Schulranzen Ergo Style
Transcription
Schulranzen Ergo Style
Cai obrigatoriedade de alguns adesivos Revista do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás Ano XVII / Abril de 2016 / Edição nº. 75 Cresce opção por bandeira branca 3 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Editorial Assuntos de relevância Em tempos bicudos como os que estamos passando atualmente, com alta da inflação e nos juros e queda nas vendas, toda cautela é pouca. Pensando nisso e tentando colaborar com os revendedores goianos, a Revista do Sindiposto traz informações relevantes para o dia a dia dos postos de combustíveis do Estado. Uma delas trata-se da estratégia do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de intensificar as ações contra empresas culpadas por acidentes de trabalho de seus funcionários que agora vão ter o ritmo dobrado de apresentação à Justiça até 2017. A ideia é priorizar os casos coletivos, em que o INSS busca ressarcimento pelos benefícios pagos a centenas de empregados de um mesmo patrão. Outra matéria veiculada nesta edição aborda a questão das leis do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) relativas à exibição comercial de programas de TV ou de músicas em lojas de conveniência que precisa da autorização da entidade. Informação relevante também é que as empresas credenciadas ao programa da Nota Fiscal Goiana que não entregarem os arquivos magnéticos à Secretaria da Fazenda, desde a data da adesão, poderão ser autuadas e até multada com valores entre R$ 750,00 a R$ 2,2 mil, segundo alerta da Gerência de Informações Econômico-Fiscais (Gief ) da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Em outra vertente, a revista traz informações de mercado para orientar os revendedor na hora de tomar decisões em seu negócio, como a tendência de postos bandeirados tornarem-se bandeira branca devido à diferença de preços praticada pelas distribuidoras. Muitos revendedores reportam estar comprando combustíveis da distribuidora a um valor mais alto do que o concorrente está vendendo já na bomba. Nesse contexto, muitos estabelecimentos estão em sérias dificuldades por falta de competitividade que os altos preços impostos pelas distribuidoras implicam. A Revista do Sindiposto anuncia ainda a retomada dos cursos sobre a NR-20 em 2016, com o primeiro tendo sido realizado em Goiânia de 03 a 05 de fevereiro. Os estabelecimentos interessados só têm que entrar em contato com o sindicato para agendar o curso em sua cidade. Na certeza de estar colaborando com a revenda goiana, desejamos uma boa leitura. José Batista Neto Presidente do Sindiposto-GO 4 | SINDIPOSTO | Abril/2016 03 05 Editorial Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás 12ª Avenida, nº 302, Setor Universitário CEP.: 74.603-020 – Goiânia-GO www.sindiposto.com.br Telefax: (62) 3218-1100 e-mail: [email protected] Diretoria Notas Presidente: José Batista Neto 10 Cresce opção por bandeira branca 1º Vice-Presidente: Maurício Ribeiro Batista 2º Vice-Presidente: Roberta Pimenta Moura Carvalho 1º Diretor de Patrimônio Financeiro: Mário Fernandes Júnior 12 Empresas que causam acidente de trabalho serão cobradas pelo governo 14 16 Cai obrigatoriedade de alguns adesivos 2º Diretor de Patrimônio Financeiro: Eliswaldo de Azevedo Machado 1º Secretário: Sebastião Peixoto Moura 2ª Secretário: Gustavo Henrique Marcelo de Faria Diretor de Rodovias: Juvenilton Bezerra Cruz Diretor Social: Cícero Gomes Lage Empreendimentos também estão sujeitos às leis do Ecad Diretor de Rodovia: Juvenilton Bezerra Cruz Suplentes da Diretoria: Idálio Ilmo Rabelo Filho, Ulisses Brandão Souto e Elson Justiniano Alves 17 20 Licença-paternidade sobe de cinco para 20 dias 21 23 Gestão de Segurança e Saúde do Trabalhador Postos de combustíveis têm que obedecer regulamentação ambiental para funcionar Preços dos combustíveis crescem entre 13% e 30% em um ano 25 Dona da Ticket lança empresa de cartão de abastecimento de combustível 26 Calendário Fiscal Conselho Fiscal: Alexandre Marcelo de Faria, Adriano Alves Monteiro e Rogério Márcio Borges Suplente Conselho Fiscal: Vander Ferreira Barros, Daniel Borges de Oliveira, Valdeci Siqueira Batista Coordenador Administrativo: Marco Antônio Ribeiro Borges Assessora Administrativa: Letticia Alves e Silva Auxiliar Administrativa: Tuanny Bueno de Almeida Secretária: Alline Vieira Cintra Chagas Corpo Jurídico: Dr. Hélio França de Almeida Dr. Nayron Cintra Sousa Dra. Stéfani Calaça Resende Dra. Andressa Camilo Assessoria Contábil: Jocenildo Alves Maciel Edição e Redação: Dalton Costa Diagramação: Thales Moraes Tiragem: 1.000 exemplares Periodicidade: bimestral Impressão: Gráfica Formato Obs.: A Revista Sindiposto não se responsabiliza pela qualidade e/ou conteúdo dos anúncios, serviços prestados, assim como, dos informes publicitários veiculados. Novos Associados Posto Marinheiro II Avenida Goiás, 562, Lt. 05, Qd. 414, Setor Campestre, Goianésia Proprietários: João José Gonçalves da Silva e Raika Falcão Miclos Gonçalves Posto Marinheiro III Avenida Antônio Carlos Paniago, 124, esquina c/ Rua 6, Setor São Bento, Mineiros Proprietários: João José Gonçalves da Silva , Thiago Simões Silva e Raika Falcão Miclos Gonçalves Posto MM Combustíveis Ltda Rua Santa Bárbara S/N, Qd 04, acesso pela BR 040, Km 19, Santa Edwiges, Luziânia Proprietários: Marcos José da Silva Júnior e Marcos José da Silva Posto Kurujão VIII Avenida Anhanguera, 2587, Leste Universitário Goiânia Proprietários: Elza de Fátima dos Reis, Douglas dos Reis e Vivian de Fátima dos Reis Posto Kurujão XIII Avenida Goiás, 1307, Qd. 111, Lt. 135, Centro, Goiânia Proprietários: Elza de Fátima dos Reis, Douglas dos Reis e Vivian de Fátima dos Reis 5 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Notas 6 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Licença Ambiental e certificado do Corpo de Bombeiros Desde outubro do ano passado, os postos revendedores que não estiverem com as licenças ambientais e o Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) atualizados estão em situação irregular. Isso pode acarretar na revogação da autorização da atividade. Além desses documentos, o estabelecimento precisa também estar em dia com o alvará de funcionamento, regra que vale desde 2013. Os documentos são solicitados nas ações de fiscalização de rotina. Na ausência de qualquer um destes documentos, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) notificará o revendedor, concedendo a ele um prazo de 30 dias para sua apresentação, de acordo com a Resolução 41/2013. Ao final deste prazo, com o descumprimento da notificação, é lavrado auto de infração que dará origem a um processo administrativo de revogação definitiva da autorização para atividade de revenda. Se o revendedor apresentar comprovante de petição/requerimento encaminhado ao Corpo de Bombeiros ou órgão ambiental, a ANP irá indagar formalmente os órgãos se o estabelecimento está apto a operar durante esse período. Em caso positivo, o processo administrativo será suspenso pelo período indicado pelo órgão competente. Em caso negativo, o processo terá prosseguimento para a revogação da autorização. Para o alvará de funcionamento, a ANP notificará o revendedor, concedendo 48 horas para a apresentação da documentação. No descumprimento do prazo, será lavrado auto de infração que também revoga a autorização para a atividade. GRÁFICA Novo padrão de provetas a partir de dezembro de 2016 A portaria INMETRO n.º 45, de 22 de janeiro de 2016, estabeleceu novo prazo para vigência do que dispõe a Portaria INMETRO n.º 528, de 03 de dezembro de 2014, no que se refere ao prazo de aplicação prática desta última, passando ela a ter validade a partir de 04 de dezembro de 2016. A Portaria INMETRO n.º 528, de dezembro de 2014, institui novas especificações para a fabricação da proveta de 100 ml, utilizada na medição do teor alcoólico do anidro na gasolina: • Tampas e bases fabricadas em vidro borossilicato; • Estabilidade quando colocadas em superfícies planas; • Inscrições obrigatórias, devendo estas constar marca de aprovação de modelo, conforme Portaria do INMETRO n.º 274/2014. Assim, levando em consideração o fato de a atual proveta não atender aos aspectos previstos na norma, o revendedor terá que adquirir novos equipamentos, de acordo com o que estabelece a portaria. Cuidados com o Aedes aegypti é responsabilidade social dos postos Cursos sobre NR-20 são retomados O Sindiposto realizou de 03 a 05 de fevereiro o primeiro curso sobre a NR-20 de 2016. Isso representou a retomada dos cursos este ano. Serão realizados cursos tanto em Goiânia, quanto no interior. Os interessados devem entrar em contato com o Departamento Ambiental e de Segurança e Saúde do Trabalhador do sindicato pelo telefone (62) 3218-1100 e falar com Maria Emília. Orientação ao consumidor Sempre que for abastecer um veículo, o frentista deve orientar o consumidor a verificar a bomba sendo zerada. Após o abastecimento, deve orientá-lo a verificar valor e litragem. Em caso de dúvida, o consumidor pode pedir ao frentista para fazer a aferição da bomba, visando evitar fraude. Esse procedimento é saudável para o mercado, já que dá credibilidade para os postos que trabalham dentro da norma. Considerando que apenas a ação conjunta entre a população, o governo e os empresários será efetiva no controle do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus, a revenda tem a responsabilidade, junto à população, de eliminar os criadouros do Aedes aegypti, cobrindo ou furando pneus, usando areia grossa em pratos de vasos de plantas, ensacando e jogando no lixo vasilhames que possam acumular água parada, virando de boca para baixo garrafas vazias e tampando as caixas d’água. Os postos de combustíveis, em suas estruturas, têm canaletas e escoadouros que podem acumular água parada, facilitando a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Por isso a atenção deve ser cobrada dos funcionários, principalmente no tempo chuvoso, para que sempre estejam limpando e tirando a água desses locais. Aos postos que tem borracharias, deve ser cobrado que os pneus fiquem sob coberturas para evitar que a água se acumule dentro deles. ^ sua conveniencia merece os melhores salgados! Uma indústria especializada em salgados especiais para seu o negócio! Seja: Lanchonete, Padarias, Conveniência... São produtos embalados, rotulados e resfriados com alto padrão de qualidade. 62. 3931-5800 empadaogoiano.com.br 8 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Falta de entrega de arquivo magnético gera multa As empresas credenciadas ao programa da Nota Fiscal Goiana que não entregarem os arquivos magnéticos à Secretaria da Fazenda, desde a data da adesão, poderão ser autuadas. O alerta é da Gerência de Informações Econômico-Fiscais (Gief ) que esclarece, ainda, que o valor da multa varia entre R$ 750,00 a R$2,2 mil. Conforme a coordenação do programa, é grande o número de reclamações de consumidores em relação às informações das compras que não estão sendo transmitidas pelas empresas para a Sefaz, o que causa prejuízos no cálculo da pontuação para participação dos sorteios, que acontecem mensalmente, bem como na concessão de desconto no IPVA. A informação ao contribuinte sobre a possibilidade de inclusão do CPF no documento fiscal, no ato da compra, é de caráter obrigatório, sendo que as empresas que dificultarem ou induzirem o consumidor a não exercer seus direitos previstos em lei estarão sujeitas a multa de R$ 200,00 por documento fiscal a ser aplicada pelo Procon/GO, conforme previsto na Lei 19.133/15. Preços dos combustíveis crescem entre 13% e 30% em um ano A disparada dos preços dos combustíveis desde o ano passado é o assunto mais comentado entre consumidores. Com aumento de 30%, o preço médio do etanol foi o que mais subiu no país, tendo passado de R$ 2,06 para R$ 2,68 entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nesses 12 meses, o aumento da gasolina foi de 20%. Segundo a ANP, em janeiro de 2015 o valor médio no país estava em R$ 3,03. Neste ano, os motoristas estão pagando R$ 0,63 a mais pelo litro do combustível, que está custando R$ 3,66 em média. O diesel aumentou 13%. O normal passou de R$ 2,61 para R$ 2,99 e o S-10 de R$ 2,76 para R$ 3,14 em média. Esse cenário é um dos fatores que tem dificultado a vida das transportadoras. O diesel não pára de subir e ele influencia toda a cadeia. Entre os fatores que explicam os aumentos estão reajustes de preços aplicados pela Petrobras e aumentos de tributos federais e estaduais cobrados sobre os combustíveis. Nota fiscal eletrônica do consumidor No dia 19 de março foi publicado no Diário Oficial o decreto governamental 8.231que regulamenta a nota fiscal eletrônica do consumidor (NFC-e). O documento já era para ter sido adotado em Goiás, mas devido a problemas em sua implantação tem sido adiada a sua entrada em vigor. A nova nota foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e já vigora em alguns estados. A previsão é de que seja implantada em Goiás em dezembro. A adoção da NFC-e será feita de forma escalonada. Desde julho do ano passado que já está liberado o Ambiente de Homologação da NFC-e, Modelo 65, para que os contribuintes interessados possam realizar testes. Os web services são os mesmos da Nota Fiscal Eletrônica Modelo 55 e encontram-se disponíveis no Portal Nacional da Nota Fiscal no endereço http:// hom.nfe.fazenda.gov.br/portal/ principal.aspx. Para utilizar o ambiente é necessário que a empresa seja contribuinte do ICMS do Estado de Goiás, possua Certificado digital tipo A1 ou A3 no padrão ICP-Brasil e esteja devidamente credenciada junto à Sefaz-GO para emissão, em homologação, de documento fiscal eletrônico. 9 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Lei proíbe entrada de motociclista com capacete no posto Desde o final do ano passado, está em vigor a Lei Municipal nº 3.289/15 que proíbe o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face, nos estabelecimentos comerciais, órgãos públicos ou abertos ao público. Nos postos de combustíveis, os motociclistas deverão retirar o capacete antes da faixa de segurança para abastecimento. Os responsáveis pelos estabelecimentos devem ter afixado, no prazo de 60 dias, a contar da data de publicação da Lei, uma placa indicativa na entrada do estabelecimento contendo a seguinte inscrição: É PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOA UTILIZANDO CAPACETE OU QUALQUER TIPO DE COBERTURA QUE OCULTA A FACE. Logo abaixo destes dizeres, deve ser feita menção do número da Lei, bem como a data de sua publicação. 10 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Mercado Cresce opção por bandeira branca Discrepância de custos na compra de combustíveis nunca foi tão alta. Dependendo do caso, desbandeirar pode ser opção viável e rentável. A concentração do mercado de distribuição, nos últimos anos, está nas mãos de Shell, Ipiranga, BR e Ale. Isso fez com que revendedores começassem a ver seus negócios sucumbirem por falta de competitividade. Outro fator que atingiu em cheio a revenda, foi a recente crise da Petrobras. Até então as vantagens de ter um posto embandeirado eram claras, porém a discrepância de custos entre as distribuidoras tradicionais e as de bandeira branca nunca foi tão alta. A diferença de preços praticada pelas distribuidoras e constatada entre postos bandeirados e não bandeirados têm trazido significativas mudanças no mercado, com o surgimento de novas oportunidades para quem não quer ter um vínculo de exclusividade com uma companhia. Mesmo os estabelecimentos pequenos e com estruturas mais modestas têm drenado as vendas de cidades inteiras. Muitos revendedores reportam estar comprando combustíveis da distribuidora a um valor vel chega a R$ 0,18 de diferença, e refletem no preço que chega ao consumidor. Contratos de longo período, custos altos na compra e obrigações com planos de marketing têm sido algumas das queixas mais frequentes dos empresários. Com tamanha insatisfação e com os contratos chegando ao fim, surge a dúvida se vale realmente a pena continuar com o posto bandeirado. Com a força comercial que as três grandes distribuidoras que dominam o mercado têm, elas aproveitam para persuadir a revenda com contratos que, muitas vezes, não atendem seus reais interesses. O grande volume de fiscalizações, os bons índices de não conformidade e adulteração verificados em todo território nacional e os altos preços das distribuidoras, além de metas descabidas de galonagem, fazem da bandeira branca uma boa opção. Apenas uma pequena parcela dos consumidores é fidelizada à bandeira, clientes que não conseguem sustentar todo o volume de vendas do posto. É preciso preço para competir, já que nada atrai mais o consumidor para dentro do posto do que o preço. Vale lembrar que o mercado é cíclico, por isso, quando estiver ruim para uma distribuidora, a outra vai ceder mais para ganhar espaço. A partir daí a revenda deve tomar as rédeas da competição e escolher qual bandeira ela deve aderir, pensando nas vantagens e desvantagens oferecidas e determinar o que é melhor para o posto. O essencial é fazer contratos com volumes menores do que a média das vendas no último ano. Se o revendedor vende, por exemplo, 200 m³ por mês, é melhor que faça um contrato de 180 m³, e não de 220 m³. É melhor antecipar o cumprimento de um contrato do que ficar na mão da distribuidora e ter que pagar multas pesadas, ou até mesmo perder seu negócio para a companhia. Evitar contratos longos é uma boa ideia também, já que funcionam quase como um cheque em branco para as distribuidoras. Alguns acordos comerciais obrigam os revendedores a comprar milhões de litros de combustível pelo preço do dia. Ou seja, a distribuidora passa a ter o poder de dizer quem sobrevive no mercado. É bom procurar ser o dono dos tanques e das bombas, para que esteja fortalecido em caso de necessidade de mudança de bandeira. Evitar pegar dinheiro antecipado com a distribuidora, preferindo uma bonificação trimestral ou semestral, ou seja, cumprindo o volume estabelecido, receber o dinheiro, é também uma medida preventiva, já que nesse tipo de contrato é possível estabelecer uma cláusula de rescisão com a distribuidora. Isso a obriga a ser competitiva ou, caso contrário, o revendedor rescinde o contrato. Outra informação muito importante é a de que o revendedor não é obrigado a aceitar os planos de marketing, as franquias de lojas de conveniência e a troca de óleo. Apenas se houver real interesse deve-se adquirir esses produtos, e é possível adquiri-los em momentos distintos da assinatura do contrato de fornecimento. São várias as ações de prevenção, para que a revenda não tenha problemas ou prejuízos devido a contratos com distribuidoras. Bandeirados ou não, é preciso muita atenção e observação de mercado, evitando prejuízos e multas para o posto. 11 | SINDIPOSTO | Abril/2016 mais alto do que o concorrente está vendendo já na bomba, e o pior é que eles ainda têm que, diversas vezes, explicar ao Ministério Público o porquê dos preços altos em suas bombas. Nesse contexto, muitos estabelecimentos estão em sérias dificuldades por falta de competitividade que os altos preços impostos pelas distribuidoras implicam. Alguns empresários estão apenas aguardando o encerramento dos contratos para transformar seus postos em bandeira branca. As melhores condições na hora da compra do combustí- 12 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Previdência Empresas que causam acidente de trabalho serão cobradas pelo governo A ideia é priorizar os casos coletivos, em que o INSS busca ressarcimento pelos benefícios pagos a centenas de empregados de um mesmo patrão As ações contra empresas culpadas por acidentes de trabalho de seus funcionários vão ter ritmo dobrado de apresentação à Justiça, de acordo com estratégia que será adotada pelo governo federal, até 2017. A ideia é priorizar os casos coletivos, em que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) busca ressarcimento pelos benefícios pagos a centenas de empregados de um mesmo patrão. Representantes de empresários temem responsabilizações indevidas. Quando um acidente de trabalho causado pelo empregador leva à concessão de um benefício previdenciário – como auxílio-doença ou pensão por morte, pago à família da vítima – o INSS pode ir à Justiça para reaver os recursos. Por ano, cerca de 400 ações de cobrança desse tipo, conhecidas como regressivas, são levadas à Justiça. O número de benefícios previdenciários decorrentes de acidente de trabalho, entretanto, é bem maior: em 2013, último dado consolidado, 377 mil novos benefícios foram concedidos pelo INSS. A Procuradoria-Geral Federal (PGF) criará neste ano um grupo especializado nessas ações, para elevar o volume de processos para cerca de 800 por ano em 2017. Ter procuradores federais que só atuem no ajuizamento dessas ações regressivas vai ajudar o trabalhador a procurar os seus direitos. Outra medida é a assinatura de um convênio com o Minis- tério Público do Trabalho (MPT) para a definição de estratégias comuns nacionais de combate à insegurança no trabalho e troca de informações. Esse grupo vai fornecer os dados para que aqueles procuradores, que vão ser especializados, passem a ajuizar de uma forma mais eficaz as ações regressivas. A elevação no valor dos processos virá da priorização das ações coletivas, em que a cobrança envolve centenas de benefícios pagos pelo INSS. Nesses casos, o valor exigido das empresas está na casa dos milhões de reais. As ações coletivas têm um impacto pedagógico muito maior do que uma ação individual porque a empresa de fato vai ser obrigada a perceber os riscos sociais, além de o retorno financeiro ser maior. Advogados de empregadores questionam como o governo conseguiria comprovar, nos processos coletivos, que os empregadores tiveram culpa nos acidentes – condição necessária para que haja cobrança de ressarcimento. Eles temem que nas ações coletivas, a culpa dos patrões, não seja analisada devidamente pelo Judiciário. No momento em que há necessidade de caracterizar essa conduta negligente do empregador, há o risco de, em medidas coletivas, ter uma dificuldade dessa caracterização que muitas vezes é individual, que varia de empregador para empregador. O receio, justamente nessas medidas coletivas, é que o Estado, no momento de cobrar o ressarcimento, justamente queira passar por cima disso e trate tudo como uma questão homogênea. 13 | SINDIPOSTO | Abril/2016 14 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Normas Cai obrigatoriedade de alguns adesivos Regras que regem o mercado de combustíveis estão em constante alteração e coisas pequenas, como adesivos, placas e documentos, podem trazer uma grande dor de cabeça ao revendedor. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apresentou alterações à revenda em um curso de Boas Práticas, com o objetivo de repassar informações para um conhecimento mais abrangente do trabalho da Agência e as regulamentações do setor, evitando problemas em função de regras desconhecidas. A lista de obrigatoriedades da ANP é longa, mas alguns adesivos, por exemplo, não são mais imprescindíveis aos postos revendedores. Os adesivos são referentes às Resoluções 41/2013 – sobre o abastecimento com GNV e nocividade dos combustíveis – e 19/2015 – sobre o etanol. As regras que continuam válidas, e que serão observadas pelos órgãos responsáveis nas fiscalizações, são: exibição do quadro de aviso; efetuação de alterações cadastrais; manutenção dos Registros de Análise da Qualidade; Manutenção do Boletim de Conformidade; Manutenção da planta simplificada atualizada; Manutenção da Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico (FISQP) de todos os combustíveis comercializados; Certificados de verificação/calibração para densímetros, termômetros e proveta graduada de 100 mL; Identificação do combustível comercializado; Fixação de adesivo com CNPJ e endereço do posto revendedor e demais dados; Identificação do fornecedor do combustível automotivo; Identificação do fornecedor do GNV; Afixação de adesivo sobre o óleo diesel; Identificação do fornecedor do combustível automotivo, na alteração referente à opção de exibição da marca comercial de um distribuidor de combustíveis. A principal infração diagnosticada nas averiguações realizadas no primeiro semestre de 2015 pela ANP é a de deixar de prestar alguma informação aos consumidores. O revendedor deve ficar sempre atento, aos mínimos detalhes, a fim de evitar problemas com a fiscalização. ANP e o registro de documentos pela internet Apesar de regulamentado pela Resolução ANP n.º 41/2013, o envio de documentos e informações por meio do Sistema de Registro de Documentos dos Postos Revendedores – SRD-PR, somente passou a ser realidade a partir do início deste ano. O sistema visa garantir maior eficiência e economia para o revendedor no contato estabelecido com a agência regulamentadora. Com a nova ferramenta, todas as solicitações referentes ao cadastro de postos de combustíveis automotivos, como o requerimento de autorização para o exercício da atividade de revenda varejista e as atualizações cadastrais, passarão a ser feitas diretamente no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em sua fase inicial, o agente econômico poderá acessar o novo “Com a nova ferramenta, todas as solicitações referentes ao cadastro de postos de combustíveis automotivos, passarão a ser feitas diretamente no site da ANP” sistema por meio do site da ANP (Página principal: “Distribuição e Revenda” – Páginas Relacionadas: “SRD-PR”) ou seguir o procedimento atual, enviando as fichas em papel pelos correios. Se o agente optar pelo cadastro através do novo sistema (SRD-PR), as fichas em papel não deverão ser encaminhadas pelo correio. Para que o agente econômico consiga efetuar o registro, é necessário um cadastro prévio com o uso do Certificado Digital (e-CNPJ) da pessoa jurídica solicitante. O Certificado Digital é utilizado para garantir a segurança na transmissão de informações pela internet. As orientações quanto ao correto uso do sistema estão disponíveis no Manual do Usuário, disponível no site da agência (www.anp.gov.br). Nayron Cintra Sousa Assessor Jurídico do Sindiposto 15 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Artigo 16 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Lojas de conveniências Empreendimentos também estão sujeitos às leis do Ecad Para fazer exibição comercial de programas de TV ou de músicas é preciso ter autorização do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição Pensando no conforto do cliente, revendedores colocam televisões nas lojas de conveniência, sem saber que devem pagar pelos direitos autorais dos programas veiculados. A lei funciona assim: toda instituição pública ou privada, como lojas, bares, restaurantes, shoppings, academias, cinemas e teatros, que têm execução pública de música (ao vivo ou mecânica através de rádios ou TV) deve, de acordo com a Lei Federal 9.610/98, pagar pelos direitos autorais das obras tocadas. Programas de TV também entram na arrecadação já que durante e nos intervalos há vinhetas ou até mesmo apresentações musicais. Qualquer comercial é caracterizado como música e o autor do jingle veiculado recebe pela exibição como qualquer artista. A fiscalização do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) é feita por técnicos que visitam os estabelecimentos e os advertem quanto à necessidade de pagamento dos direitos. É cobrada uma taxa mensal e o valor varia de acordo com o tama- nho da loja e o fluxo de pessoas que passam pelo local. A cobrança média é de R$ 45,91 por cada m² de área sonorizada. A metragem não considera o tamanho total da loja, somente a área de acesso do público. Em cidades pequenas, com menos de 300.000 habitantes, existe uma redução de 15% no valor cobrado, e em cidades menores, com menos de 150.000 habitantes, a redução é de 30%, em função do critério de região socioeconômica. O não pagamento do direito autoral é uma violação à lei e o infrator responde judicialmente pela utilização não autorizada das músicas. Há dois casos em que o estabelecimento se livra do pagamento da taxa: quando o áudio dos programas fica no mudo, ou quando o comércio utiliza publicidade própria nas TV’s, com a divulgação de seus produtos e serviços. O Ecad reconhece que o uso de som ambiente influencia no comportamento do consumidor no momento da compra. Os estabelecimentos que quiserem manter o diferencial devem se cadastrar como usuário de música, podendo assim utilizar qualquer obra musical. Gestão de Segurança e Saúde do Trabalhador Implementar ações que promovam a gestão da segurança e saúde do trabalhador é mais um desafio para os operadores de postos de serviços A obrigatoriedade de cumprimento das leis relativas à Saúde e Segurança no Trabalho trouxe a preocupação de evitar acidentes ou doenças ocupacionais e oferecer um ambiente de trabalho saudável aos funcionários. Atento aos perigos inerentes aos produtos, às atividades e aos seus potenciais riscos, o governo promoveu a revisão da NR 20, publicada em 06 de março de 2012. Isto significa uma nova forma de gerir o posto. A partir de agora, a segurança do empregado passa a ser mais estruturada, com documentações, medidas preventivas, controle de saúde, procedimentos claros, muito treinamento e adequação da estrutura física. Duas peças técnicas são importantes neste novo processo de gestão: 1. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) O PPRA foi regulamentado pela NR-9, em 1994, e estabelece ações que garantam a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores, considerando possíveis riscos nos ambientes de trabalho. Tal programa deve estar articulado com o PCMSO. A elaboração e implementação do PPRA é obrigatória para todos os empregadores e deve ser elaborado por engenheiros, técnicos de segurança do trabalho ou médicos do trabalho. A validade do PPRA é de um ano e segundo a NR 9, deve ser guardado por 20 anos. Um dos maiores desafios do PPRA é o cumprimento do cronograma de ações, sendo que nas medidas apresentadas devem constar data de implementação e seu responsável. 2. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) O PCMSO é regulamentado pela NR-7, desde 1994 e estabelece o controle de saúde físico e mental do trabalhador, a partir da avaliação de suas atividades. Para maior eficiência, a legislação obriga o empregador a realizar exames médicos admissionais, de mudança de função, de retorno ao trabalho, periódicos e demissionais. O PCMSO é obrigatório e o empreendedor pode ser multado pela falta do programa. A sua não implementação pode levar os funcionários a contrair alguma doença ocupacional e os empregadores respondem judicialmente pelo dano causado. Atento a esta nova demanda, o SINDIPOSTO oferece assessoria técnica aos proprietários de postos revendedores, na execução e implementação de ações que promovam a Gestão de Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho. 17 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Legislação 18 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Artigo Conhecimento e Gestão gerando confiança – A importância da avaliação da conformidade legal das empresas Além disto a perda de financiamentos goverA complexidade do Ambiente de Negócios namentais oficiais pela falta de certidões negatiSabemos que atualmente o ambiente de nevas leva a prejuízos e perda de competitividade. gócios para as empresas brasileiras é bastante A importância de se ter conhecimento prévio complexo e desafiador. Além disto, também tee direcionar a solução dessas pendências e irremos consciência de que a estrutura de obrigagularidades é extremamente crítica para toda a ções legais que uma empresa deve prestar contas empresa pois gera confiabilidade e segurança periodicamente é bastante complexa e se perde não só para a empresa mas também para toda a por um emaranhado de leis e regulamentações. cadeia com a qual ela se relaciona - desde agenÉ fato, e sabemos disso, que uma empresa gastes financiadores, clientes, forta muito tempo para “tentar” se necedores funcionários e toda a manter em dia com toda a burosociedade. cracia fiscal, tributária, trabalhisPensando na importância ta e previdenciária, entre outras. “Toda empresa precisa desta necessidade, foi criado Em vista disto, se torna difícil pelo IBRACEM um processo de a gestão que uma empresa deve estar em situação de monitoramento que passa a ser fazer para dar conta de todas as regularidade perante um “Auditor Pessoal” acessível suas obrigações legais, perante todas as Empresas do Brasil, todos os órgãos, nos âmbitos Feum grande número de aindependentemente do porte, deral, Estadual e Municipal. simplificando e proporcionando O Instituto Brasileiro de Certiórgãos e em dia com maior segurança, com o monitoficação e Monitoramento – IBRAincontáveis obrigações ramento integrado e a certificaCEM é uma Pessoa jurídica de ção da situação de regularidade direito privado, sem fins lucratiacessórias e com o das pessoas jurídicas, perante vos, sem cunho político ou partodos os órgãos públicos do país. tidário e sem qualquer relação pagamento de seus Este processo de monitoramencom órgãos governamentais, tributos” to é capaz de trazer em um únitendo como atividade principal co certificado mensal a análise o monitoramento e a certificada situação de regularidade de ção da situação de regularidade todos os órgãos com os quais a empresa se redas pessoas jurídicas e pessoas físicas, perante laciona, gerando praticidade, confiabilidade e os respectivos órgãos competentes. transparência para a mesma. O IBRACEM foi concebido, estruturado e deO monitoramento integrado e a certificação senvolvido, ao longo dos últimos 10 anos, com podem ser realizados de forma periódica, de o objetivo de simplificar a vida, possibilitando acordo com a abrangência recomendada para ao empresário concentrar seus esforços em seu cada pessoa jurídica, segundo seu ramo de atinegócio, sem ter que se preocupar com os riscos vidade. Isto garante a empresa a clareza de sua decorrentes das complexas e inúmeras obrigasituação perante todos os Órgãos monitorados. ções legais existentes. Independentemente do porte, toda empresa Um fator de risco é o recebimento de mulprecisa estar em situação de regularidade perantas e autuações para situações sobre as quais te um grande número de órgãos e em dia com a empresa não tinha o menor conhecimento. incontáveis obrigações acessórias e com o pagaGrande parte das empresas que possuem almento de seus tributos. guma irregularidade sequer sabe da existência da mesma e só vão tomar conhecimento do A Confiança Gera Resultados problema quando forem autuadas. Gerando O IBRACEM acredita que um expressivo númultas e prejuízos. ça e esta gera resultados. Como entidade de interesse público, o IBRACEM tem o firme propósito de contribuir com a promoção da ética e do desenvolvimento econômico e social do País, ajudando a construir o Brasil que todos queremos ter. Evandro César Tenca Vice-Presidente do IBRACEM, Administrador pela FEA-USP, Pós-Graduado em Marketing pela Johann Wolfgang Goethe Universität em Frankfurt, Hessen e Mestrado em administração, pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV ), é professor de cursos de MBA na FGV e POLI-USP e coordena o Mestrado Internacional em Gestão de Negócios da Universidade Steinbeis, na Alemanha. 19 | SINDIPOSTO | Abril/2016 mero de pessoas jurídicas esteja em situação de irregularidade perante, pelo menos, um dos principais órgãos competentes, sem ter conhecimento deste importante fato. Levando em consideração todos esses aspectos e informações, podemos concluir que o monitoramento constante da situação de regularidade das empresas perante vários órgãos governamentais é condição crítica, não apenas como ferramenta de gestão tributária ou contábil, mas se torna uma ferramenta de boa governança corporativa e tem impacto para própria empresa para seus fornecedores, clientes e para seus funcionários - gerando um ambiente de extrema confiabilidade e segurança o que, com certeza, possibilita um aumento de rentabilidade para o negócio. A economia gira pela confian- 20 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Legislação Licença-paternidade sobe de cinco para 20 dias Por enquanto, o aumento da licença não será obrigatório para todos, mas apenas para as empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã, que também possibilita o aumento da licença-maternidade para seis meses O governo federal sancionou a lei que cria a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância e estabelece marco regulatório com uma série de direitos voltados para crianças de até 6 anos de idade. O texto, aprovado no início do mês passado pelo Senado Federal, foi sancionado sem vetos pela presidenta Dilma Rousseff no dia oito de março. Entre outros pontos, ele permite que as empresas ampliem a licença-paternidade dos atuais cinco dias para 20 dias. Por enquanto, o aumento da licença não será obrigatório para todos, mas apenas para as empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã, que também possibilita o aumento da licença-maternidade para seis meses. A licença-paternidade de 20 dias também valerá para adoção. O Programa Empresa Cidadã, regulamentado pelo governo em 2010, possibilita a ampliação do prazo da licença-maternidade das trabalhadoras do setor privado de quatro meses para até seis meses. O programa permite que a empresa deduza de impostos federais o total da remuneração integral da funcionária. A empresa que adere ao programa pode abater do Imposto de Renda devido valores dos dois salários extras. A regra só vale para as empresas que têm tributação sobre lucro real. Segundo o projeto, no período da licença, os pais e as mães não podem exercer qualquer atividade remunerada e a criança tem de ser mantida sob os cuidados deles. Se essa regra for descumprida, os funcionários perdem o direito à prorrogação. Instrução Normativa estabelece procedimentos para licenciamento A legislação atual dá mais acessibilidade à obtenção da licença, sem desconsiderar as leis ambientais e a norma brasileira de regulamentação Entrou em vigor em Goiânia no mês de janeiro a instrução normativa n° 41. O documento estabelece critérios e procedimentos para o Licenciamento Ambiental de pontos de abastecimento e postos revendedores e para a instalação de sistema retalhista (tanques de armazenamento de derivados de petróleo). “A principal mudança (com a vigência do documento) diz respeito à padronização dos procedimentos que a Amma, o órgão compe- tente para licenciar empreendimentos potencial ou efetivamente poluidores, lança mão para regularizar, do ponto de vista ambiental, as atividades nos postos”, explica o presidente da Agência, Nelcivone Melo. Para dar transparência aos processos para a abertura e continuidade das operações deste segmento na capital, a Amma definiu detalhadamente critérios que antes não eram regulamentados, mas que, em sua maioria, já faziam parte da análise técnica. O conteúdo final da instrução normativa, elaborado pelo corpo técnico da Amma, é resultado de vários encontros com entidades ligadas aos postos de combustíveis. A publicação da instrução normativa nº 41/2016 substitui a instrução normativa 23/2006, revogada também em janeiro. A legislação atual dá mais acessibilidade à obtenção da licença, sem desconsiderar as leis ambientais e a norma brasileira de regulamentação (ABNT-NBR). 21 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Meio Ambiente 22 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Artigo Ainda é obrigatória a autenticação do LMC Não, o que é obrigatório é a assinaDesde 15 de outubro de 2014, o tura do representante legal do posto contabilista pode autenticar os Livros revendedor nos termos de abertura e Fiscais pela internet, no acesso restrito fechamento de cada produto. no site da Secretaria da Fazenda. Antes - Como devem ser registradas disso, a autenticação só podia ser feita no LMC as perdas e sobras de comnas Delegacias Regionais de Fiscalizabustível? ção e Agências Fazendárias. O LMC possui campo próprio para O serviço foi implantado pela Geo preenchimento das notas fiscais de rência de Informações Econômicoentrada e produto, leitura dos encer-Fiscais para dar mais comodidade rantes (o que gera o estoque contábil) ao contribuinte no cumprimento de e para a leitura do estoque físico diário obrigações acessórias, já que ele não de cada tanque. É importante ressaltar precisará mais se deslocar até uma que a diferença entre o estoque físico unidade da Sefaz para autenticar os e o contábil (perdas e sobras de prolivros. A mudança faz parte do projeto duto) não pode ser superior a 0,6%. de desburocratização do atendimen- O gás natural veicular (GNV) to ao contribuinte que está sendo im“O Livro de precisa ser registrado no LMC? Por plantado pela Sefaz. quê? Visando, primordialmente, coibir Movimentação de Não. Um dos principais objetivos operações irregulares de aquisição e revenda de combustíveis, a PortaCombustível visa coibir do LMC é a análise dos estoques de produto, e não há estoque de GNV, ria DNC nº 26, de 13.11.1992 (DOU operações irregulares apenas fluxo do que é comercializado 16.11.1992), instituiu o Livro de Morevendedor. vimentação de Combustíveis (LMC), de aquisição e revenda pelo- posto Como deve ser registrado o para registro diário pelo posto revenproduto que é retirado para reprodedor dos estoques e movimentação de combustíveis” cessamento? de compra e venda de gasolina, óleo O campo de observações do LMC diesel, querosene iluminante, álcool deve ser utilizado para o registro do etílico hidratado carburante e mistura produto reprocessado. de óleo diesel/biodiesel especificada pela ANP. - Como deve ser feita a numeração das folhas A Portaria nº 28, de 12 de janeiro de 1996, tendo em do LMC? O termo de abertura deve ser considerado vista o disposto no Decreto nº 1.787, de 12 de janeiro de como a primeira página? 1996, sobre a utilização de gás natural para fins automoA numeração deve ser crescente e sequencial por tivos, institui, através do seu artigo 3º, a obrigatoriedade folha. O termo de abertura pode ser incluído nesta nupara o posto revendedor de gás natural manter em seu meração. poder o LMC, devidamente escriturado e atualizado, bem - Há alguma modificação na escrituração do LMC como as notas fiscais que permitam sua conferência. com o advento da nota fiscal eletrônica? O Artigo 78 da Lei nº 9.478, de 06.08.1997, implantou Não. As notas devem ser preenchidas da mesma fora ANP e extinguiu o DNC. Considerando que o artigo ma, com numeração e quantidade de produto adquirido. citado, além de criar a ANP e extinguir o DNC transferiu - Como deve ser lançado o produto biodiesel no para a ANP o acervo técnico-patrimonial, as obrigações, LMC? os direitos e as receitas do DNC, e embora a legislação O produto deve ser lançado como mistura óleo diesel dos Estados bem como a Portaria DNC nº 26/1992 ain/ biodiesel. da mencione o DNC, deve-se ler ANP. E desde essa data - Como proceder quando da retirada do LMC pela a ANP ainda não permitiu a extinção do livro físico bem fiscalização ou pela Secretaria de Fazenda? como sua autenticação em alguns estados. A fiscalização da ANP não solicita os LMCs originais. A escrituração eletrônica do LMC também deve seEm caso de fiscalização no próprio PR, o agente de fiscaguir os dispositivos da Portaria DNC nº 26 de 13 de nolização da ANP analisará os livros originais, e no caso de vembro de 1992. notificação para apresentação dos livros na ANP, o agen- A encadernação deve ser feita por produto? te econômico deverá enviar a cópia dos LMCs. Não há obrigatoriedade na legislação de que a enA eventual retirada, pela Secretaria de Fazenda, do cadernação seja feita por produto. No entanto, a ANP Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC) das insrecomenda, por motivos de organização e facilidade de talações do posto revendedor para análise deverá ser análise e manuseio, que a encadernação seja feita por protocolada. Este documento terá validade até o fim do produto, e no caso de escrituração eletrônica, que seja mês subsequente ao recolhimento do Livro. Findo este também mensal. período, o LMC deverá retornar ao estabelecimento. - Por quanto tempo os Livros devem estar disponíveis no posto revendedor para fins de fiscalização? Jocenildo Alves Maciel O posto revendedor deve manter em seu estabeleciConsultor e Gerente Comercial mento o LMC de cada produto dos últimos 6 (seis) meses. Plumas Contábil / GO em parceria com o SINDIPOSTO - É necessário autenticar as páginas do LMC? Sem Parar e Conectcard chegando no mercado Os sistemas por identificação de rádio frequência devem se tornar uma tendência no mercado brasileiro por oferecerem mais segurança e comodidade ao consumidor. Mais conhecidos pelos consumidores pela passagem automática nos pedágios de vias expressas em todo o país, os sistemas de pagamento por identificação de rádio frequência têm buscado parcerias com outras atividades econômicas que tenham o motorista de veículos como principal cliente, como estacionamentos de shoppings e postos de combustíveis. As bandeiras Ipiranga e Shell já possuem parcerias com os principais sistemas, ConectCar nos postos Ipiranga e Sem Parar nos postos Shell, que permitem facilidade no pagamento pelos clientes. Embora ainda tenha participação pequena na comparação com os demais, esse meio de pagamento vem conquistando espaço no mercado varejista de combustíveis, como alternativa aos tradicionais dinheiro e cartões. Os sistemas por identificação de rádio frequência devem se tornar uma tendência no mercado brasileiro por oferecerem mais segurança e comodidade ao consumidor. Na busca por ofertas de facilidades para os motoristas, as distribuidoras voltaram suas atenções aos sistemas. A marca Shell, por exemplo, tem aproximadamente 500 postos credenciados no sistema Sem Parar nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Já a ConectCar está presente em cerca de 3 mil postos da bandeira Ipiranga no país. A única desvantagem para os comerciantes desse sistema é a cobrança de uma taxa similar a que as administradoras de cartão co- bram. No caso do Sem Parar essa taxa é de 3% enquanto das administradoras, em geral, é de 2%. Além disso, como toda novidade, a implantação dessa forma de pagamento requer atenção redobrada com a gestão e controle por parte do revendedor. Isto porque como o pagamento é feito de forma automática, sem praticamente a interferência do frentista, é preciso ampliar o cuidado nesse tipo de operação para evitar cobranças indevidas para o consumidor, levando o posto a infringir o Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o artigo 42 do CDC, “o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável”. Ou seja, cabe ao revendedor provar que a cobrança indevida não foi gerada por má fé. Infelizmente não são incomuns os casos de cobrança em duplicidade no comércio provocados por falhas no sistema ou até mesmo por pessoas, seja por desconhecimento ou falta de atenção no momento da operação. As próprias máquinas de cartões (POS) apresentam falhas que às vezes levam a cobranças em duplicidade sem a intenção do funcionário de tal ato. Com os dispositivos de rádio frequência não poderia ser diferente. Embora a operacionalização do sistema seja relativamente simples, já que todo o processo é acompanhado pelo motorista do veículo – desde a autorização para realizar o abastecimento até o envio de conclusão da operação e débito no valor do volume abastecido por SMS – é comum, no início, surgirem dúvidas e falhas durante o processo. Para ter direito ao abastecimento pelo dispositivo de rádio frequência, o cliente deve entrar no site da empresa de pagamentos eletrônicos e solicitar a adesão. Vale ressaltar que não são todas as bombas de combustíveis que oferecem esse serviço, ou seja, os equipamentos disponíveis para realizar esse tipo de operação possuem identificação específica e, ao seu lado, um monitor onde frentista e motorista acompanham toda a transação. A velha dica de treinamento da equipe para realizar qualquer tipo de transação comercial é válida para evitar dores de cabeça com cobranças indevidas. Todo sistema pode ter falhas, mas com uma equipe bem preparada para contornar esse tipo de problema, o posto só tem a ganhar. No caso dos dispositivos eletrônicos, uma vez iniciado o abastecimento, não é possível mudar o meio de pagamento e o funcionário precisa informar isso ao consumidor. Se mesmo tomando todas as precauções, acontecerem cobranças em duplicidade, a orientação é buscar atender da melhor forma possível o consumidor, mostrando agilidade e qualidade no atendimento. Muitas vezes é possível evitar ações judiciais demonstrando empenho e atenção para resolver o problema do cliente. 23 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Auto-serviço 24 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Artigo A utilização de e-mail corporativo e seu monitoramento assuntos inerentes ao trabalho. Tanto a Constituição Federal A presença de cláusulas que como a Lei n.º 12.965, de 23 de deixam claro a responsabilidaabril de 2014 (Marco Civil da Inde do funcionário, além de resternet), garantem a privacidade guardar o patrimônio da empree o sigilo dos meios de comusa, protege o empregador de nicação utilizados no país, a ineventuais demandas perante a cluir a comunicação digital. Justiça do Trabalho. Além da reparação na esfeAssim, sendo o colaborador ra cível, aquele que porventura devidamente avisado de que o viole a privacidade e o sigilo de e-mail corporativo da empresa outrem poderá responder crideverá ser usado somente para minalmente, com base na Lei fins profissionais, de interesse n.º 12.737/12 (Lei Carolina Dieda empresa, poderá esta monickmann), pelo crime de invasão, torar o conteúdo dos arquivos obtenção e transmissão de coe informações trocadas por seu municações eletrônicas priva“Deixar claro a funcionário sem que ocorra indas. responsabilidade do vasão ao direito de privacidade, Pois bem, levando em conpreceitos contidos na sideração a “proteção” cível e funcionário, protege o conforme Constituição e na Lei do Marco penal normatizada, torna-se neCivil da Internet. cessário mencionar a importânempregador De todo o modo, mesmo sencia da conscientização do usuáde demandas do as informações repassadas rio sobre o uso das ferramentas aos funcionários com relação tecnológicas/digitais de forma trabalhistas” às formas de se utilizar o e-mail ética, prudente e segura. corporativo, deverá o empregaAlem disso, ao disponibilizar dor utilizar-se da prerrogativa ferramentas digitais corporatido poder diretivo com a máxima cautela. vas aos seus funcionários, o empregador deverá ter o cuidado de criar uma norma de modo a Nayron Cintra Sousa deixar claro ao seu colaborador que todo aquele Assessor Jurídico do Sindiposto aparato deverá ser utilizado, tão somente, para Dona da Ticket lança empresa de cartão de abastecimento de combustível Edenred terá participação de cerca de 18% no mercado brasileiro de cartão de combustível, excluindo o segmento de frete. Líder mundial em serviços pré-pagos e detentora das marcas Ticket, Accentiv’ Mimética e Repom, a Edenred, anunciou uma sociedade com a brasileira Embratec, detentora das marca Ecofrotas e Ecobenefícios, em uma nova companhia. As duas companhias vão combinar as operações de cartões de abastecimento de combustível. A Edenred terá 65% do controle e a brasileira Embratec ficará com fatia minoritária de 35%. Por meio de uma joint venture com a Embratec, que fará com que dobre o tamanho de seu negócio de cartões para abastecimento de combustíveis no país, a empresa de vouchers e cartões pré-pagos francesa Edenred revelou planos de expansão no Brasil. A transação, que ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), deve ser finalizada ainda no primeiro semestre deste ano. Enquanto a Edenred contribuirá com negócios gerados pela Ticket Car e pela Repom, de gestão de pagamento e recebimento de fretes e pedágio, a Embratec o fará com os negócios de cartão de combustível, manutenção de frotas e frete, operadas sob as marcas Ecofro- tas e Expers, além do negócio de antecipação salarial. A Edenred fez projeções, com base em 2014, e concluiu que o volume de emissão aproximado da nova entidade será de R$ 7,6 bilhões, e as receitas de R$ 450 milhões, o que indica que a empresa terá participação de cerca de 18% no mercado brasileiro de cartão de combustível, excluindo o segmento de frete. O grupo francês disse que o negócio está alinhado com seu plano de acelerar seu desenvolvimento no mercado de gestão de despesas, que será responsável por 17% do volume de emissão da Edenred com a aliança. 25 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Meios de pagamento 26 | SINDIPOSTO | Abril/2016 Calendário Fiscal D S CALENDÁRIO DE IMPOSTOS – ABRIL 2016 T Q Q S S 3 4 5 6 7 1 2 8 9 15 16 FGTS GFIP 10 11 ISS ISSQN Contribuição Assistencial 12 13 14 Envio da EFD – SPED FISCAL DO ICMS IPI (GO) Associativa Si nd. Empregados. 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 PIS S/ Faturamento COFINS S/ Faturamento Quotas Mensais IRPJ/CSLL ou (Trimestral) LEMBRANDO QUE ESTA CONTRIBUIÇÃO ODONTOLÓGICA, CASO O DIA 15 VENÇA NO FERIADO OU FINAL DE SEMANA, PODE-SE PAGAR NO PRÓXIMO DIA ÚTIL. ATENTAR QUANDO AS DATAS DOS VENCIMENTOS CAÍREM EM UM FIM DE SEMANA OU FERIADOS, NA DÚVIDA, PAGAR ADIANTADO O IMPOSTO PARA NÃO TER PROBLEMAS. OBS: OS IMPOSTOS IRPJ e CSLL VENCEM NO ULTIMO DIA DO MÊS 30 OU 31 CONFORME O MÊS. MATRIZ (11) 2023-9999 RUA: BURITI ALEGRE, 525 – VILA RÉ SÃO PAULO – SP – CEP: 03657-000 WWW.PLUMASCONTABIL.COM.BR FILIAL (62) 3926-8100 12° AVENIDA, 321 A – ST. LESTE UNIVERSITÁRIO GOIÂNIA – GO – CEP: 74603-020 WWW.PLUMASCONTABIL.COM.BR - LEMBRANDO QUE ESTA CONTRIBUIÇÃO ODONTOLÓGICA, CASO O DIA 15 VENÇA NO FERIADO OU FINAL DE SEMANA, PODE-SE PAGAR NO PRÓXIMO DIA ÚTIL. - ATENTAR QUANDO AS DATAS DOS VENCIMENTOS CAÍREM EM UM FIM DE SEMANA OU FERIADOS, NA DÚVIDA, PAGAR ADIANTADO OS IMPOSTOS PARA NÃO TER PROBLEMAS. - OBS: OS IMPOSTOS IRPJ E CSLL VENCEM NO ÚLTIMO DIA DO MÊS 30 OU 31 CONFORME O MÊS.