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Revista Corresponde 31.indd 1 06/01/2014 13:35:39 EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS PÚBLICO PRIVADO INSS PROMOÇÃO DE VENDAS TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS CRÉDITO IMOBILIÁRIO Seja nosso parceiro Correspondente Cadastre-se: São Paulo/SP Rio de Janeiro/RJ Curitiba/PR Contato: (11) 3886-4400 (41) 3224-3061 www.brascorf.com.br AnúncioCorresponde Brascorf Out13 21x28cm.indd 1 Revista 31.indd 2 16/10/2013 13:35:39 17:01:50 06/01/2014 Editorial Nossa emancipação, ainda que tardia! N os últimos anos temos assistido a toda sorte de ataques à imagem do correspondente, chegando às vias de criminalização, incentivados e fomentados por Instituições Financeiras que pouco se importaram com as consequências de uma competição vil e desenfreada. S ÁRIO A matéria de capa faz uma análise acerca dos problemas enfrentados hoje que visam o fim da atividade o que, consequentemente, poderá fechar milhares de postos de trabalho num futuro próximo caso as autoridades governamentais não tomem alguma atitude em sua defesa. O setor, que tem tido uma atuação importante na economia brasileira, é responsável por mais de 1,2 milhão de empregos, tornando-se um desafio para os empresários que precisam buscar estratégias para reter talentos e evitar a alta rotatividade, conforme relatamos na seção Análise Setorial. Nesta edição também destacamos as particularidades do nosso segmento e a necessidade da regulamentação da atividade, como forma de valorização dos colaboradores e do mercado como um todo. o Além disso, a Revista Corresponde traz uma entrevista com o promotor de Justiça de São Paulo, José Carlos Blat, que aborda a importância da ética para o dia a dia das pessoas e como ela pode contribuir para a redução da corrupção no Brasil. Destacamos ainda que o prazo para que os correspondentes obtenham a certificação está chegando ao fim. Em 24 de fevereiro de 2014, entra em vigor a exigência do Banco Central e observamos que, embora o número de inscritos para a certificação da ANEPS tenha aumentado exponencialmente este ano, ainda está aquém do tamanho do mercado. Muitos estão deixando para última hora, mas precisam se apressar por que após essa data não poderão continuar com suas operações. E 2014 já chega com mais exigências. Entra em vigor a obrigatoriedade da escrituração digital para todas as empresas Edison Costa, Presidente independentemente do porte, o que deverá promover mudanças nos processos internos das empresas. Destacamos também que o TRT de Rondônia e Acre reconhece competência para julgar processo contra bancos em relação à prática de terceirização ilícita e inconstitucional por meio de contratação de correspondentes bancários e que fomos chamados na Procuradoria Geral da República, onde pudemos apresentar informações que reforçam a importância do correspondente. Em Visão, Gerente de Divisão da Unidade Canais de Parceiros do Banco do Brasil, Marco Aurélio da Silva Ribeiro, aborda a importância dos correspondentes, cujo papel na sociedade vai muito além da prestação de serviços, sendo uma ferramenta indispensável à promoção da inclusão bancária no país. Uma boa leitura! Revista Corresponde 17:01:50 Revista Corresponde 31.indd 3 |3 06/01/2014 13:35:42 Sumário Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País Presidente Edison João Costa Vice-presidentes Antonio dos Santos Expansão e Relação com Associadas Promotoras 06 Entrevista Promotor de Justiça fala sobre a importância da ética Antonio Mário Rinaldini Relações Fiscais e Tributárias Edison Aparecido Ferreira Relações com Entidades do Mercado Eloy Camara Ventura Assuntos Jurídicos Jose Roberto Della Rocca Relações Sindicais Luis Carlos Bento Comunicação e Marketing Marcos de Toledo Artigas Neto Relações Transacionais Em Tempo ANEPS vai à Procuradoria Geral da República 08 Cargo vago Formação e Certificação Diretores Alberto Miranda Antonio Cordon Sobrinho Carolina Tancredi Dirceu Variz Douglas R. Navarrette João Ricardo Villas Boas Joaquim Fernandes de Mello Leticia Cristina Hidalgo Marcelo Fornasari Renato Ferreira da Silva Diretor Secretário Walter Arantes de Moraes Diretor Tesoureiro Manuel Magno Alves Diretores Regionais André Cristófani (Ribeirão Preto/SP) Bergson Arrais (Ceará/CE) Eduardo da S. Gomes Neto (RJ/RJ) Elvis Bueno da Silva (Interior e Sul de MG) Erbene de Castro Maia (Natal/RN) Fernando Brasil (PR) Gerson José Guarinão (Pres. Prudente/SP) Jayme Menezes de Siqueira (Recife/PE) Jeser Batista (Florianópolis/SC) João Luis Fiorani (S. José do Rio Preto/SP) Jocimar de Oliveira (Vitória/ES) John Lins (Belo Horizonte/MG) Juvêncio Júnior (São Luiz/MA) Karla Reis Vieira Dantas (Goiânia/GO) Patricio Darvisson Carvalho (BA/SE) Raniery Barbosa Queiróz (Cuiabá/MT) Rocco Spina Neto (RS) Wanderley Pardo (DF) Diretor Superintendente João Marques Produção Editorial ALV Design Gráfico – (11) 98429-0696 flickr.com/alvdesigngrafico Jornalista Responsável Silvana Coelho – MTb 19.021/SP ANEPS – Rua XV de Novembro, 269 2º andar, Cj. 201/205 – São Paulo/SP CEP: 01013-001 Tel.: (11) 3104-5168/3104-5169 www.aneps.org.br E-mail: [email protected] Capa 11 Um mercado que merece atenção Análise Setorial A valorização do correspondente 18 P 14 So Co Ce In pa es cil Co Certificação Aumenta a demanda pela certificação S Capacitação Ensino a distância 20 A Revista Corresponde é uma publicação trimestral e gratuita da ANEPS. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião da revista. O conteúdo informativo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva dos anunciantes. Todos os direitos autoriais reservados à ANEPS. Nenhuma parte de seu conteúdo pode ser reproduzida sem autorização prévia, por escrito, dos editores. 4 | Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 4 S P E 06/01/2014 13:35:43 Sistema de Gestão e Vendas de Crédito Consignado Localização de clientes com a parceria da Serasa Experian PN PN Consig localiza PN SISTEMAS E PROJETOS ESTRUTURADOS Servidores alocados em nuvem com a parceria do UOL Host cloud SUPORTE VIP PN Consig PN Localiza PN Cloud Software para Gestão e Vendas de Crédito Consignado. Utiliza dos módulos Ativo (Call Center), Atendimento (Loja), Relatórios Inteligentes, Status de Produção e Campanhas para controlar e definir todas as estratégias e distribuição de produtos. Facilmente alterna entre Convênios, Bancos, Contratos e Tabelas de Rentabilidade. Integramos as melhores soluções do mercado para a localização de clientes. Como Distribuidor Autorizado Serasa Experian, nossos clientes tem à disposição todos os produtos e serviços da Serasa com fácil acesso para contratação, consultas e controles de utilização. Não é necessário se preocupar com uma plataforma física de servidores, nem mesmo com as dificuldades de expansão ou redução de estrutura. O PN Cloud é a solução ideal para utilizar nossos aplicativos na internet, com a total segurança de que os seus dados estarão exclusivamente dedicados para a sua operação. SUPORTE VIP Suporte VIP Hoje em dia a maioria das operações possuem características próprias. Com processos identificados e compartilhando das estratégias da empresa, o Suporte VIP atua como mais um membro de sua equipe, participando de atividades diárias como: Campanhas, Relatórios, Dúvidas e Atendimentos Personalizados. A segurança e a forma correta de se manipular dados podem fazer o diferencial de sua empresa. Por isso quando o assunto é Banco de Dados, a agilidade empregada no tratamento das informações, aliada ao sigilo que merecem, permitem que a solução de DBA (Database Administration) seja o ponto chave do seu negócio. DBA Parceiro Confie em Nossa Experiência (11) 4195 0068 www.grupopn.com.br /GrupoPN (11) 4620 0558 [email protected] comercial_PN Revista Corresponde 31.indd 5 06/01/2014 13:35:43 Entrevista A ética como instrumento de combate à corrupção nas sociedades A corrupção no Brasil só será combatida com a implementação de uma formação ética e de cidadania nas escolas, empresas e, principalmente, nas famílias. R direito pela FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas – e me formei no ano de 1992, após superar diversas dificuldades financeiras, pois, comecei o curso no ano de 1982. Apaixonei-me pelo Ministério Público quando assisti na faculdade a um júri simulado com o doutor Alberto Marino Júnior enfrentando o doutor Waldir Troncoso Peres. A partir desse evento nunca mais abandonei a ideia de ingressar no Ministério Público, o que aconteceu no ano de 1993. Revista Corresponde – Qual sua formação acadêmica? Quando e por que entrou no Ministério Público? José Carlos Blat – Sou bacharel em RC – O senhor atuou por muitos anos no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO). Que avaliação faz desse período? 6| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 6 Divulgação ecentemente, a Fundação Getúlio Vargas e o Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) realizaram o seminário “A ética como instrumento de combate à corrupção na relação público-privada”, no qual foi lançado o projeto de pesquisa que visa investigar diretamente com o empresariado os casos de corrupção com maior frequência, bem como o grau de confiança/conhecimento sobre os canais existentes de combate à corrupção. De acordo com os organizadores, a corrupção representa hoje 2,3% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB). O evento contou com a presença do promotor de Justiça de São Paulo, José Carlos Blat, de representantes do Tribunal de Contas do Município e do Estado de São Paulo e empresários, entre eles o presidente da ANEPS, Edison Costa. O promotor José Carlos Blat destacou em sua palestra a atuação do Ministério Público no combate à corrupção e citou casos importantes envolvendo policiais e funcionários públicos que extorquiam empresários. A corrupção é um mal que prejudica o desenvolvimento socioeconômico, provoca concorrência desleal e perda da produtividade, afeta a prestação do serviço público e agrava a desigualdade. Em entrevista à Revista Corresponde, José Carlos Blat fala de sua trajetória profissional, os casos policiais em que atuou e que o deixaram em evidência e os desafios de quem espera um dia ver a diminuição dos casos de corrupção no Brasil. José Carlos Blat , promotor de Justiça de São Paulo JCB – Fui convidado pelo procurador geral de Justiça para integrar o GAECO em 1998. O GAECO era considerado apenas como um experimento, sem recursos e que normalmente seguia a trilha de investigações iniciadas por órgãos policiais ou por Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para propor as ações penais em juízo. Mudamos esse comportamento passivo e começamos a realizar investigações criminais com uma pequena equipe de policiais lotados no grupo. Como promotor de Justiça eu já tinha uma vasta experiência em investigações criminais na cidade de Diadema (SP), onde investiguei diversos grupos de extermínio e o próprio caso da Favela Naval. Nesse período, o GAECO passou a ser conhecido nacionalmente e 06/01/2014 13:35:45 Entrevista nosso trabalho inspirou muitos promotores de Justiça de outros Estados. Fui fundador do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC) que leva o nome do promotor de Justiça assassinado em Contagem(MG), o doutor Francisco de Assis do Rego Santos, que em 2001 investigava naquele Estado a máfia dos combustíveis que tinha tentáculos no Estado de São Paulo e investigávamos a referida quadrilha. Casos de repercussão nacional como o caso da Máfia dos Fiscais que culminou com a cassação de três vereadores e um deputado estadual e a condenação de aproximadamente 600 pessoas e um prejuízo à cidade de São Paulo de aproximadamente R$ 13 bilhões. Esse caso começou com uma denúncia da comerciante Soraia Patrícia da Silva que estava sendo extorquida para liberação de um alvará de uma academia de ginástica e acabou alcançando 70% da administração pública municipal. Investigamos outros casos de grande repercussão nacional como o caso da morte do Juiz de Direito de Presidente Prudente pelo PCC (organização criminosa), as máfias chinesa, da pirataria e dos combustíveis, caso cracolândia, entre outros. RC – O senhor foi responsável por investigar importantes casos de corrupção em São Paulo envolvendo agentes públicos acusados de desvio de dinheiro público e violência policial, como os citados anteriormente. Como o senhor avalia a atuação do Ministério Público nesses casos e os resultados para a sociedade? JCB – Esses casos foram emblemáticos e importantes para alertar as autoridades de todo o País a respeito da corrupção política nas casas legislativas e os arranjos criminosos com os administradores públicos. Da mesma forma o caso da Favela Naval foi um marco no combate a violência policial e só depois de eclodir esse escândalo os políticos correram e aprovaram, a toque de caixa, a lei de tortura que foi sancionada no dia sete de abril de 1997. Mesmo dia em que ofereci a denúncia contra aqueles policiais militares que ao final do processo foram condenados pelo Tribunal do Júri de Diadema. Esse caso também motivou a criação da matéria de Direitos Humanos na Academia de Oficiais da Polícia Militar, entre outras medidas visando combater os abusos policiais. A investigação contra a pirataria inicialmente foi vista com resistência até pela cúpula do Ministério Público que avaliava esse problema como sendo algo de menor potencial ofensivo e que deveria ser exclusivamente resolvido pela indústria e comércio. Demonstramos que a pirataria é um dos braços lucrativos do crime organizado. A sociedade passou a compreender a gravidade do crime organizado que está presente em todas as esferas de poder e no meio social. RC – O caso da Favela Naval mostrou em horário nobre a violência da Polícia Militar contra um morador na periferia da cidade. Hoje vemos a mesma polícia agredindo a população durante as manifestações de rua. Como o senhor avalia a postura dos policiais? JCB – Os abusos policiais são inadmissíveis e a livre manifestação deve ser preservada, inclusive pelo aparato policial. Por outro lado, a polícia deve agir com rigor contra vândalos, mas sem utilizar da violência física valendo-se de estratégia e inteligência para identificá-los e detê-los. RC – Esses casos o colocaram em evidência na mídia e sabemos que o senhor também recebeu ameaças. Como foi lidar com isso? JCB – Fui diversas vezes ameaçado de morte e em muitas ocasiões fui obrigado a andar com escolta policial. Até hoje tenho muitos inimigos, o que me obrigou a mudar meus hábitos e a não ter rotina. RC – É possível ter uma vida social normal diante de tanta exposição? JCB – Não tenho uma vida social normal, ao contrário, sou muito reservado e dificilmente vou a eventos sociais e tenho pouquíssimos amigos. Da mesma forma que busco sempre preservar minha família. Hoje, por orientação de segurança, não utilizo as redes sociais e dificilmente ando a pé pelas ruas do bairro onde moro. RC – A cada dia surgem novos casos de corrupção em todos os setores da economia. Mais recentemente temos as denúncias superfaturamento nos preços do metrô de São Paulo, pagamento de propinas e fraudes em licitações, que teriam ocorrido durante os governos Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. A corrupção nunca vai ter fim? JCB – A corrupção é um mal que acompanha o ser humano e se verifica em todas as esferas públicas e privadas. Não vejo diferença alguma entre a propina recebida por um comprador de uma empresa e aquela recebida por um agente público, a concepção de desonestidade é a mesma. É necessário revogar a lei de Gerson, aquela que aparecia em um comercial de cigarros onde se perpetuou a frase de que devemos levar vantagem em tudo...certo? RC – O Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, realizou recentemente o seminário “A ética como instrumento de combate à corrupção na relação público-privada”, do qual o senhor participou. O que é preciso para mudar essa situação no Brasil? JCB – A formação ética e de cidadania implementada nas empresas, nas escolas e especialmente em cada lar, em cada família. Só assim vamos começar a mudar os rumos da corrupção no Brasil. RC – Durante o seminário foi lançado o projeto de pesquisa a ser conduzido pelo CEAPG-FGV, que visa investigar diretamente com o empresariado os casos de corrupção com maior frequência, bem como o grau de confiança/conhecimento sobre os canais existentes de combate à corrupção. Qual o objetivo da pesquisa? JCB – As empresas têm a denominada RAZÃO SOCIAL, que agora passa a ter um sentido mais amplo sobre a responsabilidade social. O controle interno rigoroso de cada empresa para evitar a implementação da lei de Gerson entre seus empregados e equilibrar a competitividade e a lucratividade em detrimento da concorrência desleal e a sonegação de impostos a qualquer custo. RC – Que mensagem o senhor deixa para os empresários que trabalham na legalidade, mas que veem a concorrência agindo deslealmente, seja sonegando impostos, seja pagando propina? JCB – O melhor caminho dos empresários honestos é denunciar os casos de corrupção ao Ministério Público e cobrar providências quanto aos resultados dessas denúncias. Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 7 |7 06/01/2014 13:35:45 Em Tempo TRT de Rondônia e Acre reconhece competência para julgar processo contra bancos E m novembro, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, com jurisdição em Rondônia e Acre, reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Banco Central do Brasil, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Banco Bradesco, HSBC Bank Brasil, Banco Múltiplo, Banco Santander e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A ação foi impetrada devido à prática de terceirização ilícita e inconstitucional por meio de contratação de correspondentes bancários. O MPT pede o pagamento de indenização por dano moral de R$ 3,8 bilhões e dumping social de R$ 2,5 bilhões, em um total de R$ 6,4 bilhões; a anulação da contratação do serviço e o reconhecimento dos trabalhadores como bancários, o que significa pagamento de diferenças salariais, auxílio-refeição e horas extras e o reconhecimento da jornada especial de trabalho de seis horas. A multa por descumprimento prevê R$ 10 milhões por dia. A Caixa Econômica Federal apresentou recurso ao Tribunal Superior do Trabalho para anular a decisão do tribunal ou, alternativamente, que seja declarada a incompetência da Justiça do Trabalho para conhecimento e julgamento do processo. 9º Congresso Nacional de Crédito e Cobrança N os dias 22 e 23 de outubro, ocorreu o 9º Congresso Nacional de Crédito e Cobrança, um dos mais importantes eventos do setor. Promovido pela CMS People, o evento mais uma vez contou com o apoio da Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS) e recebeu a visita de profissionais e executivos do mercado de crédito e cobrança. Entre os palestrantes estava Luiz Carlos Bento, vice-presidente da ANEPS e diretor do Instituto IGeoc, que mediou o debate sobre “Soluções Inovadoras para Efetividade da Gestão de Cobranças”. “Temos que fazer mais com menos e precisamos buscar mais eficiência, pois há pouco espaço para redução de custos nesse mercado”, destacou Bento. A ANEPS também esteve com estande institucional durante todo o evento. ANEPS é chamada na Procuradoria Geral da República A s recentes reportagens publicadas na mídia sobre remuneração dos correspondentes motivou a Procuradoria Geral da República a convocar o presidente da ANEPS, Edison Costa, no início de outubro para uma reunião. Os representantes do órgão solicitaram informações sobre a remuneração dos correspondentes com o intuito de entender melhor o assunto. Edison Cos- 8| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 8 ta fez uma breve apresentação acerca do funcionamento do setor, suas peculiaridades, o número de empresas no país e a quantidade de empregos diretos que são gerados. Costa relatou ainda sobre a certificação exigida pelo Banco Central e sua importância para o setor, além da atuação da ANEPS em prol da transparência da atividade, entre outras informações importantes. 06/01/2014 13:35:46 Revista Corresponde 31.indd 9 06/01/2014 13:35:47 Capa Emancipação ou morte Hoje temos uma pesada espada desembainhada sobre a cabeça de milhares de pequenas empresas e trabalhadores. C om mais de 1.200.000 trabalhadores, apurados através de uma conta simples, de pelo menos três trabalhadores por CNPJ de correspondentes ativos no cadastro UNICAD do Banco Central (BACEN), o segmento passa agora por um momento de terrível convulsão. O segmento de correspondentes cresceu por conta de uma demanda reprimida de muitos anos das necessidades da população por serviços e produtos financeiros básicos. Desde o início ficou ainda patente que o segmento possuía uma forte e incomum vocação de geração de postos de trabalho, o que adicionalmente veio a constituir um ingrediente de grande importância social. Distribuição de crédito Os correspondentes respondem hoje por uma distribuição significativa de crédito popular, bem como pelo recebimento de muitos milhões de contas desprezadas e ao mesmo tempo impossível de serem tratadas pelo sistema financeiro convencional. Seguramente, a tecnologia ainda levará mais de 20 anos para suprir essa demanda com a mesma facilidade e abundância com que serve os consumidores de melhor poder aquisitivo. Mesmo assim, poucos têm a verdadeira fotografia desse cenário e o tema é vagamente conhecido, e limitado a uma interpretação de gabinete por todo o sistema e por muitas entidades que representam o poder público. Criminalização Nos últimos anos assistimos a toda sorte de ataques à imagem do correspondente, chegando às vias de criminalização. Criminalização que chegou muitas vezes às vias de fato, não por que os correspondentes constituíam um exército de mercenários e marginais, mas sim por que foi incentivada e fomentada por Instituições Financeiras que pouco se im- depositphotos.com 10| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 10 06/01/2014 13:35:47 Capa depositphotos.com portaram com as consequências de uma competição vil e desenfreada. Afinal foi muito cômoda a imagem do “pastinha” e das lojinhas que roubavam empregos, que diariamente se deteriorava publicamente nos jornais, no Ministério Público e com os consumidores, de um terceiro até então despreparado para saber que a longo prazo estaria colocando em cheque sua existência. Um anteparo perfeito para ficar fora da linha de tiro. Correspondente genérico depositphotos.com De outro lado, entidades sindicais que deveriam zelar pelo trabalho e pelo emprego desferiam ataques mortais, chegando à infeliz e abominável ideia de comparar os correspondentes aos remédios genéricos, como se os genéricos não fossem hoje responsáveis pela manutenção da saúde da maior parte da população brasileira. Expressão endossada e empregada de forma infeliz e pejorativa, até mesmo por um ou outro notável da Justiça do Trabalho. Lamentavelmente, a tutela definida pelo Banco Central aos correspondentes como de responsabilidade das Instituições Financeiras contratantes teve um mau uso e seu emprego foi aplicado da forma definida pelo famoso jargão em que os fins justificam os meios. Hoje temos uma pesada espada desembainhada sobre a cabeça de milhares de pequenas empresas e trabalhadores e estamos à beira de um crepúsculo sombrio ou de uma emancipação necessária, ainda que tardia. O dilema reside em reconhecer o correspondente como uma entidade importante e necessária para o país, adaptada economicamente ao que precisa o consumidor e que reflete a realidade brasileira, assim como os remédios genéricos que, incontestavelmente, cumpriram seu papel social ou negar sua existência tal como são, deixar que a espada caia decepando milhares de postos de trabalho e deixar que a população se submeta ao atendimento pelo sistema financeiro convencional, cuja capacidade é claramente insuficiente e economicamente inviável. Emaranhado burocrático A solução seria simples se passasse por um só caminho, mas infelizmente os caminhos são diversos, não se falam entre si e têm interesses difusos e um emaranhado burocrático. Nesse caminho temos: o Banco Central que conhece e reconhece a importância do correspondente; o Ministério Público cuja visão está turva por conta de tantas notícias controvertidas; o Poder Legislativo que precisa compreender o funcionamento e a dimensão econômica e reconhecer a existência do segmento com legislação específica; o Ministério do Trabalho que por desconhecimento não nos concede amparo sindical; a Receita Federal cuja carga tributária inapropriada inviabiliza o futuro; o Judiciário cujas sentenças exaurem sistematicamente a solvência das empresas e; por fim e não menos importante, a opinião pública que precisa de clareza de informação. Mas acreditamos nas autoridades governamentais e que a manutenção dos correspondentes, tão necessários ao país, é possível. Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 11 | 11 06/01/2014 13:35:48 Legislação Mudança na folha de pagamento afeta todas as empresas do País A partir de 2014, a escrituração digital deverá promover mudanças nos processos internos das empresas e vai aprimorar as informações enviadas aos órgãos públicos. C om o objetivo de desburocratizar as obrigações acessórias, a Receita Federal deu mais um passo na implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), programa que torna eletrônica a escrituração contábil e fiscal das empresas. A partir de janeiro de 2014, os dados enviados pelas empresas referentes ao pagamento de funcionários e recolhimento de impostos dos mesmos serão unificados no sistema da Receita Federal, o chamado eSocial. Abrangência irrestrita Benefícios Existe o entendimento no governo de que e-Social vai reduzir os custos de geração e entrega das informações feitas para a Receita Federal, INSS, Caixa Econômica Federal e Ministério do Trabalho. Com a adesão ao novo sistema, os departamentos de Recursos Humanos das empresas se tornarão mais dinâmicos em virtude das informações serem repassadas em tempo real. Isso exigirá que as empresas revejam seus processos internos de maneira que venha facilitar o envio das informações ao governo. Confira algumas das obrigações acessórias que serão substituídas pelo e-Social • Folha de pagamento; • Livro de registro de empregados; • Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP); • Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT); • Termo de rescisão e formulários de seguro desemprego; • Guia de recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). de po sit o ph to s .c om Especialistas dizem que a abrangência da nova regra é irrestrita e vai atingir a todos, desde pessoas físicas que contratam trabalhadores domésticos a empresas de todas as modalidades e enquadramentos, além de profissionais autônomos. O e-Social é considerado um dos mais importantes e complexos módulos do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e vai unificar o envio de dados que empregadores prestam sobre seus contratados. Com isso, o governo espera dar mais transparência à relação entre patrões e empregados. 12| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 12 06/01/2014 13:35:49 Legislação Crédito consignado poderá ter regras mais rígidas Wilson Dias/ABr O relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) com a proposta de atualização do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990) está prestes a ser votado no Congresso e ataca justamente uma das modalidades de crédito que mais tem preocupado o Governo Federal, o empréstimo consignado. O Projeto de Lei n 283/2012, que trata do crédito ao consumidor e previne o superendividamento recebeu 42 emendas, das quais 20 foram acatadas. Depois de mais de um ano de discussões, o texto reforça o entendimento de que a soma das parcelas para o pagamento de dívidas não poderá ser superior a 30% da renda mensal líquida e estabelece a corresponsabilidade das instituições financeiras pelo superendividamento do consumidor, caso haja descumprimento dos limites, podendo ainda rever os prazos de pagamento e reduzir juros e multas. As medidas propostas contemplam ainda a exigência de informações claras e completas sobre o serviço ou produto oferecido; a criação da figura do “assédio de consumo”, quando há pressão para que o consumidor contrate o cré- Ricardo Ferraço, senador PMDB-ES dito; e a criação da “conciliação”, para estimular a renegociação das dívidas dos consumidores. De acordo com o texto, o consumidor terá sete dias para desistir da contratação de crédito consignado, a contar da data de celebração ou do recebimento da cópia do contrato, sem que seja necessário indicar o motivo. O relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), diz que ainda não há uma data para a votação. Para ele, o acesso ao crédito aumentou e beneficiou muitas pessoas, mas veio acompanhado de um elevado nível de endividamento e que a oferta de crédito tem de ser responsabilidade compartilhada. O texto prevê ainda a proibição de veiculação de publicidade de crédito com os termos “gratuito”, “sem juros” ou “taxa zero”, que podem iludir o consumidor. Para Ricardo Ferraço, “o código também vai fortalecer os Procons, órgãos que, por meio de conciliação, resolvem questões entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços; além de impor limites ao crédito, para impedir o superendividamento das pessoas”. Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 13 | 13 06/01/2014 13:35:51 Análise Setorial Desafios profissionais dos correspondentes e promotores de crédito Setor emprega mais de um milhão de pessoas e é responsável por proporcionar o acesso ao crédito à população de regiões distantes do Brasil. H regiões mais distantes onde não existem agências bancárias. Nesta reportagem vamos mostrar o segmento de promoção de crédito, desde quando foi criado e quem são os profissionais que contribuem para que a população tenha mais acesso aos serviços financeiros. Normatização A figura do correspondente não é nova. Em termos normativos, existe desde 1973, com a edição da Circular nº 220 do Conselho Monetário Nacional (CMN), e que permitiu que os bancos firmassem contratos de correspondentes exclusivamente para a cobrança de títulos de execução ativa e passiva de ordens de pagamento. Posteriormente, vieram as Resoluções nº 562/1979 e a nº 2.166/1995, que permitiram às financeiras e aos bancos múltiplos, com carteiras de crédito, financia- depositphotos.com oje são mais de 100 milhões de consumidores na classe C que, com mais renda no bolso e mais emprego, passaram a ter acesso a uma gama de serviços financeiros jamais imaginados até alguns anos atrás. Mas o atendimento a esse contingente em busca de crédito foi mais dinâmico por conta do crescente número de correspondentes e promotoras de crédito existentes no país, principalmente nas 14| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 14 06/01/2014 13:35:52 depositphotos.com Análise Setorial mil correspondentes ativos. “Se cada um tiver uma média de três funcionários, estamos falando de 1 milhão e 200 mil empregados, um número considerável”, destaca Edison Costa, presidente da entidade. Perfil dos trabalhadores Mas quem são esses trabalhadores? Embora ainda não exista uma estatística, o presidente da ANEPS explica que a maioria desse contingente é composta por jovens entrando pela primeira vez no mercado de trabalho e pessoas com mais de 40 anos e que estavam fora do mercado de trabalho, principalmente aposentados. Com isso, o setor de promoção de crédito passou a ser um grande e importante empregador, absorvendo pessoas sem experiência na área e contribuindo para a diminuição do desemprego e promovendo a distribuição de renda. Com o processo de certificação promovido desde 2011 pela ANEPS, em parceria com o Instituto Totum, tem sido possível traçar o perfil dos correspondentes do país. Os dados preliminares mostram que a maioria dos profissionais atuando nesse segmento é do sexo feminino, estudou até o ensino médio e tem entre 20 e 30 anos. Valorização Existem muitos casos de empresas que começaram com poucos funcionários e hoje possuem centenas e até milhares de colaboradores em todo o Brasil. Embora o setor enfrente problemas com a frequente rotatividade de sua mão de obra, muitas empresas conseguiram desenvolver um ambiente de trabalho que favorece a qualificação e valorização e com isso a retenção dos talentos. Mas como valorizar o empregado se esse profissional não sabe bem o que é? “Ele não é bancário, financiário, vendedor e não é corretor. Ele é promotor de correspondente, mas essa profissão não é regulamentada”, destaca Ricardo Villas Bôas, diretor da Gold Star. Mas a mudança mais significativa desde a publicação da resolução ficará por conta da exigência do nível de formalização dos correspondentes, com a necessidade da Certificação, que passa a ser obrigatória a partir de 24 de fevereiro de 2014, e em linha com a necessidade de capacitação da força de vendas e atendimento. “A certificação é um passo importante para que o profissional sinta que tem uma profissão e se orgulhe disso”, completa Villas Bôas. Além disso, desde sua fundação a ANEPS vêm se empenhando junto às autoridades administrativas e judiciais, principalmente junto a Justiça do Trabalho, a fim de que seja reconhecida a atividade do correspondente de cunho eminentemente comercial que serve como apoio para as instituições financeiras. depositphotos.com mento e investimento, respectivamente, contratarem as sociedades prestadoras de serviços para o encaminhamento de pedidos de financiamento, análise de crédito e cadastro, cobrança, e outros serviços de controle. Com a Resolução nº 2.640/1999, o escopo de serviços foi ampliado. Os correspondentes poderiam oferecer a possibilidade de abertura de contas correntes e poupança e a realização de pagamentos e propostas de financiamento, além de incorporar a figura dos promotores de vendas. A partir da Resolução nº 2.707/2000, o atendimento por meio de correspondentes se desenvolveu de maneira mais intensa. A resolução trouxe alguns avanços para o setor: permitiu a contratação de empresas para prestação de serviços de atendimento ao público em qualquer localidade, satisfazendo a demanda reprimida de atendimento em serviços financeiros; e contribuiu para a redução de fraudes no pagamento de benefícios de aposentadorias, tornando-se um dos principais canais de pagamento dos benefícios e transferência de recursos. Porém, o reconhecimento oficial da atividade consolidou-se após a edição da Resolução nº 3.954, de 24/02/2011, do Banco Central do Brasil, nela encontramos a conceituação das atribuições do correspondente: ora quando atua como elemento responsável por transações do sistema financeiro – recebimentos e pagamentos, ou encaminhamento de formulários de modalidades operacionais, seguros, investimentos entre outras, sempre visando o interesse dos consumidores e, na modalidade creditícia, atuam as chamadas promotoras de créditos, cujo objetivo é facilitar o relacionamento do consumidor com as instituições responsáveis pela concessão de crédito, principalmente para as classes menos favorecidas. Segundo dados do UNICAD, cadastro unificado do Banco Central, hoje existem cerca de 900 mil pontos de atendimento no Brasil, cujo alcance territorial atinge mais de 60% dos pagamentos do programa Bolsa Família, por exemplo. Entretanto, a Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS), entidade que representa os correspondentes e promotoras no País trabalha com uma estimativa de cerca de 400 Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 15 | 15 06/01/2014 13:35:53 Seguro Associados contam agora com seguro de valores Parceria com corretora de seguros amplia os benefícios para os correspondentes do Banco do Brasil. O depositphotos.com s correspondentes do Banco do Brasil têm à disposição um seguro para a cobertura do transporte de numerário em seus estabelecimentos. Esta é uma parceria entre a Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS) com a empresa Coelho da Fonseca Seguros. Essa ação foi desenvolvida pelo vice-presidente da entidade, Marcos de Toledo Artigas Neto, e apresenta condições financeiras especiais. Para aderir ao seguro e usufruir das vantagens oferecidas é preciso se filiar à entidade. Por isso, não perca tempo. Se sua empresa ainda não está assegurada, entre em contato e confira as vantagens que o seguro oferece. Se ainda não é associado, associe-se agora mesmo! Literatura Livro conta a história da chegada dos primeiros imigrantes alemães ao Brasil O advogado e vice-presidente da ANEPS, Eloy Câmara Ventura, acaba de lançar o livro “Os Imigrantes Alemães na Construção da Sociedade Brasileira”. De produção independente, a obra resgata as origens dos alemães que vieram para São Paulo a partir de 1827 e como eles contribuíram para a formação da nacionalidade brasileira para o desenvolvimento da cidade, especialmente no primeiro planejamento urbanístico de ruas e prédios na região central que engloba endereços importantes, como a Rua Direita, Quintino Bocaiúva, XV de Novembro, e o próprio prédio da Faculdade de Direito da USP no Largo de São Francisco e adjacências. O livro traz ainda fotografias e ilustrações que retratam a cidade daquela época e atualmente, como o prédio da Catedral da Sé, Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Rua do Comércio e o Mosteiro de São Bento. Além de documentos históricos sobre a chegada dos alemães obtidos no Brasil e na Alemanha. Sem dúvida, é uma obra histórica e genealógica de grande importância para quem deseja conhecer mais profundamente a história de uma das principais colônias de imigrantes que chegaram ao Brasil e o quanto contribuíram para o seu desenvolvimento. Com tiragem limitada, o livro pode ser adquirido diretamente com o autor pelo e-mail: [email protected]. 16| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 16 06/01/2014 13:35:56 Revista Corresponde 31.indd 17 06/01/2014 13:35:57 Certificação Certificação: prazo diminui e pode afetar operações de financiamento em 2014 Faltam pouco mais de dois meses para que os correspondentes estejam certificados e cumpram a legislação. depositphotos.com O prazo está se encerrando e milhares de correspondentes e promotores de crédito ainda não obtiveram a certificação exigida pela Resolução nº 3.954/2011, do Banco Central. A obrigatoriedade de certificação está prevista para entrar em vigor em 24 de fevereiro de 2014, ou seja, restam pouco mais de dois meses e muitos não conse- 18| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 18 guirão se adequar à legislação e correrão o risco de não poderem atuar após essa data. É que a resolução prevê o impedimento de quem não estiver certificado. Custo- benefício Embora haja outras entidades disponibilizando a certificação para os correspondentes, a certificação da Associa- ção Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS), em parceria com o Instituto Totum, oferece uma importante relação custo-benefício. Hoje o valor pago na certificação da ANEPS é de R$ 165 com uma validade de cinco anos, outras entidades cobram um valor menor, porém com uma validade de apenas dois anos. Nesse caso, 06/01/2014 13:35:58 Certificação após dois anos o correspondente deverá fazer novamente o mesmo processo, ou seja, acabará pagando mais caro e tendo de refazer outra prova num curto espaço de tempo. Parcerias A seriedade da certificação da ANEPS, que abrange as competências e conhecimentos exigidos pela legislação, tem levado diversos bancos e entidades – entre elas destacam-se a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, Banco Pan e a AssoHonda – a firmarem parcerias para a certificação de sua equipe de correspondentes. Com isso, desde o início do ano o Instituto Totum intensificou a abertura de novas turmas a cada dia e em todas as regiões do País com o intuito de atender a essa demanda que não para de crescer. Financiamento prejudicado A falta de certificação dos correspondentes poderá prejudicar as operações de financiamento de automóveis, de imóveis, crédito pessoal e até mesmo cartões de crédito. “Esses agentes fazem o elo entre o tomador de crédito e o banco e são importantes na obtenção de financiamentos de automóveis e imóveis a cartões de crédito”, diz Edison Costa, presidente da Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS). Segundo levantamento o Instituto Totum, que gerencia a aplicação das provas pela ANEPS, mantido esse ritmo de certificação, em fevereiro, metade dos correspondentes não estará certificada. “É preciso aumentar muito a quantidade de profissionais certificados para que não haja interrupções na prestação de serviços importantes para a população”, afirma Fernando Lopes, diretor do instituto. Até o segundo semestre deste ano, 24.500 profissionais obtiveram a certificação da ANEPS. O prazo está se encerrando, mas o Instituto Totum tem turmas programadas até o dia 21 de fevereiro em várias regiões do país. Por isso, não perca tempo e inscreva seus funcionários. Certificação ANEPS Confira o calendário completo de provas no site da ANEPS (www.certificacaoaneps. com.br) e inscreva seus colaboradores: • • • • • • • • • • • • • • 08/01/2014 - SP - Turma Exclusiva Cacique 10/01/2014 - DF 10/01/2014 - MA - Turma Exclusiva Ativa SOS Educ. Prof. 10/01/2014 - MG - Turma Exclusiva M & J / Gov. Valadares Hotel 13/01/2014 - SC - Turma Exclusiva Schumann - Chapecó FGV 15/01/2014 - RS - Porto Alegre 15/01/2014 - CE - Fortaleza 22/01/2014 - PR - Londrina 22/01/2014 - SP - Saúde 24/01/2014 - MG - Turma Exclusiva CEF 24/01/2014 - AP - Macapá 24/01/2014 - GO - Aparecida de Goiânia 24/01/2014 - TO - Palmas 24/01/2014 - RO - Porto Velho Carta Circular Nº 3.618, de 14 de Novembro de 2013 Confira a íntegra da circular divulgada pelo Banco central em resposta à reivindicação da ANEPS acerca da exigência da certificação: “Esclarece sobre exigência de certificação dos integrantes da equipe do correspondente no País envolvidos no processo de encaminhamento de propostas de operações de crédito e de arrendamento mercantil. O Chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), no uso da atribuição que lhe confere o art. 22, inciso I, alínea “a”, do Regimento Interno do Banco Central do Brasil, anexo à Portaria nº 29.971, de 4 de março de 2005, R E S O L V E: Art. 1º - A exigência de aprovação em exame de certificação, nos termos do art. 12 da Resolução nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011, aplica-se aos integrantes da equipe do correspondente participantes do processo de encaminhamento de propostas de operações de crédito e de arrendamento mercantil, não atingindo os integrantes da equipe do correspondente que não exerçam essa atividade. Art. 2º - Esta Carta Circular entra em vigor na data de sua publicação”. Sérgio Odilon dos Anjos Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 19 | 19 06/01/2014 13:35:58 Capacitação ANEPS desenvolve parceria na érea educacional Em breve correspondentes terão à disposição diversos cursos para os empresários e colaboradores. Os cursos programados terão início em fevereiro de 2014 e se forem necessários treinamentos customizados ou in company, eles poderão ocorrer a partir de janeiro. Cursos a Distância A portfolio atual de cursos e, paralelamente, de forma conjunta com a ANEPS, passará a estudar a necessidade de lançamento de novas soluções, cursos e treinamentos. “O objetivo da UBS é viver o dia a dia da ANEPS e discutir constantemente quais as melhores soluções e formas de atender as necessidades do segmento”, salienta Biagi. depositphotos.com ANEPS acaba de firmar parceria com a Escola de Negócios UBS com o intuito de promover a capacitação de empresários e treinamento de seus colaboradores. A UBS atua no mercado educacional há vários anos, com mais de cinco mil horas de treinamento por ano e atendendo a mais de 100 empresas. Seus cursos englobam quatro núcleos de conhecimento, entre eles o de varejo, finanças, além de parcerias internacionais, como a Florida Atlantic University. Para o sócio-diretor da UBS, Hélio Biagi, “essa parceria vai possibilitar a realização de todos os cursos programados na escola, como MBA, pós-graduação, cursos de extensão e de curta duração, com descontos promocionais para os colaboradores e associados da ANEPS”. Segundo ele, a UBS fornecerá suporte na construção de cursos e soluções educacionais voltadas ao segmento, que colaborem na formação e aprimoramento dos correspondentes e seus colaboradores, além de serviços de assessoria e apoio. A UBS colocará à disposição o seu Hoje as pessoas estão buscando facilidades para o seu dia a dia e os cursos a distância vêm atender a essa nova exigência do mundo moderno, permitindo que estudem de qualquer lugar. “A empresa oferece cursos a distância, chamados de EAD, que trazem inúmeras vantagens para os profissionais, como a possibilidade de acesso aos cursos de uma forma mais flexível com autonomia de horário e no local em que o aluno entender como o mais adequado”, destaca Biagi. 20| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 20 06/01/2014 13:35:58 Tecnologia e Gestão FINAME PSI: Nova ferramenta de gestão agiliza formalização de financiamentos A utilização desse sistema poderá tornar o Finame uma modalidade de crédito mais simples e rápida, diminuindo a complexidade do processo. Divulgação que operam as linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) tem alguma dificuldade em se adequar às regras impostas pelo governo. A efetivação dos financiamentos muitas vezes é comprometida pelo excesso de burocracia que envolve o processo. As vendas acontecem, mas a liberação dos recursos é demorada. A essas questões podemos somar a longa lista de documentos necessários para comprovar a elegibilidade às taxas diferenciadas. Obstáculos Diante desse cenário, a solução encontrada por muitos proponentes acaba I nteressado em manter aquecido o ritmo das vendas de caminhões, o Governo Federal anunciou recentemente a extensão do Finame PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) para o ano de 2014. Com produção e vendas em alta, as montadoras de veículos comerciais ainda se recuperam da crise de 2012, quando amargaram quedas de produção de caminhões na ordem de 40,5% e de 25,4% de ônibus em relação ao ano anterior. Apesar da notícia ser bastante favorável tanto para os tomadores de crédito quanto para as instituições financeiras, é preciso analisar todos os ângulos dessa modalidade de concessão de crédito. As instituições sxc.hu depositphotos.com Rafael Matos sendo a contratação de linhas de crédito oferecidas pelas próprias instituições financeiras, com juros de até 2% ao mês. Já as linhas do BNDES oferecem juros de 3% ao ano. Na etapa de formalização do financiamento, o panorama também não é animador. Todos os documentos enviados pelos proponentes tem que ser minuciosamente verificados para evitar que o andamento do processo seja suspenso por um dado incompleto, uma certidão com data de validade vencida ou um documento ilegível. Esse tipo de contratempo acaba sendo muito mais comum do que deveria, levando em conta a falta de padronização no Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 21 | 21 06/01/2014 13:36:00 Tecnologia e Gestão depositphotos.com envio e recebimento da documentação. A ausência de fluxos e padronização demanda uma equipe muito maior para análise dos documentos, que podem chegar via malote, correio, fax ou e-mail. Qualquer uma dessas opções oferece múltiplos riscos de extravio ou falsificação. Soluções tecnológicas O Watchdoc, ferramenta desenvolvida pela empresa Novigo, marca de soluções tecnológicas da Intervalor, foi customizado com sucesso para atender às necessidades dos processos de Finame em duas instituições financeiras. Um dos ganhos mais facilmente perceptíveis é a facilidade de gestão da documentação. Os documentos digitalizados 22| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 22 são recepcionados em tempo real pelos analistas, com excelente resolução. A ferramenta torna possível pendenciar no sistema a falta de documentos ou qualquer outra não conformidade para que possa ser rapidamente corrigida, reduzindo a possibilidade de suspender o andamento do processo. Todo o fluxo torna-se também muito mais seguro com alçadas de acessos configuráveis e histórico rastreável. Além disso, o sistema permite controlar etapas do fluxo em paralelo, com alguns pontos de checagem independentes e outros agrupados, o que viabiliza o tratamento de processos complexos e não lineares. Do ponto de vista operacional, o trabalho dos analistas é otimizado levando-se em conta que as verificações em docu- mentos digitalizados são muito mais rápidas do que em documentos físicos. A organização e o arquivamento, nesse cenário, também não são mais necessários. Há ainda a redução de custos com a quantidade de mão de obra, logística e transporte. Esses são apenas alguns dos benefícios identificáveis no microambiente das instituições financeiras. A contribuição da tecnologia pode ser muito expressiva para tornar o Finame uma modalidade de crédito mais simples e rápida, sem que a complexidade do processo afugente os elegíveis a esse benefício. Rafael Matos [email protected] Diretor de IT Services – Intervalor 06/01/2014 13:36:01 depositphotos.com Revista Corresponde 31.indd 23 06/01/2014 13:36:03 Consumidor Pesquisa mostra que 54,4% das famílias paulistanas estão endividadas De acordo com estudo realizado em outubro, o endividamento aumentou 1,8 ponto porcentual em relação a setembro. A Segundo a entidade, as famílias com renda mais baixa sentem mais rápido os efeitos da alta dos preços e, por isso, aumentam o seu endividamento por meio de crédito para manter o consumo. O principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito, utilizado por 69,7% das famílias analisadas. Em seguida estão carnês (16,3%), financiamento de carro (16%), crédito pessoal (13,8%), financiamento de casa (9,4%), cheque especial (7,8%) e outros. Novo empréstimo O Instituto IGeoc também divulgou uma pesquisa sobre o endividamento dos consumidores durante o 9º Congresso de Cré- dito e Cobrança. De acordo com os dados, 33% dos consumidores tiveram um problema inesperado e por isso recorreram a um empréstimo; 19% tiveram perda de renda na família; 10% afirmaram descontrole nos gastos da casa; 15% contraíram novas despesas (parcelamentos/ financiamentos) e 87% alegaram não ter recebido orientação financeira no momento de obter um empréstimo. O estudo destaca ainda que 74% dos consumidores estão com o nome negativado na lista de restrição ao crédito. Segundo o vice-presidente do IGEOC e coordenador da pesquisa, Jair Lantaller, “dos que estão negativados, 41% contêm apontamento nos dois órgãos de restrição (SPC/SERASA)”. C M Y CM MY CY CMY K dep osit pho tos. co m Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mostrou que 54,4% das famílias paulistanas estavam endividadas em outubro. O valor foi 1,8 ponto porcentual (p.p.) mais alto do que o registrado em setembro e 5,5 p.p. acima dos 48,9% contabilizados em outubro de 2012. Segundo a FecomercioSP, a alta no endividamento demonstra que, apesar da redução da inflação, o consumidor ainda tem dificuldades em equilibrar seu orçamento familiar. Com isso, as famílias buscam novas formas de financiamento para manter os padrões de consumo, comprometendo a renda com dívidas. Em números absolutos, o total de famílias endividadas aumentou de 1,885 milhão em setembro para 1,949 milhão em outubro. Em outubro de 2012, esse número era de 1,754 milhão. O endividamento é maior entre as famílias de renda mais baixa. Entre as que ganham até dez salários mínimos, o volume de endividamento foi de 58,5%, alta de 0,9 p.p. em relação a setembro. Já as famílias com renda superior a essa faixa salarial, o endividamento foi de 42,3%, registrando elevação de 4,4 p.p. em relação ao mês anterior. 24| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 24 06/01/2014 13:36:06 ubs_anúncio_aneps_alt2.pdf 1 26/11/2013 18:54:49 C M Y CM MY CY CMY K dep osit pho tos. co m Revista Corresponde 31.indd 25 06/01/2014 13:36:08 Visão A sustentabilidade da atividade de correspondente no País A 26| Revista Corresponde Revista Corresponde 31.indd 26 s instituições financeiras têm se utilizado da estratégia vitoriosa do canal correspondente para o atingimento de parcela da clientela que não teria condições de ser atendida ou abordada, caso fossem utilizados apenas os meios físicos, remotos e eletrônicos (rede de agências, terminais de autoatendimento, central de atendimento, internet, celular, etc...). Mais do que um canal complementar ou alternativo, o correspondente se constitui numa solução institucional, simplificada, ágil e com menor custo para viabilização de estratégias de distribuição de produtos e serviços dos bancos, e que, aproveitada na plenitude da sua capacidade, pode se transformar numa importante originadora de novos negócios em segmentos diferentes do universo da prestação de serviços bancários. O papel dos correspondentes na sociedade vai muito além da prestação de serviços na busca do retorno financeiro imediato. Trata-se de ferramenta indispensável à pro moção da inclusão bancária no país, ampliação dos pontos e do horário de atendimento bancário, e a geração de desenvolvimento e circulação de riqueza, inclusive em localidades e re giões desassistidas de agências bancárias. Uma vez imprescindíveis ao atendimento dos clientes dos bancos, com marco regulatório definido e grande potencial de crescimento, resta pendente assegurar sustentabilidade à atividade, até então fortemente alicerçada nas transações de pagamento/recebimento e acolhimento de propostas de crédito, por sua vez focada nas linhas de empréstimo consignado e financiamentos. A perenidade do canal Correspondente está ligada diretamente à sua capacidade de superar as tentativas de sufocamento da atividade, oriundas de iniciativas parlamentares ou demandas judiciais e sindicais, e ainda de buscar apoio dos bancos para a prestação de serviços além dos tradicionalmente realizados, todavia, dentro dos limites previstos nos normativos do Conselho Monetário Nacional. O futuro dos correspondentes está na diversificação do seu portfólio, buscando sua vocação de originador de negócios nas searas dos mercados de consórcio, capitalização, previdência, seguridade, e nas demais possibilidades admitidas pela norma, substituindo o atual perfil de agente processador de papéis e captador de propostas de crédito por uma força de vendas de dimensão sem limites. Ao apresentar-se como agente de soluções de serviços, buscando diferentes formas de direcionar seus recursos, este modelo de atuação amplifica ainda mais sua importância no cenário financeiro e sua participação na geração de resultados para suas instituições contratantes, adaptando-se às necessidades do mercado, e se apresentando como, de fato, um participante ativo no cenário financeiro do país. Marco Aurélio da Silva Ribeiro É Gerente de Divisão da Unidade Canais de Parceiros do BANCO DO BRASIL S.A., em Brasília (DF) e tem graduação em Ciências Contábeis e Direito, com pós-graduação em Direito Processual Civil e MBA em Finanças. 06/01/2014 13:36:09 Revista Corresponde 31.indd 27 06/01/2014 13:36:11 A indústria de concessão de crédito no Brasil apresenta, em resumo, uma estrutura que envolve as Instituições Financeiras, os Correspondentes e os Promotores de Correspondentes. O Promotor de Correspondente representa o contato direto com os Clientes, garantindo a capilaridade da indústria. A Certificação Profissional de Promotores de Correspondentes da ANEPS (Certificação ANEPS) envolve não somente um exame de certificação, mas também o atendimento ao Código de Ética e Conduta e a atuação de sua Ouvidoria. Isto é autorregulação da nossa indústria. Certificação Completa < Crédito Consignado < Veículos e CDC < Crédito Imobiliário < Diferenciais ✓ A 1° Entidade e única a ter o programa de certificação COMPLETO (desde 07/2011); ✓ Milhares de Promotores de Correspondentes certificados em todo território nacional; ✓ Possibilidade de realizar exames apenas para os seus funcionários (turmas fechadas); ✓ O único serviço de certificação que atende ✓ Canal de Ouvidoria através de 0800; ✓ Emissão da Carteira de Certificação Profissional do Promotor de Correspondente, que pode ser utilizada como Identificação Profissional*. atendendo ao Capítulo IV, ART. 11, item II, da Res 3954/2011 do Banco Central. em qualquer localidade do Brasil; Para mais informações: 28| Revista Correspondewww.certificacaoaneps.com.br (11) 3104-5168 ou (11) 3104-5169 Anúncio certificação 21x28cm.indd 1 21/03/2013 16:09:46 Revista Corresponde 31.indd 28 06/01/2014 13:36:12