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Sistemas de Produção para Arroz e Feijão Programa de Pós Graduação em Agronomia Colheita, Secagem, Beneficiamento e Classificação do Arroz Discentes José Roberto Rambo Lais Meneghini Nogueira Docente Prof. Dr. Orivaldo Arf Abril - 2014 Fonte: Zaccaria, (2014). Fonte: Zaccaria, (2014). Introdução A obtenção da qualidade de arroz envolve: - Variedades de arroz; - Práticas culturais; - Colheita, secagem e armazenamento; - Beneficiamento, classificação e embalagem. ARROZ 27% da dieta calórica 20% da proteína consumida do mundo Fonte: EMBRAPA, 2009 Figura: Maiores Produtores Mundiais de Arroz, 2006. Fonte: EMBRAPA, 2006. Figura: Média da quantidade produzida de arroz em casca, segundo o período, nos maiores estados produtores e no Brasil – Toneladas. Fonte: Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul Figura: Consumo Per Capita de Arroz no Mundo. Fonte: Embrapa Aumentar o tempo de conservação e reduzir as perdas pós-colheita O que devemos fazer? conhecer e utilizar práticas adequadas de manuseio durante as fases de colheita, armazenamento, comercialização e consumo Altos rendimentos e um produto final de boa qualidade com adequada aceitação comercial, deve-se estabelecer: - Melhor época de colheita; - Período de armazenamento para cada cultivar e sistema de cultivo utilizado. Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/ Colheita Ponto ideal de colheita O teor de umidade do grão adequado está entre 18 e 23% Melhor qualidade e Maior rendimento O teor de umidade do grão adequado está entre 18 e 23% De forma visual o ponto de colheita é determinado quando: 2/3 dos grãos vítreos 1/3 dos grãos farináceos Morder os grãos ou apertá-los pode ser um bom indicativo de ponto de corte: a) se o grão amassar – o arroz ainda encontra-se imaturo; se quebrar encontra-se na fase semidura, e a colheita poderá ser iniciada. Colheita antecipada (umidade elevada) Maior proporção de grãos malformados e gessados (má aparência ao produto acabado, são mais fracos e quebram-se nas operações de beneficiamento) Colheita tardia (umidade baixa) Maior pela degrana natural, favorecendo o trincamento dos grãos e a redução do rendimento de grãos inteiros no beneficiamento Métodos de colheita Manual 10 dias de trabalho de um homem: corta 01 hectare Etapas: - corte; - enleiramento; - recolhimento; - trilhamento. Fonte: Arf, 2010. Semimecanizado - Etapa manual: corte e recolhimento; - Etapa mecânica: trilhamento, em trilhadoras estacionárias. Fonte: Arf, 2010. Mecanizado Arroz irrigado são equipadas com pneus arrozeiros ou com pneus duplados, de maior superfície de contato com o solo, ou com esteiras. Fonte: Planeta Arroz Arroz de terras altas automotrizes ou montadas e acionadas pelo trator. Fonte: Embrapa Arroz e Feijão RAMBO, F. S.; (2014) Perdas na colheita Três tipos de perdas: Antes da colheita – Colheita fora de época, ocorrência de chuvas em excesso, granizo, ventos, debulha natural, ataque de pássaros. Na plataforma de colheita ( até 85% ) Plataforma convencional: - Molinete: baixa ou excesso de velocidade; ou má posição na hora de operação; - Barra de corte: com navalhas que podem estar quebradas, tortas, trincadas ou sem fio, dedos tortos, folga de peças; - Velocidade de corte; - Densidade da cultura: baixa densidade dificulta o trabalho da plataforma; - Presença de Plantas Daninhas; - Umidade de grãos. Mecanismos internos da colhedora 1) Perdas do cilindro, pouca velocidade ou muita distância entre cilindro e côncavo – resultado panículas sem debulhar; 2) Perdas do saca palha: semelhante ao anterior; 3) Perdas nas peneiras: trilha curta ou furos da tela muito fechados e ar mal dirigido, insuficiente ou excessivo, perdas junto com a palha. Figura: Colhedora Mecânica de Arroz e Representação de Perdas. Unidade de apanha (73,2%) Saca-palha (13%) Degrana natural (4%) Peneiras (10%) Foto: http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4084 Dados: Embrapa Arroz e Feijão Recomendações técnicas para se evitar perdas na colheita de arroz Terras altas • Horário de colheita – Evitar a colheita pela manhã; • Teor de umidade dos grãos: 16 a 23%; • Regulagem e manutenção da colhedora. Irrigado •Equipar a colhedora com rodado de esteira; •Controlar a velocidade do molinete para não ultrapassar em 25% a velocidade de avanço da máquina; •Regular adequadamente a abertura entre o côncavo e o cilindro batedor para obter máxima eficiência na trilha e mínimo dano e perdas de grão; •Evitar velocidades de operação excessivas. IRRIGADO conhecimento da melhor época para se drenar a lavoura antes da colheita. Drenagem antecipada pode acarretar decréscimo de produtividade. A época de drenagem varia com: - características do solo e da cultivar; - deve ser realizado dez dias antes da ceifa do arroz, para maior facilidade de locomoção da máquina na área, sem prejuízo para a produtividade e a qualidade dos grãos. Após a colheita pré- limpeza antes da secagem -reduz os riscos de incêndio; -facilita o movimento do ar e das sementes (uniformização da secagem); -reduz custos (não vai secar impurezas); - diminui as fontes de inoculo de microrganismos e de pragas. Fonte: Rombaldi (1988); Elias, (2000). Limpeza • Máquina de ar e peneira; • Similar a máquina de pré-limpeza, porém com mais recursos para separar impurezas não eliminadas na pré-limpeza; • Número maior de opções de peneiras e um melhor controle de ventilação que aspira ou sopra as impurezas mais leves que o grão/semente. Figura: Equipamentos de Limpeza e Pré-Limpeza de Arroz. Fonte: Zaccarias, (2014). Fonte: Embrapa Arroz e Feijão. Secagem • Uma das principais operações no sentido de se obter um produto de boas características; • Deve ser realizada em menor tempo possível após a colheita dos grãos; • Finalidade reduzir o teor de umidade do produto até um nível adequado à sua estocagem por um período elevado (PUZZI, 2000). Adequada Inadequada altos padrões de qualidade às sementes. resultados drásticos, levando lotes de alta qualidade inicial a serem descartados para fins de semeadura ou não alcançarem padrões de qualidade aceitáveis para serem comercializados como grãos. Métodos de secagem - natural Fonte: Embrapa Arroz e Feijão Fonte: Borda do Campo - artificiais *silos aerados e secadores mecânicos Secador vertical Fonte: Embrapa Arroz e Feijão Parâmetros que influenciam a taxa de secagem e a eficiência do processo são: - temperatura; - umidade relativa do ambiente; - temperatura e fluxo do ar de secagem; -grau de umidade inicial e final do produto (ideal de 12 13% para arroz com casca). Sementes Grãos T < 45°C T < 70°C Umidade grão T secador pode RECOMENDAÇÃO Secagem intermitente Fonte: (Embrapa Arroz e Feijão) calor excessivo ar muito quente ou com alta umidade O que pode ocasionar danos físicos, químicos e biológicos? alternância de ar quente e frio uso inadequado das vazões de ar Fonte: Brooker apud Elias, (2000) Armazenamento Armazenamento responsável pela preservação da qualidade dos grãos evitando perdas. As condições do ambiente de armazenamento e as características das sementes armazenadas influenciam a qualidade final do produto. Armazenar umidade dos grãos 13% para manter a umidade: UR 60% e 27°C ATENÇÃO: LIMPEZA DOS ARMAZÉNS ATAQUE DE ROEDORES Mais aplicado no Brasil: armazenamento em sacaria(pequenas quantidades) Vantagens: permite a estocagem de vários produtos na mesma construção, otimizando a estrutura do produtor (ELIAS, 2000). Desvantagens: elevado preço da sacaria movimentação altamente dispendiosa elevada necessidade de mão de obra exigência de muito espaço por unidade de peso favorecimento da perda de qualidade das sementes Armazenamento em sacaria: - manter boa ventilação nas pilhas - uso de estrados de madeira para ventilação inferior, com altura mínima de 12 cm - limitar a altura das pilhas em 4,5 m Fonte: Embrapa Arroz e Feijão O sistema de armazenamento para grandes quantidades é normalmente feito a granel, em silos adequados - ganha-se tempo; - evita-se perdas; - preserva as qualidades do produto por mais tempo. Fonte: Puzzi, (2000); Elias et al., (2004) Carregá-los com os grãos resfriados, ou parcialmente resfriados, e mantê-los sob temperaturas mais baixas possíveis - máximo de 18ºC por aeração, com o objetivo de remover ou distribuir a umidade e calor acumulados. Figura: Silo armazenador a granel Fonte: Embrapa Arroz e Feijão Fatores que afetam o tempo de armazenamento: - Época de colheita; - Grau de umidade das sementes e manejo, a que o produto esteve sujeito antes do armazenamento. Perdas no armazenamento Os grãos são submetidos a variações ambientais de temperatura e umidade suscetíveis ao ataque de insetos, roedores e fungos. - Deterioração e perda do valor nutricional ; - Produção de micotoxinas produto impróprio e prejuízos econômicos. As principais micotoxinas do arroz: - aflatoxinas, ocratoxina A, zearalenona, citrinina e fumonisinas. Tabela: Perdas e Reduções na Produtividade a nível de campo do arroz destinado a indústria e a semente durante as fases de pré-colheita, colheita e pós-colheita no RS. Fonte: Embrapa Clima Temperado Beneficiamento - Preparo industrial de produtos para consumo; - Ato de transformar produto primário em um produto industrializado de maior valor; - No arroz para consumo: separação da casca do resto do grão; - Na produção de sementes: retirada de materiais indesejados e estratificação por qualidade de materiais. Figura: Aspecto Geral Composição do Grão de Arroz. Fonte: Borges, 2005. Tabela: Formas de Comercialização de Arroz e Descrição do Beneficiamento. Formas de Comercialização Tipo de Beneficiamento Arroz Integral Grão de Arroz do qual somente a casca foi retirada possuindo ainda aproximadamente 10% de farelo. Arroz Polido Grão de Arroz do qual foi retirada totalmente o germe e o pericarpo. Arroz Parboilizado Integral Grão de Arroz que foi submetido ao processo de parboilização e foi apenas descascado. Arroz Parboilizado Polido Grão de Arroz submetido ao processo de parboilização, descascado e polido Fonte: Adaptado Pascual, (2010). Parboilização (parcialmente fervido) – processo de encharcamento em água potável do grão de arroz ainda em casca sob temperatura de 60-70ºC, seguido autoclavagem (110-115ºC) e secagem lenta. Vantagens: -Migração de vitaminas hidrossolúveis e minerais para o centro do grão; -Redução da quebra de grãos durante a moagem; -Mudanças de qualidade de grão quando cozido; -Aumento da vida de prateleira; -Esterilização do grão. Tabela: Características Tecnológicas de Cultivares de Arroz. Parboilização IRGA IRGA 425 PUITÁ Arize QM Arize QM 424 INTA-CL 1010 1010 CL Temperatura da Água de encharcamento (ºC) 65 65-70 63-68 60-65 60-65 Tempo de encharcamento (h. min.) 5-6 5-6 4:30-5 5-5:30 5-5:30 Temperatura de autoclavagem (ºC) 110 110-118 112-118 110-116 110-116 Pressão de autoclavagem (kg cm-2) 0,50 0,35-0,45 0,35 Tempo de autoclavagem (min.) 10 10-16 11-21 0,35-045 0,35-0,45 10-14 10-14 Fonte: Adaptado da Reunião Técnica da Cultura do Arroz, 2012. Tabela. % de Gelatinização de Grãos de Arroz sob diferentes pressões de Autoclavagem . Fonte: Adaptado de Paiva et al. 2013. Tabela: Desempenho industrial do arroz beneficiado pelo processo convencional de arroz branco e parboilizado. Tipo de % % Grãos % Grãos Beneficiamento Renda Inteiros Quebrados Branco Polido 59,8 b 54,7 b 5,1 a Parboilização 69,2 a 66,2 a 3,0 b Fonte: Adaptado de Fagundes, 2010. Tabela: Rendimento de Grãos Inteiros Submetidos a Manejos de Ar na Secagem Estacionária, e Beneficiados pelo Processo Convencional Branco Polido e por Parboilização. Manejo do ar de secagem Antes da Secagem Logo após a secagem Manejo 1 – Branco Polido 62,44 b 62,36 b Manejo 2 – Branco Polido 62,59 b 62,53 b Manejo 1 – Parboilizado 66,24 a 66,17 a Manejo 2 - Parboilizado 66,25 a 66,23 a Fonte: Adaptado de Barbosa et al., 2009. Tabela. Composição do grão de arroz (em 100 g). Fonte: Adaptado de Castro et al. 1999. Tabela. Conteúdo de matéria mineral (MM), extrato etéreo (EE), fibra total (FT) de grãos de cultivares de arroz submetidos a diferentes beneficiamentos [branco, parboilizado (parb) e integral (Int)] (% na MS). MM EE FT Cultivares Int Parb Branco Int Parb Branco Int Parb Branco BR-IRGA 409 1,17 0,62 0,28 3,09 0,75 0,26 11,0 3,49 2,89 BR-IRGA 410 1,10 0,58 0,28 3,20 0,49 0,32 10,7 2,86 2,86 IRGA 416 1,27 0,67 0,34 3,39 0,46 0,45 10,9 3,61 2,11 IRGA 417 1,03 0,50 0,25 2,56 0,40 0,27 13,2 5,20 3,57 Fonte: Adaptado de Storck et al. 2005. Figura: Esquema do processo de beneficiamento de arroz por polimento e por parboilização. Arroz em Casca (Parboilização) Arroz em Casca (Polimento) Pré-Limpeza Pré-Limpeza Encharcamento Gelatinização Descascamento Secagem Polimento Descascamento Seleção Polimento Seleção Empacotamento Empacotamento Fonte: Adaptado de Rodrigues, 2008. Figura: Imagens Ilustrativas de Arroz Branco (A), Arroz Integral (B) e Arroz Parboilizado (C). B) A) Fonte: r2cpress, 2014 Fonte: http://sinapseslinks.files.wordpress.com/, (2013) C) Fonte: Coradini, 2014 Polimento – expressa a remoção do germe e das camadas internas e externas do arroz, e quanto mais intenso for o polimento maior é o número de camadas perdidas. Características Positivas: - Melhora atributos de aparência e gosto do arroz; - Aumenta a conservação do arroz. Características Negativas: - Perdas nutricionais. Tabela: Efeitos da Intensidade de Polimento sobre parâmetros de desempenho industrial e teor de ácido fólico em grãos de Arroz. Fonte: Adaptado de Vanier et al. 2010. Figura: Descascador de Arroz (A), Brunidor (Polimento) (B) e Selecionador de Grãos (C). A) B) C) Fonte: Zaccarias (2014) e CORIPIL (2014). Componentes que podem maximizar e/ou minimizar o percentual de grãos inteiros de arroz no beneficiamento: - Umidade dos grãos na colheita; - Umidade de beneficiamento (13 a 14% de umidade); - Método de colheita; - Condições climáticas ; (Vieira e Carvalho, 1999) Tabela: Umidade de Colheita, Grãos Inteiros, Índice de Gessamento e Produção de sementes de cultivares IAC-238 e IAC-242, colhidas em diferentes períodos após florescimento. Média de dois anos agrícolas (1988/89 e 1992/93). Cultivar/ Dias Após Florescimento Umidade de Colheita (%) Grãos Inteiros (%) Índice de Gesamento (%) Produção (kg.ha-1) IAC-238 15 43,9 a 24,6 c 79,6 a 2394,0 d 22 31,7 b 54,0 b 16,6 b 3725,5 c 29 27,5 c 64,6 a 6,3 c 4630,9 b 36 25,0 d 66,7 a 5,4 c 5095,8 ab 43 20,9 e 68,1 a 5,6 c 5230,0 a 50 18,7 f 66,5 a IAC-242 4,8 c 5254,5 a 15 41,5 a 27,3 c 83,1 a 2407,5 d 22 31,2 b 54,8 b 15,4 b 3838,2 c 29 28,1 c 65,3 a 5,3 c 4650,4 b 36 26,2 c 65,5 a 4,8 c 4996,2 ab 43 21,2 d 67,9 a 5,7 c 5224,6 a 50 18,3 e 67,1 a 5,7 c 5251,5 a Fonte: Adaptado de Lago et al. 1997. Figura: Média do percentual de grãos inteiros de quatro cultivares de arroz irrigado em duas safras agrícolas (2007/08 e 2008/09), em resposta ao momento de aplicação de fungicida com mistura formulada de propiconazol+trifloxistrobina, colhidos com diferentes graus de umidade. Santa Maria-RS, 2011. Fonte: Adaptado Teló et al. 2011. - Características dos Cultivares; - Condições de estocagem do arroz; - Equipamentos utilizados no beneficiamento; (Vieira e Carvalho, 1999) Tabela: Valores percentuais de rendimentos de grãos inteiros e grãos quebrados em cultivares de arroz de terras altas. Jaboticabal (SP). Safra 2006/2007. Fonte: Adaptado de Mingotte et al., 2012. Figura: Relação entre colheitas feitas com o passar dos dias após florescimento médio e o armazenamento no rendimento de benefício (A) e rendimento de grãos inteiros (B) do arroz de terras altas irrigado. Selvíria, Estado do Mato Grosso do Sul, 2003/04. A) B) Fonte: Adaptado de Binotti et al., 2007. Tabela: Rendimento de grãos inteiros (%) no beneficiamento de 12 cultivares e linhagens de arroz de terras altas, em cinco épocas de colheita (na maturação, 7, 14, 21, 28 dias após). Lavras, 2001. Fonte: Ribeiro et al. 2004. Tabela. Valores médios de rendimento de benefício, rendimento de grãos inteiros e grãos quebrados obtidos em arroz cultivado após diferentes coberturas vegetais. Selvíria (MS), safras 2001-2002 e 2002-2003. Coberturas Vegetais Rendimento de Benefício (%) Rendimento de Grãos Inteiros (%) Grãos Quebrados (%) 2001-2002 2002-2003 2001-2002 2002-2003 2001-2002 2002-2003 Sorgo Granífero 71,6 71,4 ab 62,5 60,1 bc 9,1 11,3 ab Milheto 71,6 71,3 ab 61,7 60,8 abc 9,8 10,5 ab Milho 71,7 70,9 b 62,4 60,9 abc 9,3 10,1 ab Mucuna Preta 71,8 70,9 b 61,5 59,4 c 10,4 11,6 a Guandu 71,0 72,2 a 61,4 62,6 a 9,5 9,5 b Crotalária 71,4 71,8 ab 61,2 60,6 abc 10,4 11,2 ab Pousio 71,8 71,9 ab 62,6 61,9 ab 9,1 10,0 ab Fonte: Adaptado de Cazetta et al. 2006 Tabela. Produtividade em sete municípios e características de qualidade de grãos de linhagens avançadas de arroz de terras altas na região MédioNorte. Safra 1998/99 Linhagem Produtividade Kg.ha-1 Grãos Inteiros % Grãos Total % Carajás (t1) 4389 60,0 69,0 CNA 8172 3806 64,0 68,8 Canastra (t2) 3783 58,0 65,8 CNA 8704 3783 44,9 61,9 Primavera (t3) 3713 56,0 66,2 CNA 8536 3662 55,8 69,4 CNA 8693 3661 50,0 66,4 CNA 8707 3574 55,2 67,4 CNA 8540 3558 55,5 68,6 CNA 8798 3539 59,6 72,9 IAC 1483 3424 47,0 66,2 Caiapó (t4) 3138 64,0 68,0 Fonte: Adaptado de Pereira et al. 2000 Figura. Quantidades aproximadas de produtos e subprodutos obtidos a partir do beneficiamento do arroz em casca. Arroz em Casca (50 Kg) Casca (10 Kg) Arroz Integral (40 Kg) Farelo (4 kg) Arroz Polido (36 kg) Arroz Quebrado (7 kg) Arroz Inteiro (29 kg) Quebrados Médios (2,5 kg) Quebrados Grandes (3 kg) Quirera (1,5 kg) Fonte: Adaptado de Castro et al. (1999). Para CONAB 2014: - Renda Básica: 68% de benefício; - Renda Inferior a 68% de benefício – sofrer deságio por quilo, para cada unidade percentual inferior ao limite. Tabela: Deságios a serem aplicados por renda inferior a 68%. Classe Longo Fino Longo Região/UF Deságios (R$/kg) Região I – RS e SC 0,0089 Região II – Regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste (exceto MT) e PR 0,0089 Região III – Região Norte e MT 0,0081 Região I – RS e SC 0,0069 Região II – Regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste (exceto MT) e PR 0,0057 Região III – Região Norte e MT 0,0066 Fonte: CONAB, 2014. Classificação de Arroz Instrução Normativa 06/2009 – MAPA O arroz será classificado em Grupos, Subgrupos, Classes e Tipos, conforme o disposto a seguir: O arroz, segundo a forma de apresentação, será classificado nos seguintes grupos: I - arroz em casca; e II - arroz beneficiado. O arroz em casca e o arroz beneficiado, de acordo com o processo de beneficiamento, serão classificados nos seguintes subgrupos: I - subgrupos do arroz em casca: a) arroz natural; e b) arroz parboilizado; O arroz em casca e o arroz beneficiado, de acordo com o processo de beneficiamento, serão classificados nos seguintes subgrupos: II - subgrupos do arroz beneficiado: a) arroz integral – apenas retirada a casca do arroz ; b) arroz polido – branco, possui quase que exclusivamente o endosperma do grão; c) arroz parboilizado integral; e d) arroz parboilizado polido. O arroz no Brasil é classificado nas seguintes classes após o polimento: Longo Fino: é o produto que contém, no mínimo, 80% do peso dos grãos inteiros medindo 6,00 mm ou mais no comprimento, a espessura menor ou igual a 1,90 mm e a relação comprimento/ largura maior ou igual a 2,75; Longo: no mínimo 80% do peso dos grãos inteiros medindo 6,00 mm ou mais no comprimento; Médio: no mínimo 80% do peso dos grãos inteiros, medindo de 5,00 mm a menos de 6,00 mm no comprimento, Curto: é o produto que contém, no mínimo, 80% do peso dos grãos inteiros medindo menos de 5,00 mm de comprimento; e Misturado: é o produto que não se enquadra em nenhuma das classes anteriores. Tabela: Valores médios das dimensões do grão beneficiado (mm) de cultivares de arroz de terras altas, submetidas a diferentes doses de nitrogênio em cobertura. Jaboticabal (SP). Safra 2006/2007. Fonte: Adaptado de Mingotte et al., 2012. Tabela: Características Físicas de Cultivares de Arroz. Fonte: Adaptado da Reunião Técnica da Cultura do Arroz, 2010. Classificação da dimensão dos grãos de arroz na Europa: Arroz de Grãos Curtos (Arroz Redondo) – Grãos que tem comprimento inferior ou igual a 5,2 mm e cuja relação comprimento/largura é inferior a 2. Utilizado para fazer arroz doce. Arroz de Grãos Médios (Curtos e dilatados) – Grão possui comprimento superior a 5,2 mm e inferior ou igual a 6,0 mm, e cuja relação comprimento/largura é inferior a 3. Utilizado para fazer paelha e risoto. Arroz de Grãos Longos (Longos e Finos) – Comprimento superior a 6,0 mm. Não se aglomeram depois de cozidos. Fonte: Comissão Européia, 2014. Figura: Preferências do Arroz no Mundo Fonte: EMBRAPA, 2014. Serão desclassificados e considerados impróprios para o consumo humano, com a comercialização proibida, apresentarem uma ou mais das situações indicadas a seguir: I - mau estado de conservação; II - percentual de grãos mofados, ardidos e enegrecidos, igual ou superior a 5%; III - percentual de matérias estranhas e impurezas, igual ou superior a 3%; IV - odor estranho impróprio ao produto; V – presença de sementes tratadas, sementes tóxicas, insetos vivos, tais como carunchos ou gorgulhos e outras pragas de grãos armazenados; e VI - percentual de insetos mortos superior a 0,10% dentro do total de matérias estranhas e impurezas. Fonte: BRASIL, 2009. Tipos de Arroz: Tabela: Arroz Beneficiado Integral – limites máximos de tolerância em %/peso. Tipo Matérias estranhas e Impurezas Mofados e Ardidos Picados ou Manchados Gessados e Verdes Vermelhos e Pretos Amarelos Total de Quireras e Quebrados 1 0,10 0,15 1,75 2,00 1,00 0,50 4,00 2 0,20 0,30 3,00 4,00 1,50 1,00 7,50 3 0,30 0,50 4,50 6,00 2,00 2,00 12,50 4 0,40 1,00 6,00 8,00 3,00 3,00 15,00 5 0,50 1,50 8,00 10,00 4,00 5,00 20,00 Fonte: BRASIL, 2009. Obs: Limite máximo de tolerância admitido para grão marinheiro é de 10 grãos em 1000 gramas para todos os tipos de arroz. Tipos de Arroz: Tabela.Arroz Beneficiado Parboilizado Polido – limites máximos de tolerância em %/peso. Tipo Matérias estranhas e Impurezas Mofados, Ardidos e Enegrecidos Picados ou Manchados Não Gelatinados Danificados Rajados Quirera máximo Total de Quireras e Quebrados 1 0,05 0,20 1,75 20,00 0,50 1,00 0,40 4,50 2 0,10 0,40 3,00 25,00 1,00 1,50 0,50 7,00 3 0,15 0,60 4,50 35,00 1,50 2,00 0,75 9,00 4 0,20 0,80 6,00 45,00 2,00 3,00 1,00 11,00 5 0,25 1,00 8,00 55,00 3,00 4,00 1,25 15,00 Fonte: BRASIL, 2009. Obs: Limite máximo de tolerância admitido para grão marinheiro é de 5 grãos em 1000 gramas para todos os tipos de arroz. Tabela: Relação entre alguns aspectos da cultura e a qualidade de grãos do arroz cultivado no ecossistema de terras altas. Fonte: Castro et al. 1999. Tabela: Preços Mínimos para Classe Longo Fino Fonte: CONAB, 2014. Tabela: Preços Mínimos para Classe Longo Fonte: CONAB, 2014. Tabela: Custo de Produção Arroz(R$/ha) – 2013. Descrição Valor para MT Valor para (R$) RS (R$) Valor para SC (R$) Operações* 534,00 2001,00 1571,00 *(Colheita) (106,38) (358,31) (260,33) Operações Manuais - 130,00 207,00 Insumos 999,00 1412,00 1189,00 Administração 288,00 463,00 484,00 Pós Colheita 153,00 561,00 521,00 Colheita e Pós-Colheita Custo Total 13,14% 1974,12 20,13% 4567,00 19,68% 3971,00 Fonte: AGRIANUAL, 2014. Vídeo Produção de Semente de Arroz Reportagem produzida pela EPAGRI-SC Disponível no site: https://www.youtube.com/watch?v=hQ2AzpkSsBg Fonte: EMBRAPA, 2014 Obrigado a tod@s pela atenção