turma Exclusiva M & J / Gov. Valadares Hotel
13/01/2014 - SC - Turma Exclusiva Schumann - Chapecó FGV
15/01/2014 - RS - Porto Alegre
15/01/2014 - CE - Fortaleza
22/01/2014 - PR - Londrina
22/01/2014 - SP - Saúde
24/01/2014 - MG - Turma Exclusiva CEF
24/01/2014 - AP - Macapá
24/01/2014 - GO - Aparecida
de Goiânia
24/01/2014 - TO - Palmas
24/01/2014 - RO - Porto Velho
Carta Circular Nº 3.618, de
14 de Novembro de 2013
Confira a íntegra da circular divulgada pelo Banco central em resposta à reivindicação da ANEPS acerca da exigência da certificação:
“Esclarece sobre exigência de certificação dos integrantes da equipe do correspondente
no País envolvidos no processo de encaminhamento de propostas de operações de crédito e de arrendamento mercantil.
O Chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), no uso da atribuição que lhe confere o art. 22, inciso I, alínea “a”, do Regimento Interno do Banco Central do Brasil, anexo à Portaria nº 29.971, de 4 de março de 2005,
R E S O L V E:
Art. 1º - A exigência de aprovação em exame de certificação, nos termos do art. 12 da
Resolução nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011, aplica-se aos integrantes da equipe do
correspondente participantes do processo de encaminhamento de propostas de operações de crédito e de arrendamento mercantil, não atingindo os integrantes da equipe do
correspondente que não exerçam essa atividade.
Art. 2º - Esta Carta Circular entra em vigor na data de sua publicação”.
Sérgio Odilon dos Anjos
Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 19
| 19
06/01/2014 13:35:58
Capacitação
ANEPS desenvolve
parceria na érea
educacional
Em breve correspondentes terão à disposição diversos cursos para
os empresários e colaboradores.
Os cursos programados terão início
em fevereiro de 2014 e se forem necessários treinamentos customizados ou in
company, eles poderão ocorrer a partir
de janeiro.
Cursos a Distância
A
portfolio atual de cursos e, paralelamente,
de forma conjunta com a ANEPS, passará
a estudar a necessidade de lançamento
de novas soluções, cursos e treinamentos.
“O objetivo da UBS é viver o dia a dia da
ANEPS e discutir constantemente quais as
melhores soluções e formas de atender as
necessidades do segmento”, salienta Biagi.
depositphotos.com
ANEPS acaba de firmar parceria
com a Escola de Negócios UBS
com o intuito de promover a capacitação de empresários e treinamento
de seus colaboradores. A UBS atua no
mercado educacional há vários anos,
com mais de cinco mil horas de treinamento por ano e atendendo a mais de
100 empresas. Seus cursos englobam
quatro núcleos de conhecimento, entre
eles o de varejo, finanças, além de parcerias internacionais, como a Florida Atlantic University.
Para o sócio-diretor da UBS, Hélio Biagi,
“essa parceria vai possibilitar a realização
de todos os cursos programados na escola, como MBA, pós-graduação, cursos de
extensão e de curta duração, com descontos promocionais para os colaboradores e
associados da ANEPS”.
Segundo ele, a UBS fornecerá suporte
na construção de cursos e soluções educacionais voltadas ao segmento, que colaborem na formação e aprimoramento dos
correspondentes e seus colaboradores,
além de serviços de assessoria e apoio.
A UBS colocará à disposição o seu
Hoje as pessoas estão buscando facilidades para o seu dia a dia e os cursos a distância vêm atender a essa nova exigência
do mundo moderno, permitindo que estudem de qualquer lugar.
“A empresa oferece cursos a distância, chamados de EAD, que trazem inúmeras vantagens para os profissionais,
como a possibilidade de acesso aos
cursos de uma forma mais flexível com
autonomia de horário e no local em que
o aluno entender como o mais adequado”, destaca Biagi. ˜
20| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 20
06/01/2014 13:35:58
Tecnologia e Gestão
FINAME PSI: Nova
ferramenta de gestão
agiliza formalização de
financiamentos
A utilização desse sistema poderá tornar o Finame uma
modalidade de crédito mais simples e rápida, diminuindo a
complexidade do processo.
Divulgação
que operam as linhas do Banco Nacional
de Desenvolvimento Social (BNDES) tem
alguma dificuldade em se adequar às regras impostas pelo governo.
A efetivação dos financiamentos muitas vezes é comprometida pelo excesso
de burocracia que envolve o processo.
As vendas acontecem, mas a liberação
dos recursos é demorada. A essas questões podemos somar a longa lista de documentos necessários para comprovar a
elegibilidade às taxas diferenciadas.
Obstáculos
Diante desse cenário, a solução encontrada por muitos proponentes acaba
I
nteressado em manter aquecido o ritmo das vendas de caminhões, o Governo Federal anunciou recentemente a extensão do Finame PSI (Programa
de Sustentação de Investimentos) para o
ano de 2014.
Com produção e vendas em alta, as
montadoras de veículos comerciais ainda
se recuperam da crise de 2012, quando
amargaram quedas de produção de caminhões na ordem de 40,5% e de 25,4% de
ônibus em relação ao ano anterior.
Apesar da notícia ser bastante favorável
tanto para os tomadores de crédito quanto para as instituições financeiras, é preciso
analisar todos os ângulos dessa modalidade de concessão de crédito. As instituições
sxc.hu
depositphotos.com
Rafael Matos
sendo a contratação de linhas de crédito
oferecidas pelas próprias instituições financeiras, com juros de até 2% ao mês.
Já as linhas do BNDES oferecem juros de
3% ao ano.
Na etapa de formalização do financiamento, o panorama também não é animador. Todos os documentos enviados
pelos proponentes tem que ser minuciosamente verificados para evitar que
o andamento do processo seja suspenso
por um dado incompleto, uma certidão
com data de validade vencida ou um documento ilegível.
Esse tipo de contratempo acaba sendo
muito mais comum do que deveria, levando em conta a falta de padronização no
Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 21
| 21
06/01/2014 13:36:00
Tecnologia e Gestão
depositphotos.com
envio e recebimento da documentação.
A ausência de fluxos e padronização demanda uma equipe muito maior para análise dos documentos, que podem chegar
via malote, correio, fax ou e-mail. Qualquer
uma dessas opções oferece múltiplos riscos de extravio ou falsificação.
Soluções
tecnológicas
O Watchdoc, ferramenta desenvolvida
pela empresa Novigo, marca de soluções
tecnológicas da Intervalor, foi customizado com sucesso para atender às necessidades dos processos de Finame em duas
instituições financeiras.
Um dos ganhos mais facilmente perceptíveis é a facilidade de gestão da documentação. Os documentos digitalizados
22| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 22
são recepcionados em tempo real pelos
analistas, com excelente resolução.
A ferramenta torna possível pendenciar no sistema a falta de documentos ou
qualquer outra não conformidade para
que possa ser rapidamente corrigida,
reduzindo a possibilidade de suspender
o andamento do processo. Todo o fluxo torna-se também muito mais seguro
com alçadas de acessos configuráveis e
histórico rastreável.
Além disso, o sistema permite controlar etapas do fluxo em paralelo, com alguns pontos de checagem independentes e outros agrupados, o que viabiliza
o tratamento de processos complexos e
não lineares.
Do ponto de vista operacional, o trabalho dos analistas é otimizado levando-se
em conta que as verificações em docu-
mentos digitalizados são muito mais rápidas do que em documentos físicos.
A organização e o arquivamento,
nesse cenário, também não são mais
necessários. Há ainda a redução de
custos com a quantidade de mão de
obra, logística e transporte. Esses são
apenas alguns dos benefícios identificáveis no microambiente das instituições financeiras.
A contribuição da tecnologia pode
ser muito expressiva para tornar o Finame uma modalidade de crédito mais
simples e rápida, sem que a complexidade do processo afugente os elegíveis
a esse benefício.
Rafael Matos
[email protected]
Diretor de IT Services – Intervalor
06/01/2014 13:36:01
depositphotos.com
Revista Corresponde 31.indd 23
06/01/2014 13:36:03
Consumidor
Pesquisa mostra que 54,4%
das famílias paulistanas
estão endividadas
De acordo com estudo realizado em outubro, o endividamento
aumentou 1,8 ponto porcentual em relação a setembro.
A
Segundo a entidade, as famílias com renda mais baixa sentem mais rápido os efeitos
da alta dos preços e, por isso, aumentam o
seu endividamento por meio de crédito
para manter o consumo.
O principal tipo de dívida continua sendo
o cartão de crédito, utilizado por 69,7% das
famílias analisadas. Em seguida estão carnês
(16,3%), financiamento de carro (16%), crédito pessoal (13,8%), financiamento de casa
(9,4%), cheque especial (7,8%) e outros.
Novo empréstimo
O Instituto IGeoc também divulgou uma
pesquisa sobre o endividamento dos consumidores durante o 9º Congresso de Cré-
dito e Cobrança. De acordo com os dados,
33% dos consumidores tiveram um problema inesperado e por isso recorreram
a um empréstimo; 19% tiveram perda de
renda na família; 10% afirmaram descontrole nos gastos da casa; 15% contraíram
novas despesas (parcelamentos/ financiamentos) e 87% alegaram não ter recebido
orientação financeira no momento de obter um empréstimo.
O estudo destaca ainda que 74% dos consumidores estão com o nome negativado
na lista de restrição ao crédito. Segundo o
vice-presidente do IGEOC e coordenador da
pesquisa, Jair Lantaller, “dos que estão negativados, 41% contêm apontamento nos dois
órgãos de restrição (SPC/SERASA)”. ˜
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
dep
osit
pho
tos.
co m
Pesquisa de Endividamento e
Inadimplência do Consumidor
(PEIC), realizada pela Federação
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
do Estado de São Paulo (FecomercioSP),
mostrou que 54,4% das famílias paulistanas estavam endividadas em outubro. O
valor foi 1,8 ponto porcentual (p.p.) mais
alto do que o registrado em setembro e
5,5 p.p. acima dos 48,9% contabilizados
em outubro de 2012.
Segundo a FecomercioSP, a alta no endividamento demonstra que, apesar da
redução da inflação, o consumidor ainda
tem dificuldades em equilibrar seu orçamento familiar. Com isso, as famílias buscam novas formas de financiamento para
manter os padrões de consumo, comprometendo a renda com dívidas.
Em números absolutos, o total
de famílias endividadas aumentou de 1,885 milhão em
setembro para 1,949 milhão
em outubro. Em outubro
de 2012, esse número
era de 1,754 milhão.
O endividamento é
maior entre as famílias de renda mais
baixa. Entre as que
ganham até dez
salários mínimos,
o volume de endividamento foi
de 58,5%, alta
de 0,9 p.p. em
relação a setembro. Já as famílias
com renda superior a essa faixa
salarial, o endividamento foi de
42,3%, registrando elevação de
4,4 p.p. em relação ao mês anterior.
24| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 24
06/01/2014 13:36:06
ubs_anúncio_aneps_alt2.pdf 1 26/11/2013 18:54:49
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
dep
osit
pho
tos.
co m
Revista Corresponde 31.indd 25
06/01/2014 13:36:08
Visão
A sustentabilidade
da atividade de
correspondente no País
A
26| Revista Corresponde
Revista Corresponde 31.indd 26
s instituições financeiras têm se
utilizado da estratégia vitoriosa
do canal correspondente para o
atingimento de parcela da clientela que
não teria condições de ser atendida ou
abordada, caso fossem utilizados apenas
os meios físicos, remotos e eletrônicos
(rede de agências, terminais de autoatendimento, central de atendimento, internet, celular, etc...).
Mais do que um canal complementar ou
alternativo, o correspondente se constitui
numa solução institucional, simplificada,
ágil e com menor custo para viabilização
de estratégias de distribuição de produtos
e serviços dos bancos, e que, aproveitada na plenitude da sua capacidade, pode se transformar
numa importante originadora de novos negócios em
segmentos diferentes do
universo da prestação de
serviços bancários.
O papel dos correspondentes na sociedade vai muito
além da prestação de serviços na busca
do retorno
financeiro
imediato.
Trata-se de
ferramenta indispensável à pro­
moção da inclusão bancária no país, ampliação dos pontos
e do horário de atendimento bancário, e a geração de desenvolvimento e circulação de riqueza,
inclusive em localidades e re­
giões desassistidas de agências
bancárias.
Uma vez imprescindíveis ao
atendimento dos clientes dos
bancos, com marco regulatório
definido e grande potencial de
crescimento, resta pendente assegurar
sustentabilidade à atividade, até então
fortemente alicerçada nas transações de
pagamento/recebimento e acolhimento
de propostas de crédito, por sua vez focada nas linhas de empréstimo consignado e
financiamentos.
A perenidade do canal Correspondente está ligada diretamente à sua
capacidade de superar as tentativas de
sufocamento da atividade, oriundas de
iniciativas parlamentares ou demandas
judiciais e sindicais, e ainda de buscar
apoio dos bancos para a prestação de
serviços além dos tradicionalmente
realizados, todavia, dentro dos limites
previstos nos normativos do Conselho
Monetário Nacional.
O futuro dos correspondentes está
na diversificação do seu portfólio, buscando sua vocação de originador de
negócios nas searas dos mercados de
consórcio, capitalização, previdência,
seguridade, e nas demais possibilidades admitidas pela norma, substituindo
o atual perfil de agente processador de
papéis e captador de propostas de crédito por uma força de vendas de dimensão sem limites.
Ao apresentar-se como agente de soluções de serviços, buscando diferentes
formas de direcionar seus recursos, este
modelo de atuação amplifica ainda mais
sua importância no cenário financeiro e
sua participação na geração de resultados para suas instituições contratantes,
adaptando-se às necessidades do mercado, e se apresentando como, de fato,
um participante ativo no cenário financeiro do país. ˜
Marco Aurélio da Silva Ribeiro
É Gerente de Divisão da Unidade Canais
de Parceiros do BANCO DO BRASIL S.A., em
Brasília (DF) e tem graduação em Ciências
Contábeis e Direito, com pós-graduação em
Direito Processual Civil e MBA em Finanças.
06/01/2014 13:36:09
Revista Corresponde 31.indd 27
06/01/2014 13:36:11
A indústria de concessão de crédito no Brasil apresenta, em resumo, uma estrutura que envolve as Instituições Financeiras, os Correspondentes e os Promotores de Correspondentes. O Promotor de Correspondente representa o
contato direto com os Clientes, garantindo a capilaridade da indústria.
A Certificação Profissional de Promotores de Correspondentes da ANEPS (Certificação ANEPS) envolve não somente
um exame de certificação, mas também o atendimento ao Código de Ética e Conduta e a atuação de sua Ouvidoria.
Isto é autorregulação da nossa indústria.
Certificação Completa
<
Crédito Consignado
<
Veículos e CDC
<
Crédito Imobiliário
<
Diferenciais
✓ A 1° Entidade e única a ter o programa de
certificação COMPLETO (desde 07/2011);
✓ Milhares de Promotores de Correspondentes
certificados em todo território nacional;
✓ Possibilidade de realizar exames apenas para
os seus funcionários (turmas fechadas);
✓ O único serviço de certificação que atende
✓ Canal de Ouvidoria através de 0800;
✓ Emissão da Carteira de Certificação
Profissional do Promotor de
Correspondente, que pode ser utilizada
como Identificação Profissional*.
atendendo ao Capítulo IV, ART. 11, item II, da Res 3954/2011 do Banco Central.
em qualquer localidade do Brasil;
Para mais informações:
28| Revista Correspondewww.certificacaoaneps.com.br
(11) 3104-5168 ou (11) 3104-5169
Anúncio certificação 21x28cm.indd 1
21/03/2013 16:09:46
Revista Corresponde 31.indd 28
06/01/2014 13:36:12