Oracle 10g: ein Blick ins Eingemachte

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Oracle 10g: ein Blick ins Eingemachte
18/03/2016
- BC vai poder operar com reservas remuneradas
- Para exportador argentino, crise no Brasil gera "vazio"
regional
- TCU vê 'ilegalidade flagrante' e quer fim de taxa em terminais
portuários
- Porto de Mariel atrai estrangeiros
- Direito contábil processual
- Usiminas firma acordo para suspender obrigações financeiras
por 120 dias
- ‗Investidores estão certos de que haverá impeachment‘
- Concessão da Via Dutra pode ser ampliada em até 16 anos
- Desde as eleições tentam impedir meu governo de forma
golpista, afirma Dilma
- Emprego com carteira assinada teve o pior fevereiro em 24
anos
- Ranking de saneamento mostra Rio em 50º lugar entre cem
maiores cidades
- Diante da crise energética, Venezuela estica feriado de
Páscoa
- Mercado financeiro aponta cenário pessimista para contas
públicas
- Anac publica regulamentação de limite a estrangeiros nas
aéreas
- Vale ameaça cortar 50% da produção em Minas
- Petrobrás prepara novo PDV e projeta corte de 12 mil
empregados
- Cai o financiamento externo, segundo o BIS
- PETROLEIRAS PODEM INVESTIR US$ 78 BI COM
ESTÍMULOS
- PARADIGMA INVESTE EM PLATAFORMAS PARA
REDUÇÃO DE CUSTOS NO SETOR ENERGÉTICO E
APOSTA NO MERCADO DE GÁS NATURAL
- LULA ASSUME CASA CIVIL SOB FOGO CRUZADO APÓS
VAZAMENTO DE GRAVAÇÕES
- Produção e emprego na indústria caem em fevereiro, mostra
CNI
- Vendas de produtos siderúrgicos ao mercado brasileiro
apresentam queda de 18,5% em fevereiro
- Câmara elege comissão especial do impeachment de Dilma
- Bolsa tem maior alta em quase 7 anos e dólar cai a R$ 3,65
com áudios de Lula
- Petróleo tipo WTI ultrapassa US$ 40 pela primeira vez desde
dezembro
- Empresários da construção civil criticam paralisia da
economia
- FMI pede que Brasil reforce as bases de sua economia
- Presidente da Firjan se posiciona a favor do processo de
impeachment
- CNI diz que crise deixa empresários ‗perplexos‘ e pede
urgência para tirar País do caos
- Samarco e Vale podem perder direito de explorar minas
1ª PARTE
NOTICIAS DO DIA 18/03
Fonte: Valor Econômico
18/03/2016
- BC vai poder operar com reservas
remuneradas
Por Claudia Safatle
Em um mesmo projeto de lei complementar, em elaboração final no Ministério da
Fazenda para ser enviado ao Congresso na segunda feira, o governo proporá a
criação das reservas bancárias remuneradas como um novo instrumento de política
monetária para o Banco Central administrar a liquidez da economia. Vai, também,
refinanciar a dívida dos Estados, medida que abrirá espaço para cerca de R$ 9
bilhões em investimentos e estabelecerá um teto para a expansão do gasto público.
Em um outro projeto o governo pedirá a ampliação do déficit público para até R$
60,2 bilhões este ano. Com isso, arranjará mais R$ 9 bilhões para concluir obras do
PAC que estão paralisadas, da transposição do São Francisco à Transnordestina.
O depósito remunerado de reservas bancárias excedentes, quando criado, conviverá
com o outro instrumento que o BC dispõe para regular a liquidez do sistema
financeiro, que são as operações compromissadas emissão de títulos do Tesouro
Nacional da carteira do BC com compromisso de recompra.
A idéia é que de forma gradual o BC reduzirá o estoque de compromissadas, que
chega a R$ 1 trilhão, mediante o resgate desses papéis, de curtíssima duração, com
recursos da conta única do Tesouro Nacional no BC ou, ainda, mediante o uso de
uma parte das reservas cambiais para tal fim.
A proposta foi feita originalmente pelo economista-chefe do Banco Safra, Carlos
Kawall, a partir de um estudo sobre os balanços de bancos centrais do ano de 2000
para cá, decorrente da esterilização da compra de reservas cambiais e, no pós-crise
global de 2008/2009, para esterilizar os "quantitative easing".
A criação dos depósitos remunerados de reservas foi uma importante inovação no
mundo dos banco centrais do pós crise. No Brasil o BC usou as operações
compromissadas para esterilizar a acumulação de reservas cambiais.
A conta única do Tesouro no BC é a outra face da mesma moeda e também
assumiu dimensão descomunal, chegando a R$ 1,036 trilhão. Ela vem sendo
anabolizada pela desvalorização do real que gera transferência de lucro do BC, com
as reservas, para o Tesouro. Quando a moeda se aprecia, as reservas dão prejuízo
e o Tesouro ressarce o BC com títulos públicos.
O efeito prático da substituição parcial das operações compromissadas por reservas
bancárias remuneradas será sobre o tamanho da dívida bruta como proporção do
PIB, principal indicador de solvência do país. Enquanto as compromissadas são
contabilizadas na dívida, as reservas não o seriam por se trata de um passivo do BC
e não do Tesouro Nacional.
A dívida bruta de 66% do PIB cairia para a casa dos 50% do PIB se todo o estoque
de 16% do PIB de compromissadas pudesse ser abatido do seu resultado. Mas não
é esse o caso, já que em princípio a substituição será gradual e parcial, pois o BC
continuará operando também com a carteira de títulos do Tesouro Nacional.
O fato é que se a dívida bruta é menor do que parece, o superávit primário requerido
para estabilizala Por Claudia Safatle 18/03/2016 BC vai poder operar com reservas
remuneradas também seria menor.
Com essas novas medidas e o pagamento das "pedaladas" que colocou R$ 83
bilhões, disponíveis para crédito nos bancos federais e no FGTS, o ministro da
Fazenda, Nelson Barbosa, acredita que poderá ver a economia reagindo no fim do
segundo semestre.
A pré-condição para conseguir isso, porém, é a normalização da política. O ministro
tem dito a interlocutores que o impasse político e o processo de impeachment da
presidente Dilma Rousseff estão arrastando ainda mais a economia para o fundo do
poço e atrasando uma possível recuperação. Ele acredita que enquanto não houver
a votação e derrota do impedimento de Dilma, não haverá recuperação dos
investimentos.
O ministro até já enxerga alguns sinais tênues de estabilização da economia. A
atividade em alguns segmentos da área de bens de capital teria parado de cair.
A própria situação de Barbosa, no entanto, é incerta. Há informações de que o ex-presidente Lula, cuja posse na Casa Civil ontem foi suspensa por uma liminar,
convidará o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para assumir o
comando da política econômica. Ambos terão encontro amanhã, mas uma
substituição eventual na pasta da Fazenda não seria de imediato, segundo se diz no
governo. Lula esperaria a votação do impeachment.
Mesmo ciente da dimensão da crise política e da dificuldade do PT de apoiar sua
estratégia, Barbosa mantém o ritmo de trabalho e insistirá na aprovação das
medidas acima. Mas não será "autista", como tem dito, a ponto de insistir na reforma
da previdência agora.
Com a apreciação cambial e a recessão que arrisca virar uma depressão
econômica, a inflação tende a cair de forma acelerada. Economistas de grandes
bancos e fundos já começam a prever inflação no teto da meta de 6,5% para este
ano e na meta de 4,5% ou até ligeiramente abaixo em 2017. Mas isso só resultará
em redução da taxa de juros quando o Banco Central tiver assegurada a mudança
das expectativas do mercado e a convergência do seu próprio cenário.
Diante da gravidade da cena política e do caos instalado no governo nas últimas 48
horas, fontes do mercado avaliavam, ontem, que a economia está binária e bipolar.
O risco, agora, é de a presidente Dilma permanecer no poder e a recessão de 4% se
transformar em uma depressão, com retração de 6% ou mais este ano.
O cenário oposto, com a saída de Dilma, seria uma reviravolta na atividade que
passaria a crescer no segundo semestre, reduzindo o impacto da recessão para 2%
no ano.
Ou seja, ou piora de vez ou melhora. O quadro intermediário de contração de 3,5%
a 4% este ano estaria em vias de desaparecer, alegam alguns economistas.
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Fonte: Valor Econômico
18/03/2016
- Para exportador argentino, crise no Brasil
gera "vazio" regional
Por Marli Olmos
O Mercosul e outras entidades que promovem o intercâmbio regional, como a União
das Nações SulAmericanas (Unasul), correm o risco de serem afetadas pela crise no
Brasil, segundo o presidente da Câmara dos Exportadores da Argentina, Enrique
Mantilla.
O dirigente lembra que foram governos brasileiros que estimularam criação de
quase todos os organismos regionais. "Essa governança regional entrou num vazio",
disse Mantilla. Os primeiros passos para a integração comercial entre Brasil e
Argentina são de 1985. "Todos esses movimentos foram coordenados pelo
Itamaraty", disse Mantilla. "Para que vai servir isso tudo se o maior país da região
está numa situação crítica?"
A questão comercial é a que mais preocupa os argentinos. No primeiro bimestre, as
exportações para o mercado brasileiro diminuíram 30,9% na comparação com igual
período do ano passado. Mas a questão política também chama a atenção. Em
entrevista a uma emissora de rádio, o ministro-chefe de gabinete, Marcos Peña,
disse que a situação preocupa o governo argentino por envolver "o sócio estratégico
número um".
Peña não quis opinar sobre as investigações que envolvem o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e nem sobre a nomeação para ministro, logo depois suspensa,
porque, disse o ministro, trata-se de "um processo judicial em curso e (uma questão)
que tem de ser resolvida institucionalmente". Ele disse, no entanto, "que a tensão
que existe é algo que se acompanha com preocupação".
Os últimos episódios ganharam amplo destaque na imprensa argentina. Atrai a
atenção da população em geral principalmente o papel de instituições como Justiça
e Polícia Federal. Em tom de brincadeira, muitos leitores que comentam o noticiário
sobre a crise política nos jornais argentinos sugerem até que o Brasil "exporte"
juízes para o país vizinho.
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Fonte: Valor Econômico
18/03/2016
- TCU vê 'ilegalidade flagrante' e quer fim de
taxa em terminais portuários
Por Murillo Camarotto
O Tribunal de Contas da União (TCU) pode colocar nas próximas semanas ponto
final em um dos assuntos mais espinhosos do setor portuário. Após uma auditoria
que investigou os principais gargalos para movimentação de cargas, a área técnica
do órgão defendeu a extinção da THC 2, como é conhecida a taxa cobrada pelos
terminais para a entrega das mercadorias importadas aos seus respectivos
proprietários.
Ao analisar a questão, os auditores do TCU concluíram que a taxa é "ilegal e
afronta a livre concorrência no mercado de armazenagem alfandegada". Antes do
tribunal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Secretaria de
Direito Econômico do Ministério da Justiça e a Secretaria Especial de Portos (SEP)
já haviam condenado a cobrança, hoje amparada em uma resolução da Agência
Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
O relatório do TCU lembra que a área técnica da Antaq já se manifestou contra a
cobrança da THC 2. A agência pretendia lançar uma audiência pública para reavaliar
o assunto, mas um pedido de vista do diretor Adalberto Tokarski congelou o plano.
Segundo o Valor apurou, a paralisação das discussões também teve o dedo do
ministro da SEP, Helder Barbalho. Ele teria encaminhado um ofício à Antaq
manifestando "preocupação" com o assunto e recomendando a suspensão da
discussão.
Os principais interessados na manutenção da THC 2 são os grandes terminais
localizados à beira-mar, também conhecidos como terminais "molhados". Eles
cobram das empresas de navegação uma tarifa para retirar os contêineres de dentro
da embarcação e acomodá-los em pilhas dispostas no pátio. Essa taxa é
incorporada ao preço do frete e repassada ao dono da carga.
Para tirar o mesmo contêiner da pilha e levá-lo até o portão do terminal, onde será
retirado, uma nova taxa é cobrada: a THC 2. As empresas que administram os
terminais molhados alegam que o manuseio e a movimentação até o portão
demandam recursos humanos e financeiros adicionais e que, por esse motivo, a
atividade deve ser remunerada.
Os auditores do TCU, no entanto, pensam diferente. A avaliação é que a cobrança
acaba forçando os donos das cargas a deixarem os contêineres armazenados no
terminal molhado, em detrimento dos galpões em zonas externas, conhecidas como
retro-áreas. "A cobrança constitui um desestímulo ao fluxo para portos secos,
centros logísticos industriais alfandegados e outros recintos presentes em retroáreas, gerando efeitos nocivos aos usuários e impacto no custo Brasil", afirma a
auditoria.
Ao estimular, mediante cobrança da taxa, a concentração dos contêineres no pátio,
os terminais molhados prejudicam a eficiência de todo o setor portuário. "Em
qualquer parte do mundo, portos eficientes trabalham com conceito de otimização do
fluxo de carga, com liberação ágil e armazenagem mínima na zona portuária. O foco
do porto é o fluxo, enquanto no Brasil cada vez mais carga é armazenada nos portos
molhados, gerando ineficiência", sustenta o relatório.
Além da questão concorrencial, o tribunal aponta ilegalidade na instrução normativa
pela qual a Antaq regularizou a cobrança da THC 2. Um dos pontos apontados é a
assimetria na aplicação da norma. Nas exportações, a taxa de serviços do terminal
contempla desde a coleta do contêiner no portão do terminal até o
acondicionamento no navio. "Esse fato, por si, descaracteriza o conceito da tarifa
utilizado mundialmente e afronta práticas comerciais até então consolidadas", diz o
TCU.
Entre vários outros encaminhamentos, o relatório técnico sugere à ministra relatora
do processo, Ana Arraes, que determine a revisão na resolução normativa e,
consequentemente, o fim da cobrança da taxa. Antes de tomar uma decisão, no
entanto, a ministra vai ouvir a opinião da procuradoria do TCU e das associações
representativas dos terminais. A Antaq e a Secretaria de Portos foram procuradas
pelo Valor, mas não responderam até o fechamento desta edição.
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Fonte: Valor Econômico
18/03/2016
- Porto de Mariel atrai estrangeiros
Por Jacilio Saraiva
Há 400 grupos estrangeiros interessados em se estabelecer na Zona Especial de
Desenvolvimento do Porto de Mariel (ZEDM), em Cuba. A informação é de Mirtha
Rippes Aller, coordenadora do grupo de promoções de investimentos da Câmara de
Comércio cubana. ―Estamos procurando novas companhias em setores como
energias renováveis, embalagens e biotecnologia e construção, além de instituições
financeiras‖, diz Mirtha ao Valor. A multinacional Unilever é uma das aquisições mais
recentes. Entre as brasileiras, estão no local a empresa de capital misto Brascuba,
de produção de cigarros, e a Companhia de Obras e Infraestrutura (Coi), da
Odebrecht.
A ZEDM, instalada em uma área de 465,4 km2 quadrados a 45 km de Havana, foi
criada dentro do Porto de Mariel para fomentar o desenvolvimento industrial do país,
baseado na atração de capital estrangeiro. Desde a sua criação, em 2013, hospeda
onze empresas, de Cuba, México, Espanha, Bélgica, Holanda e Brasil, com
investimentos de US$ 650 milhões.
―Oferecemos vantagens para as empresas, como a exoneração de impostos sobre a
força de trabalho e na importação de máquinas e equipamentos‖, diz. As
companhias usuárias pagam 0,5% do que faturam por trimestre para um fundo de
desenvolvimento e manutenção de áreas comuns.
A administração da ZEDM garante que o prazo para se estabelecer no local, desde
o primeiro contato e trâmites de documentação, até o início dos investimentos, não
ultrapassa 180 dias. A idéia é que o complexo funcione como um hub de distribuição
de mercadorias, no centro do Caribe, com rotas marítimas para a América Central e
EUA, afirma Mirtha.
As companhias residentes apresentam três modalidades de investimentos, como
empresas nacionais, entidades mistas e de capital 100% estrangeiro, caso da
Odebrecht, que participou da construção do Porto de Mariel e volta à ZEDM com a
sucursal Coi, que prestará serviços de engenharia para os investidores da zona. A
empresa ganhou uma licença de 15 anos para operar na área.
―O país conta com grandes vantagens para investir, com a atualização do modelo
econômico, que define novas oportunidades para os estrangeiros‖, diz Mauro Hueb,
diretor-superintendente da Odebrecht Ingeniería y Construcción Internacional, em
Cuba. ―Concentraremos esforços para participar também em setores como energia,
mineração, turismo e indústria.‖ O grupo estuda a possibilidade de explorar uma
fábrica de embalagens plásticas na ZEDM.
A Unilever vai operar no local como empresa de economia mista. O plano é construir
uma fábrica de produtos de higiene pessoal e de limpeza, avaliada em US$ 35
milhões. Com operação prevista para começar no final de 2016, deve entregar itens
de marcas como Omo, além de Rexona e Close-Up.
A espanhola Profood Service também vai construir uma unidade de sucos e bebidas
na ZEDM, segundo o governo cubano. O início das obras deve acontecer ainda
neste primeiro trimestre. A Profood anunciou que a produção inicial será dirigida ao
mercado local e, a partir do segundo ano, vai exportar para países do Caribe, sem
perder de vista os consumidores americanos. A idéia é que, com o fim do embargo
do país vizinho, os produtos da fabricante possam chegar, via Mariel, ao sul dos
EUA.
Na semana passada, o governo Barack Obama aprovou a instalação de uma fábrica
de tratores em Mariel. Será a primeira planta dos EUA a ser construída em Cuba,
em mais de 50 anos. A Oggún, com sede no Estado do Alabama, deve manter uma
linha de montagem para até mil pequenos modelos ao ano, voltados ao consumo
interno. A produção deve começar em 2017, com investimentos de até US$ 10
milhões.
Enquanto novas empresas aterrissam na ZEDM, a zona portuária finaliza mais obras
de infraestrutura. O primeiro galpão logístico foi implantado em agosto de 2015, com
capacidade para armazenar dez mil m2 de cargas secas e cinco mil m3 de
mercadorias refrigeradas. Está em construção um centro de negócios, com
escritórios, comércios e serviços.
O Porto de Mariel foi construído pela Odebrecht, empreiteira. Foram investidos US$
957 milhões no local, sendo US$ 682 milhões financiados pelo Brasil. A obra incluiu
700 metros de cais para um terminal de contêineres, centro de carga, redes de
abastecimento e de energia elétrica. Tem capacidade para movimentar um milhão
de contêineres (TEU) ao ano.
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Fonte: Valor Econômico
18/03/2016
- Direito contábil processual
Por Ricardo Teixeira do Nascimento
O novo Código de Processo Civil (CPC) traz consigo uma importante preocupação
para os empresários e a comunidade jurídica sobre os impactos das novas regras
procedimentais sobre o direito contábil, especialmente por conta da ampliação dos
poderes do juiz para conceder tutelas de urgência (cautelar e antecipada) e também
a nova figura da tutela de evidência que garantirá uma antecipação da decisão para
um direito evidente.
De fato, a novel legislação dota o magistrado de maior poder para que possa, frente
às circunstâncias excepcionais de cada caso, adotar a solução que atenda de forma
mais eficaz e célere o direito postulado, decorrência de expressões genéricas, tais
como: "medidas adequadas", "medidas necessárias" e "entre outras medidas",
contidas no texto da Lei (arts. 297 e 536, caput e §1º, novo CPC.
Os impactos econômico-contábeis são inúmeros e as empresas e seus advogados
devem estar atentos para não perder espaço para a concorrência. Consciente dos
reflexos das novas normas jurídicas, o empresário terá melhores condições de
planejar seus objetivos e estratégias de mercado, bem como deverá reorganizar sua
contabilidade, apresentando demonstrações financeiras com maior precisão, o que,
indiretamente, propiciará maior crédito e lucro de uma maneira geral.
O empresário deve estar atento para reflexos que o novo código ensejará,
principalmente pela antecipação das probabilidades de êxito
O empresário, sabendo de antemão que o novo ordenamento lhe assegurará com
maior rapidez e acerto a tutela jurisdicional almejada, poderá, por exemplo, avaliar
precocemente um impacto sobre a receita, assim como provisões contábeis
adequadas e, desta forma, definir as diretrizes de sua atividade econômica com
grandes possibilidades de acerto e lucratividade.
Ao contrário do que ocorre no CPC/1973, diante da possibilidade de concessão da
tutela de evidência (art. 311, NCPC) ou julgamento antecipado parcial de mérito (art.
356, NCPC), além dos instrumentos mais contundentes para efetivação da
prestação jurisdicional, deveremos ter uma atenção especial para o reconhecimento
de receitas e reclassificação das provisões e contingências contábeis. Basta
imaginar a nova possibilidade de sentença parcial determinando que o réu pague a
parcela da dívida confessada na contestação, podendo ser executado antes da
decisão final.
Apesar de ter havido certa polêmica sobre o marco inicial, o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) definiu como 18 de março a data em que entra em vigor o novo CPC.
Conhecer as nuances das novas regras processuais tornou-se urgente (e para
muitos, obrigatório)! Sob o novo contexto normativo, a adequada demonstração de
riqueza no balanço patrimonial de uma empresa, com o reconhecimento correto de
receitas e contingências, acompanhado da respectiva nota explicativa com o parecer
jurídico sobre os processos judiciais em curso, poderá resultar num maior crédito no
mercado, atração de parceiros comerciais/investidores, enfim.
Como é cediço, a constituição de provisões contábeis decorre de expectativas de
obrigações ou de perdas de ativos e também são registradas em função de
processos judiciais em que a empresa figura no polo ativo ou no passivo. Por
conseguinte, as mudanças nas "regras do jogo" devem ser urgentemente estudadas
e incorporadas à estratégia empresarial. O tempo de utilização da classificação de
risco "possível", por exemplo, será drasticamente reduzido, otimizando a precisão
das demonstrações financeiras.
O objetivo basilar do novo CPC é combater a morosidade e solucionar o conflito
efetivamente. Assim, citamos alguns exemplos de mudanças que impactarão
diretamente na contabilidade do empresariado brasileiro: maior poder do juiz para
concessão de tutelas provisórias (urgentes e evidentes); possibilidade de penhora
online para execução provisória de multa processual (art. 297, NCPC); a nova
disciplina sucumbencial; a redução da litigiosidade pela mediação e conciliação;
aumento dos custos e hipóteses legais para recorrer; a criação do incidente de
desconsideração da personalidade jurídica.
O novo CPC é uma realidade e está batendo na porta dos empresários. Diante
desse novo cenário, centenas de perguntas virão à tona. Como gerenciar o fluxo de
caixa de uma empresa de grande porte que possui volumoso passivo judicial? Como
serão feitas as provisões contábeis e novas classificações das contingências? Como
deverá ser elaborada a carta de circularização para a auditoria? Como o
contador/auditor deverá apurar as novas informações? Esses e outros
questionamentos só serão respondidos casuisticamente.
As variáveis são incalculáveis e o empresário deve estar atento para os reflexos
financeiros que a nova legislação ensejará, principalmente por conta da antecipação
das probabilidades de êxito.
A análise jurídica profunda dos processos judiciais que envolvam determinada
empresa, com a correta classificação do risco relacionado à demanda, associado a
uma cuidadosa contabilidade e/ou auditoria, preocupada com a maior amplitude dos
poderes do juiz e outras mudanças da lei, permitirá um retrato fiel das riquezas da
empresa, gerando como consequência direta uma maior oferta de crédito e
fortalecimento da tomada de decisões estratégicas.
As empresas e os departamentos jurídicos que perceberem esse novo direito
contábil processual colherão os frutos da fidedignidade das demonstrações
financeiras.
Ricardo Teixeira do Nascimento é advogado, coordenador da área de contencioso
cível do escritório Fernandes, Figueiredo, Françoso e Petros Advogados, graduado e
especialista em Processo Civil pela PUCSP
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Fonte: O Globo
18/03/2016
- Usiminas firma acordo para suspender
obrigações financeiras por 120 dias
Siderúrgica busca chancelar aporte de R$ 1 bilhão
POR O GLOBO / COM REUTERS
Disputa acirrada. Chaminés da Usiminas em Ipatinga, no Vale do Aço: japoneses da Nippon Steel e
argentinos da Ternium, sócios majoritários, definem futuro da siderúrgica - Leonardo Morais /
Agência O Globo
SÃO PAULO - A Usiminas assinou acordo com credores brasileiros e japoneses
para suspender obrigações financeiras da companhia pelo prazo de 120 dias,
condicionado à aprovação de proposta de aumento de capital, de acordo com
comunicado da siderúrgica nesta sexta-feira.
Os acordos determinam a suspensão da exigência das obrigações de pagamento do
montante principal, bem como das obrigações de cumprimento de índices
financeiros contidos nos contratos de financiamento da siderúrgica com os credores.
O Conselho da empresa se reúne nesta sexta-feira e deve aprovar a convocação de
assembleia extraordinária de acionistas para que a proposta de aporte de R$ 1
bilhão na empresa seja chancelada.
A empresa tem um total de R$ 8 bilhões em dívidas, do qual metade com bancos.
Em 2016, vence R$ 1,9 bilhão do montante total. Sem a trégua junto às instituições,
a empresa não tem caixa para fechar o mês, restando a recuperação judicial.
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Fonte: O Globo
18/03/2016
- „Investidores estão certos de que haverá
impeachment‟
Para economista da Aberdeen, economia, no entanto, não mudaria a curto prazo
POR RENNAN SETTI
Câmbio. Gutierrez prevê dólar em torno de R$ 3,50 com saída da presidente - Divulgação
RIO - Edwin Gutierrez, chefe para dívida de emergentes na gestora escocesa
Aberdeen, afirma que mudanças estruturais necessárias ao crescimento econômico
no país só seriam possíveis em um novo governo. Em entrevista ao GLOBO, ele
ressalta que troca de governo não mudaria economia a curto prazo.
O mercado financeiro teve uma reação intensa às últimas notícias do cenário
político. Por que isso aconteceu?
Isso aconteceu porque cresceram as chances de que um impeachment ocorra. No
meu ponto de vista, esse desfecho é inevitável. Se isso vai acontecer daqui a 45
dias ou daqui a 60 dias, eu não sei, mas me parece ser o final dessa situação. É
claro que os áudios divulgados ajudaram.
Como isso é visto de forma positiva pelos investidores?
O mercado financeiro chegou à conclusão de que uma mudança na condução
política não poderá acontecer no governo Dilma. Assim, o processo de impeachment
seria o meio para uma mudança. O Brasil precisa de nova liderança. Os investidores
interpretam que um governo Temer, por exemplo, poderia ser capaz de conseguir
alianças e promover avanços.
A tendência do mercado continuaria sendo de alta das ações e de queda do
dólar mesmo após uma eventual saída da presidente Dilma?
Eu acho que o mercado acionário estaria em um patamar mais elevado que hoje
com um eventual impeachment. No câmbio, nossa previsão é que a taxa de câmbio
mais provável em um cenário de impeachment seria de R$ 3,50. No caso de uma
cassação da chapa de Dilma, prevemos algo na ordem de R$ 3,35.
Caso ela renuncie, como tem pressionado a oposição, algo muda nesse
cenário?
Isso é uma possibilidade real, afinal o ex-presidente Collor fez a mesma coisa no
início dos anos 1990. Mas não considero isso provável. O impeachment é o mais
provável. Ela está sendo implicada, inclusive nos testemunhos do (senador) Delcídio
Amaral (PT-MS). E as coisas estão acontecendo de forma incrivelmente rápida
contra a presidente Dilma. Assim, os investidores estão certos de que haverá
impeachment.
Para o investidor estrangeiro, a sensação é de que é hora de “comprar
Brasil”?
Eu não sei dizer se é essa a hora. Mas se o investidor perder o timing desse
movimento de alta que está ocorrendo agora, ele pode sair prejudicado.
E quanto à economia real, a saída de Dilma teria efeito positivo no curto
prazo?
A conjuntura econômica não mudaria a curto prazo. No caso da inflação, por
exemplo, o Banco Central teria de recuperar sua credibilidade. As mudanças
estruturais necessárias só seriam possíveis em um novo mandato, logo depois das
eleições de 2018. Pode até acontecer antes, mas as próximas eleições é que seriam
a oportunidade real.
VOLTAR
Fonte: O Globo
18/03/2016
- Concessão da Via Dutra pode ser ampliada
em até 16 anos
Proposta que prevê investimentos de até R$ 3,4 bilhões vai à audiência pública
POR DANILO FARIELLO
Gargalo. Rodovia Presidente Dutra: contrato da CCR Rodovias vence em 2021 - Guilherme Pinto /
Extra/2-4-2013
BRASÍLIA O contrato de concessão da Rodovia Presidente Dutra, entre Rio e São
Paulo, poderá ser ampliado em até 16 anos, conforme audiência pública que será
aberta na próxima segunda-feira pela Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT). Isso pode ocorrer caso, durante a audiência pública, os interessados
concordem com o montante máximo previsto pela agência, de R$ 3,4 bilhões na
estrada. O aumento do prazo seria também uma forma de evitar que o montante
maior de investimentos tenha impacto nas tarifas de pedágio.
A previsão mais comedida de investimentos, de R$ 1,7 bilhão, inclui apenas a
construção da nova subida da Serra das Araras, em Piraí, no Estado do Rio, e uma
ampliação do contrato da CCR Rodovias, que vence em 2021, em apenas seis anos.
— Serão levados para a audiência cinco cenários acumulativos, sendo que o
primeiro envolve só a nova subida e o quinto envolve essa subida e mais 22
intervenções, como pistas marginais em Guarulhos e Nova Iguaçu e acessos —
disse ao GLOBO Maurício Muniz, secretário do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) no Ministério do Planejamento.
A abertura da audiência pública foi aprovada na quarta-feira em reunião de diretoria
da agência e deverá ser publicada no Diário Oficial de hoje. Ela deverá ficar aberta
até o dia 22 de abril, contando com uma sessão presencial no dia 31, em São Paulo,
e outra no dia 7 de abril, no Rio.
„ESPERAR NÃO É OPÇÃO VIÁVEL‟
O resultado da audiência deverá ser avaliado pelo governo, que indicará o prazo de
ampliação do contrato e o volume de investimentos a ser aplicado. A realização da
audiência pública antes da definição do novo contrato foi uma orientação do Tribunal
de Contas da União (TCU).
Segundo Muniz, a ampliação dos contratos é necessária por ser a única opção do
governo para promover os investimentos antes do vencimento do contrato atual da
CCR. A alternativa, seria esperar o contrato vencer e relicitá-lo com as novas
intervenções, como ocorreu com a Ponte Rio-Niterói, em 2015.
— Preciso desses investimentos, porque hoje a situação é crítica. Na subida e
descida (da Serra das Araras), dependendo do horário, fica tudo travado. Esperar
até 2021 não é opção viável — afirmou Muniz, responsável pelo Programa de
Investimentos em Logística (PIL) no governo.
De acordo com Muniz, a renegociação do contrato da Nova Dutra é um dos maiores
gargalos em um grupo de R$ 15,3 bilhões em investimentos em concessões antigas
previsto no PIL 2015-2018, lançado no ano passado pelo governo federal. A
previsão quando o programa foi lançado era de R$ 2,3 bilhões em investimentos na
Via Dutra. Já está em curso a audiência pública de um investimento novo na rodovia
Transbrasiliana (BR-153, em SP).
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2ª PARTE
NOTICIAS DO DIA 17/03
Fonte: Estadão
17/03/2016
- Desde as eleições tentam impedir meu
governo de forma golpista, afirma Dilma
ADRIANA FERNANDES, EDUARDO RODRIGUES, ANNE WARTH, LORENNA RODRIGUES E CARLA ARAUJO - BRASÍLIA
Enquanto a presidente falava de ação golpista, os presentes na cerimônia no Palácio do Planalto
gritavam "não vai ter golpe!"
Dilma e Lula durante posse do ex-presidente
Brasília - A presidente Dilma Rousseff acusou a oposição de querer tirar o seu
mandato de forma golpista. "Com Lula, teremos mais força de superar as armadilhas
que jogam no nosso caminho", disse durante a cerimônia de posso do ex-presidente
Lula na Casa Civil. Segundo ela, desde as eleições de 2014 os oposicionistas "não
fazem outra coisa a não ser paralisar o meu governo e tirar o meu mandato de forma
golpista", disse. Enquanto a presidente falava de ação golpista, os presentes na
cerimônia no Palácio do Planato gritavam "não vai ter golpe!".
Ainda durante a cerimônia, a presidente Dilma afirmou que o momento de crise lhe
dá a "magnífica chance" de trazer ao governo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, que assume a chefia da Casa Civil nesta quinta-feira, 17. "As circunstâncias
me dão a magnífica chance de trazer para governo o maior líder político desse
País", afirmou, provocando aplausos e saudações da plateia formada por
sindicalistas e aliados.
Dilma destacou que além de ser um grande líder político, Lula "é um grande amigo e
companheiro de lutas e conquistas". "Conto com a identidade que ele tem como
esse País. É com isso que eu conto. Conto com sua incomparável capacidade de
olhar nos olhos no nosso povo e de entender esse povo, de querer o melhor para
esse povo e também de ser entendido e por ele amado", disse a presidente. Ontem,
ao ser oficializado o nome de Lula como ministro, uma série de protestos contrários
tomou o País.
'Gritaria'. No discurso exaltado, a presidente disse ainda que é necessário ―superar
os ódios‖ no País e afirmou que a ―gritaria dos golpistas‖ não vai tirá-la do rumo, não
vão ―colocar nosso povo de joelhos‖ nem causarão ―caos e convulsão social‖.
Dilma fez muitas críticas à divulgação da gravação de sua conversa com o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o fato coloca em risco todos os
cidadãos brasileiros. ―Os golpes começam assim‖, disse.
―Estendemos a mão para todos aqueles que querem o bem do Brasil. Não exigimos
nada a não ser o diálogo e a ação consertada‖, afirmou. ―Temos que superar os
ódios e a atuação daqueles que não têm razão, não estão do lado da verdade e não
terão força política para provocar o caos e a convulsão social‖, acrescentou.
Imediatamente, os convidados à cerimônia da gritaram palavras de apoios à
presidente. ―Dilma, guerreira, mulher brasileira.‖
Dilma disse que o País vive um momento ímpar em sua história, pois, segundo ela,
o combate à corrupção tem sido realizado sem obstrução do governo. ―Mas temos
que reafirmar a centralidade dos direitos individuais, a normalidade nacional e a
soberania da constituição.‖
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Emprego com carteira assinada teve o pior
fevereiro em 24 anos
Dados do governo vão mostrar a extinção de mais de cem mil vagas
POR GERALDA DOCA
Trabalhadores em fábrica de Camaçari, Bahia. Emprego com carteira assinada encolhe em todo o país
/ Paulo Fridman/Bloomberg - Paulo Fridman / Paulo Fridman/Bloomberg
BRASÍLIA e SÃO PAULO - O mercado formal de trabalho registrou em fevereiro o
pior resultado para o mês dos últimos 24 anos. Segundo fontes que tiveram acesso
aos dados que serão divulgados segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e
Previdência, o saldo negativo (diferença entre contratações e demissões) foi de mais
de 100 mil vagas, o maior corte para o mês de toda a série histórica do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992. Até então, o
recorde negativo eram os 78 mil empregos perdidos em fevereiro de 1999. Nos
últimos 12 meses, o país perdeu quase 1,7 milhão de empregos.
Tradicionalmente, fevereiro não costuma ser um dos melhores meses em termos de
abertura de vagas, mas, desde o ano 2000, o país vinha gerando postos de trabalho
nesse período. Em fevereiro de 2015, quando a crise chegou ao mercado de
trabalho, foram cortados 2,4 mil empregos. O melhor desempenho no segundo mês
do ano foi registrado em 2011, quando foram criadas 280,7 mil vagas com carteira
assinada.
Para Rodolfo Torelly, do site especializado Trabalho Hoje, os números indicam que,
neste ano, o mercado formal de trabalho deverá fechar 2,5 milhões de vagas. No
ano passado, o país perdeu 1,5 milhão de empregos formais.
— A crise no mercado de trabalho só se acentua, e não há no horizonte indicadores
econômicos que possam reverter esse quadro — disse Torelly.
Os números da indústria paulista confirmam o mau desempenho do mercado formal
de trabalho no mês passado. O setor fechou 12 mil postos, uma queda de 0,53%
ante o total de empregados em janeiro, que também registrara corte de vagas. Só
neste primeiro bimestre, já são 27.000 empregos a menos no setor, segundo revela
a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada ontem pelo
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação das
Indústrias de São Paulo (Fiesp).
— É um começo de ano bem ruim — observa Paulo Francini, diretor do Depecon.
Em 12 meses, o total de empregos da indústria de São Paulo apresenta declínio de
8,27%, variação correspondente ao desligamento de 257.500 empregados. O mês
de fevereiro marcou a 53ª queda seguida do indicador e a pior taxa de sua série
histórica na comparação com igual mês do ano anterior. E, pela primeira vez, a
queda do nível de emprego na indústria paulista em relação há um ano antes
ultrapassa os 10%.
Dos 22 setores analisados pela pesquisa, 17 tiveram perda no nível de emprego,
três apresentaram crescimento e dois, estabilidade. O setor de produtos alimentícios
criou 4.287 vagas, o maior saldo positivo. Contribuiu para isso o segmento de açúcar
e álcool, que não contratava desde junho de 2015 e admitiu 3.578 trabalhadores em
fevereiro — e tem grande peso no segmento de produtos alimentícios.
Outros setores que contrataram foram o de couro e calçados (1.099 vagas a mais),
no segundo mês consecutivo de alta; e o de coque, derivados do petróleo e
biocombustíveis (626 trabalhadores). Francini explica que o setor de calçados
conseguiu alguma recuperação graças à substituição de produtos importados:
— O preço é competitivo.
A maior perda de vagas foi verificada em metalurgia, com o corte de 4.502
empregos, ou variação negativa de 7,5%.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Ranking de saneamento mostra Rio em 50º
lugar entre cem maiores cidades
Levantamento foi feito pela ONG Trata Brasil
POR CARINA BACELAR
Valas e lixo chamam a atenção na Rocinha. Em parte das comunidades do Rio, não há coleta de
esgoto - O Globo / Custódio Coimbra/15-01-2016
RIO - Quando o assunto é acesso a redes de água e esgoto, ou ainda o tratamento
de dejetos, a cidade olímpica está bem longe do pódio. É o que revela um
levantamento da ONG Trata Brasil divulgado ontem sobre serviços de saneamento
nas cem maiores cidades brasileiras. No ranking, o Rio aparece apenas na 50ª
posição. Entre as capitais, está em 11º. E, no próprio estado, em quinto, ficando
atrás de Niterói, Petrópolis, Campos e Volta Redonda, municípios onde o
saneamento é administrado por concessionárias privadas. Os dados foram
compilados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2014, o
mais recente estudo feito pelo Ministério das Cidades.
No levantamento divulgado pela Trata Brasil em 2015, o Rio aparecia em 56º lugar,
mas, de lá para cá, algumas metologias mudaram e, segundo os pesquisadores, a
comparação da nota geral não é mais possível. Entretanto, pode-se dizer que, em
alguns indicadores, houve melhoras, embora pequenas. Em 2013 (ano em que os
dados foram levantados), 91,36% da população tinham acesso à água potável
(contra 91,62% hoje), 81% eram atendidos pela rede de esgoto (atualmente são
83,11%) e 47,18% dos dejetos eram tratados (o percentual praticamente não
mudou: 47,2%). Os números coletados pelo Ministério das Cidades são informados
pelas próprias concessionárias e prefeituras.
— A cidade do Rio está melhorando nos seus indicadores. Pouco, mas está.
Significa que a cidade coleta até razoavelmente bem, mas trata menos da metade
do esgoto. Mas nós temos 23 cidades já com 100% de pessoas atendidas com rede
de água. O Rio tem 91%. Só nesse critério, já perde muito. As melhores cidades
também estão com mais de 85% no índice de coleta de esgoto. O Rio está atrás —
diz Édison Carlos, diretor-executivo da organização.
No Rio, da média arrecadada nos últimos cinco anos com a cobrança de água e
esgoto pelas concessionárias Cedae (pública) e Foz Águas 5 (empresa privada que
opera em parte da Zona Oeste desde 2012), 9,71% foram reinvestidos em melhorias
nos próprios serviços.
DESPOLUIÇÃO EM XEQUE
Os problemas no acesso aos serviços de água e esgoto e no tratamento dos dejetos
se refletem na Baía de Guanabara, que sediará provas de vela nas Olimpíadas
deste ano. Segundo Édison Carlos, a precariedade do saneamento das cidades da
Baixada Fluminense contribui para que a Baía permaneça suja. No ranking, três
cidades da região aparecem nas últimas posições: Duque de Caxias (91º), Nova
Iguaçu (92º) e São João de Meriti (93ª). Nenhuma delas trata mais de 5% do seu
esgoto.
— O Rio pode chegar a 100% em todos os índices que a Baía não será despoluída.
A gente tinha que ter começado quando o Rio foi escolhido (para ser sede das
Olimpíadas) — analisa.
O problema principal que vem a reboque da precariedade do saneamento é a saúde
da população. De acordo com Ligia Bahia, professora e especialista em saúde
pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a falta de acesso à água
encanada, principalmente em favelas, pode facilitar o acúmulo de criadouros do
Aedes aegypti:
— É preocupante que uma cidade como o Rio, que é a segunda mais rica do país,
tenha quase 50% do seu esgoto não tratado. E que o saneamento tenha ficado para
trás — avalia Ligia.
Além das doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chicungunha, a
falta de tratamento do esgoto e do próprio acesso à rede de saneamento facilita
contaminações causadas pela mistura da água das chuvas, abundantes neste mês,
com os dejetos. De acordo com Paulo Carneiro, pesquisador do laboratório de
hidrologia da Coppe/UFRJ, são durante as enchentes, como as ocorridas nos
últimos dias, que os problemas da rede de esgoto da cidade ficam mais claros:
— Os surtos de doenças que ocorrem nesse período decorrem disso. Porque as
pessoas ficam em contato com o esgoto. Não é segredo para ninguém que a
situação é muito crítica.
A empresa Foz Águas 5 não foi localizada para comentar os números. Procurada
pelo GLOBO, a Cedae, responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto
na capital e nas cidades da Baixada citadas, afirmou que vários dos indicadores já
apresentaram evolução ―e apresentarão crescimento significativo quando
informações mais atualizadas forem divulgadas‖. A companhia disse que vai investir
R$ 3,4 milhões na Baixada para ampliar o abastecimento de água e elabora um
programa de saneamento em comunidades dotadas de UPPs, ―que irá beneficiar
450 mil moradores‖.
As favelas, segundo Édison Carlos, são o principal motivo para as perdas —
estimadas em 54% — no faturamento das concessionárias (razão calculada entre
água distribuída e água cobrada). O índice é considerado muito alto. Nesses locais,
marcados pela deficiência da oferta de serviços, boa parte das ligações é
clandestina:
— A cidade fica mais exposta a dinheiro de fora, (ajuda federal, por exemplo) porque
uma parte importante da receita não se concretiza — diz.
BRASIL TAMBÉM NÃO FICA BEM EM RANKING DA AMÉRICA LATINA
No levantamento nacional feito pela ONG Trata Brasil, foi identificado que metade da
população brasileira não tem acesso a redes de esgoto. Com apenas 49,8% dos
brasileiros contando com coleta regular de dejetos, o país ocupa o 11º lugar no
ranking da América Latina sobre a modalidade, atrás de países como a Venezuela
(primeira colocada), Chile (segundo), México (terceiro) e Colômbia (quarta). A
pesquisa constatou ainda que 35 milhões de brasileiros não têm sequer
fornecimento de água em suas residências.Segundo o Trata Brasil, que analisou
também o investimento nacional em saneamento, metade dos R$ 12,2 bilhões
aplicados no setor em 2014 ficou concentrada nas cem maiores cidades do país. O
valor, no entanto, cresceu: o investimento total do país era de R$11,4 bilhões em
2010.
Os dados revelam ainda que 64% das cidades brasileiras investem menos de 29%
do que arrecadam com cobranças de água e esgoto. As 20 cidades mais bem
colocadas no levantamento investiram o dobro das 20 que ocupam as últimas
colocações do ranking. Em meio a um ano de crise hídrica como 2014, os números
do Trata Brasil mostram também que o índice de perdas na distribuição — isto é, a
razão entre o volume cobrado e o volume distribuído — foi de 36%.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Diante da crise energética, Venezuela estica
feriado de Páscoa
Presidente Nicolás Maduro deu mais três dias de folga à população
POR BLOOMBERG NEWS
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela - CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS/15-3-2016
CARACAS - A Venezuela viverá um feriadão de uma semana, enquanto o governo
luta com uma crise energética cada vez mais profunda. O presidente venezuelano,
Nicolás Maduro, deu três dias a mais de folga na próxima semana, estendendo o
feriado de dois dias da Páscoa, segundo um pronunciamento no Diário Oficial do
país publicado na terça-feira.
A ideia original de Maduro era diferente. No fim de semana, ele disse que o feriado
prolongado só seria válido para funcionários estatais.
O governo tem racionado energia elétrica e suprimentos de água por todo o país há
meses e pediu aos cidadãos que evitem desperdiçar, enquanto a Venezuela
enfrenta um seca prolongada que derrubou a produção das usinas hidrelétricas.
Os socialistas, que estão no poder, culpam o fenômeno meteorológico El Niño e
uma ―sabotagem‖ de inimigos políticos pela escassez. Já os críticos do governo
apontam a falta de manutenção e pouco planejamento.
— Nós estamos esperando, se Deus quiser, chuvas virão — disse o presidente em
um pronunciamento nacional no sábado. — A economia é de mais de 40% quando
essas medidas são tomadas. Estamos alcançando um lugar difícil que estamos
tentando administrar.
Na semana passada, o ministro da Energia venezuelano, Luis Motta Dominguez,
alertou que os níveis de água na represa Guri, uma das principais fontes de energia
no país, tinha chegado a níveis críticos. Na quarta-feira, contudo, ele insistiu que a
rede elétrica na Venezuela não está à beira de um colapso, mas implorou ao setor
privado que considerasse o pedido do presidente.
— Eles podem indiretamente cumprir o decreto, isso é uma questão de cooperar —
afirmou o ministro em uma entrevista veiculada na rede Venevision.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Mercado financeiro aponta cenário pessimista para contas públicas
Pesquisa mostra que aposta para rombo subiu de R$ 70,8 bi para R$ 79,5 bi em 2016
POR GABRIELA VALENTE
Notas de R$ 10 e R$ 20 - Dado Galdieri / Bloomberg
BRASÍLIA - O mercado financeiro traça um cenário cada vez mais pessimista para
as contas públicas. De acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Fazenda com
as principais instituições financeiras do país, a expectativa é de arrecadação menor
e de gastos, dívida e déficit maiores neste ano e em 2017. A aposta para o rombo
das contas do governo federal subiu de R$ 70,8 bilhões para R$ 79,5 bilhões em
2016. E disparou de R$ 42,1 bilhões para R$ 71,3 bilhões no ano que vem.
Essa é a estimativa para o chamado déficit primário, ou seja, quando um país tem
mais gastos do que receitas. A previsão para a arrecadação de tributos neste ano,
por exemplo, passou de R$ 1,294 trilhão para R$ 1,286 trilhão no levantamento de
fevereiro.
A projeção para os gastos do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e
INSS) subiu de R$ 1,181 trilhão para R$ 1,185 trilhão. Isso fez com que a
perspectiva para o endividamento público piorasse.
Em janeiro, os analistas previam que a dívida bruta encerrasse 2016 em 73,99% do
PIB. Em fevereiro, a aposta subiu para 74% do PIB.
Para o ano que vem, o quadro também é pior do que o esperado no primeiro mês do
ano. O mercado projeta uma arrecadação de tributos federais menor. A expectativa
caiu de R$ 1,39 trilhão para R$ 1,388 trilhão. A estimativa de despesa subiu de R$
1,254 trilhão para R$ 1,269 trilhão.
A projeção para a dívida bruta para 2017 aumentou de 78,5% do PIB para 78,75%
do PIB, segundo a pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Anac publica regulamentação de limite a
estrangeiros nas aéreas
Fatia foi elevada de 20% para 49% por medida provisória
POR REUTERS
Aviões da GOL e da TAM no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro - Dado Galdieri /
Bloomberg
SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta quintafeira resolução regulamentando a outorga de serviços aéreos para empresas
brasileiras, que passa a levar em conta a elevação do limite ao capital estrangeiro
em companhias aéreas no país.
A resolução traz como requisito para a exploração dos serviços aéreos no Brasil que
pelo menos 51% do capital com direito a voto da companhia aérea pertença a
brasileiros. A fatia que estrangeiros podem deter nas aéreas do país foi elevada de
20% para 49% por medida provisória mais cedo neste mês.
A nova regulamentação também dispõe que brasileiros poderão ser minoritários nas
aéreas em caso de acordos de reciprocidade.
De acordo com a regulamentação da Anac, a autorização para que as empresas
operem terá validade de até cinco anos, podendo ser renovada. A concessão para
operar terá validade de até dez anos, prazo que também pode ser renovado.
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Fonte: Estadão
17/03/2016
- Vale ameaça cortar 50% da produção em
Minas
MARIANA DURÃO - O ESTADO DE S.PAULO
Redução pode começar nos próximos meses, caso a mineradora não consiga aprovar licenciamento
ambiental de 88 projetos
RIO - Quatro meses após o rompimento da barragem da Samarco ter posto em
xeque o processo de licenciamento ambiental da mineração, a Vale afirma que
poderá reduzir à metade sua produção de minério de ferro em Minas Gerais caso
não obtenha licenças para alguns projetos. O mais urgente é justamente uma
barragem que atenderia Brucutu, segunda maior mina de minério do País, atrás
apenas de Carajás (PA).
A mineradora tem hoje 88 projetos em análise pelas autoridades ambientais. Sem as
licenças, nos próximos três anos a companhia prevê reduzir o patamar de produção
no Estado das atuais 200 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas
anuais. O corte na produção pode ter início nos próximos meses, caso não seja
aprovado o pedido de licenciamento da Barragem Norte para depósito de rejeitos da
Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo.
Peso. Mineração concentra 7% do PIB de Minas Gerais
―Apenas a paralisação de Brucutu, a maior mina da Vale no Estado, corresponderia
a uma perda equivalente a 1,3% do PIB de Minas Gerais‖, destacou a companhia
em nota encaminhada por sua assessoria de imprensa. O alerta foi feito na terçafeira por representantes da mineradora, em audiência pública convocada pela
Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais sobre a
atuação da empresa.
Apesar do cenário negativo de preços do minério, a Vale afirma ter ―firme interesse
de manter os níveis de produção atuais e, com isto, tentar garantir os milhares de
empregos diretos e indiretos, assim como as receitas públicas geradas por suas
operações‖. A empresa diz que buscará alternativas para preservar sua participação
de mercado e continuará trabalhando junto às autoridades para obter maior
celeridade nos processos de licenciamento.
Os requerimentos de licenças à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável (Semad) incluem pelo menos outras três barragens de
rejeitos – Maravilhas II, Maravilhas III e Itabiruçu – e também a liberação de cavas
para a disposição de rejeitos das minas de Cauê e de Alegria, a mesma que a
Samarco tenta liberar como alternativa ao uso de barragens e para viabilizar a
retomada da operação.
Sobre a licença de operação da Barragem Norte Brucutu, a Semad diz que o
processo aguarda a anuência do Ibama. Depois disso terá a autorização provisória
de operação. A secretaria garante que os outros processos de licenciamento da Vale
estão com a análise em dia e não deverão prejudicar suas operações. O
subsecretário de gestão e regularização ambiental, Geraldo de Abreu, nega a
adoção de maior rigor após o desastre ambiental da Samarco.
Abreu disse que vê legitimidade na demanda da Vale, uma vez que a companhia
tem de cumprir compromissos, mas que não passará por cima de procedimentos.
―Gostaria que tivéssemos uma capacidade de resposta com mais folga. O que não
podemos é em nome de uma pressão desconsiderar procedimentos absolutamente
necessários‖, disse.
A tragédia ambiental em Mariana revelou o paradoxo de Minas Gerais. Ao mesmo
tempo em que precisa combater os riscos da mineração, o Estado tem uma
economia fortemente atrelada à atividade: 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) vêm
da indústria extrativa mineral, segundo o último dado divulgado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2013. Só Mariana tem 80%
de sua arrecadação advinda da atividade mineradora.
Para Abreu, a Vale quer apenas garantir as licenças, diante do cenário de baixa dos
preços do minério de ferro. ―Se você tem um carro que valia R$ 150 e cai para R$ 50
você venderia ou esperaria o preço se recuperar? O custo de produção hoje está
muito próximo ao preço‖, disse o subsecretário.
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Fonte: Estadão
17/03/2016
- Petrobrás prepara novo PDV e projeta corte
de 12 mil empregados
ANTONIO PITA E FERNANDA NUNES - O ESTADO DE S. PAULO
Condições do plano de demissão voluntária já foram definidas e serão apresentadas aos funcionários
ainda neste semestre
A Petrobrás planeja apresentar aos funcionários um novo Plano de Demissão
Voluntária (PDV) para desligar até 12 mil trabalhadores, dentro do seu plano de
reestruturação. Segundo fontes próximas às negociações, as condições do plano já
foram definidas e devem ser apresentadas aos funcionários ainda neste semestre. A
previsão é que o PDV seja incluído no Plano de Negócios para o período de 2016 e
2020, que deve ser apresentado no próximo mês.
O corte representa cerca de 15% do total de 77,8 mil funcionários efetivos da
Petrobrás, e envolve, além da área administrativa, também as subsidiárias BR
Distribuidora e Transpetro, entre outras. Os cortes nas subsidiárias são vistos como
uma etapa do ajuste interno na gestão, com o objetivo de tornar as duas empresas
mais atrativas para uma venda.
Corte representa cerca de 15% do total de 77,8 mil funcionários efetivos
A previsão é contemplar tanto funcionários novos quanto antigos, aposentáveis ou
não, para garantir o maior número de adesões. Os interessados receberão
indenização proporcional ao tempo de serviço, idade e salário.
O plano deverá ser apresentado aos empregados ainda neste semestre e terá, a
princípio, duração de dois meses. As condições do plano já teriam sido
apresentadas a centrais sindicais por executivos da petroleira, e aguardam apenas
validação final pelo conselho de administração.
O último PDV da companhia, anunciado em janeiro de 2014, teve adesão de 6,2 mil
funcionários, com economia estimada de R$ 13 bilhões até 2018. Em nota, a
Petrobrás informou que ―não há qualquer decisão tomada em relação a plano de
demissão voluntária‖.
Mudança. O tema estava na pauta da reunião extraordinária do colegiado na última
sexta-feira, dia 14. O encontro, entretanto, foi cancelado de última hora em função
de um impasse entre os conselheiros sobre a reestruturação administrativa da
empresa.
Alguns conselheiros defendem que toda a diretoria seja substituída, uma vez que os
atuais executivos assumiram o cargo de forma interina, em fevereiro de 2015, após
a renúncia coletiva dos antigos diretores da gestão Graça Foster. Eles argumentam
também que o conselho tem um Comitê de Remuneração e Sucessão, que poderia
indicar novos nomes.
A posição do atual comando da companhia é manter os executivos – até mesmo o
diretor de Gás e Energia, Hugo Repsold. No novo desenho de governança da
estatal, a diretoria foi extinta e teve suas atribuições e gerências redistribuídas.
Ainda assim, o executivo continua trabalhando no cargo.
A definição dos escolhidos para as funções gerenciais de segundo escalão, que
terão cortes de até 40%, também está na pauta do conselho à espera de votação. A
previsão é que o tema seja deliberado no próximo encontro, dia 21, quando será
analisado o resultado financeiro de 2015.
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Fonte: Estadão
17/03/2016
- Cai o financiamento externo, segundo o BIS
Quase uma década após a crise financeira global iniciada no mercado de hipotecas
subprime nos Estados Unidos, a estabilidade dos mercados está em xeque,
segundo o relatório do último trimestre de 2015 do Banco de Compensações
Internacionais (BIS, na sigla em inglês, espécie de banco central dos bancos
centrais). A política de juros muito baixos (ou negativos) em países desenvolvidos
como os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão reduziu muito a rentabilidade dos
bancos, que estão perdendo valor em bolsa. Ao mesmo tempo, os juros baixos não
bastam para estimular empréstimos, devido ao temor dos bancos de oferecer crédito
a devedores em dificuldades. O estoque total de crédito internacional caiu 0,8% no
terceiro trimestre de 2015.
O sistema financeiro global apresenta comportamento desbalanceado e
insustentável, alertou o chefe do Departamento Monetário e Econômico do BIS,
Claudio Borio. Em parte, os problemas se devem à valorização do dólar, que
contribuiu para derrubar os preços do petróleo e enfraquecer os países produtores,
que têm de produzir para pagar dívidas.
Segundo Borio, há sinais de que poderá estar próxima uma ―tempestade financeira,
construída durante um longo período‖ de desequilíbrios.
A combinação de queda da produtividade das economias, elevação do
endividamento e diminuição da margem de manobra dos governos poderá ter efeitos
muito negativos para a economia global, avalia o BIS.
A situação mais delicada é dos países emergentes, pois a oferta de crédito para eles
se reduziu muito no ano passado, situação que persiste no início deste ano. O risco
é particularmente elevado em países como China, Canadá, Turquia, Indonésia,
Malásia, Filipinas, Tailândia, Cingapura e Hong Kong. No Brasil, os riscos chegaram
a ser mais altos no início de 2015 e depois caíram, mas as famílias e as empresas
estão muito endividadas, diz o BIS.
Entre os problemas a serem enfrentados estão o excesso de endividamento público
e o adiamento de reformas estruturais. É uma situação que se aplica não apenas ao
Brasil, mas a outros países emergentes analisados pelo BIS.
O risco de deterioração das condições financeiras internacionais não deve ser
ignorado pelas autoridades brasileiras, em meio à grave crise política e aos baixos
níveis de confiança dos investidores. Neste ano, a captação externa do Brasil
limitou-se a uma operação de bônus soberanos.
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Fonte: portosenavios.com.br
17/03/2016
- PETROLEIRAS PODEM INVESTIR US$ 78 BI
COM ESTÍMULOS
A renovação das concessões da Rodada Zero é a grande aposta do governo para
atrair investimentos das petroleiras ao longo dos próximos anos. A medida faz parte
do pacote de estímulos ao setor de óleo e gás, lançado na semana passada, e tem
potencial para gerar investimentos de US$ 54 bilhões em dez anos, de acordo com
dados da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
O montante representa 70% do potencial de investimentos que o governo estima
com mudanças anunciadas na semana passada pelo Conselho Nacional de Política
Energética (CNPE). Conforme antecipado pelo Valor, o pacote deve gerar até US$
78,7 bilhões em investimentos nos próximos dez anos. Projeta-se, ainda, uma
contribuição positiva de 0,4 ponto percentual ao ano para o PIB.
Segundo a SPE, os campos negociados na Rodada Zero ainda possuem volumes
recuperáveis de 7,95 bilhões de barris e óleo equivalente (boe) de óleo e gás. A
expectativa do governo é que a antecipação da prorrogação dos contratos dessas
áreas, a maioria deles válidos até 2025, dê mais segurança para que as petroleiras
invistam na revitalização desses ativos.
A nota técnica da SPE também destacou o potencial de investimentos com a
regulamentação da unitização. O CNPE determinou que o Ministério de Minas e
Energia realize no prazo de 180 dias os estudos necessários para leiloar as áreas
unitizáveis - reservas da União que se conectam num só reservatório a descobertas
já anunciadas no pré-sal, em blocos contratados, e que precisarão ser
desenvolvidas em conjunto, em processo chamado de unitização.
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Fonte: petronoticias.com.br
17/03/2016
- PARADIGMA INVESTE EM PLATAFORMAS
PARA REDUÇÃO DE CUSTOS NO SETOR
ENERGÉTICO E APOSTA NO MERCADO DE
GÁS NATURAL
Por Luigi Mazza
A indústria energética vem passando por mudanças
conjunturais em meio à crise, e os novos caminhos
do mercado abrem hoje espaço para maiores
investimentos em eficiência operacional. A busca
pela redução de custos vem ampliando as demandas
de empresas que atuam com o gerenciamento de
contratos e tecnologias para otimização de
processos, o que atualmente consolida um novo
nicho de investimentos na cadeia industrial brasileira.
É com foco nessa área que vem atuando a Paradigma, companhia especializada no
fornecimento de plataformas tecnológicas, que em 2015 ampliou seu faturamento
em 40% no setor de energia e prevê um crescimento de 25% este ano. Em meio às
altas tarifas do segmento, a empresa vem expandindo suas operações devido ao
elevado volume de players que hoje migram do mercado cativo para o mercado livre
de energia. De acordo com o diretor da unidade de Negócios de Energia &Utilities da
Paradigma, Marcelo Villa Nova, a alta procura por otimização de atividades no setor
está no centro do foco da companhia, que já conta com 20 clientes no setor e mira
novas áreas de atuação, como o setor de óleo e gás. ―Um dos nossos objetivos
em 2016 é aprofundar e desenvolver a oferta para esse mercado‖, afirma Villa
Nova, que aposta na gestão de contratos como uma das principais demandas em
meio ao cenário de crise no segmento. ―Já desenhamos produtos de alta
competitividade e por isso temos o objetivo de nos tornar uma integradora de
soluções nessa área.‖
Quais são hoje os principais serviços prestados pela Paradigma?
Hoje o setor de energia representa 50% do nosso faturamento. Nossa oferta
principal são plataformas atreladas à comercialização de energia, com
contratos de compra e venda. O primeiro produto destinado a esse segmento
foi o leilão de energia, por meio da plataforma WBC, que começou em meio ao
racionamento energético em 2001. Hoje é uma ferramenta amplamente
difundida, e outras empresas usam isso para contratar energia, além de venda
ou compra de geradores. Nós atendemos hoje a 70% dos leilões brasileiros no
mercado regulado. E outro projeto que criamos é o ETRM – Energy Trade Risk
Management, do qual somos parceiros tecnológicos, responsáveis pelo
desenvolvimento.
Como funciona esse projeto?
É uma plataforma de gestão de energia, que administra os contratos oriundos
dos leilões de comercialização. As empresas contratam o software para
calcular faturamento, modulação e outros fatores. Hoje ela é utilizada por
diversos setores, tanto com geradoras quanto distribuidoras. Então são
algumas dezenas de clientes que abrangemos com isso, como é o caso da
Companhia Energética de Brasília e da Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica.
Quantos clientes a Paradigma tem em sua carteira?
Atualmente, nós atendemos a mais de 20 empresas no setor de energia. A
maior parte no setor elétrico, mas também no segmento de biomassa e outras
fontes.
A empresa busca atuar hoje na indústria de óleo e gás?
Sim, já promovemos alguns leilões para gás e chegamos a ser contratados
pela Petrobrás. Um dos nossos objetivos em 2016 é aprofundar e desenvolver
a oferta para esse mercado. Nós temos uma posição consolidada no nicho de
comercialização, então o desenvolvimento dessa área parece claro. É um setor
que apresenta um desenho muito similar ao da energia elétrica.
Há algum projeto específico sendo desenvolvido para esse mercado?
Além da nossa participação no setor elétrico, já desenhamos produtos de alta
competitividade e por isso temos o objetivo de nos tornar uma integradora de
soluções nessa área. Hoje nossa equipe não é de analistas técnicos, mas de
profissionais que já desenvolveram suas carreiras em concessionárias de
energia ou gás. Nós percebemos nessas empresas uma necessidade latente
de contar com um parceiro tecnológico que entenda metro cúbico e
megabyte/hora. Isso se torna um diferencial grande, além de garantir maior
segurança.
Quanto o setor de óleo e gás representa hoje para a Paradigma?
Hoje é um setor com baixa representatividade. O nosso faturamento ainda
advém majoritariamente do setor de energia, e por isso queremos trabalhar na
diversificação e atendimento a diversos segmentos. Esse é o nosso desafio.
Como avalia hoje o aumento nas demandas desse segmento?
Nós fizemos uma plataforma apoiada no que entendemos como melhores
práticas de governança. Hoje isso se torna fundamental para as empresas de
óleo e gás, que cada vez mais exigem uma governança robusta.
Quais são os principais pontos a serem melhorados na cadeia de óleo e gás?
Estamos apresentando nossas plataformas para o mercado, principalmente no
atributo da eficiência operacional de óleo e gás. A tecnologia vem para
promover uma alta redução de custos e um aumento na eficiência para
empresas que atendem até postos de gasolina, onde precisam gerenciar
manutenções, administrar redes e organizar frotas de atendimento.
Há alguma perspectiva de projeto para este ano no setor de petróleo?
Nós já reforçamos bastante o atendimento da nossa equipe para esse setor e
temos
desenvolvido
algumas
parcerias
bem
interessantes,
que
necessariamente provocarão demandas no segmento de óleo e gás. São duas
principais: a Sales Force, que detém a maior plataforma reconhecida para
relacionamento com cliente, e a ClickSoftware, cujo principal produto é a
gestão de serviços de campo. As companhias de gás, principalmente, têm hoje
a necessidade de otimização. A ClickSoftware, empresa israelense, trabalha
com um algoritmo que atende também ao mercado brasileiro, fornecendo
inclusive para a Comgás.
Como é atuação da Paradigma na parceria com a Sales Force?
A parceria foi projetada no início do ano passado, e a Paradigma é um parceiro
de implementação dessa tecnologia, tanto da Sales Force quanto da
ClickSoftware. A nossa oferta é implantar o produto em empresas do setor de
energia, de óleo e gás, entre outras. Exercemos a orientação estratégica e
somos um integrador de soluções.
Qual é hoje o faturamento da Paradigma no segmento energético?
Não posso revelar esse dado, mas posso afirmar que o faturamento da
unidade de Energia e Utilities da Paradigma cresceu 40% em 2015, e a nossa
projeção para este ano é de 25%.
As demandas se mantiveram estáveis apesar da crise no setor?
Sem dúvidas. Em função dessa crise, os preços do mercado cativo de energia
se mantiveram altos em comparação ao custo do mercado livre de energia.
Com isso nós observamos um crescimento exponencial das empresas que
desejam ou estão em fase de migração, saindo do mercado tradicional e indo
para o livre. Isso representa uma economia no custo de energia. As
concessionárias a que atendemos precisam otimizar seus processos de
alguma forma, evitando ao máximo novas despesas. A Paradigma apresenta
essas ofertas como opção, ou seja, não será necessário para a empresa fazer
um grande desembolso. Nós tivemos crescimento em 2015, e imaginamos que
isso vá se sustentar para 2016 em função do movimento dessas empresas em
migração.
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Fonte: petronoticias.com.br
17/06/2016
- LULA ASSUME CASA CIVIL SOB FOGO
CRUZADO APÓS VAZAMENTO DE
GRAVAÇÕES
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assume
o ministério da Casa Civil na manhã desta quintafeira (17) sob fogo cruzado depois do desenrolar
dos fatos políticos de quarta (16), quando foram
divulgados diversos áudios de conversas dele
com as mais altas figuras políticas do poder
executivo nacional, como a própria presidente
Dilma Rousseff, o então ministro da Casa Civil
Jaques Wagner, o ministro Edinho Silva e o
ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, entre
outros nomes de peso.
O trecho em que a presidente Dilma diz ter enviado o termo de posse do ministério
por meio de um assessor, para que Lula só usasse ―se precisasse‖, foi o de maior
repercussão, por indicar que a nomeação tinha o caráter de livrar o ex-presidente do
risco iminente de uma prisão preventiva, garantindo para ele foro privilegiado. O
vazamento do áudio foi cercado de críticas por defensores do governo, mas juristas
já afirmam que a atitude de Dilma pode ser considerada como obstrução à justiça.
A repercussão foi imediata e fez surgirem diversas manifestações pelas ruas do
país, principalmente em frente ao Palácio do Planalto, de onde a presidente Dilma
precisou ser retirada pelos fundos, e na Avenida Paulista, em São Paulo. Após os
desdobramentos, o governo afirmou que o documento tinha sido enviado para o
caso de Lula não poder comparecer à cerimônia de posse, por conta de problemas
de saúde de sua esposa, dona Marisa.
O resultado é uma pressão ainda maior sobre Lula, que terá menos condições de
exercer o ofício de ministro da Casa Civil após os áudios divulgados. Nas conversas,
ele pede, logo nos momentos seguintes à sua condução coercitiva pela Polícia
Federal, que o então ministro Jaques Wagner procurasse a ministra do Supremo
Rosa Weber, para que tentassem obter um parecer contra a existência de dois
processos paralelos investigando a mesma questão, sendo um em São Paulo e
outro em Curitiba.
Os áudios mostram ainda o ex-presidente afirmando que o STF e o STJ estão
―acovardados‖, além de usar palavrões para se referir à situação dos presidentes da
Câmara e do Senado. Além disso, afirmou que estava ―assustado com a república
de Curitiba‖, referindo-se à Operação Lava Jato, liderada por procuradores do MPF
de Curitiba e do Juiz Federal Sergio Moro. Outro diálogo que aponta tentativa de
interferir no decorrer das investigações é referente a uma conversa com o ministro
da Fazenda, Nelson Barbosa, em que Lula pede a ele para procurar o responsável
da Receita Federal pelas investigações no Instituto Lula. Na gravação, ele diz: ―você
precisa se inteirar do que eles estão fazendo no instituto. Se eles fizessem isso com
meia dúzia de grandes empresas, resolvia o problema de arrecadação do
Estado. Era preciso você chamar o responsável e falar ‗que porra é essa?‘‖.
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Fonte: tnpetroleo.com.br
17/03/2016
- Produção e emprego na indústria caem em
fevereiro, mostra CNI
A atividade e o emprego na indústria tiveram nova queda em fevereiro. Enquanto o
índice da evolução da produção assinalou 42,2 pontos, o indicador de evolução do
número de empregados registrou 42,8 pontos. Os índices variam de zero a cem
pontos e valores abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade e do emprego.
As informações são da pesquisa Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (17).
Em fevereiro, a indústria operou, em média, com 62% da capacidade instalada e se
manteve no piso da série histórica. Na comparação com fevereiro de 2015, o
percentual ficou 4 pontos percentuais menor.
Os estoques permaneceram no nível planejado, cujo índice foi de 49,7 pontos, em
torno da linha dos 50 pontos. As grandes empresas continuaram com estoques
acima do planejado em fevereiro, com índice de 54,2 pontos. ―Embora acima da
linha divisória, o índice é menor que o registrado em fevereiro de 2015‖, destaca o
documento.
PESSIMISMO – Embora o pessimismo tenha se reduzido na comparação com
fevereiro, as perspectivas dos empresários em março para os próximos seis meses
continuam negativas. Enquanto o índice de expectativa de demanda subiu de 45,6
pontos para 46,9 pontos no período, o de compras de matérias-primas foi de 43,6
pontos para 45,2 pontos. As perspectivas para o número de empregados
melhoraram de forma mais lenta: subiu de 42,1 pontos, em janeiro, para 43 pontos,
em fevereiro. Como os indicadores estão abaixo dos 50 pontos, as perspectivas são
de queda na demanda, na compra de matérias-primas e no emprego.
Os empresários estão confiantes apenas em relação ao aumento das vendas
externas. O índice de expectativa de quantidade exportada, embora tenha recuado
0,9 ponto em março frente a fevereiro, continua acima dos 50 pontos, ao registrar
52,6 pontos.
Esta edição da Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 10 de março com 2.391
empresas, das quais 1.023 são pequenas, 837 são médias e 531 de grande porte.
O levantamento identifica o desempenho passado e as tendências futuras da
indústria brasileira, o que permite o acompanhamento da evolução recente do setor
e dos sentimentos dos industriais.
Fonte: Agência CNI de Notícias/Redação
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Fonte: tnpetroleo.com.br
17/03/2016
- Vendas de produtos siderúrgicos ao mercado
brasileiro apresentam queda de 18,5% em
fevereiro
O consumo aparente nacional, em fevereiro de 2016, foi de 1,4 milhão de toneladas
de produtos siderúrgicos, 27,2% menor que o mesmo período do ano anterior. No
acumulado nos dois primeiros meses, o consumo aparente alcançou 2,7 milhões de
toneladas, 31,2% menor quando comparado aos mesmos meses de 2015.
Quanto às vendas internas, o resultado de fevereiro de 2016 foi de 1,3 milhão de
toneladas de produtos siderúrgicos, redução de 18,5% em relação a fevereiro de
2015. As vendas acumuladas no ano caíram 22,7%, totalizando 2,5 milhões de
toneladas.
As importações, devido não só à desvalorização do real mas ao fraco consumo de
aço no país decorrente da crise econômica, apresentaram queda de 72,1% em
relação a fevereiro de 2015, totalizando 88 mil toneladas equivalentes a US$ 106
milhões.
A produção brasileira de aço bruto em fevereiro de 2016 foi de 2,4 milhões de
toneladas, queda de 8,7% quando comparada com o mesmo mês em 2015. Em
relação aos laminados, a produção de fevereiro, de 1,7 milhão de toneladas,
apresentou uma redução de 14,9% quando comparada com fevereiro do ano
passado. Com esses resultados, a produção acumulada em 2016 totalizou 4,9
milhões de toneladas de aço bruto e 3,3 milhões de toneladas de laminados,
havendo redução de 13,7% e 16,8%, respectivamente, sobre o mesmo período de
2015.
As exportações de produtos siderúrgicos em fevereiro de 2016 atingiram 1,1 milhão
toneladas no valor de 369 milhões de dólares, representando crescimento de 54,8%
em volume e queda de 10,2% em valor, quando comparadas a fevereiro de 2015.
Fonte: Assessoria Instituto Aço Brasil
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Câmara elege comissão especial do
impeachment de Dilma
Eduardo Cunha anunciou que instalação será nesta quinta-feira às 19h
POR ISABEL BRAGA / LETICIA FERNANDES
Câmara elege comissão especial do impeachment de Dilma - Ailton de Freitas / Agência O Globo
BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados elegeu, por 433 votos sim e apenas um
contrário, a comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A
comissão é composta por 65 titulares e 65 suplentes de 24 partidos da Casa. O
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou nesta quinta-feira que
a comissão será instalada hoje às 19h. Antes, haverá uma reunião de líderes
aliados, e a intenção de Cunha é garantir, ainda hoje, a eleição do presidente e do
relator da comissão especial. O voto contra foi do deputado José Airton Cirilo (PTCE)
O primeiro secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), irá levar pessoalmente à
Presidência a notificação da eleição da comissão. Se a notificação ocorrer ainda
hoje, começa a contar a partir de amanhã o prazo de dez sessões para a entrega da
defesa escrita de Dilma. A Secretaria Geral da mesa está juntando os documentos,
como a composição da comissão, para entregar junto com a notificação.
A sessão foi aberta pouco depois das 13h e, no início, líderes da base aliada e da
oposição pediram a palavra e pregaram serenidade nas decisões. Entretanto, a
sessão começou a ficar mais tensa com discursos de lado a lado feitos na tribuna e
nos microfones.
Deputados da oposição usavam pequenas fitas verde amarelo no pescoço ou
amarradas na cabeça e apresentaram cartões vermelho com a inscrição
impeachment. A todo momento, levantam os cartões pedindo renúncia. Deputados
do PT e do PCdoB, reagiam gritando "golpe, golpe". Houve discursos inflamados de
oposicionistas, defendendo a saída de Dilma e de petistasclassificando o processo
como golpe, com referências ao de 1964. Logo depois do anúncio da eleição,
deputados cantaram o hino nacional.
O deputado Roberto Freire (PPS-SP) — que foi do antigo PCB — disse que os
comunistas foram cassados por outros motivos, não o mesmo pelo qual a presidente
Dilma é alvo hoje. Houve reação forte de deputados do PCdoB no plenário.
— O senhor não é mais comunista e não tem autoridade de falar em nome dos
comunistas — reagiu a deputada Alice Portugal (BA).
A voz da deputada Moema Gramacho (PT-BA) se destacava no plenário quando
havia manifestação dos deputados defensores do impeachment:
— Golpistas, golpistas. Não vai ter golpe!
Durante a sessão, deputados de partidos alinhados ao governo cobraram, nos
microfones, o desembarque da base aliada. O deputado Júlio Lopes (PP-RJ)
anunciou a coleta assinaturas da bancada para o desembarque do PP. A deputada
Clarissa Garotinho (PR-RJ), por sua vez, disse que já tinha passado da hora de o
PR entregar os cargos que possui no governo Dilma. Em plenário, o líder do PR,
Maurício Quintella Lessa (AL), afirmou que todos os deputados da sua bancada
terão liberdade para tomar a decisão relativa ao processo. Segundo ele, o PR
continua na base.
— Na minha base não tem ninguém com ideia fixa. Os deputados passarão a ser
juízes e terão liberdade para tomar a decisão — disse Lessa, que criticou a decisão
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a Casa Civil.
PMDB UNIDO
O PMDB definiu os nomes dos integrantes, abrindo espaço para três deputados
declaradamente pró-impeachment entre os oito titulares. Mas, segundo o líder, não
foi discutido na reunião de bancada desta manhã o posicionamento a ser adotado na
votação.
— O mérito em relação ao processo não foi discutido na reunião. A bancada está
unida, apresentou seus nomes unidos, e o voto é o desfecho do processo. Partimos
unidos na largada, no espírito de buscar serenidade para o desfecho do processo —
justificou Picciani.
Os parlamentares incluíram também na chapa os nomes dos deputados do PP que
não tinham sido indicados a tempo e seriam submetidos a uma eleição suplementar.
LÍDER DO PSD COTADO PARA A PRESIDÊNCIA
Os partidos de oposição e da base aliada se articulam, agora, para tentar emplacar
a eleição do deputado que vai presidir e o que vai relatar o processo. Eduardo
Cunha tenta garantir com a oposição a eleição de nomes. Os mais fortes, até agora,
segundo deputados, são o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), para presidência, e o
do líder do PTB, Jovair Arantes (GO), para a relatoria.
A oposição quer emplacar Rodrigo Maia (DEM-RJ) na relatoria, mas, em número
menor, teme perder a eleição no plenário da comissão. Uma das tentativas do grupo
de Cunha e da oposição é inviabilizar a participação de deputados do PT e do
PCdoB não só na presidência ou relatoria, mas também nas vice-presidências da
comissão.
O deputado José Priante, que desistiu de ocupar uma vaga na comissão do
impeachment, afirmou que o fez porque foi convidado para ser o presidente da
comissão, mas o PMDB teria, segundo ele, aberto mão de indicar o relator ou o
presidente do órgão.
— Fui convidado para presidir a comissão, mas como meu partido declinou da
relatoria e da presidência (da comissão), eu pedi para sair — disse o peemedebista.
A escolha dos nomes do PMDB foi dividida pelo líder, Leonardo Picciani, de forma a
contemplar três deputados declaradamente favoráveis ao impeachment de Dilma.
Segundo peemedebistas que integram a chapa, no entanto, a crise política que
convulsiona o país fez com que mesmo entre esses cinco de perfil mais governista
ainda não haja posição conjunta contra o impedimento de Dilma.
— As coisas estão mudando muito rápido, não sabemos o que vai acontecer na
próxima hora. A crise é tanta que tem muita gente ainda em cima do muro — disse
ao GLOBO um dos deputados indicados pelo PMDB.
Quando da formação da primeira comissão do impeachment, Picciani, Priante e Reis
já faziam parte da lista, e se declaravam contrários à possibilidade de afastar Dilma.
O líder do PMDB, da ala governista da legenda, teve ajuda do Palácio do Planalto
para ser reconduzido ao posto de líder, no mês passado.
DIVISÃO NO PP
Com dificuldades de fechar os nomes, o PP atrasou a indicação. Pelo acordo
fechado na bancada para que os deputados que se posicionam claramente a favor
do impeachment tenham duas vagas de titular e três de suplentes. Os deputados
Júlio Lopes (RJ) e Gerônimo Goergen (RS) serão os dois titulares da ala
oposicionista do governo. Lopes colhe assinaturas, entre os deputados da bancada,
para que o PP saia da base aliada.
Irritado com as indicações feitas pelo PSD, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ),
anunciou sua desfiliação da legenda nesta quinta-feira, aproveitando a janela do
troca-troca partidário que termina nesta sexta-feira. Segundo Sóstenes, o líder do
PSD, Rogério Rosso (DF), garantiu apenas uma vaga para deputado próimpeachment, como suplente, nas indicações da comissão especial do impeachment
da presidente Dilma Rousseff.
O deputado estava negociando a saída do partido para se filiar ao PSDB, mas sua
saída estava sendo contida pela legenda.
— Me desfiliei do PSD. O Rogerio Rosso e Gilberto Kassab estão de cócoras para
esses desgoverno do PT. A composição dos membros do PSD no impeachment só
indicou da chapa avulsa o Evandro Roman como suplente, não respeitou a chapa
avulsa como fez por exemplo o PMDB, PP e outros partidos da base — disse
Sóstenes.
Confira os nomes dos titulares e suplentes da comissão do impeachment:
PMDB
Titulares:
João Marcelo Souza (MA)
Leonardo Quintão (MG)
Leonardo Picciani (RJ)
Lúcio Vieira Lima (BA)
Mauro Mariani (SC)
Osmar Terra (PR)
Valtenir Pereira (MT)
Washington Reis (RJ)
Suplentes:
Alberto Filho (MA)
Carlos Marun (MS)
Elcione Barbalho (PA)
Hildo Rocha (MA)
Lelo Coimbra (ES)
Manoel Junior (PB)
Vitor Vamim (CE)
PT
Titulares:
Arlindo Chinaglia (SP)
Henrique Fontana (RS)
José Mentor (SP)
Paulo Teixeira (SP)
Pepe Vargas (RS)
Vicente Candido (SP)
Wadih Damous (RJ)
Zé Geraldo (PA)
Suplentes:
Benedita da Silva (RJ)
Bohn Gass (RS)
Carlos Zarattini (SP)
Luiz Sérgio (PT)
Padre João (MG)
Paulo Pimenta (RS)
Valmir Assunção (BA)
Assis Carvalho (PI)
PSDB
Titulares:
Bruno Covas (SP)
Carlos Sampaio (SP)
Jutahy Junios (BA)
Nilson Leitão (MT)
Paulo Abi-Ackel (MG)
Shéridan (RR)
Suplentes:
Bruno Araújo (PE)
Fávio Sousa (GO)
Izalci (DF)
Mariana Carvalho (RO)
Rocha (AC)
Rogério Marinho (RN)
PP
Titulares:
Paulo Maluf (SP)
Aguinaldo Ribeiro
Roberito Brito
Jerônimo Pizzolotto
Júlio Lopes
PTB
Titulares:
Benito Gama (BA)
Jovair Arantes (GO)
Luis Carlos Busato (PTB)
Suplentes:
Arnaldo Faria de Sá (SP)
Paes Landim (PI)
Pedro Fernandes (MA)
DEM
Titulares:
Elmar Nascimento (BA)
Mendonça Filho (PE)
Rodrigo Maia (RJ)
Suplentes:
Francisco Floriano (RJ)
Mendetta (MS)
Moroni Torgan (CE)
PRB
Titulares:
Jhonatan de Jesus (RR)
Marcelo Squassoni (SP)
Suplentes:
Cleber Verde (MA)
Ronaldo Martins (CE)
PSC
Titulares:
Eduardo Bolsonaro (SP)
Marco Feliciano (SP)
Suplentes:
Irmão Lázado (BA)
Ronaldo Martins (CE)
SD
Titulares:
Fernando Francischini (PR)
Paulo Pereira da Silva (SP)
Suplentes:
Genecias Noronha (CE)
Laudivio Carvalho (MG)
PEN
Titular:
Junior Marreca (MA)
Suplente:
Erivelton Santana (BA)
PHS
Titular:
Marcelo Aro
Suplente:
Pastor Eurico (PE)
PTN
Titular:
Bacelar (BA)
Suplente:
Aluisio Mendes (MA)
PR
Titulares:
Edio Lopes (RR)
José Rocha (BA)
Quintella Lessa (AL)
Zenaide Maia (RN)
Suplentes:
Aelton Freitas (MG)
Gorete Pereira (CE)
João Carlos Bacelar (BA)
Wellington Roberto (PB)
PSD
Titulares:
Julio Cesar (PI)
Marcos Montes (MG)
Paulo Magalhães (BA)
Rogério Rosso (DF)
Suplentes:
Evandro Roman (PR)
Fernando Torres (BA)
Goulart (SP)
Irajá Abreu (TO)
PROS
Titulares:
Eros Biondini (MG)
Ronaldo Fonseca (DF)
Suplentes:
Odorico Monteiro (CE)
Toninho Wandscheer (PR)
PCdoB
Titulares:
Jandira Feghali (RJ)
Suplentes
Orlando Silva (SP)
PSB
Titulares:
Bebeto (BA)
Danilo Forte (CE)
Fernando Coelho Filho (PE)
Tadeu Alencar (PE)
Suplentes:
JHC (AL)
João Fernando Coutinho (PE)
José Stédile (RS)
Paulo Foletto (ES)
PPS
Titular:
Alex Manente (SP)
Suplente:
Sandro Alex (PR)
PV
Titular:
Evair Melo
Suplente:
Leandre (PR)
PSOL
Titular:
Chico Alencar (RJ)
Suplente:
Glauber Braga (RJ)
PT do B
Titular:
Silvio Costa (PE)
Suplente:
Franklin Lima (MG)
PMB
Titular:
Weliton Prado ( MG)
Suplente:
Fábio Ramalho (MG)
REDE
Titular:
Aliel Machado (PR)
Suplente:
Alessandro Molon (RJ)
PDT
Titulares:
Flavio Nogueira (PI)
Weverton Rocha (MA)
Suplentes:
Flávia Morais (GO)
Roberto Góes (AP)
PSL, PTC, PRTB, PSDC, PRP e PMN não têm representação na comissão.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Bolsa tem maior alta em quase 7 anos e dólar
cai a R$ 3,65 com áudios de Lula
Investidores especulam sobre mudança de governo
POR RENNAN SETTI
Notas de dólares - Chris Ratcliffe / Bloomberg
RIO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou 6,6%, sua maior alta
diária em quase sete anos, com os investidores reagindo à divulgação de áudios de
conversas entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, na noite de
quarta-feira. O índice de referência da Bolsa, o Ibovespa, encerrou aos 50.913
pontos — maior patamar desde agosto de 2015. O volume financeiro negociado foi
de R$ 12,8 bilhões, 55% mais que o giro registrado no pregão de quarta-feira.
Já o dólar comercial fechou em queda de 2,32% contra o real nesta quinta-feira,
cotado a R$ 3,650 para compra e a R$ 3,652 para venda. Na mínima, moeda
chegou a valer R$ 3,604.
Segundo analistas, os investidores interpretam que a contundência dos áudios pode
agilizar a troca de governo. O mercado financeiro é, em grande parte, crítico à
política econômica atual e reage com bom humor a notícias desfavoráveis à
presidente Dilma.
As ações de estatais registraram forte alta. A Petrobras ON saltou 8,75% (R$ 10,44),
e a PN avançou 12,03% (R$ 8,10). A Eletrobras PNB subiu 6,02% (R$ 11,09),
enquanto o Banco do Brasil disparou 14,37% (R$ 20,69).
O Bradesco PN disparou 13,02% (R$ 27,85), e o Itaú Unibanco PN teve alta de
10,92% (R$ 33,10).
A Vale ON subiu 4,58% (R$ 15,50), enquanto a PN A avançou 3,69% (R$ 10,94).
Na outra ponta do pregão ficaram os papéis de fabricantes de papel e celulose,
majoritariamente exportadoras, cujos negócios são prejudicados pela queda do
dólar. A Fibria ON caiu 3,93% (R$ 33,90), e a Suzano PNA recuou 4,49% (R$
13,61).
— A forte alta de hoje da Bolsa, sobretudo o desempenho de companhias mais
expostas ao governo, reflete uma aposta de que deve haver uma mudança de
governo. O vazamento das conversas intensifica o sentimento de hostilidade da
população com relação ao governo. Independentemente de críticas que afirmam que
as gravações foram ilegais, o vazamento dos áudios deixam a impressão de que o
cerco se fechou e, a não ser que aconteça um milagre, o governo não tem mais
condições de continuar — afirmou João Pedro Brugger, da Leme Investimento.
BC SINALIZA REDUÇÃO DA INTERVENÇÃO NO CÂMBIO
Com a baixa do dólar, o Banco Central sinalizou que reduzirá a política de
intervenção no câmbio. Depois disso, a queda do dólar diminui, com a cotação
passando da faixa de R$ 3,60 para R$ 3,65.
Ainda não há indicação da intensidade da queda da oferta de contratos de swap, um
tipo de instrumento que funciona como proteção contra a variação do dólar, já que
corresponde uma venda de dólar no mercado futuro.
―O BC avalia que o atual ambiente internacional abre uma oportunidade para realizar
parte de suas posições em swaps cambiais, diminuindo a intensidade das rolagens
diárias‖, limitou-se a dizer a assessoria de imprensa da instituição.
BB, PETROBRAS E ELETROBRAS DISPARAM
Na manhã desta quinta, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff
desceram juntos a rampa interna do Palácio do Planalto, chegando ao Salão
Nobre para a posse do petista como ministro da Casa Civil. Lula foi recebido por
uma plateia de deputados e senadores do PT e da base aliada com gritos de ―Lula,
guerreiro do povo brasileiro‖ e ―Não vai ter golpe‖. Em seu discurso, Dilma atacou
frontalmente a força-tarefa da Lava-Jato e condenou a liberaçao das gravações de
sua conversa com Lula pelo juiz Sérgio Moro.
Minutos depois da cerimônia no Palácio do Planalto, o juiz Itagiba Catta Preta, da 4ª
Vara Federal de Brasília, concedeu nesta quinta-feira liminar para suspender a
posse de Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil. Para o magistrado, a
questão é ―complexa e também grave‖, porque pode configurar crime de
responsabilidade por parte da presidente Dilma Rousseff.
A notícia deu mais força aos papéis na Bolsa, embora o dólar tenha até ganhado
algum fôlego. Segundo analistas, a suspensão da nomeação de Lula tem poucas
implicações sobre a expectativa dos investidores.
— O mercado sobe em função do entendimento de que os áudios vazados elevam a
probabilidade de um impeachment e, logo, de uma mudança de política econômica.
Esse é o foco principal. Se o Lula vai continuar sendo ministro ou não não altera
muito o cenário que está sendo traçado — afirmou Luiz Roberto Monteiro, operador
da corretora Renascença.
Ontem à noite, os papéis de empresas brasileiras cotadas na Bolsa de Nova York já
haviam disparado com a notícia nas negociações pós-fechamento de mercado.
AMBIENTE EXTERNO FAVORÁVEL
Globalmente, o pregão é favorável para moedas e ações de países emergentes,
depois de o Federal Reserve (Fed, o BC americano) ter mantido, ontem, os juros no
mesmo patamar em que estavam e ter sinalizado que o processo de alta das taxas
nos EUA se dará em ritmo mais lento que o esperado até então.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Petróleo tipo WTI ultrapassa US$ 40 pela
primeira vez desde dezembro
Barril do Brent toca cotação máxima até agora no ano, de US$ 41,60
POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Bomba de petróleo em campo perto de Corpus Christi, no Texas, Estados Unidos - Eddie Seal /
Bloomberg
NOVA YORK - Os preços do petróleo aumentaram fortemente nesta quinta-feira e
encerraram o pregão da Bolsa de Nova York no valor mais alto, ajudados pelo
enfraquecimento do sólar que se somou ao contexto otimista com relação à uma
possível baixa combinada entre os grandes produtores. O petróleo tipo WTI (mais
comercializado no mercado americano) passou dos US$ 40 pela primeira vez desde
dezembro, enquanto o tipo Brent (referência no mercado internacional) encostou no
nível máximo até agora em 2016, após os bancos centrais dos Estados Unidos e da
Noruega sinalizarem a continuidade de estímulos para apoiar a demanda.
Um dólar mais fraco impulsiona a demanda de investidores por commodities
precificadas na moeda americana. A produção de petróleo americana caiu ao menor
nível desde novembro de 2014 e a oferta expandiu em 1,32 milhões, o menor ganho
em cinco semanas, segundo relatório da Agência Internacional de Energia na
quarta-feira.
O barril de WTI tem avançado desde que alcançou o menor nível em 12 anos no
mês passado em meio à especulação da amenização do superávit global. A
produção do gás de xisto americano está caindo e alguns dos maiores produtores
mundiais, incluindo Arábia Saudita e Rússia, anunciaram na quarta-feira que vão se
reunir em Doha em abril para debater o congelamento da produção de petróleo nos
níveis recordes de janeiro.
O barril do WTI para entrega em abril, que já havia subido mais de US$ 2 no dia
anterior, ganhou US$ 1,74 a US$ 40,20 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o
maior valor desde de dezembro do ano passado. Já o petróleo tipo Brent avançou
US$ 1,21, a US$ 41,54 por barril, após ter alcançado o pico neste ano de US$
41,60.
— Alcançar US$ 40 atrai muita atenção porque é um bom número redondo —
afirmou Rob Haworth, estrategista sênior de investimento no U.S. Bank Wealth
Management, que gerencia US$ 128 bilhões em ativos. — Os níveis dos US$ 30 e
US$ 50 são mais importantes em termos de decisões de investimento.
O Índice de Commodity da Bloomberg, que engloba 22 matérias-primas, avançou
até 1,9% ao nível mais alto desde 7 de dezembro. Prata, café e o WTI foram os
maiores ganhos no índice.
— Todas as commodities estão sendo ajudadas pelo dólar fraco — disse Haworht.
— O anúncio conciliatório do Fed teve um impacto maior no dólar e nas
commodities.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- Empresários da construção civil criticam
paralisia da economia
Entidade representante do setor pede rápida solução para crise política
POR GERALDA DOCA
Prédio em construção na Barra da Tijuca - Dado Galdieri / Bloomberg
BRASÍLIA - Os empresários da construção civil criticam a paralisia da economia,
consequência da combinação da crise "ética" e turbulência na política. Em nota, a
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), informou que a entidade
acompanha com preocupação a situação pela qual passa o país e texto cobra
coragem e responsabilidade das instituições e de setores organizadores para
restabelecer a normalidade.
―O Brasil demonstra maturidade institucional e temos convicção de que a solução da
atual crise será dada dentro da lei e da ordem. O que não podemos é continuar
parados, quando milhares de famílias ficam sem sustento todos os dias‖, diz José
Carlos Martins, presidente da Cbic.
―Que os interesses maiores do Brasil, e de sua população, sejam colocados em
primeiro lugar. Nós, da construção, em consonância com o conjunto da sociedade
brasileira, clamamos por uma rápida solução institucional, em que as pessoas
possam continuar trabalhando e produzindo para construir o país que desejamos,
com ética e oportunidade para todos‖.
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Fonte: O Globo
17/03/2016
- FMI pede que Brasil reforce as bases de sua
economia
Segundo porta-voz da entidade, país enfrenta situação difícil
POR AFP
WASHINGTON - O Brasil, imerso em uma grave crise política e em um quadro
recessivo, enfrenta uma situação difícil e deve reforçar as bases de sua economia,
considerou nessa quinta-feira um porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI),
Bill Murray, em uma coletiva de imprensa.
— Claramente o Brasil está enfrentando uma situação difícil, e uma das saídas para
o país agora é fortalecer sua economia — disse Murray.
Para Murray, o Brasil "deve fortalecer o cenário macroeconômico que serviu muito
bem no passado para recuperar a confiança e impulsionar os investimentos". O país
encerrou 2015 com um recuo de 3,8% do PIB, seu pior desempenho em 25 anos.
Entre as prioridades, o país deve considerar a política de metas de inflação,
flexibilidade das taxas de câmbio e a responsabilidade fiscal. Murray assegurou que
o Brasil, que recebeu vultosos empréstimos na década de 1990, até o momento não
pediu qualquer tipo de assistência financeira.
O porta-voz afirmou que o FMI acompanha de perto a grave crise política que
paralisa o país, acrescentando que a entidade tem como norma "não se envolver
nos acontecimentos políticos" de seus Estados-membros.
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Fonte: Estadão
17/03/2016
- Presidente da Firjan se posiciona a favor do
processo de impeachment
MARIANA SALLOWICZ, ANDRÉ ÍTALO ROCHA E LUCAS HIRATA - O ESTADO DE S.PAULO
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira disse que empresários estão 'horrorizados' com o momento atual; na
Fiesp, 300 gestores se reúnem para discutir a gravidade da crise política e econômica para o Brasil
RIO - O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, se posicionou na tarde desta quinta-feira,
17, em coletiva de imprensa, a favor do processo de impeachment da presidente
Dilma Rousseff. Para ele, a crise "atingiu o seu ápice" nesta quarta.
"Achamos que o domingo (dia de manifestações no País) tinha sido o ápice, mas
ontem a temperatura subiu muito, na constatação da imoralidade que está
prevalecendo no governo. E a sociedade não aguenta mais", afirmou a jornalistas na
sede da Firjan, no centro do Rio.
Momentos antes, Gouvêa participou de uma reunião com representantes de
federações dos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Pará e Paraná para discutir a
situação. Ele afirmou que os empresários estão "horrorizados" com o momento
atual. Foi decidido que cada um irá conversar com seus representantes no
Parlamento.
"A democracia do Brasil está em teste, lutamos muito por essa democracia e agora
chegou a hora em que temos que testá-la na base da discussão e do verbo. Essa
discussão vai se dar no Congresso Nacional", afirmou.
De acordo com Gouvêa, a Firjan defende que os parlamentares sejam pressionados
para "entregar à sociedade um País melhor". "Façam o que seja necessário para
que tenhamos um governo normal".
O presidente da entidade defendeu ainda que há uma "travessia curta" a ser feita.
"Podemos ter um novo governo no início de maio, se o Congresso trabalhar na
direção que precisa trabalhar", afirmou. "(Vamos) mostrar aos parlamentares da
obrigação deles, de votar para o Brasil, mudando a presidente do Brasil o mais
rapidamente possível. Não podemos continuar nessa pasmaceira", disse.
Ele criticou ainda o fato de Brasília estar paralisada. "Hoje, em Brasília, ninguém
discute projeto, se discute como o governo vai continuar se mantendo. Nós,
sociedade, temos que dar um basta nisso. Precisamos de governo."
Questionado sobre o seu posicionamento a respeito da nomeação de Luiz Inácio
Lula da Silva para o Ministério da Casa Civil, ele disse que "não é bom exemplo para
ninguém". "Imagina numa empresa alguma coisa feita nessa direção. Uma
trapalhada que não faz o menor sentido para pessoas normais, para brasileiros de
bom senso".
O presidente da Firjan afirmou ainda acreditar que quanto mais cedo a questão atual
for resolvida, mais cedo se sairá da crise. "Nós chegamos ao teste da nossa
democracia e certamente passaremos nele, sairemos um País mais maduro, o
sofrimento leva a maturidade. Temos instrumentos para fazer isso no curto prazo."
Protesto na Av. Paulista
Reunião de emergência. Cerca de 300 empresários de diferentes setores da
economia discutem o agravamento da crime política e econômica no País,
em encontro marcado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp) para a tarde desta quinta-feira, 17. Além do próprio presidente da entidade,
Paulo Skaf, estão entres os participantes do encontro: o presidente da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, o presidente da Associação Paulista
de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio Filho, o diretor da
Fiesp José Ricardo Roriz Coelho, e outros representantes de associações
empresariais.
A reunião foi convocada na quarta após o governo confirmar a indicação do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. A
Fiesp já se posicionou formalmente a favor do impeachment da presidente Dilma
Roussef e, ontem à noite, durante protestos, a entidade estampou na parte frontal de
seu prédio, na capital paulista, a frase "Renúncia já".
O encontro, que é transmitido online para as federações da indústria dos Estados da
Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Pará e Paraná, começou às 15h e tem
como objetivo discutir o agravamento da crise política e econômica do País.
Enquanto a reunião ocorre, centenas de manifestantes protestam contra o governo
de Dilma Rousseff em frente à sede da Fiesp, na Av. Paulista.
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Fonte: Estadão
17/06/2017
- CNI diz que crise deixa empresários
„perplexos‟ e pede urgência para tirar País do
caos
LUCI RIBEIRO - O ESTADO DE S.PAULO
Entidade afirma que setor industrial mostra 'extrema preocupação com o agravamento da situação
política e econômica
Robson de Andrade, presidente da CNI
Os empresários brasileiros estão perplexos diante da grave deterioração do cenário
político, que submete o País a uma situação sem precedentes em sua história
recente. A informação consta de nota distribuída pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), na qual a entidade e as Federações das Indústrias dos Estados
manifestam "extrema preocupação com o agravamento da crise política e econômica
que o Brasil atravessa". O texto é assinado pelo presidente da CNI, Robson
Andrade.
No comunicado a CNI alerta para o caos em que a política nacional mergulhou,
gerando profundas incertezas e piorando as perspectivas da economia, já abalada
pela mais séria recessão dos últimos 25 anos, critica a "paralisia decisória" que
afastou o País do caminho do crescimento e exige "grandeza, serenidade e espírito
público dos homens e das mulheres que ocupam os Três Poderes da República,
para que o Brasil possa superar o cenário adverso, voltar a crescer e ter confiança
no futuro".
"A indústria nacional não pode aceitar que disputas e desavenças políticas se
sobreponham aos interesses maiores da nação", destacou a entidade na nota. "É
imprescindível restabelecer a governabilidade. É fundamental restaurar a moralidade
no trato dos assuntos públicos, adotar melhores práticas administrativas e implantar
medidas favoráveis à estabilidade social, ao emprego e ao desenvolvimento",
defendeu.
A nota ainda assinala que "o setor empresarial espera que as instituições brasileiras,
principalmente o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), com o
apoio e a participação da sociedade, consigam encontrar, com urgência, soluções
para tirar o País da crise política e econômica".
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Fonte: Estadão
17/03/2016
- Samarco e Vale podem perder direito de
explorar minas
LEONARDO AUGUSTO - ESPECIAL PARA O ESTADO
Medida será tomada se empresas não cumprirem acordo de compensação ambiental pelo
rompimento da barragem em Mariana
BELO HORIZONTE - A Vale e a Samarco vão perder o direito de lavra de minas
caso não cumpram o acordo fechado com a União e os Estados de Minas Gerais e
Espírito Santo para compensação ambiental pelo rompimento da barragem de
Fundão, em Mariana, em 5 de novembro do ano passado. A Vale e a BHP Billiton
são proprietárias da Samarco, dona da represa. A anglo-australiana BHP Billiton,
porém, não opera minas no Brasil.
O acordo foi assinado em 2 de março em Brasília e prevê aporte anual de R$ 2
bilhões nos próximos dez anos. Para o advogado-geral do Estado de Minas Gerais,
Onofre Alves Batista Júnior, a possibilidade de suspensão da lavra das empresas é
um dos principais pontos do acerto.
LAMA MUDA A COR DO MAR NA FOZ DO RIO DOCE
Gabriela Biló/EstadãoLama>
A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco já chegou ao mar, após passar pelo
trecho do Rio Doce no distrito de Regência, em Linhares, no Espírito Santo.
"Essa é a maior garantia que poderíamos ter", afirmou, durante sessão da Comissão
de Barragens da Assembleia Legislativa realizada nesta quinta-feira, 17, para
discutir o termo.
O acerto foi enviado para a 12ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte. Porém,
ainda não foi homologado. Segundo Onofre Batista, o próximo passo será o
posicionamento do Ministério Público em relação ao termo. Procuradores e
promotores já mostraram insatisfação com o acordo. "Não há de se imaginar que
haverá batalha para dizer se o acordo é bom ou não", afirmou o advogado-geral do
Estado. Somente depois da homologação os repasses são iniciados.
Ainda conforme Onofre Batista, o primeiro repasse deverá ser feito pelas
controladoras da Samarco, e não pela própria empresa, que está com a licença de
operação embargada desde o rompimento da barragem. A empresa tenta voltar a
operar em Mariana com a utilização de cavas naturais, e não barragens com a que
se rompeu, para destinação de rejeitos de minério de ferro. A documentação está
em análise na Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
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