La vie au pensionnat Micheline Gagnon
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La vie au pensionnat Micheline Gagnon
Modelagem Estrutural Artur Portela ! UnB – Departamento de Engenharia Civil Modelagem Computacional SISTEMA FÍSICO • número infinito de parâmetros SISTEMA IDEALIZADO • número finito de parâmetros MODELO CONTÍNUO • sistema de equações diferenciais • número infinito de graus de liberdade • solução exata (matematicamente) MODELO DISCRETO Idealização: selecionar os parâmetros fundamentais realmente caraterísticos do sistema em estudo Modelagem Matemática: aplicar os princípios da Mecânica dos Meios Contínuos Discretização: definir número finito de graus de liberdade e aplicar o Método dos Resíduos Ponderados • sistema de equações algébricas • número finito de graus de liberdade • solução aproximada 2 Modelagem Computacional Idealização Physical system Discretização Continuum model Solução Discrete model Numerical solution Solution error Discretization + solution error Modeling + discretization + solution error 3 Modelagem Estrutural Peças maciças (3D), laminares (2D) e lineares (1D) Variáveis σ, ε e u Variáveis generalizadas σ, ε e u 4 Modelagem Estrutural Peças maciças (3D), laminares (2D) e lineares (1D) 5 Modelagem Estrutural Peças maciças (3D), laminares (2D) e lineares (1D) 6 Modelos Contínuos Modelo exato 3D – Teoria da Elasticidade – descreve o comportamento mecânico de um corpo elástico estrutural. Aplicável a peças em que nenhuma das dimensões é muito diferente das outras. Estados planos de deformação e elasticidade axi-simétrica são particularizações do modelo 3D. 7 Modelos Contínuos Modelos assimptóticos – simulam o comportamento mecânico de corpos estruturais com geometria particular, com uma ou com duas dimensões dominantes, tais como vigas e cascas. Formulam-se em termos de variáveis generalizadas do modelo fundamental. 8 Modelos Contínuos Modelo assimptótico 2D Teoria das Cascas – aplicável a corpos estruturais em que uma das dimensões, a da espessura, é muito menor do que as outras – o material da casca confina-se à vizinhança da superfície média da casca que bisecta a espessura e tem dupla curvatura, em geral. 9 Modelos Contínuos A casca tem comportamento de membrana (resistência à tração ou compressão em duas direções) quando as forças internas estão no plano tangente à superfície média. Caso contrário, a casca resiste às ações por flexão. Os esforços de membrana e de flexão da casca são acoplados. 10 Modelos Contínuos Uma casca degenera em placa ou em chapa sempre que a sua superfície média for plana. Numa chapa, as forças internas estão no plano médio (comportamento de membrana – agora plano de tensão). Numa placa as forças internas estão fora do plano médio (comportamento de flexão). A placa pode ter esforços de membrana e de flexão que são desacoplados 11 Modelos Contínuos Teorias das Placas: 12 Modelos Contínuos Modelo assimptótico 1D – Teoria das barras – aplicável a elementos estruturais em que duas das dimensões, as da seção transversal, são muito menores do que a terceira. O material da estrutura está confinado à vizinhança de uma linha, o eixo da barra que é perpendicular à seção transversal no centróide. Treliças, pórticos e grelhas são alguns exemplos de estruturas onde este modelo é válido. 13 Modelos Contínuos Teoria das barras: 14 Modelagem Estrutural Peças maciças (3D), laminares (2D) e lineares (1D) Variáveis σ, ε e u Variáveis generalizadas σ, ε e u 15 Teoria da Elasticidade Objetivo - determinar a distribuição de 3 deslocamentos, 6 tensões e 6 deformações (campo elástico) que se instalam numa estrutura sujeita a um sistema de forças exteriores. Hipótese- as tensões e deformações relacionam-se por uma lei física caraterística do material e independente do tempo (lei constitutiva do comportamento macroscópico do material elástico). Modelo - sistema de 15 equações diferenciais com 15 incógnitas que, conjuntamente com as condições de contorno, pode ser resolvido. 16 Teoria da Elasticidade Equações – modelo exato (3D) Condições de contorno Deslocamento u Kinematics Cinemática Cargas Statics Equilíbrio Deformações ε Tensões σ Condições de contorno Constitutive Constitutivas 17 Teoria da Elasticidade Corpo estrutural 18 Teoria da Elasticidade Equações da cinemática 19 Teoria da Elasticidade Equações da cinemática 20 Teoria da Elasticidade Equações de equilíbrio 21 Teoria da Elasticidade Equações de equilíbrio 22 Teoria da Elasticidade Equações constitutivas 23 Teoria da Elasticidade Equações constitutivas 24 Teoria da Elasticidade Resumo 25 Teoria da Elasticidade Resumo 26 Teoria da Elasticidade Em alternativa aos modelos de equações diferenciais, um problema de elasticidade pode resolver-se recorrendo ao teorema do trabalho. O teorema do trabalho estabelece um princípio global válido para qualquer sistema mecânico. O teorema do trabalho formula-se com base no conceito de campo elástico admissível. 27 Campos Elásticos Campo elástico - qualquer conjunto de deslocamentos , deformações , e tensões que satisfaçam a relação Um campo elástico satisfaz sempre as equações constitutivas, mas pode não satisfazer as equações da cinemática ou as do equilíbrio 28 Campos Elásticos Prescribed displacmnts DBCs Kinematically admissible Force Displacmnts Kinematic κ =-u equations2,33 Strains Equilibrium equations -p=M,33 M = EI κ Statically admissible Stress FBCs Prescribed Forces Constitutive equations Totalmente admissível = Cinematicamente admissível + Estaticamente admissível Campos Elásticos Estruturas re)culadas – admissibilidade Prescribed displacmnts KBCs Force Displacmnts Kinematic κ =-u2,33 equations Strains Equilibrium -p=M,33 equations M = EI κ Constitutive equations Stress SBCs Prescribed Forces Campos Elásticos Deformações cinema)camente admissíveis Prescribed displacmnts Kinematically admissible KBCs Force Displacmnts Kinematic κ =-u2,33 equations Strains Equilibrium -p=M,33 equations M = EI κ Constitutive equations Stress SBCs Prescribed Forces Campos Elásticos Tensões esta)camente admissíveis Prescribed displacmnts KBCs Force Displacmnts Kinematic κ =-u2,33 equations Strains Equilibrium -p=M,33 equations M = EI κ Constitutive equations Statically admissible Stress SBCs Prescribed Forces Campos Elásticos Admissibilidade Total Prescribed displacmnts Kinematically admissible KBCs Force Displacmnts Kinematic κ =-u2,33 equations Strains Equilibrium -p=M,33 equations M = EI κ Constitutive equations Statically admissible Stress SBCs Prescribed Forces Campos Elásticos Resolver um problema de elasticidade – é determinar um campo elástico totalmente admissível – satisfazendo as admissibilidades cinemática e estática. Se tal campo elástico existir, ele é único, de acordo com o teorema da unicidade de Kirchoff: • Entre todos os campos cinematicamente admissíveis só um é estaticamente admissível. • Entre todos os campos estaticamente admissíveis só um é cinematicamente admissível. Teorema do Trabalho O teorema do trabalho estabelece um princípio global válido para qualquer sistema mecânico, independentemente das suas leis constitutivas. Deduz-se a partir da admissibilidade estática de um campo de tensões e da admissibilidade cinemática de um campo de deformações. Teorema do Trabalho Statically-admissible stress field Strong form of the WRE Weak form of the WRE Kinematically-admissible displacement field Teorema do Trabalho Cinematicamente admissível Estaticamente admissível τ e +τ i = 0 τ e = Under the assumption of geometrical linearity i T ∗ T ∗ T ∗ τ = − σ b u dΔ + t u dΓ ∫ ε dΔ ∫ ∫ Δ Γ Δ Teorema dos Deslocamentos Virtuais Deslocamento virtual - é um deslocamento compatível com as ligações da estrutura – é pois um deslocamento cinematicamente admissível. Assim, uma variação virtual dos deslocamentos δ u é qualquer variação que se anula no contorno Γ u (onde estes estão fixados). Para o campo elástico real, sujeito a uma variação virtual dos deslocamentos, obtém-se do teorema do trabalho: T T T b δ u dΔ + t δ u dΓ = σ ∫ ∫ ∫ δε dΔ Δ Γt Δ 38 Teorema das Tensões Virtuais Tensão virtual - é um estado de tensão que equilibra as forças de massa e as tensões aplicadas – é pois um estado de tensão estaticamente admissível. Assim, uma variação virtual das tensões δ σ é qualquer uma que equilibra forças de massa nulas em Δ (onde estas estão fixadas) e tensões aplicadas nulas em Γ t (onde estas estão fixadas). Para o campo elástico real, sujeito a uma variação virtual das tensões, obtém-se do teorema do trabalho: T T δ t u dΓ = δσ ∫ ∫ ε dΔ Γu Δ 39 Modelos Básicos do MEF Podem formular-se 3 modelos distintos do MEF com base nas variáveis de campo escolhidas para incógnitas e ainda na forma como é feita a interação direta entre os elementos finitos da malha: • Modelo compatível – As incógnitas são os u. Com o teorema dos deslocamentos virtuais, parte-se da compatibilidade reduzida e chega-se às condições de equilíbrio reduzido. • Modelo equilibrado – As incógnitas são as σ. Com o teorema das tensões virtuais, parte-se do equilíbrio reduzido e chega-se às condições reduzidas de compatibilidade. • Modelo híbrido dos dois anteriores. 40 Modelo Compatível do MEF Formulação Residual Equilíbrio admissível campo de tensões Forma forte da ERP Forma fraca da ERP Galerkin u virtuais Forma fraca da ERP que é a expressão do teorema dos deslocamentos virtuais Modelo Compatível do MEF Discretização Elementos finitos Interpolação no elemento Forma fraca da ERP Equações do elemento Modelo Compatível do MEF Discretização Condições de admissibilidade Continuidade C0 e polinômios completos do 1º grau 43 Energia Mecânica Energia potencial Energia interna, Energia potencial das forças internas, Energia de deformação elástica: Energia externa, Energia potencial das forças externas: Energia potencial total: Para o campo elástico real o teorema do trabalho implica: 44 Teorema da Energia Total Mínima O campo elástico real, totalmente admissível que se instala numa estrutura, é o campo equilibrado que minimiza a energia total, dentre todos os campos cinematicamente admissíveis Considerando o campo real o teorema do trabalho implica Assim, o valor mínimo da energia total pode ser substituído pelo valor máximo da energia interna. 45 Análise Linear & não-Linear Para simular: • comportamento elástico linear (linearidade física tensões ∝ deformações), • com a hipótese dos pequenos deslocamentos (linearidade geométrica - carga ∝ deslocamentos), considera-se a configuração não deformada da estrutura e a análise é totalmente linear gerando, de uma só vez, um sistema de equações algébricas que se resolve para obter a solução. Análise Linear & não-Linear Porém, havendo não-linearidades físicas e/ou geométricas, é necessário adotar uma solução iterativa, envolvendo uma série de aproximações (linearização) que podem implicar centenas de iterações para levar em conta: • deformações finitas causando mudança de forma (não-linearidade geométrica - carga não ∝ deslocamentos); • deformações plásticas ou fluência (não-linearidade física - tensões não ∝ deformações); • escorregamento finito ou perda de contato (alteração das condições de contorno - mudanças de rigidez). Portanto, a análise não linear pode até nem convergir !!! Problemas não-Lineares Exemplo - para os problemas da elasticidade linear não se atualizam as coordenadas nodais no cálculo dos deslocamentos (linearidade geométrica – a análise é feita na configuração não-deformada da estrutura). A análise linear simula apenas o deslocamento vertical da console. Para simular o deslocamento real é necessário fazer-se uma análise geometricamente não-linear. Problemas não-Lineares Exemplo - Mudanças de rigidez devidas à mudança de forma – uma casca perde a rigidez durante o fenômeno de instabilidade de “snap-through” recuperando-a em seguida Forma original Deformada depois do “snap-through” Carga Defleção Os problemas de instabilidade resolvem-se com análises geometricamente não-lineares. Problemas não-Lineares Exemplo - Sempre que houver alteração das propriedades do material, é necessário fazer-se uma análise fisicamente não-linear. Um caso típico é a análise da deformação plástica Um problema também pode ser não-linear devido a alteração das condições de contorno como é o caso, por exemplo, dos problemas de contato, sendo necessário adotar uma solução iterativa.