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Programa Curricular
HISTÓRIA DA ARTE I
Docente Responsável | Professo Doutor Luís Jorge Rodrigues Gonçalves
Ano Lectivo 2013-2014
Ciclo de Estudos
Licenciatura
Período Lectivo
1º Semestre
Horas semanais de aulas
3
ECTS
3 ECTS
1. > CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
1. INTRODUÇÃO À TEORIA DA HISTÓRIA DA ARTE.
1.1. A construção da História da Arte: objectos e métodos.
1.2. História da Arte e Arqueologia na Pré-história, na Antiguidade e na Idade Média.
2. ARTE NAS COMUNIDADES DE CAÇADORES-RECOLECTORES.
2.1. Processo de hominização e os primeiros artefactos.
2.2. “Explosão criativa” do Paleolítico Superior: leituras, distribuição, espaços, temas e técnicas.
2.3. Arte das últimas comunidades de caçadores-recolectores do Mesolítico.
3. INOVAÇÃO ARTÍSTICA NAS PRIMEIRAS SOCIEDADES DE AGRICULTORES-PASTORES.
3.1. Novas expressões artísticas e os novos materiais.
3.2. O Megalitismo: leituras, distribuição, espaços, temas e técnicas.
4. COMPLEXOS ARTÍSTICOS NAS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES AGRÁRIAS.
4.1. Formação dos primeiros complexos artísticos: a escrita e os novos temas iconográficos.
4.2. O complexo artístico do Egipto, na arquitectura, na pintura, na escultura, no design.
5. ARTE NA CIDADE ANTIGA.
5.1. Interacção entre modelos artísticos.
5.2. Paradigma artístico Grego.
5.3. Difusão do paradigma artístico Grego.
5.3.1. Arte no Oriente e nos reinos helenísticos.
5.3.3. Arte Romana: tradições etruscas, paradigma grego e inovações romanas.
6. Arte na Cidade de Deus.
6.1. O Divino na Arte: modelos e narrativas paleocristãs.
6.2. Pluralidades Plásticas na Alta Idade Média.
6.2.1. O paradigma da figuração.
6.2.2. A arte não-figurativa: arte irlandesa, arte germânica e o arte islâmica.
6.3. A Sínteses da Baixa Idade Média com o Românico e o Gótico.
2. > OBJECTIVOS DA UNIDADE CURRICULAR E COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR
A cadeira de História da Arte no contexto dos cursos da Faculdade de Belas-Artes tem os seguintes objectivos:
a) Contribuir para o enriquecimento e valorização da memória visual dos futuros profissionais da comunicação,
da educação visual e dos diversos ramos do “fazer artístico”;
b) Desenvolver a capacidade de leitura da imagem no tempo e no espaço;
c) Enquadrar as imagens no contexto das sociedades que as produziram.
Mais que um mero acumular de datas, nomes e imagens, em sucessão mais ou menos linear pela História do
Homem, pretende-se, nesta cadeira, equacionar as grandes transformações e, sobretudo, a mudança no
imaginário das diferentes culturas humanas, abordadas, e o modo como a arte expressou essa mudança.
A escala temporal deste programa é muito extensa, desde os primeiros artefactos, até ao final do século XIV.
Perante este amplo arco cronológico vamos centrar-nos numa periodização histórico-artística da bacia do
mediterrâneo e da Europa Ocidental, desde a “Explosão Criativa” do Paleolítico Superior ao fim da Idade Média,
procurando dar-se referências artísticas sobre outras civilizações coevas, de modo a que os alunos fiquem com
uma visão global do fenómeno artístico. Nesta análise vamos ainda abordar os materiais, as técnicas e o estatuto
social do artista nas diferentes civilizações.
3. > BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL
HISTÓRIAS GERAIS
ARGAN, Giulio Carlo e FAGIOLO, Maurízio. Guia de História da Arte. Lisboa: Editorial Estampa,1994.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte e Critica de Arte. Lisboa: Editorial Estampa,1994.
BOARDMAN, John. The world of ancient art. London/New York: Thames & Hudson, 2006.
GOMBRICH. E.H. A história da arte. Lisboa: Público, 2005.
HUYGHE, René (dir.). El arte y el hombre, Barcelona: Planeta, 1957-1961, 3 vols [existe a edição francesa na
biblioteca. Os textos introdutórios a cada capítulo, da autoria de René Huyghe, foram traduzidos para português
com o título: Sentido e destino da arte, Lisboa: Edições 70, 1986, 2 vols.].
JANSON, Anthony F. e JANSON, Horst Woldemar (ed.). A Nova História da Arte de Janson: a tradição
ocidental. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. (versão portuguesa, revisão científica Fernando
António Baptista Pereira)
RAMÍREZ, Juan António (ed.). História del Arte. El mundo Antiguo. Madrid: Alianza, 2005.
RAMÍREZ, Juan António (ed.). História del Arte. Edad Media. Madrid: Alianza, 2004.
1º. Tema:
ARTE NAS COMUNIDADES DE CAÇADORES-RECOLECTORES
CLOTTES, Jean e LEWIS-WILLIAMS, David. Les chamanes de la préhistoire. Paris: Seuil, 1996 [tradução
castelhana: Los chamanes de la prehistoria. Barcelona: Ariel, 2001].
Câmara Municipal de Leiria, 2005.
LEROI-GOURHAN, André. Préhistoire de L´Art Occidental. Paris, Mazenos, 1965 (2º edição de 1996).
LEROI-GOURHAN. André. As religiões da Pré-História. Lisboa: Edições 70, 1983.
LEWIS-WILLIAMS, David. The mind in the cave. Consciousness and the origins of Art. London: Thames &
Hudson, 2002 [tradução castelhana: La mente en la caverna. La conciencia y los orígenes del arte. Madrid:
Akal, 2005].
SANCHIDRIÁN, José Luis. Manual de Arte Prehistórico. Barcelona: Ariel, 2001
TABORIN, Yvette. Langage sans parole. La parure aux temps préhistoriques. Paris: La
Maison des roches, 2003.
2.º Tema:
INOVAÇÃO ARTÍSTICA NAS PRIMEIRAS SOCIEDADES DE AGRICULTORES-PASTORES
BRIARD, J. Les mégalithies de L´Europe atlantique. Architecture et art funéraire (5000-2000avant J.C.), Paris:
Éditions Errance, 1995.
CALADO, Manuel. “Menires, alinhamentos e cromlechs”, in João Medina (dir.), História de Portugal. Lisboa:
Ediclube, 1993, vol.I, pp. 294-301.
CALADO, Manuel. Menires do Alentejo Central. Lisboa: 2005. www.crookscape.org/tesemc/tese.html)
GUILAINE, Jean. La mer partagée. La méditerranée avant l´écriture: 7000-2000 a.C., Paris: Hachete, 1994.
Para Megalitismo: www.crookscape.org
Placas de xisto: http://research2.its.uiowa.edu/iberian/index.php
http://algarvivo.com/arqueo/placas/placas5.html
3.º Tema:
COMPLEXOS ARTÍSTICOS NAS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES AGRÁRIAS
ANÓNIMO. A epopeia de Gilgamesh (versão de Pedro Tamen. Lisboa: Edições António Ramos, 1972).
ANÓNIMO. Livro dos mortos do Antigo Egipto (versão de Luiz Carlos Teixeira Freitas, Lisboa-Porto: Centro
do Livro Brasileiro, s/d).
*BOARDMAN, John. The world of anciente art. London: Thames e Hudson, 2006.
GRUBE, Nikolai (ed.), Mayas. Barcelona: Könemann, 2006.
KIM, Sue-Hee. “El Arte de Corea y Japón”. in Juan António Ramírez (ed.), História del Arte. Edad Media.
Madrid: Alianza, 2004, pp.367-402.
KRAMER, Samuel Noah. Os sumérios. Lisboa: Bertrand, 1977.
KRAMER, Samuel Noah. A história começa na Suméria. Lisboa: Publicações Europa-América, s/d.
PADRÓ, Josep. “El Arte Egípcio”, in Juan António Ramírez (ed.), História del Arte. El Mundo Antiguo. Madrid:
Alianza, 2005, pp. 135-182.
SCARPARI, Maurizio. Anciente China. Chinese civilization from the origins to the Tang dynasty. Milano: VMB
publishers, 2006.
SPENCE, Lewis. Mitologia egípcia, Lisboa: Estampa / Círculo dos Leitores, 1996;
4.º Tema:
ARTE NA CIDADE ANTIGA
AA.VV. Lexicon Iconographicum Mythologiae Classicae. Zürich/München: Fundação Internacional LIMC,
1981-1999, IX vol. (Biblioteca da Faculdade de Letras)
ÁLVAREZ MARTÍNEZ, José Maria e NOGALES BASARRATE, Trinidad. Forum Coloniae Augustae
Emeritae. “Templo de Diana”. Mérida: Museo Nacional de Arte Romano, 2003.
BEARD, Mary e HENDERSON, John. Classical Art From Greece to Rome. Oxford: Oxford History of Art,
2001.
BIANCHI BANDINELLI, R. Roma: L’Arte Romana nel Centro del Potere. Milano: Buarte, 1999.
BIANCHI BANDINELLI, R. Roma: La Fine dell´Arte Antica. Milano: 1999, Buarte.
BIANCHI BANDINELLI, R. e TORELLI, M. El Arte de la Antigüedad Clásica: Etrúria-Roma. Madrid: Akal,
2000.
BIEBER, Margareth. The Sculpture of the Hellenistic Age. New York: 1981.
GRABAR, André. Las Vias de Creación en la Iconografia Cristiana. Madrid: Alianza, 1998.
HAMILTON, Edith. A Mitologia. Lisboa: D. Quixote, 1983.
HÖLSCHER, Tonio. Il Linguaggio dell’ Arte Romana. Un Sistema Semantico Torino: Einaudi, 1993.
HOMERO, A Ilíada (ed. C. Franco, Lisboa: Europa/America, s/d).
HOMERO, Odisseia (ed.E. D. palmeira, Lisboa: Europa/America, 1972).
HORÁCIO, Arte Poética (ed. R. Fernandes, Lisboa, 1984).
KLEINER, Diane. Roman Sculpture. Yale, 1992.
LEÓN, Pilar. Retratos Romanos de la Betica. Sevilla: 2001.
NOGALES BASARRATE, Trinidad. El Retrato Privado de Augusta Emérita. Badajoz: 1997.
MOREL, Jean-Paul. “O Artesão”, in A. Giardina (ed.), O Homem Romano. Lisboa: Presença, 1992, pp. 179-202.
OLMOS, Ricardo. “El Arte Griego”, in Juan António Ramírez (ed.), História del Arte. El Mundo Antiguo.
Madrid: Alianza, 2005, pp. 241-309.
PLÍNIO, Naturalis Historia, livros XXXIV, XXXV e XXXVI (ed. de Esperanza Torrego. Madrid: Visor, 1987).
SPAWFORTH, Tony. The Complete Greek Temples. London: Thames e Hudson, 2006.
SUETÓNIO. A Vida dos Doze Césares.
VERGÍLIO. A Eneida (ed. L. M. G. Cerqueira. Lisboa, 2003).
VITRÚVIO. Tratado de Arquitectura (Tradução do latim, introdução e notas por Justino Maciel. Lisboa: IST
Press, 2006).
WALKER, Susan e BIERBRIER, Morris. Ancient Faces. Mummy Portraits from Roman Egypt. London: British
Museum Press, 1997.
WARD-PERKINS, Bryan. A Queda de Roma e o Fim da Civilização. Lisboa: Alêtheia, 2006.
ZANKER, Paul (1992), Augusto y el Poder de las Imágenes. Madrid: Alianza.
ZANKER, Paul (2002). Un’ Arte per l’ Impero: Funzione e Intenzione delle Immagini nel mondo romano.
Milano: Electa.
5.º Tema: Arte na Cidade de Deus
BÍBLIA (existem várias edições uma das quais é a da Difusora Bíblica);
CASTELNUOVO, Enriço. “O Artista”, in J. Le Goff (ed.), O Homem Medieval. Lisboa: Presença, 1990, pp.
145-164.
D’ARCHIMBAUD, Gabrielle Démians. Histoire Artistique de l’Occident Médiéval. Paris: Armand Coin, 1992.
DUBY, Georges. O Tempo das Catedrais. A Arte e a Sociedade: 980-1420. Lisboa: Estampa, 1979.
DUBY, Georges. S. Bernardo e a Arte Cisterciense. Lisboa: Asa, 1997.
DUBY, G. e LACLOTTE, Michel. História Artística da Europa. A Idade Média. Lisboa: Quetzal, II tomos,
1997.
ECO, Umberto. Arte e Beleza na Estética Medieval. Lisboa: Presença, 1989.
FOCILLON, Henri. Arte do Ocidente. A Idade Média Românica e Gótica. Lisboa: Estampa, 1980.
FOCILLON, H. La Escultura Románica. Investigaciones sobre la Historia de las Formas. Madrid: Akal, 1986.
HECK, Christian (ed.). Histoire de L´Art Flammarion. Chrétienté et Islam. Paris: Flammarion, 1996.
HUIZINGA, Johan. O Declínio da Idade Média. Lisboa, 1985.
LE GOFF, Jacques. A Civilização do Ocidente Medieval. Lisboa: Estampa, 1983-1984, 2 vols.
STIERLIN, Henri. Islão de Bagdade a Córdova, do século VIII ao XIII. Lisboa: Taschen, 1997.
TOMAN, Rolf (ed.). O Românico. Arquitectura, Escultura, Pintura. Barcelona: Könemann, 1996.
TOMAN, Rolf (ed.). O Gótico. Arquitectura, Escultura, Pintura. Barcelona: Könemann, 1999.
4. > METODOLOGIA DE ENSINO (AVALIAÇÃO INCLUÍDA)
A escassa carga horária da cadeira impôs uma Metodologia assente no Método Expositivo. Os conteúdos do
programa serão ainda fortemente apoiado no comentário a imagens, em documentação de apoio e em, possíveis,
visitas de estudo, cujo número, local e data serão a combinar. Haverá ainda nas aulas, e tendo em vista as
diversas condicionantes, espaço ao debate sobre as temáticas tratadas.
Serão afixadas horas de atendimento aos alunos para esclarecimento de dúvidas.
A avaliação da cadeira vai basear-se em três provas obrigatórias e na participação dos alunos nos espaços de
diálogo.
A primeira prova obrigatória é uma ficha de leitura do capítulo “Iconografia e a Iconologia: uma introdução
ao estudo da arte da renascença” do livro de ERWIN PANOFSKY. O significado nas artes visuais. Lisboa:
Presença, 1989.
Esta ficha será apresentada sobre suporte de papel.
O trabalho em suporte de papel será apresentado de acordo com as normas em anexo.
A segunda prova obrigatória é uma ficha de leitura do livro LEWIS-WILLIAMS, David. The mind in the cave.
Consciousness and the origins of Art. London: Thames & Hudson, 2002 [tradução castelhana: La mente en la
caverna. La conciencia y los orígenes del arte. Madrid: Akal, 2005].
Estas fichas serão apresentadas sobre suporte de papel.
O trabalho em suporte de papel será apresentado de acordo com as normas em anexo.
A terceira prova obrigatória é um teste a realizar no final do primeiro semestre.
Serão aprovados os alunos que realizarem as provas da avaliação obrigatórias, com uma média aritmética
superior a 9,5 valores.
A participação e frequência das aulas são ainda factores de ponderação para a nota final.
Anexo 1
Normas para a execução do trabalho prático:
Normas para a execução das fichas de leitura:
As fichas de leitura serão individuais e devem obedecer ao seguinte modelo:
1. Introdução:
1.1. Biografia sintética do autor, situando-o no espaço e no tempo. O texto analisado no contexto da
obra do autor. Justificar o plano seguido.
2. Desenvolvimento:
2.1. Resumo do texto que deve corresponder a cerca de 1/3 do texto original, tendo em conta
significados, valores e signos presentes na obra resumida.
3. Conclusão:
3.1. Sínteses do desenvolvimento
3.2. Leitura crítica tendo por base o confronto com leituras de outros autores.
4. Folha de Rosto, onde deve constar:
- Título do Trabalho
- Nome completo e número do aluno
- Curso
- Nome da Disciplina
- Ano lectivo.
5. Bibliografia, com publicações e sites da Internet consultados com as seguintes normas:
Livros:
ECO, Umberto (2007), Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. Lisboa: Presença.
Revistas:
ECO, Umberto (2007), “O que é uma tese e para que serve” in Como se Faz uma Tese em Ciências
Humanas. Lisboa: Presença, pp. 23-30 (a Página caso seja uma página com p. e mais de uma
página pp.).
Sites:
ECO, Umberto (2007), Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. http://www.
exemplo.com/exemplo/exemplo.htm. [01/01/2008] (data da consulta)
Sites de revista:
ECO, Umberto (2007), Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. http://www.
exemplo.com/exemplo/exemplo.htm. Mensal [01/01/2008] (data da consulta)
CD-ROM:
ECO, Umberto (2007), Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas. [CD-ROM]. Lisboa: Presença
Multimédia. PC e compatível.
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 30 de Agosto de 2012