Pochette CD - Type B (verso) - Modèle Merci de

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Pochette CD - Type B (verso) - Modèle Merci de
18/05/2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL
DEPATAMENTO DE ZOOTECNIA
RAÇAS OVINAS
CLASSIFICAÇÃO ZOOLÓGICA
RAÇAS OVINAS
1
RAÇAS OVINAS
Reino Animalia
Sub-reino Vertebrata
Phylum Chordata
Classe Mammalia
Ordem Ungulata
Sub-ordem Artiodactyla
Grupo Ruminantia
Familia Bovidae
Sub-familia Ovinae/Caprinae
Gênero Ovis / Capra
Espécie aries / hircus
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RAÇAS OVINAS
Origem dos ovinos ainda não determinada
Ovinos primitivos
revestidos de pêlo.
Domesticação teve início há mais de 10.000 anos
Esqueletos de caprinos e ovinos localizados com
utensílios domésticos com ≈ 8.000 anos
Espécies selvagens
atualmente criadas
ascendentes
das
Localizados entre os
paralelos 25º a 45º.
raças
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RAÇAS OVINAS
RAÇAS OVINAS
Ovinos selvagens (Ovis orientalis) podem ser divididos em:
prováveis descendentes do
Ovinos domésticos
muflão selvagem da Europa (O. musimon)
existem
nas ilhas da Sardenha e da Córsega
Mouflons (Grupo Ovis orientalis orientalis)
Urial (O. Orientalis)
encontrado nas regiões secas e
montanhosas do sudoeste e da Ásia Central (Pérsia,
Afeganistão, partes da Índia e Tibete)
Urials (Grupo Ovis orientalis vignei)
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RAÇAS OVINAS
RAÇAS OVINAS
GRUPO EUROPEU:
Outras possíveis origens dos ovinos
atuais, conforme Keller
Ovis musimon ou Ovis ophion: possuem caracteres comuns
com os derivados atuais que povoam o norte da Europa (raças
do norte da Alemanha, Escandinávia e norte da França)
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RAÇAS OVINAS
RAÇAS OVINAS
GRUPO AFRICANO:
GRUPO ASIÁTICO
Espécime mais próxima dos caprinos
forma inicial
seria o Ovis tragelaphus ou ovelha de crina. Originou os
carneiros que habitavam o antigo Egito servindo de
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motivos para seus monumentos.
Grupo mais antigo e mais importante. Descende do Ovis arkal
ou ovelha das estepes. As principais raças desse grupo são,
entre outras, as ovelhas das montanhas da Inglaterra, a
Bergamasca, a Merina, etc...
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RAÇAS OVINAS
RAÇAS OVINAS
Difícil separação entre ovinos e caprinos em suas
formas primitivas
DIFERENÇAS ENTRE OVINOS E CAPRINOS
Presença de glândula suborbital
Presença de glândula interdigital;
Nas formas atuais as diferenças são bem visíveis
Ausência de barba
Ovinos possuem chifres espiralados no sentido
transversal, nos caprinos são voltados para trás;
Cauda:
Ovinos
Ovis ammom
(ARGALI)
Ovis vignei (URIAL)
Ovis canadensis
(BIG HORN)
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Caprinos
Longa e caída
Curta e levantada
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RAÇAS OVINAS
RAÇAS OVINAS
Divididas pelo Tipo Zootécnico ou, principal aptidão
produtiva em raças:
Produtoras de lã
Mistas (produtoras de lã e carne)
RAÇA:
Conjunto de animais mais parecidos entre si
que com os demais sujeitos da mesma espécie.
Se agrupam por características comuns
transmissíveis a sua descendência.
Produtoras de carne
Produtoras de leite
Produtoras de pele
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RAÇAS OVINAS
ASPECTOS A CONSIDERAR NA ESCOLHA DA RAÇA
RAÇAS OVINAS
CONFORMAÇÃO
AMBIENTE: clima, solo, topografia, alimentação disp.
MERCADO: lã, carne, peles
FINALIDADE DA CRIAÇÃO: econômica, lazer, consumo
FACILIDADE DE AQUISIÇÃO: preço, disponibilidade
PREFERÊNCIA PESSOAL
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Merino
Raças produtoras de lã:
Merino e Ideal
• Formadora das variedades (Vieira, 1967) :
• Alemanha
Merino Electoral.
• França
Merino Rambouillet e
Merino Precoce.
• Estados Unidos
Merino Australiano
Ideal ou Polwarth
Merino,
sul-americano
• Argentina e Uruguai
Merino sul-americano.
• Austrália
Merino Australiano.
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Merino
• O
Merinos norte-americanos.
MERINO AUSTRALIANO
constitui
um
tipo
intermediário distinto entre o Vermont e o
Rambouillet francês.
• Distingue-se ainda do Rambouillet norte-americano
pelo menor tamanho e maior número de rugas.
Vieira (1967), na formação racial do Merino Australiano,
concorreram as variedades: Merino Espanhol com 25%,
Merino Vermont com 40%, Merinos Electoral e Negrette com 30% e
Merino Rambouillet com 5%.
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Merino Australiano é produtor de lã,
Coloração da lã é branca,
Finura predominante entre 16 e 25 micra,
Classificação brasileira entre merina e prima B,
Lã com extrema suavidade,
Comprimento de mecha de 8 a 10 cm,
Fibras de lã apresentam uniformidade das ondulações
(12 a 15 ondulações / 25 mm),
• Os machos apresentam chifres grandes e espiralados,
• As fêmeas são mochas (sem chifres),
• Peso de velo: 10-15 kg carneiros (cabanha)
3-4 kg rebanho geral
•
•
•
•
•
•
•
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DIÃMETRO DE
FIBRAS
CLASSIFICAÇÃO FINURA
FINO
16-20
MERINA
MÉDIO
20-22
MERINA
FORTE
23-26
AMERINADA
PRIMA A e B
Nariz: 2 ou + pregas
Pescoço: 2 a 3 babados
Corpo: estreito, comprido
Pele: fina e mucosas rosadas
Membros cobertos de lã e cascos claros
Elevado grau rusticidade e adaptação
Peso de velo: 10-15 kg Carneiros
3-4 kg (rebanho geral)
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Alguns defeitos desclassificatórios
MERINO AUSTRALIANO
TIPO
MERINO AUSTRALIANO
Falta de densidade do velo,
Pouco peso de lã e áspera;
Presença de pelos no velo;
Manchas de lã pretas ou marrons no velo;
Suarda muito carregada, muito amarela;
Malformações bucais;
Defeitos de aprumos que comprometam o bom
desempenho do animal.
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IDEAL ou POLWARTH
Origem da Austrália (estado de Vitória) e na sua formação
participaram a raças Merino e Lincoln.
MERINO AUSTRALIANO
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Na formação foi utilizado o cruzamento:
Segunda raça mais criada no Rio Grande do Sul e
amplamente difundida no Uruguai.
CASCOS CLAROS E MUCOSAS ROSADAS.
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POLWARTH
Ovelhas Merino x Carneiro da raça Lincoln
OU IDEAL
Fêmeas F1 x Carneiro Merino
Produtora de lã de excelente qualidade
carcaças satisfatórias
F2 (75% Merino e 25% Lincoln)
Comprimento de mecha: 10 a 14 cm
Diâmetro: 23 a 26 µ, amerinada a prima B
F2 Seleção e acasalamento entre si, até a F5.
• Portanto, sua formação se deu por cruzamento e
seleção (Vieira, 1967 e Bofill, 1991).
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Peso de velo: Carneiro 8-10 kg
Rebanho geral: 2,5 a 3,5 Kg
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POLWARTH OU IDEAL
Alguns defeitos desclassificatórios
Características raciais:
Cabeça: alongada, topete abundante
Cara: pelos brancos, suaves, mucosas
rosadas, variedade mocha
Tronco: comprido, profundo
Pescoço:curto, sem rugas
Extremidades: ossos finos, compridos
Cascos: brancos
Velo: denso
Malformações bucais
Falta de densidade de lã no dorso, lombo e barriga
Presença notável de pelos ou de lã muito meduladas
Suarda muito amarelada e mal distribuída
Cascos pretos
Chifres ou troncos grandes e fixos
Mancha preta ou marrom no velo
Mucosas, pele negras ou muito marrons
Pêlos grosseiros em lugar de pêlos brancos, finos, suaves e
brilhantes
Defeitos de aprumos.
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Raças produtoras de lã e carne:
Corriedale, Romney Marsh,
Ile de France, Texel,
Lincoln, Merilin, Poll Dorset.
IDEAL - POLWARTH
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CORRIEDALE
CORRIEDALE
É A RAÇA MAIS CRIADA NO RIO GRANDE DO SUL. 33
Origem é a Nova Zelândia.
Criada por James Little ter iniciado a formação
dessa raça (1879) em seu estabelecimento
denominado “Corriedale”.
4.000 ovelhas Merino x 100 carneiros Lincoln.
Selecionadas 1.000 fêmeas e 20 machos,
cruzando-os, entre si.
Selecionando animais com conjunto de
caracteres de dupla aptidão, lã e carne.
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CORRIEDALE
MERINO
4.000 OVELHAS
X
•
•
•
•
•
•
•
•
•
LINCOLN
100 CARNEIROS
F1
1.000 OVELHAS
X
20 CARNEIROS
F2
(50% Merino + 50% Lincoln)
POR CONSANGUINIDADE + SELEÇÃO
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LÃ : Cruza fina (Cruza 1 a Cruza 2).
Diâmetro das fibras : 26,5 a 30,9 micra.
Lã clara e lustrosa, mecha compacta.
Ondulações bem marcadas e uniformes.
Cabeça larga e sem chifre.
Topete e lã sobre a fronte.
Focinho, mucosa e cascos escuros.
Corpo grande e vigoroso.
Sem rugas na pele.
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Cabanha Refugio – Corriedale Uruguai
Alguns defeitos desclassificatórios
Excessivas depressões na coluna
Presença de chifres, ou rudimentos de chifres grandes
Lã muito áspera, muito seca (mal lubrificada)
Presença evidente fibras meduladas ou pelos no velo
Manchas marrons ou pretas no velo
Debilidade de lã (má cobertura)
Excessiva variação de finura entre as regiões corpo
Pigmentação muito pobre no focinho, muito rosado
afastando-se muito do Padrão da Raça.
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CORRIEDALE
ROMNEY MARSH
Cabeça: larga e plana entre olhos
Focinho cor preta sem rugas
Cascos pretos
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ROMNEY MARSH
ROMNEY MARSH
•Diâmetro de fibras de lã MÉDIO.
•De 27,9 a 36,1 micra
Origem: Inglaterra (Condado de Kent).
A variedade Neozelandês no RS.
•Entre CRUZA 2 e CRUZA 5
40 % lã e 60 % carne.
•Comprimento de mecha 12 a 16 cm
Adaptada a campos baixos e úmidos.
•Peso de velo: 9-12 kg (Carneiros) ; 5-6 kg (carneiros
de rebanho); ovelhas selecionadas (3,6-5,4 kg) e
rebanho geral (3-4 kg)
•Sem chifres. Com topete denso.
•Focinho e mucosas escuros.
Romney Marsh Inglês
Romney Marsh Neozelandês
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•Coloração da lã é creme.
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ROMNEY MARSH
Alguns defeitos desclassificatórios
Desvio da coluna vertebral,
Presença de chifres ou de rudimentos de chifres
Má cobertura de lã na linha de lombo
Lã de quarto excessivamente grossa
Manchas de lã preta ou marrons no velo
Mucosas ou cascos brancos.
São toleráveis pequenas manchas pretas ou
marrons nas orelhas.
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TEXEL
TEXEL
Origem: Holanda
Dupla aptidão: carne e lã
Lã: cruza 1 e 2, diâmetro 27 a 30 µ,
comprimento mecha: 8 – 10 cm, velo de
média qualidade
Peso de velo sujo: 5 a 6 Kg
Prefere clima fresco e alto nível nutricional
Produção média de leite 1 a 1,4 L
Características raciais:
Cabeça e patas sem lã
Mucosas e cascos escuros
Sem chifres
Pele lisa
Suarda abundante e amarela
Prolífica: 160 - 200%, elevado índice partos
gemelares
Bom porte e conformação
Carcaças pesadas, sem excesso de gordura
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Alguns defeitos desclassificatórios
Presença de chifres
Aprumos defeituosos
Constituição débil
Manchas ou fibras pretas no velo
Manchas pretas na região de pêlos não deve
ultrapassar os 15 milímetros de diâmetro
Velos muito grosseiros (fibras meduladas)
Malformações bucais
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TEXEL
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18/05/2014
ILE DE FRANCE
ILE DE FRANCE
Origem : FRANÇA.
Formação :
New Leicester x Merino Rambouollet
Potencial ótimo para CRUZAMENTOS.
Ótima conformação e “qualidade de carcaça”.
Considerada produtora de CARNE; mas, com boa
PRODUÇÃO de LÃ e LEITE.
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ILE DE FRANCE
LINCOLN
•LÃ Amerinada e CRUZA 1.
•Diâmetro médio de fibras entre 23 e 27 micra.
•Velo branco com mechas densas com 7 – 8 cm.
•Prolificidade de 160 %,
Origem: Inglaterra
Dupla aptidão: carne e lã
Usados em cruzamentos na formação de
Corriedale, Ideal e Merilin
Animais grandes e pesados
Exigente em nutrição
•Grande formato, com costelas arqueadas,
•garupa larga e musculosa
•Cascos claros e mucosas rosadas.
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LINCOLN
MERILIN
Características raciais:
Corpo cilíndrico
Mucosas e cascos escuros
Origem: Uruguai (Merino x Lincoln)
Dupla aptidão: carne e lã
Lã: fêmeas: prima A e B
machos: prima B e cruza 1
Topete denso, presença de babado, mucosa
escura
Topete grande e sem chifres
Velo: mechas lustrosas e onduladas,
lã grossa: cruza 4 - 6 (33-50 micra)
comprimento de mecha: 20 a 25 cm.
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BORDER LEICESTER
BORDER LEICESTER
Características raciais:
Origem: Escócia
Boa capacidade de engorde
Prolífica: 110 - 130% de nascimentos
Cabeça e membros abaixo dos joelhos sem
lã, cobertos por pelos brancos
Grande porte
Duplo propósito: carne (60%) e lã (40%)
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BORDER LEICESTER
Raças Produtoras
de Carne
Características raciais:
Cabeça: mediana, perfil acentuadamente
convexo,
Mucosas e cascos escuros
Lã: diâmetro 36 - 42 µ, cruza 5 e mechas
com 15-20 cm
Poll Dorset, Southdown, Suffolk,
Hampshire Down .
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Poll Dorset
Poll Dorset
Características raciais:
Cruzamentos que formaram a raça:
Leicester, Southdown, Merino
Melhoramento da raça NZ e Austrália
Prolífica: 110 - 130% de nascimentos
Cabeça e membros abaixo dos joelhos
sem lã, cobertos por pelos brancos
Duplo propósito: carne (60%) e lã (40%)
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Poll Dorset
Poll Dorset
Características raciais:
Mucosa rosada e cascos claros (rajas
escuras)
Raça mocha
Cabeça com lã, a parte inferior da
mandíbula é coberta por lã
Orelhas horizontais com pavilhão voltado
para a frente
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Características raciais:
Lã: diâmetro da fibra 27 a 32 µ
Finura da lã entre Cruza 1 a Cruza 3
Comprimento de mechas: 7,5 a 10 cm
Peso de velo: 2 a 3 Kg
Sem pigmentação na lã
Boa habilidade materna
Peso adulto fêmeas 50-60 Kg e machos 80150 Kg
Médio porte
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SOUTHDOWN
Southdown
•Origem na Inglaterra.
Formadora das raças “cara negras inglesas”.
Características raciais:
•Muito utilizada em cruzamento industrial.
Tamanho pequeno (forma de barril)
•Muito precoce para a produção de carne.
Membros curtos
•Entre as raças de carne tem a mesma importância que o
Merino para as de lã.
Cascos e mucosas escuros
Lã: má qualidade
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SUFFOLK
Suffolk
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Origem na Inglaterra
Procede do cruzamento de Norfolk x Southdown.
Aptidão para produção de carne,
Conformação compacta,
Alta prolificidade, até 165%,
Boa rusticidade, suportando bem climas úmidos
Fácil identificação: cabeça, orelhas e pernas pretas.
Velo com pouco valor comercial,
Apresenta fibras pigmentadas,
Comprimento de mecha de 5 cm e
Finura entre Prima B e Cruza 2 (25-29)
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SUFFOLK
Hampshire Down
•
•
•
•
•
•
•
•
67
Origem da Inglaterra, condado de Hampshire.
Aptidão para carne.
Prolificidade de 125 a 140%.
Conformação compacta
Cascos e mucosas escuras
Orelhas pretas cobertas por pelos negros.
Cara negra até o posterior dos olhos
Lã com 27-31 micras (cruza 3)
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DORPER
HAMPSHIRE DOWN
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Origem
África do Sul
Fêmea Cabeça Negra da Pérsia
X
Macho Dorset Horn 70
WHITE DORPER
DORPER
Cruzamento absorvente:
• Produtora de CARNE (60%) e LÃ (40%)
• Origem:
• Boa habilidade materna
• Produção de leite com alto teor de gordura
• Ganho de peso acelerado
• Boa Fertilidade
• Rústica e de alta adaptabilidade (-3 °C a +40 °C em 24h)
• Pele coberta por uma mistura de PÊLO e LÃ
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Macho branco F1 Dorper
X
Fêmea Merino
+
Sangue Van Rooy
(raça branca da África do Sul)
Geneticamente
praticamente idênticas
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RAÇAS DE PELE
KARAKUL
Origem: Bucária, Ásia Central
Região seca, clima rigoroso, vegetação
pobre
Aptidão principal: pele
Produz também: leite, carne e lã
Reserva de gordura na cola
Karakul
Crioula
73
74
CRIOULA
CRIOULA
Origem: miscigenação das raças Churra e
Laxta (Espanha), Bordaleiros (Portugal) e
Batavica (Holanda)
Raça produtora de pele, porém produz lã
valorizada para o artesanato, carne de boa
qualidade e potencial para produção de leite
75
Tamanho pequeno, corpo estreito
Geralmente apresentam chifres
Rusticidade
Resistência a enfermidades e verminoses
Apresentam cio durante todo o ano
Boa conversão alimentar
Velo de fibras grossas, lisas, mechas longas
e pontiagudas, cor negro, marrom ou branco
Lã de qualidade inferior (artesanato),
diâmetro 20 a 60 µ, comprimento 10 – 30 cm
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MORADA NOVA
RAÇAS DE OVINOS
Pele e carne
• Morada Nova
• Somalis Brasileira
Origem: Nordeste brasileiro
Cruzamento: Bordaleiros x Churros
(colonizadores portugueses)
Grupo de “ovinos pelo de boi”
Produção de pele e carne
77
MORADA NOVA
78
MORADA NOVA
Animais deslanados
Pelagem vermelha, branca e preta, ponta
da cola branca
Cascos e mucosas escuros
Rusticidade
Prolificidade: 196%
Tórax profundo, costelas chatas
Animais pequenos
Adaptados ao semi-árido
79
80
20
18/05/2014
SOMALIS BRASILEIRA
SOMALIS BRASILEIRA
Características raciais:
Animais deslanados
Origem: Ásia Central, adaptada ao
Anca e cauda: reserva de gordura
Nordeste e Brasil central
Porte médio
Produção de peles e carne
Cabeça e pescoço negros
Grupo de ovinos “cauda grossa”
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RAÇAS DE OVINOS
SOMALIS BRASILEIRA
Pele, carne e leite
Santa Inês
83
84
21
18/05/2014
SANTA
SANTA INÊS
INÊS
Produção
Produção leiteira
leiteira
Boa
Boa aptidão,
aptidão, sem
sem controles
controles oficiais
oficiais
SANTA INÊS
Comentários
Comentários
Cruzamento: Bergamasca, Morada Nova,
Crioula e em menor escala Somalis
Porte grande
Exigente em alimentação
Pelagem: branca, vermelha, preta, chitada
Boa
Boa prolificidade,
prolificidade, com
com alto
alto índice
índice
de
de gêmeos
gêmeos
Carne
Carne boa
boa qualidade
qualidade
Pele
Pele grossa
grossa ee vigorosa
vigorosa
86
85
SANTA INÊS
RAÇAS PRODUTORAS DE
LEITE
Milchschaf
Lacaune
Manchega
Churra
Bergamacia
Santa Inês
87
88
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Milchschaf
OUTRAS RAÇAS
• Objetivo Produtivo
– Leite
• Origem
– Alemanha e Holanda
• Sistemas de Criação
– Intensivo à pasto ou confinamento
Dohne Merino
SAMM (SOUTH AFRICAN MUTTON MERINO)
Finnish Landrace
...
89
90
LACAUNE
MILCHSCHAF
Produção leiteira
340 - 450 lt
260 dias de lactação
Holando do mundo ovino
Grande difusão em cruzamentos
Problemas de adaptação
MG
MG
• Objetivo Produtivo
– Leite, secundariamente carne
• Origem
– Francesa
• Sistemas de Criação
– Intensivo com estabulação durante
período de ordenha
91
MG
92
23
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MANCHEGA
LACAUNE
• Produção leiteira
– 257 lt
–166 dias lactação
– Base para produção ROQUEFORT
– 8% gordura
– Criação SP, SC e RS
MG
93
MG
94
CHURRA
MANCHEGA
• Objetivo Produtivo
– Leite e carne
• Origem
– Espanha
• Sistemas de Criação
– Semi intensivo com produção de leite e
venda de cordeiros, com estabulação no
inverno
• Produção leiteira
– 127 lt
– 120 dias
– 6 a 8 % gordura
– Base para prod. queijo
MANCHEGO
MG
• Objetivo Produtivo
– Leite e carne
• Origem
– Espanha
• Sistemas de Criação
– Prod. Leite e venda cordeiros à pasto
– Estabulação durante o inverno
95
MG
96
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BERGAMÁCIA
CHURRA
• Objetivo Produtivo
– Leite e carne
• Origem
– Itália
• Sistemas de Criação
– Intensivo e extensivo
– Noroeste e Sudoeste brasileiros
Produção leiteira
121 lt
120 dias
Até 4 l/dia
MG
97
98
SANTA INÊS
BERGAMÁCIA
• Objetivo Produtivo
– Leite, carne e pele
• Origem
– Brasil
• Sistemas de Criação
– Extensiva, Nordeste brasileiro
• Formação
– Cruz. Morada Nova + Bergamacia
Produção leiteira 6% gordura
250 lt em 180 dias de lactação
Base queijo GORGONZOLA
Pouco exigente nutricionalmente
Cordeiros com bons índices de
crescimento
Bom aproveitamento de carcaças
MG
MG
99
MG
100
25
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CONCLUSÕES
• Os defeitos e características desejáveis de
uma raça podem variar no espaço e no
tempo de acordo com a finalidade produtiva
e as condições do rebanho.
• A sistemática busca da melhora de uma raça
é o que vai determinar o desenvolvimento
dessa raça.
QUAL A MELHOR RAÇA?
• Isto ocorre e serve para todas as raças
101
A melhora de uma raça ou sistema de produção
só é alcançada através do controle de todas as
atividades que ocorrem dentro do rebanho.
OU SEJA, ATRAVÉS DA
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
103
102
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
Conjunto de práticas relacionadas às anotações
da propriedade rural que possui atividade de
exploração animal
Em sentido restrito
consiste nas anotações de
controle do rebanho, com fichas onde são
registradas todas ocorrências e desempenho.
104
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Aspectos gerenciais a serem observados:
a)
c)
Controle Reprodutivo
Seleção e melhoramento
Controle Sanitário
d)
Controle Nutricional;
e)
Controle Produtivo;
f)
Gestão Econômica
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
1º PASSO
105
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
2º PASSO
106
IDADE DOS OVINOS
IDENTIFICAÇÃO DAS CATEGORIAS
Cordeiro (a) – dente de leite
Borrego (a) – 12 -24 meses
Capão – macho castrado
Ovelha – fêmea adulta
Carneiro – macho adulto “inteiro”
Rufião – ID cio
IDENTIFICAÇÃO DO REBANHO
Rodete
dentário
107
27
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IDADE DOS OVINOS
IDADE DOS OVINOS
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
Registro de desempenho produtivo como:
Registro de desempenho produtivo como:
Pesagens (nascimento, desmame, abate)
Escore de Condição Corporal
LOCAIS DE AVALIAÇÃO
A . Última parte a engordurar-se
B . Verificar proeminência
das apófisis transversas.
C . Apófisis espinhosas dorsais.
D . Ao longo do Esterno.
111
112
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ESCORE DE CONDIÇÃO CORPORAL
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
Escala: 1 – 5
Intervalos de 0,5
Apófises espinhosas e transversas
C.C: 3 a 3,5
113
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
114
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
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18/05/2014
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
30
18/05/2014
DIFERENÇA ENTRE OS ESCORES
DE CONDIÇÃO CORPORAL
ESCORE DE CONDIÇÃO
CORPORAL
Condição corporal mais adequada por período
de produção de matrizes ovinas
Estágio de produção
CC ótima
Cobertura
2,5-3
Inicio/meio gestação
2,5-4
Parição
3-4
Desmame
Mínimo 2
Fonte: TOMPSON e MEYER (1994)
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
MANUAL
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
Registro de desempenho produtivo como:
Medidas morfométricas: altura, comprimento,
perímetro escrotal, qualidade da lã, etc...
PLANILHAS E FICHAS PARA ANOTAÇÕES
Registro de ocorrências:
Coberturas
Nascimentos
Partos
Enfermidades
Descartes mortes
123
124
31
18/05/2014
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
MANUAL
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
MANUAL
EXEMPLO DE FICHA DE CONTROLE DE PARIÇÃO
EXEMPLO DE FICHA DE CONTROLE MENSAL
Ovelha
Nº
Prolapso
de vagina
Cordeiro
Aborto
Nº
Peso
(kg)
Data
nasc.
Movimentos
Observações
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
Rebanho
Nascimentos
Mortes
Consumo
Compras
Vendas
Saldo
125
126
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS PRODUTIVOS
ESCRITURAÇÃO ZOOTÉCNICA
INFORMATIZADA
Mortalidade: porcentagem de mortes de animais de
determinada categoria.
Softwares de gerenciamento zootécnico
Mortalidade= nº de animais de mortos da categoria X 100
nº total de animais da categoria
Desfrute: representa a produção do rebanho dentro
do período avaliado.
Desfrute= nº ou PV de animais vendidos
X 100
nº ou PV total de animais em estoque
127
128
32
18/05/2014
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS
REPRODUTIVOS
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS
REPRODUTIVOS
Tx. de fertilidade: porcentagem de fêmeas em
cobertura que ficaram prenhes durante o período de
exposição reprodutiva.
Tx. de mortalidade intra uterina (IU): representa o
índice de perdas de animais que foram abortados,
reabsorvidos ou natimortos.
Fertilidade= nº de fêmeas prenhas X 100
Mortalidade IU= nº de cordeiros mortos X 100
nº de animais em cobertura
nº de fêmeas prenhas
Tx. de natalidade: forma de medir o resultado das
fêmeas em cobertura que pariram cordeiros vivos.
Prolificidade: indica o número de cordeiros nascidos
por fêmea.
Natalidade= nº de cordeiros nascidos vivos X 100
Prolificidade= nº de cordeiros nascidos (vivos ou mortos) X 100
nº de animais em cobertura
129
nº de ovelhas paridas
130
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS
REPRODUTIVOS
Tx. de desmame ou eficiência Reprodutiva:
representa o total de animais desmamados em
relação às fêmeas expostas em reprodução dentro de
determinado ano agrícola.
Tx. de desmame= nº de cordeiros desmamados X 100
nº de fêmeas em cobertura
131
33

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