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Sistemas de Produção para Arroz e Feijão
Programa de Pós Graduação em Agronomia
Colheita, Secagem,
Beneficiamento e
Classificação do Arroz
Discentes
José Roberto Rambo
Lais Meneghini Nogueira
Docente
Prof. Dr. Orivaldo Arf
Abril - 2014
Fonte: Zaccaria, (2014).
Fonte: Zaccaria, (2014).
Introdução
A obtenção da qualidade de arroz envolve:
- Variedades de arroz;
- Práticas culturais;
- Colheita, secagem e armazenamento;
- Beneficiamento, classificação e embalagem.
ARROZ
27% da dieta calórica
20% da proteína consumida do
mundo
Fonte: EMBRAPA, 2009
Figura: Maiores Produtores Mundiais de Arroz, 2006.
Fonte: EMBRAPA, 2006.
Figura: Média da quantidade produzida de arroz em casca, segundo o período,
nos maiores estados produtores e no Brasil – Toneladas.
Fonte: Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul
Figura: Consumo Per Capita de Arroz no Mundo.
Fonte: Embrapa
Aumentar o tempo de conservação e reduzir as
perdas pós-colheita  O que devemos fazer?
conhecer e utilizar práticas adequadas
de manuseio durante as fases de
colheita, armazenamento,
comercialização e consumo
Altos rendimentos e um produto final de
boa qualidade com adequada aceitação
comercial, deve-se estabelecer:
- Melhor época de colheita;
- Período de armazenamento para cada cultivar e sistema
de cultivo utilizado.
Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/
Colheita
Ponto ideal
de colheita
O teor de umidade do grão
adequado está entre 18 e 23%
Melhor qualidade
e
Maior rendimento
O teor de umidade do grão
adequado está entre 18 e 23%
De forma visual o ponto de colheita é
determinado quando:
2/3 dos grãos
vítreos
1/3 dos grãos
farináceos
Morder os grãos ou apertá-los pode ser um bom
indicativo de ponto de corte:
a) se o grão amassar – o arroz ainda encontra-se
imaturo; se quebrar encontra-se na fase
semidura, e a colheita poderá ser iniciada.
Colheita antecipada
(umidade elevada)
Maior proporção de grãos malformados e gessados
(má aparência ao produto acabado, são mais fracos
e quebram-se nas operações de beneficiamento)
Colheita tardia
(umidade baixa)
Maior pela degrana natural, favorecendo o trincamento
dos grãos e a redução do rendimento de grãos inteiros
no beneficiamento
Métodos de colheita
Manual
10 dias de trabalho de um homem: corta 01 hectare
Etapas:
- corte;
- enleiramento;
- recolhimento;
- trilhamento.
Fonte: Arf, 2010.
Semimecanizado
- Etapa manual: corte e recolhimento;
- Etapa mecânica: trilhamento, em trilhadoras
estacionárias.
Fonte: Arf, 2010.
Mecanizado
Arroz irrigado  são equipadas com pneus arrozeiros ou com pneus
duplados, de maior superfície de contato com o solo, ou com esteiras.
Fonte: Planeta Arroz
Arroz de terras altas  automotrizes ou montadas e
acionadas pelo trator.
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão
RAMBO, F. S.; (2014)
Perdas na colheita
Três tipos de perdas:
Antes da colheita
– Colheita fora de época, ocorrência de chuvas em
excesso, granizo, ventos, debulha natural, ataque
de pássaros.
Na plataforma de colheita ( até 85% )
Plataforma convencional:
- Molinete: baixa ou excesso de velocidade; ou má posição na
hora de operação;
- Barra de corte: com navalhas que podem estar quebradas,
tortas, trincadas ou sem fio, dedos tortos, folga de peças;
- Velocidade de corte;
- Densidade da cultura: baixa densidade dificulta o trabalho da
plataforma;
- Presença de Plantas Daninhas;
- Umidade de grãos.
Mecanismos internos da colhedora
1) Perdas do cilindro, pouca velocidade ou muita distância
entre cilindro e côncavo – resultado panículas sem
debulhar;
2) Perdas do saca palha: semelhante ao anterior;
3) Perdas nas peneiras: trilha curta ou furos da tela muito
fechados e ar mal dirigido, insuficiente ou excessivo,
perdas junto com a palha.
Figura: Colhedora Mecânica de Arroz e Representação de Perdas.
Unidade de
apanha (73,2%)
Saca-palha (13%)
Degrana
natural (4%)
Peneiras (10%)
Foto: http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4084
Dados: Embrapa Arroz e Feijão
Recomendações técnicas para se
evitar perdas na colheita de arroz
Terras altas
• Horário de colheita – Evitar a colheita pela manhã;
• Teor de umidade dos grãos: 16 a 23%;
• Regulagem e manutenção da colhedora.
Irrigado
•Equipar a colhedora com rodado de esteira;
•Controlar a velocidade do molinete para não ultrapassar
em 25% a velocidade de avanço da máquina;
•Regular adequadamente a abertura entre o côncavo e o
cilindro batedor para obter máxima eficiência na trilha e
mínimo dano e perdas de grão;
•Evitar velocidades de operação excessivas.
IRRIGADO  conhecimento da melhor época para se
drenar a lavoura antes da colheita. Drenagem antecipada
pode acarretar decréscimo de produtividade.
A época de drenagem varia com:
- características do solo e da cultivar;
- deve ser realizado dez dias antes da ceifa do arroz,
para maior facilidade de locomoção da máquina na
área, sem prejuízo para a produtividade e a qualidade
dos grãos.
Após a colheita
pré- limpeza antes da secagem
-reduz os riscos de incêndio;
-facilita o movimento do ar e das sementes (uniformização da
secagem);
-reduz custos (não vai secar impurezas);
- diminui as fontes de inoculo de microrganismos e de pragas.
Fonte: Rombaldi (1988); Elias, (2000).
Limpeza
• Máquina de ar e peneira;
• Similar a máquina de pré-limpeza, porém com mais
recursos para separar impurezas não eliminadas na
pré-limpeza;
• Número maior de opções de peneiras e um melhor
controle de ventilação que aspira ou sopra as
impurezas mais leves que o grão/semente.
Figura: Equipamentos de Limpeza e Pré-Limpeza de Arroz.
Fonte: Zaccarias, (2014).
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão.
Secagem
• Uma das principais operações no sentido de se obter
um produto de boas características;
• Deve ser realizada em menor tempo possível após a
colheita dos grãos;
• Finalidade  reduzir o teor de umidade do produto
até um nível adequado à sua estocagem por um
período elevado (PUZZI, 2000).
Adequada
Inadequada
altos padrões de qualidade às sementes.
resultados drásticos, levando lotes
de alta qualidade inicial a serem
descartados
para
fins
de
semeadura ou não alcançarem
padrões de qualidade aceitáveis
para serem comercializados como
grãos.
Métodos de secagem
- natural
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão
Fonte: Borda do Campo
- artificiais
*silos aerados e secadores mecânicos
Secador vertical
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão
Parâmetros que influenciam a taxa de secagem e a
eficiência do processo são:
- temperatura;
- umidade relativa do ambiente;
- temperatura e fluxo do ar de secagem;
-grau de umidade inicial e final do produto (ideal de 12 13% para arroz com casca).
Sementes
Grãos
T < 45°C
T < 70°C
Umidade grão
 T secador pode
RECOMENDAÇÃO
Secagem intermitente
Fonte: (Embrapa Arroz e Feijão)
calor excessivo
ar muito quente ou
com alta umidade
O que pode ocasionar danos físicos, químicos e
biológicos?
alternância de ar
quente e frio
uso inadequado das
vazões de ar
Fonte: Brooker apud Elias, (2000)
Armazenamento
Armazenamento  responsável pela preservação da
qualidade dos grãos evitando perdas.
As condições do ambiente de armazenamento e as
características das sementes armazenadas influenciam
a qualidade final do produto.
Armazenar  umidade dos grãos 13%
para manter a umidade: UR 60% e 27°C
ATENÇÃO: LIMPEZA DOS ARMAZÉNS
ATAQUE DE ROEDORES
Mais aplicado no Brasil: armazenamento em
sacaria(pequenas quantidades)
Vantagens: permite a estocagem de vários produtos na mesma construção,
otimizando a estrutura do produtor (ELIAS, 2000).
Desvantagens: elevado preço da sacaria
movimentação altamente dispendiosa
elevada necessidade de mão de obra
exigência de muito espaço por unidade de peso
favorecimento da perda de qualidade das sementes
Armazenamento em sacaria:
- manter boa ventilação nas pilhas
- uso de estrados de madeira para ventilação
inferior, com altura mínima de 12 cm
- limitar a altura das pilhas em 4,5 m
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão
O sistema de armazenamento para grandes quantidades
é normalmente feito a granel, em silos adequados
- ganha-se tempo;
- evita-se perdas;
- preserva as qualidades do produto por mais tempo.
Fonte: Puzzi, (2000); Elias et al., (2004)
Carregá-los com os grãos
resfriados, ou parcialmente
resfriados, e mantê-los sob
temperaturas
mais
baixas
possíveis - máximo de 18ºC por aeração, com o objetivo
de remover ou distribuir a
umidade e calor acumulados.
Figura: Silo armazenador a granel
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão
Fatores que afetam o tempo de armazenamento:
- Época de colheita;
- Grau de umidade das sementes e manejo, a que o
produto esteve sujeito antes do armazenamento.
Perdas no armazenamento
Os grãos são submetidos a variações
ambientais de temperatura e
umidade  suscetíveis ao ataque de insetos, roedores e fungos.
- Deterioração e perda do valor nutricional ;
- Produção de micotoxinas  produto impróprio e prejuízos econômicos.
As principais micotoxinas do arroz:
- aflatoxinas, ocratoxina A, zearalenona, citrinina e
fumonisinas.
Tabela: Perdas e Reduções na Produtividade a nível de campo do arroz
destinado a indústria e a semente durante as fases de pré-colheita, colheita e
pós-colheita no RS.
Fonte: Embrapa Clima Temperado
Beneficiamento
- Preparo industrial de produtos para consumo;
- Ato de transformar produto primário em um produto
industrializado de maior valor;
- No arroz para consumo: separação da casca do resto
do grão;
- Na produção de sementes: retirada de materiais
indesejados e estratificação por qualidade de materiais.
Figura: Aspecto Geral Composição do Grão de Arroz.
Fonte: Borges, 2005.
Tabela: Formas de Comercialização de Arroz e Descrição do Beneficiamento.
Formas de Comercialização
Tipo de Beneficiamento
Arroz Integral
Grão de Arroz do qual somente a casca foi retirada possuindo
ainda aproximadamente 10% de farelo.
Arroz Polido
Grão de Arroz do qual foi retirada totalmente o germe e o
pericarpo.
Arroz Parboilizado Integral
Grão de Arroz que foi submetido ao processo de
parboilização e foi apenas descascado.
Arroz Parboilizado Polido
Grão de Arroz submetido ao processo de parboilização,
descascado e polido
Fonte: Adaptado Pascual, (2010).
Parboilização (parcialmente fervido) – processo de
encharcamento em água potável do grão de arroz ainda
em casca sob temperatura de 60-70ºC, seguido
autoclavagem (110-115ºC) e secagem lenta.
Vantagens:
-Migração de vitaminas hidrossolúveis e minerais para o
centro do grão;
-Redução da quebra de grãos durante a moagem;
-Mudanças de qualidade de grão quando cozido;
-Aumento da vida de prateleira;
-Esterilização do grão.
Tabela: Características Tecnológicas de Cultivares de Arroz.
Parboilização
IRGA
IRGA 425 PUITÁ Arize QM Arize QM
424
INTA-CL
1010
1010 CL
Temperatura da Água de
encharcamento (ºC)
65
65-70
63-68
60-65
60-65
Tempo de encharcamento
(h. min.)
5-6
5-6
4:30-5
5-5:30
5-5:30
Temperatura de
autoclavagem (ºC)
110
110-118
112-118
110-116
110-116
Pressão de autoclavagem
(kg cm-2)
0,50
0,35-0,45
0,35
Tempo de autoclavagem
(min.)
10
10-16
11-21
0,35-045 0,35-0,45
10-14
10-14
Fonte: Adaptado da Reunião Técnica da Cultura do Arroz, 2012.
Tabela. % de Gelatinização de Grãos de Arroz sob diferentes pressões de
Autoclavagem .
Fonte: Adaptado de Paiva et al. 2013.
Tabela: Desempenho industrial do arroz beneficiado pelo processo
convencional de arroz branco e parboilizado.
Tipo de
%
% Grãos
% Grãos
Beneficiamento
Renda
Inteiros
Quebrados
Branco Polido
59,8 b
54,7 b
5,1 a
Parboilização
69,2 a
66,2 a
3,0 b
Fonte: Adaptado de Fagundes, 2010.
Tabela: Rendimento de Grãos Inteiros Submetidos a Manejos de Ar na Secagem
Estacionária, e Beneficiados pelo Processo Convencional Branco Polido e por
Parboilização.
Manejo do ar de secagem
Antes da Secagem
Logo após a secagem
Manejo 1 – Branco Polido
62,44 b
62,36 b
Manejo 2 – Branco Polido
62,59 b
62,53 b
Manejo 1 – Parboilizado
66,24 a
66,17 a
Manejo 2 - Parboilizado
66,25 a
66,23 a
Fonte: Adaptado de Barbosa et al., 2009.
Tabela. Composição do grão de arroz (em 100 g).
Fonte: Adaptado de Castro et al. 1999.
Tabela. Conteúdo de matéria mineral (MM), extrato etéreo (EE), fibra total (FT) de
grãos de cultivares de arroz submetidos a diferentes beneficiamentos [branco,
parboilizado (parb) e integral (Int)] (% na MS).
MM
EE
FT
Cultivares
Int Parb Branco Int Parb Branco Int Parb Branco
BR-IRGA 409
1,17
0,62
0,28
3,09
0,75
0,26
11,0
3,49
2,89
BR-IRGA 410
1,10
0,58
0,28
3,20
0,49
0,32
10,7
2,86
2,86
IRGA 416
1,27
0,67
0,34
3,39
0,46
0,45
10,9
3,61
2,11
IRGA 417
1,03
0,50
0,25
2,56
0,40
0,27
13,2
5,20
3,57
Fonte: Adaptado de Storck et al. 2005.
Figura: Esquema do processo de beneficiamento de arroz por polimento e por
parboilização.
Arroz em Casca (Parboilização)
Arroz em Casca (Polimento)
Pré-Limpeza
Pré-Limpeza
Encharcamento
Gelatinização
Descascamento
Secagem
Polimento
Descascamento
Seleção
Polimento
Seleção
Empacotamento
Empacotamento
Fonte: Adaptado de Rodrigues, 2008.
Figura: Imagens Ilustrativas de Arroz Branco (A), Arroz Integral (B) e Arroz
Parboilizado (C).
B)
A)
Fonte: r2cpress, 2014
Fonte:
http://sinapseslinks.files.wordpress.com/,
(2013)
C)
Fonte: Coradini, 2014
Polimento – expressa a remoção do germe e das
camadas internas e externas do arroz, e quanto
mais intenso for o polimento maior é o número de
camadas perdidas.
Características Positivas:
- Melhora atributos de aparência e gosto do arroz;
- Aumenta a conservação do arroz.
Características Negativas:
- Perdas nutricionais.
Tabela: Efeitos da Intensidade de Polimento sobre parâmetros de desempenho
industrial e teor de ácido fólico em grãos de Arroz.
Fonte: Adaptado de Vanier et al. 2010.
Figura: Descascador de Arroz (A), Brunidor (Polimento) (B) e Selecionador de
Grãos (C).
A)
B)
C)
Fonte: Zaccarias (2014) e CORIPIL (2014).
Componentes que podem maximizar e/ou minimizar o
percentual de grãos inteiros de arroz no beneficiamento:
- Umidade dos grãos na colheita;
- Umidade de beneficiamento (13 a 14% de umidade);
- Método de colheita;
- Condições climáticas ;
(Vieira e Carvalho, 1999)
Tabela: Umidade de Colheita, Grãos Inteiros, Índice de Gessamento e Produção de
sementes de cultivares IAC-238 e IAC-242, colhidas em diferentes períodos após
florescimento. Média de dois anos agrícolas (1988/89 e 1992/93).
Cultivar/ Dias Após
Florescimento
Umidade de
Colheita (%)
Grãos Inteiros
(%)
Índice de
Gesamento (%)
Produção
(kg.ha-1)
IAC-238
15
43,9 a
24,6 c
79,6 a
2394,0 d
22
31,7 b
54,0 b
16,6 b
3725,5 c
29
27,5 c
64,6 a
6,3 c
4630,9 b
36
25,0 d
66,7 a
5,4 c
5095,8 ab
43
20,9 e
68,1 a
5,6 c
5230,0 a
50
18,7 f
66,5 a
IAC-242
4,8 c
5254,5 a
15
41,5 a
27,3 c
83,1 a
2407,5 d
22
31,2 b
54,8 b
15,4 b
3838,2 c
29
28,1 c
65,3 a
5,3 c
4650,4 b
36
26,2 c
65,5 a
4,8 c
4996,2 ab
43
21,2 d
67,9 a
5,7 c
5224,6 a
50
18,3 e
67,1 a
5,7 c
5251,5 a
Fonte: Adaptado de Lago et al. 1997.
Figura: Média do percentual de grãos inteiros de quatro cultivares de arroz irrigado
em duas safras agrícolas (2007/08 e 2008/09), em resposta ao momento de
aplicação de fungicida com mistura formulada de propiconazol+trifloxistrobina,
colhidos com diferentes graus de umidade. Santa Maria-RS, 2011.
Fonte: Adaptado Teló et al. 2011.
- Características dos Cultivares;
- Condições de estocagem do arroz;
- Equipamentos utilizados no beneficiamento;
(Vieira e Carvalho, 1999)
Tabela: Valores percentuais de rendimentos de grãos inteiros e
grãos quebrados em cultivares de arroz de terras altas.
Jaboticabal (SP). Safra 2006/2007.
Fonte: Adaptado de Mingotte et al., 2012.
Figura: Relação entre colheitas feitas com o passar dos dias após florescimento médio
e o armazenamento no rendimento de benefício (A) e rendimento de grãos inteiros (B)
do arroz de terras altas irrigado. Selvíria, Estado do Mato Grosso do Sul, 2003/04.
A)
B)
Fonte: Adaptado de Binotti et al., 2007.
Tabela: Rendimento de grãos inteiros (%) no beneficiamento de 12 cultivares e
linhagens de arroz de terras altas, em cinco épocas de colheita (na maturação, 7, 14,
21, 28 dias após). Lavras, 2001.
Fonte: Ribeiro et al. 2004.
Tabela. Valores médios de rendimento de benefício, rendimento de grãos inteiros e
grãos quebrados obtidos em arroz cultivado após diferentes coberturas vegetais.
Selvíria (MS), safras 2001-2002 e 2002-2003.
Coberturas
Vegetais
Rendimento de
Benefício (%)
Rendimento de Grãos
Inteiros (%)
Grãos Quebrados
(%)
2001-2002
2002-2003
2001-2002
2002-2003
2001-2002
2002-2003
Sorgo Granífero
71,6
71,4 ab
62,5
60,1 bc
9,1
11,3 ab
Milheto
71,6
71,3 ab
61,7
60,8 abc
9,8
10,5 ab
Milho
71,7
70,9 b
62,4
60,9 abc
9,3
10,1 ab
Mucuna Preta
71,8
70,9 b
61,5
59,4 c
10,4
11,6 a
Guandu
71,0
72,2 a
61,4
62,6 a
9,5
9,5 b
Crotalária
71,4
71,8 ab
61,2
60,6 abc
10,4
11,2 ab
Pousio
71,8
71,9 ab
62,6
61,9 ab
9,1
10,0 ab
Fonte: Adaptado de Cazetta et al. 2006
Tabela. Produtividade em sete municípios e características de qualidade de
grãos de linhagens avançadas de arroz de terras altas na região MédioNorte. Safra 1998/99
Linhagem
Produtividade
Kg.ha-1
Grãos Inteiros
%
Grãos Total
%
Carajás (t1)
4389
60,0
69,0
CNA 8172
3806
64,0
68,8
Canastra (t2)
3783
58,0
65,8
CNA 8704
3783
44,9
61,9
Primavera (t3)
3713
56,0
66,2
CNA 8536
3662
55,8
69,4
CNA 8693
3661
50,0
66,4
CNA 8707
3574
55,2
67,4
CNA 8540
3558
55,5
68,6
CNA 8798
3539
59,6
72,9
IAC 1483
3424
47,0
66,2
Caiapó (t4)
3138
64,0
68,0
Fonte: Adaptado de Pereira et al. 2000
Figura. Quantidades aproximadas de produtos e subprodutos obtidos a partir do
beneficiamento do arroz em casca.
Arroz em Casca (50 Kg)
Casca
(10 Kg)
Arroz Integral
(40 Kg)
Farelo
(4 kg)
Arroz Polido
(36 kg)
Arroz Quebrado
(7 kg)
Arroz Inteiro
(29 kg)
Quebrados Médios
(2,5 kg)
Quebrados Grandes
(3 kg)
Quirera
(1,5 kg)
Fonte: Adaptado de Castro et al. (1999).
Para CONAB 2014:
- Renda Básica: 68% de benefício;
- Renda Inferior a 68% de benefício – sofrer deságio por quilo, para cada
unidade percentual inferior ao limite.
Tabela: Deságios a serem aplicados por renda inferior a 68%.
Classe
Longo
Fino
Longo
Região/UF
Deságios
(R$/kg)
Região I – RS e SC
0,0089
Região II – Regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste (exceto MT) e PR
0,0089
Região III – Região Norte e MT
0,0081
Região I – RS e SC
0,0069
Região II – Regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste (exceto MT) e PR
0,0057
Região III – Região Norte e MT
0,0066
Fonte: CONAB, 2014.
Classificação de Arroz
Instrução Normativa 06/2009 – MAPA
O arroz será classificado em Grupos, Subgrupos, Classes e
Tipos, conforme o disposto a seguir:
O arroz, segundo a forma de apresentação, será classificado
nos seguintes grupos:
I - arroz em casca; e
II - arroz beneficiado.
O arroz em casca e o arroz beneficiado, de acordo com o
processo de beneficiamento, serão classificados nos
seguintes subgrupos:
I - subgrupos do arroz em casca:
a) arroz natural; e
b) arroz parboilizado;
O arroz em casca e o arroz beneficiado, de acordo com o
processo de beneficiamento, serão classificados nos
seguintes subgrupos:
II - subgrupos do arroz beneficiado:
a) arroz integral – apenas retirada a casca do arroz ;
b) arroz polido – branco, possui quase que exclusivamente o
endosperma do grão;
c) arroz parboilizado integral; e
d) arroz parboilizado polido.
O arroz no Brasil é classificado nas seguintes classes após o polimento:
Longo Fino: é o produto que contém, no mínimo, 80% do peso dos grãos
inteiros medindo 6,00 mm ou mais no comprimento, a espessura menor
ou igual a 1,90 mm e a relação comprimento/ largura maior ou igual a
2,75;
Longo: no mínimo 80% do peso dos grãos inteiros medindo 6,00 mm ou
mais no comprimento;
Médio: no mínimo 80% do peso dos grãos inteiros, medindo de 5,00 mm a
menos de 6,00 mm no comprimento,
Curto: é o produto que contém, no mínimo, 80% do peso dos grãos
inteiros medindo menos de 5,00 mm de comprimento; e
Misturado: é o produto que não se enquadra em nenhuma das classes
anteriores.
Tabela: Valores médios das dimensões do grão beneficiado (mm) de cultivares de arroz
de terras altas, submetidas a diferentes doses de nitrogênio em cobertura. Jaboticabal
(SP). Safra 2006/2007.
Fonte: Adaptado de Mingotte et al., 2012.
Tabela: Características Físicas de Cultivares de Arroz.
Fonte: Adaptado da Reunião Técnica da Cultura do Arroz, 2010.
Classificação da dimensão dos grãos de arroz na Europa:
Arroz de Grãos Curtos (Arroz Redondo) – Grãos que tem comprimento
inferior ou igual a 5,2 mm e cuja relação comprimento/largura é inferior a 2.
Utilizado para fazer arroz doce.
Arroz de Grãos Médios (Curtos e dilatados) – Grão possui comprimento
superior a 5,2 mm e inferior ou igual a 6,0 mm, e cuja relação
comprimento/largura é inferior a 3. Utilizado para fazer paelha e risoto.
Arroz de Grãos Longos (Longos e Finos) – Comprimento superior a 6,0 mm.
Não se aglomeram depois de cozidos.
Fonte: Comissão Européia, 2014.
Figura: Preferências do Arroz no Mundo
Fonte: EMBRAPA, 2014.
Serão desclassificados e considerados impróprios para o consumo
humano, com a comercialização proibida, apresentarem uma ou
mais das situações indicadas a seguir:
I - mau estado de conservação;
II - percentual de grãos mofados, ardidos e enegrecidos, igual ou
superior a 5%;
III - percentual de matérias estranhas e impurezas, igual ou superior a
3%;
IV - odor estranho impróprio ao produto;
V – presença de sementes tratadas, sementes tóxicas, insetos vivos,
tais como carunchos ou gorgulhos e outras pragas de grãos
armazenados; e
VI - percentual de insetos mortos superior a 0,10% dentro do total de
matérias estranhas e impurezas.
Fonte: BRASIL, 2009.
Tipos de Arroz:
Tabela: Arroz Beneficiado Integral – limites máximos de tolerância em %/peso.
Tipo
Matérias
estranhas e
Impurezas
Mofados
e Ardidos
Picados ou
Manchados
Gessados
e Verdes
Vermelhos
e Pretos
Amarelos
Total de
Quireras e
Quebrados
1
0,10
0,15
1,75
2,00
1,00
0,50
4,00
2
0,20
0,30
3,00
4,00
1,50
1,00
7,50
3
0,30
0,50
4,50
6,00
2,00
2,00
12,50
4
0,40
1,00
6,00
8,00
3,00
3,00
15,00
5
0,50
1,50
8,00
10,00
4,00
5,00
20,00
Fonte: BRASIL, 2009.
Obs: Limite máximo de tolerância admitido para grão marinheiro é de 10 grãos em 1000
gramas para todos os tipos de arroz.
Tipos de Arroz:
Tabela.Arroz Beneficiado Parboilizado Polido – limites máximos de tolerância em
%/peso.
Tipo
Matérias
estranhas e
Impurezas
Mofados,
Ardidos e
Enegrecidos
Picados ou
Manchados
Não
Gelatinados
Danificados
Rajados
Quirera
máximo
Total de
Quireras e
Quebrados
1
0,05
0,20
1,75
20,00
0,50
1,00
0,40
4,50
2
0,10
0,40
3,00
25,00
1,00
1,50
0,50
7,00
3
0,15
0,60
4,50
35,00
1,50
2,00
0,75
9,00
4
0,20
0,80
6,00
45,00
2,00
3,00
1,00
11,00
5
0,25
1,00
8,00
55,00
3,00
4,00
1,25
15,00
Fonte: BRASIL, 2009.
Obs: Limite máximo de tolerância admitido para grão marinheiro é de 5 grãos em 1000
gramas para todos os tipos de arroz.
Tabela: Relação entre alguns aspectos da cultura e a qualidade de grãos do arroz
cultivado no ecossistema de terras altas.
Fonte: Castro et al. 1999.
Tabela: Preços Mínimos para Classe Longo Fino
Fonte: CONAB, 2014.
Tabela: Preços Mínimos para Classe Longo
Fonte: CONAB, 2014.
Tabela: Custo de Produção Arroz(R$/ha) – 2013.
Descrição
Valor para MT
Valor para
(R$)
RS (R$)
Valor para SC
(R$)
Operações*
534,00
2001,00
1571,00
*(Colheita)
(106,38)
(358,31)
(260,33)
Operações Manuais
-
130,00
207,00
Insumos
999,00
1412,00
1189,00
Administração
288,00
463,00
484,00
Pós Colheita
153,00
561,00
521,00
Colheita
e Pós-Colheita
Custo
Total
13,14%
1974,12
20,13%
4567,00
19,68%
3971,00
Fonte: AGRIANUAL, 2014.
Vídeo
Produção de Semente de Arroz
Reportagem produzida pela EPAGRI-SC
Disponível no site:
https://www.youtube.com/watch?v=hQ2AzpkSsBg
Fonte: EMBRAPA, 2014
Obrigado a tod@s
pela atenção