„Glaube mir, es wird alles gut,” soll er zum Abschied gemeint haben

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„Glaube mir, es wird alles gut,” soll er zum Abschied gemeint haben
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ATRIBUNA VITÓRIA, ES, SÁBADO, 20 DE JUNHO DE 2015
Economia
Venda de bens para ter equilíbrio
JULIA TERAYAMA - 02/04/2012
Empresas estão
se desfazendo de
ativos para pagar
dívidas, reduzir custos
e melhorar a liquidez
em tempos de crise
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Se o crédito não existe
mais, é possível fazer
esse tipo de transação para ter
recursos para girar na empresa
e enfrentar tempos de crise
“
”
Mário Vasconcelos, economista
Luciana Almeida
ecessidade de reequilibrar
a posição financeira, melhorar a liquidez, pagar dívidas e reduzir custos. Esses são
alguns dos motivos que têm levado empresas do Brasil a vender
bens para melhorar a sua posição
em relação ao capital.
A situação foi constatada após a
pesquisa “Perspectivas sobre
consolidação de mercados – Estratégia de investimentos e o movimento de fusões e aquisições”,
realizada pela Deloitte.
O estudo ouviu executivos de
221 empresas de diversos setores,
com faturamento e tamanhos
distintos. As vendas de ativos foram citadas por 17% dos entrevistados, enquanto 25% disseram
cogitar a venda do controle da
empresa.
Do total da amostra, 67% das
companhias faturam até R$ 250
milhões por ano, enquanto 17%
têm receita que começa nesse patamar e vai até R$ 1 bilhão.
Outros 16% têm faturamento
anual superior a R$ 1 bilhão. Pouco mais da metade das empresas é
de controle familiar e apenas 7%
têm ações listadas na Bovespa.
SETOR
Serviços de TI
Máquinas e equipamentos
Atividades financeiras
Indústria química
Serviços a empresas
Petróleo, gás e mineração
Construção
Comércio
Turismo, hotelaria e lazer
Alimentos e bebidas
Eletroeletrônicos
Outros serviços*
Outras manufaturas**
N
CRESCIMENTO
De acordo com os dados, aumentou de 19%, em 2009, para
57%, no ano passado, a proporção
de companhias que se desfizeram
de ativos. Em 2012, 33% das empresas venderam ativos, diz o levantamento.
Ainda segundo os dados da pesquisa, no último ano o Produto
Interno Bruto (PIB) ficou praticamente estável em relação a
2013, em um patamar inferior aos
três anos anteriores.
Para a economista Arilda Tei-
*Telecomunicações, transporte e logística, saúde, energia, gás e saneamento.
** Veículos e autopeças, editorial e gráfico, agropecuária, siderugia e metalurgia, papel e celulose, higiene e limpeza, farmacêutica, perfumaria
e cosméticos.
Tipos de empresas
Maior parte de controle familiar
CONTROLE FAMILIAR
SUBSIDIÁRIA DE
MULTINACIONAL
CONTROLE
PULVERIZADO
GRUPO EMPRESARIAL
LOCAL
INVESTIDOR
NSTITUCIONAL
0
MÁRIO VASCONCELOS destacou que a venda de bens ativos ocorre quando se deseja fazer novos investimentos
xeira, desfazer-se de bens não é
prejudicial para a empresa.
Segundo ela, essa prática tem
sido utilizada com maior frequência por conta do atual momento econômico do País.
“Quem tem patrimônio, recorre a ele para se recapitalizar”, disse a economista.
O economista Mário Vasconcelos destacou que a venda de bens
ativos das empresas geralmente
ocorre quando estes estão depreciados, ou quando se deseja fazer
novos investimentos.
“Se o crédito não existe mais,
como tem acontecido no Brasil, é
possível fazer esse tipo de transação para ter recursos para girar
na empresa e enfrentar tempos
de crise.”
ção de 221 empresas, dos mais diferentes portes e segmentos no País.
> UM TERÇO dos entrevistados do estudo é formado por presidentes ou
acionistas das empresas.
> FORAM OUVIDAS empresas com
controle familiar, com capital estrangeiro, controle pulverizado e grupo
empresarial local.
Os motivos
> NO ÚLTIMO ANO, o Produto Interno
Bruto (PIB) ficou praticamente estável em relação a 2013. A taxa básica
de juros, a Selic, sofreu seis aumentos consecutivos no primeiro semes-
tre deste ano e a abertura de capital
também arrefeceu nos últimos anos.
> EM 2014, apenas duas empresas listaram ações em bolsa, captando R$ 1
bilhão em conjunto.
> AS EMPRESAS estão sentindo há algum tempo as dificuldades do atual
ambiente econômico e buscam estratégias para contornar esse cenário.
> UMA VENDA de participação societária ou de ativos, fusão ou aquisição, pode ser fundamental para que
a organização continue crescendo e
investindo para ampliar capacidade,
produtividade e margens de rentabilidade, mesmo em tempos desafiadores como o atual.
24%
11%
8%
6%
50
100
Fonte: Deloitte
Viação se desfaz de linhas
ARILDA TEIXEIRA: desafio da crise
Reequilíbrio da estrutura de capital
> A PESQUISA contou com a participa-
51%
ARQUIVO/AT
ENTENDA
A pesquisa
%
19%
11%
9%
6%
6%
6%
5%
5%
4%
3%
3%
11%
13%
Dados
A empresa capixaba Viação
Kaissara vai passar a operar 68 linhas da Viação Itapemirim, em
trechos que ligam as regiões Sul,
Sudeste e Centro-Oeste.
A intenção da Viação Itapemirim com a transação é investir recursos em operações em outras
partes do País.
A transferência de operação foi
autorizada pela Agência Nacional
de Transportes Terrestres (ANTT),
por meio da portaria 4.662, e está
em vigor desde o dia 4 de junho.
Segundo o diretor de operações
da Viação Itapemirim, Marcos
Poltronieri, a empresa passa por
um momento de redirecionamento de suas operações, com foco
voltado para as regiões Norte e
Nordeste do País.
“A Viação Itapemirim está redirecionando os negócios dela. A essência da empresa sempre foi
atuar nas regiões Norte e Nordes-
te, por isso fizemos essa transação”, disse Poltronieri.
Os ônibus da nova viação virão
com dois banheiros, separados para uso de homens e mulheres, e a
maioria dos veículos terá internet
wi-fi liberada para os passageiros.
Entre as linhas que serão operadas pela nova empresa estão: São
Paulo x Campos, Santos x Ipatinga, Cachoeiro de Itapemirim x São
Paulo, Guarapari x Belo Horizonte
e Marataízes x Rio de Janeiro.
De acordo com o diretor de operações da viação Kaissara, Fernando Santos, a empresa, que tem sede administrativa em Guarulhos,
São Paulo, buscou a Viação Itapemirim para negociar a operação.
“Procuramos a Itapemirim, pois
tínhamos o desejo de alcançar o
mercado nacional. Estamos operando com o quantitativo de linhas
que equivalem a 40% da frota original da Itapemirim”, disse.
KAISSARA
> DOS ENTREVISTADOS, 39% preten-
dem adquirir outra empresa.
> 36% DOS REPRESENTANTES das
empresas ouvidas pretendem fazer
uma fusão para crescer.
> CERCA DE 34% dos empresários almejam adquirir um ativo de outra
empresa.
> A VENDA DE ATIVOS registrou crescimento, pois as empresas estão
compensando a escassez de capital
com fontes alternativas de obtenção de recursos, para reequilibrar
ou fortalecer sua estrutura de capital.
Fonte: Deloitte
KAISSARA vai passar a operar 68 linhas que eram da Viação Itapemirim