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JB NEWS Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal www.radiosintonia33 – www.jbnews33.com.br Informativo Nr. 1.377 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Visite a Loja Templários da Nova Era nr. 91 Reuniões às quintas-feiras – 20h00 Templo: “Obreiros da Paz” Canasvieiras Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014 Índice: Bloco 1 -Almanaque Bloco 2–Opinião: Ir João Anatalino – Ponto de Vista Bloco 3 -IrJoão Ivo Girardi – (Coluna do Irmão João Gira) - Sofrimento Bloco 4 -IrJosé Ronaldo Viega Alves – As Colunas “B” e “J” no Templo de Salomão e o ........ Bloco 5 -IrEleutério N. da Conceição – A História da Maçonaria – 8ª Aula (A Questão Religiosa no Brasil) Bloco 6 -IrPedro Juk – Perguntas & Paulo Respostas – do Ir- Marcílio Marchi Testa (Degraus para o Sólio) - Ir Nicolay Estandarte Bloco 7 -Destaques JB – (hoje com versos do poeta e irmão Sinval Santos da Silveira) Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet – Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos do presente número não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 2/26 Bloco 1 - Almanaque Hoje é o 166º. dia do Calendário Gregoriano – Lua Cheia Faltam 199 dias para acabar o ano de 2014. Dia Mundial do Doador de Sangue Se não deseja receber mais este informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, por favor, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem Livros indicados Livro indicado Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom I Tomo - Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalhos de Emulação Autor – Ir. Pedro Juk - Editora – A trolha, Londrina 2.012 – Segunda Edição. www.atrolha.com.br - Objetivo – Introdução a interpretação simbólica maçônica. Conteúdo – Resumo histórico das origens da Maçonaria – Operativa, Especulativa e Moderna. Apreciação – Sistema Latino e Inglês – Rito Escocês Antigo e Aceito e Trabalho de Emulação. Tema Central – Origens históricas do Painel da Loja de Aprendiz e da Tábua de Delinear. Enfoque – Exegese do conteúdo dos Painéis (Ritualística e Liturgia, História, Ética e Filosofia). Extenso roteiro bibliográfico. EVENTOS HISTÓRICOS Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas 763 a.C. - Os Assírios registram um eclipse solar- Alguns historiadores consideram-no como sendo o primeiro registro do caso da humanidade. 311 - Licínio proclama o seu próprio Édito de Tolerância, acabando com a perseguição aos cristãos na sua parte do Império Romano. 923 - Batalha de Soissons: O Rei Roberto I de França é morto e o Rei Carlos, o Simples é preso pelos aliados do duque Raul I de França. 1184 - O Rei Magnus V da Noruega é morto durante a Batalha de Fimreite. 1215 - O rei João I de Inglaterra é obrigado pelos seus nobres a assinar a Magna Carta, que limita os poderes reais. 1246 - Com a morte do Duque Frederico II, a Dinastia Babenberg se encerra na Áustria. 1389 - Batalha do Kosovo: Os turcos derrotam os sérvios e os bósnios. 1502 - Cristóvão Colombo descobre a ilha de Martinica durante sua quarta e última viagem à América. 1520 - O Papa Leão X excomunga Martinho Lutero através da bula papal Exsurge Domine. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 3/26 1580 - Filipe II de Espanha declara Guilherme I, príncipe de Orange como um fora-da-lei. 1667 - É administrada a primeira transfusão de sangue pelo Dr. Jean Baptiste. Ele transfundiu doze onças de sangue de ovelha para um rapaz de quinze anos que veio a morrer mais tarde, sendo Baptiste acusado de homicídio. 1742 - Entra em erupção o vulcão Cotopaxi, no Equador, devastando a atual província de León, uma das mais ricas do país. 1752 - Benjamin Franklin prova que um relâmpago é electricidade na famosa experiência - (papagaio + chave + relâmpago). 1775 - George Washington é nomeado comandante chefe das tropas da União que lutam contra a Inglaterra. 1808 - José Bonaparte se torna Rei da Espanha. 1813 - Simon Bolívar promulga em Trujillo, na Venezuela, o decreto de guerra e morte aos espanhóis e seus colaboradores. 1814 - O Exército de Bolívar é derrotado pelas tropas espanholas na batalha da Puerta (Venezuela). 1836 - Arkansas torna-se o 25º estado norte-americano. 1838 - Batalha do Palmar - Uruguai, em que Fructuoso Rivera toma o poder, depondo o presidente Manuel Oribe. 1844 - Charles Goodyear regista a patente da vulcanização, um processo que endurece a borracha, tornando-se o dono de uma das maiores fabricantes de pneus do mundo. 1846 - O Tratado de Oregon estabelece o 49º paralelo como a fronteira entre os EUA e o Canadá entre as Montanhas Rochosas e o Estreito de Juan de Fuca. 1904 - Morrem 1 021 pessoas no incêndio do barco General Slocum na baía de Nova Iorque. 1905 - A Princesa Margaret de Connaught casa-se com Gustavo VI Adolfo da Suécia. 1907 - A II Conferência de Paz é inaugurada em Haia, com a participação de representantes de 44 Estados. 1913 - Tropas estado-unidenses massacram, sob comando do General John Pershing, pelo menos 2000 homens, mulheres e crianças filipinas em Bud Bagsak. 1915 - Fundação do município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. 1919 - John Alcock e Arthur Brown completam a primeira viagem transatlântica sem paragens, em Clifden, Irlanda. 1920 - Definidas novas fronteiras entre Alemanha e Dinamarca. 1922 - Os aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral chegam ao Rio de Janeiro em um hidroavião, realizando a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Eles haviam saído de Lisboa em 30 de março. 1924 - São publicados os "20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada", de Pablo Neruda. 1932 - Estoura a guerra do Chaco entre a Bolívia e Paraguai, quando o major boliviano Oscar Moscoso ocupa o forte paraguaio Carlos Antonio López. 1932 - Abertura da Conferência de Lausanne (Suíça), que conseguiu resolver a questão das reparações alemãs pela guerra de 1914-1918. 1940 - Segunda Guerra Mundial - os alemães põem fim à linha Maginot, cai Verdun, na França. 1944 - Desembarque norte-americano nas Ilhas Marianas, Filipinas. 1954 - A UEFA é formada em Basileia, Suíça. 1962 - Acre é elevado á categoria de Estado. 1965 - Duros embates em Santo Domingo entre os rebeldes e as tropas do general Imbert. 1969 - Entra no ar, em São Paulo a TV Cultura. 1973 - Graves enfrentamentos no Chile entre partidários do presidente Salvador Allende e seus adversários. 1977 - Primeiras eleições democráticas em Espanha após o franquismo. 1978 - Casa-se o Rei Hussein da Jordânia (Hussein ibn Talal) com Lisa Halaby, de 26 anos. 1979 - EUA e URSS firmam em Viena o Tratado SALT II, que limita a fabricação de armas estratégicas. 1984 - A Colômbia sofre grandes inundações, deixando um grande número de mortos, feridos e desaparecidos. 1985 - Cria-se uma nova moeda na Argentina, o austral. 1990 - Violeta Chamorro, presidenta da Nicarágua, anuncia a reestruturação da instituição castrense, que inclui a redução de mais de 50% do Exército Popular Sandinista, integrado por 90 mil efetivos. 1992 - O escritor e poeta Dobrica Cosic, é eleito o primeiro presidente da nova República Federal da Iugoslávia Sérvia e Montenegro. 1994 - Israel e o Vaticano estabelecem relações diplomáticas. 1999 - Um terremoto de 6,7 graus na escala Richter sacode a zona sul e central do México e deixa uma centena de mortos, mais de 200 feridos e ao menos 16 mil desabrigados. 2002 - O Congresso dos Estados Unidos da América emite uma resolução reconhecendo que o telefone não foi inventado por Alexander Graham Bell, mas sim por Antonio Meucci. 2006 - O planeta Vênus faz uma quadratura (ângulo recto) com o planeta Netuno. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 4/26 Feriados e eventos cíclicos Dia de Anchieta. Brasil Aniversário do Estado do Acre Aniversario do município de Itajai - Santa Catarina Aniversário do município de Três Lagoas - Mato Grosso do Sul Dia do Paleontólogo Emancipação Política de Novo Gama - Goiás Emancipação Política de Valparaíso de Goiás - Goiás Mitologia romana Império Romano - Nono e último dia da Vestalia em honra de Vesta, deusa romana Santos do dia Santo Amós, profeta da Bíblia, festejado neste dia Santa Germana Cousin, mártir históricos de santa catarina Extraído de “Datas Históricas de Santa Catarina” do Jornalista Jali Meirinho. 1872 Assume a presidência da província de Santa Catarina o 3º vice Inácio Acioli de Almeida, substituindo a Guilherme Cordeiro Coelho Cintra. 1888 Circula, na capital da província, o último número da “Revista Tipográfica”, redatoriada por Luiz neves, Eleutério Neves e J. Moura 1889 Ato, desta data, nomeou Luiz Alves Leite de Oliveira Belo para a presidência da província de Santa Catarina. Foi ó último a exercer este cargo extinto, em razão da Proclamação da República 1962 Instalados nesta data os municípios de Dona Emma e Witmarsum, criados pela Lei nr. 826, de 17 de maio de 1962. 1985 Morre, em Florianópolis, o desembargador aposentado José do Patrocínio Galotti. Foi professor de História Econômica da Universidade Federal de Santa Catarina. Era natural de Nova Trento. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 5/26 Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal 1163 Bula “Omine Datum Optimum” do Papa Alexandre III, que completa os estatutos e privilegia a Ordem dos Templários. 1847 Fundação da Loja Conciliação Morreteana, de Morretes (GOB/PR) 1856 1968 Instalada a terceira Loja Inglesa no Brasil, “Southem Cross Lodge” no Recife, Pernambuco. Fundação da Loja Fraternidade de Pedro II nr. 9, de Pedro II, Grande Loja do Piauí. 1979 Fundação da Grande Loja Regular da Bélgica. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 6/26 Bloco 2- Opinião PONTO DE VISTA O Ir João Anatalino, escreve aos domingos neste espaço www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br [email protected] Minha filha caçula está morando em Sidney, na Austrália já faz quase dez anos. Somente depois de dois anos morando lá é que as autoridades australianas deixaram que ela começasse o procedimento para tirar carta de motorista. Na época em que ela me disse isso eu pensei que era exagero das autoridades australianas, pois afinal de contas a menina já dirigia a mais dez anos. E ela morou quatro anos em São Paulo, cidade que tem um dos trânsitos mais malucos do mundo. Quem consegue dirigir em São Paulo, pensava eu, tem condição para dirigir em qualquer lugar do mundo. É que nem aquela canção do Frank Sinatra que fala de New York. Se você pode fazer em New York, você pode fazer em qualquer parte. O mesmo vale para São Paulo, pensei. Isso até chegar o dia em que fui visitar a minha filha na Austrália e ver que os carros lá têm a direção do lado direito. E que o lado esquerdo da rua é que é o certo para eles. É igual na Inglaterra e em outros países de tradição inglesa. Quer dizer: o lado certo da rua para eles é o lado errado para nós. Para dirigir um carro na Austrália ou na Inglaterra é preciso mudar a orientação geográfica do nosso cérebro para aprender a enxergar a direita na esquerda e a esquerda na direita. É um tremendo exercício. Isso me deu o que pensar. Será que não é por isso que temos tanta dificuldade para entendermos uns aos outros? Explico: veja a figura ao lado: Agora imagine-se entrando nessa imagem. Finja que é você que está nessa figura. O que aconteceu? O olho direito dela não se tornou o seu esquerdo, e o esquerdo o direito? Quer dizer, quando falamos diretamente com uma pessoa, frente a frente, o lado direito dela é o nosso esquerdo e vice-versa. Dai a nossa percepção ficar prejudicada porque há um desajuste de posição nesse sentido. O que ela está vendo em você está do lado contrário do que você vê nela. Teste essa proposição um dia. Verifique se você consegue entender melhor uma pessoa quando conversa com ela de lado, ou de frente para ela. Essa é apenas uma curiosidade neurolinguística. O importante disso tudo é o questionamento que pode ser deduzido dela. Se, no processo de comunicação, o lado esquerdo das pessoas é o lado direito para nós e vice versa, é lícito pensar que o nosso cérebro, antes de decodificar a mensagem que nos vem do nosso interlocutor, precisa fazer um ajuste geográfico na fonte dessa mensagem. E ele faz isso sempre, senão a nossa comunicação seria um verdadeiro caos. Seria como chegar hoje na Inglaterra ou na Austrália, pegar um carro e sair dirigindo. A gente pode imaginar o que aconteceria. E não podemos deixar de formular uma questão filosófica em cima disso. A respeito daquilo que entendemos como verdade. Se o lado certo dos ingleses e australianos é o errado para nós, e viceversa, o que acontece com os conceitos de certo e errado? Não serão também questões de ponto de vista. E quantas coisas mais, pelas quais matamos e morremos, não seriam igualmente apenas pontos de vista? Einstein disse que era. A sua teoria da relatividade trabalha essencialmente com essa perspectiva. Fisicamente nós sabemos que a cada vez que mudamos o nosso ângulo de observação, um mundo diferente aparece aos nossos olhos. Mas filosoficamente nós temos muita dificuldade para entender e aceitar isso. Por isso é tão difícil calçar o sapato alheio. Principalmente quando ele não nos serve. E assim vamos continuar eternamente brigando por causa dos nossos pontos de vista. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 7/26 Bloco 3 – Coluna do Irmão João Gira O Ir. João Ivo Girardi [email protected] da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau, é autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” cujos assuntos desta coluna dominical são geralmente extraídos. SOFRIMENTO Sem sofrimento não há vitória, não há sucesso. (Nietzsche) 1. Cuidados Paliativos: Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. (OMS). 2. Ensaio: Texto extraído e contextualizado de uma palestra da Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes, especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, 30/04/2013. [...] Desde muito cedo na faculdade eu me interessava por alguma coisa que as pessoas não se interessavam. E foi muito difícil esse começo nas primeiras práticas da Medicina, porque eu via uma coisa muito diferente do que todo mundo dizia. Tem uma poesia de Manoel de Barros, sobre a sua namorada, que diz: ... Ela não via uma garça na beira do rio; via a beira do rio na beira da garça... então, do jeito que eu estava vendo, era despraticar as normas, como falava Manoel de Barros. Foi então que eu despratiquei as normas, porque comecei a cuidar de pessoas no fim da vida. Eu era uma residente meio odiada pelos internos, porque comecei a cuidar de pessoas que estavam morrendo, e isso fazia com, que cada vez mais entendesse o quanto a Medicina tinha para oferecer a essas pessoas; ao contrário do que todo mundo dizia, que com o paciente de cuidado paliativo não se tinha mais nada para fazer. Quando você não tem mais nada para fazer na Medicina, então você entrega o paciente para o cuidado paliativo. E o que eu estava fazendo era o cuidado paliativo. Na nossa cultura, a palavra paliativo tem algo a ver com gambiarra, e na realidade não tem nada a ver em colocar uma fita isolante num fio solto. Paliativo vem do latim pallium, que quer dizer, manto, cobertor. Era uma capa colocada nas costas dos Cavaleiros Cruzados para protegê-los das intempéries. E isso tem tudo a ver com que eu faço. Cuidado Paliativo é o cuidado de proteção contra o sofrimento, que é a natureza de uma doença grave, incurável, fora de possibilidade de tratamento de controle, que ameaça a continuidade da vida e está em progressão naquela pessoa e inexorávelmente vai levá-la à morte. Quando falamosa dessa definição longa, estamos falando da terminalidade, que todo mundo pensa que tem a ver com o tempo... Ah! Tenho menos de seis meses de vida!... Paciente terminal! A terminalidade é uma doença grave, que está progredindo, seguindo o seu curso natural e o que ela vai produzir são as intempéries, que chamamos de sofrimento. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 8/26 A doença é uma abstração da realidade; ela está nos livros, nos microscópios, nas publicações, nos filmes, etc. Mas, quando ela encontra um Ser Humano, produz uma melodia única, que se chama... sofrimento! As doenças se repetem nas pessoas, mas o sofrimento não! O sofrimento é único, cada um tem o seu. O sofrimento tem cinco tons diferentes, cinco frequências: Em todos os livros de cuidado paliativo, percebe-se que eles separam em quatro pedaços: sofrimento físico, emocional, social e espiritual. O sofrimento físico: Esse dá um barulho danado, atrapalha todos os outros sons. No tratamento paliativo, o sofrimento físico é tratado como urgência, porque há risco de vida e tem muito para se fazer em relação ao controle dos sintomas. O sofrimento emocional: Do sofrimento físico você passa para o sofrimento emocional, que é um outro tom, uma outra frequência, bem mais complexo, qualidade tipo sinfonia de Bach, complexo, rico. Medicina é fácil, gente boa! Difícil é a Psicologia. Cada ser humano é único e vai expressar nesse momento que têm consciência da sua finitude. Todo mundo vai morrer. Alguém está chocado em saber disso? Não é uma surpresa, né? Podemos morrer daqui a duas semanas, de bala perdida, de acidente de trânsito, por exemplo. Quando a gente fala de dimensão emocional, vem todo esse peso de entender, de buscar o porquê de estar acontecendo isso. O sofrimento social: Eu sou meio metida. Separo o social em duas partes: a dimensão familiar e a dimensão social. Depois que gente fica doente, nunca fica doente sozinha, fica doente a nossa família, os nossos amigos. É um buraco que precisa ser cuidado. O sofrimento espiritual: O sofrimento espiritual traz a essência de sermos humanos. A espiritualidade não tem nada a ver com religiosidade. Você encontra a espiritualidade na forma como você se relaciona consigo mesma, na forma como você se relaciona com o outro, com a natureza, com o Universo e com Deus. Há quem se relaciona com o Universo e não tem nenhuma com Deus, nem por isso essa espiritualidade é menor, ou mais importante. A gente busca sentido na nossa existência, tem que existir um por quê? - Devemos nos comportar, transformando a dor e o sofrimento (a raiz horrorosa), em algo belo (a flor), e proveitoso para nossas vidas, já dizia Nietzsche. O cuidado paliativo trata do sofrimento humano em todas essas dimensões. [...] Façamos uma reflexão. O que significa tempo quando falamos de cuidado paliativo? Para entender a importância desse trabalho, a gente tem de sacar que numa situação como esta, que você está num ambulatório, às nove horas da manhã, em que você vai atender um paciente. Ele se preparou uns três ou quatro meses atrás, esperando esse horário, e vai ter uns quinze minutos, talvez pouco menos de atenção do médico. Neste tempo de espera, ele pensou no que tem de mais importante para falar nesses quinze minutos; o médico também tem que saber o que vai dizer para ele. O tempo que eles vão trocar é exatamente o mesmo, só que a diferença entre esses dois personagens dessa cena é que ele não tem tempo a perder. Quem sentar do outro lado tem que entender a importância de que ele não tempo para desperdiçar com quem não dá importância para um ser humano até o último minuto que ele vive. Ele é muito mais que um corpo, muito mais que a dimensão biológica. Quando falamos de estatísticas, sabe-se que no Brasil morrem cerca de oitocentas mil pessoas de morte anunciada; morrem de doenças crônicas, degenerativas ou de câncer. Esta morte anunciada proporciona a chance dessa pessoa conseguir redimensionar a própria existência e compreender em que passo ela pode andar. Na ciência tem uma coisa interessante. Tudo o que você replica tem qualidade. Se você tratar um milhão de pessoas e obtiver o mesmo resultado, isto é ciência baseada em evidências. Mas na arte, gente, é o contrário. Na arte, se você replica, vira pirataria. O ser humano é único, ele não é replicante, ele não replicável. Você precisa encontrar o que há de melhor na ciência baseada em evidências. Existe muita coisa dentro do cuidado paliativo consistente, embasada, tecnicamente bem feita, e que você precisa se informar e entender a importância disso para oferecer o melhor para esse paciente, para ele fazer bem uso da vida nos momentos derradeiros. A coisa mais ética que a gente pode fazer com o cuidado paliativo, diante de um paciente no fim da vida é ouvir como a gente gostaria de ser ouvido. Só então, vamos entender o que significa estar numa estatística, quando você segura na mão de uma pessoa que faz parte desse número. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 9/26 Muita gente pergunta, mas isso é mórbido, né? ...É difícil trabalhar com morte, né? ...Nossa, que lindo seu trabalho, mas deve ser difícil, né? Então, eu digo para vocês o seguinte: é um dos trabalhos mais incríveis que tem dentro da Medicina, porque você não se esgota, ao contrário do que muita gente que estuda Burnout, diz que pessoas que trabalham com pacientes terminais, têm alto índice de exaustão profissional. É tudo mentira! Pessoas que trabalham com pacientes que morrem, sim, essas pessoas são estressadas, porque não entendem o que estão fazendo ali. Agora, quem trabalha com cuidado paliativo tem exatamente o contrário, o menor índice de estresse profissional possível, porque a gente aprende a dar valor à vida. Não somos à apologia da morte! A morte não é bonita, ela tem beleza ímpar de uma tristeza, mas ela não é bonita. A vida sim é bonita! Alguém aqui está pronto para morrer hoje? Nem levanta à mão porque depois vem falar comigo, que eu encaminho para um psícólogo. Ninguém está pronto, gente! [...] É ilusão achar que a primeira impressão é a que fica - não é não - é a última. Porque no final da vida, é impressionante como todo mundo desperta para o que é a essência do ser humano, que é o estado de amorosidade. Os pacientes têm duas alegrias, uma de viver aquele momento sem dor, outra de viver o momento em que ele consegue pedir perdão, se reconciliar com as pessoas que ele ama muito, ele consegue agradecer. Entender a sua existência de uma forma que, no final a vida faz todo sentido, Porque sabemos que no final do livro, a gente consegue entender muita coisa que, durante o livro inteiro a gente não entendeu, filme é mesma coisa. No final tem todo o sentido. [...] Por isso, quando eu falo de cuidado paliativo, eu também falo de salvar vidas, só que a gente salva vidas históricas. Vida com V maiúsculo, não um corpo, não uma doença que se cure, mas pessoas que tem chance de embarcar na primeira classe. Nessa vida aqui, independente da religião de qualquer pessoa, a gente só morre uma vez; não pode dar vexame. E preciso dizer que estou muito feliz aqui e de saber que tem mais gente que pode um dia acreditar que a morte é um dia que vale a pena viver. Rituais REEA - GLSC: (...) levai à choupana, onde a miséria e o infortúnio fazem gemer e chorar, o amparo de vossa inteligência e o supérfluo de vossas condições sociais. (RI). (...) O esforço, sofrimento provado, é o prêmio da vida, cujas alegrias são exatamente proporcionais às ações empregadas para possuí-las. (RC). JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 10/26 Bloco 4 – Irmão José Ronaldo Viega Alves O Irm.·. José Ronaldo Viega Alves* escreve aos domingos neste espaço. AS COLUNAS “B” E “J” NO TEMPLO DE SALOMÃO E O SIMBOLISMO POSTERIOR NO TEMPLO MAÇÔNICO. UM PONTO DE PARTIDA PARA DESCARTAR A HIPÓTESE SOBRE O TEMPLO MAÇÔNICO SER UMA RÉPLICA DO TEMPLO DE SALOMÃO *Irmão José Ronaldo Viega Alves [email protected] Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Oriente de S. do Livramento – RS. “Diz a tradição que durante a fuga do cativeiro os filhos de Israel tiveram seu caminho iluminado por uma coluna de fogo e para que a gratidão e as tradições fossem perpetuadas pelas gerações vindouras, Salomão determinou que junto ao Pórtico do Templo, fossem erigidas duas colunas que lembrariam ao povo este sentimento. Alguns Irmãos defendem um princípio de que as Colunas J.’. e B.’. são uma espécie de espectro energético dentro do Templo.” ( Retirado do ‘Vade-Mécum Maçônico’, pág. 103, de autoria do Irmão João Ivo Girardi) I - NTRODUÇÃO Por que será que esse assunto, AS COLUNAS J e B, sempre geraram intermináveis discussões? Para começarmos a falar sobre elas, temos que considerar sempre duas linhas de pensamento: uma que segue a Bíblia ao pé da letra e a outra que defende a idéia de que o Templo Maçônico não é a réplica do Templo de Salomão, portanto, essa segunda estabelece certa liberdade em relação ao que foi ou está definido no Livro da Lei. Em meio a isso tudo, há outra questão ainda se interpondo: os rituais, pois, ora seguem uma delas, ora seguem outras, dependendo da linha de pensamento com a qual o seu inventor esteja enquadrado. O que soa um pouco estranho, não? Mas, é por esses caminhos que vamos tentar mostrar aqui o que podem ser consideradas as teorias menos fantasiosas, digamos assim, até por que tudo vai estar fundamentado nas opiniões dos nossos melhores pesquisadores e escritores maçônicos. O simbolismo relacionado às colunas, a importância que as colunas adquiriam na história, na religião e nos costumes dos povos antigos legou uma série de vertentes para o estudioso, sendo que, a Bíblia, por exemplo, talvez seja a maior delas, e aqui, cabe dizer que para uma Maçonaria com raízes cristãs e em países de maioria cristã, isso por si só já tem um peso maior. Por isso, nada mais coerente que ficarmos sabendo um pouco sobre os significados que adquiriu o verbete “coluna” em sua relação com diferentes contextos, e já adentrando em território bíblico, mostrar algumas passagens relacionadas ao seu uso figurado, o que já é interessante, para poder dimensionar os rumos que as interpretações podem tomar. O que diz o dicionário? JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 11/26 COLUNA 1. Elemento arquitetônico de sustentação, em princípio vertical. 2. Pilar, pilastra. Fig. Apoio, sustento. O que diz o dicionário do Irmão Nicola Aslan? COLUNA – Pilar cilíndrico que sustenta abóbadas, entablamentos, etc.. Serve de ornato também em edifícios e consta de três partes: base ou pedestal, fuste e capitel. É um símbolo muito utilizado em Maçonaria. Uma coluna pode-se dizer então, que é um poste na posição vertical, que tem a finalidade de suportar partes superiores em um edifício, a exemplo de abóbadas, mas que também poderá estar isolada ou acompanhada de outras iguais, sem cumprir essa função de apoio. No âmbito do simbólico e do religioso, pode servir de marco, de monumento ou como sinal de voto, sendo também substituída por uma pilha de pedras. O sentido figurado de uso na Bíblia serve a muitas situações, onde são exemplos, Jeremias postando-se como uma coluna de ferro, contra a ímpia nação de Judá, em (Jer. 1, 18), ou quando a verdade é comparada a uma coluna e a um alicerce, sobre as quais podemos edificar, em (I Tim. 3,15), ou ainda, quando as pernas de certo anjo, visto em visão, são comparadas à colunas de fogo, em (Apo. 10,1), e muito mais. AS COLUNAS “B” E “J” E AS SUAS DESCRIÇÕES NA BÍBLIA É certo que não só a Bíblia poderá dar-nos todas as respostas, mas, em nenhum momento podemos ignorá-la, pois, o grosso do que retivemos ao ouvir sobre as colunas são provenientes, com certeza, da tradição bíblica, e especialmente, dos seus livros que se referem ao Templo de Salomão. São diversas, portanto, as passagens constantes na Bíblia que aludem às colunas, desde a construção, localizações, até a destruição delas. Com relação à construção e localização das mesmas: 2 CRÔNICAS, Cap. 3, vers. 15-17 “As duas colunas 15- O rei mandou fazer duas colunas, cada uma medindo quinze metros e meio de altura, e as colocou em frente do Templo. Cada coluna tinha no alto um remate de dois metros e vinte de altura. 16- O alto das colunas era enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas e de romãs de bronze, que eram em número de cem. 17- As colunas foram postas na frente da entrada do Templo. A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e a que ficava no lado norte se chamava Boaz.” Com referência à destruição das mesmas: 2 REIS, Cap. 25, vers. 8-14 “A destruição do Templo 8- No dia sete do quinto mês do ano dezenove do reinado de Nabucodonosor, da Babilônia, Nebuzaradã, conselheiro do rei e comandante-geral do seu exército, entrou em Jerusalém. 9- Ele incendiou o Templo, o palácio do rei e as casas de todas as pessoas importantes de Jerusalém, 10- e os seus soldados derrubaram as muralhas da cidade. 11- Então Nebuzaradã levou para a Babilônia as pessoas que haviam sido deixadas na cidade, o resto dos operários especializados e aqueles que haviam passado para o lado dos babilônios. 12- Mas deixou em Judá algumas das pessoas mais pobres e as pôs para trabalhar nas plantações de uvas e nos campos. 13- Os babilônios quebraram as colunas de bronze e as carretas que estavam no Templo e também o grande tanque de bronze. Então levaram todo o bronze para a Babilônia.” OS NOMES “BOAZ” E “JACHIM” Com relação aos nomes que serviram para denominar as colunas, vejamos o que mais podemos acrescentar no que tange as suas origens e aos seus significados: BOAZ – É nome de uma pessoa e de um detalhe arquitetônico pertencente ao Templo de Salomão, ou seja, é o nome de uma das colunas de bronze que estavam postas diante do Templo de Jerusalém, mais precisamente, aquela que ficava do lado norte. Nicola Aslan diz que a palavra Boaz escreve-se em hebraico com as letras Beth (B), Ain (letra traduzida foneticamente por uma aspiração sonora como o hi grego), e Zain (Z). Pronuncia-se Bo‟haz e significa “na força” ou “nele a força”. JAQUIM – No hebraico, ”ele (Deus) estabelecerá”. É o nome de vários personagens do Velho Testamento, e da outra coluna que estava diante do Templo, sendo que ficava do lado sul. Ainda, JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 12/26 conforme Nicola Aslan “A palavra Jachin escreve-se em hebraico com as letras Iod (I), Caph (Ch, duro), Iod (I), Nun (N). Pronuncia-se, em português, Jaquim, mas em hebraico a pronúncia é Yahhin. Esta palavra significa „estabelecerá‟, segundo uns; „tornará estável‟, segundo outros.” Com relação aos nomes dos personagens bíblicos, com os mesmos nomes das colunas, alguns autores sustentam que são figuras relativamente inexpressivas, portanto, eliminando de imediato, a hipótese de que o significado dos nomes das colunas, Jaquim e Boaz estejam relacionados com os desses personagens bíblicos. Assim sendo, os significados que lhes tem sido atribuídos considerando a etimologia das palavras seria a junção das duas ou: “Deus se estabelecerá com força”, ou também “Deus consolidou (o templo) com força (de maneira sólida)”. O Cônego Crampon, que é citado por Boucher, em seu clássico, refere-se à junção das duas palavras com a seguinte tradução: “Deus estabelece na força, solidamente, o templo e a religião dos quais Ele é o centro”. A CONSTRUÇÃO DAS COLUNAS Vejamos na sequência, esta versão sobre a construção das colunas, e que está em Reis: I REIS, Cap. 7, Vers. 13-22 (Na versão aqui utilizada da Bíblia, o nome Hiram aparece como Hurã, o que fez com que eu optasse por substituí-lo neste texto transposto por Hiram, como é mais conhecido por nós, maçons. Ainda: pode também aparecer em outras versões como Hirão.) “A tarefa de Hiram 13- O rei Salomão mandou buscar um homem chamado Hiram, um art ífice que morava na cidade de Tiro e que era especialista em trabalhos de bronze. 14- O seu pais, que já havia morrido, era de Tiro e também havia sido artífice especializado em bronze; e sua mãe era da tribo de Naftali. Hiram era um artífice inteligente e capaz. Ele aceitou o convite de Salomão e se encarregou de todo o trabalho em bronze. As duas colunas de bronze 15- Hiram fundiu duas colunas de bronze, cada uma com oito metros de altura e um metro e setenta de diâmetro, e as colocou na entrada do Templo. 16- Ele fez também dois remates de coluna, cada um com dois metros e vinte de altura, para serem colocados no alto das colunas. 17- O alto de cada coluna era enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas 18- e duas carreiras de romãs feitas de bronze.19- Os remates das colunas tinham o formato de lírios, mediam um metro e oitenta de altura 20- e foram colocados numa parte redonda que ficava por cima do desenho de correntes. Em cada remate de coluna havia duzentas romãs de bronze colocadas em duas carreiras. 21- Hiram colocou essas duas colunas de bronze na frente da entrada do Templo. A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e que ficava dono lado norte se chamava Boaz. 22- Os remates das colunas em formas de lírios, feitos de bronze, estavam no alto das colunas. E assim foi terminado o trabalho das colunas.” OS DETALHES DAS COLUNAS NA SUA RELAÇÃO COM O SIMBOLISMO MAÇÔNICO Jules Boucher faz comentários sobre os detalhes todos que compunham o alto das colunas, e que no parágrafo anterior são mencionadas conforme uma das versões da Bíblia. Cita Ragon e Leadbeater, mas, logo tem de descartá-los, pois, os mesmos admitiam usar até mesmo de uma certa clarividência que supostamente teriam para reconstituir as colunas, com os seus adereços e funções, o que é inaceitável, mas, por outro lado, mostra o quanto a Maçonaria se viu impregnada e influenciada por autores que não possuíam a seriedade que se requer nestas questões. O pior é que granjearam muitos seguidores. Diz Boucher que é tão difícil conceber, de acordo com a Bíblia, como eram feitas as duas Colunas que estavam posicionadas à frente do Templo, quanto o Templo em si. Boucher se utiliza de uma versão da Bíblia, onde podemos constatar a versão um tanto diferente com referência à descrição apresentada no parágrafo anterior, menos detalhista, e aqui eu aproveito para destacar o fato de que também as diferentes versões ou traduções da Bíblia devem ser consideradas, quando das discussões envolvendo o assunto, pois, podem surgir algumas diferenças ou até interpretações que também destoem do usual. Vou citar uma parte somente da versão da (*) Bíblia utilizada por Boucher para que façamos as comparações possíveis. “Hirão fabricou as duas colunas de bronze; a altura de uma coluna era de dezoito côvados e uma linha de dezoito côvados media a circunferência da segunda coluna. Ele fez dois capitéis de ouro fundido, para colocá-los no alto das colunas; a altura do primeiro capitel era de cinco côvados e a altura do segundo capitel de cinco côvados. JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 13/26 Havia aí treliças em forma de redes, festões em forma de pequenas correntes, nos capitéis que encimavam as colunas, sete num capitel, sete no segundo capitel. Ele fez duas ordens de romãs em torno de uma das treliças, para cobrir o capitel que encimava uma das colunas; e o mesmo fez para o segundo capitel. Os capitéis que estavam no alto das colunas, no pórtico, representavam lírios com quatro côvados de altura. Os capitéis colocados em cima das duas colunas eram rodeados de duzentas romãs, no alto; junto da êntase que ficava além da treliça, havia também duzentas romãs colocadas em torno do segundo capitel. Ele levantou as colunas no pórtico do Templo; levantou a coluna da direita e chamou-a de Jachin; depois levantou a coluna da esquerda e chamou-a de Booz. E por cima das colunas havia um trabalho representando lírios. Assim foi terminada a obra das colunas.” Fundamental também, para tirarmos nossas conclusões, é o seguinte comentário de Boucher, feito na sequência: “Lendo atentamente a descrição das Colunas, poderíamos deduzir logicamente que havia dois capitéis superpostos: um de 5 côvados de altura, o outro de 4, o que levaria a altura total das colunas a 27 côvados, ficando o módulo igual a sete. Aliás, o texto bíblico fala de sete fileiras de pequenas correntes, de um lírio com quatro côvados de altura e de capitéis com cinco côvados de altura. Se o capitel tinha uma altura de 5 côvados e os lírios 4, restaria apenas uma altura de um côvado no qual teriam de ser localizadas as sete fileiras de pequenas correntes; estas seriam então de dimensões muito pequenas e muito pouco visíveis a uma altura de 10 metros. A Bíblia não menciona nenhum pedestal e é provável que estes não existissem; as colunas deveriam ser colocadas diretamente na terra, sobre uma base de pedra. Essa duas Colunas eram semelhantes, idênticas. Somente suas posições, à direita e à esquerda, e os nomes que lhes foram dados as diferenciavam.” Ainda usando do pensamento de Boucher, ele diz que a Bíblia é formal, ou seja, ela coloca Jakin à direita e Boaz à esquerda, o que está em conformidade com o simbolismo tradicional e universal. Já no que tange à Maçonaria ele comenta que o Rito Escocês coloca as colunas respeitando essas posições, mas, o Rito Francês inverteu as respectivas posições, e que, nada justificaria essa mudança, nem mesmo o fato de que elas foram um dia transpostas do lado de fora para o lado de dentro do Templo. E alerta que apesar dos diversos autores envolvidos com essa outra questão, ela ainda continua confusa, sendo que ele credita à mesma, como tendo começado a partir do momento em que as colunas foram introduzidas no Templo, e entende que deveriam ficar na parte externa. E com relação a algumas das confusões que soem acontecer, é interessante registrarmos aqui o que foi publicado pelo Irmão Roberto Ribeiro em seu trabalho intitulado “As Colunas B e J no Templo”: “Contudo a confusão se estabelece com a elaboração dos nossos rituais que, descrevendo o Templo, ou, até mesmo, demonstrando-o por meio de uma planta, que ora mostra as colunas do lado de dentro do Templo; ora as mostra do lado de fora. Superficialmente, analisando diversos rituais, verificamos que, embora os nossos templos sejam a representação simbólica daquele construído por Salomão, as colunas, que deveriam ser fixas, dadas as suas históricas proporções, características e material nelas empregado (bronze; quatro dedos de espessura; cerca de 23 côvados de altura – mais ou menos 15 metros, etc.), são constantemente mudadas de lugar, atendendo muito mais às pretensões de quem seja o inventor do novo ritual; em indesculpável preterição daquelas informações contidas nas fontes históricas e, destacadamente na Bíblia. E tal questão ainda não está pacificada.” Até aí, tudo é passível de ser contornado, se aceitarmos o fato de que o Templo de Salomão era exatamente como o descrito na Bíblia, e que o templo maçônico não é uma réplica do Templo de Salomão. E não é, mas, não sendo, porque as discussões? Bem, a Bíblia não muda..., ou muda? O Irmão Theobaldo Varoli Filho aponta para o fato de que diferem as dimensões do par de colunas nas narrações bíblicas e nas diversas vulgatas. E os rituais mudam? Sim, a resposta foi dada no parágrafo anterior, e para explicarmos o porquê, recairíamos no tema que foi objeto do artigo anterior, e que já era motivo de reflexões lá nos tempos bíblicos: “vaidade das vaidades, tudo é vaidade.” O Irmão Kennyo Ismail, por seu turno, dá a resposta que julgo melhor fundamentada para a pergunta do título do seu artigo “As Colunas São Dentro ou Fora do Templo?”, e que vem a calhar para o nosso propósito aqui. Vejamos: “A resposta é: DENTRO. Sem sombra de dúvidas. Alguns ritualistas de plantão não gostarão, mas vamos lá. Deve-se ter em mente que o templo maçônico não é uma réplica nem uma miniatura do Templo de Salomão. O templo maçônico na verdade é simbolicamente inspirado no Templo de JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 14/26 Salomão. Vejamos: por um acaso, nossos templos possuem o altar do holocausto com fogo? Os dez castiçais? As 400 romãs? A mesa de ouro para pães? Vasos, bacias, colheres, varais e véus? Decoração com querubins, palmeiras e flores? Já o Templo de Salomão, tinha tronos para Primeiro e Segundo vigilantes? Esquadro e Compasso? Sol e Lua? Colunetas de ordens de arquitetura gregas? Colunas zodiacais (REAA)? Maço e cinzel, nível e prumo? Fica evidente que o templo maçônico não é uma cópia do Templo de Salomão, recebendo apenas inspiração deste. Essa inspiração está presente, por exemplo, na orientação do Templo em Oriente, Ocidente, Norte e Sul; nas Colunas J e B, no Mar de Bronze (presente em alguns ritos). Sendo o templo maçônico um templo simbólico, seus símbolos devem estar, antes de tudo, visíveis para que sirvam de ensinamento àqueles que no templo se encontram. Ora, as colunas J e B são os símbolos fundamentais de um templo maçônico, referência para os Aprendizes e Companheiros, presentes inclusive em seus ensinamentos. Os ritualistas deveriam defender os rituais, e não modificá-los. Infelizmente, não é isso o que acontece. Tanto os antigos rituais do Rito Escocês como os do Rito de York, e aqueles que derivam desses, têm claramente as colunas no lado interno do templo. Aqueles que defendem as colunas no lado externo, ou seja, no átrio, não se baseiam nos rituais maçônicos, e sim na descrição bíblica. São como radicais religiosos, interpretando as Escrituras Sagradas ao pé da letra e exigindo o cumprimento daquela interpretação como uma verdade absoluta. Simplesmente não entenderam que o templo maçônico definitivamente NÃO é o Templo de Salomão, possuindo inclusive símbolos de outros povos e épocas posteriores, como as Ordens Arquitetônicas comentadas anteriormente. Se quiserem colocar as colunas do lado de fora do templo, deveriam colocar também o Mar de Bronze. Já que defendem que no Altar de Juramentos representa o Altar do holocausto, deveriam tacar fogo nele e jogá-lo no átrio. A festa estaria completa, com a Bíblia seguida à risca e o Templo sem altar e sem colunas. Isso poderia ser qualquer coisa, menos um templo maçônico.“ Como pudemos observar, nada melhor que consultar vários estudiosos... Aliás, na questão dos ornamentos das colunas, o Irmão Theobaldo Varoli Filho, grande estudioso, pronunciou-se assim: “Quanto às interpretações maçônicas dos ornamentos das duas colunas, a verdade é que se baseiam simplesmente em tradições da Ordem e não na realidade bíblica. E faço questão de usar esse pensamento do Irmão Varoli, para que atentemos, por exemplo, para algumas limitações que acabam surgindo em nossas pesquisas, ou quem sabe, algumas encruzilhadas... Uma delas, eu diria que, é esse item 6, referente ao verbete COLUNAS SALOMÔNICAS, do “VadeMécum Maçônico” do Irmão Girardi, e que diz assim: “São estéreis as discussões sobre os Globos, um, celeste, e outro terrestre, encimando os capitéis. É lícito estudar esses globos em seu simbolismo, mas com a condição de não pretender fazer história, pelo menos porque os personagens da Bíblia ignoravam a esfericidade da Terra e o seu mapa do céu não era certamente o da astronomia atual.” É algo para se pensar. A TRANSFORMAÇÃO DAS COLUNAS EM SÍMBOLO MAÇÔNICO As colunas começaram a fazer parte do simbolismo maçônico a partir do século XV III. De lá para cá, muitas dúvidas tem surgido, assim como, controvérsias. Diz Aslan: “As Espadas, as Velas, a Câmara de reflexão, o Painel da Loja, são vestígios cabalísticos, como também as Colunas B e J. Os cabalistas estabeleciam uma ligação entre as duas colunas e o nome de Deus. As duas colunas eram a base de um triângulo, cujo vértice era no Altar colocado no centro do Templo Sagrado, „como o coração‟ é o centro do homem. Consideravam o Nome Divino como o „coração‟ do templo.” E depois de citar os alquimistas e os hermetistas, Aslan diz ainda:”As Colunas B e J representavam para os ocultistas, que impregnaram a Maçonaria com as suas doutrinas, os princípios masculino e feminino, considerados base da criação.” O Irmão Paulo Roberto que escreve no JB, referindo-se a essa transformação das colunas em símbolo maçônico escreveu: “Sendo o simbolismo da Maçonaria baseado no Templo de Salomão, era natural que estes importantes ornamentos do Templo fossem incluídos no sistema, e, assim, antes mesmo da metade do século XVIII, deles se falava nos catecismos (rituais) maçônicos. (...) O catecismo de 1731 descreve o seu nome, as suas dimensões, o material com que foram construídas, mas nada diz do seu significado simbólico. Dudley foi o primeiro (...) a dizer que as Colunas representavam o poder de sustentação do Grande Deus... Hutchinson foi o primeiro a introduziu na Maçonaria a idéia do simbolismo das Colunas. (...) Preston, posteriormente, introduziu JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 15/26 o simbolismo, consideravelmente ampliado, dentro do sistema de instruções. Adotou o referência dos Pilares do Fogo e da Nuvem, que é ainda conservada.“ A VELHA QUESTÃO: O TEMPLO MAÇÔNICO É UMA RÉPLICA DO TEMPLO DE SALOMÃO? As colunas começaram a fazer parte do simbolismo maçônico a partir do século XV III. De lá para cá, muitas dúvidas tem surgido, assim como, controvérsias. O assunto em pauta, quer deixar em evidência, o quanto a idéia do Templo Maçônico como réplica do Templo de Salomão, acabou por gerar discussões e confusões ao longo do tempo, e deveria ser obrigatório de parte dos nossos instrutores ou do Irmão 1° Vigilante sempre que possível, no período de instruções, ou leitura de trabalhos, procurar mostrar melhor essa questão, esclarecendo, separando um e outro, dando ênfase para o simbolismo contido aí e a idéia do templo interior, que é o que deve prevalecer. Ouve-se muito, ainda, a “teoria” da réplica... Vejamos algumas opiniões para desfazer a teimosia e servir de subsídios para os Irmãos. O Irmão Joaquim Roberto Pinto Cortez disse o seguinte: “Um aspecto bastante difícil de ser explicado é o fato de que nossos Templos sejam colocados como réplicas do „Templo de Salomão‟. Sabemos que a existência de um templo, como nós conhecemos hoje é coisa bastante recente.” Os Irmãos Eleutério Nicolau da Conceição e Walter Celso de Lima, assim dispuseram em seu livro: “O templo maçônico não é a réplica do antigo Santuário hebreu, apenas faz referências simbólicas àquele edifício. Se assim fosse, seria necessário retirar do interior do templo maçônico todos os outros elementos que não tivessem correlatos no Templo de Salomão. Assim, seriam retirados o mar de bronze (presente em alguns ritos), pois este ficava fora, à direita da entrada do templo; o altar dos juramentos, equivalente ao altar dos sacrifícios, que também ficava fora do Templo;os tronos do Venerável e dos Vigilantes, que não existiam (Salomão nunca teve um trono no interior do Templo), todos os outros assentos, como também decoração de colunas zodiacais (existente no REAA), inexistentes naquele Templo e, por último, todos os maçons que não fossem judeus, pois só filhos desse povo podiam entrar no Templo de Jerusalém. A simbologia maçônica foi buscar referências, além do Templo de Salomão, na cultura Greco-romana (ordens de arquitetura), mesopotâmica e judaica (pavimento mosaico), parlamento britânico, (posição dos obreiros em duas colunas norte e sul) e igrejas medievais. É da composição de todas essas influências que surgiu o edifício maçônico, não apenas do Templo de Jerusalém. Assim , todos os símbolos maçônicos estão bem colocados no interior do templo, seguindo a prescrição tradicional de cada rito, independentemente de seu posicionamento original no Templo de Salomão.” A COLUNA DE NUVEM E A COLUNA DE FOGO Os estudiosos estão convictos que há pontos enigmáticos ainda em relação aos significados religiosos das colunas. A verdade é que eram consideradas sagradas, e se estavam no Templo de Salomão, deveriam estar relacionadas à divindade. No Templo de Salomão, no seu palácio, em Jerusalém, as colunas foram bastante utilizadas. Consta que em seu palácio havia o Salão das Colunas, que era como uma espécie de pórtico com colunas (I Reis 7,6). As colunas gêmeas Jaquim e Boaz, como estavam do lado de fora do Templo de Jerusalém, talvez servisse para a sustentação da arquitrave do vestíbulo da entrada, assim como, podem ter sido colunas memoriais, e sendo assim nada sustentavam, mas, fazendo o povo de Israel manter as lembranças das colunas de nuvem e fogo que guiaram o povo de Israel quando em sua peregrinação pelo deserto. Foi citada logo após o título do presente trabalho e oriunda da tradição bíblica também a relação das colunas B e J com as colunas que acompanharam, digamos assim, os israelitas pelo deserto. O Irmão Arony Natividade da Costa refere-se a essa possibilidade em trabalho de sua lavra quando diz: “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem e de noite numa coluna de fogo para guiá-los pelo caminho, de dia e de noite. A coluna de nuvem, e a coluna de fogo, de dia e de noite, nunca se afastaram do povo; numa demonstração clara e evidente de que Deus amparava o seu povo, os israelitas. (...) Então a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás. Assim a coluna de nuvem era escuridão para os egípcios e para os israelitas clareava a noite, de sorte que, durante toda a noite, estes e aqueles não pudessem aproximar-se.” JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 16/26 A opinião de Aslan sobre esse aspecto vale ser registrada aqui: “Existe ainda, para os simbolistas, uma grande relação entre as colunas B e J e as duas colunas que precederam os israelitas quando atravessaram o deserto. De noite, uma coluna de fogo iluminava a sua marcha; de dia, uma nuvem os protegia do ardor solar. Pensaram os simbolistas que as duas colunas existentes no pórtico do templo de Salomão fossem uma alusão a este fato bíblico. Calcott escreveu que “a Coluna da direita representava o pilar da nuvem e a da esquerda o fogo”. CONCLUSÃO No início do presente trabalho anunciei que estaria fundamentado na opinião de respeitáveis estudiosos Maçons. E será que esgotamos o assunto, agindo assim? Nem pensar. Durante as leituras que precederam o trabalho em pauta, o capítulo “As Colunas “B” e “J” no Simbolismo Maçônico” constante no livro “Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo” de Nicola Aslan, creio que foi o mais completo e esclarecedor que pude ler, e isso, na minha modesta opinião de leitor inveterado. Fica a recomendação para todos os que leram este trabalho, a sua leitura obrigatória. O que eu diria ainda, é que essa leitura abre outros horizontes, contempla outros ângulos, e um alerta logo no começo do artigo me chamou muito a atenção: “Lembremo-nos que a Maçonaria não é estática, ela é, ao contrário, eminentemente dinâmica. É necessário, pois, percorrermos caminhos não usados, e abrirmos novas veredas para o conhecimento, não esquecendo que a história dos povos e a história das religiões são as bases da história e do simbolismo maçônicos. É lá que foram encontradas as origens verdadeiras das colunas B e J, que os séculos relegaram ao esquecimento, origens que os simbolistas e exegetas maçons nem mesmo suspeitaram.” Acho que vou finalizar, de uma maneira condizente com aquele que é consciente de quando deve parar, e não guardo certeza de já não ter citado o que vem a seguir numa outra ocasião, porém, não custa nada repetir o que sempre tem importância, e vindo do Irmão Varoli: “Quanto à interpretação maçônica das duas colunas, os autores apresentam várias conjeturas, muitas delas baseadas em biblistas protestantes e católicos. Se esses escritores tivessem respeitado a regra pela qual o maçom deve parar onde não pode mais explicar, não chegariam a emaranhar-se nos despropósitos que aventaram e inventaram, causando a impressão de que a Maçonaria não passa de uma confusão.” (*) Com referência à Bíblia utilizada por Boucher, consta ao final do capítulo, pág. 198, que a tradução em questão é a “La Sainte Bible”, de acordo com os textos originais do Cônego Crampon, 1° Livro de Reis, cap. VI, sendo que no parecer de Boucher, era a tradução mais confiável (Sic) à época da feitura do seu livro “A Simbólica Maçônica‟. Referências Bibliográficas: Internet: JB News n° 1177, de 22/11/2013 – “Transformação das Colunas em Símbolo Maçônico” – Artigo do Irmão Paulo Roberto – ARLS Rei David nr.58 GLSC Revistas: A TROLHA, n°221 – “As Colunas B J” – Trabalho do Irmão Cristiano Roberto Scali O PRUMO, n°100 – “As Duas Colunas “J” e “B”: Seu Valor e o que Representam” – Trabalho do Irmão Arony Natividade da Costa Livros: Antologia da Academia Niteroiense Maçônica de Letras, História, Ciências e Artes – Marques Saraiva Gráficos e Editores – 2006 - “As Colunas B e J no Templo” – Trabalho do Irmão Roberto Ribeiro Bíblia Sagrada com Enciclopédia Bíblica Ilustrada – Sociedade Bíblica do Brasil - 2011 Dicionário Enciclopédico Ilustrado VEJA-LAROUSE – Volume 6 – Editora Abril S/A2006 ASLAN, Nicola. “Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 1997 BOUCHER, Jules. “A Simbólica Maçônica” – Editora Pensamento CONCEIÇÃO, Eleutério Nicolau da & LIMA, Walter Celso de. “ARTE REAL – Reflexões Históricas e Filosóficas” – Editora Tribo da Ilha 2014 CORTEZ, Joaquim Roberto Pinto. “A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. – 2011 JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 17/26 CHAMPLIN, R.N. “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” Volumes 1 e 3 – Editora Hagnos – 2008 GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite – Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. - 2008 ISMAIL, Kennyo. “Desmistificando a Maçonaria” – Universo dos Livros – 2012 VAROLI FILHO, Theobaldo. “Curso de Maçonaria Simbólica” 1° Tomo Aprendiz) – Editora A Gazeta Maçônica S.A. Bloco 5 – Aulas de Maçonaria (aula nr. 8) Ir Eleutério Nicolau da Conceição: Contato: [email protected] HISTÓRIA DA MAÇONARIA: AULA NR. 8 O Ir Eleutério Nicolau da Conceição, MI da ARLS Alferes Tiradentes nr. 20, (GLSC) de Florianópolis, e membro da Academia Catarinense Maçônica de letras, por solicitação do JB News, vem apresentando um seriado com doze aulas sobre a História da Maçonaria. Clique no link para acompanhar a Aula de hoje, a de número , sobre a História da Maçonaria que focaliza “A Questão Religiosa no Brasil”. Boa leitura. HTTP://WWW.JBNEWS33.COM.BR/INFORMATIVOS/ANEXOS/AULA_NR.08003_D3_A8-.PDF JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 18/26 Bloco 6– Perguntas & Respostas Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Não se esqueça de enviar sua pergunta ao Irmão Pedro Juk ( [email protected] ) identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência. Degraus para o sólio Questão apresentada em 12/02/2014 pelo Respeitável Irmão Marcílio Marchi Testa, Loja Crivo da Razão, 3.107, REAA, GOSP/GOB, Oriente São Paulo. [email protected] Recorro mais uma vez à sua sapiência: Quantos degraus tem um Templo Maçônico do REAA do Ocidente para o Oriente? Quantos do Oriente para o Trono do Venerável? Certo de elucidar esta dúvida, que nos foi feita por Irmãos Aprendizes, visto que encontramos Templos com 2, 3, 4 e até 6 degraus em nossas visitas. Raciocínio: O simbolismo do REAA inaugurado a partir do seu primeiro ritual simbólico em 1.804 na França, já que o Rito em questão com os seus altos graus não possuía os três primeiros, servindo-se destes, a partir da fundação do Primeiro Supremo Conselho, daqueles oriundos das Lojas azuis norte-americanas. Com o advento do Segundo Supremo Conselho (1.802), agora em solo francês, o REAA careceria da implantação dos três primeiros graus que continuavam, mesmo na França, a sofrer influência das Lojas azuis, porém adaptados para o costume francês do Grande Oriente da França. Em 1.804 aparece então o primeiro ritual simbólico para o escocesismo. Neste, sob a influência dos “antigos”, a topografia do Templo não possuía degrau nem grade separatória do Oriente, ficando restritos os desníveis ao Altar do Oriente (lugar do Venerável) com três degraus. Como o Grande Oriente da França no decorrer dos próximos anos encamparia os graus escoceses até o Grau Capitular, ou 18, ficando com o Segundo Supremo os do 19 até o 33, apareceriam as hoje extintas Lojas JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 19/26 Capitulares. É a partir desse evento que os templos escoceses no que tange aos três primeiros graus começariam a adquirir outro formato (como os conhecidos na atualidade), pois a necessidade capitular ergueria o nível do Oriente, dentre outros. Como as Lojas Capitulares teriam uma vida efêmera, já que não tardaria o retorno dos Graus 4 ao 18 ao Segundo Supremo Conselho, ficando o simbolismo sob a tutela do Grande Oriente da França, as coisas retornariam ao seu devido lugar, todavia permaneceria a topografia do Templo com o Oriente elevado à moda capitular, fato que subsiste até os dias atuais de modo consuetudinário. Como esse assunto é vasto e não é mote dessa questão, fica aqui apenas esse pequeno registro para indicar a origem desses degraus no escocesismo que, por provável influência da cabala (tradição) hebraica no Rito em questão, daria um número de sete degraus assim divididos: um degrau para o Oriente (elevado), três degraus para o Sólio (trono), dois degraus para a cátedra do Primeiro Vigilante e um degrau para a cátedra do Segundo Vigilante, cuja soma desses desníveis é o número sete, daí os “sete degraus”. Ocorre que o “achismo” de alguns - porque acham e não sabem o porquê - acabaram confundindo número de degraus com costumes de outros ritos, assim equivocadamente no Brasil, principalmente, colocaram quatro degraus para o Oriente e três para o Sólio para obter diretamente sete, o que é um verdadeiro equívoco. De fato, são sete degraus para o escocesismo, contudo distribuídos entre o Oriente, Sólio e Vigilantes e não apenas entre o Oriente e o Sólio. Infelizmente não é só isso que encontramos, pois já tivemos a oportunidade de verificar Orientes elevados com um número elevado de degraus bem ao gosto de alguns. Assim, ratifico. Já que a topografia capitular é consuetudinária no simbolismo do Rito Escocês, são sete os degraus divididos entre o Oriente, o Sólio e as cátedras dos Vigilantes, destacando-se que entre o Oriente e o Ocidente deveria existir apenas um degrau. T.F.A. PEDRO JUK – [email protected] – Mar/2014 Bloco 7 – Destaques JB (Resenha Final) programação - ordens do dia – EVENTOS – CONVITES – Pratique a intervisitação – 16.06.14 20h00 16.06.14 20h00 16.04.14 20h00 20,00 16.06.14 20h00 17.06.14 20,00 Loja Fraternidade Catarinense nr. 09 Rodovia SC-401 REAA – (GOSC) Rua Benjamin Constant, 196, Centro Loja Paz e Amor nº 998 (GOB/SC) Histórico no Oriente de São Francisco do Sul: Avenida Beira-Mar Loja Professor Mâncio da Costa nr. Norte Florianópolis – 1977 – REAA – GOB/SC ao lado do terminal Rua Benjamin Constant, 196, Centro Histórico no Oriente Loja Paz e Amor 5ª nº. 998 de São Francisco do Sul: Loja Harmonia e Felicidade nr. 4129 Itapema – SC GOB/SC Rua Baleia Jubarte, Quintessência de Bombinhas 4293 Jantar Ritualístico Instalação e Posse: do Ir Marcos Cesar Neves Jantar Ritualístico Instalação e Posse: Marcos Cesar Neves Instalação: Maurício Rusche Instalação e posse: Ir.˙. Carlos JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 20/26 242 – 1º andar/Sala 11 Augusto Lustosa – Bombinhas-SC Av. Gov. Celso Instalação e posse: Ir.˙. Luiz Carlos Ramos, 707 – Itapema Costa Esmeralda 3595 GOB/SC Pomiecinski –SC Jantar Ritualístico pelo Solstício de Graus Filosóficos – Solstício de Jardim Atlântico Inverno Inverno Templo: Obreiros da Não haverá Sessão por ser feriado. Paz em Canasvieiras – Apenas reunião com os Mestres Loja Templários da Nova Era, 91 Florianópolis Instalados da Loja Sessão em Grau de AM: 1)Apresentação de Peça de Templo do Condomínio Arquitetura para ascensão de grau Loja Alferes Tiradentes nº 20 – em Bom Abrigo – pelo Irmão Áureo dos Santos. REAA (GLSC) Florianópolis 2)Ritualística. 3)Momento de meditação. Não haverá Sessão pelo jogo da Loja Fraternidade Catarinense nr. 09 Rodovia SC-401 – Florianópolis Sel. Brasileira REAA – GOSC Jantar Ritualístico, no Ritual Canasvieiras Hotel Britânico – (Tratar c/Ir. Lima – Loja Alvorada da Sabedoria Canasvieiras [email protected] (GOB/SC) Florianópolis GOB/SC 17.06.14 20,00 18.06.14 20h00 19.06.14 20h00 20.06.14 20h00 23.06.14 24.06.14 20h00 24.06.14 16h00 Loja Rei David, 58 – REAA (GLSC) 24.06.14 20h00 Rua Vidal Ramos – Centro Florianópolis Loja Regeneração Catarinense, 138 – Rua Vidal Ramos – Centro Florianópolis REAA – GOB/SC 25.06.14 20h00 Loja Lara Ribas nº 66 – REAA (GOSC) Templo da Rodovia SC-401 26.06.14 20h00 Loja Templários da Nova Era, 91 REAA (GLSC) Templo Obreiros da Paz em Canasvieiras Florianópolis 27.06.14 20h00 27.06.14 20h00 28.06.14 17h00 28.06.14 17h00 30.06.14 20h00 30.06.14 20h00 Última Sessão da atual Administração. Grau de Aprendiz Maçom Sessão Pública – Dia da Saudade “Jantar de Mesa” em homenagem ao Solstício que marca a chegada do Inverno no Hemisfério Sul. O Sol atingirá o Trópico de Câncer no dia 21.06.14 às 07h51. É o momento do ano em que um dos hemisférios do planeta recebe a menor quantidade de energia proveniente do Sol. A noite é maior que o dia. Palestra do Ir∴ Gilberto José Graff sobre “Ritualística no R∴E∴A∴A∴”. Sessão em Grau de AM Templo do Condomínio 1)Apresentação do Relatório final Loja Alferes Tiradentes nº 20 (GLSC) em Bom Abrigo da administração 2013/2014. Florianópolis 2)Momento de meditação. Rua Machado de Assis, Instalação do Ir:. Sebastião Jorge Loja Professor Clementino de Brito 110 - Estreito Gomes Gonçalves nr. 2115 – REAA – GOB/SC Florianópolis/SC Instalação e Posse dos novos Templo Nobre GLSC Veneráveis Mestres Sessão Magna de Instalação e Posse no Templo da Grande Loja de Santa Catarina - GLSC, no Templo Nobre da Campeche, onde serão instalados e Grande Loja de Santa Catarina GLSC – Florianópolis empossados os novos Veneráveis Mestres para a administração 2014/2015. Sessão Magna de Instalação e Posse Loja Fraternidade Catarinense nr. 09 Rodovia SC-401 – Florianópolis da nova administração REAA – GOXC Rua Bias Peixoto - 200 Instalação: Ir:. Carlos Eduardo Loja Perfeição de Biguaçú, nr. 3156 - Itaguaçu Nascimento GOB/SC Florianópolis/SC JB News – Informativo nr. 1.377 01.07.14 16h00 02.07.14 20h00 02.07.14 20h00 04.07.14 20h00 05.07.14 20h30 26.07.14 15.08.14 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 21/26 “Primeira Sess.: da Nova Adm. Posse dos DDign.: e OOfic.: da Rua Vidal Ramos, Loja. V.: M.: Ir.: Luiz Carlos Loja Rei David, 58 – REAA (GLSC) Centro Florianópolis Martins; 1º Vig.: Ir.: Noraldino de Souza Lima; 2º Vig. Ir.: Sérgio Martins Nacif. Fundação Unitas – Sessão Magna de Aniversário – 15 Loja Giuseppe Garibaldi , 76 Estreito anos R.Adonhiramita – GOSC Sessão Magna de Instalação. O Ir MM Maycon Rodrigo Templo da Rodovia Baldessari será instalado no “Trono Loja Lara Ribas nº 66 (GOSC) SC-401 do Rei Salomão” e administrará a Loja com os demais Obreiros, até 2015. Sessão em Grau de AM: 1)Posse dos cargos da Administração 2014/2015. 2) Apresentação do Cronograma de Templo do Condomínio Trabalho para o 2º Semestre de Loja Alferes Tiradentes nº 20 (GLSC) em Bom Abrigo 2014. 3) Considerações sobre a Florianópolis sistemática da Administração. 4) Cadeia de União - transmissão da Palavra Semestral. Um grande abraço fraterno Jantar Dançante em comemoração Círculo Militar – Rua aos 87 anos de Fundação da Grande Loja do Estado de São Paulo Abílio Soares, 1589 – GLESP. – Contato com a própria Ibirapuera – SP G.Loja. CMSB – 2014 Belo Horizonte http://www.cmsb2014.com.br diadomacom2014.com.br. XLVII Encontro do Dia do Maçom Criciúma - SC Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de Junho (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - Data 03.06.2009 06.06.1984 06.06.1985 21.06.1994 24.06.1911 24.06.1999 24.06.2002 24.06.2005 24.06.2005 http://www.mrglsc.org.br Nome da Loja Oriente Elimar Baumgarten, 109 Obreiros de Salomão, 39 República Juliana, 40 Harmonia Brusquense,61 Acácia Itajaiense, 01 Luz, 72 Fraternidade Itajaiense, 85 Amizade ao Cruzeiro do Sul II, 90 Cinzel, 89 Timbó Blumenau Laguna Brusque Itajaí Jaraguá do Sul Itajaí Joinville Curitibanos JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 22/26 GOSC - Data 03/06/1985 06/06/2003 07/06/2010 09/06/1975 14/06/1993 20/06/1979 21/06/1999 26/06/2001 https://www.gosc.org.br Nome da Loja Obreiros da Luz Livres Pensadores Joaquim José Rodrigues Livres Telúricos Ordem e Progresso Tordesilhas Luz do Oriente João de Deus Jacques DeMolay Oriente Lages Lages Maravilha Brusque Laguna Itajaí São Francisco Do Sul Itajaí GOB/SC - Data 01.06.98 01.06.93 03.06.96 05.06.01 08.06.84 08.06.87 10.06.10 14.06.09 20.06.05 21.06.10 23/06/30 24.06.97 24.06.04 29.06.10 30.06.03 http://www.gob-sc.org.br/gobsc Nome da Loja Fritz Alt - 3194 Acquarivs - 2768 Luz Esotérica - 3050 Vigilantes da Verdade - 3398 União e Trabalho do Iguaçu-2243 União Mística - 2440 Aurora Joinvillense - 4043 Renascer do Vale - 4007 Luz de Correia Pinto - 3687 Cavaleiros Da Paz - 3948 Luz e Verdade Iii- 1066 São João Batista - 3061 Acácia do Oriente - 3596 Ouroboros - 4093 Acácia de Imbituba 3506 Joinville Florianópolis Porto União Tubarão Porto União Videira Joinville Penha Lages São José Joinville São João Batista Joaçaba Florianópolis Imbituba Oriente JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Encontro dia do Maçom agosto, nos dias 15, 16 e 17 em Criciúma - SC Pág. 23/26 JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 24/26 1 – Do chão da minha terra passos largos do meu destino sabe eu (Hiran de Melo) vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=vN0d8shw32U&feature=youtu.be 2 – Mainau, ilha das flores: GERMANY-Mainau-Ilha-das-Flores.pps 3 – Orquídeas do Vietnan: Orchideas-de-Vietnam.pps 4 – Michelangelo: michealangelo2_cd.pps 5 – Evolução das auto caravanas EVOLUCAO-DAS-AUTO-CARAVANAS.pps 6 – A História do Bondinho de Açucar (Rio de Janeiro): A-Hist-do-Bond-Pao-de-Acucar.ppt 7 - Filme do dia: Lutero (filme dublado) https://www.youtube.com/watch?v=vbpyoveTOH8 JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 25/26 O Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira* escreve aos domingos neste espaço. Provinciana, como a chamavam, mas uma Cidade encantadora ! Parece que o mundo inteiro é diferente deste lugar. Gente alegre, e sonhadora, não vê a pobreza como rival da felicidade. A língua, a genética, a cultura, e o coração generoso, fizeram, desta gente, um povo especial. Quase tudo veio de Portugal... Cercada de montanhas, e de água por todos os lados, está protegida por um céu azul, parecendo os lindos JB News – Informativo nr. 1.377 Florianópolis (SC) – domingo, 15 de junho de 2014. Pág. 26/26 olhos do Criador ! Terra de pessoas místicas, acolhe benzedeiras, macumbeiras, e crê em alma do outro mundo. Mula sem cabeça, medo do escuro, e até cobra mamando, no seio da mãe do bebê, juram ter visto. Quando a luz prateada, invade os mares, nas madrugadas, cenário mais lindo, não há ! O velho pescador chora de emoção, e a mulher, ao seu amado, entrega o coração ! Mas, um mistério se instalou nesta Ilha. As bruxas desapareceram... Eram malvadas e feias. Muito feias. Gargalhavam, estremecendo os ares, assustando os pescadores nos mares. Desdentadas, cabelos longos e desalinhados, cheirando mal, e habitando cavernas, eram o símbolo da maldade, especializadas em feitiçarias. Descobriu-se, finalmente, o mistério. Todas as mulheres, daqui, são generosas, bonitas e cheirosas. Não há mais ambiente para bruxas. Foram viver noutro lugar ! Veja mais poemas do autor: Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com/ * Sinval Santos da Silveira MI da ARLS.·. Alferes Tiradentes
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