Forelle Blau In letzter Sekunde Melodiker am Klavier Sonne im
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Enfoque Pastoral Editorial Comunicação e Misericórdia um encontro fecundo A Igreja celebrou no dia 08 de maio por ocasião da festa da Ascensão do Senhor, o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais com a mensagem do papa Francisco que afirma: “O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando”. Como sempre nos surpreende sua forma simples de comunicar . Destacamos as seguintes afirmações: Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. Escutar nunca é fácil. E-mails, SMS, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade. FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS: Diretor Geral: Pe. Marcos V. Clementino - [email protected] Jornalista Resp.: Diácono Rodrigo M. Lovatel - MTB. 46.412 - SP Secretária: Caetana Cecília Filha Orientação Pastoral: Pe. Otacílio F. Lacerda Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves - 11 991346144 Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 99961-4414 Cúria Diocesana - Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Cep: 07122-210 Contato: 11 2408-0403 - Email: [email protected] Tiragem: 29.000 exemplares - www.diocesedeguarulhos.org.br 2 Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 A Pastoral de Conjunto e a espiritualidade de comunhão A PASTORAL DE CONJUNTO ou PASTORAL ORGÂNICA é fruto de um longo caminho, de modo especial, iniciado com a realização do Concílio Vaticano II. Portanto, não se trata de uma Pastoral específica ou nova a ser implantada na Igreja, mas de uma nova mentalidade, de um espírito novo, que norteie as dioceses, e com isto o esforço de aglutinação e articulação de metas e princípios na ação evangelizadora. Uma das preocupações da Pastoral de Conjunto é a promoção da unidade na Igreja, estabelecendo o alicerce da estrutura pastoral, fundamentada numa espiritualidade de comunhão. Evidentemente que esta proposta de unidade não deve anular a criatividade nem extinguir a ação do Espírito Santo. A Pastoral de Conjunto não tem como objetivo a padronização das pastorais, tão pouco a desfiguração da variedade de dons, carismas e serviços presentes nas comunidades. É preciso que cada grupo ou movimento eclesial, com sua espiritualidade e objetivos específicos, coloque-se em sintonia com as metas que a Igreja com um todo deseja alcançar. Revendo a história, constatamos que o primeiro “Plano de Pastoral de Conjunto” (1966-1970), elaborado pela CNBB - Confederação dos Bispos no Brasil - propunha seis “linhas de trabalho”, chamadas de “dimensões”: Dimensão Comunitária e Participativa; Dimensão Missionária; Dimensão Bíblico-Catequética; Dimensão Litúrgica; Dimensão Ecumênica do Diálogo Religioso; Dimensão Sócio-Transformadora. Atualmente, usamos o termo “urgências” da Evangelização, que amplamente exploramos neste espaço. Passado alguns anos, o episcopado latino-americano (Puebla – 1979) definiu a Pastoral de Conjunto como a ação global, orgânica e articulada, que a comunidade eclesial realiza sob a direção do bispo, destinada a levar a pessoa e todos os membros, à plena comunhão de vida com Deus. Em 2007, a Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, reforçou a necessidade de uma Pastoral Orgânica: “A Diocese, presidida pelo Bispo, é o primeiro espaço da comunhão e da missão. Ele deve estimular e conduzir uma ação pastoral orgânica renovada e vigorosa, de maneira que a variedade de carismas, ministérios, serviços e organizações se orientem no mesmo projeto missionário para comunicar vida no próprio território...” (n. 169). E ainda: “O Projeto Pastoral da Diocese, caminho de pastoral orgânica, deve ser resposta consciente e eficaz para atender às exigências do mundo de hoje com ‘indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, formação e valorização dos agentes e a procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades, e incida profundamente na sociedade e na cultura, mediante o testemunho dos valores evangélicos” (n. 371). Com isto, temos o fortalecimento dos Conselhos de Pastoral como instrumento articulador da evangelização; onde se estuda e se aplica os Planos Pastorais das Dioceses; sem interpretações pessoais, subjetivismo e “grupismo”; não há lugar para isolamentos e espírito de “grupismo”. Evidentemente que requer avaliação, planejamento, com abertura à iluminação do Espírito Santo, o verdadeiro protagonista da Evangelização, porque um Plano Pastoral, por mais perfeito que seja, pode resultar em nada, se o espírito que o anima não nascer da caridade pastoral de Cristo, o Bom Pastor, que vai ao encontro da ovelha perdida (Lc 15,1-7), numa Igreja verdadeiramente missionária e “em saída”, como nos diz o Papa Francisco. Concluindo, reiteramos que a “PASTORAL DE CONJUNTO” ou “PASTORAL ORG NICA”, são nomes que damos ao esforço de todos os batizados, verdadeiros discípulos missionários do Senhor (papa, bispos, padres, religiosos/ as, cristãos leigos/leigas, seminaristas), que colocam em comum seus carismas e dons; exercendo com dedicação os ministérios que lhes são próprios, a serviço do anúncio e do testemunho da Boa-Nova do Evangelho, a todos os povos e em todos os lugares. Pe. Otacilio F. Lacerda Coordenador Diocesano de Pastoral Leigos Agenda do Bispo 01 09h30 – Codipa e 14h30 – Atendimento Cúria 19h30 – Visita Pastoral – Par. Sta Cruz e N.Sra. Aparecida - Dutra 02 09h30 – Conselho de Presbíteros 19h30 – Visita Pastoral – Paróquia São Vicente de Paulo 03 14h30 – Atendimento Cúria 04 15h45 – Palestra Congresso Eucarístico - Par. S. Coração de Jesus 17h – Missa S. C. de Jesus e 19h – Crisma Par. N. Sra. Bonsucesso 05 08h – Crisma Paróquia. Sagrada Família 18h – Crisma Paróquia S. João Batista – Comunidade São Paulo 06 Encontro com os padres com mais de 10 anos de ordenação 7-9 79ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 em Aparecida 10 10h – Reunião HSM e 15h – Reunião com seminaristas – Lavras 19h30 – Visita Pastoral – Paróquia N. Sra. Guadalupe 11 17h – Missa Paróqui Sto Antonio – Bairro do Limão – São Paulo 12 07h30 – Crisma Paróquia Santa Cruz e N. Sra. do Carmo - Taboão 15h – Ordenação Presbiteral do Diácono Luiz Brito – Tranquilidade 13 09h – Missa Paróquia Santo Antônio – Parque Sto. Antônio 11h – Missa Sem. Propedêutico e 15h – Missa Par Sto Antonio – Vila Augusta 20h – Encontro sobre Leitura Orante – Forania Fátima 14 09h30 – Economato e 14h30 – Atendimento Cúria 20h – Conselho Forâneo de Pastoral - Forania Bonsucesso 15 09h30 – Reunião Geral do Clero e 20h – CFP Forania Fátima 16 07h – Missa e Encontro Seminário Propedêutico 14h30 – Atendimento Cúria e 20h – CFP Forania Imaculada 17 10-13h – Reunião São Paulo e 20h – CFP Forania Aparecida 18 15h – Reunião com a Equipe Diocesana de Catequese – CDP 20h – Presença no pós encontro 3ª. etapa – Tranquilidade 19 09h15 – Missa com. São Paulo – Par. N. Sra. Aparecida – Bela Vista 15h – Crisma Paróquia N. Sra. Aparecida – Cocaia 19h30 – Crisma Paróquia São João Batista 21 09h30 – Conselho deliberativo da Cáritas Diocesana - Cúria 14h30 – Atendimento Cúria 19h30 – Visita Pastoral – Paróquia São Roque 22 09h30 – Atendimento Cúria 14h30 - Reunião Equipe de Formadores – Lavras 19h30 – Visita Pastoral – N. Sra. de Fátima – Vila Fátima 23 09h30 – CDAE 14h30 – Reunião equipe de formadores do diaconato permanente 19h30 – Missa com. São João Batista – Par. Santa Luzia - Alvorada 24 09h30 – Atendimento Cúria 25 19h30 – Crisma Santuário São Judas Tadeu 26 15h – Crisma Paróquia N. Sra. Aparecida – Cocaia 19h – Crisma Paróquia N. Sra. Fátima – Tranquilidade 27-30 Retiro para o Clero de Taubaté - Itaici e a vida política P az a todos ! Perdoem-me se começo esta coluna fazendo citações. São coisas que precisam ser recordadas: 1. “Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais, ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias ordinárias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência. Aí os chama Deus a contribuírem, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, ... a manifestarem Cristo aos outros...” (Lumen Gentium, 31, Concílio Vaticano II) 2. “Promova-se cada vez mais a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições, por meio de formação permanente e ações concretas. Com a crise da democracia representativa, cresce a importância da colaboração da Igreja no fortalecimento da sociedade civil, na luta contra a corrupção, bem como no serviço em prol da unidade e fraternidade dos povos, em especial na América Latina e Caribe.” (DGAE 20152019, 15 – CNBB) Poderia ainda recordar outros textos orientadores da Igreja para os irmãos e irmãs de nossas paróquias e comunidades, que ainda não entendem a missão e apostolado dos leigos, que inclui também a participação na política partidária e concorrência a cargos representativos e eletivos no poder público. Os leigos e as leigas que sentem o chamado de Deus para atuação na vida política, o fazem por vocação. Descobrem este chamado desde a comunidade eclesial, pois aí são alimentados pela Palavra e pelos Sacramentos. A mensagem do evangelho lhes toca de tal modo o coração que sentem o desejo de trabalhar, numa forma específica, para uma sociedade onde estejam presentes os valores do reino de Deus. Trata-se de uma entrega de amor, pois num ambiente de disputa de poderes, querem fazer presente o Cristo manso e humilde de coração, aquele que serve e não é servido. Além de ser serviço ao bem comum, é caminho de santidade, quando se faz por Cristo, com Cristo e em Cristo. É absurda a atitude de irmãos e irmãs nas comunidades que querem afastar estes irmãos e irmãs que se apresentam como pré candidatos, do trabalho pastoral Voz do Pastor que exercem há anos, sob o falso pretexto que estejam se aproveitando do trabalho pastoral para propaganda política. Não estão entendendo a vocação laical e muito menos o que é ser Igreja no coração do mundo. Estar presente na catequese, nas ações da pastoral familiar, encontros de formação pastoral, participação na liturgia etc não constituem propaganda eleitoral. Reitero com veemência o que disse na edição anterior da Folha Diocesana: Que as celebrações não sejam lugares de apresentar as propostas políticas dos candidatos e candidatas. Nem mesmo as reuniões ordinárias de cada comunidade. Os párocos, podem sim, abrir espaços extraordinários para que os candidatos, católicos de fato, possam nas comunidades apresentar suas propostas (não promessas). Atenção, eu disse os párocos podem, não os párocos devem. Os candidatos e candidatas que se dispuseram a prestar este serviço ao bem comum, lembrem-se que não são candidatos da Igreja Católica e nem concorrem às eleições para simplesmente defenderem a Igreja Católica. Estão ali para buscar o bem comum e defender a vida em todos os seus âmbitos. São irmãos e irmãs católicos, sim, que na campanha eleitoral e futuro cargo que irão assumir, são chamados a viver na sociedade a missão de ser Igreja. A vivência do Evangelho no mundo da política será o grande distintivo. Peço aos irmãos e irmãs das comunidades que não discriminem os candidatos das nossas comunidades. Olhem para eles como irmãos que estão se dispondo a uma missão. E, a menos que seja pedido do próprio candidato(a), não sejam afastados(as) de seus trabalhos pastorais. Eles e elas não podem ser privados da participação da vida da comunidade, simplesmente porque se dispuseram a ser um testemunho cristão no mundo da política. Que toda comunidade reze por seus irmãos e irmãs que se dispuseram a esta missão, para que sejam perseverantes na fé. Podemos divergir na opção pelas propostas políticas dos partidos. No entanto, o que realiza a nossa unidade e comunhão é a nossa fé em Jesus Cristo. Lembrem-se disso os irmãos e irmãs que estão com a fofoca e maledicência espalhando o verme da desunião em nossas paróquias e comunidades. +Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo Diocesano Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 3 Vida Presbiteral Vocação Agradeço a Deus por ser Sacerdote A Alegria do Ministério V ivemos um tempo feliz em nossa Diocese, estamos acolhendo em nosso meio três novos diáconos e um presbítero. Os diáconos Rodrigo Lovatel, Renan Araujo e Fábio Herculano terminaram os estudos filosóficos e teológicos, estão vivendo o ano pastoral e se preparam para exercer plenamente o serviço ao Senhor, servindo a nossa Diocese e o seu povo. Luiz Brito já vive seu ministério diaconal e agora dá um passo a mais e como padre poderá servir mais profunda e eficazmente a nossa amada Igreja de Guarulhos. Estas ordenações nos permitem refletir sobre a ALEGRIA do MINISTÉRIO. Que nosso Senhor, Sacerdote por excelência, conceda-nos esta graça, para sermos servos verdadeiramente. Que os exemplos dos grandes e santos sacerdotes possam nos iluminar. Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal em nossos dias, nos guie para compreender de novo a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal. O sacerdote não é simplesmente alguém que detém um ofício, como aqueles de que toda a sociedade necessita, para que possam se cumprir nela certas funções. Ao contrário, o sacerdote faz o que nenhum ser humano pode fazer por si mesmo: pronunciar em nome de Cristo a palavra de absolvição de nossos pecados, transformando assim, a partir de Deus, a situação de nossa vida. Pronuncia sobre as oferendas do pão e do vinho as palavras de ação de graças de Cristo, que são palavras de transubstanciação, palavras que tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, seu Corpo e seu sangue, transformando assim 4 os elementos do mundo; são palavras que abrem o mundo a Deus e o unem a Ele. Portanto, o sacerdócio não é um simples “ofício”, mas sim um sacramento: “Deus se vale de um homem com suas limitações para estar, através dele, presente entre os homens e atuar em seu favor. Esta audácia de Deus, que se abandona nas mãos dos seres humanos; que, embora conhecendo nossas debilidades, considera aos homens capazes de atuar e apresentar-se em seu lugar é realmente a maior grandeza e alegria que se oculta na palavra sacerdócio.” (Homilia de Bento XVI no encerramento do Ano Sacerdotal) Queremos assim, ensinar aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço por Deus e com Deus, existe; e mais ainda, que Deus está esperando nosso “sim”. Junto com a nossa Diocese, queremos destacar que temos que pedir a Deus a vocação. Com alegria peçamos trabalhadores para a messe do Senhor, e que este pedido seja transformado em oração e ao mesmo tempo, um chamado de Deus ao coração dos jovens que possam serví-lo com vontade, disposição e alegria. Que o servir contagie o nosso jovem e o atraia para o Senhor no ministério sacerdotal. Que saibam perguntar ao Senhor: que devo fazer para não arruinar-me, para não desperdiçar minha vida com a falta de sentido? E que um dia possam afirmar: que sejamos pessoas vivas por tua fonte, e sejamos também fonte, que dá a água viva ao nosso tempo. Senhor, abençõa as vocações sacerdotais! Padre Francisco G. Veloso Jr Reitor do Seminário Diocesano Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 N o último dia 15 aconteceu o encontro dos padres com até 10 anos de sacerdócio com Dom Edmilson. Um dia de oração, partilha e convivência. A maioria teve a oportunidade de morar na mesma época no seminário, conviver diariamente; logo, veio a ordenação e cada um vai para sua paróquia. Partilhamos um delicioso café; como foi bom ver todos novamente na mesma mesa. Várias histórias foram lembradas, algumas cobranças por louças não pagas, quem fazia o pior café, quem se esquecia de buscar o pão, etc. Logo em seguida rezamos juntos, a hora média; como não se lembrar dos momentos de oração juntos, atrasos, melodias que ninguém conseguia acompanhar, equipe de canto, homilias. A maior lembrança foi quando Pe. Francisco Veloso decretou que todos deveriam cantar os Salmos da liturgia das horas na sua semana. Muitas risadas surgiram, pois a cada semana era uma aventura. Depois fizemos uma dinâmica, onde cada padre deveria partilhar sua maior experiência como sacerdote. Um a um apresentou suas experiências, como era bom ouvi-las, como era bom ver como cada um crescia diante dos desafios que foram surgindo. O que mais se repetia, era como era gratificante ser padre da nossa diocese, como todos demonstravam ser apaixonados por suas paróquias. Como o ser padre era bom, como amam o ministério sacerdotal. Algo comum era que todos estavam cansados, decorrentes de reformas, campanhas, missões, festas de padroeiros e comunidades, várias missas no final de semana devido ao pouco número de padres. Mas uma coisa era clara, cansados sim, desanimados jamais. Nossa vocação de Servos de Cristo foi renovada a cada testemunho, cada irmão que partilhava sua vida e Ministério, confirmava que eram homens de Deus, que realmente esse era o caminho que deviam seguir e, testemunhar. Que cada sacramento celebrado eram Instrumentos de Cristo, que não são Eles que realizam, mas o próprio Cristo. Que a cada ano de sacerdócio somos mais agraciados com a graça Santificante, que a cada Semana Santa temos a alegria de renovar as promessas sacerdotais, de morrer com Cristo e Ressuscitar com Ele no domingo de Páscoa. Rezemos pelos padres, para que a Virgem Maria Mãe dos sacerdotes os protejam como verdadeiros filhos. Pe. Paulo Leandro Representante dos Presbíteros Falando da Vida Formação Namoro na Adolescência Dia da Sobriedade Até onde os pais podem chegar na questão dos limites? C S ó quem tem filhos adolescentes sabe o quanto é complicado quando chega a fase de namoro. Seria muito bom se pudéssemos contar com um manual de instruções sobre o assunto, mas como não temos, o melhor é encarar o fato sem apavoramentos. Percebo pela minha experiência de consultório que os pais, influenciados pelo liberalismo apresentado na mídia, têm medo de assumir uma posição conservadora, pois não querem ser tachados de quadrados, sobretudo numa sociedade em que o ideal é ser moderno. Mas a questão é: Será que um adolescente na faixa dos 13 anos pode namorar? Numa idade em que o corpo e a mente ainda estão em formação e o jovem está voltado para si mesmo, as emoções de qualquer natureza são muito intensas, mas passageiras. Nesse sentido, um adolescente não está pronto para lidar com um vínculo formal regulado por regras e compromissos. Quando um adolescente diz que está amando, leia-se: “Eu quero muito essa pessoa” ou “Eu não vou viver sem ela”. Esse “amor” não pode ser levado a sério, pois nessa fase, o egoísmo é natural e faz parte do desenvolvimento psicológico. O adolescente não quer abrir mão de nada, pois a sua tolerância à frustração é baixa. Pais que assumem uma postura liberal e permitem que o namoro aconteça numa boa, muitas vezes o fazem por comodidade ou por omissão. Dizer: “Veja lá o que você vai fazer. Eu confio em você” é delegar ao jovem uma responsabilidade para a qual ele não está preparado. Por outro lado, posições do tipo: “Você não vai namorar e fim de papo” também não surtem efeito, pois se não houver uma relação de respeito e obediência por parte dos filhos, eles vão namorar às escondidas o que seria pior. O canal de comunicação entre pais e filhos tem que ser mantido a despeito de qualquer conflito. É importante, porém que os pais não tenham medo de participarem. Se, ao longo de anos, uma família construiu valores morais e religiosos que tanto pai como mãe prezam e seguem, por que ignora-los quando se trata de orientar os filhos? Nenhum pai é obrigado a receber em casa namorados e namoradas que não aprovam. Outra questão que merece ser entendida é o chamado “ficar” muito comum entre os adolescentes. Esse termo, aliás, tenta caracterizar um namorico inocente e sem compromissos, mas pode significar algo bem mais sério e comprometedor. O ideal é que os pais antes de adotarem uma posição permissiva ou conservadora, conversem com os seus filhos sobre o que é para eles esse tal “ficar”. Esse jogo erótico-afetivo que envolve os vínculos sociais na infância e adolescência são normais e saudáveis ajudando o adolescente a lidar com os seus sentimentos e frustrações, base para o namoro futuro. Mas podem também significar compromisso e gerar sofrimentos. Os pais podem e devem impor limites, todavia temos que ter em mente que o processo de educação é muito mais complexo do que imaginamos e vai além dos discursos verbais. Portanto, antes de qualquer atitude é preciso que nos perguntemos: qual o exemplo que estou dando? Saiba: o nosso exemplo de vida, as nossas experiências do passado e do presente ensinam muito mais do que qualquer frase tirada deste artigo. Romildo R. Almeida Psicólogo clínico 19 de Junho om o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade em relação ao alto índice de consumo abusivo de drogas (lícitas e ilícitas), com a finalidade de contribuir com a transformação dessa triste realidade, foi criada a SEMANA NACIONAL ANTIDROGAS, que acontece de 19 a 26 de Junho desde 1999 em todo Território Brasileiro. Na Diocese de Guarulhos foi assumido o 1º Domingo desta Semana como sendo o “DIA DA SOBRIEDADE” – neste ano será 19 de junho, um dia em que todas as Paróquias e Comunidades, Agentes de Pastorais, enfim todos os cristãos são chamados a participar de um itinerário de fé para que façam a diferença no mundo, a serem diferentes pela sobriedade que leva a pessoa a um controle de seus apetites, instintos e vícios. Sobriedade não significa tão somente não estar embriagado ou dopado por alguma substância química ou psicoativa, deste modo é necessário clarear o conceito de sobriedade, diferenciando-o do de abstinência. Não basta manter distância das drogas e dos vícios, temos de nos aproximar das virtudes e do amor.Com a abstinência podemos nos afastar das drogas, mas é com a sobriedade que nos aproximamos das virtudes, da vida, do bem, da felicidade e da santidade. A abstinência é como a lagarta e a sobriedade é como a borboleta. Com a abstinência nos arrastamos, com a sobriedade voamos e damos mais cor e vida ao mundo. Com a abstinência podemos até parar de prejudicar o corpo. Com a sobriedade ajudamos a alma, damos vigor, saúde e felicidade à vida toda da pessoa. Jesus diz que o grão que não morre não pode dar a vida. A abstinência é como o grão que morre, a sobriedade é como o grão que brota. Temos de dizer POR HOJE NÃO a tudo que é mal, mas também temos que dizer POR HOJE SIM a tudo que é bom. A abstinência é NÃO ao mal, a sobriedade é SIM ao bem. Através da abstinência controlamos nosso instinto, através da sobriedade podemos nos abster do excedente, do desperdício, com equilíbrio. É preciso mais do que a distância das drogas. É preciso um comportamento menos egoísta e egocêntrico, menos autoritário e prepotente, não soberbo nem arrogante. Trabalhar para que a pessoa deixe droga é abstinência. Trabalhar para deixar (causa) o que levou (consequência) ao uso da droga é sobriedade. É próprio da natureza da sobriedade dar ao espírito do sóbrio um equilíbrio, uma moderação, uma força de vontade que não o permita exceder em nada, em ter longe de si aquilo que lhe faz mal, seja no corpo, seja na alma, com sabedoria! Nesse sentido, o sóbrio se abstém do excedente, de maneira serena, tranquila . Que neste dia 19 de Junho de 2016 façamos a opção pelo binômio abstinência/ sobriedade e vamos buscar o caminho da perfeição pela descoberta do verdadeiro sentido da vida e tenhamos sempre como Mestre e Pastor o Cristo Senhor, e que o Espírito do Senhor seja a força motriz nesta luta contra as drogas lícitas e ilícitas, que pelo uso ou abuso, devoram a liberdade, felicidade e a santidade de tantos homens, mulheres, jovens e até criança. Coordenação Diocesana Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 5 Pastoral da Pessoa Idosa Aconteceu N o dia 10 de abril aconteceu, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Vila Fátima, a celebração da Santa Missa em Ação de Graças 10 anos de Missão pelos 10 anos de missão da Pastoral da Pessoa Idosa na Diocese de Guarulhos, e a comemoração do aniversário de 28 anos de sacerdócio do Pe. Tarcísio. “Dai ao nosso coração Sabedoria” (Sl 90). É com este lema que a pastoral tem a missão de cuidar, de promover e de valorizar a pessoa idosa. O Papa Francisco nos diz: “Cuidar é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos, é guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e de cada uma, especialmente das crianças e idosos”. Por isso homenageamos a todos os idosos que visitamos nestes 10 anos e a todos os líderes da Pastoral da Pessoa Idosa que cuidam e dedicam com amor o seu tempo, para irem ao encontro dos mais necessitados e partilhar com eles, na ora- Festa de Sta Rita da Cássia N a mesma data em que a Igreja ressalta a centralidade do mistério da Santíssima Trindade e nos faz perceber que, do coração da Trindade, brota e corre sem cessar o grande rio da misericórdia divina, a Paróquia Santa Rita de Cássia – no Jd. Cumbica, comemorou as festividades de sua padroeira no dia 22 de maio. Com o lema: “Com a misericórdia de Deus, o seu impossível é possível”, a cada dia da novena um padre de nossa diocese presidiu a paraliturgia, momento de oração, escuta da palavra e Adoração ao Santíssimo Sacramento. A comunidade anfitriã recebeu também a visita de diversas comunidades da Diocese. 6 Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 Cleide Rodrigues Vieira Coordenadora de Liturgia Margarida F.F. Silva Dom Edmilson visita unidades prisionais Jardim Cumbica Todos os dias a entrada da imagem se fez de forma solene, acompanhada pelo balé da comunidade. A missa da manhã, foi presidida por Dom Edmilson, que em sua homilia ressaltou a obediência de Santa Rita de Cássia a Trindade Santa, sua vida de esposa, mãe, viúva e religiosa. As festividades litúrgicas encerraram-se na parte da tarde com a procissão pelas ruas do bairro, seguida da missa presidida pelo Pároco Pe. Renato Bernardes Duarte e com a presença do seminarista Fábio Lima (que já passou pela paróquia em estágio pastoral) e os atuais Seminarista Roberto e Ricardo. ção, alegrias e sofrimentos, levando a esperança de uma vida melhor. Contemplando, assim, o projeto de Jesus “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10). Agradecemos ao Pe.Tarcísio que implantou a Pastoral nesta diocese, ao Pe. Antônio Zaffani que nos acompanhou durante alguns anos e ao Pe.José Ayllson nosso atual assessor, que nos incentivam a Fé, a multiplicar o saber e a solidariedade Fraterna. Contamos hoje com 10 Paróquias ativas, 21 comunidades, 574 idosos atendidos e 153 líderes voluntários. Estamos ainda em fase de crescimento, mas com Fé e união alcançaremos outras paróquias, atendendo, assim, mais idosos. N o mês de fevereiro, correspondendo ao chamado do Papa Francisco neste ano da misericórdia, nosso pastor Dom Edmilson Caetano visitou os irmãos encarcerados da Penitenciária Adriano Marrey celebrando missa na capela de um dos raios junto com a Pastoral Carcerária. Já no mês de maio, com Pe. Valdocir, assessor diocesano da Pastoral Carcerária, dona Rosa, coordenadora diocesana, e Claudemir, responsável pela ação pastoral no CDP II, Dom Edmilson esteve junto à diretoria do Centro de Detenção Provisória II onde fora recebido gentilmente pelo Dr. Emerson, diretor da unidade. Teve como objetivo preparar uma melhor aproximação da pastoral tanto com os funcionários quanto com os encarcerados, pois é função desta ser presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres, já que exercita este serviço especificamente em benefício dos presos e seus familiares, funcionários e autoridades responsáveis pela organização e manutenção do sistema penitenciário, para o maior bem de todos, para implantação de políticas públicas sociais, assim como para propiciar a esperança, a conscientização, o diálogo e a reconciliação de nossa sociedade. Ana Paula Pereira Pastoral Carcerária C Pastoral da Criança realiza Assembleia Anual om o tema “O pobre, o excluído sentar- se a mesa da fraternidade é nossa responsabilidade” e ancorados na Campanha da Fraternidade que conclamou a repensarmos sobre o Planeta como uma Casa Comum, a coordenação diocesana da Pastoral da Criança junto as coordenadoras dos ramos e capacitadoras desta pastoral, estiveram reunidas nos dias 13 e 14 de maio refletindo sobre a grande importância de nosso cuidado no dia a dia com o meio ambiente. Estiveram presentes no encontro representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos que através de uma bela exposição sobre os caminhos dos resíduos até o descarte final orientaram os participantes de maneira lúdica a perceber com um certo impacto, o quanto nosso planeta está sofrendo pela falta de consciência e cuidados que devemos ter com nosso planeta. Através de representantes da Secretaria do trabalho foi possível conhecer algumas iniciativas sobre economia solidária. Foram dias de formação, descontração até com a apresentação de cães da Polícia Militar. A Palavra do papa sobre a encíclica Laudato Si (Louvado sejas meu Senhor) foi abordada com maestria pelo Prof. Daniel, destacando nossa responsabilidade pela nossa mãe terra. “Deus criou o céu, a terra e tudo que nela existe. E viu que tudo era bom” (Gn 1). Na Assembleia anual há o momento de relatarmos o que fizemos durante o ano que se passou e as 6 áreas, apresentaram as atividades com criatividade, alegria e esperança , pois a missão é exigente, mas a caminhada não se faz isolado. Tivemos dança circular, que para quem não conhece pode achar que é apenas uma brincadeira de criança, mas explica Maria Vilma, que a é uma poderosa prática de bem estar e desenvolvimento pesso- EDM faz homenagem no Dia das Mães N o dia 07/05, a Escola Diocesana de Música realizou, no Centro Diocesano de Pastoral – Bom Clima, uma apresentação musical dos alunos para homenagear as mães pelo seu dia. Foi um momento de muita emoção com a participação de familiares e ex-alunos, que prestigiaram os 200 estudantes da EDM que se revesaram em apresenta- ções de músicas que faziam declarações para as mães, como a famosa “Eu sei que vou te amar”. A EDM oferce diversos cursos e proporciona momentos como esse para que seus alunos possam exercitar e vivenciar a prática de conjunto e tocar para um público. Saiba mais sobre a EDM acessando: www.escoladiosanademusica. org.br Aconteceu al, para dentro da roda se traz sempre o respeito a Terra, ao Divino, aos povos e culturas diversas. A espiritualidade do encontrou merece destaque e ajudou a confirmar a missão dos agentes da pastoral da criança: defender a vida e como Jesus entrar nas casas, levando paz, alegria sem jamais deixar de pedir a graça ao Espírito Santo. O padre Gildarte, assessor da Pastoral da Criança, presidiu a celebração eucaristica e motivou a viver a missão. Ligia Fonseca - Pastoral da Criança 5º Encontro Diocesano de Coroinhas E m 15 de maio, no Santuário São Judas Tadeu, aconteceu o 5° Encontro da Diocesano de Coroinhas, Acólitos e Cerimoniários. O evento contou com a presença de vários coroinhas, acólitos e cerimoniários das Paróquias de nossa Diocese que, durante a Ce- lebração Eucarística, presidida pelo Bispo da Diocese de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, renovaram os seus votos de serviço nas atividades litúrgicas de suas comunidades. O encontro ainda contou com dinâmicas, muita música e oração. Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 7 Aconteceu Diácono Fábio Herculano 8 Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 Ordenação Diaconal Guarulhos ganha 3 novos diáconos Fábio, Rodrigo e Renan Diácono Rodrigo Lovatel Diácono Renan Araújo Liturgia Bíblia Iniciação Cristã processo de inspiração catecumenal A pós a ressurreição de Jesus, era necessário continuar sua proposta de anúncio do Reino. O evento de Pentecostes inicia o processo de evangelização e as primeiras comunidades tomam forma, sustentadas pelos apóstolos. Nas celebrações das casas se ouvia a Palavra e se repartia o pão eucarístico. Os que acolhiam a fé se conscientizavam da necessidade da ajuda mútua, que se estendia àqueles mais necessitados. No relato dos Atos dos Apóstolos afirma-se o acréscimo de mais pessoas que iam se ajuntando à comunidade e aceitando a salvação (At 2,47). Este cenário confirma que a vida de fé era permeada pela liturgia e pela escuta da Palavra de Deus. Este processo, chamado de catecumenato, era uma “porta” por onde os cristãos iniciantes acompanhavamas várias etapas de conversão de outros cristãos. Uma vida cristã implicava também no acolhimento do Evangelho, acarretando uma conversão, na profissão de fé, no Batismo, na efusão do Espírito Santo e no acesso à Comunhão Eucarística.A iniciação no mergulho dos mistérios era feita de forma gradual, assim os iniciados se propunham a fazer esse itinerário. Ao fim do processo, celebrava-se o coroamento dessa iniciação com a recepção dos respectivos sacramentos. Iniciar significa “colocar para dentro”, e tem semelhança com o verbo mergulhar, sinal externo do sacramento do Batismo, que significa a manifestação pelo mergulho de que a pessoa foi introduzida no mistério. Mas esse modelo de iniciação à vida cristã ao estilo catecumenal, tal e qual faziam as primeiras comunidades, foi se perdendo com o passar do tempo. O contexto social e a modernidade levaram as pessoas a não mais precisarem dele. Agora há uma necessidade de se retomar a essa prática.A proposta ritual dos sacramentos de iniciação deve seraplicada na vida de batizados e batizadas. Passa por aí uma vida de fé autêntica, madura e oriunda no Evangelho de Jesus Cristo. Ocorre que o modelo de catequese atual, focado apenas na dou- trina e nos sacramentos, tornou-se ineficaz para isso. A perda dos valores religiosos e éticos atinge a sociedade como um todo, manchando suas raízes, gerando escândalos, corrupções, incertezas e outras mazelas.Então só podemos concluir que há algo de errado nesse processo. “Ninguém nasce cristão, nós nos tornamos cristãos”, dizia Tertuliano, Pai da Igreja Antiga. Ora, a sociedade atual não tem mais nada de cristão, o Evangelho ainda não foi totalmente absorvido pela sociedade. É necessário então pensarmos o que significa ser cristãos hoje. O fato é que agora, quando se fala de iniciar cristãos na fé da Igreja, fala-se de uma prioridade, e é para isso que apontam as reflexões atuais. O RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos), publicado em 1973,propõe uma pedagogia própria e específica, cujo relevo é oferecer a uma pessoa ou candidato um itinerário, um caminho, para ele vir a se tornar um discípulo, ou seja, um processo de iniciação à vida cristãmarcado por celebrações e ritos, e que culmina com o recebimento de um sinal sacramental. Por isso, em vez de curso, pensa num percurso de vida cristã. Essa é a chave. As comunidades cristãs encontrarão o jeito certo de adaptar as suas catequeses a esse novo método, também buscando qualificação. O RICA repropõe essa dimensão da catequese litúrgica, culminando com uma nova identidade cristã. Ele mantém aquele primeiro contato que se preocupavam as primeiras comunidades cristãs, e quer resgatar isso. Trata-se de falar de uma re-apropriação do processo iniciático para os catequistas que lidam com crianças, jovens e adultos. A catequese de iniciação batismal é ao mesmo tempo uma catequese de inspiração catecumenal, isto é, os iniciados percorrem o caminho pascal, dado o itinerário propostopelo RICA, com seus tempos, etapas e celebrações. Esse é o fio condutor e o esqueleto de toda catequese.Contudo, a iniciação não termina nos sacramentos. Para o RICA, a iniciação continua até o tempo da mistagogia. Eurivaldo Silva Ferreira Mestre em Teologia A Videira na Bíblia A visão de uma videira carregada de frutos sempre me impressionou, seja pela beleza, seja por sua dinâmica: no inverno, quando a planta perde suas folhas e é podada, parece ter morrido; depois, como que ressuscita, explodindo em brotos, folhas, sarmentos e, finalmente, os frutos. Na Bíblia, aparece relacionada ao simbolismo do povo de Deus e do próprio Senhor, a verdadeira videira. A vinha é uma cultura mediterrânica. A Palestina é conhecida como terra de bom vinho, ao menos desde o ano 3000 antes de Cristo. Após o dilúvio, a primeira árvore do novo mundo iniciado por Noé é justamente a videira. Nesse contexto, a Bíblia se refere pela primeira vez ao vinho (Gn.9,20-24), atribuindo a Noé a sua descoberta. 1. A videira, uma planta do Paraíso: Um dos sonhos de Israel, quando estava exilado ou emigrado, era poder ocupar uma terra onde corria o vinho e abundavam as uvas nas vinhas e lagares. A vinha era pois símbolo de riqueza e de bênção. Associada à figueira, a videira era símbolo de paz e de bem-estar. 2. A videira e a vinha, figura da mulher ideal: A mulher abençoada para o homem bendito é comparada à videira: «Tua esposa será como videira fecunda, na intimidade do teu lar» (Sl 128,3). 3. A vinha, símbolo de Israel, que Deus ama: Sendo a vinha um sinal da bênção de Deus, os profetas viram nisso um ponto de partida para falar do Povo de Israel como Povo de Deus: «Vou contar em nome do meu amigo, o cântico do amor que ele tinha à sua Vinha»… (cfr Isaías 5,1-7). A história de Israel é apresentada através do que pode acontecer a uma vinha: «Arrancastes uma videira do Egito, expulsastes outros povos para a plantar… Por que derrubastes os seus muros, de modo que a vindime quem quer que passe pelo caminho»? (Cfr Sl 79) O relacionamento de amor entre Israel (esposa) e Deus (esposo) é descrita nestes termos: «Madruguemos pelos vinhedos, vejamos se as videiras rebentam e se abrem os seus botões. Ali te darei as minhas carícias». (Ct 7,13) O drama religioso de Israel, que se torna infiel à Aliança, compara-se à videira estéril ou à vinha arrancada. 4. A Vinha, símbolo da Igreja. A Videira, símbolo de Cristo: O próprio Jesus para falar do reino de Deus, também se serve da imagem da vinha, cuidada pelo Pai, o Agricultor, que envia vinhateiros (profetas) e por último o herdeiro (o Filho), que virá a ser morto. Noutra parábola, para falar do apelo de todos na construção do Reino, usa a imagem dos trabalhadores contratados a diferentes horas do dia, para o trabalho da vinha. Até para falar da sua união com os discípulos e da união dos discípulos entre si, Jesus diz que é a «videira» e que nós somos os ramos ( cfr Jo.15,1-8). 5. A Vindima, símbolo do Juízo final: O livro do Apocalipse usa a imagem da «vindima», isto é, a colheitra das uvas, para falar do Juízo final e da responsabilidade de cada um. A videira e a vinha simbolizam a seriedade e a responsabilidade com que deve ser vivida a vida cristã: «O Anjo lançou a foice à Terra, vindimou a vinha da terra e lançou as uvas no grande lagar da ira de Deus». (Ap 14,19) Padre Antonio Bosco da Silva (fonte: colhido da internet sem identificação do autor; adaptado) Na próxima edição: O Vinho na Bíblia Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 9 Prestação de Contas Programe-se DIA HOR. ORGANIZAÇÃO ATIVIDADE LOCAL 1 9:30 CODIPA Coordenação Cúria Diocesana 2 9:30 CP Cons. Presbíteros Cúria Diocesana Clero Manhã Oraçao Sem. Diocesano RCC Vigília Catedral 3-5 ECC 1ª Etapa Catedral a definir 4-5 Vicentinos Retiro a definir 3 3 22:00 4 15:00 Batismo Reunião coordenadores CDP - sala 4 15:00 PASCOM Reunião CDP - sala 4 14:30 Dízimo Reun. núcleo CDP - sala Fé e Política Formação equipe diocesana a definir 4 Coleta Terra Santa Coleta CF 2016 CATEDRAL R$ 3.500,00 N.SRA.FÁTIMA - V.FÁTIMA R$ 14.062,15 STA.TEREZINHA - CUMBICA R$ 3.120,00 CATEDRAL R$ 8.775,00 N.S APARECIDA - COCAIA R$ 2.848,00 N.SRA.DE BONSUCESSO R$ 8.180,40 S.JUDAS TADEU - TIBAGY R$ 1.712,00 N.S APARECIDA - COCAIA R$ 7.464,50 SANTA LUZIA – MIKAIL R$ 1.636,20 STA.CRUZ–N.S.AP - DUTRA R$ 7.130,35 STA.CRUZ N.S.AP - DUTRA R$ 1.600,15 S.VICENTE DE PAULO R$ 7.100,00 S.FRANCISCO - GOPOUVA R$ 1.507,80 STA.CRUZ - TABOÃO R$ 5.639,55 SANTA LUZIA – ALVORADA R$ 1.306,00 STA.RITA – J.CUMBICA R$ 5.225,25 4 13:00 Pastoral Criança Ass. Anual Loreto N.SRA.DE BONSUCESSO R$ 1.268,05 S.FRANCISCO - GOPOUVA R$ 5.027,10 4 15:00 Terço dos homens Reunião Diocesana CDP SÃO JOSÉ - J.PAULISTA. R$ 1.214,30 SÃO JOSÉ - J.PAULISTA. R$ 4.936,85 5 15:00 Apostolado Reunião Catedral STO.ANTONIO - GOPOUVA R$ 1.155,95 SANTO ALBERTO MAGNO R$ 4.482,40 5 9h-13h CRB Form. núcleo Mis. Claretianas S.FRANCISCO - UIRAPURU R$ 1.150,00 S.JOÃO BATISTA R$ 3.796,50 11 15-17h Sobriedade Reunião CDP - sala STO.ANTONIO - V.AUGUSTA R$ 1.081,05 STO.ANTONIO - GOPOUVA R$ 3.710,00 11 15h CDDV Reunião Catedral S.FRANC. ASSIS - NAÇÕES R$ 1.050,00 SANTA LUZIA – ALVORADA R$ 3.673,00 11 14:30 IAM Reunião Assessores Catedral SÃO PEDRO APÓSTOLO R$ 1.019,00 S.JUDAS TADEU - TIBAGY R$ 3.517,00 11 14:00 Carcerária Reunião e Formação Catedral SANTA MENA R$ 1.002,25 STO.ANTONIO - PIMENTAS R$ 3.400,00 11 14:00 SAV/PV Reunião Catedral 11 17:00 Terço dos homens STO.ANTONIO - PIMENTAS R$ 1.000,00 STA.TEREZINHA - CUMBICA R$ 3.088,00 14 9:30 Economato Conselho Administrativo Cúria Diocesana STA.CRUZ - TABOÃO R$ 983,70 N.S FÁTIMA-TRANQUILIDADE R$ 3.077,50 14 20:00 For. Bonsucesso CFP Sagrado Coração S.JOÃO BATISTA R$ 975,50 SÃO GERALDO R$ 3.065,45 15 20:00 Forania Fátima CFP Alvorada S.JUDAS – JD.ALICE R$ 900,45 STO.ANTONIO - PARQUE R$ 3.055,00 15 9:30 CP Reunião do Clero Seminario NS FÁTIMA -TRANQUILIDADE R$ 860,90 S.ANTONIO - V.AUGUSTA R$ 2.914,95 16 20:00 Forania Imaculada CFP a definir NS ROSÁRIO - V.ROSALIA R$ 850,00 S.FRANCISCO - UIRAPURU R$ 2.783,00 16 9:00 PPI Reuniao mensal Sede Diocesana N.S FÁTIMA - V.FÁTIMA R$ 818,85 SANTA LUZIA – MIKAIL R$ 2.498,25 17 19:30 Cebs Forania Bonsucesso Bonsucesso SANTO ALBERTO MAGNO R$ 737,60 SAG. CORAÇÃO DE JESUS R$ 2.313,00 17 20:00 Forania Aparecida CFP a definir NS APARECIDA-BELA VISTA R$ 720,00 S.FRANC. ASSIS - NAÇÕES R$ 2.150,00 18 8:30 Vicentinos Reunião Conselho Central Cumbica STO.ANTONIO - PARQUE R$ 700,00 NS.APARECIDA-BELA VISTA R$ 1.800,00 Pastoral Familiar Noite da ternura CDP NS LOURDES - ITAPEGICA R$ 654,55 SÃO ROQUE - CECAP R$ 1.664,00 ECC 3ª Etapa Turmas 2014-2015-2016 Tranquilidade STA.RITA -JD. PALMIRA R$ 600,00 N.SRA.FÁTIMA – ARACILIA R$ 1.500,00 Fé e Política Formação por forania a definir S.VICENTE DE PAULO R$ 600,00 SAGRADA FAMILIA R$ 1.470,00 18 18 19:30 18 Sto. Ant.Pimentas 19 14:30 Saúde Agentes da pastoral a definir SAGRADA FAMILIA R$ 590,00 NS.ROSÁRIO - V.ROSALIA R$ 1.395,00 19 8:00 RCC Formação Básica A e B CDP SÃO ROQUE - CECAP R$ 577,80 SÃO PEDRO APÓSTOLO R$ 1.348,00 19 19:00 PPI Missa Dia Contra violencia a pessoa idosa N.SRA.LORETO R$ 552,60 S.JUDAS – JD.ALICE R$ 1.326,00 20 20:00 Pastorais Sociais Reunião Coordenação Sede Pastoral 21 9:30 Caritas Conselho deliberativo CDP STA.RITA – J.CUMBICA R$ 550,75 STA.RITA - PALMIRA R$ 1.317,00 21 10:00 Pastoral Criança Reuniao Sede Pastoral SANTA ROSA DE LIMA R$ 500,00 SANTA MENA R$ 1.281,70 23 9:30 CDAE Conselho economico Cúria Diocesana N.SRA.DE GUADALUPE R$ 477,00 STO.ANTONIO.M.CLARET R$ 1.200,00 25 8:30 Catequese Escola Foranias N.SRA.FÁTIMA – ARACILIA R$ 400,00 N.SRA.LORETO R$ 1.159,75 25 15:00 Escola Diaconal Encontros aspirantes ao diaconato Esc. Ministérios STO.ANT.MARIA CLARET R$ 321,00 N.S.LOURDES - ITAPEGICA R$ 1.086,00 R$ 291,00 NS.APARECIDA-J.V.GALVÃO R$ 1.000,00 26 8:00 RCC Encontro cura interior CDP N. SRA APARECIDA-J.V.GALVÃO 26 15:00 SAV Enc. Voc. Masculino Catedral SAG. CORAÇÃO DE JESUS R$ 241,00 26 15:00 PASCOM For. Bonsucesso Presidente Dutra SÃO GERALDO R$ 196,50 CAPELANIA STELLA MARIS R$ 143,00 TOTAL R$ 41.412,95 10 Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 AREA PAST. S. CORAÇÃO R$ 950,00 SANTA ROSA DE LIMA R$ 779,00 CAPELANIA STELLA MARIS R$ 720,45 N.SRA.DE GUADALUPE R$ 532,50 TOTAL R$ 141.594,60 GRANDIOSA QUERMESSE DE SÃO PEDRO Vai Acontecer Paróquia São Pedro Apóstolo Rua São José, 137, Vila Galvão 11 12 18 19 Barracas - Deliciosos Comes e Bebes - Jogos divertidos... Programação do Tríduo de São Pedro Dia 26 de Junho - Domingo - Santa Missa às 08:00h e 10:00h 15:30h - Tarde de louvor (Presença de Maria Gabriela). 18:00h - Missa pela Cura Dia 27 de Junho - Segunda - às 19:30h - Missa pela Cura (Pe. Rodrigo Cardoso). Dia 28 de Junho - Terça - às 19:30h - Missa pela Cura (Pe. Pedro Paulo). DIA 29 DE JUNHO - QUARTA - DIA DE SÃO PEDRO - 15:00h - Santa Missa dos Idosos (com a bênção das chaves). - 19:30h - Santa Missa do Padroeiro (com a bênção das chaves). * As bênçãos para sua vida «Deus providenciará» « O que é ligado na terra, será ligado no céu». Aniversariantes Nascimento 01 (1967) 01 (1963) 05 (2010) 09 (1986) 22 (1947) 29 (1960) Pe. José Wagner Pe. Francisco Antunes Pe. Wilson Eduardo S. Rodríguez Pe. Cássio Fernando Pe. Megumi Nagayama Pe. Pedro Paulo Ordenação 11 (2004) Pe. Edivaldo Medeiros 15 (1987) Pe. Antônio Zafani ATENÇÃO COLABORADORES: Enviem suas matérias até o dia 15 de cada mês, contendo no máximo 30 linhas, com corpo 14. Caso venha com um número maior de linhas, faremos a redução proporcional do conteúdo. Sugestões e críticas: [email protected] Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 11 PASCOM Oficial da Diocese de Guarulhos Especial O Diretório de Comunicação na Igreja no Brasil nos ajuda a compreender a Pascom e afirma nos números 247 e 248 que a Pastoral da Comunicação ganha sentido na medida em que colabora com a ação evangelizadora da Igreja, pois “a evangelização, anúncio do Reino, é comunicação” ( Puebla, n. 1063 ). Contudo, não se pode reduzir essa pastoral aos meios de comunicação, pois ela é um elemento articulador da vida e das relações comunitárias. Compreendendo a Pascom em sua abrangência, algumas características se destacam, tais como: 1) colocar-se a serviço de todas as pastorais;2) promover o diálogo e a comunhão das diversas pastorais; 3) capacitar os agentes de todas as pastorais na área da comunicação, especialmente a catequese e a liturgia; 4) favorecer o diálogo entre a igreja e os meios de comunicação, para dar visibilidade à sua ação evangelizadora;5) envolver os profissionais e pesquisadores da comunicação nas reflexões da Igreja; e 6) desenvolver as áreas da comunicação, como a imprensa, a publicidade e as relações públicas, nos locais onde não existem profissionais especificamente designados. Missa Diocesana da Comunicação 22/06 - Paróquia São Francisco - Uirapuru Coordenação Diocesana CORREIOS IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA 12 Folha Diocesana de Guarulhos | Junho de 2016 PASCOM IMPLANTADAS – 23 PARÓQUIAS Catedral N. Sra da Conceição Paróquia Santo Antônio – Vila Augusta Paróquia Santo Antônio – Parque Santuário São Judas Tadeu Paróquia Santo Antônio – Gopoúva Paróquia N.Sra Aparecida – Cocaia Paróquia N.Sra de Fátima – Vila Fátima Paróquia N.Sra Aparecida – Bela Vista Paróquia Santa Mena Paróquia São José – Jd Paulista Paróquia Santa Cruz e N.Sra do Carmo – Taboão Paróquia São João Batista Paróquia Santa Luzia – Mikail Paróquia Santa Rosa de Lima Santuário N.Sra do Bonsucesso Paróquia Santo Alberto Magno Paróquia Santa Cruz e N. Sra Aparecida – Pd. Dutra Paróquia N. Sra de Guadalupe – Jd Fortaleza Paróquia Santo Antônio – Pimentas Paróquia São Franciso de Assis – Uirapuru Paróquia N.Sra de Fátima – Jd Aracília Paróquia Santa Luzia – Alvorada Área Pastoral Sagrada Família – Vila Carmela