Made in France 2013 - Guide de l`hébergement touristique durable

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Made in France 2013 - Guide de l`hébergement touristique durable
JB NEWS
Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal
www.radiosintonia33 – www.jbnews33.com.br
Informativo Nr. 1.377
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Visite a Loja Templários da Nova Era nr. 91
Reuniões às quintas-feiras – 20h00
Templo: “Obreiros da Paz” Canasvieiras
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014
Índice:
Bloco 1 -Almanaque
Bloco 2–Opinião: Ir João Anatalino – Ponto de Vista
Bloco 3 -IrJoão Ivo Girardi – (Coluna do Irmão João Gira) - Sofrimento
Bloco 4 -IrJosé Ronaldo Viega Alves – As Colunas “B” e “J” no Templo de Salomão e o ........
Bloco 5 -IrEleutério N. da Conceição – A História da Maçonaria – 8ª Aula (A Questão Religiosa no Brasil)
Bloco 6 -IrPedro Juk – Perguntas
& Paulo
Respostas
– do Ir- Marcílio
Marchi Testa (Degraus para o Sólio)
- Ir
Nicolay
Estandarte
Bloco 7 -Destaques JB – (hoje com versos do poeta e irmão Sinval Santos da Silveira)
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet – Colaboradores
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e
www.google.com.br
Os artigos do presente número não refletem necessariamente a opinião
deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
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Bloco 1 - Almanaque
Hoje é o 166º. dia do Calendário Gregoriano – Lua Cheia
Faltam 199 dias para acabar o ano de 2014.
Dia Mundial do Doador de Sangue
Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico,
por favor, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem
Livros indicados
Livro indicado
Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom
I Tomo - Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalhos de Emulação
Autor – Ir. Pedro Juk - Editora – A trolha, Londrina 2.012 – Segunda Edição.
www.atrolha.com.br - Objetivo – Introdução a interpretação simbólica
maçônica. Conteúdo – Resumo histórico das origens da Maçonaria – Operativa,
Especulativa e Moderna. Apreciação – Sistema Latino e Inglês – Rito Escocês
Antigo e Aceito e Trabalho de Emulação.
Tema Central – Origens históricas do Painel da Loja de Aprendiz e da Tábua de
Delinear. Enfoque – Exegese do conteúdo dos Painéis (Ritualística e Liturgia,
História, Ética e Filosofia). Extenso roteiro bibliográfico.
EVENTOS HISTÓRICOS
Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
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763 a.C. - Os Assírios registram um eclipse solar- Alguns historiadores consideram-no como sendo o primeiro
registro do caso da humanidade.
311 - Licínio proclama o seu próprio Édito de Tolerância, acabando com a perseguição aos cristãos na sua parte
do Império Romano.
923 - Batalha de Soissons: O Rei Roberto I de França é morto e o Rei Carlos, o Simples é preso pelos aliados do
duque Raul I de França.
1184 - O Rei Magnus V da Noruega é morto durante a Batalha de Fimreite.
1215 - O rei João I de Inglaterra é obrigado pelos seus nobres a assinar a Magna Carta, que limita os poderes
reais.
1246 - Com a morte do Duque Frederico II, a Dinastia Babenberg se encerra na Áustria.
1389 - Batalha do Kosovo: Os turcos derrotam os sérvios e os bósnios.
1502 - Cristóvão Colombo descobre a ilha de Martinica durante sua quarta e última viagem à América.
1520 - O Papa Leão X excomunga Martinho Lutero através da bula papal Exsurge Domine.
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1580 - Filipe II de Espanha declara Guilherme I, príncipe de Orange como um fora-da-lei.
1667 - É administrada a primeira transfusão de sangue pelo Dr. Jean Baptiste. Ele transfundiu doze onças de
sangue de ovelha para um rapaz de quinze anos que veio a morrer mais tarde, sendo Baptiste acusado de
homicídio.
1742 - Entra em erupção o vulcão Cotopaxi, no Equador, devastando a atual província de León, uma das mais
ricas do país.
1752 - Benjamin Franklin prova que um relâmpago é electricidade na famosa experiência - (papagaio + chave +
relâmpago).
1775 - George Washington é nomeado comandante chefe das tropas da União que lutam contra a Inglaterra.
1808 - José Bonaparte se torna Rei da Espanha.
1813 - Simon Bolívar promulga em Trujillo, na Venezuela, o decreto de guerra e morte aos espanhóis e seus
colaboradores.
1814 - O Exército de Bolívar é derrotado pelas tropas espanholas na batalha da Puerta (Venezuela).
1836 - Arkansas torna-se o 25º estado norte-americano.
1838 - Batalha do Palmar - Uruguai, em que Fructuoso Rivera toma o poder, depondo o presidente Manuel Oribe.
1844 - Charles Goodyear regista a patente da vulcanização, um processo que endurece a borracha, tornando-se o
dono de uma das maiores fabricantes de pneus do mundo.
1846 - O Tratado de Oregon estabelece o 49º paralelo como a fronteira entre os EUA e o Canadá entre as
Montanhas Rochosas e o Estreito de Juan de Fuca.
1904 - Morrem 1 021 pessoas no incêndio do barco General Slocum na baía de Nova Iorque.
1905 - A Princesa Margaret de Connaught casa-se com Gustavo VI Adolfo da Suécia.
1907 - A II Conferência de Paz é inaugurada em Haia, com a participação de representantes de 44 Estados.
1913 - Tropas estado-unidenses massacram, sob comando do General John Pershing, pelo menos 2000 homens,
mulheres e crianças filipinas em Bud Bagsak.
1915 - Fundação do município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
1919 - John Alcock e Arthur Brown completam a primeira viagem transatlântica sem paragens, em Clifden,
Irlanda.
1920 - Definidas novas fronteiras entre Alemanha e Dinamarca.
1922 - Os aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegam ao Rio de Janeiro em um hidroavião,
realizando a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Eles haviam saído de Lisboa em 30 de março.
1924 - São publicados os "20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada", de Pablo Neruda.
1932 - Estoura a guerra do Chaco entre a Bolívia e Paraguai, quando o major boliviano Oscar Moscoso ocupa o
forte paraguaio Carlos Antonio López.
1932 - Abertura da Conferência de Lausanne (Suíça), que conseguiu resolver a questão das reparações alemãs
pela guerra de 1914-1918.
1940 - Segunda Guerra Mundial - os alemães põem fim à linha Maginot, cai Verdun, na França.
1944 - Desembarque norte-americano nas Ilhas Marianas, Filipinas.
1954 - A UEFA é formada em Basileia, Suíça.
1962 - Acre é elevado á categoria de Estado.
1965 - Duros embates em Santo Domingo entre os rebeldes e as tropas do general Imbert.
1969 - Entra no ar, em São Paulo a TV Cultura.
1973 - Graves enfrentamentos no Chile entre partidários do presidente Salvador Allende e seus adversários.
1977 - Primeiras eleições democráticas em Espanha após o franquismo.
1978 - Casa-se o Rei Hussein da Jordânia (Hussein ibn Talal) com Lisa Halaby, de 26 anos.
1979 - EUA e URSS firmam em Viena o Tratado SALT II, que limita a fabricação de armas estratégicas.
1984 - A Colômbia sofre grandes inundações, deixando um grande número de mortos, feridos e desaparecidos.
1985 - Cria-se uma nova moeda na Argentina, o austral.
1990 - Violeta Chamorro, presidenta da Nicarágua, anuncia a reestruturação da instituição castrense, que inclui a
redução de mais de 50% do Exército Popular Sandinista, integrado por 90 mil efetivos.
1992 - O escritor e poeta Dobrica Cosic, é eleito o primeiro presidente da nova República Federal da Iugoslávia Sérvia e Montenegro.
1994 - Israel e o Vaticano estabelecem relações diplomáticas.
1999 - Um terremoto de 6,7 graus na escala Richter sacode a zona sul e central do México e deixa uma centena de
mortos, mais de 200 feridos e ao menos 16 mil desabrigados.
2002 - O Congresso dos Estados Unidos da América emite uma resolução reconhecendo que o telefone não foi
inventado por Alexander Graham Bell, mas sim por Antonio Meucci.
2006 - O planeta Vênus faz uma quadratura (ângulo recto) com o planeta Netuno.
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Feriados e eventos cíclicos
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Dia de Anchieta.
Brasil
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Aniversário do Estado do Acre
Aniversario do município de Itajai - Santa Catarina
Aniversário do município de Três Lagoas - Mato Grosso do Sul
Dia do Paleontólogo
Emancipação Política de Novo Gama - Goiás
Emancipação Política de Valparaíso de Goiás - Goiás
Mitologia romana
 Império Romano - Nono e último dia da Vestalia em honra de Vesta, deusa romana
Santos do dia
 Santo Amós, profeta da Bíblia, festejado neste dia
 Santa Germana Cousin, mártir
históricos de santa catarina
Extraído de “Datas Históricas de Santa Catarina” do Jornalista Jali Meirinho.
1872 Assume a presidência da província de Santa Catarina o 3º vice Inácio Acioli de Almeida,
substituindo a Guilherme Cordeiro Coelho Cintra.
1888 Circula, na capital da província, o último número da “Revista Tipográfica”, redatoriada por Luiz
neves, Eleutério Neves e J. Moura
1889 Ato, desta data, nomeou Luiz Alves Leite de Oliveira Belo para a presidência da província de Santa
Catarina.
Foi ó último a exercer este cargo extinto, em razão da Proclamação da República
1962 Instalados nesta data os municípios de Dona Emma e Witmarsum, criados pela Lei nr. 826, de 17
de maio de 1962.
1985 Morre, em Florianópolis, o desembargador aposentado José do Patrocínio Galotti. Foi professor de
História Econômica da Universidade Federal de Santa Catarina. Era natural de Nova Trento.
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Fatos maçônicos do dia
Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
1163
Bula “Omine Datum Optimum” do Papa Alexandre III,
que completa os estatutos e privilegia a Ordem dos
Templários.
1847
Fundação da Loja Conciliação Morreteana, de Morretes (GOB/PR)
1856
1968
Instalada a terceira Loja Inglesa no Brasil, “Southem Cross Lodge” no Recife,
Pernambuco.
Fundação da Loja Fraternidade de Pedro II nr. 9, de Pedro II, Grande Loja do Piauí.
1979
Fundação da Grande Loja Regular da Bélgica.
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Bloco 2- Opinião
PONTO DE VISTA
O Ir João Anatalino,
escreve aos domingos neste espaço
www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br
[email protected]
Minha filha caçula está morando em Sidney, na Austrália já faz quase dez anos. Somente depois de
dois anos morando lá é que as autoridades australianas deixaram que ela começasse o
procedimento para tirar carta de motorista. Na época em que ela me disse isso eu pensei que era
exagero das autoridades australianas, pois afinal de contas a menina já dirigia a mais dez anos. E
ela morou quatro anos em São Paulo, cidade que tem um dos trânsitos mais malucos do mundo.
Quem consegue dirigir em São Paulo, pensava eu, tem condição para dirigir em qualquer lugar do
mundo. É que nem aquela canção do Frank Sinatra que fala de New York. Se você pode fazer em
New York, você pode fazer em qualquer parte. O mesmo vale para São Paulo, pensei. Isso até
chegar o dia em que fui visitar a minha filha na Austrália e ver que os carros lá têm a direção do lado
direito. E que o lado esquerdo da rua é que é o certo para eles. É igual na Inglaterra e em outros
países de tradição inglesa. Quer dizer: o lado certo da rua para eles é o lado errado para nós. Para
dirigir um carro na Austrália ou na Inglaterra é preciso mudar a orientação geográfica do nosso
cérebro para aprender a enxergar a direita na esquerda e a esquerda na direita. É um tremendo
exercício.
Isso me deu o que pensar. Será que não é por isso que temos tanta dificuldade para entendermos
uns aos outros?
Explico: veja a figura ao lado: Agora imagine-se entrando nessa imagem.
Finja que é você que está nessa figura. O que aconteceu? O olho direito dela
não se tornou o seu esquerdo, e o esquerdo o direito? Quer dizer, quando
falamos diretamente com uma pessoa, frente a frente, o lado direito dela é o
nosso esquerdo e vice-versa. Dai a nossa percepção ficar prejudicada porque
há um desajuste de posição nesse sentido. O que ela está vendo em você está do lado contrário do
que você vê nela. Teste essa proposição um dia. Verifique se você consegue entender melhor uma
pessoa quando conversa com ela de lado, ou de frente para ela.
Essa é apenas uma curiosidade neurolinguística. O importante disso tudo é o questionamento que
pode ser deduzido dela. Se, no processo de comunicação, o lado esquerdo das pessoas é o lado
direito para nós e vice versa, é lícito pensar que o nosso cérebro, antes de decodificar a mensagem
que nos vem do nosso interlocutor, precisa fazer um ajuste geográfico na fonte dessa mensagem. E
ele faz isso sempre, senão a nossa comunicação seria um verdadeiro caos. Seria como chegar hoje
na Inglaterra ou na Austrália, pegar um carro e sair dirigindo.
A gente pode imaginar o que aconteceria.
E não podemos deixar de formular uma questão filosófica em cima disso. A respeito daquilo que
entendemos como verdade. Se o lado certo dos ingleses e australianos é o errado para nós, e viceversa, o que acontece com os conceitos de certo e errado? Não serão também questões de ponto
de vista. E quantas coisas mais, pelas quais matamos e morremos, não seriam igualmente apenas
pontos de vista? Einstein disse que era. A sua teoria da relatividade trabalha essencialmente com
essa perspectiva. Fisicamente nós sabemos que a cada vez que mudamos o nosso ângulo de
observação, um mundo diferente aparece aos nossos olhos. Mas filosoficamente nós temos muita
dificuldade para entender e aceitar isso. Por isso é tão difícil calçar o sapato alheio. Principalmente
quando ele não nos serve. E assim vamos continuar eternamente brigando por causa dos nossos
pontos de vista.
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Bloco 3 – Coluna do Irmão João Gira
O Ir. João Ivo Girardi [email protected]
da Loja
“Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau, é autor do
“Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” cujos
assuntos desta coluna dominical são geralmente extraídos.
SOFRIMENTO
Sem sofrimento não há vitória, não há sucesso. (Nietzsche)
1. Cuidados Paliativos: Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe
multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de
uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce,
avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais.
(OMS).
2. Ensaio: Texto extraído e contextualizado de uma palestra da Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes,
especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, 30/04/2013.
[...] Desde muito cedo na faculdade eu me interessava por alguma coisa que as pessoas não se
interessavam. E foi muito difícil esse começo nas primeiras práticas da Medicina, porque eu via uma
coisa muito diferente do que todo mundo dizia.
Tem uma poesia de Manoel de Barros, sobre a sua namorada, que diz: ... Ela não via uma garça na
beira do rio; via a beira do rio na beira da garça... então, do jeito que eu estava vendo, era despraticar
as normas, como falava Manoel de Barros. Foi então que eu despratiquei as normas, porque comecei a
cuidar de pessoas no fim da vida. Eu era uma residente meio odiada pelos internos, porque comecei a
cuidar de pessoas que estavam morrendo, e isso fazia com, que cada vez mais entendesse o quanto a
Medicina tinha para oferecer a essas pessoas; ao contrário do que todo mundo dizia, que com o paciente
de cuidado paliativo não se tinha mais nada para fazer. Quando você não tem mais nada para fazer na
Medicina, então você entrega o paciente para o cuidado paliativo. E o que eu estava fazendo era o
cuidado paliativo.
Na nossa cultura, a palavra paliativo tem algo a ver com gambiarra, e na realidade não tem nada a ver
em colocar uma fita isolante num fio solto. Paliativo vem do latim pallium, que quer dizer, manto,
cobertor. Era uma capa colocada nas costas dos Cavaleiros Cruzados para protegê-los das intempéries. E
isso tem tudo a ver com que eu faço.
Cuidado Paliativo é o cuidado de proteção contra o sofrimento, que é a natureza de uma doença
grave, incurável, fora de possibilidade de tratamento de controle, que ameaça a continuidade da vida e
está em progressão naquela pessoa e inexorávelmente vai levá-la à morte.
Quando falamosa dessa definição longa, estamos falando da terminalidade, que todo mundo pensa que
tem a ver com o tempo... Ah! Tenho menos de seis meses de vida!... Paciente terminal!
A terminalidade é uma doença grave, que está progredindo, seguindo o seu curso natural e o que ela
vai produzir são as intempéries, que chamamos de sofrimento.
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A doença é uma abstração da realidade; ela está nos livros, nos microscópios, nas publicações, nos
filmes, etc. Mas, quando ela encontra um Ser Humano, produz uma melodia única, que se chama...
sofrimento!
As doenças se repetem nas pessoas, mas o sofrimento não! O sofrimento é único, cada um tem o
seu. O sofrimento tem cinco tons diferentes, cinco frequências: Em todos os livros de cuidado paliativo,
percebe-se que eles separam em quatro pedaços: sofrimento físico, emocional, social e espiritual.
O sofrimento físico: Esse dá um barulho danado, atrapalha todos os outros sons. No tratamento
paliativo, o sofrimento físico é tratado como urgência, porque há risco de vida e tem muito para se fazer
em relação ao controle dos sintomas.
O sofrimento emocional: Do sofrimento físico você passa para o sofrimento emocional, que é um
outro tom, uma outra frequência, bem mais complexo, qualidade tipo sinfonia de Bach, complexo, rico.
Medicina é fácil, gente boa! Difícil é a Psicologia.
Cada ser humano é único e vai expressar nesse momento que têm consciência da sua finitude. Todo
mundo vai morrer. Alguém está chocado em saber disso? Não é uma surpresa, né? Podemos morrer daqui
a duas semanas, de bala perdida, de acidente de trânsito, por exemplo. Quando a gente fala de dimensão
emocional, vem todo esse peso de entender, de buscar o porquê de estar acontecendo isso.
O sofrimento social: Eu sou meio metida. Separo o social em duas partes: a dimensão familiar e a
dimensão social. Depois que gente fica doente, nunca fica doente sozinha, fica doente a nossa família, os
nossos amigos. É um buraco que precisa ser cuidado.
O sofrimento espiritual: O sofrimento espiritual traz a essência de sermos humanos. A espiritualidade
não tem nada a ver com religiosidade. Você encontra a espiritualidade na forma como você se relaciona
consigo mesma, na forma como você se relaciona com o outro, com a natureza, com o Universo e com
Deus. Há quem se relaciona com o Universo e não tem nenhuma com Deus, nem por isso essa
espiritualidade é menor, ou mais importante. A gente busca sentido na nossa existência, tem que existir
um por quê? - Devemos nos comportar, transformando a dor e o sofrimento (a raiz horrorosa), em algo
belo (a flor), e proveitoso para nossas vidas, já dizia Nietzsche. O cuidado paliativo trata do sofrimento
humano em todas essas dimensões.
[...] Façamos uma reflexão. O que significa tempo quando falamos de cuidado paliativo? Para entender
a importância desse trabalho, a gente tem de sacar que numa situação como esta, que você está num
ambulatório, às nove horas da manhã, em que você vai atender um paciente. Ele se preparou uns três ou
quatro meses atrás, esperando esse horário, e vai ter uns quinze minutos, talvez pouco menos de atenção
do médico. Neste tempo de espera, ele pensou no que tem de mais importante para falar nesses quinze
minutos; o médico também tem que saber o que vai dizer para ele. O tempo que eles vão trocar é
exatamente o mesmo, só que a diferença entre esses dois personagens dessa cena é que ele não tem tempo
a perder.
Quem sentar do outro lado tem que entender a importância de que ele não tempo para desperdiçar com
quem não dá importância para um ser humano até o último minuto que ele vive. Ele é muito mais que um
corpo, muito mais que a dimensão biológica.
Quando falamos de estatísticas, sabe-se que no Brasil morrem cerca de oitocentas mil pessoas de
morte anunciada; morrem de doenças crônicas, degenerativas ou de câncer. Esta morte anunciada
proporciona a chance dessa pessoa conseguir redimensionar a própria existência e compreender em que
passo ela pode andar.
Na ciência tem uma coisa interessante. Tudo o que você replica tem qualidade. Se você tratar um
milhão de pessoas e obtiver o mesmo resultado, isto é ciência baseada em evidências. Mas na arte, gente,
é o contrário. Na arte, se você replica, vira pirataria. O ser humano é único, ele não é replicante, ele não
replicável. Você precisa encontrar o que há de melhor na ciência baseada em evidências.
Existe muita coisa dentro do cuidado paliativo consistente, embasada, tecnicamente bem feita, e que
você precisa se informar e entender a importância disso para oferecer o melhor para esse paciente, para
ele fazer bem uso da vida nos momentos derradeiros.
A coisa mais ética que a gente pode fazer com o cuidado paliativo, diante de um paciente no fim da
vida é ouvir como a gente gostaria de ser ouvido. Só então, vamos entender o que significa estar numa
estatística, quando você segura na mão de uma pessoa que faz parte desse número.
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Muita gente pergunta, mas isso é mórbido, né? ...É difícil trabalhar com morte, né? ...Nossa, que lindo
seu trabalho, mas deve ser difícil, né?
Então, eu digo para vocês o seguinte: é um dos trabalhos mais incríveis que tem dentro da Medicina,
porque você não se esgota, ao contrário do que muita gente que estuda Burnout, diz que pessoas que
trabalham com pacientes terminais, têm alto índice de exaustão profissional.
É tudo mentira!
Pessoas que trabalham com pacientes que morrem, sim, essas pessoas são estressadas, porque não
entendem o que estão fazendo ali. Agora, quem trabalha com cuidado paliativo tem exatamente o
contrário, o menor índice de estresse profissional possível, porque a gente aprende a dar valor à vida.
Não somos à apologia da morte! A morte não é bonita, ela tem beleza ímpar de uma tristeza, mas
ela não é bonita.
A vida sim é bonita!
Alguém aqui está pronto para morrer hoje?
Nem levanta à mão porque depois vem falar comigo, que eu encaminho para um psícólogo. Ninguém
está pronto, gente!
[...] É ilusão achar que a primeira impressão é a que fica - não é não - é a última.
Porque no final da vida, é impressionante como todo mundo desperta para o que é a essência do ser
humano, que é o estado de amorosidade.
Os pacientes têm duas alegrias, uma de viver aquele momento sem dor, outra de viver o momento em
que ele consegue pedir perdão, se reconciliar com as pessoas que ele ama muito, ele consegue agradecer.
Entender a sua existência de uma forma que, no final a vida faz todo sentido,
Porque sabemos que no final do livro, a gente consegue entender muita coisa que, durante o livro
inteiro a gente não entendeu, filme é mesma coisa.
No final tem todo o sentido.
[...] Por isso, quando eu falo de cuidado paliativo, eu também falo de salvar vidas, só que a gente salva
vidas históricas. Vida com V maiúsculo, não um corpo, não uma doença que se cure, mas pessoas que
tem chance de embarcar na primeira classe.
Nessa vida aqui, independente da religião de qualquer pessoa, a gente só morre uma vez; não pode dar
vexame.
E preciso dizer que estou muito feliz aqui e de saber que tem mais gente que pode um dia acreditar
que a morte é um dia que vale a pena viver.
Rituais REEA - GLSC:
(...) levai à choupana, onde a miséria e o infortúnio fazem gemer e chorar, o amparo de vossa
inteligência e o supérfluo de vossas condições sociais. (RI).
(...) O esforço, sofrimento provado, é o prêmio da vida, cujas alegrias são exatamente proporcionais às
ações empregadas para possuí-las. (RC).
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Bloco 4 – Irmão José Ronaldo Viega Alves
O Irm.·. José Ronaldo Viega Alves*
escreve aos domingos neste espaço.
AS COLUNAS “B” E “J” NO TEMPLO DE SALOMÃO E O
SIMBOLISMO POSTERIOR NO TEMPLO MAÇÔNICO. UM
PONTO DE PARTIDA PARA DESCARTAR
A HIPÓTESE
SOBRE O TEMPLO MAÇÔNICO SER UMA RÉPLICA DO
TEMPLO DE SALOMÃO
*Irmão José Ronaldo Viega Alves
[email protected]
Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna”
Oriente de S. do Livramento – RS.
“Diz a tradição que durante a fuga do cativeiro os filhos de Israel tiveram
seu caminho iluminado por uma coluna de fogo e para que a gratidão e as
tradições fossem perpetuadas pelas gerações vindouras, Salomão
determinou que junto ao Pórtico do Templo, fossem erigidas duas colunas
que lembrariam ao povo este sentimento. Alguns Irmãos defendem um
princípio de que as Colunas J.’. e B.’. são uma espécie de espectro
energético dentro do Templo.” ( Retirado do ‘Vade-Mécum Maçônico’,
pág. 103, de autoria do Irmão João Ivo Girardi)
I - NTRODUÇÃO
Por que será que esse assunto, AS COLUNAS J e B, sempre geraram intermináveis
discussões?
Para começarmos a falar sobre elas, temos que considerar sempre duas linhas de
pensamento: uma que segue a Bíblia ao pé da letra e a outra que defende a idéia de que o Templo
Maçônico não é a réplica do Templo de Salomão, portanto, essa segunda estabelece certa liberdade
em relação ao que foi ou está definido no Livro da Lei.
Em meio a isso tudo, há outra questão ainda se interpondo: os rituais, pois, ora seguem
uma delas, ora seguem outras, dependendo da linha de pensamento com a qual o seu inventor
esteja enquadrado. O que soa um pouco estranho, não?
Mas, é por esses caminhos que vamos tentar mostrar aqui o que podem ser
consideradas as teorias menos fantasiosas, digamos assim, até por que tudo vai estar
fundamentado nas opiniões dos nossos melhores pesquisadores e escritores maçônicos. O
simbolismo relacionado às colunas, a importância que as colunas adquiriam na história, na religião e
nos costumes dos povos antigos legou uma série de vertentes para o estudioso, sendo que, a Bíblia,
por exemplo, talvez seja a maior delas, e aqui, cabe dizer que para uma Maçonaria com raízes
cristãs e em países de maioria cristã, isso por si só já tem um peso maior. Por isso, nada mais
coerente que ficarmos sabendo um pouco sobre os significados que adquiriu o verbete “coluna” em
sua relação com diferentes contextos, e já adentrando em território bíblico, mostrar algumas
passagens relacionadas ao seu uso figurado, o que já é interessante, para poder dimensionar os
rumos que as interpretações podem tomar.
O que diz o dicionário?
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COLUNA 1. Elemento arquitetônico de sustentação, em princípio vertical. 2. Pilar, pilastra. Fig.
Apoio, sustento.
O que diz o dicionário do Irmão Nicola Aslan?
COLUNA – Pilar cilíndrico que sustenta abóbadas, entablamentos, etc.. Serve de ornato também em
edifícios e consta de três partes: base ou pedestal, fuste e capitel. É um símbolo muito utilizado em
Maçonaria.
Uma coluna pode-se dizer então, que é um poste na posição vertical, que tem a
finalidade de suportar partes superiores em um edifício, a exemplo de abóbadas, mas que também
poderá estar isolada ou acompanhada de outras iguais, sem cumprir essa função de apoio. No
âmbito do simbólico e do religioso, pode servir de marco, de monumento ou como sinal de voto,
sendo também substituída por uma pilha de pedras. O sentido figurado de uso na Bíblia serve a
muitas situações, onde são exemplos, Jeremias postando-se como uma coluna de ferro, contra a
ímpia nação de Judá, em (Jer. 1, 18), ou quando a verdade é comparada a uma coluna e a um
alicerce, sobre as quais podemos edificar, em (I Tim. 3,15), ou ainda, quando as pernas de certo
anjo, visto em visão, são comparadas à colunas de fogo, em (Apo. 10,1), e muito mais.
AS COLUNAS “B” E “J” E AS SUAS DESCRIÇÕES NA BÍBLIA
É certo que não só a Bíblia poderá dar-nos todas as respostas, mas, em nenhum
momento podemos ignorá-la, pois, o grosso do que retivemos ao ouvir sobre as colunas são
provenientes, com certeza, da tradição bíblica, e especialmente, dos seus livros que se referem ao
Templo de Salomão. São diversas, portanto, as passagens constantes na Bíblia que aludem às
colunas, desde a construção, localizações, até a destruição delas. Com relação à construção e
localização das mesmas:
2 CRÔNICAS, Cap. 3, vers. 15-17
“As duas colunas 15- O rei mandou fazer duas colunas, cada uma medindo quinze metros e meio
de altura, e as colocou em frente do Templo. Cada coluna tinha no alto um remate de dois metros e
vinte de altura. 16- O alto das colunas era enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas e
de romãs de bronze, que eram em número de cem. 17- As colunas foram postas na frente da
entrada do Templo. A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e a que ficava no lado norte se
chamava Boaz.”
Com referência à destruição das mesmas:
2 REIS, Cap. 25, vers. 8-14
“A destruição do Templo 8- No dia sete do quinto mês do ano dezenove do reinado de
Nabucodonosor, da Babilônia, Nebuzaradã, conselheiro do rei e comandante-geral do seu exército,
entrou em Jerusalém. 9- Ele incendiou o Templo, o palácio do rei e as casas de todas as pessoas
importantes de Jerusalém, 10- e os seus soldados derrubaram as muralhas da cidade. 11- Então
Nebuzaradã levou para a Babilônia as pessoas que haviam sido deixadas na cidade, o resto dos
operários especializados e aqueles que haviam passado para o lado dos babilônios. 12- Mas deixou
em Judá algumas das pessoas mais pobres e as pôs para trabalhar nas plantações de uvas e nos
campos. 13- Os babilônios quebraram as colunas de bronze e as carretas que estavam no Templo e
também o grande tanque de bronze. Então levaram todo o bronze para a Babilônia.”
OS NOMES “BOAZ” E “JACHIM”
Com relação aos nomes que serviram para denominar as colunas, vejamos o que mais
podemos acrescentar no que tange as suas origens e aos seus significados:
BOAZ – É nome de uma pessoa e de um detalhe arquitetônico pertencente ao Templo de Salomão,
ou seja, é o nome de uma das colunas de bronze que estavam postas diante do Templo de
Jerusalém, mais precisamente, aquela que ficava do lado norte. Nicola Aslan diz que a palavra Boaz
escreve-se em hebraico com as letras Beth (B), Ain (letra traduzida foneticamente por uma
aspiração sonora como o hi grego), e Zain (Z). Pronuncia-se Bo‟haz e significa “na força” ou “nele a
força”.
JAQUIM – No hebraico, ”ele (Deus) estabelecerá”. É o nome de vários personagens do Velho
Testamento, e da outra coluna que estava diante do Templo, sendo que ficava do lado sul. Ainda,
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conforme Nicola Aslan “A palavra Jachin escreve-se em hebraico com as letras Iod (I), Caph (Ch,
duro), Iod (I), Nun (N). Pronuncia-se, em português, Jaquim, mas em hebraico a pronúncia é Yahhin.
Esta palavra significa „estabelecerá‟, segundo uns; „tornará estável‟, segundo outros.”
Com relação aos nomes dos personagens bíblicos, com os mesmos nomes das
colunas, alguns autores sustentam que são figuras relativamente inexpressivas, portanto, eliminando
de imediato, a hipótese de que o significado dos nomes das colunas, Jaquim e Boaz estejam
relacionados com os desses personagens bíblicos.
Assim sendo, os significados que lhes tem sido atribuídos considerando a etimologia
das palavras seria a junção das duas ou: “Deus se estabelecerá com força”, ou também “Deus
consolidou (o templo) com força (de maneira sólida)”.
O Cônego Crampon, que é citado por Boucher, em seu clássico, refere-se à junção das
duas palavras com a seguinte tradução: “Deus estabelece na força, solidamente, o templo e a
religião dos quais Ele é o centro”.
A CONSTRUÇÃO DAS COLUNAS
Vejamos na sequência, esta versão sobre a construção das colunas, e que está em
Reis:
I REIS, Cap. 7, Vers. 13-22
(Na versão aqui utilizada da Bíblia, o nome Hiram aparece como Hurã, o que fez com que eu
optasse por substituí-lo neste texto transposto por Hiram, como é mais conhecido por nós, maçons.
Ainda: pode também aparecer em outras versões como Hirão.)
“A tarefa de Hiram 13- O rei Salomão mandou buscar um homem chamado Hiram, um art ífice que
morava na cidade de Tiro e que era especialista em trabalhos de bronze. 14- O seu pais, que já
havia morrido, era de Tiro e também havia sido artífice especializado em bronze; e sua mãe era da
tribo de Naftali. Hiram era um artífice inteligente e capaz. Ele aceitou o convite de Salomão e se
encarregou de todo o trabalho em bronze.
As duas colunas de bronze 15- Hiram fundiu duas colunas de bronze, cada uma com oito metros
de altura e um metro e setenta de diâmetro, e as colocou na entrada do Templo. 16- Ele fez também
dois remates de coluna, cada um com dois metros e vinte de altura, para serem colocados no alto
das colunas. 17- O alto de cada coluna era enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas
18- e duas carreiras de romãs feitas de bronze.19- Os remates das colunas tinham o formato de
lírios, mediam um metro e oitenta de altura 20- e foram colocados numa parte redonda que ficava
por cima do desenho de correntes. Em cada remate de coluna havia duzentas romãs de bronze
colocadas em duas carreiras. 21- Hiram colocou essas duas colunas de bronze na frente da entrada
do Templo. A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e que ficava dono lado norte se chamava
Boaz. 22- Os remates das colunas em formas de lírios, feitos de bronze, estavam no alto das
colunas. E assim foi terminado o trabalho das colunas.”
OS DETALHES DAS COLUNAS NA SUA RELAÇÃO COM O SIMBOLISMO MAÇÔNICO
Jules Boucher faz comentários sobre os detalhes todos que compunham o alto das
colunas, e que no parágrafo anterior são mencionadas conforme uma das versões da Bíblia. Cita
Ragon e Leadbeater, mas, logo tem de descartá-los, pois, os mesmos admitiam usar até mesmo de
uma certa clarividência que supostamente teriam para reconstituir as colunas, com os seus adereços
e funções, o que é inaceitável, mas, por outro lado, mostra o quanto a Maçonaria se viu impregnada
e influenciada por autores que não possuíam a seriedade que se requer nestas questões. O pior é
que granjearam muitos seguidores.
Diz Boucher que é tão difícil conceber, de acordo com a Bíblia, como eram feitas as
duas Colunas que estavam posicionadas à frente do Templo, quanto o Templo em si. Boucher se
utiliza de uma versão da Bíblia, onde podemos constatar a versão um tanto diferente com referência
à descrição apresentada no parágrafo anterior, menos detalhista, e aqui eu aproveito para destacar
o fato de que também as diferentes versões ou traduções da Bíblia devem ser consideradas, quando
das discussões envolvendo o assunto, pois, podem surgir algumas diferenças ou até interpretações
que também destoem do usual. Vou citar uma parte somente da versão da (*) Bíblia utilizada por
Boucher para que façamos as comparações possíveis. “Hirão fabricou as duas colunas de bronze; a
altura de uma coluna era de dezoito côvados e uma linha de dezoito côvados media a circunferência
da segunda coluna. Ele fez dois capitéis de ouro fundido, para colocá-los no alto das colunas; a
altura do primeiro capitel era de cinco côvados e a altura do segundo capitel de cinco côvados.
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Havia aí treliças em forma de redes, festões em forma de pequenas correntes, nos capitéis que
encimavam as colunas, sete num capitel, sete no segundo capitel. Ele fez duas ordens de romãs em
torno de uma das treliças, para cobrir o capitel que encimava uma das colunas; e o mesmo fez para
o segundo capitel. Os capitéis que estavam no alto das colunas, no pórtico, representavam lírios
com quatro côvados de altura. Os capitéis colocados em cima das duas colunas eram rodeados de
duzentas romãs, no alto; junto da êntase que ficava além da treliça, havia também duzentas romãs
colocadas em torno do segundo capitel. Ele levantou as colunas no pórtico do Templo; levantou a
coluna da direita e chamou-a de Jachin; depois levantou a coluna da esquerda e chamou-a de Booz.
E por cima das colunas havia um trabalho representando lírios. Assim foi terminada a obra das
colunas.”
Fundamental também, para tirarmos nossas conclusões, é o seguinte comentário de
Boucher, feito na sequência: “Lendo atentamente a descrição das Colunas, poderíamos deduzir
logicamente que havia dois capitéis superpostos: um de 5 côvados de altura, o outro de 4, o que
levaria a altura total das colunas a 27 côvados, ficando o módulo igual a sete. Aliás, o texto bíblico
fala de sete fileiras de pequenas correntes, de um lírio com quatro côvados de altura e de capitéis
com cinco côvados de altura. Se o capitel tinha uma altura de 5 côvados e os lírios 4, restaria
apenas uma altura de um côvado no qual teriam de ser localizadas as sete fileiras de pequenas
correntes; estas seriam então de dimensões muito pequenas e muito pouco visíveis a uma altura de
10 metros. A Bíblia não menciona nenhum pedestal e é provável que estes não existissem; as
colunas deveriam ser colocadas diretamente na terra, sobre uma base de pedra. Essa duas Colunas
eram semelhantes, idênticas. Somente suas posições, à direita e à esquerda, e os nomes que lhes
foram dados as diferenciavam.”
Ainda usando do pensamento de Boucher, ele diz que a Bíblia é formal, ou seja, ela
coloca Jakin à direita e Boaz à esquerda, o que está em conformidade com o simbolismo tradicional
e universal. Já no que tange à Maçonaria ele comenta que o Rito Escocês coloca as colunas
respeitando essas posições, mas, o Rito Francês inverteu as respectivas posições, e que, nada
justificaria essa mudança, nem mesmo o fato de que elas foram um dia transpostas do lado de fora
para o lado de dentro do Templo. E alerta que apesar dos diversos autores envolvidos com essa
outra questão, ela ainda continua confusa, sendo que ele credita à mesma, como tendo começado a
partir do momento em que as colunas foram introduzidas no Templo, e entende que deveriam ficar
na parte externa.
E com relação a algumas das confusões que soem acontecer, é interessante
registrarmos aqui o que foi publicado pelo Irmão Roberto Ribeiro em seu trabalho intitulado “As
Colunas B e J no Templo”: “Contudo a confusão se estabelece com a elaboração dos nossos rituais
que, descrevendo o Templo, ou, até mesmo, demonstrando-o por meio de uma planta, que ora
mostra as colunas do lado de dentro do Templo; ora as mostra do lado de fora. Superficialmente,
analisando diversos rituais, verificamos que, embora os nossos templos sejam a representação
simbólica daquele construído por Salomão, as colunas, que deveriam ser fixas, dadas as suas
históricas proporções, características e material nelas empregado (bronze; quatro dedos de
espessura; cerca de 23 côvados de altura – mais ou menos 15 metros, etc.), são constantemente
mudadas de lugar, atendendo muito mais às pretensões de quem seja o inventor do novo ritual; em
indesculpável preterição daquelas informações contidas nas fontes históricas e, destacadamente na
Bíblia. E tal questão ainda não está pacificada.”
Até aí, tudo é passível de ser contornado, se aceitarmos o fato de que o Templo de
Salomão era exatamente como o descrito na Bíblia, e que o templo maçônico não é uma réplica do
Templo de Salomão. E não é, mas, não sendo, porque as discussões? Bem, a Bíblia não muda..., ou
muda? O Irmão Theobaldo Varoli Filho aponta para o fato de que diferem as dimensões do par de
colunas nas narrações bíblicas e nas diversas vulgatas. E os rituais mudam? Sim, a resposta foi
dada no parágrafo anterior, e para explicarmos o porquê, recairíamos no tema que foi objeto do
artigo anterior, e que já era motivo de reflexões lá nos tempos bíblicos: “vaidade das vaidades, tudo
é vaidade.”
O Irmão Kennyo Ismail, por seu turno, dá a resposta que julgo melhor fundamentada
para a pergunta do título do seu artigo “As Colunas São Dentro ou Fora do Templo?”, e que vem a
calhar para o nosso propósito aqui. Vejamos:
“A resposta é: DENTRO. Sem sombra de dúvidas. Alguns ritualistas de plantão não gostarão, mas
vamos lá. Deve-se ter em mente que o templo maçônico não é uma réplica nem uma miniatura do
Templo de Salomão. O templo maçônico na verdade é simbolicamente inspirado no Templo de
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Salomão. Vejamos: por um acaso, nossos templos possuem o altar do holocausto com fogo? Os dez
castiçais? As 400 romãs? A mesa de ouro para pães? Vasos, bacias, colheres, varais e véus?
Decoração com querubins, palmeiras e flores? Já o Templo de Salomão, tinha tronos para Primeiro
e Segundo vigilantes? Esquadro e Compasso? Sol e Lua? Colunetas de ordens de arquitetura
gregas? Colunas zodiacais (REAA)? Maço e cinzel, nível e prumo? Fica evidente que o templo
maçônico não é uma cópia do Templo de Salomão, recebendo apenas inspiração deste. Essa
inspiração está presente, por exemplo, na orientação do Templo em Oriente, Ocidente, Norte e Sul;
nas Colunas J e B, no Mar de Bronze (presente em alguns ritos). Sendo o templo maçônico um
templo simbólico, seus símbolos devem estar, antes de tudo, visíveis para que sirvam de
ensinamento àqueles que no templo se encontram. Ora, as colunas J e B são os símbolos
fundamentais de um templo maçônico, referência para os Aprendizes e Companheiros, presentes
inclusive em seus ensinamentos. Os ritualistas deveriam defender os rituais, e não modificá-los.
Infelizmente, não é isso o que acontece. Tanto os antigos rituais do Rito Escocês como os do Rito
de York, e aqueles que derivam desses, têm claramente as colunas no lado interno do templo.
Aqueles que defendem as colunas no lado externo, ou seja, no átrio, não se baseiam nos rituais
maçônicos, e sim na descrição bíblica. São como radicais religiosos, interpretando as Escrituras
Sagradas ao pé da letra e exigindo o cumprimento daquela interpretação como uma verdade
absoluta. Simplesmente não entenderam que o templo maçônico definitivamente NÃO é o Templo
de Salomão, possuindo inclusive símbolos de outros povos e épocas posteriores, como as Ordens
Arquitetônicas comentadas anteriormente. Se quiserem colocar as colunas do lado de fora do
templo, deveriam colocar também o Mar de Bronze. Já que defendem que no Altar de Juramentos
representa o Altar do holocausto, deveriam tacar fogo nele e jogá-lo no átrio. A festa estaria
completa, com a Bíblia seguida à risca e o Templo sem altar e sem colunas. Isso poderia ser
qualquer coisa, menos um templo maçônico.“
Como pudemos observar, nada melhor que consultar vários estudiosos... Aliás, na
questão dos ornamentos das colunas, o Irmão Theobaldo Varoli Filho, grande estudioso,
pronunciou-se assim: “Quanto às interpretações maçônicas dos ornamentos das duas colunas, a
verdade é que se baseiam simplesmente em tradições da Ordem e não na realidade bíblica. E faço
questão de usar esse pensamento do Irmão Varoli, para que atentemos, por exemplo, para algumas
limitações que acabam surgindo em nossas pesquisas, ou quem sabe, algumas encruzilhadas...
Uma delas, eu diria que, é esse item 6, referente ao verbete COLUNAS SALOMÔNICAS, do “VadeMécum Maçônico” do Irmão Girardi, e que diz assim: “São estéreis as discussões sobre os Globos,
um, celeste, e outro terrestre, encimando os capitéis. É lícito estudar esses globos em seu
simbolismo, mas com a condição de não pretender fazer história, pelo menos porque os
personagens da Bíblia ignoravam a esfericidade da Terra e o seu mapa do céu não era certamente o
da astronomia atual.” É algo para se pensar.
A TRANSFORMAÇÃO DAS COLUNAS EM SÍMBOLO MAÇÔNICO
As colunas começaram a fazer parte do simbolismo maçônico a partir do século XV III.
De lá para cá, muitas dúvidas tem surgido, assim como, controvérsias.
Diz Aslan: “As Espadas, as Velas, a Câmara de reflexão, o Painel da Loja, são
vestígios cabalísticos, como também as Colunas B e J. Os cabalistas estabeleciam uma ligação
entre as duas colunas e o nome de Deus. As duas colunas eram a base de um triângulo, cujo vértice
era no Altar colocado no centro do Templo Sagrado, „como o coração‟ é o centro do homem.
Consideravam o Nome Divino como o „coração‟ do templo.”
E depois de citar os alquimistas e os hermetistas, Aslan diz ainda:”As Colunas B e J
representavam para os ocultistas, que impregnaram a Maçonaria com as suas doutrinas, os
princípios masculino e feminino, considerados base da criação.”
O Irmão Paulo Roberto que escreve no JB, referindo-se a essa transformação das
colunas em símbolo maçônico escreveu: “Sendo o simbolismo da Maçonaria baseado no Templo de
Salomão, era natural que estes importantes ornamentos do Templo fossem incluídos no sistema, e,
assim, antes mesmo da metade do século XVIII, deles se falava nos catecismos (rituais) maçônicos.
(...) O catecismo de 1731 descreve o seu nome, as suas dimensões, o material com que foram
construídas, mas nada diz do seu significado simbólico. Dudley foi o primeiro (...) a dizer que as
Colunas representavam o poder de sustentação do Grande Deus... Hutchinson foi o primeiro a
introduziu na Maçonaria a idéia do simbolismo das Colunas. (...) Preston, posteriormente, introduziu
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o simbolismo, consideravelmente ampliado, dentro do sistema de instruções. Adotou o referência
dos Pilares do Fogo e da Nuvem, que é ainda conservada.“
A VELHA QUESTÃO: O TEMPLO MAÇÔNICO É UMA RÉPLICA DO TEMPLO DE SALOMÃO?
As colunas começaram a fazer parte do simbolismo maçônico a partir do século XV III.
De lá para cá, muitas dúvidas tem surgido, assim como, controvérsias.
O assunto em pauta, quer deixar em evidência, o quanto a idéia do Templo Maçônico
como réplica do Templo de Salomão, acabou por gerar discussões e confusões ao longo do tempo,
e deveria ser obrigatório de parte dos nossos instrutores ou do Irmão 1° Vigilante sempre que
possível, no período de instruções, ou leitura de trabalhos, procurar mostrar melhor essa questão,
esclarecendo, separando um e outro, dando ênfase para o simbolismo contido aí e a idéia do templo
interior, que é o que deve prevalecer. Ouve-se muito, ainda, a “teoria” da réplica...
Vejamos algumas opiniões para desfazer a teimosia e servir de subsídios para os
Irmãos.
O Irmão Joaquim Roberto Pinto Cortez disse o seguinte: “Um aspecto bastante difícil
de ser explicado é o fato de que nossos Templos sejam colocados como réplicas do „Templo de
Salomão‟. Sabemos que a existência de um templo, como nós conhecemos hoje é coisa bastante
recente.”
Os Irmãos Eleutério Nicolau da Conceição e Walter Celso de Lima, assim dispuseram
em seu livro: “O templo maçônico não é a réplica do antigo Santuário hebreu, apenas faz referências
simbólicas àquele edifício. Se assim fosse, seria necessário retirar do interior do templo maçônico
todos os outros elementos que não tivessem correlatos no Templo de Salomão. Assim, seriam
retirados o mar de bronze (presente em alguns ritos), pois este ficava fora, à direita da entrada do
templo; o altar dos juramentos, equivalente ao altar dos sacrifícios, que também ficava fora do
Templo;os tronos do Venerável e dos Vigilantes, que não existiam (Salomão nunca teve um trono no
interior do Templo), todos os outros assentos, como também decoração de colunas zodiacais
(existente no REAA), inexistentes naquele Templo e, por último, todos os maçons que não fossem
judeus, pois só filhos desse povo podiam entrar no Templo de Jerusalém. A simbologia maçônica foi
buscar referências, além do Templo de Salomão, na cultura Greco-romana (ordens de arquitetura),
mesopotâmica e judaica (pavimento mosaico), parlamento britânico, (posição dos obreiros em duas
colunas norte e sul) e igrejas medievais. É da composição de todas essas influências que surgiu o
edifício maçônico, não apenas do Templo de Jerusalém. Assim , todos os símbolos maçônicos estão
bem colocados no interior do templo, seguindo a prescrição tradicional de cada rito,
independentemente de seu posicionamento original no Templo de Salomão.”
A COLUNA DE NUVEM E A COLUNA DE FOGO
Os estudiosos estão convictos que há pontos enigmáticos ainda em relação aos
significados religiosos das colunas. A verdade é que eram consideradas sagradas, e se estavam no
Templo de Salomão, deveriam estar relacionadas à divindade.
No Templo de Salomão, no seu palácio, em Jerusalém, as colunas foram bastante
utilizadas. Consta que em seu palácio havia o Salão das Colunas, que era como uma espécie de
pórtico com colunas (I Reis 7,6). As colunas gêmeas Jaquim e Boaz, como estavam do lado de fora
do Templo de Jerusalém, talvez servisse para a sustentação da arquitrave do vestíbulo da entrada,
assim como, podem ter sido colunas memoriais, e sendo assim nada sustentavam, mas, fazendo o
povo de Israel manter as lembranças das colunas de nuvem e fogo que guiaram o povo de Israel
quando em sua peregrinação pelo deserto.
Foi citada logo após o título do presente trabalho e oriunda da tradição bíblica também
a relação das colunas B e J com as colunas que acompanharam, digamos assim, os israelitas pelo
deserto.
O Irmão Arony Natividade da Costa refere-se a essa possibilidade em trabalho de sua
lavra quando diz: “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem e de noite numa
coluna de fogo para guiá-los pelo caminho, de dia e de noite. A coluna de nuvem, e a coluna de
fogo, de dia e de noite, nunca se afastaram do povo; numa demonstração clara e evidente de que
Deus amparava o seu povo, os israelitas. (...) Então a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e
se pôs atrás. Assim a coluna de nuvem era escuridão para os egípcios e para os israelitas clareava
a noite, de sorte que, durante toda a noite, estes e aqueles não pudessem aproximar-se.”
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A opinião de Aslan sobre esse aspecto vale ser registrada aqui: “Existe ainda, para os
simbolistas, uma grande relação entre as colunas B e J e as duas colunas que precederam os
israelitas quando atravessaram o deserto. De noite, uma coluna de fogo iluminava a sua marcha; de
dia, uma nuvem os protegia do ardor solar. Pensaram os simbolistas que as duas colunas existentes
no pórtico do templo de Salomão fossem uma alusão a este fato bíblico. Calcott escreveu que “a
Coluna da direita representava o pilar da nuvem e a da esquerda o fogo”.
CONCLUSÃO
No início do presente trabalho anunciei que estaria fundamentado na opinião de
respeitáveis estudiosos Maçons. E será que esgotamos o assunto, agindo assim? Nem pensar.
Durante as leituras que precederam o trabalho em pauta, o capítulo “As Colunas “B” e
“J” no Simbolismo Maçônico” constante no livro “Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo” de Nicola
Aslan, creio que foi o mais completo e esclarecedor que pude ler, e isso, na minha modesta opinião
de leitor inveterado. Fica a recomendação para todos os que leram este trabalho, a sua leitura
obrigatória. O que eu diria ainda, é que essa leitura abre outros horizontes, contempla outros
ângulos, e um alerta logo no começo do artigo me chamou muito a atenção:
“Lembremo-nos que a Maçonaria não é estática, ela é, ao contrário, eminentemente dinâmica. É
necessário, pois, percorrermos caminhos não usados, e abrirmos novas veredas para o
conhecimento, não esquecendo que a história dos povos e a história das religiões são as bases da
história e do simbolismo maçônicos. É lá que foram encontradas as origens verdadeiras das
colunas B e J, que os séculos relegaram ao esquecimento, origens que os simbolistas e exegetas
maçons nem mesmo suspeitaram.”
Acho que vou finalizar, de uma maneira condizente com aquele que é consciente de
quando deve parar, e não guardo certeza de já não ter citado o que vem a seguir numa outra
ocasião, porém, não custa nada repetir o que sempre tem importância, e vindo do Irmão Varoli:
“Quanto à interpretação maçônica das duas colunas, os autores apresentam várias conjeturas,
muitas delas baseadas em biblistas protestantes e católicos. Se esses escritores tivessem
respeitado a regra pela qual o maçom deve parar onde não pode mais explicar, não chegariam a
emaranhar-se nos despropósitos que aventaram e inventaram, causando a impressão de que a
Maçonaria não passa de uma confusão.”
(*) Com referência à Bíblia utilizada por Boucher, consta ao final do capítulo, pág. 198, que a
tradução em questão é a “La Sainte Bible”, de acordo com os textos originais do Cônego Crampon,
1° Livro de Reis, cap. VI, sendo que no parecer de Boucher, era a tradução mais confiável (Sic) à
época da feitura do seu livro “A Simbólica Maçônica‟.
Referências Bibliográficas:
Internet:
JB News n° 1177, de 22/11/2013 – “Transformação das Colunas em Símbolo Maçônico” – Artigo do Irmão
Paulo Roberto – ARLS Rei David nr.58 GLSC
Revistas:
A TROLHA, n°221 – “As Colunas B J” – Trabalho do Irmão Cristiano Roberto Scali
O PRUMO, n°100 – “As Duas Colunas “J” e “B”: Seu Valor e o que Representam” – Trabalho do Irmão Arony
Natividade da Costa
Livros:
Antologia da Academia Niteroiense Maçônica de Letras, História, Ciências e Artes – Marques Saraiva Gráficos
e Editores – 2006 - “As Colunas B e J no Templo” – Trabalho do Irmão Roberto Ribeiro
Bíblia Sagrada com Enciclopédia Bíblica Ilustrada – Sociedade Bíblica do Brasil - 2011
Dicionário Enciclopédico Ilustrado VEJA-LAROUSE – Volume 6 – Editora Abril S/A2006
ASLAN, Nicola. “Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 1997
BOUCHER, Jules. “A Simbólica Maçônica” – Editora Pensamento
CONCEIÇÃO, Eleutério Nicolau da & LIMA, Walter Celso de. “ARTE REAL – Reflexões Históricas e
Filosóficas” – Editora Tribo da Ilha 2014
CORTEZ, Joaquim Roberto Pinto. “A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” – Editora Maçônica “A Trolha”
Ltda. – 2011
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CHAMPLIN, R.N. “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” Volumes 1 e 3 – Editora Hagnos – 2008
GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite – Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora
Ltda. - 2008
ISMAIL, Kennyo. “Desmistificando a Maçonaria” – Universo dos Livros – 2012
VAROLI FILHO, Theobaldo. “Curso de Maçonaria Simbólica” 1° Tomo Aprendiz) – Editora A Gazeta
Maçônica S.A.
Bloco 5 – Aulas de Maçonaria (aula nr. 8)
Ir Eleutério Nicolau da Conceição:
Contato: [email protected]
HISTÓRIA DA MAÇONARIA: AULA NR. 8
O Ir Eleutério Nicolau da Conceição, MI da ARLS Alferes Tiradentes nr. 20,
(GLSC) de Florianópolis, e membro da Academia Catarinense Maçônica de letras,
por solicitação do JB News, vem apresentando um seriado com doze aulas sobre a
História da Maçonaria.
Clique no link para acompanhar a Aula de hoje, a de número , sobre a História
da Maçonaria que focaliza “A Questão Religiosa no Brasil”.
Boa leitura.
HTTP://WWW.JBNEWS33.COM.BR/INFORMATIVOS/ANEXOS/AULA_NR.08003_D3_A8-.PDF
JB News – Informativo nr. 1.377
Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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Bloco 6– Perguntas & Respostas
Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk,
Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR
Não se esqueça de enviar sua pergunta ao Irmão Pedro Juk ( [email protected] )
identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
Degraus para o sólio
Questão apresentada em 12/02/2014 pelo Respeitável Irmão Marcílio Marchi Testa, Loja Crivo da
Razão, 3.107, REAA, GOSP/GOB, Oriente São Paulo.
[email protected]
Recorro mais uma vez à sua sapiência: Quantos degraus tem um Templo Maçônico
do REAA do Ocidente para o Oriente?
Quantos do Oriente para o Trono do Venerável?
Certo de elucidar esta dúvida, que nos foi feita por Irmãos Aprendizes, visto que encontramos
Templos com 2, 3, 4 e até 6 degraus em nossas visitas.
Raciocínio:
O simbolismo do REAA inaugurado a partir do seu primeiro ritual simbólico em 1.804 na
França, já que o Rito em questão com os seus altos graus não possuía os três primeiros,
servindo-se destes, a partir da fundação do Primeiro Supremo Conselho, daqueles oriundos
das Lojas azuis norte-americanas. Com o advento do Segundo Supremo Conselho (1.802),
agora em solo francês, o REAA careceria da implantação dos três primeiros graus que
continuavam, mesmo na França, a sofrer influência das Lojas azuis, porém adaptados para o
costume francês do Grande Oriente da França. Em 1.804 aparece então o primeiro ritual
simbólico para o escocesismo. Neste, sob a influência dos “antigos”, a topografia do Templo
não possuía degrau nem grade separatória do Oriente, ficando restritos os desníveis ao Altar
do Oriente (lugar do Venerável) com três degraus. Como o Grande Oriente da França no
decorrer dos próximos anos encamparia os graus escoceses até o Grau Capitular, ou 18,
ficando com o Segundo Supremo os do 19 até o 33, apareceriam as hoje extintas Lojas
JB News – Informativo nr. 1.377
Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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Capitulares. É a partir desse evento que os templos escoceses no que tange aos três
primeiros graus começariam a adquirir outro formato (como os conhecidos na atualidade),
pois a necessidade capitular ergueria o nível do Oriente, dentre outros.
Como as Lojas Capitulares teriam uma vida efêmera, já que não tardaria o retorno dos Graus
4 ao 18 ao Segundo Supremo Conselho, ficando o simbolismo sob a tutela do Grande Oriente
da França, as coisas retornariam ao seu devido lugar, todavia permaneceria a topografia do
Templo com o Oriente elevado à moda capitular, fato que subsiste até os dias atuais de modo
consuetudinário.
Como esse assunto é vasto e não é mote dessa questão, fica aqui apenas esse pequeno
registro para indicar a origem desses degraus no escocesismo que, por provável influência
da cabala (tradição) hebraica no Rito em questão, daria um número de sete degraus assim
divididos: um degrau para o Oriente (elevado), três degraus para o Sólio (trono), dois degraus
para a cátedra do Primeiro Vigilante e um degrau para a cátedra do Segundo Vigilante, cuja
soma desses desníveis é o número sete, daí os “sete degraus”.
Ocorre que o “achismo” de alguns - porque acham e não sabem o porquê - acabaram
confundindo número de degraus com costumes de outros ritos, assim equivocadamente no
Brasil, principalmente, colocaram quatro degraus para o Oriente e três para o Sólio para obter
diretamente sete, o que é um verdadeiro equívoco. De fato, são sete degraus para o
escocesismo, contudo distribuídos entre o Oriente, Sólio e Vigilantes e não apenas entre o
Oriente e o Sólio.
Infelizmente não é só isso que encontramos, pois já tivemos a oportunidade de verificar
Orientes elevados com um número elevado de degraus bem ao gosto de alguns.
Assim, ratifico. Já que a topografia capitular é consuetudinária no simbolismo do Rito
Escocês, são sete os degraus divididos entre o Oriente, o Sólio e as cátedras dos Vigilantes,
destacando-se que entre o Oriente e o Ocidente deveria existir apenas um degrau.
T.F.A.
PEDRO JUK –
[email protected] –
Mar/2014
Bloco 7 – Destaques JB (Resenha Final)
programação - ordens do dia – EVENTOS – CONVITES –
Pratique a intervisitação –
16.06.14 20h00
16.06.14 20h00
16.04.14 20h00
20,00
16.06.14
20h00
17.06.14
20,00
Loja Fraternidade Catarinense nr. 09
Rodovia SC-401
REAA – (GOSC)
Rua Benjamin
Constant, 196, Centro
Loja Paz e Amor nº 998 (GOB/SC)
Histórico no Oriente de
São Francisco do Sul:
Avenida Beira-Mar
Loja Professor Mâncio da Costa nr.
Norte Florianópolis –
1977 – REAA – GOB/SC
ao lado do terminal
Rua
Benjamin
Constant, 196, Centro
Histórico no Oriente
Loja Paz e Amor 5ª nº. 998
de São Francisco do
Sul:
Loja Harmonia e Felicidade nr. 4129
Itapema – SC
GOB/SC
Rua Baleia Jubarte,
Quintessência de Bombinhas 4293
Jantar Ritualístico
Instalação e Posse: do Ir Marcos
Cesar Neves
Jantar Ritualístico
Instalação e Posse: Marcos Cesar
Neves
Instalação: Maurício Rusche
Instalação e posse: Ir.˙. Carlos
JB News – Informativo nr. 1.377
Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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242 – 1º andar/Sala 11 Augusto Lustosa
– Bombinhas-SC
Av.
Gov.
Celso
Instalação e posse: Ir.˙. Luiz Carlos
Ramos, 707 – Itapema
Costa Esmeralda 3595 GOB/SC
Pomiecinski
–SC
Jantar Ritualístico pelo Solstício de
Graus Filosóficos – Solstício de
Jardim Atlântico
Inverno
Inverno
Templo: Obreiros da Não haverá Sessão por ser feriado.
Paz em Canasvieiras – Apenas reunião com os Mestres
Loja Templários da Nova Era, 91
Florianópolis
Instalados da Loja
Sessão em Grau de AM:
1)Apresentação de Peça de
Templo do Condomínio
Arquitetura para ascensão de grau
Loja Alferes Tiradentes nº 20 –
em Bom Abrigo –
pelo Irmão Áureo dos Santos.
REAA (GLSC)
Florianópolis
2)Ritualística.
3)Momento
de
meditação.
Não haverá Sessão pelo jogo da
Loja Fraternidade Catarinense nr. 09 Rodovia SC-401 –
Florianópolis
Sel. Brasileira
REAA – GOSC
Jantar Ritualístico, no Ritual
Canasvieiras Hotel
Britânico – (Tratar c/Ir. Lima –
Loja Alvorada da Sabedoria
Canasvieiras
[email protected]
(GOB/SC)
Florianópolis
GOB/SC
17.06.14
20,00
18.06.14
20h00
19.06.14
20h00
20.06.14 20h00
23.06.14
24.06.14 20h00
24.06.14 16h00 Loja Rei David, 58 – REAA (GLSC)
24.06.14 20h00
Rua Vidal Ramos –
Centro Florianópolis
Loja Regeneração Catarinense, 138 – Rua Vidal Ramos –
Centro Florianópolis
REAA – GOB/SC
25.06.14 20h00
Loja Lara Ribas nº 66 – REAA (GOSC)
Templo da Rodovia
SC-401
26.06.14 20h00
Loja Templários da Nova Era, 91
REAA (GLSC)
Templo Obreiros da
Paz em Canasvieiras
Florianópolis
27.06.14 20h00
27.06.14 20h00
28.06.14 17h00
28.06.14 17h00
30.06.14 20h00
30.06.14 20h00
Última
Sessão
da
atual
Administração. Grau de Aprendiz
Maçom
Sessão Pública – Dia da Saudade
“Jantar de Mesa” em homenagem
ao Solstício que marca a chegada
do Inverno no Hemisfério Sul. O
Sol atingirá o Trópico de Câncer no
dia 21.06.14 às 07h51. É o
momento do ano em que um dos
hemisférios do planeta recebe a
menor quantidade de energia
proveniente do Sol. A noite é maior
que o dia.
Palestra do Ir∴ Gilberto José Graff
sobre “Ritualística no
R∴E∴A∴A∴”.
Sessão em Grau de AM
Templo do Condomínio
1)Apresentação do Relatório final
Loja Alferes Tiradentes nº 20 (GLSC) em Bom Abrigo
da
administração
2013/2014.
Florianópolis
2)Momento de meditação.
Rua Machado de Assis,
Instalação do Ir:. Sebastião Jorge
Loja Professor Clementino de Brito
110 - Estreito Gomes Gonçalves
nr. 2115 – REAA – GOB/SC
Florianópolis/SC
Instalação e Posse dos novos
Templo Nobre
GLSC
Veneráveis Mestres
Sessão Magna de Instalação e Posse
no Templo da Grande Loja de
Santa Catarina - GLSC, no
Templo Nobre da
Campeche, onde serão instalados e
Grande Loja de Santa Catarina
GLSC – Florianópolis
empossados os novos Veneráveis
Mestres para a administração
2014/2015.
Sessão Magna de Instalação e Posse
Loja Fraternidade Catarinense nr. 09 Rodovia SC-401 –
Florianópolis
da nova administração
REAA – GOXC
Rua Bias Peixoto - 200
Instalação: Ir:. Carlos Eduardo
Loja Perfeição de Biguaçú, nr. 3156
- Itaguaçu Nascimento
GOB/SC
Florianópolis/SC
JB News – Informativo nr. 1.377
01.07.14 16h00
02.07.14 20h00
02.07.14 20h00
04.07.14 20h00
05.07.14 20h30
26.07.14
15.08.14
Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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“Primeira Sess.: da Nova Adm.
Posse dos DDign.: e OOfic.: da
Rua Vidal Ramos,
Loja. V.: M.: Ir.: Luiz Carlos
Loja Rei David, 58 – REAA (GLSC)
Centro Florianópolis
Martins; 1º Vig.: Ir.: Noraldino de
Souza Lima; 2º Vig. Ir.: Sérgio
Martins Nacif.
Fundação Unitas –
Sessão Magna de Aniversário – 15
Loja Giuseppe Garibaldi , 76
Estreito
anos
R.Adonhiramita – GOSC
Sessão Magna de Instalação. O Ir
MM
Maycon
Rodrigo
Templo da Rodovia
Baldessari será instalado no “Trono
Loja Lara Ribas nº 66 (GOSC)
SC-401
do Rei Salomão” e administrará a
Loja com os demais Obreiros, até
2015.
Sessão em Grau de AM:
1)Posse dos cargos da
Administração 2014/2015.
2) Apresentação do Cronograma de
Templo do Condomínio
Trabalho para o 2º Semestre de
Loja Alferes Tiradentes nº 20 (GLSC) em Bom Abrigo
2014. 3) Considerações sobre a
Florianópolis
sistemática da Administração. 4)
Cadeia de União - transmissão da
Palavra Semestral.
Um grande abraço fraterno
Jantar Dançante em comemoração
Círculo Militar – Rua
aos 87 anos de Fundação da
Grande Loja do Estado de São Paulo Abílio Soares, 1589 –
GLESP. – Contato com a própria
Ibirapuera – SP
G.Loja.
CMSB – 2014
Belo Horizonte
http://www.cmsb2014.com.br
diadomacom2014.com.br.
XLVII Encontro do Dia do Maçom
Criciúma - SC
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina
Mês de Junho
(as letras em vermelho significam que a Loja completou
ou está completando aniversário)
GLSC -
Data
03.06.2009
06.06.1984
06.06.1985
21.06.1994
24.06.1911
24.06.1999
24.06.2002
24.06.2005
24.06.2005
http://www.mrglsc.org.br
Nome da Loja
Oriente
Elimar Baumgarten, 109
Obreiros de Salomão, 39
República Juliana, 40
Harmonia Brusquense,61
Acácia Itajaiense, 01
Luz, 72
Fraternidade Itajaiense, 85
Amizade ao Cruzeiro do Sul II, 90
Cinzel, 89
Timbó
Blumenau
Laguna
Brusque
Itajaí
Jaraguá do Sul
Itajaí
Joinville
Curitibanos
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GOSC -
Data
03/06/1985
06/06/2003
07/06/2010
09/06/1975
14/06/1993
20/06/1979
21/06/1999
26/06/2001
https://www.gosc.org.br
Nome da Loja
Obreiros da Luz
Livres Pensadores Joaquim José Rodrigues
Livres Telúricos
Ordem e Progresso
Tordesilhas
Luz do Oriente
João de Deus
Jacques DeMolay
Oriente
Lages
Lages
Maravilha
Brusque
Laguna
Itajaí
São Francisco Do Sul
Itajaí
GOB/SC -
Data
01.06.98
01.06.93
03.06.96
05.06.01
08.06.84
08.06.87
10.06.10
14.06.09
20.06.05
21.06.10
23/06/30
24.06.97
24.06.04
29.06.10
30.06.03
http://www.gob-sc.org.br/gobsc
Nome da Loja
Fritz Alt - 3194
Acquarivs - 2768
Luz Esotérica - 3050
Vigilantes da Verdade - 3398
União e Trabalho do Iguaçu-2243
União Mística - 2440
Aurora Joinvillense - 4043
Renascer do Vale - 4007
Luz de Correia Pinto - 3687
Cavaleiros Da Paz - 3948
Luz e Verdade Iii- 1066
São João Batista - 3061
Acácia do Oriente - 3596
Ouroboros - 4093
Acácia de Imbituba 3506
Joinville
Florianópolis
Porto União
Tubarão
Porto União
Videira
Joinville
Penha
Lages
São José
Joinville
São João Batista
Joaçaba
Florianópolis
Imbituba
Oriente
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Encontro dia do Maçom
agosto, nos dias 15, 16 e 17
em Criciúma - SC
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Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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1 – Do chão da minha terra passos largos do meu destino sabe eu (Hiran de
Melo) vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=vN0d8shw32U&feature=youtu.be
2 – Mainau, ilha das flores:
GERMANY-Mainau-Ilha-das-Flores.pps
3 – Orquídeas do Vietnan:
Orchideas-de-Vietnam.pps
4 – Michelangelo:
michealangelo2_cd.pps
5 – Evolução das auto caravanas
EVOLUCAO-DAS-AUTO-CARAVANAS.pps
6 – A História do Bondinho de Açucar (Rio de Janeiro):
A-Hist-do-Bond-Pao-de-Acucar.ppt
7 - Filme do dia: Lutero (filme dublado)
https://www.youtube.com/watch?v=vbpyoveTOH8
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Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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O Irmão e Poeta Sinval Santos da
Silveira* escreve aos domingos neste
espaço.
Provinciana, como a chamavam, mas uma Cidade
encantadora !
Parece que o mundo inteiro é diferente deste lugar.
Gente alegre, e sonhadora, não vê a pobreza como
rival da felicidade.
A língua, a genética, a cultura, e o coração generoso,
fizeram, desta gente, um povo especial.
Quase tudo veio de Portugal...
Cercada de montanhas, e de água por todos os lados,
está protegida por um céu azul, parecendo os lindos
JB News – Informativo nr. 1.377
Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014.
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olhos do Criador !
Terra de pessoas místicas, acolhe benzedeiras,
macumbeiras,
e crê em alma do outro mundo.
Mula sem cabeça, medo do escuro, e até cobra
mamando, no seio da mãe do bebê, juram ter visto.
Quando a luz prateada, invade os mares, nas
madrugadas,
cenário mais lindo, não há !
O velho pescador chora de emoção, e a mulher, ao seu
amado, entrega o coração !
Mas, um mistério se instalou nesta Ilha.
As bruxas desapareceram...
Eram malvadas e feias. Muito feias.
Gargalhavam, estremecendo os ares, assustando os
pescadores nos mares.
Desdentadas, cabelos longos e desalinhados,
cheirando
mal, e habitando cavernas, eram o símbolo da
maldade,
especializadas em feitiçarias.
Descobriu-se, finalmente, o mistério.
Todas as mulheres, daqui, são generosas, bonitas e
cheirosas.
Não há mais ambiente para bruxas.
Foram viver noutro lugar !
Veja mais poemas do autor: Clicando no seu BLOG:
http://poesiasinval.blogspot.com/
* Sinval Santos da Silveira
MI da ARLS.·. Alferes Tiradentes

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