Saviez-vous que? - Rubber Association of Canada
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Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. REVISÃO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE PAREDES DE COURA Avaliação Ambiental Estratégica II - RELATÓRIO AMBIENTAL Câmara Municipal de Paredes de Coura Março 2014 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Março de 2014 Câmara Municipal de Paredes de Coura Avaliação Ambiental Relatório Ambiental (versão de progresso) Proposta de Revisão do PDM de Paredes de Coura Equipa técnica: VASTUS, GABINETE DE PROJECTOS, PLANEAMENTO E AMBIENTE, Lda. Isabel Maria Matias Pascal Pereira Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 1 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Glossário............................................................................................................................... 4 Resumo................................................................................................................................. 6 1 - Introdução ........................................................................................................................ 7 2 - Objectivos e metodologia de AAE .................................................................................... 8 3 - Objecto da avaliação........................................................................................................ 9 3.1 - Antecedentes..............................................................................................................9 3.2 - Objectivos da Revisão do PDM ..................................................................................9 3.3 - Questões Estratégicas e Grandes Opções...............................................................10 3.4 – Âmbito Territorial do PDM........................................................................................11 4 - Entidades Consultadas e Resultados das Consultas ......................................................12 5 – Factores Críticos para a Decisão ...................................................................................19 6 – Análise e Avaliação por Factores Críticos para a Decisão..............................................24 6.1 – Recursos Naturais ...................................................................................................24 6.1.1 – Descrição do FCD e seus objectivos ...............................................................24 6.1.2 – Situação Actual................................................................................................25 6.1.3 - Análise Tendencial ...........................................................................................54 6.2 – Paisagem e Recursos Culturais...............................................................................61 6.2.1 – Descrição do FCD e seus objectivos ...............................................................61 6.2.2 – Situação Actual................................................................................................62 6.2.3 - Análise Tendencial ...........................................................................................70 6.3 - População e Parque Habitacional.............................................................................74 6.3.1 – Descrição do FCD e seus objectivos ...............................................................74 6.3.2 – Situação Actual................................................................................................75 6.3.3 - Análise Tendencial .........................................................................................108 6.4 – Actividades Económicas ........................................................................................113 6.4.1 – Descrição do FCD e seus objectivos .............................................................113 6.4.2 – Situação Actual..............................................................................................114 6.4.3 - Análise Tendencial .........................................................................................127 7 – Linhas de Orientação para a Acção .............................................................................132 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 2 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 7.1 - Implementação .......................................................................................................132 7.2 - Governança para Acção .........................................................................................135 7.3 - Monitorização .........................................................................................................138 8 – Conclusões ..................................................................................................................143 Bibliografia .........................................................................................................................146 Anexos ...............................................................................................................................149 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 3 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Glossário AA (E) Avaliação Ambiental (Estratégica) AFN Autoridade Florestal Nacional APA Agência Portuguesa do Ambiente CCDR-N Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte CMPC Câmara Municipal de Paredes de Coura DGOTDU Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano DGRF Direcção Geral de Recursos Florestais DRC Direcção Regional da Cultura DREN Direcção Regional de Educação do Norte EEM Estrutura Ecológica Municipal ENDS Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável ENEAPAI Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais ENF Estratégia Nacional para as Florestas FA Factores Ambientais FCD Factores Críticos para a Decisão FEADER Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural GTF Gabinete Técnico Florestal ICNB Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade INE Instituto Nacional de Estatística LOT Loteamentos NUT Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos PANCD Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação PBHRM Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Minho PDM Plano Director Municipal PEAASAR Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais PENT Plano Estratégico Nacional do Turismo PEOT Planos Especiais de Ordenamento do Território PERSU Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos PESGRI Plano Estratégico dos Resíduos Industriais PMOT Plano Municipal de Ordenamento do Território PNA Plano Nacional da Água PNAAS Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde PNAC Programa Nacional para as Alterações Climáticas Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 4 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. PNACE Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego PNAEE Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética PNDFCI Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios PNPOT Plano Nacional da Politica de Ordenamento do Território PNTN Programa Nacional de Turismo e Natureza PNUEA Plano Nacional para Uso Eficiente da Água POPPCB Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida do Corno de Bico PROF Plano Regional de Ordenamento Florestal PROTN Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte QRE Quadro de Referência Estratégico QREN Quadro de Referência Estratégico Nacional RAN Reserva Agrícola Nacional REN Reserva Ecológica Nacional RGA Recenseamento Geral da Agricultura TER Turismo no Espaço Rural Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 5 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Resumo A política de ordenamento do território e de urbanismo assenta no sistema de gestão territorial que se organiza num quadro de interacção coordenada em três âmbitos: nacional, regional e municipal. O Plano Director Municipal (PDM) integra os instrumentos de planeamento territorial, sendo o instrumento que estabelece a estratégia de planeamento territorial e o modelo de organização espacial, a política municipal de ordenamento do território e de urbanismo e as demais políticas urbanas, integra e articula as orientações estabelecidas pelos instrumentos de gestão territorial de âmbito nacional e regional. De acordo com o previsto no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) – Decreto-Lei nº 380/99, de 22 de Setembro, republicado através do Decreto-Lei nº 46/2009, de 20 de Fevereiro, os instrumentos de gestão territorial são sujeitos a avaliação ambiental, tal como definido no nº 2 do artigo 86º, através da apresentação do Relatório Ambiental (RA) e de uma Declaração Ambiental. A responsabilidade da elaboração da Avaliação Ambiental (AA) é do proponente do PDM, que deverá determinar o âmbito e alcance da mesma, consultando entidades e população em geral, procedendo, para o efeito à elaboração do Relatório Ambiental, disponibilizando-o para consulta pública e institucional, culminando com a apresentação da Declaração Ambiental à Agencia Portuguesa do Ambiente. É nesse contexto que se elabora o presente Relatório Ambiental, que será alvo de consulta, e que tem como objectivos principais descrever e avaliar os eventuais efeitos significativos (positivos e negativos) no ambiente resultantes da aplicação do plano considerando os objectivos e o âmbito territorial do mesmo. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 6 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1 - Introdução O presente Relatório Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura, foi elaborado de acordo com os princípios emanados da Directiva 2001/42/CE de 27 de Junho, permitindo a integração dos aspectos ambientais na tomada de decisão de planos e programas, transposto para o regime jurídico nacional pelo Decreto-lei nº 232/2007, de 15 de Junho. “A avaliação ambiental estratégica é um instrumento de avaliação de impactes de natureza estratégica cujo objectivo é facilitar a integração ambiental e a avaliação de oportunidades e riscos de estratégias de acção no quadro de um desenvolvimento sustentável. As estratégias de acção estão fortemente associadas à formulação de políticas, e são desenvolvidas no contexto de processos de planeamento e programação” (Partidário, 2007) Assim, numa fase inicial da Avaliação Ambiental, procura-se apresentar qual o objecto alvo de avaliação, quais os Factores Críticos para a Decisão e quais os seus critérios de avaliação e indicadores a utilizar na elaboração do Relatório Ambiental. Foi igualmente descrito o método de avaliação e as entidades a envolver no acompanhamento de todo o processo. Essa fase resultou na elaboração do documento intitulado “Relatório de Factores Críticos para a Decisão da Revisão do PDM de Paredes de Coura”, documento que passou a incorporar as recomendações das entidades consultadas, sobretudo ao nível dos indicadores. Para a realização da Avaliação Ambiental efectuada à revisão do PDM de Paredes de Coura seguiram-se as orientações metodológicas do Guia de Boas Práticas para a Avaliação Ambiental Estratégica, publicado pela APA, o Guia da Avaliação Ambiental dos Planos Municipais de Ordenamento do Território, editado conjuntamente pela DGOTDU e pela APA, assim como orientações definidas em diversos guias internacionais. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 7 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 2 - Objectivos e metodologia de AAE O objectivo da AAE é melhorar a decisão, influenciando a integração das questões ambientais e de sustentabilidade no processo de planeamento, avaliando quer os impactes no ambiente quer no processo de sustentabilidade, em visões, intenções e propostas estratégicas, com o objectivo final de melhorar a decisão. Favorece a integração de medidas mitigadoras nos impactes negativos, potenciando aqueles que apresentam impactes positivos, incorporando a participação e envolvimento de vários agentes neste processo. A Metodologia de Base Estratégica 1 - Factores Críticos para a Decisão e Contexto para a AAE - Identificar o objecto de avaliação; - Identificar os factores críticos para a decisão; - Identificar os objectivos da AAE; - Estabelecer o fórum apropriado de actores e a estratégia de comunicação e envolvimento; - Estabelecer a integração entre processos e identificar as janelas de decisão. 2 - Análise e Avaliação - Usar cenários de futuros possíveis e considerar opções e alternativas para atingir os objectivos propostos; - Analisar as principais tendências ligadas aos Factores Críticos de Decisão (FCD); - Avaliar e comparar opções que permitam escolhas; - Avaliar oportunidades e riscos; - Propor directrizes de planeamento, monitorização, gestão e avaliação. 3 - Seguimento - Desenvolver um programa de seguimento (directrizes de planeamento, monitorização, gestão e avaliação) e os arranjos institucionais necessários a uma boa governança. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 8 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 3 - Objecto da avaliação O objecto da avaliação ambiental estratégica é a Revisão do Plano Director Municipal do concelho de Paredes de Coura, que se encontra actualmente em Proposta Final de Plano. Por este motivo a capacidade de influenciar as opções estratégicas encontra-se de alguma forma muito limitada, pelo que se deve utilizar uma metodologia para AAE que segue o modelo de Avaliação de Impactes Ambientais (AIA). Procura-se então avaliar os impactes das soluções propostas na Revisão do PDM de Paredes de Coura, sobre um conjunto de factores ambientais. 3.1 - Antecedentes Na década de 90, com a publicação do Decreto-Lei nº 69/90, de 2 de Março, Paredes de Coura iniciou o processo de planeamento territorial do concelho. Em 25 de Agosto de 1995, através da Resolução do Conselho de Ministros nº 82/95, entrou em vigor o actual PDM de Paredes de Coura, que procurou definir a estratégia de desenvolvimento concelhio, para a década seguinte, assente nos seguintes objectivos: Reequilíbrio do Sistema Produtivo (modernização da estrutura agrícola e florestal e promoção do turismo); Ordenamento Físico (reforço da atractividade da sede de concelho em consonância com o controle da dispersão); melhoria da rede de infra-estruturas; racionalização da rede de equipamentos; Zonamento e Regulamento (reforço do papel polarizador da sede de concelho, controlo da dispersão populacional e protecção das principais áreas de salvaguarda). 3.2 - Objectivos da Revisão do PDM A revisão do PDM de Paredes de Coura tem por objectivo estabelecer o modelo de estrutura espacial do território municipal, constituindo uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento a partir da qualificação do solo, definindo as estratégias de localização, distribuição e desenvolvimento das actividades humanas. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 9 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Os objectivos consubstanciam-se nos seguintes aspectos: a) Valorização e protecção dos recursos ambientais, paisagísticos e culturais; b) Valorização agrícola e florestal; c) Fixação da população local nas freguesias de origem; d) Controle da dispersão do povoamento no território municipal; e) Atracção de investimentos turísticos de alojamento e de animação turística; f) Dotação de meios e equipamentos sociais de apoio à população jovem e aos idosos; g) Servir de enquadramento à elaboração de planos de actividades do município. 3.3 - Questões Estratégicas e Grandes Opções Para o efeito, o modelo definido suporta as seguintes estratégias e opções: a) Definição de um coerente sistema urbano, através do estabelecimento de três níveis hierárquicos no povoamento; b) Definição de parâmetros de uso e transformação de acordo com cada nível de aglomerado e sua inserção no sistema urbano; c) Criação de solos de urbanização programada como forma de fixação futura das populações locais; d) Definição de Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG), para estruturação e programação do desenho urbano dos aglomerados; e) Estabelecimento de regras de ocupação de utilização da Estrutura Ecológica Municipal; f) Regulamentação de áreas mínimas para a realização de investimentos turísticos em áreas de vocação turística. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 10 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 3.4 – Âmbito Territorial do PDM O âmbito territorial do PDM em análise é a extensão total do concelho de Paredes de 2 Coura, que corresponde a uma área de 138,2 km , repartidos por 21 freguesias. Localiza-se na Região Norte de Portugal (NUT II), na sub-região Minho-Lima (NUT III) e na Região Agrária de Entre Douro e Minho. A Norte faz fronteira com Valença (NO) e Monção, a Sul com o concelho de Ponte de Lima, a Este com Arcos de Valdevez e a Oeste limita com Vila Nova de Cerveira. Figura 1 - Enquadramento na Região Norte Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 11 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 4 - Entidades Consultadas e Resultados das Consultas De seguida, procede-se à ponderação dos comentários efectuados pelas entidades ao Relatório de Definição de Âmbito, que ao abrigo nº 3 do artigo 3º do DL nº 232/2007, de 15 de Julho, deveriam ser consultadas para obtenção de pareceres (em anexo), tendo sido elaborada uma tabela com os principais aspectos focados por cada entidade, aos quais a equipa técnica da AA procurou dar uma resposta, integrando grande parte das sugestões no presente RA. Foram unicamente recebidos pareceres do ICNB e da CCDR-N, contemplando este também a posição da futura Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-N) ainda integrada na estrutura da CCDR-N. Tabela 1 - Consultas Entidade Transposição dos principais aspectos focados 1. “Sugere-se que na elaboração do RA, seja desenvolvido o exercício de interacção entre o QRE e as QE do Plano, bem como a explicitação dos conteúdos documentais do PDM no quadro do desenvolvimento da Avaliação Ambiental”. Comentários: relativamente à primeira sugestão, esta foi tida em consideração, mas não será desenvolvida no presente Relatório Ambiental, uma vez que o exercício referido corresponde a uma etapa da definição de âmbito. Em todo o caso, e de forma resumida refira-se que, depois de seleccionados os QRE e os seus objectivos, estes foram ARH Norte cruzados numa tabela com os Objectivos do Plano, aferindo o grau de coerência destes com aqueles, numa escala de Forte, Média e Fraca, 8/2009 concluindo, depois de contabilizado e ordenado o numero de correspondências de cada um dos graus, quais os Objectivos do Plano que mais se aproximam dos objectivos apresentados no QRE. A segunda sugestão foi tida em consideração; 2. “No âmbito do QRE, além dos Planos referidos, sugerem-se como instrumentos estratégicos fundamentais o Plano Nacional para Uso Eficiente da Água (PNUEA) e o Plano Nacional da Água (PNA)”. Comentários: Foi tido em consideração; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 12 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 3. “No que concerne ao Critério de Avaliação “Recursos Hídricos” os objectivos de sustentabilidade passam pela defesa dos corredores ribeirinhos, pela promoção da máxima infiltração e pela redução da erosão bem como o aproveitamento sustentado dos recursos hídricos existentes. Entende-se ser de criar um outro Critério a denominar “Sustentabilidade Ambiental” cujos objectivos de sustentabilidade passem «pela» qualidade dos recursos hídricos através da verificação da cobertura das redes públicas de abastecimento e de saneamento. Sugere-se ainda um outro Critério a denominar “Riscos Ambientais” cujo objectivo fosse a identificação, avaliação e requalificação de zonas sensíveis – inundáveis e de risco de erosão”. Comentários: relativamente a esta última sugestão refira-se que, no que diz respeito às áreas inundáveis, estas são praticamente inexistentes no concelho, devido às características morfológicas deste, não apresentando a pequena área assinalada na carta da REN, riscos para a população, não detendo também uma dimensão nacional. Em relação ao risco de erosão, este também não apresenta dimensão, existindo sim algumas áreas que naturalmente apresentavam um risco de erosão, mas que foram artificializadas pela acção do homem ao criar socalcos para a prática agrícola. Pelo referido anteriormente não se irá criar indicadores específicos para o objectivo sugerido, estando no entanto reflectido nos indicadores que tratam a REN. A primeira sugestão não foi atendida, uma vez que todos os critérios de avaliação subentendem o critério “Sustentabilidade Ambiental”; 4. “sugerem-se como indicadores a “Monitorização da qualidade da água”, “População servida com tratamento de água residuais” e Área marginal sujeita a protecção/requalificação”. Mais se sugere que os indicadores apontados para o Critérios “Recursos hídricos” sejam transferidos para o Critérios “Sustentabilidade Ambiental” atrás referido”. Comentários: o primeiro foi tido em consideração, o segundo já estava contemplado sobe outra designação “População servida por sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais”. O terceiro indicador sugerido será tratado pelo indicador “Acções de Ordenamento das Margens dos Cursos de Água” no critério de avaliação Paisagem; quanto à transferência de indicadores não foi tida em consideração uma vez que Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 13 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. o critério de avaliação Recursos Hídricos e todos os outros Critérios de Avaliação do FCD Recursos Naturais reflectem a sustentabilidade ambiental; 5. “… relativamente ao conteúdo do Relatório Ambiental, julga-se que deverá ser feita referência ao estado actual das linhas de água e respectivas margens, e fazer constar uma proposta de requalificação ambiental e paisagística, se necessário”. Comentários: o estado actual das linhas de água e suas margens será analisado no desenvolvimento dos indicadores que se relacionam com esta temática, ficando as propostas de requalificação ambiental contempladas no programa de execução, que contempla algumas medidas nesse sentido; 6. “Mais se sugere que o Relatório Ambiental anexe o extracto da Planta de Condicionantes do PDM, possibilitando a análise cartográfica da rede hidrográfica”. Comentários: Foi tido em consideração; 1. “deverá ser explicitados o modo como a proposta pretende implementar ou contribuir para a concretização dos objectivos de sustentabilidade identificados”. Comentários: Foi tido em consideração; 2. “... o RA não deverá repetir o exercício relativo à definição dos FCD. Deverão ser identificadas as entidades consultadas neste âmbito, bem como o respectivo contributo e o modo como o mesmo foi atendido na CCDR-N elaboração do RA.” 4/2010 Comentários: Foi tido em consideração; 3. “deverão ser distinguidos “indicadores de avaliação” de “indicadores de monitorização/seguimento”, sendo que na definição se deverá atentar ao facto de que deverão ser facilmente mensuráveis e representativos (…). Sempre que aplicável, dever-se-ão referenciar metas de desempenho, nomeadamente as derivadas de determinações dos Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura documentos 14 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. constituintes do QRE;”. Comentários: Foi tido em consideração; 4. “No QRE deverá ser atendido o Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida do Corno de Bico, em fase de aprovação;” Comentários: Foi tido em consideração; 5. …associados ao critério Recursos Hídricos deveriam ser incorporados indicadores relacionados com a qualidade da água de abastecimento, bem como com a gestão dos sistemas de abastecimento de água (perdas) e Drenagem e Tratamento de Águas Residuais (taxa de atendimento da ETAR e eficácia de Tratamento); Comentários: a primeira sugestão, foi tida em consideração, enquanto a segunda não, devido a inexistência de dados específicos de perdas de água no sistema de abastecimento, tendo sido facultado apenas uma estimativa na ordem dos 40%. As duas últimas também foram tidas em consideração. 6. “…deverá ser promovida consulta às entidades (…) elencadas na legislação (…). Neste seguimento, denota-se a ausência de indicação da Agência Portuguesa do Ambiente …”; Comentários: Foi tido em consideração, excepto no que diz respeito à Agência Portuguesa do Ambiente, devido ao facto de ter sido excluída dessa obrigatoriedade, pelos representantes da entidade, aquando da realização dos ciclos de seminários sobre a “Avaliação Ambiental Estratégica dos PMOT” – realizado em Julho de 2008 pela DGOTDU, APA e ANMP em Paços de Ferreira. 7. “Sugere-se ainda avaliar a variação da área classificada nos sistemas da REN cabeceiras de linhas de água e, também, como leitos e margens de cursos de água;” Comentários: Foi tido em consideração; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 15 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 8. “ainda neste FCD, critério solo, ou no FCD Paisagem e Recursos Culturais, incluir um indicador da conservação dos lameiros ou pastagens naturais, enquanto espaços produtivos mas também como espaços de conservação de recursos naturais e da qualidade e compartimentação da paisagem.” Comentários: Foi tido em consideração, nomeadamente no indicador Manutenção do mosaico agro-florestal; 9. “quanto ao FCD População e Parque Habitacional, critério Equidade social, sugere-se a decomposição do indicador Nível de equipamentos (…) por tipologia de equipamento, bem como a inclusão de indicador relacionado com a cobertura da rede de transportes colectivos e respectiva taxas de atendimento;” Comentários: O indicador nível de equipamentos sociais foi substituído pelo indicador “Nº e distribuição de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude” que nos parece mais ajustado e que segue o praticado e publicado nas Cartas Sociais pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Em relação às sugestões seguintes, as mesmas foram atendidas; 10. Ainda neste FCD, objectivo de sustentabilidade Contenção da dispersão urbana, sugere-se a extensão do indicador referido a todos os sistemas de execução e a todo o solo urbano, avaliando a % de solo urbanizado e/ou urbanizável efectivamente ocupado.” Comentários: Esta sugestão foi numa primeira fase tida em consideração, mas por dificuldade de cálculo esta sugestão não foi aplicada, ainda assim foram acrescentados dois novos indicadores – “Edifícios novos construídos fora dos perímetros urbanos” e “Número de edifícios incluídos em perímetros urbanos”; 11. “Associado ao objectivo de Captação de produtos turísticos sustentáveis, sugere-se a inclusão de indicador relativo às respectivas taxas de Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 16 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. ocupação; associado ao objectivo de Diversificação das actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos, entende-se que também deveria ser considerada a produção de energia a partir de fontes renováveis.” Comentários: Em relação á primeira sugestão, esta não foi tida em consideração pois não nos foi possível compilar dados fidedignos em relação às taxas de ocupação dos alojamentos TER e Turismo de Natureza. A segunda sugestão foi tida em consideração; 12. “A fase de seguimento deverá estar devidamente desenvolvida;” Comentários: Foi tido em consideração; 13. “O RA deverá ser conciso e focalizado.” Comentários: Foi tido em consideração; 1. “…a ausência, no QRE, do PNTN – Programa de Turismo de Natureza, (…) e o DL 142/2008 de 24 de Julho, o Decreto Regulamentar nº 21/99, de 20 de Setembro e o projecto de Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida.” Comentários: Este ultimo Plano bem como a primeira sugestão foram tidas em consideração, tendo optado por não incluir a s restantes, uma vez que em nosso entender essa legislação já se encontra reflectida quer no POPPCB, quer em outros documentos incluídos no QRE, e que se ICNB julgam mais adequados. 2. “…Para o critério de avaliação Solo (…) deverá juntar-se um novo indicador 7/2009 “Variação da Área de Solo Rural”. Comentários: Foi tido em consideração; 3. “Para o critério de avaliação “Ecossistemas e Áreas Classificadas”, (…) definir qual a medida(s)/factor de mensurabilidade; incluir ainda os novos indicadores “Áreas para Restauração Ecológica (ha)”; incluir também um indicador para “representatividade de geosítios”…”. Comentários: o primeiro indicador será incluído como indicador de Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 17 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. seguimento, passando a designar-se de “Acções para Restauração Ecológica” uma vez que remete para acções que serão incluídas no Programa de Execução da proposta de PDM. Em relação à segunda sugestão, não foi tido em consideração, uma vez que após consulta de bibliografia e trabalhos académicos, como por exemplo “Património Geológico do Vale do Minho e sua Valorização Geoturística” de RODRIGUES, Marta S.F. (2009) UMinho; não foi encontrado referências e geosítios com representatividade de forma criar um indicador. 4. “Para o critério de avaliação “Recursos Florestais” (…) deverá juntar-se um novo indicador “Áreas de Floresta para Reconversão (ha)”. Comentários: Será avaliado juntamente com o indicador de seguimento “Acções para Restauração Ecológica”; 5. “Para o critério de avaliação “Recursos Hídricos” (…) indicador definido (…) Preservação das cabeceiras de Linhas de água, (…) é preciso definir o factor de mensurabilidade? Propomos ainda dois novos indicadores “Áreas ocupadas pelos diferentes sistemas de suporte do ciclo da água” e “Áreas de usos incompatíveis com os sistemas de suporte do ciclo da água e a estabilidade geológica”. Comentários: A primeira parte foi tida e consideração. O primeiro indicador sugerido, encontra-se incluído no indicador já contemplado denominado “Variação da área de REN”. Em relação ao segundo indicador, esta não foi tido em consideração uma vez a proposta de REN apresentada (e aprovada pela Comissão Nacional da Reserva Ecológica) foi adequada as características do solo, tendo sido propostas como exclusão, as poucas áreas incompatíveis (quatro no total), eliminando assim essas incompatibilidades de usos de solo com os sistemas de suporte do ciclo da água e a estabilidade geológica; 6. “No critério de avaliação “Paisagem” ao conjunto de indicadores definidos, (…) manutenção do mosaico agroflorestal e Alteração morfológica do relevo com impacte paisagístico, (…) definir o factor de mensurabilidade”. Comentários: Foi tido em consideração em relação ao primeiro indicador, tendo sido o ultimo indicador abandonado por dificuldade de obtenção de dados; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 18 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 5 – Factores Críticos para a Decisão Os Factores Críticos para a Decisão “Constituem os temas fundamentais para a decisão sobre os quais a AA (da revisão do PDM) se deve debruçar”. Resultam de uma análise integrada do Quadro de Referência Estratégico – Fig.2 (outros documentos de âmbito regional, nacional e internacional), das Questões Estratégicas preconizadas na revisão do PDM (pág. 10) e dos Factores Ambientais relevantes para o plano (Tabela 2). Figura 2 - Quadro de Referência Estratégico da Revisão do PDM de Paredes de Coura Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 19 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relação dos Factores Críticos com as Questões Ambientais AAE da Revisão do PDM de Paredes de Coura Questões Ambientais Factores Relevantes para a estabelecidas pelo Revisão do PDM decreto-lei nº 232/2007 de 15 de Junho Factores Críticos para a Decisão Tradução para a escala local Biodiversidade Fauna Flora Biodiversidade Rede Natura Estrutura Ecológica Municipal Recursos Naturais Paisagem Património cultural Paisagem Património Cultural Paisagem e Recursos Culturais Factores Climáticos Sem relevância - População Saúde Humana Sistema Urbano Equipamentos Colectivos Actividades Económicas População e Parque Habitacional Bens Materiais Riscos Naturais e Tecnológicos Recursos Naturais Paisagem e Recursos Culturais Actividades Económicas Água Atmosfera Solo Rede Hidrográfica Rede Natura Atmosfera Solo Recursos Naturais Paisagem e Recursos Culturais Actividades Económicas População e Parque Habitacional Tabela 2 - Factores Ambientais relevantes para o plano A prévia análise efectuada às Questões Estratégicas da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura, aos Factores Ambientais e de Sustentabilidade bem como ao respectivo Quadro de Referência Estratégico, apresentada aquando da Definição de Âmbito (RFC), permitiram chegar a quatro Factores Críticos que irão suportar a avaliação ambiental, e que aqui são apresentados de forma definitiva. São eles: Recursos Naturais; Paisagem e Recursos Culturais; Actividades Económicas; População e Parque Habitacional. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 20 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A cada um deste Factores Críticos de Decisão, estão associados critérios de avaliação e objectivos de sustentabilidade, apresentando-se também os indicadores respectivos, que irão estruturar a análise tendencial a realizar no âmbito da AA, estando elencados na tabela que segue: FCD Critérios de Avaliação Objectivos de Sustentabilidade Solo Distribuição adequada das funções, com a preservação e protecção do recurso solo. Ecossistemas e Áreas Classificadas Protecção de áreas de maior valor ecológico e de maior fragilidade. Recursos Naturais Recursos Hídricos Protecção dos recursos hídricos Recursos Florestais Controlo da monocultura de espécies florestais, favorecendo as espécies autóctones, em detrimento das espécies de crescimento rápido. Paisagem Paisagem e Recursos Culturais Recursos Arquitectónicos e Arqueológicos Preservação dos elementos integrantes da paisagem local Protecção e valorização do Património Contenção da dispersão urbana Uso do Solo Adequação do consumo de solo destinada à função habitacional, considerando a estrutura urbana existente. População e Parque habitacional Efeitos Antrópicos Equidade Social Minimização dos impactes relacionados com as actividades humanas Equilíbrio da rede de equipamentos e serviços de proximidade às populações e aumento da qualidade de vida. Indicadores Ocupação e Usos do Solo; Variação da área de solo rural; Espaço agrícola, por habitante; Variação da área de RAN. Variação da área de REN; Estrutura Ecológica Municipal (ha); Evolução dos tipos de habitats classificados (Paisagem Protegida do Corno de Bico e Rede Natura 2000) e espécies protegidas; Variação da área classificada como cabeceiras de linhas de água, leitos e margens dos cursos de água População servida com sistemas de abastecimento de água; Monitorização da qualidade da água; População servida por sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais; Taxa de atendimento das ETAR; Nº de não conformidade obtidas pelas ETAR; Área de floresta de conservação e protecção; Área de floresta de produção; Variação anual da área ardida; Risco de incêndio florestal; Investimento público na conservação da paisagem; Evolução do número de visitantes no Centro de Educação e Interpretação Ambiental da PPCB; Acções de Ordenamento das margens dos cursos de água (Rio Coura); Manutenção do mosaico agro-florestal; Imóveis com valor arquitectónico identificados; Sítios arqueológicos identificados; Despesas da Câmara Municipal em Actividades Culturais (Património). Variação populacional, por freguesia; Proporção de alojamentos familiares vagos; N.º de reconstruções/100 construções novas; Edifícios novos construídos fora de Perímetros Urbanos; Nº de edifícios incluídos em perímetros urbanos; Densidade de edifícios por área de perímetro urbano; Área abrangida por PMOT, por perímetros urbanos; N.º de Loteamentos realizados; N.º de fogos licenciados, por habitante; Emissão de GEE dos Sectores Doméstico e de Serviços por habitante; Produção de Resíduos; Área sujeita a níveis de ruído superiores ao permitido pela lei; Acessibilidade a serviços de proximidade; Nº e distribuição de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude; Taxa de ocupação das respostas sociais; População que utiliza os transportes colectivos; Taxa de cobertura da rede de transportes; Índice de Desenvolvimento Social; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 21 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. FCD Critérios de Avaliação Objectivos de Sustentabilidade Captação de produtos turísticos sustentáveis Desenvolvimento Local Actividades Económicas Diversificação das actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos Dinamização das áreas empresariais Emprego e Qualificações Aumentar a qualificação da população activa Assumir modelos sócioeconómicos compatíveis com a estrutura urbana e localização da população no município Indicadores Capacidade de alojamento em estabelecimentos TER e de Turismo de Natureza/capacidade total de alojamento; Operadores de actividades de turismo de natureza/aventura; Operadores de agricultura biológica, por tipo; Principais culturas biológicas animais e vegetais; Energia produzida a partir de fontes renováveis; Taxa de ocupação das áreas empresariais existentes; Evolução do nº de empresas instaladas, por tipo de actividade; Qualificações da população empregada; População com ensino secundário (%). Proporção Emprego em SIC; % de Emprego Qualificados (valorizados); Tabela 3 - Critérios, objectivos e indicadores Se bem que o PDM proposto não contempla, explicitamente, alternativas diversas para os usos do solo, isso não significa que elas não existam, uma vez que foram adoptados determinados princípios, orientações e opções definidos quer pela legislação actual, quer pelas acções de acompanhamento, pelos organismos da tutela, etc., que permitiram chegar a uma proposta de ordenamento, tendo sido refutadas implicitamente outras opções. Assim, o processo de AAE contempla, como um dos elementos da metodologia, a realização de cenarizações, ou seja, qual o cenário que se produziria caso não se aplique o Plano Proposto (Cenário Um), como forma de avaliação dos efeitos que se produziriam em termos de ordenamento do território caso não se aplique o mesmo. Este RA, toma em consideração a alternativa Zero – manutenção da situação actual (PDM Actual), e a alternativa resultante da implementação do PDM Revisto/Proposto, pelo que se irá realizar a avaliação dos Factores Críticos de Decisão (à luz dos seus indicadores) tendo em conta cada um desses cenários. Assim as alternativas consideradas são as seguintes: Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 22 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. - Cenário 0 - Corresponde ao cenário tendencial resultante da continuação com o actual PDM de Paredes de Coura – correspondendo aos pontos Situação Actual e Análise Tendencial. - Cenário 1 – refere-se à aplicação do PDM Revisto/Proposto que actualiza as normativas em diversas matérias, os usos do solo propostos para o concelho de Paredes de Coura, etc. – correspondendo ao ponto Avaliação de impactes oportunidades e riscos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 23 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6 – Análise e Avaliação por Factores Críticos para a Decisão 6.1 – Recursos Naturais 6.1.1 – Descrição do FCD e seus objectivos Os recursos naturais apresentam uma importância significativa na região do Minho e no concelho de Paredes de Coura, quer pela diversidade, quer pelas características próprias que apresentam e que importa identificar, preservar e ordenar de forma a evitar conflitos de usos. A floresta também assume uma importância acrescida uma vez que ocupa grande parte do território concelhio. Tabela 4 – Critérios, objectivos e indicadores do FCD Recursos Naturais FCD Critérios de Avaliação Objectivos de Sustentabilidade Solo Distribuição adequada das funções, com a preservação e protecção do recurso solo. Ecossistemas e Áreas Classificadas Protecção de áreas de maior valor ecológico e de maior fragilidade. Recursos Hídricos Protecção dos recursos hídricos. Recursos Florestais Controlo da monocultura de espécies florestais, favorecendo as espécies autóctones. Recursos Naturais Indicadores Ocupação e Usos do Solo; Variação da área de solo rural; Espaço agrícola, por habitante; Variação da área de RAN. Variação da área de REN; Estrutura Ecológica Municipal; Evolução dos tipos de habitats classificados (Paisagem Protegida do Corno de Bico e Rede Natura 2000) e espécies protegidas; Variação da área classificada como cabeceiras de linhas de água, leitos e margens dos cursos de água; População servida com sistemas de abastecimento de água; Monitorização da qualidade da água; População servida por sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais; Taxa de atendimento das ETAR; Nº de não conformidade obtidas pelas ETAR; Área de floresta de conservação e protecção; Área de floresta de produção; Variação anual da área ardida; Risco de incêndio florestal; Pretende-se avaliar de que forma a revisão do PDM de Paredes de Coura contribui para a manutenção e protecção dos Recursos Naturais, avaliando, através de dois cenários – manutenção do PDM actual e propostas da revisão do mesmo – qual a situação mais Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 24 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. vantajosa para o município. Relativamente aos cinco critérios de avaliação, os respectivos objectivos de sustentabilidade e indicadores são: 1. Distribuição adequada das funções, com a preservação e protecção do recurso solo, recorrendo à Ocupação e Usos do Solo (%), ao espaço agrícola por habitante (ha/hab.) e a variação da área de RAN (%); 2. Protecção de áreas de maior valor ecológico e de maior fragilidade, avaliado através da variação da área de REN (%) e da EEM (ha); evolução dos tipos de habitats classificados e espécies protegidas no contexto da Paisagem Protegida do Corno de Bico e da Rede Natura 2000 (ha); 3. Protecção dos Recursos Hídricos, pela variação (%) da área classificada como cabeceiras de linhas de água (ha), leitos e margens dos cursos de água (km), aferindo a população servida por sistemas de abastecimento de água e servida por rede de drenagem e tratamento de águas residuais (%), para além da monitorização da qualidade da água, bem como a eficácia do tratamento. 4. Controlo da monocultura de espécies florestais, favorecendo as espécies autóctones, recolhendo a percentagem de floresta de conservação (ha) bem como a de produção (ha), a variação da área anual ardida (ha) e o nível de risco de incêndio florestal (risco Alto e Muito Alto); 6.1.2 – Situação Actual Solo O solo, suporte físico onde todas as actividades do homem se desenvolvem, é um dos recursos que mais pressão sofre, devido à crescente necessidade de espaço por parte destas, sendo necessário proceder a correcta localização das actividades, protegendo o solo, nomeadamente o de melhor aptidão agrícola. Seria importante comparar os dois momentos correspondentes à elaboração do PDM, em vigor e a proposta de revisão agora apresentada, afim de aferir a evolução da classificação e qualificação do solo no concelho. Por esses dados (PDM 1995) não existirem, tivemos que recorrer a uma vectorização das cartas de ordenamento do referido PDM, mas por dificuldades em termos de qualidade das peças desenhadas os dados poderão não estar totalmente exactos, (para além de que Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 25 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. utilizámos, para os cálculos seguintes, a área do concelho que enquadrou essas Cartas de Ordenamento, e que difere da divisão administrativa mais recente), servindo apenas de referência como ordem de grandeza na comparação. Assim o uso do solo no município de Paredes de Coura apresentava a seguinte repartição por classe: Tabela 5 – Usos do Solo Solo Urbano1 Rural2 Total % 4,6 95,4 100 De acordo com o Decreto Regulamentar n.º 11/2009, de 29 de Maio, o solo rural é aquele que “se destina ao aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, a espaços naturais de protecção ou de lazer ou a outros tipos de ocupação humana que não lhe confiram o estatuto de solo urbano”. Assim, no município de Paredes de Coura o solo rural apresentava a seguinte qualificação: Tabela 6 – Solo Rural Solo Rural Agrícola Florestal Natural Espaços de Construção Condicionada Total ha 4595 5594 2631 608 13428 % 34 42 20 5 100 O total de solo concelhio classificado como rural, passa de 95,4% em 1995, data do PDM em vigor, para 91,3% com a proposta agora apresentada, o que corresponde a uma variação de -4,1%. Do total da área concelhia qualificada como solo rural (PDM 1995), 34% correspondia a espaço agrícola, apresentando uma variação de 7,6% da área/espaço agrícola no concelho3 para o PDM agora proposto. Esse valor correspondia a um rácio de 0,46 ha de solo agrícola 1 Espaços Urbanos, Espaços Urbanizáveis e Espaços Industriais Corresponde a RAN, Áreas Agrícolas, Espaços Florestais, Espaços Naturais (Usos Natural e Florestal) e Espaços de Construção Condicionada 3 Inclui Espaços Agrícolas e Espaços de Uso Múltiplo Agrícola e Florestal 2 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 26 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. por habitante (para uma estimativa do INE de 10 005 habitantes) em 19954. Utilizando os dados populacionais (resultados preliminares dos Censos 2011 contabilizaram 9251 residentes) de 20115 com a área agrícola proposta, esse valor mantém os 0,46 ha, reflexo sobretudo da diminuição da população residente no concelho, com consequências ao nível da manutenção das práticas e solos agrícolas. A RAN tem por objectivo “...defender e proteger as áreas de maior aptidão agrícola e 6 garantir a sua afectação à agricultura...” . Actualmente (PDM em vigor), o espaço agrícola encontra-se subdividido em duas sub-classes: o conjunto de solos com maior aptidão agrícola que corresponde à área de Reserva Agrícola Nacional, e as áreas agrícolas não integradas na RAN, constituído por solos que ainda apresentam capacidade de uso agrícola. A RAN em vigor apresenta uma área 3474,09 ha (ver Figura 3). Tabela 7 – Variação da RAN de Paredes de Coura RAN Paredes de Coura Área (ha) RAN em vigor 3474,09 EXCLUSÕES Para inclusão em solo rural Espaço Florestal 17,8 Espaço Agrícola 15,9 Total -33,7 Para inclusão em RAN Área Habitacional 102,3 Equipamentos 3,6 Indústria 0,3 Turismo 0,7 Total -106,9 INCLUSÕES Para inclusão em RAN Áreas Agrícolas e Florestais 633,1 RAN FINAL 4073,49 % 100 -0,97 -3,1 18,2 117,25 4 (INE, Estimativas Anuais da População Residente) INE 6 Decreto-Lei nº 196/89, de 14 de Junho. 5 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 27 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 3 - RAN Publicada P. Coura Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura Figura 4 - RAN Final P. Coura 28 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Na proposta agora apresentada, o valor da RAN passa para 4073,49 ha, o que corresponde a uma variação de 17% em relação à RAN em vigor. No concelho de Paredes de Coura, a RAN encontra-se disseminada um pouco por todo o concelho, sendo mais expressiva na metade Este do concelho. Ecossistemas “A REN, (…) constitui um instrumento extremamente importante para prosseguir objectivos de protecção ambiental e desenvolvimento sustentável, contendo em si potencialidades capazes de assegurar um “continnuum” ecológico e o estabelecimento de redes de conservação e valorização da paisagem e dos recursos naturais que possibilitem os fluxos de materiais, energia e seres vivos, fundamentais para uma estratégia de conservação da 7 natureza e da paisagem” . A estrutura da REN em vigor no concelho de Paredes de Coura apresenta imprecisões, nomeadamente, ao nível do rigor do apuramento de alguns sistemas, apresentando também alguma descontinuidade na estrutura biofísica básica (Figura 5). Verifica-se que os ecossistemas mais representativos no concelho são as cabeceiras de linhas de água, que formam um anel mais ou menos coincidente com os limites do concelho, áreas com riscos de erosão e, com menor expressão áreas de máxima infiltração concentrada no centro do concelho. As linhas de água são um ecossistema da REN presente em toda a área. 7 Saraiva, M.G.; (1999) - “ O Rio Como Paisagem – Gestão de Corredores Fluviais no Quadro do Ordenamento do Território”. Fundação Calouste Gulbenkian/FCT/MCT, p.155. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 29 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 5 - REN Publicada A área que integrava a REN totalizava 2 835 hectares apresentando a seguinte repartição: Tabela 8 - REN Paredes de Coura Paredes de Coura Sistemas REN em vigor 2 (m ) REN Bruta 2 (m ) REN Final Proposta 2 (m ) Variação m 2 % Zonas ameaçadas pelas cheias - 4.277,00 4.277,00 - - Albufeiras e faixa de protecção - 57.412,00 57.412,00 - - 14.683.547,00 22.897.096,00 22.829.226,00 8.145.679 55 3.250.102,00 2.089.591,00 2.082.070,00 -1.168.032 -36 10.417.359,00 17.455.993,00 17.128.064,00 6.710.705 64 42.586,00 42.586,00 - - 42.546.955,00 42.143.635,00 13.792.627 49 Cabeceiras das linhas de água Áreas de máxima infiltração Áreas com risco de erosão Escarpas Total por Sistemas S/ definição para medição 28.351.008,00 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 30 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A proposta de REN agora apresentada e aprovada pela CNREN propõe um aumento para 4 214 hectares, apresentando uma variação de 49%, resultante do aumento de valores referentes a todos os sistemas com excepção das áreas de máxima infiltração (Figura 6) que viu a sua área diminuir. As linhas de água e respectivas faixas de protecção das respectivas margens, na REN Aprovada, foram densificadas em comparação com a REN Publicada, como resultado da metodologia aplicada, para este sistema da REN (e restantes sistemas), que seguiu as normas em vigor à data; Figura 6 - REN Aprovada Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 31 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A Estrutura Ecológica Municipal (EEM) é definida8 como “um conjunto de áreas de solo que, em virtude das suas características biofísicas ou culturais, da sua continuidade ecológica e do seu ordenamento, tem por função principal contribuir para o equilibro ecológico e para a protecção, conservação e valorização ambiental, paisagística e do património natural dos espaços rurais e urbanos”. A definição do conceito de Estrutura Ecológica Municipal, inexistente à data de elaboração do PDM em vigor, veio reforçar o sistema de protecção dos valores e recursos naturais, culturais, agrícolas e florestais (Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro), sendo, na presente revisão propostos 8484,8 hectares que se desenvolve quer em Solo Rural quer em Solo Urbano e que integram: Sistemas da REN, nomeadamente cabeceiras das linhas de água e leitos de curso de água mais importantes; Áreas da RAN mais significativas; Áreas da Floresta de Conservação; Espaços Naturais; Habitats da Rede Natura 2000; Áreas de Protecção Parcial da PPCB; Corredor Ecológico estabelecido no PROF AM, com definição dos limites elaborado no âmbito dos estudos do PDM; Espaços Verdes de Utilização Colectiva. 8 Decreto Regulamentar n.º 9/2009 de 29 de Maio Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 32 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 7 - Estrutura Ecológica Municipal Assim, a Estrutura Ecológica Municipal constitui um sistema de salvaguarda, protecção e valorização ambiental que se sobrepõe às categorias de uso do solo previstas na revisão do PDM (Figura 7). De grande importância, devido ao seu valor ecológico, consideram-se o Sítio Corno de Bico (PTCON0040) incluído no conjunto dos Sítios de Importância Comunitária (SIC) da rede ecológica para o espaço Comunitário da União Europeia – Rede Natura 2000, bem como a Paisagem Protegida do Corno de Bico. O Sítio Corno de Bico possui uma elevada importância biofísica, integrando as cabeceiras dos rios Labruja, Coura e Vez, englobando um extenso carvalhal, bem como áreas com arando, vidoeiro e azevinho, para alem de urzais, tojais e lameiros de feno. Apresenta ainda importantes comunidades de brioflora, sendo algumas delas únicas no país. É ainda uma área relevante para a toupeira de água e para o lobo. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 33 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A Paisagem Protegida do Corno de Bico de âmbito regional/local com gestão confiada ao município de Paredes de Coura, constitui um pequeno santuário natural, sendo uma área essencialmente montanhosa, onde se podem observar blocos de granito dispersos pela superfície das encostas, bem como marcas de acção do Homem como muros, sebes socalcos, moinhos, espigueiros, juntamente com vestígios arqueológicos. O clima atlântico com invernos chuvosos e verões amenos permitiram o desenvolvimento de bosques mistos de carvalho-alvarinho e azevinhos, existindo outras comunidades vegetais situados nas margens dos cursos de água, algumas delas classificadas como relevantes. Relevantes são também algumas das espécies de fauna existentes na área, algumas delas com elevada prioridade de conservação, apresentando uma importante diversidade de ocorrências. Desta forma, parte do território concelhio encontra-se classificada como Rede Natura 2000, designadamente o Sítio Corno de Bico incluído no conjunto dos SIC. A área total do município inserida em Rede Natura 2000, totaliza 4681 ha, estando as áreas dos habitats identificados, distribuídos da seguinte forma: Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 34 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 9 - Mosaico de habitats cartografados nas áreas da Rede Natura 2000, incluídas em Paredes de Coura Categorias Rios Rios Colinos Matos Colinos Granito Mosaico Serial Colino Matos Colinos Matos Xisto Matos Colinos Granito Aflor Matos Colinos Xisto Aflor Bosques de Bosques Carvalho Mosaico AgroPrados Florestal Turfeiras Turfeiras Colinas Hortas e Campos Outras Povoamentos Florestais Urbano Descrição Rios de média dimensão com águas oligotróficas e galeria ripícola Área % 0,24 Matos e vegetação pioneira sobre granitos do piso colino 13,73 Mosaicos Seriais Colinos com regeneração de carvalhal 2,95 Matos com tomilhais sobre xistos 2,46 Matos com vegetação pioneira e rupícola sobre granitos do piso colino Matos com vegetação pioneira e rupícola sobre xisto do piso colino 2,40 0,05 Carvalhais 14,04 Mosaicos agrícolas ricos em vegetação pratense e florestal 13,99 Turfeiras colinas e vegetação higrófila associada 0,01 Áreas agrícolas 22,97 Povoamentos Florestais de exóticas 18,89 Áreas urbanas 8,26 Fonte: CIBIO, 2007 Estas áreas integram o Plano Sectorial da Rede Natura 2000 estando, por esse motivo, sujeitas a condicionantes legais de escala supra-municipal, não existindo neste momento nenhum plano de gestão, o que se afigura como uma necessidade uma vez que o PDM não configura nem o âmbito nem a escala adequado para atingir os objectivos de manutenção e preservação dos habitats. Aliás a aprovação do PDM de Paredes de Coura em vigor, é anterior à classificação do Sitio Corno de Bico como parte integrante da Rede Natura 2000 e também anterior à definição da Paisagem Protegida do Corno de Bico, pelo que aquele Plano não reflecte a existência destas áreas classificadas. Quando se sobrepõe na Carta de Ordenamento do referido PDM à área correspondente ao SIC Corno de Bico, é visível que as áreas incluídas nos limites dessa área classificada como Rede Natura 2000, corresponde sobretudo a espaços florestais com 41% do total daquela área, logo seguido das áreas de RAN com 31%. Os espaços naturais têm o mesmo peso dos espaços urbanos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 35 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 10 Classes de uso do solo PDM 1995 – RN2000 Legenda % do total Espaços Florestais 41 RAN 31 Espaços Naturais (uso natural e uso florestal) 10 Espaços Urbanos 10 Espaços Agrícolas 7 Espaços Industriais 0,3 Elaboração própria a partir de vectorização da Planta de Ordenamento do PDM de 1995 A situação descrita reflecte-se da mesma forma na Paisagem Protegida do Corno de Bico incluída no perímetro do concelho, apresentando a mesma ordem de grandeza no que diz respeito à distribuição dos usos do solo, com uma predominância dos espaços florestais e áreas afectas à RAN com 34% e 33% respectivamente, denotando-se diferenças na existência de um peso superior dos espaços naturais quer com uso natural quer uso florestal. Ainda assim, os espaços naturais (definido com uso florestal naquele PDM) ocorrem sobretudo no sudeste da área da PPCB, sendo os espaços naturais de uso natural pouco representativos. Os espaços urbanos e áreas agrícolas são também diminutos, correspondendo a 8% e 4% respectivamente. Tabela 11 Classes de uso do solo PDM 1995 - PPCB Legenda % do total Espaços Florestais 34 RAN 33 Espaços Naturais (uso natural e uso florestal) 21 Espaços Urbanos 8 Espaços Agrícolas 4 Elaboração própria a partir de vectorização da Planta de Ordenamento do PDM de 1995 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 36 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A Paisagem Protegida do Corno de Bico, apresenta uma área de 2 069 ha, menor portanto que o Sitio com o mesmo nome, com limites sensivelmente idênticos ao do SIC Corno de Bico unicamente na parte sul e sudoeste. Desta forma os habitats identificados têm a mesma distribuição que aquele Sitio com ligeiras diferenças: Tabela 12 - Mosaico de habitats cartografados na área da Paisagem Protegida do Corno de Bico, incluídas em Paredes de Coura Categorias Rios Colinos Rios Matos Colinos Granito Mosaico Serial Colino Matos Matos Colinos Xisto Matos Colinos Granito Aflor Bosques Bosques de Carvalho Prados Mosaico Agro-Florestal Turfeiras Turfeiras Colinas Hortas e Campos Outras Povoamentos Florestais Urbano Área % 0,11 19,97 5,27 1,15 1,38 15,67 14,62 0,02 20,64 16,73 4,44 Os conhecimentos sobre a existência e distribuição das espécies e dos tipos de habitats naturais estão em constante evolução, ocorrendo alguns habitats prioritários como as charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix, como também as florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior, para além de importantes manchas florestais de carvalhais, arando, vidoeiro e azevinho. Alguns dos habitats referidos anteriormente apresentam potencialidades de suporte a espécies da flora vascular como a Festuca summilusitana, Festuca elegans, Narcissus cyclamenieus e, espécies da brioflora como Bruchia vogesiaca e Bryoerythrophyllum campylocarpum9. Foram ainda assinaladas no SIC Corno de Bico 15 espécies faunísticas 10 das quais 3 mamíferos (Canis lupus , Galemys pyrenaicus e Lutra lutra), 1 réptil (Lacerta schreiberi), 2 anfíbios (Chioglossa lusitanica e Discoglossus galganoi). Foram ainda confirmadas a existência de 9 espécies de aves como a Anthus campestris, Bubo bubo, 9 - 10 Espécies prioritárias Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 37 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Caprimulgus europaeus, Circaetus gallicus, Circus pygargus, Lanius collurio, Lullula arbórea, e vários passeriformes migradores de caniçais, galerias ripícolas, matos e bosques. Figura 8 - PPCB Fonte: http://www.cm-paredes-coura.pt/ No âmbito do Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida do Corno de Bico (ainda não aprovado), foi atribuída uma valoração por ordem decrescente de relevância (excepcional, alta, média, baixa) sendo atribuída à espécie florística Bruchia vogesiaca uma relevância Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 38 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. excepcional, procedendo a uma mesma classificação para as comunidades vegetais (Bosques de caducifólias), e para a fauna, tendo sido produzida diversa cartografia que espacializa essa valoração ecológica da PPCB. Recursos Hídricos Os recursos hídricos locais são dominados pelo rio Coura que corre no sentido NascentePoente, cuja nascente se localiza na freguesia de Parada, e pela sua bacia que corresponde sensivelmente aos limites do concelho. A rede hidrográfica é densa, decorrendo de um relevo extremamente recortado por diversos acidentes orográficos e da declivosidade das encostas, dando lugar à existência de numerosos vales e a uma abundância generalizada de água. Esta rede hidrográfica encontra-se distribuída de forma homogénea pelo território concelhio, e consiste num conjunto de cursos de água oriundos dos pontos de maior altitude do concelho, correndo entre os vales formados entre as linhas de festo Norte/Sul, até atingirem o vale situado no centro do concelho que serve de leito ao rio Coura. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 39 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 9 - Rede hidrográfica local (com o edificado) A protecção dos Recursos Hídricos, assume uma importância decisiva e bem patente na Lei nº 58/2005, de 29 de Dezembro, que entre outras disposições gerais tem como objectivo promover uma gestão sustentável da água, evitando a degradação dos recursos e a sua protecção. No que se refere à protecção, podemos recorrer aos sistemas da REN que visam essa mesma protecção, nomeadamente o sistema “Cabeceiras de Linhas de Água”, onde o concelho em análise, através do PDM em vigor, apresenta uma área de 1 468 ha integrada no sistema de Cabeceiras de Linhas de Água, não tendo sido, contudo, promovido a continuidade do sistema, encontrando-se este muito fragmentado. No âmbito da revisão do PDM, a REN aprovada aumenta a área desse sistema para 2 283 ha, tendo sido corrigido a situação anteriormente referida. Essa correcção abrangeu ainda a inclusão de novos leitos dos cursos de água (e respectivas margens) numa extensão de 242 km, e que na REN do Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 40 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. PDM em vigor estava delimitada de forma curta na sua capilaridade, apresentando -36 km de extensão. O abastecimento de água às populações, quer para consumo doméstico quer para as actividades económicas, bem como o saneamento das águas residuais geradas, consubstanciam um desafio para o desenvolvimento da sociedade. Em termos de abastecimento público de água, este concelho apresenta valores muito próximos dos 100% de população servida. O sistema municipal de Paredes de Coura é abastecido a partir de captações nas cabeceiras das principais linhas de água afluentes do Rio Coura, como Porreiras, Cavaleiros etc., apresentando um valor estimado de perdas de água nesse sistema de 40%, afigurando-se este como um problema de gestão e de impacte ambiental mas também de saúde pública devido à possível contaminação da água da rede. Por este motivo importa aferir da qualidade da água desse abastecimento público, recorrendo à monitorização constante da qualidade da água para consumo, meio importante para evitar riscos para a saúde humana, para o meio hídrico e tudo o que lhe está associado. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 41 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 10 Fonte: http://www.aguasdominhoelima.pt/, agora Águas do Noroeste Assim, e recorrendo aos dados de monitorização disponibilizados pelo ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, verifica-se nos gráficos abaixo, uma evolução muito positiva no número de análises obrigatórias para o controlo da qualidade da água, atingindo os 100% a partir de 2006. Em relação ao cumprimento dos valores paramétricos11 (VP) especificados na legislação, verificou-se uma oscilação entre 2002 e 2008. 11 Especificados nos Anexos I e II do Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 42 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 11 – Qualidade da água para consumo humano no concelho de Paredes de Coura (retirado de www.ersar.pt) Neste período em análise, o valor mais baixo foi atingido em 2004 com 95.15% de análises em cumprimento do VP, evoluindo positivamente até 2007, onde se verificou um VP de 98.62%, agravado em 2008 onde se ficou pelos 98.59% de VP em cumprimento. Ainda no que diz respeito à monitorização da qualidade da água superficial, e recorrendo aos dados da estação Outeiro no concelho de Vila Nova de Cerveira, localizada a jusante do concelho de Paredes de Coura, disponibilizados pelo INAG através do SNIRH12, verifica-se que a água do rio Coura apresenta uma classificação em 2008, de acordo com as características de qualidade para usos múltiplos, de boa, mas com situações anómalas nos anos de 2005 e 2007 em que atinge, segundo o INAG, a classificação de má, mas sobretudo no ano de 2003 onde atingiu um nível de muito má. Enquanto as águas classificadas como razoável permitem uma utilização para irrigação, usos industriais e produção de água potável após tratamento rigoroso, as que se encontram na categoria D, permitem unicamente uma utilização para rega, arrefecimento e navegação. A categoria E – 12 http://snirh.pt/ Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 43 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Muito Má, corresponde a águas extremamente poluídas e inadequadas para a maioria dos usos. Figura 12 – Variação da qualidade da água na estação do Outeiro (SNIRH) Uma outra avaliação, mas esta para a praia fluvial do rio Coura – Taboão, permite referenciar um problema crónico de qualidade. Esta praia é um dos locais concelhios mais divulgados a nível nacional (e internacional), sobretudo entre a população jovem que anualmente se desloca ao concelho para assistirem ao Festival de Paredes de Coura, mas que muitas vezes apresenta algum tipo de restrição de práticas balneares, resultante de problemas com contaminação de origem fecal, que se deve ao deficiente tratamento das águas residuais urbanas e da poluição de origem agro-pecuária. No gráfico seguinte é visível o número de semanas que esta área balnear, foi classificada como Má Qualidade, sendo que desde 2005 não apresenta valores semanais de Boa Qualidade. Em 2009 a classificação da qualidade da água manteve-se como aceitável (com base na classificação obtida em 2008), tendo chegado temporariamente a ser interditada para banhos. Tabela 13 Frequência prevista Semanal 20 3ª Maio 2008 s/d Zona Balnear Rio Coura - Taboão 4ª Maio 5ª Maio 1ª Jun 2ª Jun 3ª Jun 4ª Jun 1ª Jul 2ª Jul 3ª Jul 4ª Jul 5ª Jul 1ª Ag 2ª Ag 3ª Ag 4ª Ag 1ª Set 2ª Set 3ª Set 4ª Set Classif C(I) 2007 C(I) 2006 C(I) 2005 C(I) C(G) - Conforme os Valores Guia; C(I) - Conforme os Valores Imperativos; NC - Não Conforme Fonte: CCDRN Legenda: Boa qualidade Má qualidade Qualidade aceitável Interdita pela Autoridade de Saúde Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 44 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A evolução da qualidade desta água balnear, no que diz respeito aos parâmetros E. coli e Coliformes Totais pode ser observada nos gráficos seguintes, onde se observa a predominância da classificação como aceitável, mas muito próximo da classificação como má para ambos os parâmetros. Figura 13 – Parâmetros de avaliação da qualidade da água balnear – Taboão (snirh) A indústria contribui também para a poluição hídrica. Neste concelho localizam-se duas zonas industriais, uma em Formariz e outra em Castanheira que drenam os seus efluentes para a ETAR de Formariz. No que diz respeito à indústria importa também referira a actividade extractiva que também contribui para a degradação dos recursos hídricos. No concelho, encontram-se três pedreiras em actividade, uma na freguesia de Infesta, outra em Porreiras e uma outra em Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 45 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Ferreira, existindo nesta última freguesia uma pedreira desactivada, com baixa de exploração em 1976. A característica predominantemente agro-florestal do concelho, coloca em destaque o problema da poluição difusa, ou seja não pontual, que é proveniente de uma larga extensão de terreno, o que dificulta o controlo da origem dessa poluição. No Plano de Bacia 13 Hidrográfica do Rio Minho , publicado pelo INAG, verifica-se que ao nível desta bacia, são as áreas agrícolas do rio Coura (e rio Mouro) que apresentam um maior risco de poluição difusa (por fósforo e azoto). Sendo esta uma área do país com níveis altos de pluviosidade, esta situação tende a agravar-se, uma vez que a água das chuvas acaba por exercer um papel difusor de pesticidas e outros poluentes contidos na superfície dos solos, acabando por os arrastar para as águas superficiais e subterrâneas. 13 INAG (2001) – Relatório Final. Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Minho. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 46 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 14 - Poluição difusa na Bacia do Rio Minho Fonte: Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Minho A pecuária, também se constitui como um dos potenciais factores de degradação dos recursos hídricos. Em Paredes de Coura, o destaque vai para a bovinicultura, que apresenta um efectivo de 2 458 animais (RGA Entre Douro e Minho 1999), sendo este o sector pecuário que mais pressão exerce sobre os recursos hídricos locais. A piscicultura assume um lugar relevante do ponto de vista socioeconómico, constituindo um importante foco de poluição potencial dos recursos hídricos. A nível local, existe uma truticultura desde 1968 localizada no troço do rio Coura, na freguesia de Formariz (lugar de Penizes), que tem vindo a expandir a sua actividade ao longo de cerca de três décadas, com uma produção de várias centenas de toneladas ano, constituindo potencialmente, um importante foco de poluição dos recursos hídricos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 47 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A água utilizada na Truticultura do Minho é captada no Rio Coura, sendo depois efectuada a sua descarga no mesmo. De forma a melhorar a qualidade deste efluente gerado, que apresenta grandes concentrações de alguns parâmetros (CBO5, fosfatos e amónia) foi desenvolvido um sistema de tratamento de efluentes, constituído por duas fases distintas: tratamento biológico e remoção de sólidos suspensos. Um dos factores de degradação da qualidade da água diz respeito à rede pública de saneamento. A área do Minho, encontra-se de uma forma geral, mal servida, sendo este um dos desafios estruturais do desenvolvimento local. A população servida por sistemas de drenagem de águas residuais passou de 41% em 2001 para 43% em 2005 na NUTII de referência, enquanto no concelho de Paredes de Coura esse indicador apresenta valores ainda mais negativos em termos de cobertura, mas com uma variação de 9% - passou de 14% para 23% entre 2001 e 2008. Tabela 14 - População servida por sistemas de drenagem de águas residuais População servida por sistemas de drenagem de águas residuais (%) Localização geográfica Período de referência dos dados 2003 2004 2005 2006 2001 2002 % % % % % Minho-Lima 41 40 45 42 P. Coura 14 16 17 17 1 % 2007 % 2008 % 46 46 58 53 17 x x 23 INE, Inquérito ao Ambiente - Caracterização do Saneamento Básico Não inclui dados dos municípios de Caminha, Paredes de Coura e Valença Segundo dados mais recentes da Câmara Municipal de Paredes de Coura, em 2011 essa taxa situa-se já nos 51,8%, estando em fase de finalização outras ETAR’s que irão melhorar este indicador. O principal sistema de saneamento de Paredes de Coura é composto por um interceptor que se estende desde Castanheira até Formariz recebendo os efluentes destas localidades, aos quais se juntam os efluentes da vila e de Resende, sendo tratados pela ETAR de Formariz, sendo da responsabilidade das Aguas do Noroeste, S.A. Para além desta, existem outras ETAR, localizadas em Bico, Vascões, Porreiras e Castanheira, servindo sobretudo as populações destas localidades. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 48 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 15 - ETARs de P.Coura Designação da ETAR ETAR Formariz População abrangida (Nº) 4106 ETAR Bico 285 ETAR Vascões 178 ETAR Porreiras ETAR Castanheira População residente (Censos 2011) Taxa de Atendimento 96 128 9251 51,8(%) Fonte: CM P.Coura Estes dados fazem com que ao nível da população servida por sistema de tratamento de águas residuais, o concelho de Paredes de Coura apresente valores ainda abaixo da média dos municípios do Alto-Minho, apesar das melhorias verificadas na expansão da rede de saneamento operada nos anos mais recentes. No que diz respeito à eficácia de tratamento das ETAR, só nos foram fornecidos dados da estação de Formariz. Nesta, das 12 amostras retiradas no ano de 2010, nenhuma delas registou não conformidades como resultado, cumprindo assim com o definido na Licença de Descarga. Pelos motivos referidos em parágrafos anteriores a protecção e requalificação das margens das linhas de água, afigura-se como um factor importante quer para a protecção dos recursos hídricos propriamente dito, quer para a protecção das respectivas margens. Recursos Florestais Os recursos florestais existentes em Paredes de Coura assumem uma importância acrescida, quer pelos povoamentos de carvalhos e outras espécies autóctones que ocorrem, quer pela existência de espécies florestais com funções produtivas como é o caso do pinheiro. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 49 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Seria importante conhecer a distribuição espacial da floresta em Paredes de Coura e que deu origem à classificação do solo nos diferentes espaços florestais, mas pelos motivos referidos em páginas anteriores esses dados não serão aqui apresentados, pelo menos de forma mais precisa. Ainda assim, e recorrendo à vectorização da Carta de Ordenamento do Plano em vigor, verifica-se que a área classificada como Espaço Florestal14 equivale a cerca 15 de 5 594 hectares, sendo os Espaços Naturais , que incluem o uso natural e uso florestal, equivalentes a 2 631 hectares. Esta classificação não permite discernir claramente quais os espaços florestais afectos à floresta de produção e áreas florestais de conservação, pelo que se irá utilizar outra fonte de dados. No capítulo dedicado à análise e caracterização da floresta no relatório de caracterização da revisão do PDM de Paredes de Coura (2001), pode ler-se que os espaços florestais e as áreas de incultos compõem grande parte da área concelhia (62,5 % da área total do concelho). Dessa área de espaços florestais, e recorrendo aos valores resultantes de fotointerpretação (Fotografia Aérea, 1995), 4 506 hectares são áreas florestais, quedandose as áreas de incultos com 4 243 ha, resultando este valor elevado, dos incêndios florestais que fustigaram o concelho nesses últimos anos. Algumas manchas florestais, juntamente com as áreas agrícolas, com as quais muitas vezes se confundem, formam o cenário rico e característico de que dependem diversas actividades económicas, alternando muitas vezes o espaço agrícola com alguns bosques caducifólio mistos. De acordo com estes dados a área florestal de conservação corresponde a 3 014 hectares, ou seja 66,5% do total da floresta courense, sendo constituído por povoamentos ou manchas mistas de folhosas e resinosas com dominância do carvalho e outras folhosas como o amieiro. A floresta de produção, que corresponde a povoamentos puros ou dominantes de eucalipto (362 ha) e de resinosas (1154 ha) como o pinheiro bravo, somam 33,5% da área florestal. 14 “…destinadas à produção e ou salvaguarda do equilíbrio ambiental e paisagístico.” Artigo 59.º Regulamento do PDM em vigor (1995). 15 “O uso dominante a conferir a esta classe de espaços será o da conservação dos seus usos naturais ou florestal…” Artigo 63.º Regulamento do PDM em vigor (1995). Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 50 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 16 - Distribuição da floresta em Paredes de Coura Área Florestal Floresta de Produção Área (ha) % do total da floresta 1517 33,5 Povoamentos puros ou dominantes de eucalipto 362 8 Povoamentos puros ou dominantes de resinosas 1154 25,5 Floresta de Conservação 3014 66,5 3014 66,5 Povoamentos mistos de folhosas e resinosas (dominância de carvalho e outras folhosas) Fonte: Estudos de Caracterização do Território – 2001, Revisão do PDM de P.Coura A proposta de plano prevê um aumento do espaço florestal (produção, conservação e protecção) para sensivelmente 6 063 ha, aumentando a floresta de produção para 2 237 ha, diminuindo por sua vez a floresta de conservação para sensivelmente 1 482 ha (ver Anexo III). Se somarmos à floresta de conservação, os 2 345 ha da floresta de protecção verifica se porque é que os espaços florestais aumentam nessa categoria De fora destas áreas florestais de protecção, ficaram as pequenas matas associadas a áreas agrícolas que foram incluídas nos Espaços de Uso Múltiplo Agrícola e Florestal, mas que também apresentam funções de protecção entre outras. Os diferentes fenómenos como o êxodo e envelhecimento da população rural, o abandono da actividade agrícola, a crescente urbanização de áreas agrícolas e florestais contribuíram, entre outros elementos, para uma vulnerabilidade da floresta, resultando numa considerável área percorrida por incêndios. Entre 2000 e 2009, a área ardida total (povoamentos florestais e matos) de Paredes de Coura foi de 4 186 hectares (valor médio anual de 418,6 ha) apresentando custos ambientais, sociais e económicos muito elevados. Apesar destes números, verifica-se uma diminuição quando comparado com o período entre 1989 e 1998, onde essa área tinha sido de 8 725 ha, para um total de 4 399 ocorrências. De 2000 a 2009 as ocorrências diminuíram significativamente, ficando pelos 781 registos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 51 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 1 – Incêndios: área ardida e ocorrências Incêndios - Povoamentos, M atos e Ocorrências 140 1600 1444 123 1400 120 1200 102 91 87 90 87 80 70 800 681 60 56 600 518 45 Ocorrências (Nº) Área Ardida (ha) 1000 100 40 400 30 92 83 26 238 177 166 200 22 72 157 106 129 65 35 73 20 72,6 18 11 0 0 2000 2001 2002 2003 Área Ardida Povoamentos 2004 2005 2006 Área Ardida Matos 2007 2008 2009 DGRF Nº de Ocorrências Da área qualificada como Espaço Florestal, são os matorrais os mais fustigados pelos incêndios, sobretudo nos anos mais recentes, com uma média anual (2000/2009) de 245 ha, pelo que muitas das ocorrência expressas no gráfico anterior verificaram-se nessas áreas. Aliás, a Carta de Risco de Incêndio Florestal - CRIF 2010 (versão provisória), disponibilizada pelo IGP, que nos indica o grau de risco de incêndio no concelho de Paredes de Coura recorrendo a um modelo de variáveis fisiografias que podem explicar a variabilidade espacial desse risco, verifica-se que todo o território apresenta áreas de risco máximo de incêndio florestal (classes de elevado e muito elevado), sendo que a SE e Este da vila de Paredes de Coura é onde essas áreas são de menores dimensões, apesar de também se verificar esse risco sobretudo devido ao factor humano como causa de risco de ocorrência. Sensivelmente na metade mais a norte do concelho e na parte SW deste, é onde se encontra uma área mais extensa de risco de incêndio classificada de elevado a muito elevado, correspondendo às maiores extensões de matos e de resinosas onde se verificam Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 52 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. queimadas associadas à actividade pastoril e ou agrícola, que estão muitas vezes na origem de incêndios descontrolados. Em 2010 cerca de 61% da área do concelho encontra-se sobe risco de incêndio florestal de elevado e muito elevado, valor semelhante à da área florestal (espaços florestais + área de incultos). Figura 15 - Carta de Risco de Incêndio Florestal em Paredes de Coura (IGEO) Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 53 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 17 - Síntese dos Indicadores para Avaliação do FCD Recursos Naturais Indicadores Ocupação e Usos do Solo Valor Urbano = 8,7%; Rural = 91,3% Agrícola = 34%; Florestal = 48% Natural = 15% Variação da área de solo rural -4% Espaço agrícola, por habitante 1995 = 0,46 ha/habitante Variação da área de RAN 17,25% Variação da área de REN 49% Estrutura Ecológica Municipal Evolução dos tipos de habitats classificados e espécies protegidas Variação da área classificada como cabeceiras de linhas de água, leitos e margens dos cursos de água 8484,8 Hectares Ver pagina 33 a 37 Cabeceiras de linhas de água = +815 ha Leitos e margens dos cursos de água = +36km População servida com sistemas de abastecimento de água 100% Monitorização da qualidade da água Ver figura 10, 11, 12 e Tabela 13 População servida por sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais Taxa de atendimento das ETAR; Nº de não conformidades obtidas pelas ETAR; Área de floresta de conservação e protecção; 2011 = 4793 2011 = 51,8% 0 na ETAR de Formariz Conservação = 24,4% Protecção = 38,8% Área de floresta de produção Produção = 36,8%; Variação anual da área ardida Ver gráfico 1 Risco de incêndio florestal Ver figura 14 6.1.3 - Análise Tendencial Com a manutenção do actual PDM, ao solo continuaria a faltar uma estratégia efectiva de protecção, apresentando uma tendência de evolução negativa, continuando a dispersão urbana (residencial e outra) conduzindo a um aumento da pressão sobre o solo agrícola, facilitando o empobrecimento deste, aumento do risco de incêndio, erosão do solo, etc. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 54 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. As áreas classificadas e os ecossistemas podem vir a fragmentarem-se e isolarem-se cada vez mais, beneficiando o isolamento genético das populações, diminuindo a biodiversidade e a capacidade de resistência às perturbações externas. A inexistência de uma Estrutura Ecológica Municipal no PDM actual também não contribui para a desejável salvaguarda, protecção e valorização ambiental do concelho e da região onde se insere. O facto de não existir uma compatibilização do solo ao nível do PDM em vigor e da Rede Natura 2000 local e da PPCB poderá provocar constrangimentos para a correcta gestão destas áreas classificadas, situação esta muitas vezes apontada como problemática. A manutenção da situação actual provocará ainda uma evolução negativa dos recursos florestais, uma vez que a floresta autóctone poderá ver a sua área diminuir, sendo substituída por outras espécies invasoras ou de produção de eucalipto por exemplo. Ao diminuir a diversidade florística, suporte de abrigo e alimento da fauna local, promove-se uma mais fácil propagação de incêndios florestais, à medida que as práticas florestais e agrícolas vão perdendo a importância de outrora, e a floresta se vai mono-especializando. Relativamente ao ordenamento das margens dos cursos de água, verifica-se uma desregulamentação, isto apesar da existência da legislação em vigor da REN e do Domínio Público Hídrico, não se encontrando delimitado na planta de condicionantes como área de protecção, potenciando a impermeabilização do solo aquando do licenciamento em parcelas urbanas contíguas aos cursos de água. Actualmente, verifica-se também alguma destruição das galerias ripícolas junto aos campos agrícolas, o que pode favorecer os fenómenos de erosão hídrica, para além de alterar o habitat constituído por essas galerias. A proposta apresentada propõe a integração destas margens na EEM como floresta de conservação, permitindo a manutenção do ciclo da água e das galerias ripícolas, fomentando-as nas áreas onde foi destruída, evitando assim a impermeabilização do solo. Relativamente aos leitos dos cursos de água, a rede encontra-se desajustada em relação à nova base cartográfica, sendo que relativamente às cabeceiras das linhas de água, estas ao estarem fragmentadas não promovem a continuidade deste sistema, que deverá ser de escala supra-concelhia (com continuidade nos concelhos vizinhos) de acordo com as novas orientações da CCDRN. Actualmente, os recursos hídricos continuam a sofrer com os problemas de poluição hídrica, resultante da falta de cobertura total de redes de saneamento, sofrendo as margens das Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 55 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. linhas de água uma destruição da vegetação associada, aumentando a sua impermeabilização e ocupação, com um consequente aumento de escoamento torrencial e de acidentes naturais, causadores de grandes prejuízos para a economia local. Tabela 18 – Análise Tendencial do FCD Recursos Naturais Ecossistemas e Áreas Classificadas Objectivos de Sustentabilidade Situação Actual Distribuição adequada das funções, com a preservação e protecção do recurso solo. Protecção de áreas de maior valor ecológico e de maior fragilidade. Recursos Hídricos Protecção dos recursos hídricos Recursos Florestais Controlo da monocultura de espécies florestais, favorecendo as espécies autóctones, em detrimento das espécies de crescimento rápido. Critérios de Avaliação FCD Solo Recursos Naturais Evolução tendencial com PDM em vigor LEGENDA Tendência de Evolução Distância aos objectivos de sustentabilidade Negativa Afastamento dos objectivos e metas Sem alteração significativa Muito Distante Distante Positiva Aproximação aos objectivos e metas Próximo Muito Próximo 6.1.4 – Avaliação de impactes - oportunidades e riscos Solo A proposta do novo PDM procura ordenar o solo rural, apostando na protecção do recurso solo, evitando a sua erosão e ocupação indevida, mantendo a diversidade dos valores naturais associados, ao manter os habitats suporte de várias espécies, estabelecendo condicionantes à edificação em áreas rurais, promovendo a nucleação dos espaços urbanos consolidados. Neste aspecto, importa referir as recentes orientações definidas no PROTn Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 56 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. para o Solo Rural relativamente ao Regime de Uso do Solo, concretamente no aspecto da edificabilidade, uma vez que este preconiza a utilização do solo rural destinada à produção agrícola, pecuária e florestal, à exploração dos recursos geológicos bem com à conservação de recursos naturais, ambientais, culturais e paisagísticos, definindo concretamente os parâmetros para a edificabilidade em Solo Rural. Assim sendo a Versão Final do Regulamento transpõe esses parâmetros para o regime definido nas categorias do Solo Rural. Na revisão do PDM de Paredes de Coura, a RAN apresenta uma área superior à existente actualmente, resultante de um maior número de áreas incluídas relativamente às áreas excluídas, adaptando-se assim à realidade da estrutura de povoamento do território e com uma tradução mais efectiva do mosaico minhoto, resultando numa variação positiva. Desta forma, a RAN final passa a ser 4073 ha aproximadamente, o que corresponde a uma variação de 17,25%. Ecossistemas e Áreas Classificadas A delimitação de uma EEM versada na revisão do PDM vai de encontro à necessidade de uma melhor protecção e valorização das áreas culturais, agrícolas, florestais e naturais concelhias totalizando 8484,8 ha (ver Figura 7). Na REN delimitada na revisão do PDM, foram tidos em consideração a metodologia mais actual na definição dos sistemas de REN, sobretudo na delimitação das cabeceiras de linhas de água, passando de uma área de 2 835 ha para 4 214ha. No total dos sistemas da REN, o aumento da área foi de 49%, tornase mais adequada à estrutura biofísica do território e por conseguinte mais abrangente, melhorando a protecção dos ecossistemas associados e a prevenção face a determinados riscos. Relativamente a outros espaços de maior valor ecológico, estes foram incluídos na proposta de Plano apresentada, integrando por exemplo os habitats naturais da Rede Natura 2000 em categorias e regimes de usos de ocupação do solo compatíveis. Relativamente às medidas e orientações de gestão previstas no PSRN2000, considerando que as mesmas apenas serão vinculativos para os particulares quando transpostas para os PMOT, foi o seu regime definido em capitulo próprio do Regulamento e incluídas as Plantas que espacializam os Valores Naturais que ocorrem no SIC (PTCON0040), nos Elementos que Acompanham o PDM. As actividades interditas e condicionadas nas áreas afectas à Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 57 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Rede Natura 2000, figuram no corpo do regulamento, em artigo próprio, figurando em anexo ao regulamento (anexo 3) as orientações de gestão para cada uma das espécies/habitats identificadas. De acordo com o DL 140/99, de 24 de Abril a presente Revisão do PDM constitui uma oportunidade para avaliar a execução dos objectivos das Directivas Aves e Habitats e para a elaboração do Relatório de Conformidade, pelo que esses elementos seguem em anexo ao Plano. O dito relatório contem informação que explicita a compatibilidade do PDM com os objectivos definidos no Plano Sectorial da Rede Natura 2000, tendo servido de suporte à redefinição do solo urbano, que por diversa vezes viu os seus limites redifinidos relativamente aos valores naturais em presença no concelho, evitando sobreposições geradoras de conflitos e de perda que biodiversidade. Com as medidas preconizadas, o contributo da presente Revisão do PDM para a manutenção, conservação e protecção dos valores naturais torna-se mais eficaz e operacional ao nível da gestão urbanística do território municipal, diminuindo a sobreposição dos valores naturais com as áreas urbanas entre os dois PDM em 55,7%, facilitando também um maior conhecimento por parte da população local sobre estes espaços, concorrendo também directa e indirectamente para a protecção dessas áreas. Recursos Hídricos O PDM apresenta nas suas propostas uma maior protecção dos recursos hídricos, desde logo aumentando as áreas integradas nas zonas ribeirinhas, águas interiores e áreas apanhamento, como é exemplo o sistema de Cabeceiras de Linhas de Água, promovendo uma infiltração da água nas cotas mais altas, evitando fenómenos de erosão hídrica, procurando ao mesmo tempo combater o aumento da degradação da qualidade da água dos seus principais rios, apresentando orientações para uma maior abrangência da rede pública de saneamento. O correcto ordenamento das margens dos rios também se afigura como uma introdução que o novo PDM configura, uma vez que condiciona a impermeabilização desse solo, alvo de pressões urbanísticas. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 58 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Recursos Florestais Grande parte da área de intervenção do plano é composta por espaços florestais, sendo proposta uma melhor protecção dos povoamentos autóctones, reorganizando a área afecta à Floresta de Conservação e de Protecção, esta sobretudo com função de protecção do solo mas também potenciando a Floresta de Produção, mantendo o habitat da flora e fauna associada e como eventual barreira à progressão de incêndios ao diversificar as espécies florestais. A delimitação dos Espaços de Uso Múltiplo Agrícola e Florestal, visa também a protecção das áreas de solo rural que representam uma característica paisagística da região e do concelho em particular, que são as bouças associadas a matas, correspondendo portanto a sistemas agro-silvo-pastoris funcionalmente complementares, com funções de protecção e recreio, mas também de enquadramento paisagístico. As propostas relativas aos Espaços Florestais traduzem as orientações definidas pelo PROF Alto Minho (PROF AM) para as sub-regiões homogéneas que abrangem o concelho de Paredes de Coura como a sub-região Arga-Coura, Corno de Bico e ainda uma pequena parte da sub-região homogénea do Vez, relativamente às funções prioritárias aí previstas, assim como as espécies consideradas prioritárias, transpondo para o Regulamento do PDM o regime definido no referido PROF. “No âmbito do PROF AM foi seleccionada como Mata Modelo a Paisagem Protegida do Corno de Bico, sito no concelho de Paredes de Coura, pois é representativo, em termos de diversidade e gestão, de manchas florestais com elevado interesse do ponto de vista da diversidade florestal, conservação e protecção.” (PROF AM). Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 59 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 19 - Oportunidades e Ameaças da Revisão do PDM, relativamente ao FCD Recursos Naturais FCD Recursos Naturais Oportunidades - Articulação com Planos e Programas supra-municipais - Transposição para o corpo do regulamento do PDM das orientações de gestão, actos e actividades interditas e condicionadas referentes à rede natura 2000, bem como dos limites dessas áreas - A delimitação de uma nova RAN afigura-se como uma oportunidade de assegurar uma maior protecção do melhor solo agrícola - Aumento das áreas naturais de protecção, nomeadamente com a afectação da EEM, integrando-as numa rede supra-municipal de enquadramento e ligação - Melhoria nas condições de fruição das áreas naturais e consequente melhoria da qualidade de vida e saúde da população - Protecção e promoção da diversidade paisagística e maior protecção da flora e fauna autóctones - Promoção de funções compatíveis com os usos do solo - O controlo da dispersão populacional pelo território (ao nível do Regulamento) permite uma redução da pressão urbanística sobre os recursos naturais - A distribuição adequada dos usos do solo, permite uma melhoria da qualidade ambiental - Aumento da área de floresta autóctone, e a sua valorização regional - A melhoria do ordenamento florestal permite diminuir o risco de perigosidade de ocorrência de incêndios, diminuindo vulnerabilidade das populações isoladas - A defesa dos espaços florestais permite o desenvolvimento produtivo e económico desta e um consequente desenvolvimento local - Actualização da metodologia de delimitação da REN, favorecendo um efectivo continuum naturale, uma maior protecção dos cursos de água, leitos e margens e um aumento das áreas estratégicas de protecção e recarga de aquíferos - O controlo da dispersão populacional pelo território permite uma contenção e controlo dos efluentes domésticos e outros resíduos, diminuindo a proliferação espacial de focos de poluição e uma optimização das infra-estruturas existentes e previstas - A melhoria da qualidade da água, permite uma melhoria na saúde humana e uma maior atracção de actividades turísticas - Articulação dos recursos ambientais com os recursos culturais numa lógica de complementaridade, promovendo a valorização turística do património existente - Actualização da caracterização do concelho, permitindo intervir nas áreas criticas identificadas - Agilização na gestão e ordenamento do território com a passagem do PDM para formato digital Ameaças - A vertente turística do concelho pode levar a uma descaracterização da paisagem em áreas sensíveis resultante da sobrecarga turística e aumento da pressão antrópica - Urbanização e infraestruturação - Exploração de inertes - Construções - Aumento da fragmentação territorial e dos efeitos barreira com a reorganização da estrutura viária municipal - Abertura ou alargamento de estradas - Inutilização de áreas de REN e RAN - A concentração do povoamento nos principais pólos, pode levar a um abandono agrícola e um consequente aumento do risco de incêndio florestal em área mais “distantes” desses polos - A vertente turística do concelho pode levar a um aumento da contaminação dos aquíferos em resultado do aumento populacional do tipo sazonal - As alterações na impermeabilização do solo podem apresentar alterações do escoamento superficial - Construção de infraestruturas na proximidade dos cursos de água Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 60 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.2 – Paisagem e Recursos Culturais 6.2.1 – Descrição do FCD e seus objectivos Os elementos que constituem a paisagem Courense, marcada pela forte preservação da ruralidade, como o mosaico agro-florestal, os recursos culturais como a gastronomia a etnografia, mas também dos diversos vestígios/memórias de ocupação do território, designados, valores arquitectónicos e arqueológicos, afiguram-se como elementos de grande potencialidade na valorização e identidade do concelho, importando, por esse motivo, potenciar os factores de ruralidade em consonância com a protecção ambiental e paisagística. Tabela 20 – Critérios, objectivos e indicadores do FCD Paisagem e Recursos Culturais FCD Critérios de Avaliação Objectivos de Sustentabilidade Indicadores Preservação dos elementos Paisagem integrantes da paisagem Paisagem e Recursos Culturais local Recursos Arquitectónicos e Arqueológicos Protecção e valorização do Património Investimento público na conservação da paisagem; Evolução do número de visitantes no Centro de Educação e Interpretação Ambiental da PPCB; Acções de Ordenamento das margens dos cursos de água (Rio Coura); Manutenção do mosaico agro-florestal; Imóveis com valor arquitectónico identificados; Sítios arqueológicos identificados; Despesas da Câmara Municipal em Actividades Culturais (Património). 1. Preservação dos elementos integrantes da paisagem local utilizando os indicadores do investimento publico na conservação da paisagem, a evolução do numero de visitantes no Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida de Corno de Bico e identificando quais as acções de ordenamento das margens dos cursos de água (Rio Coura), e ainda a manutenção do mosaico agro-florestal tipicamente minhoto; 2. Protecção e valorização dos Valores Culturais (valores arquitectónicos e arqueológicos), recorrendo ao número de sítios e imóveis identificados e classificados, bem como às despesas da Câmara Municipal em Actividades Culturais (Património). Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 61 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.2.2 – Situação Actual Paisagem O PNPOT apresenta para a Região Norte um conjunto de opções estratégicas, sendo que uma delas diz respeito directamente à paisagem: “Proteger a paisagem e ordenar os espaços protegidos como um pilar fundamental de desenvolvimento, de sustentabilidade e de expansão da actividade turística;”. As autarquias do Minho-Lima e nomeadamente a autarquia de Paredes de Coura, ciente da importância da paisagem para o desenvolvimento do concelho, têm vindo a investir na conservação da mesma, numa lógica de preservação e de elemento diferenciador, conjugando recursos e actividades turísticas. Os dados disponibilizados pelo INE, demonstram a evolução do indicador relativo às despesas em ambiente pelo município de Paredes de Coura, mais especificamente no domínio da protecção da biodiversidade e paisagem. Tabela 21 - Despesas em ambiente Domínio de ambiente: Protecção da biodiversidade e da paisagem € (milhares) Unidade Territorial 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Norte 25855 28483 15721 10004 7399 8802 9371 Minho-Lima 2338 2354 653 1861 2004 2863 2911 Paredes de Coura 9 229 75 126 235 127 188 http://www.ine.pt Pode-se observar um grande incremento do investimento no domínio da protecção da biodiversidade e da paisagem entre o ano de 2001 e 2002, apresentando valores mais regulares a partir de 2004. A tabela seguinte mostra a despesa nesse domínio de ambiente por habitante, sendo evidente a aposta de Paredes de Coura a partir de 2001 na protecção da biodiversidade e da paisagem, com valores de despesas acima do Minho-Lima e sobretudo da Região Norte, esta com diferenças substanciais. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 62 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 2 - Despesas em ambiente per capita (€/ hab.) Domínio de ambiente: Protecção da biodiversidade e da paisagem 30 Norte 25 24 25 Minho-Lima Paredes de Coura 20 (€/ hab.) 20 15 13 10 13 8 5 1 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Anos 2007 Fonte: INE O CEIA - Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida de Corno de Bico, tem como um dos objectivos fomentar a participação pública no ordenamento e gestão da PPCB, para além da função de divulgação e educação ambiental da população. A Comissão Directiva e a Comissão Coordenadora, que têm a cargo a gestão do CEIA, têm vindo a desenvolver um trabalho de dinamização do espaço, como se pode ver no número total de visitantes que em 4 anos totaliza 11 164 visitantes. O gráfico seguinte permite ver a evolução do número de visitantes que ocorrem todos os anos ao CEIA e que, depois de um ano de 2007 com uma afluência mais significativa talvez por ser ano de inauguração e por conseguinte ser uma novidade, estabiliza esses dados por volta dos 2500 visitantes por ano (os dados referentes a 2010 contabilizam unicamente visitantes até 25/10/2010). Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 63 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 3 Nº de visitantes do CEIA Nº 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 2007 2008 2009 2010 Fonte: CM. P.Coura O ordenamento das margens dos cursos de água (Rio Coura) visa sobretudo a protecção dos meios aquáticos, a manutenção/recuperação/ protecção dos habitats, bem como a sua valorização paisagística. A Câmara Municipal de Paredes de Coura tem vindo a implementar um conjunto de acções que visam os objectivos referidos anteriormente, como são exemplo a requalificação e limpeza das margens e do coberto vegetal existente no Rio Coura, criação de novas zonas de vegetação e erradicação das espécies infestantes, valorizando a vegetação autóctone e a galeria ripícola, contribuindo assim para um controlo dos fenómenos de erosão hídrica. Tem vindo a concessionar um número de lotes para pesca desportiva no Rio Coura, ordenando assim essa prática que quando não controlada, pode apresentar consequências negativas quer para a fauna quer para a vegetação ripícola. A requalificação paisagística passou ainda pela criação da praia fluvial do Taboão, como espaço de usufruto público de qualidade, que juntamente com a criação do Parque de Campismo de Paredes de Coura permitiram o usufruto de formas ambientalmente sustentáveis do “espaço rio”. Como visto anteriormente, a sub-região do Minho-Lima não é um espaço agrícola produtivo em escala, com excepção de algumas bolsas agrícolas, apresentando a sua floresta sobretudo uma função de conservação. As alterações sócio-económicas locais têm alterado o mosaico policultural típico do Alto-Minho, caracterizado pela referida alternância e Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 64 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. complementaridade de bosquetes de espécies florestais autóctones, bouças agrícolas com diversidade de cultivos e povoamentos humanos, exercendo estes últimos uma pressão sobre esta paisagem, como são os incêndios florestais, a substituição de espécies florestais (com fins produtivos) o abandono agrícola etc. Foto 1 - Aspecto do Mosaico Agro-florestal existente em P. Coura Este mosaico agro-florestal não está devidamente acautelado no PDM em vigor, não existindo por exemplo uma protecção aos povoamentos florestais autóctones, mas sim ao solo que não distingue áreas de floresta de protecção e de floresta de produção, mas possibilita a substituição das espécies florísticas locais por outras. A proposta apresentada vem colmatar esta ausência de protecção à paisagem característica do Alto-Minho, já bastante degradada, salvaguardando, por exemplo os interstícios entre áreas rurais e as áreas envolvente às áreas urbanas, contribuindo estes para a diminuição da propagação de fogos florestais. Ao nível do mosaico agro-florestal, há que ter em conta a já referida PPCB, elemento de grande valor ecológico e natural, com uma ocupação agrícola e florestal caracterizada por pequenas parcelas agrícolas, delimitadas por bosquetes de espécies autóctones, encontrando-se ainda áreas de pastoreio distanciadas dos aglomerados populacionais existentes. A diminuição evidente da plantação de milho, tem permitido o surgimento de lameiros, mas que devido ao facto de não serem pastoreados, acabam por ser invadidos por arbustos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 65 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Recursos Arquitectónicos e Arqueológicos De acordo com os elementos consultados na Carta Arqueológica de Paredes de Coura (2007) e no relatório de caracterização da revisão do PDM de Paredes de Coura, constatase que o território concelhio foi sendo sucessivamente ocupado desde o Paleolítico até aos nossos dias, uma vez que os vestígios encontrados o confirmam. As diversas passagens e ocupação do território por diferentes povos, deixaram marcas culturais de que são exemplo os vasto património arqueológico (sobretudo este) e arquitectónico existente no concelho. No regulamento do PDM em vigor, no seu artigo 70º caracteriza a classe de uso do solo “Espaços Culturais” como as áreas de protecção a imóveis classificados como monumentos nacionais assinalados na Planta de Ordenamento”, e ainda que “o uso dominante a conferir a esta classe de espaços será o da protecção aos imóveis classificados no artigo anterior, a qual se encontra legalmente estabelecida através da legislação aplicável em vigor.”, Artigo 71º. Assim, para além da desactualização do tipo de classificação atribuída ao património local, verifica-se no PDM em vigor uma protecção curta, uma vez que não define por exemplo áreas de salvaguarda para o restante património, não os localizando na Carta de Ordenamento. Desde a entrada em vigor daquele PDM (1995), foram identificados uns e classificados outros valores patrimoniais. Do património arquitectónico identificado no concelho, 6 deles encontram-se classificados, sendo eles: A Igreja de São Pedro de Rubiães classificada como Monumento Nacional; a Ponte de Rubiães, o Solar de Antas, o Pelourinho de Paredes de Coura e a Casa Grande de Romarigães classificados como Imóvel de Interesse Público, e ainda o Edifício da Antiga Cadeia de Paredes de Coura classificado como Imóvel de Interesse Municipal. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 66 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. No que diz respeito aos valores arqueológicos, foram identificados 124 sítios, dos quais os seguintes se encontram abrangidos por protecção legal: A Via romana de Braga a Tui - 14 marcos miliários, série Capela (Anta), como Monumento Nacional; o Castro do Couto de Ouro classificado como Imóvel de Interesse Público, o Marco miliário que se encontra embutido no alpendre da Capela de S. Bartolomeu, em vias de classificação. Figura 16 – Carta Arqueológica Na Carta de Cracóvia 2000 - Princípios para a Conservação e o Restauro do Património Construído - Cracóvia (Polónia), 26 de Outubro de 2000 refere no seu ponto 11 que: A Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 67 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. conservação do património cultural deve constituir uma parte integrante dos processos de planeamento económico e gestão das comunidades, pois pode contribuir para o desenvolvimento sustentável, qualitativo, económico e social dessas comunidades. Do património identificado no concelho, apenas alguns dos imóveis, sítios e achados arqueológicos apresentam condições para uma valorização e integração num roteiro turístico. Ao longo dos últimos anos muito destes recursos tem sido alvo de investimento, numa visão de valorização, recuperação e animação, como são os investimentos privados na recuperação e transformação de património vernacular e rural em TER, ou diversos investimentos públicos com incidência no património cultural, mas ainda assim aquém das solicitações surgidas. O gráfico seguinte permite visualizar as despesas correntes, da autarquia local ao longo dos últimos anos, por tipo de actividades culturais, sendo de destacar neste concelho as despesas com actividades sócio-culturais com 37%, ficando o património com 15%, valores sensivelmente idênticos aos das NUT de referência (MinhoLima e Região Norte). Gráfico 4 Despesas correntes da Câm ara Municipal, por tipo entre 2000 e 2008* Património 15% 17% 16% Publicações e literatura Música Artes cénicas Fonte: INE - Anuário Estatístico da Região Actividades socio-culturais Norte; Vários Anos Recintos culturais 13% 37% 2% Fonte: INE - Anuário Estatístico da Região Norte; Vários Anos Do total de despesas correntes com o património (incluindo museus e núcleos museológicos), verifica-se um aumento progressivo e expressivo entre 2003 e os últimos anos, passando de um valor de 58 000 euros para 178 000 euros em 2008. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 68 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 5 Despesas correntes da Câm ara Municipal com Patrim ónio* 200 180 160 Milhares de € 140 120 100 80 60 40 20 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2008 Fonte: INE - Anuário Estatístico da Região Norte; Vários Anos Tabela 22 - Síntese dos Indicadores para Avaliação do FCD Paisagem e Recursos Culturais Indicadores Investimento público na conservação da paisagem Valor 2007= 188 000 € Evolução do número de visitantes no Centro de Interpretação Ambiental da PPCB 2007 - 4027; 2008 - 2552; 2009 - 2494; 2010 - 2091 Acções de Ordenamento das margens dos cursos de água (Rio Coura) Ver páginas 61 Manutenção do mosaico agro-florestal Ver páginas 62 e 63 Imóveis com valor arquitectónico identificados 6 Classificados Sítios arqueológicos identificados 5 Classificados ou em vais de classificação Despesas da Câmara Municipal em Actividades Culturais (Património) 178 000 euros em 2008 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 69 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.2.3 - Análise Tendencial A paisagem minhota, é tida como elemento fundamental na dinâmica que esta região apresenta, o que aliado a outros valores como a gastronomia, o património, a ruralidade entre outros, revelam um grande potencial turístico sobretudo nos produtos Turismo de Natureza e Aventura e Turismo Rural. Com a manutenção do PDM actual, continuará a verificar-se um aumento das áreas de contacto entre o espaço urbano e espaços florestal, devido sobretudo à diminuição das áreas agrícolas e de um aumento da dispersão urbana (residencial e outra) sobre o solo não urbano em alguns locais mais problemáticos. O facto de neste concelho se localizar a PPCB, sendo a autarquia uma das principais entidades responsáveis pela gestão deste espaço, terá influência nos valores referentes ao investimento público na conservação da paisagem, mas que devido à importância atribuída a este conjunto ao nível da biodiversidade e da capacidade de atracção turística, como se vê no número de visitantes a Centro de Interpretação Ambiental aí localizado, irá certamente manter-se. A manutenção de povoamentos de floresta mista e de folhosas, bem como a alternância com espaços agrícolas ou lameiros, concorre para a diminuição da probabilidade de ocorrência de fogos florestais, ao mesmo tempo que a manutenção dos sistemas agrícolas e florestais funciona como suporte dos valores naturais. As áreas com qualidade paisagística demonstram uma grande capacidade de atracção de visitantes, que apreciam este tipo de elemento turístico, pelo que urge também investir em acções de valorização do rio Coura e das suas margens, uma vez que este constitui-se como outro elemento que confere à paisagem courense uma identidade própria. Relativamente ao património cultural, com a manutenção da situação actual, as ameaças a estes recursos (arquitectónico e arqueológico) prendem-se sobretudo com o abandono, não só do património em si, como das áreas envolventes, sobretudo em meio rural, resultante do abandono das áreas agrícolas e florestais. O património em meio urbano, apresenta como ameaça o mau enquadramento em que se vê envolvido, nomeadamente através da sua descaracterização. A perda do sentimento de identidade local, poderá ser potenciado pela degradação do património cultural, perdendo-se uma fonte de diversificação económica apoiada no turismo cultural e que tem suporte normalmente em unidades de Turismo em Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 70 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Espaço Rural (TER). O PDM em vigor não apresenta qualquer medida de preservação do património cultural, para além daquelas que decorrem da aplicação da lei geral. Para além disso tem-se verificado uma forte aposta na investigação mas numa vertente mais de inventariação e salvaguarda e não tanto de valorização, tendência idêntica à verificada um pouco por toda a Região Norte. Tabela 23 – Análise Tendencial do FCD Paisagem e Recursos Culturais Critérios de Avaliação FCD Paisagem e Recursos Culturais Paisagem Recursos Arquitectónicos e Arqueológicos Objectivos de Sustentabilidade Situação Actual Preservação dos elementos integrantes da paisagem local Evolução tendencial com PDM em vigor Protecção e valorização do Património LEGENDA Tendência de Evolução Distância aos objectivos de sustentabilidade Negativa Afastamento dos objectivos e metas Sem alteração significativa Muito Distante Distante Positiva Aproximação aos objectivos e metas Próximo Muito Próximo 6.2.4 – Avaliação de impactes - oportunidades e riscos Paisagem e Recursos Culturais A proposta apresentada na revisão do PDM, que incorpora a nova legislação relativa à distinção do solo rural do urbano, pretende ordenar as áreas com aptidão agrícola e florestal, de forma a preservar o recurso solo, valorizar as práticas agrícolas como garante de um equilíbrio paisagístico e diminuir a probabilidade de ocorrência de fogos florestais. Assim, a manutenção da prática agrícola e silvícola, garante da conservação da diversidade paisagística local, e a conservação do património local promete promover a fixação da Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 71 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. população nas freguesias de origem, apoiada na manutenção e criação de emprego, diversificando assim a economia local e equilibrando o desenvolvimento do concelho. Estas acções deverão ser acompanhadas de medidas que permitam potenciar ou minorar os impactes esperados, sobretudo ao nível das práticas agrícolas e florestais, mas também os impactes que poderão surgir com o incremento turístico. A tradução das orientações definidas pelo PROF AM na proposta de PDM apresentada, prevê a recuperação dos ecossistemas degradados, recorrendo ao adensamento da cortina riparia e protecção da integridade das margens dos cursos de água, actualmente ao abandono, como forma de ordenamento desses locais, permitindo a sua expansão e consequente beneficiação da biodiversidade, para além de permitir um melhor ordenamento aquícola com vista à protecção, conservação e fomento dos recursos aquícolas. De referir ainda a nova categoria de solo rural do PDM proposto - Espaço de Usos Múltiplo Agrícola e Florestal – que permitirá uma maior salvaguarda do mosaico agro-florestal local, enquadrando-o na sua especificidade em relação às restantes categorias de solo rural. A importância dos recursos culturais no concelho está patente no número de valores patrimoniais que integram a Planta de Ordenamento do PDM proposto, totalizando 117 elementos do património arqueológico e que provam a dinâmica histórica que este município sempre apresentou, alargando também a protecção a esses valores não classificados, mas de grande valor cultural, definindo um regime próprio ao nível do (novo) regulamento. As intervenções nos locais assinalados na referida planta encontram-se condicionadas por tipo e grau de importância, desde o Tipo A e B. A importância da paisagem e do património está bem patente nos objectivos estratégicos definidos na Revisão do PDM de Paredes de Coura, com alguns desses objectivos a denotarem a importância dada à paisagem e ao património cultural local. Assim, a implementação do PDM revisto, com os seus objectivos estratégicos, apresenta algumas oportunidades e ameaças relativamente aos factores críticos identificados, sendo sintetizado na tabela seguinte: Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 72 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 24 - Oportunidades e Ameaças da Revisão do PDM, relativamente ao FCD Paisagem e Recursos Culturais FCD Paisagem e Recursos Culturais Oportunidades - Articulação com Planos e Programas de escala supramunicipal e ou planos sectoriais - Aumento das áreas naturais de protecção, nomeadamente com a afectação da EEM, integrando-as numa rede supra-municipal de enquadramento e ligação - Melhoria nas condições de fruição das áreas naturais e consequente melhoria da qualidade de vida e saúde da população - as medidas de fixação da população nas freguesias de origem permitem manter a paisagem que depende da acção do homem (mosaico agro-florestal) - A distribuição adequada dos usos do solo, permite uma melhoria da qualidade ambiental e um desenvolvimento mais equilibrado - A defesa dos espaços florestais permite o desenvolvimento produtivo e económico destes e um consequente desenvolvimento local, mantendo as populações nas freguesias de origem - A aposta na vertente do turismo de natureza e cultural estimula a protecção dos recursos ambientais, paisagísticos e culturais, com efeitos positivos na dinâmica sócioeconómica local - A atracção de actividades económicas para os espaços próprios, melhor enquadradas paisagísticamente, permite um aumento da competitividade local - Requalificação e dinamização económica dos núcleos urbanos, aliada à qualidade arquitectónica das intervenções, permitem a manutenção da traça original - A qualificação dos espaços verdes e dos equipamentos de recreio e lazer da vila permitem uma melhor integração com o meio envolvente - As UOPG definidas permitem uma maior integração do espaço urbano e uma mitigação dos impactes, com o desenho dos espaços verdes de enquadramento, levando a um maior equilíbrio com a envolvente - A aposta no turismo baseado no espaço rural, permite uma valorização económica e ambiental dos recursos naturais e culturais, preservando e reforçando a atractividade paisagística - Actualização da classificação de imóveis de interesse municipal, com uma valorização da identidade rural e local - Maior protecção de imóveis/conjuntos/áreas de valor histórico-cultural, promove uma maior identidade local - Articulação dos recursos ambientais com os recursos culturais numa lógica de complementaridade, promovendo a valorização turística do património existente - Integração na Planta de Ordenamento do património identificado na Carta Arqueológica, - Actualização da caracterização do concelho, permitindo intervir nas áreas criticas identificadas - Agilização na gestão e ordenamento do território com a passagem do PDM para formato digital - Regulamentação de áreas mínimas para a realização de empreendimentos turísticos em solo rural. Ameaças - Aumento da fragmentação territorial e dos efeitos barreira com a reorganização da estrutura viária municipal - Inutilização de áreas de REN e RAN - Diversificação das actividades económicas pode originar novos focos de poluição visual e outras, caso não sejam promovidas boas práticas ambientais - A concentração do povoamento nos principais pólos, pode levar a um abandono agrícola e um consequente aumento do risco de incêndio florestal em área mais “distantes” desses pólos - Eventual degradação de património rural como consequência do abandono de lugares isolados e concentração populacional - Degradação do património identificado devido à falta de financiamento público/privado - Falta de qualidade nas intervenções de recuperação dos edifícios de arquitectura popular tradicional das aldeias - A vertente turística do concelho pode levar a uma descaracterização da paisagem em áreas sensíveis resultante da sobrecarga turística e aumento da pressão antrópica Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 73 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.3 - População e Parque Habitacional 6.3.1 – Descrição do FCD e seus objectivos A actuação que se promove em termos de estratégia e organização equilibrada do território vertida na revisão do PDM de Paredes de Coura terá como vector direccional por um lado, o aumento da qualidade de vida dos seus habitantes e, por outro, a própria fixação da população no concelho. Deste modo, as dinâmicas populacionais associadas à componente habitacional serão uma das condições basilares de toda a evolução que se verificará no panorama local, seja pela capacidade de responder às necessidades crescentes de serviços, seja pelas marcas antropogénicas no equilíbrio ambiental que sempre derivarão de um aumento de população, seja esta residente ou sazonal. Tabela 25 – Critérios, objectivos e indicadores do FCD População e Parque Habitacional FCD Critérios de Avaliação Objectivos de Sustentabilidade Indicadores Contenção da dispersão urbana Variação populacional, por freguesia; Proporção de alojamentos familiares vagos; N.º de reconstruções/100 construções novas; Edifícios novos construídos fora de Perímetros Urbanos; Nº de edifícios incluídos em perímetros urbanos; Densidade de edifícios por área de perímetro urbano; Adequação do consumo de solo destinada à função habitacional, considerando a estrutura urbana existente. Área abrangida por PMOT, por perímetros urbanos; N.º de Loteamentos realizados; N.º de fogos licenciados, por habitante; Uso do Solo População e Parque Habitacional Efeitos Antrópicos Minimização dos impactes relacionados com as actividades humanas. Equidade Social Equilíbrio da rede de equipamentos e serviços de proximidade às populações e aumento da qualidade de vida. Emissão de GEE dos Sectores Doméstico e de Serviços por habitante; Produção de Resíduos; Área sujeita a níveis de ruído superiores ao permitido pela lei; Acessibilidade a serviços de proximidade; Nº e distribuição de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude; Taxa de ocupação das respostas sócias; População que utiliza os transportes colectivos; Taxa de cobertura da rede de transportes; Índice de Desenvolvimento Social; Para avaliar de que forma as dinâmicas associados aos movimentos populacionais e incremento da função habitacional induzidas pela aplicação das propostas constantes da Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 74 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. revisão do PDM são sustentáveis, foram definidos três critérios fundamentais que consubstanciam objectivos de sustentabilidade, e serão aplicados em duas cenarizações, evolução de Paredes de Coura com aplicação da revisão que se propõe ao PDM e a actual situação com o PDM vigente. A estes objectivos estão associados indicadores quantitativos: 1. Contenção da dispersão urbana criando tecidos relativamente compactos, contínuos e com diversidade de actividades e usos partindo da variação populacional por freguesia e avaliada através da proporção de alojamentos familiares vagos, pelo número de reconstruções por 100 construções novas, os edifícios novos construídos fora de perímetros urbanos (%), pelo número de edifícios incluídos em perímetros urbanos e pela densidade desses edifícios por área de perímetro urbano. 2. Adequação do consumo de solo associado à função habitacional considerando a estrutura urbana existente, avaliada quantitativamente pelo número de PMOT’s e de Loteamentos realizados e respectivos fogos licenciados; 3. Minimização dos impactes relacionados com as actividades humanas, nomeadamente através da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) nos sectores doméstico e de serviços; o volume de produção de resíduos e a área sujeita a níveis de ruído superiores ao permitido pela lei; 4. Equilíbrio da rede de equipamentos e serviços de proximidade às populações e aumento da qualidade de vida, aferindo a acessibilidade a serviços por parte dos habitantes residentes, o Nº e distribuição de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude e respectivas taxas de ocupação, a percentagem de população que utiliza os transportes públicos nos movimentos pendulares, bem com a taxa de cobertura desses transportes, calculando também o Índice de Desenvolvimento Social. 6.3.2 – Situação Actual As opções tomadas relativamente ao uso do solo têm tremendos impactes sociais e ambientais. As irreflectidas políticas de uso dos solos afectam a condição e a qualidade do ambiente natural e construído e, por conseguinte, a qualidade de vida das populações. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 75 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. As acções relativas ao uso do solo são, por vezes, a causa de destruição de importantes elementos do ambiente natural (perda de áreas de floresta, perda de biodiversidade) e estão fortemente relacionadas com a poluição gerada pela nossa sociedade. Mas não é só no meio biofísico que estas decisões têm impacte. As opções tomadas influenciam, também, a distribuição de bens e serviços básicos à sociedade, incluindo empregos, escolas, transportes e áreas de lazer e recreio, assim como a distribuição de ameaças à saúde e segurança dos indivíduos resultante de emissões de resíduos tóxicos no solo, água e atmosfera. Além do mais, as decisões do uso do solo apresentam a capacidade de isolar e segregar diferentes grupos sócio-económicos e de influenciar o modo como os indivíduos vêem o valor atribuído às suas vidas. Conseguir que um modelo urbano incorpore um aumento de organização urbana, reduzindo dessa forma a pressão sobre o ambiente pressupõe uma resolução no que diz respeito à equação da sustentabilidade, propondo-se alterações importantes na maneira de entender e proceder nos assuntos urbanos. Na prática, traduz-se na assumpção de modelos urbanos mais compactos com perímetros urbanos claramente definidos em todos os aglomerados que regulamentarão, futuramente, a localização da nova edificação. A avaliação do actual estado do uso do solo rege-se pelos princípios da compacidade pelo que se revela necessária uma breve teorização destes conceitos. O adjectivo compacto significa massa muito unida; um agregado dos elementos constituintes, os quais estão muito pouco ou mesmo nada separados uns dos outros. A compacidade de âmbito urbano expressa a ideia de proximidade dos componentes que fazem parte da aglomeração urbana, ou seja, é a reunião dos usos de funções urbanas num espaço mais ou menos limitado. A compacidade facilita o contacto, o intercâmbio e a comunicação que são, como se sabe, a essência da urbanidade, potenciando a probabilidade de contactos e com eles potencia a relação entre os elementos do sistema urbano. As condicionantes que impõem a proximidade física formal têm uma especial relevância para chegarmos aos objectivos antes expressados em relação à sustentabilidade. As soluções formais adoptadas num aglomerado urbano compacto, tanto no espaço público como na construção, permitem delimitar o que é a “urbe” e o que é o campo; esta questão não é permitida a uma “urbe” difusa que está configurada como uma mancha de óleo. Neste caso, a zona funcional e a rede de infraestruturas impõe-se como uma mistura desordenada Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 76 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. que simplifica tanto as áreas urbanas como as rurais e naturais, em que o transporte horizontal destrói o mosaico de áreas que podiam ter um desenvolvimento independente. Pelas características de baixa densidade construtiva do concelho de Paredes de Coura poderia-se, numa primeira análise, argumentar-se que a dicotomia compacto/disperso dificilmente terá impactes significativos a registar. Contudo o registo evidente do crescimento habitacional desordenado e ao longo dos eixos viários descaracterizando os centros dos aglomerados e estendendo-se pelos campos agrícolas contraria essa possível argumentação e alerta para a necessidade de também nestes concelhos com cariz mais rural/agrícola se aplicarem critérios rigorosos de contenção dos perímetros urbanos. Em termos concretos a leitura da sustentabilidade que deve orientar a revisão do PDM de P. Coura fica a ganhar pela contenção da dispersão a par da promoção da compacidade, pois toda a gestão do metabolismo urbano, seja em termos de gestão da água, resíduos, energia, transportes terá os seus impactes diminuídos, pressionando também menos o meio natural, principalmente quando a ocupação do solo florestal e de aptidão agrícola se salvaguardam. Em termos de construção da tabela de indicadores não é possível, neste momento, apresentarmos aqueles que se julgam os mais eficazes para uma correcta e profunda avaliação do estado de compacidade/dispersão da estrutura de povoamento courense devido à falta de dados de base, contudo na proposta de plano de seguimento serão dadas directrizes e orientações para a futura organização de informação que permita ultrapassar estes constrangimentos. Uso do Solo De acordo com os Censos 2001, na década de noventa, verifica-se no concelho de Paredes de Coura, um decréscimo populacional. Entre 1991 e 2001, a variação populacional foi negativa em todas as freguesias com excepção da sede de concelho e de Linhares, contudo ambas apresentam valores positivos abaixo dos 5%. Não obstante a dinâmica populacional ter sido negativa, uma regressão na ordem dos 8%, a média anual de construção tem aumentado. Nesse mesmo período a variação de alojamentos familiares situou-se nos 12,8%, com algumas (poucas) freguesias com um sentido idêntico nas duas Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 77 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. variáveis, tendo por exemplo a freguesia de Águalonga uma variação populacional de 15,2% e uma variação positiva de alojamentos familiares de 15,1% (ver figura seguinte). Figura 17 - Variação Populacional e de Alojamentos Familiares (1991/2001) A mesma fonte (www.ine.pt) permite verificar, no que diz respeito à forma de ocupação desses mesmos alojamentos, que 30,7% dos alojamentos familiares são ocupados como residência secundária ou sazonal (utilizado periodicamente e onde ninguém tem a sua residência habitual), valor claramente superior aos registados, quer a nível nacional (19%), quer na Região Norte (16%), mas muito semelhante à verificada na NUT III de referência Minho-Lima com 29,5%. Este comportamento é justificado essencialmente pelas elevadas Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 78 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. taxas de migração das famílias para os grandes centros urbanos nacionais ou no estrangeiro que, no entanto, mantêm a moradia familiar geracional no concelho de origem. De referir ainda que o tipo de edificação predominante é a moradia individual ou geminada, ocasionando um elevado consumo de solo para a componente habitacional. A proporção de alojamentos vagos, considerando situações como venda, aluguer, demolição, em estado de deterioração e outros motivos, assume no concelho, por outro lado, valores baixos (5,4%) em comparação com as regiões de referência como os 10,4% verificados na Região Norte e os 8,7% na sub-região Minho-Lima. De notar que as freguesias de Parada, Águalonga, Bico e Cossourado não apresentavam, à data dos Censos 2001, nenhum ou praticamente nenhum alojamento vago, situação inversa às freguesias de Paredes de Coura e Porreiras, que apresentavam como alojamentos vagos 11,6% e 12,7% respectivamente, no total dos alojamentos familiares clássicos aí identificados. O próximo indicador “N.º de reconstruções/100 construções novas”, que poderá justificar de alguma forma os dados anteriores, pretende avaliar a dinâmica verificada no concelho relativamente à recuperação do património edificado. Os tipos de obra Ampliação e Alteração foram excluídos na medida em que não representam tão claramente uma intenção de recuperação, mas sim operações sobre imóveis com vista à melhoria das suas condições no quadro da função que desempenham (residencial, comércio, serviços e outras). Apenas o tipo de obra de Reconstrução corresponde a uma efectiva recuperação de imóveis consideravelmente degradados e/ou devolutos e que, nestas condições, se encontram impróprios para acolher qualquer função. Entre 2000 e 2009, o número de reconstruções em relação às construções novas tem sido, em média, de 34 reconstruções por cada 100 novas. De salientar que no ano 2002, verificou-se um máximo no número de reconstruções, superior a 56 em relação a 100 novas construções. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 79 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 6 Reconstruções concluídas por 100 construções novas concluídas Nº 60 50 40 30 20 10 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Anos Fonte: Elaboração própria a partir de dados do INE, 2010 Em termos comparativos Paredes de Coura apresenta valores de renovação e reabilitação urbana muito superiores aos valores nacionais e mesmo da Região Norte, apresentando ainda uma dinâmica superior à NUT III Minho-Lima. Gráfico 7 Nº Reconstruções concluídas por 100 construções novas concluídas (média 2000 a 2009) 40 33,98 35 30 25 20 16,68 15 10 5,07 6,81 5 0 Portugal Norte Minho-Lima Paredes de Coura Fonte: Elaboração própria a partir de dados do INE, 2010 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 80 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Mais recentemente, e de acordo com dados disponibilizados pela base de dados do INE (www.ine.pt) de 2000 (inclusive) a 2009 em Paredes de Coura registaram-se 791 edifícios licenciados pela Câmara Municipal (ver figura 18) em que 93,7% (741) se destinaram a habitação. Do total destes novos licenciamentos com fim habitacional, 74,4% correspondem a novas construções. Durante estes 10 anos que medeiam entre 2000 e 2009 as obras de edificação incidiram sobretudo sobre as freguesias de Resende, Castanheira, Paredes de Coura e Rubiães, o que denota um certo espraiar da área urbana de P. Coura para as freguesias contíguas (com excepção desta ultima), numa forma circular, configurando um claro fenómeno de periurbanização. As freguesias de Porreiras e Linhares são aquelas que apresentam valores mais baixos de licenciamentos concedidos pela autarquia entre 2000 e 2009. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 81 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 18 – Alojamentos Vagos Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura Figura 19 - Edifícios licenciados (N.º) para habitação 82 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Verifica-se assim, que o povoamento ainda apresenta características de concentração, típico de zonas serranas, começando-se a observar nalgumas freguesias um processo de crescimento baseado na dispersão. Recorrendo a dados fornecidos pela autarquia referentes a novas edificações no período de tempo que vai de 2000 a 2009, é possível concluir que das 847 novas edificações (inclui: edifícios construídos, em construção e industrias), 62,8% foram construídas fora dos perímetros urbanos do PDM em vigor. Nas imagens que seguem, onde se sobrepôs à informação de base esses mesmos perímetros urbanos, bem como as novas edificações (a verde), são visíveis essas construções fora do perímetro urbanos, apresentando-se alguns exemplos. Esse fenómeno é particularmente visível nas freguesias centrais do concelho de Paredes de Coura (sul de Mozelos, Paredes de Coura, Resende e Castanheira) que beneficiam de uma rede viária que irradia a partir da sede de concelho, mas também pela EN 306, num eixo sensivelmente Norte/Sul, denotando uma dispersão da edificação ao longo desses eixos rodoviários. Outras vias localizadas na metade ocidental do concelho, como a EN303, mas sobretudo a EN201, que liga Ponte de Lima a Valença, têm funcionado como eixo de dispersão de novas edificações. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 83 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 20 – Extracto de Perímetros Urbanos em Mozelos, P. Coura e Padronelo Figura 21 – Extracto de Perímetros Urbanos em Resende e Castanheira Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 84 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 22 – Extracto de Perímetros Urbanos em Rubiães e Agualonga O PDM actual estabelece aproximadamente 1262 ha de área edificável (área urbana + Espaços de Construção Condicionada), determinando-se o rácio de 7,1 edifícios por hectare de área edificável considerando a implantação edificatória actual16. Em relação aos valores que a proposta de PDM propõe importa fazer uma ressalva. Se nos restringirmos unicamente ao solo urbano edificável – Urbanizado e Urbanizável, (Espaços Centrais; Espaços Actividades Económicas; Espaços Residenciais; Espaços Urbanos de Baixa Densidade; Espaços de Uso Especial; Espaços Verdes de Utilização Colectiva) essa área passa para 1213 ha, correspondendo assim a uma variação na ordem dos -3,9% entre os dois PMOT. Se a essas áreas somarmos as áreas edificáveis que integram o solo rural (Aglomerados rurais e Área de edificação dispersa, aproximando-se mais da área edificável Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 85 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. do PDM de 1995) essa variação passa para cerca dos 19,6%, o que corresponde a mais 247 ha (1509 ha). De forma a melhor poder comparar esses dois momentos iremos utilizar, na análise seguinte, este ultimo somatório de perímetros. Este alargamento dos perímetros urbanos (alargamento nuns e diminuição noutros) observado na figura seguinte que, numa análise mais superficial, poderia contrariar os objectivos de sustentabilidade definidos, tornou-se uma necessidade para colmatar e estruturar a malha urbana, tendo em conta a edificação existente, que resultou de desorganização na edificabilidade, sem planos de urbanização e de pormenor que a regulassem e que permitiu o aumento da dispersão urbanística, principalmente ao longo da rede viária. Por este motivo, o novo desenho dos “perímetros urbanos” diminui sensivelmente o indicador de densidade de edifícios nos 7,08 edifícios por hectare (se retirarmos a estes perímetros as áreas edificáveis que integram o solo rural esse valor fica pelos 6,96 edif./ha). Com a manutenção dos perímetros urbanos do PDM 1995 eram incorporados 8859 edifícios (edifícios existentes actualmente), a nova proposta de PDM abarcará 10 586, ou seja, as áreas urbanas propostas abrangerão mais 19,5% de edifícios do que os perímetros urbanos definidos no PDM em vigor. De referir que muitos dos aglomerados urbanos existentes no PDM em vigor, passaram a aglomerados rurais ou áreas de edificação dispersa, uma vez que se pretende unicamente consolidar estes, não se justificando a expansão urbana dos mesmos, mas também porque alguns deles se encontram em Área Classificada (Rede Natura 2000 e Paisagem Protegida do Corno de Bico). Alias a sobreposição dos perímetros urbanos propostos com os valores naturais (Rede Natura 2000), permitiu um adequar dos primeiros em relação aos segundos, na sua maior parte. 16 Edifícios da base e levantamentos edifícios recentes 2000 a 2009, fornecido pela autarquia Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 86 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 23 – Perímetros Urbanos PDM em vigor e Proposta Actual Fonte: Elaboração própria a partir de dados cartográficos Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 87 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 11000 10586 Nº de edifícios 10500 10000 9500 9000 8928 8500 8000 Em vigor Propostos Perim etros urbanos Gráfico 8 - Número de Edifícios existentes actualmente abrangidos por perímetros urbanos em vigor e propostos Fonte: Elaboração própria a partir de dados cartográficos, 2010 12,00 em vigor Proposta 10,00 Edifícios/ha 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 l ua Ag g on a s a s o iz s lo ra co ira as es da de ães sta alde ira ado oura elo nh ar re elo iãe scõ elh Bi ra ne fe ou rreir sen r rre m he ist s ha C oz ro In Cu nc rig Rub a Pa e C n or In d e i ou o an Fe Cr o a M t V F s a L P R C d s m s P Ca es Ro Co ed r a Freguesias P Gráfico 9 - Densidade de Edifícios existentes actualmente nos perímetros urbanos em vigor e propostos, por freguesia Fonte: Elaboração própria a partir de dados cartográficos, 2010 A evolução da densidade de edifícios nas duas situações estudadas não apresenta um comportamento linear em todas as freguesias do concelho Paredes de Coura. Freguesias como Cunha e Insalde com os perímetros urbanos propostos registam uma significativa Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 88 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. diminuição da densidade de edifícios por perímetro urbano, que conjugado com as fortes diminuições populacionais leva à questão da real necessidade de aumentar a área urbana e os seus efeitos. Em situação oposta as freguesias de Vascões, Cristelo, Mozelos, vêem a densidade de edifícios aumentar com o novo traçado proposto. Esta dualidade deve-se á circunstância de o PDM em vigor permitir a edificação fora do solo urbano favorecendo novas frentes de expansão “urbana” não programada e que o PDM em revisão pretende corrigir e incluir as áreas entretanto edificadas nos novos perímetros urbanos. No PDM em vigor (1995) prevê-se a execução de uma UOPG, referente ao Plano de Urbanização (PU) da Sede de Concelho, que embora tenha sido iniciada a sua elaboração e chegado à fase de discussão pública, nunca chegou a ser rectificado. Foi publicado, em Diário da Republica – II série, Nº 33, de 8 Fevereiro de 1991, o PP “Quinta da Casa Grande” mas que o PDM em vigor não incorpora nem excepciona a área afecta a esse PP. As Unidades Operativas de Planeamento e Gestão, delimitadas nos Planos Directores Municipais, delimitam áreas de intervenção, estabelecendo para cada uma delas os respectivos objectivos e termos de referência visando a sua execução adequada à escala de Plano de Pormenor ou de Plano de Urbanização. Desta forma, com o que foi dito atrás, o valor da área abrangida por PMOT (de escala urbana), por perímetros urbanos foi nulo. As propostas e as opções urbanísticas que estavam equacionadas no PU da sede de concelho foram revertidas para o solo urbano e para as diversas categorias de espaços previstas no âmbito da revisão do PDM de Paredes de Coura. Assim, o PDM revisto prevê a implementação de 5 UOPG, das quais 2 áreas destinadas à implementação de loteamentos para programação de áreas de actividades económicas, uma UOPG referente a um parque urbano para satisfação das necessidades de lazer diárias e semanais da população local, uma UOPG destinada à instalação de equipamentos desportivos, para além de uma UOPG referente a um campo de golfe. Desta forma, a Planta de Ordenamento localiza e espacializa as áreas a sujeitar a UOPG e o respectivo Regulamento, define os seus objectivos assim como o programa de intervenção. De referir que de acordo com a legislação em vigor - Decreto Regulamentar nº 11/2009 de 29 de Maio, no seu ponto 3 do artigo 8.º a falta de programação das áreas não urbanizadas inseridas em perímetro urbano, ou a não execução no período definido para a execução do plano, revertem como solo rural em sede de revisão do Plano. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 89 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Se se considerar que os planos de urbanização e de pormenor, desenvolvem e concretizam as estratégias veiculadas pelos PDMs e constituem uma intervenção integrada de planeamento territorial, contrariando desta forma as intervenções não harmonizadas sobre o território que decorrem da emissão de licenças e de alvarás de loteamento, e se se cruzar o indicador apresentado com a construção, em termos habitacionais, dos passados anos, constata-se a premência deste indicador, em termos futuros, para que o “fazer” urbanidade, nomeadamente ao nível do desenho urbano, ganhe maturidade em Paredes de Coura. No período compreendido entre 1991 e 2010 (inclusive) a Câmara Municipal de Paredes de Coura aprovou uma única operação de loteamento (2001) totalizando uma área de construção de 1 895,55 m2, correspondente a 4 moradias edificadas na freguesia de Paredes de Coura. A emissão de alvarás de loteamentos neste concelho foi então praticamente inexistente, podendo possibilitar por um lado alguma dispersão edificatória, mas também uma colmatação de espaços na medida em que se edifica em (pequenas) parcelas. Como vimos em análises anteriores as construções17 licenciadas entre 2000 e 2009, resultaram em 621 fogos licenciados em construções novas para habitação18, ou seja foram construídos nesse mesmo período, aproximadamente 0,07 fogos por habitante (9224 habitantes em 2009)19, numa média de 62 fogos por ano (74,1 edifícios ano). Seria interessante verificar o peso relativo que estas novas edificações apresentam relativamente às dinâmicas populacionais mais recentes (2000 a 2009), mas por falta de dados (populacionais) à freguesia não será possível. Ainda assim, e cruzando os fogos licenciados entre 2000 e 2009, com a população residente por freguesia em 2001 (Censos 2001), é possível verificar que o N.º de fogos licenciados, por habitante apresenta valores muito distintos por freguesia, com Ferreira a apresentar valores mínimos de 0,033 (média de 1,6 fogos por ano) e Águalonga com valores máximos, na ordem dos 0,095 fogos/habitante (média de 2,7 fogos/ano) o que pressupõe uma melhor, ou pelo menos uma maior ocupação dos espaços urbanos existentes nessa freguesia. A freguesia de Paredes 17 Base de dados do INE – www.ine.pt, 2010 idem 19 Idem - Estimativas e Projecções da População Residente em P. Coura. 18 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 90 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. de Coura apresentou uma densidade de fogos licenciados por habitantes na ordem dos 0,072 e uma média de 10,8 fogos licenciados entre 2000 e 2009, valor máximo no concelho. Gráfico 10 Fogos licenciados por habitante 0,100 0,090 0,080 0,070 0,060 0,050 0,040 0,030 0,020 0,010 Bi co Pa do rn el Pa o re In de fe s de sta Co C as ura ta nh ei ra R es e C os nde so ur ad o R ub iã es M oz Ag elos ua lo ng a re i ra s Fo rm ar iz In sa ld e C un ha Pa ra da Po r õe s a sc ou r C Va te lo Li nh a R om res ar ig ãe s ris C Fe r re ira 0,000 Freguesias Fonte: Elaboração própria a partir de dados do INE, 2010 Relativamente ao consumo do solo, importa relembrar os valores obtidos, relativamente ao número de reconstruções por 100 construções novas, que apresenta em Paredes de Coura valores mais positivos do que as NUT’s de referência, o que pressupõe um factor de consumo de solo inferior aos obtidos por aquelas regiões, apesar de se verificar uma diminuição da tendência dessa renovação e reabilitação urbana. Efeitos Antrópicos Utilizando os dados energéticos, para os sectores doméstico, industrial, serviços, agricultura e transportes foram estimados os valores de emissão do CO2 equivalente. A metodologia que foi utilizada refere-se às emissões no consumidor final, significando que ao consumo de electricidade no consumidor final são atribuídas as emissões resultantes da produção de energia eléctrica, assim como no caso de combustão de produtos petrolíferos são atribuídas as emissões resultantes da combustão e refinação de petróleo. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 91 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Em 2008, considerando o contributo das lenhas queimadas, o concelho de Paredes de Coura emitiu cerca de 17.939 mil toneladas de CO2 eq., Estas emissões representam menos de 0,1% das emissões totais verificadas em Portugal e traduzem uma capitação de 2 ton CO2 eq./habitante. O valor alcançado é inferior à capitação de GEE nacional, 4,9 ton CO2 eq./habitante, evidenciando uma região com um baixo contributo global e individual para as alterações climáticas. O sector dos transportes é o principal emissor de GEE com 38%, o que se relaciona com a estrutura de povoamento existente – dispersa - que cria uma crescente necessidade e dependência do transporte rodoviário individual, seguido do sector doméstico com 28%. Tabela 26 - Emissão de Gases de Efeito Estufa por sector e pelos principais gases CO2 (t) N20 (t) CH4 (t) CO2e (t) 503,08 0,01 0,46 515,96 Indústria 1.744,21 0,03 5,47 1.869,79 Transportes 6.836,71 0,29 0,76 6.941,86 198,11 0,00 0,01 199,35 Serviços 3.707,24 0,10 0,11 3.740,92 Doméstico 4.949,93 0,13 4,63 5.086,09 17.939,28 0,56 11,44 18.353,97 Agricultura Construção e Obras Públicas Total GEE/hab 1,990 Fonte: Elaboração própria a partir de dados da DGEG, IPPC, INE, GHG e APA, 2008 A recolha dos resíduos sólidos é assegurada pela autarquia, segundo um plano de recolha que contempla todas as freguesias e que é ajustado mediante as necessidades e situações pontuais. O gráfico seguinte permite verificar os resultados dessa recolha em Paredes de Coura, e a sua evolução entre 2002 e 2009, atingindo os 30 kg por habitante em 2009. Aí é visível uma tendência crescente em consonância com as NUT II e III de referência, apresentando Paredes de Coura uma variação, entre os dois anos extremos, de 41,2%, o que corresponde a um crescimento mais significativo que as verificadas na Região Norte e no Minho-Lima com 17% e 27% respectivamente. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 92 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 11 Resíduos urbanos recolhidos por habitante 500 kg/hab. 400 300 200 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Periódo de referência dos dados Norte Minho-Lima Paredes de Coura Fonte: Elaboração própria a partir de dados do INE, 2010 O serviço de recolha de resíduos sólidos local inclui ainda a recolha grátis de monstros porta-a-porta, sendo a totalidade dos resíduos urbanos encaminhadas para a Valorminho, onde se procede ao tratamento e valorização dos mesmos. Com um crescimento bastante acentuado, a recolha selectiva dos resíduos urbanos (gráfico seguinte), atingiu em Paredes de Coura no ano de 2009, 30 kg/hab., contra os 7 kg/hab. em 2002, tendo ficado muito aquém do verificado na sub-região do Minho-Lima, representando ainda assim um esforço para reduzir os resíduos encaminhados para aterro. Neste município, como noutros de características rurais, mantêm-se ainda a prática de se agrupar e queimar alguns resíduos como o plástico e o papel/cartão, e numa vertente mais positiva, mantêm-se ainda a prática de uma compostagem tradicional de resíduos orgânicos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 93 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 12 Resíduos urbanos recolhidos selectivamente por habitante 100 90 80 kg/hab. 70 60 50 40 30 20 10 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Periódo de referência dos dados Norte Minho-Lima Paredes de Coura Fonte: Elaboração própria a partir de dados do INE, 2010 Os níveis de ruído do território em análise, foram aferidos para a revisão do PDM em vigor, identificando as áreas sujeitas a níveis de ruído superiores ao previsto na lei em vigor20, procurando preservar as áreas urbanas com níveis sonoros regulamentares, corrigir os valores onde as áreas atingem níveis não regulamentares, etc. De acordo com previsto no RJIGT, obrigatório por lei, foi elaborado o mapa de ruído21, tendo sido identificadas as principais fontes de ruído no concelho, correspondendo às rodovias, nomeadamente a EN301, EN201, EN303 e a EN306, mas sobretudo o IP1/A3 com valores próximos dos 75 dB(A) no período Lden (indicador de ruído diurno-entardecer-nocturno). No período Ln (indicador de ruído nocturno), as principais fontes de ruído são mais uma vez as rodovias, nomeadamente a EN303 e EN301, bem como o IP1/A3, o que apesar da esperada e verificada diminuição da propagação ruído, estas ainda apresentam valores próximos dos 70 dB(A) na A3 e 65 dB(A) nas outras duas vias referidas. Estas e outras vias 20 Relativamente aos limites máximos de exposição o DL n.º 9/2007 indica no Artigo 11.º o seguinte: “a) As zonas mistas não devem ficar expostas a ruído ambiente exterior superior a 65 dB(A), expresso pelo indicador Lden, e superior a 55 dB(A), expresso pelo indicador Ln; b) As zonas sensíveis não devem ficar expostas a ruído ambiente exterior superior a 55 dB(A), expresso pelo indicador Lden, e superior a 45 dB(A), expresso pelo indicador Ln; 21 “Mapa de Ruído do Concelho Paredes de Coura”, 2010. IEP – Laboratório de Metrologia e Ensaios. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 94 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. foram alvo de uma contagem de tráfego médio horário por período de referência e por troço, o que procedendo a uma breve análise às tabelas disponibilizadas na Memória Descritiva do Mapa de Ruído de Paredes de Coura22, é possível verificar que a A3 apresenta o maior valor de Tráfego Médio Horário (TMH) no período diurno, entardecer, e nocturno (ligeiros + pesados) sendo ultrapassada pela EN 303 (km 8 a 16,4) no que diz respeito ao tráfego de pesados no período entardecer. Estes dados representam uma relação directa com os principais resultados acústicos das vias indicadas anteriormente. A norte localizam-se alguns aerogeradores, fontes de ruído local. Figura 24 – Mapa de Ruído - Período Lden Fonte: Instituto Electrotécnico Português 22 Instituto Electrotécnico Português Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 95 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relativamente aos valores registados dos níveis de ruído, os mapas apresentados, permitem verificar que tanto para Lden (indicador de ruído diurno-entardecer-nocturno) e Ln (indicador de ruído nocturno) (ver Figura 23 e 24 respectivamente), algumas áreas apresentam valores limite superiores ao permitido por lei, apresentando uma relação directa com as principais vias indicadas anteriormente. Segundo a leitura que nos é possível efectuar, a extensão em área sobe influência das referidas vias origina uma faixa do indicador Lden>65 dB(A) que ascende vários metros para cada lado das vias, sendo a sua largura bastante variável devido à altimetria do terreno e ao efeito dos obstáculos. No indicador Ln a faixa de ruído com valores >55 dB(A), ascende aos 100 m de cada lado do IP1/A3. Figura 25 – Mapa de Ruído - Período Ln Fonte: Instituto Electrotécnico Português Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 96 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Fazendo o exercício de classificar acusticamente o concelho todo como Zona Mista (para a sua definição ver artigo 3 do DL 9/2007 de 17 de Janeiro), verifica-se que as áreas do concelho onde os níveis de ruído excedem os valores estabelecidos em legislação própria, totalizam 332 ha no período Lden, o que corresponde a 2,4% do concelho. No período nocturno (Ln) a extensão da área com valores superiores ao limite imposto pela legislação 55dB(A) - alcança os 440 ha, ou seja 3,2% do concelho. Muitas destas áreas, onde esses valores limite são ultrapassados, correspondem a aglomerados populacionais existentes em Paredes de Coura, o que desde logo determina potenciais áreas de conflito. Gráfico 13 - Área concelhia que excede valores limites de ruído para o indicador Lden (em destaque no gráfico) 8,52% 4,05% 1,58% 2,4% 0,78% 14,02% 0,04% Lden <=55 55 < Lden < 60 60 < Lden < 65 65 < Lden < 70 70 < Lden < 75 Lden >= 75 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 97 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 14 - Área concelhia que excede valores limites de ruído para o indicador Ln (em destaque no gráfico) 10,3% 5,1% 2,1% 3,2% 1,0% 15,5% 0,1% Ln <= 45 45 < Ln < 50 50 < Ln < 55 55 < Ln < 60 60 < Ln < 65 Ln >= 65 Equidade Social A desertificação contínua de algumas freguesias, o aumento do Índice de Envelhecimento, implica a reestruturação da lógica de localização dos equipamentos e serviços de proximidade. Esta nova lógica assenta numa concentração dos equipamentos, por forma a servirem um determinado conjunto de freguesias e incentivarem por sua vez uma maior concentração dos aglomerados. Um factor que permite aferir a qualidade de vida de uma população é a acessibilidade a serviços (públicos e privados), bens de consumo e equipamentos. Esses serviços encontram-se geralmente concentrados na sede de concelho, aumentando o tempo de acesso consoante aumenta a distância à sede de freguesia. Em termos de definição de acesso a serviços de proximidade, nomeadamente, centro de saúde, farmácias, posto de correios, serviço Multibanco, supermercado, posto de Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 98 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. abastecimento de combustível etc, estes serviços considerados essenciais, devem estar num limiar máximo de 15 a 20 minutos de tempo de acesso. Em Paredes de Coura, e tendo como base de informação a distância da vila a cada uma das localidades sede de freguesia (valores aproximados - fonte viamichelin.pt), é possível verificar que estas se encontram a menos de 20 minutos de acesso, considerando-se, pelo menos estes núcleos, com boa acessibilidade (ver figura seguinte). Figura 26 – Distância a serviços de proximidade (minutos) De um modo geral a concentração de equipamentos sociais acompanha a distribuição da população no concelho, verificando-se uma maior densidade na freguesia sede do Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 99 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. concelho. De 2001 a 2010, a população concelhia viu duplicar o número de equipamentos com vocação social, passando de 14 para 27 (+ 3 previstos). Esta duplicação de equipamentos sociais permitiu uma evolução muito positiva no número de respostas sociais para as áreas da infância e idosos, o que traduz a preocupação publica com o bem estar destas faixas etárias da população Courense. Ainda assim, como se pode verificar nas tabelas seguintes, as valências actualmente existentes, ainda não contempla o total da procura e necessidades locais, como se pode ver no número de utentes em lista de espera nas várias valências. Para colmatar parte destas lacunas, estão previstas uma unidade de cuidados continuados na Misericórdia de Paredes de Coura, para além de uma creche em Formariz e o Centro Paroquial e Social de S. Martinho de Coura. Nas tabelas seguintes apresentam-se os equipamentos colectivos de apoio aos jovens e aos idosos, existentes no concelho de Paredes de Coura, apresentando ainda na figura seguinte a localização dos mesmos por freguesia, onde se pode observar que somente três freguesias (Linhares, Resende e Agualonga) não apresentam qualquer equipamento social, o que não significa a ausência de valências mas sim uma abrangência geográfica por parte de equipamentos de freguesias vizinhas. Ao longo dos últimos anos tem-se verificado um reforço da rede de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude, que se traduz num aumento do número de resposta sociais e na capacidade instalada. Verifica-se uma tendência de sobrelotação da referida rede, sobretudo em alguns equipamentos e serviços, com taxas de ocupação nas valências da infância superiores a 90%, o mesmo se verificando nas valências para idosos com valores próximos dos 87% de taxa de ocupação, apresentando taxas distintas por valência, com 68% nos centros de dia, 78% nos centros de convívio, 92% no apoio domiciliário, e 93% no lar de idosos, o que pressupõe uma ocupação persistente, próxima do pleno com utentes em listas de espera para alguns dos equipamentos/serviços referidos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 100 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 27 - Valências - Infância Valência Creche Jardim de Infância (rede solidária) ATL Instituição Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura Centro Interparoquial e Social Moselos, Parada e Padornelo (Polo Moselos) Creche De Castanheira OUSAM Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura OUSAM (Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo) Bico, Cristelo, Cunha, Rubiães OUSAM (Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo) Nº Utentes (Nº) capacidad e Abrangência Geográfica 50 50 Concelho 18 25 Concelho 24 24 Concelho 45 Concelho Concelho (principalmente nas freguesias onde não há JI da rede pública) 111 33 40 Concelho Fonte: CM P.Coura Tabela 28 - Valências - Idosos Valência Centro de Dia Instituição Nº Utentes (Nº) capacidade Centro Interparoquial e Social de Moselos, Parada e Padornelo (Polo Padornelo) 14 20 Centro Paroquial e Social de Bico (S. João Baptista) 25 25 5 20 12 25 Centro Paroquial e Social de Cristelo 45 45 Centro Paroquial e Social de São Martinho de Coura 15 20 Cerdeira - OUSAM (Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo) 15 20 Centro Paroquial e Social de S. Martinho de Coura 15 20 Centro Interparoquial e Social de Moselos, Parada e Padornelo (Polo Moselos) Centro Interparoquial e Social de Moselos, Parada e Padornelo (em Parada) Centro de Convívio Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura Abrangência Geográfica Concelho, mas principalmente a freguesia de Padornelo Freguesias de Cristelo, Bico e Vascões Principalmente a freguesia de Moselos Freguesia de Parada Freguesia de Cristelo Freguesia de Coura Freguesias de Cunha, Agualonga e Rubiães Freguesias de S. Martinho de Coura e Romarigães 101 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Valência Apoio Domiciliário Instituição Nº Utentes (Nº) capacidade Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura 15 30 Centro Paroquial e Social de São Martinho de Coura 36 30 Centro Paroquial e Social de Cristelo 31 31 OUSAM (Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo) - Rubiães 20 20 Centro Paroquial e Social de Bico (S. João Baptista) 30 30 17 25 12 20 Centro Paroquial e Social de São Bento 39 40 Centro Paroquial e Social de S. Martinho de Coura 36 30 80 90 Abrangência Geográfica Freguesias P.Coura, Resende, Castanheira, Formariz, Infesta Freguesia de Coura Freguesia de Cristelo Freguesias de Rubiães, Cunha, Agualonga e Infesta Freguesias de Cristelo, Bico e Vascões Freguesias de Padornelo e Parada Freguesias de Moselos, Insalde e Porreiras Freguesias de Cossourado, Linhares e Ferreira Freguesias de S. Martinho Romarigães Concelho 19 19 Concelho 30 30 Concelho Centro Interparoquial e Social de Moselos, Parada e Padornelo (Polo Padornelo) Centro Interparoquial e Social de Moselos, Parada e Padornelo (Polo Moselos) Lar de Idosos Santa Casa da Misericórdia de P.Coura Centro interparoquial e Social Moselos, Parada e Padornelo (Polo Moselos) Centro Paroquial e Social de Bico (S. João Baptista) Fonte: CM P.Coura Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 102 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 27 - Localização de equipamentos sociais por freguesia em 2011 Legenda: 1-Jardim de Infância de Moselos; 2-Jardim de Infância de Cristelo; 3-Jardim de Infância de Rubiães; 4-Creche de Castanheira; 5-Creche de Formariz (Futuras Instalalações); 6-Centro Paroquial e Social de S. Bento; 7-Centro de Dia de Cunha; 8-Creche e Jardim de Infância de Paredes de Coura; 9-O.U.S.A.M ATL; 10O.U.S.A.M Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo; 11-O.U.S.A.M Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo; 12-O.U.S.A.M Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo; 13-O.U.S.A.M Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo; 14-O.U.S.A.M Organismo Utilitário e Social de Apoio Mútuo; 15-Jardim de Infância de Insalde; 16-Centro Interparoquial e Social de Moselos, Padornelo e Parada; 17-Jardim de Infância de Formariz; 18Jardim de Infância de Infesta; 19-Centro de Convívio e Apoio Social de Romarigães; 20-Centro Paroquial e Social de Cristelo, Bico e Vascões; 21-Centro Paroquial e Social de S. Martinho de Coura; 22-Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura; 23-Centro Interparoquial e Social de Moselos, Padornelo e Parada; 24Centro Interparoquial e Social de Moselos, Padornelo e Parada; 25-Centro Paroquial e Social de S. Martinho de Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 103 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Coura (futuras Instalações); 26-Centro Paroquial e Social de Cristelo, Bico e Vascões (Centro de convivio); 27Centro Paroquial e Social de Cristelo, Bico e Vascões (Centro de convivio); 28-Centro de Dia e Apoio Domiciliário de Porreiras e Insalde; 29-Cuidados Continuados Santa Casa da Misericórdia de P. Coura (Futuras Instalações); 30-Centro de Actividades Ocupacionais (Futuras Instalações). Directamente relacionado com os dados anteriores, importa aferir da cobertura da rede de transportes colectivos e respectivas taxas de atendimento, uma vez que a mobilidade se afigura com factor de equidade social e territorial. Os concelhos com pequenos aglomerados “urbanos” vêem geralmente as suas populações preferirem o veículo privado como meio de transporte em detrimento dos transportes colectivos. Parede de Coura não foge à regra apresentando uma tendência decrescente de utilização dos meios de transportes colectivos de passageiros, acentuada nos últimos anos com a democratização do automóvel. Cruzando os dados da população com os meio de transporte mais utilizado nos movimentos pendulares, ambos retirados dos Censos 2001, verifica-se que somente 9,6% da população Courense utiliza os transportes colectivos (somando os que utilizam os autocarros ou os transportes colectivos da empresa ou da escola), sendo o automóvel ligeiro o preferido com 15,5%. A racionalização da distribuição de serviços e equipamentos, pode vir a “afastar” a população local que vive em áreas mais periféricas, aumentando a distância relativa a esses mesmos equipamentos e serviços, sobretudo públicos. No concelho em análise e observando a imagem seguinte que permite visualizar os percursos das diferentes carreiras, verifica-se que grande parte das 21 freguesias do concelho (85%) se encontram cobertas por transportes colectivos regulares, com excepção das freguesias de Porreiras, Padronelo e Parada, situação inversa às freguesia localizadas a poente, que apresentam uma melhor cobertura. De referir que as pessoas das aldeias que não têm carreira de transporte público regular já podem aceder às carreiras escolares efectuadas em vários pontos do concelho, o que permite “aproximar” essas populações do centro urbano, como é o caso das três freguesias referidas anteriormente que só são servidas de transportes públicos colectivos no período escolar. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 104 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 28 – Cobertura da rede de transportes colectivos de passageiros Ligações e destinos: 1 – Arcos de Valdevez; 2 - Arcos de Valdevez/ Ponte de Lima; 3 - Ponte de Lima; 4 Ponte de Lima / Viana do Castelo; 5 – Valença; 6 - V. N. Cerveira; 7 - V. N. Cerveira; 8 - V. N. Cerveira; 9 - V. N. Cerveira, Valença, V. Castelo; 10 – Valença, Monção; A – Ligações unicamente no período escolar. O próximo indicador foi incluído neste FCD e não no FCD “Actividades Económicas”, uma vez que se pretende uma abordagem na óptica do desenvolvimento sustentável e não uma componente meramente economicista, mais de acordo com próximo FCD. Inicialmente estava previsto o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano, mas por vários motivos, como a insuficiência de dados à escala local, a “simplicidade” desse indicador, criado para servir de comparação numa escala global (método ONU-PNUD), acabou-se por seleccionar um outro indicador, que se encontra disponível e calculado pelo DPP, e que permite uma comparação evolutiva ao nível dos concelhos. Assim, para a AAE do PDM de Paredes de Coura, optou-se pelo Índice de Desenvolvimento Social que relaciona as condições de habitação, a esperança de vida e o nível de escolarização, em que: Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 105 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 23 IDS = (IEDU + IEV+IC)/3 sendo: IEDU = Índice de Educação (ou Alfabetização) IEV = Índice da Longevidade ( ou Esperança de Vida) IC = Índice de Conforto Iniciando a análise ao nível dos concelhos da sub-região Minho-Lima, verifica-se que ocorreram progressos satisfatórios no âmbito das condições sociais ao nível dos vários concelhos, apesar de alguns retrocessos em determinados períodos e anos. Os valores mais elevados (>0,9) registaram-se em Ponte de Lima, Viana do Castelo e Caminha, este com o valor mais elevado (0,923), apresentando o concelho de Arcos de Valdevez o valor mais baixo, na ordem dos 0,852. Gráfico 15 Índice de Desenvolvimento Social 1,000 0,900 0,800 0,700 0,600 0,500 0,400 0,300 Arcos de Caminha Valdevez Melgaço Monção 1970 Paredes Ponte da Ponte de de Coura Barca Lima 1981 1991 1995 1999 Valença 2001 Viana do Vila Nova Castelo de Cerveira Fonte: Elaboração própria a partir de dados do DPP (Departamento de Prospectiva e Planeamento) 23 - Para consultar nota metodológica, ver documento “Índices de Desenvolvimento para as Regiões Portuguesas – 2001”, página 124; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 106 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. O concelho de Paredes de Coura apresentou sempre, nos anos disponibilizados, uma evolução positiva passando dos 0,443 em 1970 para os 0,877 em 2001, valor ainda aquém do registado na NUTIII – Minho-Lima com 0,903 e muito abaixo dos 0,915 de Portugal. A componente do índice que mais contribui para os valores obtido em Paredes de Coura em 2001 foi o Índice de Conforto, apresentando também um crescimento mais rápido (18,5%). A segunda componente com uma variação mais significativa foi o Índice de Alfabetização (7,18%), que denota uma evolução da qualificação da população, apesar do seu contributo para o valor do IDS de 2001 ser inferior ao do Índice de Esperança de Vida, que se encontra ligado à estrutura etária da população local e que apresentou uma variação de 5,7%. Tabela 29 – Índice de Desenvolvimento Social em P. Coura Componentes do IDS Índice de Conforto Índice de Esperança de Vida Índice de Alfabetização 1991 2001 Índice 0,817 0,968 0,825 0,872 0,738 0,791 Variação % 18,48 5,70 7,18 Fonte: Elaboração própria a partir de dados do DPP Tabela 30 - Síntese dos Indicadores para Avaliação do FCD População e Parque Habitacional Indicadores Variação populacional, por freguesia; Proporção de alojamentos familiares vagos; N.º de reconstruções/100 construções novas; Edifícios novos construídos fora de Perímetros Urbanos; Nº de edifícios incluídos em perímetros urbanos; Densidade de edifícios por área de perímetro urbano; Área abrangida por PMOT, por perímetros urbanos; N.º de Loteamentos realizados; N.º de fogos licenciados, por habitante; Valor Ver figura 16 5,4% 34 reconstruções por cada 100 novas de 2000 a 2009 62,8% 8929 no PDM em vigor 10586 no PDM proposto 7,1 edifícios por hectare 0 1 em 2001 0,07 fogos por habitante no período entre 2000 e 2009 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 107 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Emissão de GEE dos Sectores Doméstico e de Serviços por habitante; Produção de Resíduos; 2 ton CO2 eq./habitante 30 kg por habitante em 2009 Área sujeita a níveis de ruído superiores ao permitido pela lei; Lden: 2,4% do território Acessibilidade a serviços de proximidade; Ver figura 25 Nº e distribuição de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude; Taxa de ocupação das respostas sociais; Ln: 3,2% do território 30 Equipamentos sociais Infância = 90% Idosos = 87% População que utiliza os transportes colectivos 9,6% Taxa de cobertura dos transportes colectivos 85% Índice de Desenvolvimento Social; 0,877 em 2001 6.3.3 - Análise Tendencial A manutenção da situação actual, levará á continuação de um uso do solo ambientalmente e economicamente insustentável, verificando-se uma dispersão urbana em algumas freguesias, sobretudo as mais dinâmicas em termos edificatórios, e o inicio desse mesmo fenómeno em aglomerados de tipologia mais concentrada e que em alguns casos coincidem com áreas classificadas. A falta verificada de uma intervenção integrada de planeamento territorial contribui também para uma desadequação dos usos do solo e para a consequente descaracterização da paisagem local. O PDM actual não permite loteamentos e destaques de parcelas nos espaços de Áreas de Construção Condicionada, impedindo a consolidação desses núcleos “urbanos”, permitindo por outro lado a dispersão urbana nas áreas agrícolas e florestais desde que estejam infra-estruturadas e com apresentem áreas mínimas. A continuação do fenómeno de dispersão territorial contribuirá para o aumento da utilização do transporte individual com consequências negativas nos níveis de ruído, e ainda para a incipiente taxa de separação selectiva de resíduos, na medida que os habitantes se afastam dos contentores. Apesar dos baixos valore de GEE que o concelho emite, este contribui para a tendência de crescimento das emissões verificada no país, resultante sobretudo de uma ausência de políticas e acções para as alterações climáticas. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 108 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Ainda assim em termos de consumo do solo, observaram-se contributos positivos, no que diz respeito à reabilitação do edificado e ao baixo número de edifícios vagos, situação que se tem vindo a inverter nos últimos anos, devido, também, à diminuição de população residente entre os períodos censitários de 2001 e 2011. Este decréscimo populacional (3,34%), poderá contribuir para a diminuição dos impactes antrópicos desde que acompanhada por um aumento de acções de educação ambiental. Por outro lado, o aumento da população inserida em grupos etários mais envelhecidos deverá ser devidamente acautelada, na medida em que se prevê um aumento das necessidades de equipamentos e serviços de apoio aos idosos, o que caso não seja devidamente salvaguardado poderá diminuir os níveis de equidade social. Tabela 31 - Análise Tendencial do FCD População e Sistema Habitacional Objectivos de Sustentabilidade Situação Actual Critérios de Avaliação FCD Evolução tendencial com PDM em vigor Contenção da dispersão urbana Uso do Solo População e Parque Habitacional Efeitos Antrópicos Equidade Social Adequação do consumo do solo destinada à função habitacional, considerando a estrutura urbana existente Minimização dos impactes relacionados com as actividades humanas Equilíbrio da rede de equipamentos e serviços de proximidade ás populações e aumento da qualidade de vida LEGENDA Tendência de Evolução Distância aos objectivos de sustentabilidade Negativa Afastamento dos objectivos e metas Sem alteração significativa Muito Distante Distante Positiva Aproximação aos objectivos e metas Próximo Muito Próximo Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 109 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.3.4 – Avaliação de impactes - oportunidades e riscos Usos do Solo Os critérios de ordenamento definidos na proposta de revisão do PDM dão resposta a algumas das deficiências detectadas e por outro lado, contrariam tendências insustentáveis identificadas pela aplicação do PDM em vigor. Na proposta de revisão do PDM os perímetros urbanos de algumas freguesias foram reforçados, ocupando uma maior área que no PDM em vigor. Esta opção justifica-se pela necessidade de corrigir os efeitos da edificabilidade dispersa que se implementou ao longo sobretudo das duas últimas décadas. A inclusão deste edificado na área urbana apresentase como uma oportunidade para consolidar o tecido urbano, aplicando o conceito de nucleação e contrariando a dispersão urbana, principalmente ao longo das vias, conservando o carácter singular e a articulação dos centros das aldeias, sobretudo nas áreas de montanha. Irá permitir uma actualização da qualificação do solo urbano ou rural em função do POPPCB. Por outro lado esta proposta define criteriosamente os índices de edificabilidade que devem ser respeitados para cada classe do solo rural e do solo urbano, tal como a tipologia de uso. Efeitos Antrópicos O controlo da dispersão edificatória diminuirá o impacte humano principalmente ao nível da paisagem, mas também nos níveis de ruído, nos serviços relacionados com a recolha de resíduos urbanos (sólidos e líquidos), com impactes positivos na emissão de GEE, contribuindo, ainda mais, para que o País atinja as metas a que se comprometeu. Equidade Social Sendo o modelo definido, a base da gestão programada do território municipal – a nível de equipamentos, serviços e áreas industriais, importa criar uma rede de equipamentos e serviços, acessíveis, que satisfaçam as carências actuais da população nas diversas freguesias, através da dotação de espaços necessários à vida quotidiana das populações, Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 110 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. nomeadamente de índole social, contribuindo para melhoria da qualidade de vida das populações locais. Tabela 32 - Oportunidades e Ameaças da Revisão do PDM, relativamente ao FCD População e Sistema Habitacional FCD População e Sistema Habitacio. Oportunidades - Articulação com Planos e Programas de escala supra-municipal e ou planos sectoriais - Actualização da qualificação do solo urbano ou rural em função da nova legislação, e harmonização com outros PDM (limites, ordenamento e condicionantes) - Ajuste dos perímetros urbanos de acordo com a evolução verificada no período de vigência do plano em vigor - Execução das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG) - Planeamento urbano equilibrado e coeso - Contenção da dispersão urbana - A distribuição adequada dos usos do solo, permite uma melhoria da qualidade ambiental e um desenvolvimento mais equilibrado - Promoção da reconstrução e da reabilitação urbana - Defesa do património construído dos aglomerados urbanos - Introdução de restrições à edificação em solo rural - Colmatar e estruturar a malha urbana - Definição de um tecido urbano mais adequado às necessidades locais - Evitar a degradação urbana por uma edificação dispersa e incontrolada de baixa densidade - Aumento das taxas de reciclagem de resíduos sólidos - Redução do impacte ambiental associado às emissões de gases de efeito de estufa - Desenvolvimento de uma rede de espaços de actividades económicas - Modelo urbano mais eficiente em termos energéticos - Melhoria na cobertura dos sistemas de abastecimento e tratamento de água e recolha selectiva de resíduos - Acesso a um espaço urbano de qualidade - Melhoria na qualidade de vida das populações - Fruição de um ambiente saudável - Melhor distribuição populacional pelo território - Promover a coesão territorial e social - Melhorias na rede de equipamentos públicos de proximidade - Reestruturação da lógica de localização dos equipamentos e serviços de proximidade - Possibilidade de assistência intergeracional - Agilização na gestão e ordenamento do território com a passagem do PDM para formato digital Ameaças - Fraca execução dos instrumentos de planeamento - Edificar ao longo das vias, desrespeitando os perímetros urbano - Baixa atractividade das freguesias do “interior” - Desconhecimento de incentivos à melhoria da eficiência energética e reabilitação urbana - Abandono dos campos agrícolas - Envelhecimento da população - Base económica e empresarial débil - Incapacidade das orientações do Plano permitir o estacar do êxodo rural - Encerramento de serviços públicos de proximidade - A concentração do povoamento nos principais pólos, pode levar a um abandono agrícola e um consequente aumento do risco de incêndio florestal em área mais “distantes” desses pólos - Eventual degradação de património rural como consequência do abandono de lugares isolados e concentração populacional - Inexistência de transportes públicos locais Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 111 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. - Identificação de Zonas Acústicas de Conflito, com a realização do Mapa de Ruído do concelho, e a consequente possibilidade de realização de Planos Municipais de Redução de ruído nessas áreas. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 112 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.4 – Actividades Económicas 6.4.1 – Descrição do FCD e seus objectivos A revisão do PDM cuja solução final é avaliada, intervém de uma forma clara e abrangente sobre as actividades económicas com especial ênfase no sector turístico e factores conexos, como a qualificação e formação da população, embora indirectamente e também sobre os impactes associados às áreas empresariais, como factores de diversificação da economia local. A solução apresentada em termos de ordenamento territorial e programação da sua execução contribuiu para o desenvolvimento económico sustentável do concelho? Tabela 33- Critérios, objectivos e indicadores do FCD Actividades Económicas Critérios de Avaliação FCD Objectivos de Sustentabilidade Captação de produtos turísticos sustentáveis Desenvolvimento Local Actividades Económicas Diversificação das actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos Dinamização das áreas empresariais Aumentar a qualificação da população activa Emprego e Qualificações Assumir modelos sócioeconómicos compatíveis com a estrutura urbana e localização da população no município Indicadores Capacidade de alojamento em estabelecimentos TER e de Turismo de Natureza/capacidade total de alojamento; Operadores de actividades de turismo de natureza/aventura; Operadores de agricultura biológica, por tipo; Principais culturas biológicas animais e vegetais; Energia produzida a partir de fontes renováveis; Taxa de ocupação das áreas empresariais existentes; Evolução do nº de empresas instaladas, por tipo de actividade; Qualificações da população empregada; População com ensino secundário (%). Proporção Emprego em SIC; % de Emprego Qualificados (valorizados); Para avaliar de que forma a actividade económica, potenciada pela aplicação das propostas constantes da revisão do PDM, é sustentável, foram definidos critérios fundamentais que cobrem os objectivos do FCD, e serão aplicados em dois cenários, evolução de Paredes de Coura com aplicação da revisão que se propõe ao PDM e a actual situação com o PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 113 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. vigente. A estes critérios e respectivos objectivos estão associados indicadores quantitativos: 1. Promoção de produtos turísticos sustentáveis avaliado através da capacidade de alojamento em estabelecimentos TER e de Turismo de Natureza relativamente à capacidade total de alojamento; 2. Diversificação das actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos, quantificando os operadores de actividades turísticas ligadas à natureza e/ou aventura, avaliando também a evolução do numero de operadores de Agricultura Biológica por tipo de produção, as principais culturas biológicas animais e vegetais, mas também quantificando a energia produzida a partir que fontes renováveis; 3. Dinamização das áreas empresariais, avaliando a taxa de ocupação das mesmas e a evolução do número de empresas aí instaladas, por tipo de actividade; 4. Aumento da qualificação da população activa, ditada pelas qualificações da população empregada e pela proporção da população residente com o ensino secundário concluído. 5. Assumir modelos sócio-económicos compatíveis com a estrutura urbana definida e localização da população no município com a proporção de emprego em Serviços Intensivos em Conhecimento (SIC), tal como pela existência de empregos qualificados (valorizados); 6.4.2 – Situação Actual Desenvolvimento Local O sector turístico assume-se como um eixo estruturante no desenvolvimento local da subregião do Alto Minho e do território em análise, fruto de características distintivas e diferenciadoras, no que diz respeito a factores naturais, culturais e patrimoniais. Tal coordena-se, também, com a estratégia nacional vertida no PENT, em que o touring cultural e paisagístico e o turismo de natureza aparecem como um dos dez produtos turísticos a potenciar e a desenvolver e para os quais, Paredes de Coura possui condições ímpares a que os instrumentos de planeamento não podem ficar alheios. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 114 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A estratégia de turismo sustentável desejada para este concelho apoia-se na relação Turismo – Ambiente - Ordenamento do Território, pelo que se justifica uma estreita coordenação e interligação entre protecção dos valores paisagísticos, ambientais e patrimoniais, o potencial humano, os serviços (culturais, alojamento, restauração, entre outros) e as acessibilidades. No quadro seguinte, pode-se visualizar a capacidade de alojamento turístico do concelho de Paredes de Coura, que abarca, maioritariamente, as freguesias de Bico, Ferreira, Linhares, Mozelos, Rubiães, Agualonga, Formariz e Paredes de Coura e que se traduz na oferta de 196 camas, distribuídas entre alojamento em turismo em espaço rural (TER), pensões e residenciais, representando o TER um peso de 67% no total de quartos disponíveis no concelho. Estes valores de capacidade de alojamento em TER, afiguram-se como bastantes baixos, para as potencialidades de atracção turística que este concelho apresenta, mesmo quando comparado com a disponibilidade de quartos em concelhos vizinhos. Tabela 34 - Capacidade de alojamento turístico em P.Coura Casa das Cerejas TURISMO RURAL Nº Camas 12 Sonho da Seara TURISMO RURAL 12 6 Casa do Outeirinho - Coura Minho CASA DE CAMPO 14 7 TURISMO DE HABITAÇÃO 20 10 Casa Paz do Outeiro TURISMO RURAL 8 4 Quinta da Chanca TURISMO RURAL 14 7 Quinta da Cruz de Arestim TURISMO RURAL 10 5 Quinta de Favaes TURISMO RURAL 10 5 Quinta de São Roque de Rubiães CASA DE CAMPO 12 6 Casa Oliveirinha TURISMO RURAL 5 3 Solar de Rivalago Pensão Paredes de Coura "Albergaria" Residencial "O Repouso do Peregrino" TURISMO RURAL 6 6 PENSÕES 42 21 RESIDÊNCIAS 31 10 196 96 Designação Modalidade Casa do Paço de Ferreira Total Nº Quartos 6 Fonte: Câmara Municipal de P. Coura, Ministério da Economia e pesquisa on-line Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 115 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Varias são as empresas, na área do turismo de natureza/aventura/desporto que operam em Paredes de Coura e concelhos vizinhos, oferecendo actividade complementares a quem aqui vive ou visita. De seguida segue uma tabela com alguns dos operadores em actividade na sub-região Minho-Lima e que podem servir de complemento para o TER. Tabela 35 – Empresas de apoio ao turismo de natureza/aventura/desporto EMPRESA Morada OUTSIDE ATTITUDE, UNIPESSOAL, LDA. Arcos de Valdevez Arcos de Valdevez CENTRO EQUESTRE DO MEZIO CENTROAVENTURA PARK Arcos de Valdevez MINHAVENTURA - ACTIVIDADES DE ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA. Caminha DRAFTZONE - ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA. Melgaço MONTES DE LABOREIRO - ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA Melgaço MELGAÇO RADICAL Melgaço ANIMAMINHO CHALLENGER ADVENTURE EQUICOURA - TURISMO EQUESTRE UNI. LDA Monção P. Coura Actividades/Serviços Percursos Pedestres Trilhos Pedestres Temáticos Guiados, Trilhos Equestres, Aulas de Equitação Bicicletas/BTT, Campos de Férias Canoagem/Kaiak, Canyoning Escalada Paintball Percursos Pedestres Rappel, Slide Tiro (Campo, Arco, Besta ou Zarabatana) Canoagem/Kaiak Circuitos Aventura Organização de Eventos Orientação Paintball Percursos Pedestres Tiro (Campo, Arco, Besta ou Zarabatana) Bicicletas/BTT Canyoning Paintball Passeios de Jipe - TT Percursos Pedestres Rappel, Slide Tiro (Campo, Arco, Besta ou Zarabatana) Bicicletas/BTT Canoagem/Kaiak, Canyoning Escalada Manobras com Cordas Paintball, Tiro (Campo, Arco, Besta ou Zarabatana) Passeios de Jipe - TT Percursos Pedestres Ponte Himalaia/Tirolesa Rappel Tours Rafting, Canyoning, Canoagem Caminhadas, Orientação Campo de Férias Slide, Rappel Tiro com Arco Passeios TT Hidrospeed BTT Paintball Bicicletas/BTT Canoagem/Kaiak Percursos Pedestres Passeios a cavalo Aulas de equitação Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 116 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. EMPRESA Morada Actividades/Serviços Passeios pedestres Cicloturismo de montanha Passeios em buggies com geo-localização e orientação por GPS Kayak, Descida de Raft, Canyoning BTT Caminhadas e Trekking, Caminho de Santiago Paintball, Tiro com arco e zarabatana Campos de férias Aluguer de material Escapadinhas Roteiros de Carrinha e moto 4, Trilhos pedrestes e equestres, passeios de canoa, Paintball, Escalada/rapel, orientação, passeios de BTT, actividades com cordas, Tiro ao arco e besta, montanhismo, rafting, hydrospeed, ceias regionais, arraiais minhotos. ROTAS DO XISTO, ANIMAÇÃO TURÍSTICA, UNIPESSOAL, LDA P. Coura PLANETALIMA - OUTDOOR ADVENTURE, LDA Ponte da Barca MINHO ALEGRE, ANIMAÇÃO TURISTICA, UNIPESSOAL, LDA Ponte da Barca GPL-GOLFE PONTE LIMA SA Ponte de Lima CASA DA CUCA, TURISMO DE ANIMAÇÃO RURAL LIMIANO, LDA Ponte de Lima OFICINA DA NATUREZA - ANIMAÇÃO TURÍSTICA UNIPESSOAL, LDA. Ponte de Lima ORDEPTUR - ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA. Viana do Castelo RITMOS D’AVENTURA - PROJECÇÃO E PROMOÇÃO DE ACTIVIDADES TURÍSTICAS, LDA. Viana do Castelo Bicicletas/BTT Circuitos Aventura VIVEXPERIÊNCIA – PROMOÇÃO E ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA Viana do Castelo BTT, Cicloturismo Escalada, Rappel, Slide Jogos Tradicionais Orientação, Trekking Paintball Percursos Pedestres Tiro ao Alvo Canoagem, Canyoning, Kayak Kitesurf, Passeios de barco, Rafting, Surf, Windsurf Bodyboard RITMOS D’AVENTURA - PROJECÇÃO E PROMOÇÃO DE ACTIVIDADES TURÍSTICAS, LDA. Viana do Castelo Bicicletas/BTT Circuitos Aventura MAILOMINHO - ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA. Viana do Castelo CAVALEIROS DO MAR - ANIMAÇÃO TURÍSTICA, LDA. Viana do Castelo Golfe Pesca desportiva, Paintball, Passeios Pedestres, Todo-o-Terreno, Passeios de barco, Canoagem, BTT Bicicletas/BTT Circuitos Aventura Fotografia Organização de Eventos Passeios a Cavalo, Passeios de Jipe - TT Percursos Pedestres Bicicletas/BTT Canoagem/Kaiak Manobras com Cordas Organização de Eventos Paintball Passeios de Jipe - TT Percursos Pedestres Bicicletas/BTT Circuitos Aventura Passeios a Cavalo Passeios de Barco Percursos Pedestres Vela Bicicletas/BTT Canoagem/Kaiak Mergulho/Snorkel Moto 4/Motos Percursos Pedestres Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 117 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. EMPRESA Morada Actividades/Serviços SURF CLUBE DE VIANA Viana do Castelo Actividade desportivas ligadas ao mar FONTE DE VILARINHO CELTAS DO MINHO Bicicletas/BTT Moto 4/Motos Vila Nova Organização de Eventos de Cerveira Passeios a Cavalo Passeios de Jipe - TT Percursos Pedestres Educação ambiental V.N. Escalada Cerveira Montanhismo Passeios a pé Fonte: Elaboração própria através de pesquisa na internet Desta listagem apenas dois operadores estão registados em Paredes de Coura, mas muitos dos outros elencados desenvolvem actividades no território municipal de Paredes de Coura. Estes operadores de actividade de turismo/aventura, permitem uma diversificação das actividades económicas, apoiadas nos recursos endógenos numa óptica de usufrutos sustentável, facilitando a obtenção de emprego para jovens locais, desenvolvendo ao mesmo tempo experiencias saudáveis e um entendimento detalhado dos espaços naturais e culturais por parte dos turistas que procuram cada vez mais estes destinos, permitindo dinamizar estas áreas interiores do país. As orientações especificas do PROTn24, refere que se deve “Promover o alargamento das áreas e explorações agrícolas aderentes a modos de produção integrada ou biológica, bem como ao desenvolvimento de produtos tradicionais de origem protegida ou controlada, promotores da diferenciação positiva da Região (Norte) e enquadrados em estratégias integradas de desenvolvimento económico local.” O Minho apresenta boas condições para a agricultura biológica, como os legumes e a fruta, mas neste concelho o número de operadores de agricultura biológica é ainda bastante incipiente. Segundo dados da câmara municipal de Paredes de Coura, existe no concelho um único operador devidamente certificado por um organismo certificador. Este desenvolve essencialmente uma produção biológica animal, ocupando cerca de 245 ha de superfícies forrageiras, destacando-se como principais culturas biológicas a bovinicultura com cerca de 335 bovinos de carne, a caprinocultura (13 caprinos) e a apicultura com duas colmeias. 24 ver Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte; Fase III – Modelo Territorial, Normas Orientadoras, Programa de Execução, capítulo: Ordenamento Florestal e Agrícola e Desenvolvimento Rural, CCDRN, 2009. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 118 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Existe ainda um outro operador com uma área agrícola de 6 ha, com culturas biológicas vegetais do tipo fruticultura, horticultura e ainda uma área agro-florestal, com cerca de 2 ha para produção animal (ovinocultura e cunicultura) mas que ainda não está certificado como produtor biológico por algum organismo certificador. Para além deste operador existem cerca de 10 outros operadores não certificados que produzem as suas hortas familiares em conformidade com o Modo de Produção Biológica. Seria expectável que estes valores aumentassem, mas com a abolição dos apoios para as medidas Agro-ambientais/Modos de Produção novos e a obrigação dos produtores, que queiram produzir em modo de produção biológica, em custear a certificação perante um organismo certificador, levará a que somente quem estiver determinado em produzir em escala economicamente aceitável avançará para essa produção certificada. A competitividade local passa também pela exploração de outros recursos endógenos, como é o caso do vento, permitindo uma descentralização da produção de energia, aproximando a produção do consumidor, e beneficia as áreas mais desfavorecidas. O território norte de Paredes de Coura alberga parte de um dos sub-parques do designado Parque Eólico do Alto Minho I, compreendendo no concelho 10 aerogeradores (19 no total do sub-parque Picoto-São Silvestre) com capacidade de 2 MW cada, o que totaliza uma potência de 20 megawatts, permitindo evitar a produção de 38 mil toneladas de equivalentes CO2 por ano. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 119 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Figura 29 - Mapa de pormenor - Sub-parque de Picoto-São Silvestre http://www.eevm.pt (Empreendimentos Eólicos do Alto-Minho S.A.) Em relação as actividades económicas do sector secundário, estas desenvolvem-se sobretudo nas áreas empresariais existentes. O concelho incorpora dois parques empresariais - Zona Industrial de Formariz e Zona Industrial de Castanheira, e dois pequenos pólos industriais – Pólo Industrial de Nogueira e Pólo Industrial de São Bento. As duas áreas industriais apresentam as seguintes características: Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 120 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 36 - Caracterização das Zonas Industriais de Paredes de Coura Zona Industrial de Formariz Zona Industrial de Castanheira Entidade Gestora C.M. Paredes de Coura C.M. Paredes de Coura Classe Zonas industriais Zonas industriais Freguesia Formariz Castanheira Área Total (m2) 130.400 81.500 Área de equipamentos e espaços verdes (m2) 5.805 6.450 122 105 N.º lotes disponíveis* 77 8 N.º empresas instaladas** 11 14 Identificação N.º total de lotes * lotes destinados efectivamente à ocupação industrial ** não inclui as já protocoladas A autarquia local tem vindo a incentivar a instalação de empresas nas zonas industriais, recorrendo a incentivos vários, dinamizando a criação de postos trabalho para a população local. A instalação destas empresas permitiu obter taxas de ocupação na ordem dos 63% para a Zona Industrial de Formariz, de construção mais recente, e de 92% para a de Castanheira. O pólo Industrial de São Bento abrange apenas uma empresa, enquanto que o de Nogueira se encontra actualmente desocupado de qualquer actividade económica. A politica de acolhimento industrial levado acabo pela autarquia entre outras entidades, para além da melhoria verificada na acessibilidade do concelho com o exterior, tem dado os seus frutos, conseguindo atrair para os loteamentos industriais do concelho, iniciativas empresarias das quais algumas de capital estrangeiro – voltadas para a exportação, diversificando as actividades industriais evitando assim uma indesejada mono- especialização das mesmas. A evolução do número de empresas instaladas por tipo de actividade é visível no espaço de pouco mais de uma década (2001 a 2011), na ZI de Castanheira passou-se de um número de 11 empresas para 14, enquanto na ZI de Formariz o número de empresas instaladas passou de 6 para 11. Algumas das actividades que aí se Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 121 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. instalaram inicialmente, foram sendo substituídas por outras, predominando actualmente a indústria transformadora, sobretudo calçado e vestuário, sendo estas as que empregam maior numero de operários, mas também as oficinas de carpintaria, serralharia e reparação auto, estando alguns lotes ocupados por armazéns. Tabela 37 – Evolução das actividades económicas instaladas na ZI de Castanheira ZI de Castanheira Classificação das Actividades Económicas -Rev.3 C10 Indústrias alimentares C13 Fabricação de têxteis C14 Indústria do vestuário C16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, excepto mobiliário; C17 Fabricação de pasta, de papel, de cartão e seus artigos C23 Fabrico de outros produtos minerais não metálicos C25 Fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamentos C30 Fabricação de outro equipamento de transporte C31 Fabrico de mobiliário e de colchões G45 Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos H52 Armazenagem e actividades auxiliares dos transportes (inclui manuseamento) Fonte: C.M. P.Coura Total Ano 2001 2010 1 1 1 0 3 3 1 1 1 1 1 0 2 2 0 1 1 2 0 2 0 1 11 14 Tabela 38 - Evolução das actividades económicas instaladas na ZI de Formariz ZI de Formariz Classificação das Actividades Económicas -Rev.3 C15 Indústria do couro e dos produtos do couro Fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais, excepto C20 produtos farmacêuticos C25 Fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamentos C28 Fabricação de máquinas e de equipamentos, n.e. C30 Fabricação de outro equipamento de transporte D35 Electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio G45 Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos Fonte: C.M. P.Coura Total Ano 2001 2010 3 4 1 0 1 1 0 0 0 1 1 1 1 3 6 11 Nunca como na era actual o capital intelectual de uma sociedade norteia as suas premissas de evolução. E é sob esta égide que se promove uma mudança estrutural, na relação do ser humano com o emprego, baseada no incremento progressivo das qualificações profissionais e de cidadania. Os objectivos de desenvolvimento económico perseguidos por Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 122 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. este concelho para a captação de investimento e crescimento económico, podem ficar comprometidos pela escassez de mão-de-obra qualificada e preparada para a era tecnológica e para a emergência na utilização intensiva do conhecimento. Emprego e Qualificações Reconhecendo a importância dos vértices inovação/emprego/qualificações, para a sua avaliação recorre-se ao indicador, numa primeira fase, referente às qualificações da população empregada (por conta de outrem), visualizado no gráfico 13, verifica-se que grande parte da população empregada possui algum tipo de qualificação, predominando a população activa por conta de outrem com nível de ensino correspondente ao ensino básico com 68 por cento, estando no outro prato desta balança desigual o ensino superior com 16 por cento dessa população activa. Quando esta análise, do nível de qualificações, se estende a toda a população residente, verifica-se ainda o predomínio de população com o ensino básico, mas também uma grande fatia de população (37%) sem saber ler nem escrever ou sem qualquer qualificação académica. Comparando-se, por exemplo, o indicador retirado dos SIDS (Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável), a proporção de população com ensino secundário apenas engloba 6 por cento da população residente total, valor bastante baixo mesmo no contexto da NUTIII Minho-Lima. Ensino Superior Total 16% Inferior ao 1º ciclo do ensino básico 2% Ensino Secundário 14% Ensino Básico Total 68% INE, Anuário Estatístico da Região Norte 2008 Gráfico 16 - Trabalhadores por conta de outrem, segundo o nível de habilitações em 2007 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 123 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Ensino Médio 0% Ensino Superior Total 2% Não sabe ler nem escrever 23% Ensino Secundário 6% Sem qualificação académica 14% Ensino Básico - Total 55% Gráfico 17 - Qualificações académicas da população residente (INE - Censos 2001) Estes baixos valores de mão-de-obra qualificada reflectem-se nos valores de proporção de 25 emprego em serviços intensivos em conhecimento (SIC) , que em Paredes de Coura abrange 8,8 por cento dos empregos existentes neste sector (serviços) em 2008, valor inferior à realidade tanto nacional, como da Região Norte (10,7%) mas ligeiramente superior à da área territorial do Minho-Lima, esta com 8,3% (ver gráfico 18). 25 Formula: [Pessoal ao serviço em actividades correspondentes às divisões 59, 60, 61, 62, 63 e 72 da CAE Rev. 3/ Pessoal ao serviço em serviços (Secções G a S, excluindo as secções K e O da CAE Rev. 3)]*100 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 124 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 18 - Proporção de emprego em serviços intensivos em conhecimento em 2008 12 10 % 8 6 4 2 0 Norte Minho-Lima Paredes de Coura Fonte – INE, Anuário Estatístico da Região Norte - 2009 E porque a coesão social se interliga estreitamente com a profissão exercida, apresenta-se a percentagem de população que exerce profissões socialmente mais valorizadas, sendo que, também aqui, a leitura dos dados do gráfico 19 espelham uma sociedade com níveis de valorização inferiores às das NUT de referência, apesar de se verificar uma melhoria entre os dois períodos censitários de 1991/2001, passando de 4% para 8%, com um crescimento mais acentuado que aqueles. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 125 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Gráfico 19 - Proporção de profissionais socialmente mais valorizados (INE - Censos 1991 e 2001) 16 1991 2001 14 12 % 10 8 6 4 2 0 Norte Minho-Lima Paredes de Coura Tabela 39 - Síntese dos Indicadores para Avaliação do FCD Actividades Económicas Indicadores Valor Capacidade de alojamento em estabelecimentos TER e de Turismo de Natureza/capacidade total de alojamento; 67% Operadores de actividades de turismo de natureza/aventura; 2 no concelho + 20 a operar no concelho Operadores de agricultura biológica, por tipo; Principais culturas biológicas animais e vegetais; Energia produzida a partir de fontes renováveis; Taxa de ocupação das áreas empresariais existentes; Evolução do nº de empresas instaladas, por tipo de actividade; 1 (+1) Bovinicultura; caprinocultura; apicultura (fruticultura, horticultura, ovinocultura, cunicultura 20 megawatts 63% para a Zona Industrial de Formariz 92% para a ZI de Castanheira Ver Tabelas 37 e 38 Qualificações da população empregada; Ver Gráfico 16 População com ensino secundário (%). 6% em 2001 Proporção Emprego em SIC; % de Emprego Qualificados (valorizados); 8,8% em 2008 4% em 1991 8% em 2001 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 126 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.4.3 - Análise Tendencial Não há dúvida que durante a vigência do PDM 1995 se verificaram importantes e significativos investimentos autárquicos na área cultural e de apoio ao sector do turismo, como a praia fluvial, os percursos pedestres, o Centro de Educação e Interpretação Ambiental que constitui um centro de divulgação ambiental da fauna e da flora local, e outras respostas privadas no domínio do alojamento turístico. Esta última vertente apresenta um grande potencial sobretudo na Paisagem Protegida do Corno de Bico, que poderá beneficiar da recuperação do património construído de características tradicionais. Beneficiando desta riqueza paisagística, o turismo de natureza encontra-se também em expansão, desenvolvendo-se no concelho e na área da paisagem protegida inúmeras actividades inseridas nesta actividade turística/desportiva. Apesar desta tendência de evolução positiva, as normativas do PDM em vigor, não apresentam orientações específicas que protejam adequadamente e dêem relevância aos elementos valorizadores e valorizados turisticamente, o que poderá levar a situações de degradação do património natural local. A produção biológica assume-se nos nossos dias, como uma das tendências mais fortes na produção de alimentos, caracterizada pela qualidade dos produtos ao nível do sabor por exemplo, com melhores efeitos ao nível da saúde dos consumidores e com mais respeito pelo ambiente na forma de produção. A diminuição ou a dificuldade em os agricultores chegarem aos fundos disponibilizados pelo PRODER, poderá manter a produção agropecuária em níveis incipientes no concelho. Mesmo a manutenção das actividades agrícolas em zonas desfavorecidas como em áreas de montanha ou área de Rede Natura 2000, que beneficiam de medidas agro-ambientais específicas no âmbito do PRODER, poderão vir a desaparecer por esse mesmo motivo (para além de outros), apresentando consequências indesejáveis na Paisagem Protegida do Corno de Bico, sobretudo no mosaico agro-florestal que a caracteriza. Ao nível do emprego e da qualificação da população, verificou-se uma tendência positiva na evolução dos indicadores apresentados. Mas o desejável salto competitivo e de inovação que se pretende para o concelho em geral, podem ficar comprometidos pela escassez de mão-de-obra qualificada e preparada para a sociedade da tecnologia e do conhecimento. A Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 127 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. aposta nas tecnologias da comunicação e informação apresentam ainda benefícios ambientais, uma vez que permitem a diminuição das deslocações físicas das actividades económicas. O interesse por parte de empresários em instalarem-se nas ZI, atingindo taxas de ocupação elevadas, aumentou o número de empregos criados no concelho, mas a tipologia das empresas instaladas permite concluir que o tipo de actividade emprega maioritariamente mão-de-obra caracterizada por uma baixo nível de qualificação. Tabela 40 - Análise Tendencial do FCD Actividades Económicas FCD Objectivos de Sustentabilidade Situação Actual Critérios de Avaliação Evolução tendencial com PDM em vigor Captação de produtos turísticos sustentáveis Desenvolvi. Local Diversidade de actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos Dinamização das áreas empresariais Actividades Económicas Aumentar a qualificação da população activa Emprego e Qualificações Assumir modelos sócioeconómicos compatíveis com a estrutura urbana e localização da pop. no município LEGENDA Tendência de Evolução Distância aos objectivos de sustentabilidade Negativa Afastamento dos objectivos e metas Sem alteração significativa Muito Distante Distante Positiva Aproximação aos objectivos e metas Próximo Muito Próximo Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 128 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 6.4.4 – Avaliação de impactes - oportunidades e riscos Desenvolvimento Local Visando uma aposta na vertente do Turismo de Natureza e do Turismo de Aventura, com grandes potencialidades neste concelho, será essencial promover a exploração sustentável dos recursos naturais, mas também potenciar a agricultura em modo biológico, mas também da tradicional agricultura e silvicultura extensiva. Assim, a conservação da diversidade paisagística, a par da manutenção do modo de agricultura tradicional, do património arqueológico e do património arquitectónico dos edifícios e dos conjuntos e sítios com maior valor de inserção na envolvente, tem especial relevo ao nível da proposta de actuação, facilitando a criação de emprego e qualificações profissionais nestes sectores, numa lógica de integração dos domínios do ambiente, da agricultura e do turismo, promovendo a diversificação da economia local. A dinâmica verificada nas zonas industriais, veio promover o emprego local ao mesmo tempo que permitiu organizar as diversas actividades dispersas pelas freguesias, quer sejam pequenas industrias, actividades comerciais ou de serviços. A melhoria dos acessos, os incentivos atribuídos pela autarquia, o esforço de infra-estruturação, apresentaram resultados positivos, mas importa manter essa capacidade de atracção, numa lógica de competitividades dessas áreas. A instalação de actividades diversificadas, sobretudo as ligadas à inovação e que apresentam desempenhos ambientais mais elevados, poderá inverter a predominância actual da mão-de-obra com poucas qualificações. Emprego e Qualificações Directamente ligado com as actividades económicas, a qualificação da população no seu global afigura-se como um dos objectivos nacional e local, encontrando na Carta Educativa do Concelho de Paredes de Coura uma oportunidade de melhoria dos indicadores educativos locais, bem como de uma reorganização da rede educativa, facilitando equitativamente o acesso educativo/formativo a toda a população Courense, ajustando a formação profissional às necessidades do emprego local. A atracção de actividades mais intensivas em conhecimento, tem um papel importante no desenvolvimento de uma região, Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 129 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. na medida que promovem a inovação e promovem melhorias nas qualificações dos trabalhadores. Tabela 41 - Oportunidades e Ameaças da Revisão do PDM, relativamente ao FCD Actividades Económicas FCD Actividades Económicas Oportunidades - A defesa dos espaços florestais permite o desenvolvimento produtivo e económico destes e um consequente desenvolvimento local, mantendo as populações nas freguesias de origem - A aposta na vertente do turismo de natureza e cultural estimula a protecção dos recursos ambientais, paisagísticos e culturais, com efeitos positivos na dinâmica sócio-económica local - Aumento das áreas naturais de protecção, nomeadamente com a afectação da EEM, integrando-as numa rede supra-municipal de enquadramento e ligação - Melhoria nas condições de fruição das áreas naturais e consequente melhoria da qualidade de vida e saúde da população - as medidas de fixação da população nas freguesias de origem permitem manter a paisagem que depende da acção do homem - A atracção de actividades económicas para os espaços próprios, melhor enquadradas paisagísticamente, permite um aumento da competitividade local - A aposta no turismo baseado no espaço rural, aliada à qualidade arquitectónica das intervenções permitem a manutenção da traça original do edificado vernacular - A aposta no turismo baseado no espaço rural, permite uma valorização económica e ambiental dos recursos naturais e culturais, preservando e reforçando a atractividade paisagística - Actualização da caracterização do concelho, permitindo intervir nas áreas criticas identificadas - Regulamentação de áreas mínimas para a realização de investimentos turísticos em áreas de vocação turística - Ajuste das áreas industriais de acordo com a evolução verificada no período de vigência do plano em vigor - Libertação da vila das actividades industriais desajustadas à volumetria do edificado e ao uso do solo aí existente - Definição de áreas para actividades económicas complementares às existentes - Diversificação de actividades instaladas nas ZI - Atracção de investimento externo, com as melhorias nos acessos regionais e a modernização das infra-estruturas na ZI - Dinamização do emprego local - Aumento da taxa de população activa - Possibilidade de desenvolvimento de rede de transportes local Ameaças - A vertente turística do concelho pode levar a uma descaracterização da paisagem em áreas sensíveis resultante da sobrecarga turística e aumento da pressão antrópica - Diversificação das actividades económicas pode originar novos focos de poluição visual e outras, caso não sejam promovidas boas práticas ambientais - A concentração do povoamento nos principais pólos, pode levar a um abandono agrícola e um consequente aumento do risco de incêndio florestal em área mais “distantes” desses pólos - Degradação do património edificado devido à falta de financiamento privado - Falta de qualidade nas intervenções de recuperação dos edifícios de arquitectura popular tradicional das aldeias - Incapacidade das orientações do Plano permitir o estacar do êxodo rural - Manutenção do perfil das actividades económicas instaladas - Falta de interesse por parte de empresários e outras entidades no estabelecimento de parcerias e no desenvolvimento de projectos conjuntos - Aumento da polarização do emprego na vila de P. Coura - A procura de mão-de- Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 130 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. - Necessidade de aumento da oferta de formação profissional especializada, sobretudo em áreas ligadas as TIC - Melhoria das qualificações dos empresários e dos operários locais - Aumento dos investimentos em I&D, com reflexos no aumento das profissões mais qualificadas - Criação de condições para a fixação da população local obra poderá ser baseada em baixas qualificações dependendo das empresas a instalar - Escassez de mão-deobra qualificada - Aumento da poluição atmosférica e acústica com o aumento da taxa de ocupação das ZI - Incapacidade de conter o abandono escolar Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 131 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 7 – Linhas de Orientação para a Acção A fase seguinte da metodologia da AA, consiste em desenvolver um programa de seguimento e os arranjos institucionais necessários a uma boa governança. 7.1 - Implementação Reconhecidas as oportunidades, mas sobretudo as ameaças para os FCD consequentes da implementação da Revisão do PDM de Paredes de Coura, apresentam-se algumas medidas que permitem minimizar os efeitos da implementação do Plano sobre os mesmos FCD, reflectindo também as diversas acções previstas no Programa de Execução do PDM e em outras peças do mesmo: Medidas/acções Desenvolvimento de acções visando a protecção de espécies e habitats classificadas na área municipal que integra a Rede Natura 2000; Execução territorial Programa de Execução; Regulamento e Anexo 3 e 5 do Regulamento; Programa de Execução; Planta de Compatibilizar a localização de novas infra-estruturas com as áreas naturais de maior valor ecológico; Protecções – Anexo I da Planta de Ordenamento; Planta de Condicionantes; Regulamento e Anexos 3 e 5; Promover a despoluição das linhas de água e assegurar uma correcta manutenção e gestão dos recursos hídricos, visando uma correcta gestão da EEM; Programa de Execução; Regulamento; Planta de Condicionantes; Assegurar o cumprimento dos objectivos nacionais, no que diz respeito às metas a atingir no saneamento e abastecimento Programa de Execução; público de água; Continuar e reforçar a colaboração inter-municipal na gestão de água, energia e resíduos; Fomentar as actividades de recreio e lazer ligadas ao rio Coura, demonstrando a importância deste e de outros valores naturais para Paredes de Coura e para a região; Programa de Execução; Programa de Execução; Regulamento e Anexo 4 do Regulamento; Promover a requalificação das eventuais áreas de passivo Programa de Execução; Regulamento e ambiental; Anexo 3 e 4 do Regulamento; Fazer depender o licenciamento urbanístico da adopção de um sistema eficiente de drenagem e tratamento de resíduos urbanos; Programa de Execução; Regulamento e Anexo 6 do Regulamento; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 132 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Manutenção das galerias ripícolas (corredores ribeirinhos), sobretudo nas áreas que sofrem maior pressão humana; Programa de Execução; Regulamento e Anexo 3 e 4 do Regulamento; Planta de Condicionantes; Fomentar as boas práticas no âmbito da gestão florestal, Programa de Execução; Regulamento e valorizando essa fileira e outras associadas, procurando ao Anexo 4 do Regulamento; Planta de mesmo tempo evitar o risco de erosão afecto à actividade; Condicionantes; Promoção de acções que permitam a manutenção do mosaico paisagístico minhoto, valorizando esta marca identitária, Programa de Execução; Regulamento e nomeadamente ao nível da plantação de espécies autóctones Anexo 3, 4 e 5 do Regulamento; arbóreas e arbustivas; Promover acções de reflorestação em área afectadas por incêndios florestais, dando preferência a espécies adaptadas às Anexo 4 do Regulamento; condições edafo-climáticas locais; Promover a protecção do coberto vegetal, reforçando a função de Regulamento - Anexo 4; Planta de sequestro de carbono; Ordenamento; Promover a constituição de ZIF’s como forma de melhorar o ordenamento florestal; Regulamento - Anexo 4; Criar as condições para a implementação das medidas previstas Programa de Execução; Regulamento - no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios; Anexo 4; Promover incentivos à recuperação do património edificado, reaproveitando as estruturas existentes, evitando novos consumos de solo; Implementar acções que conduzam à divulgação e valorização do património cultural (sensibilização, animação turística, etc.); Programa de Execução; Regulamento Anexo 5; Planta de Ordenamento; Programa de Execução; Desenvolver acções que fomentem o sentimento de identidade territorial como forma de motivação para a preservação dos Programa de Execução; valores culturais; Aumento do investimento municipal no ambiente e na Programa de Execução; Planta de requalificação dos Espaços Públicos dos aglomerados; Ordenamento; Promover as acções e medidas de requalificação urbana e Programa de Execução; Planta de paisagística; Ordenamento; Regulamento; Promover medidas de minimização da impermeabilização do solo, fomentando a adopção de técnicas e materiais que o evitem; Desenvolver e concretizar as estratégias veiculadas pelo PDM, no que diz respeito ao solo urbanizável, nomeadamente as que respeitam à colmatação das carências habitacionais existentes em algumas freguesias; Adoptar medidas de redução/minimização de ruído nas áreas de Regulamento; Programa de Execução; Planta de Ordenamento; Planta de Condicionantes; Programa de Execução; Regulamento; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 133 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. conflito identificadas a partir da elaboração do Mapa de Ruído, Planta de Condicionantes – Anexo I; executando, deste modo, o Plano Municipal de Redução do Ruído; Promover a ecoeficiência municipal, nomeadamente ao nível da eficiência energética dos equipamentos públicos e dos sistemas Programa de Execução; de iluminação pública; Desenvolver acções para o aproveitamento das fontes de energia limpas fomentando a implementação da micro-geração; Desenvolver e pôr em prática programas de sensibilização e campanhas de recolha de resíduos tipo “monstros”; Programa de Execução; Programa de Execução; Promover acções de formação e sensibilização relativa à reciclagem de resíduos sólidos, junto da população escolar, nos Programa de Execução; sectores de actividades económicas e ao nível doméstico; Promover a prevenção da produção de Resíduos Sólidos Urbanos, e incremento da separação na origem; Programa de Execução; Promover acções de sensibilização da população local para as Programa de Execução; Regulamento questões ambientais e de sustentabilidade; anexo 5 Concretizar os projectos de equipamentos colectivos e de infraestruturas, considerados estruturantes para o reforço do sistema urbano definido no modelo de desenvolvimento territorial local; Garantir o acesso da população aos equipamentos e serviços públicos disponíveis; Execução dos projectos de reconversão de espaços públicos previstos no Plano de Actividades da autarquia e no Programa de Execução do PDM; Apoiar a promoção do aumento da oferta de alojamento em TER e de outras iniciativas privadas de alojamento e de actividades turísticas; Assegurar que as iniciativas turísticas a implementar no concelho apresentem viabilidade económica, evitando consequências irreversíveis para o meio; Programa de Execução; Planta de Ordenamento; Programa de Execução; Programa de Execução; Planta de Ordenamento; Programa de Execução; Planta de Ordenamento - UOPG 3; Regulamento. Programa de Execução; Planta de Ordenamento - UOPG 3; Regulamento. Assegurar a integridade paisagística e biofísicas dos Programa de Execução; Planta de empreendimentos turísticos a implementar no concelho, Ordenamento - UOPG 2 e 3; promovendo estratégias de turismo sustentáveis; Regulamento. Estimular as iniciativas que visem a produção e venda de artesanato e produtos regionais, como forma de divulgação, Programa de Execução; diversificação económica; etc; Potenciar a criação de novas vocações para o espaço rural, de Programa de Execução; Regulamento – forma a estancar o despovoamento e a atrair população, quer Anexo 3, 4 e 5; Planta de Ordenamento permanente, quer temporária ou sazonal; - UOPG 3; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 134 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Incentivar ao desenvolvimento de novos produtos e formas de Programa de Execução; Anexo 4 e 5 do comercialização inovadoras para escoar a produção agrícola local; Regulamento; Impulsionar a diversidade económica no concelho, atraindo Programa de Execução; Planta de empresas com base na inovação e nos recursos locais; Ordenamento – UOPG 3, 4 e 5; Concretizar os projectos/acções de valorização do(s) Parque(s) Empresarial(ais); Programa de Execução; Planta de Ordenamento – UOPG 3, 4 e 5; Regulamento; Acompanhar os processos de AIA das actividades industriais, Planta de Ordenamento – UOPG 1,2, 3, turísticas e outras a instalar no concelho; 4 e 5; Regulamento; Promover a implementação de Sistemas de Gestão Ambiental Planta de Ordenamento – UOPG 3, 4 e para as indústrias aí localizadas; 5; Regulamento; Desenvolver formas de estancar o abandono escolar, incentivando a persecução do ensino como forma de melhorar os índices de escolaridade da população courense; Acções de cariz complementar ao PDM, incorporadas em outros documentos estratégicos (Plano de Desenvolvimento Social, A21, etc) Acções de cariz complementar ao PDM, Promover a adequação da procura e da oferta, no que diz incorporadas em outros documentos respeito à formação profissional; estratégicos (Plano de Desenvolvimento Social, A21, etc) Promover protocolos com instituições de ensino superior, promovendo a I&D no concelho; Assegurar a realização das acções previstas na Agenda 21 Local; Promover a boa Governança em todo o processo de implementação do Plano, disponibilizando à população todos os elementos técnicos daí decorrentes; Programa de Execução; Programa de Execução; Página internet CM Paredes de Coura entre outras formas; Articular as acções previstas para o território courense com os Planta de Ordenamento; Planta de concelhos vizinhos. Condicionantes; Programa de Execução. 7.2 - Governança para Acção Seguidamente é apresentado um quadro de governança institucional e de participação, com entidades e acções que permitirão, de forma articulada, atingir os objectivos de sustentabilidade identificados para cada um dos FCD, facilitando a implementação das orientações estratégicas e um melhor desempenho do novo Plano. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 135 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 42 - Governança para Acção Entidades Acções ICNF Coordenar a gestão do património florestal do Estado, formular e promover a aplicação das políticas para a gestão das áreas comunitárias, regular a gestão dos espaços florestais privados, promover a constituição e o acompanhamento das ZIF, apoiar o associativismo e os modelos de gestão sustentável em áreas privadas e gerir o património edificado; Fornecer dados sobre autorizações de utilizações em área florestais. Coordenação técnica e científica e apoio à gestão da PP e acções de conservação da biodiversidade. Águas do Noroeste Prosseguir com a concepção, construção e gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento local; Perseguir os objectivos estabelecidos a nível nacional no que diz respeito ao nível de atendimento do saneamento básico local. APA Produzir e actualizar indicadores, metas e objectivos dos diferentes factores ambientais. ARH Prosseguir com a definição dos objectivos e metas da protecção dos recursos hídricos locais. Prosseguir e fomentar o diálogo com as entidades locais (Juntas de Freguesia etc.), regionais (autarquias vizinhas etc.) e nacionais (Ministérios etc.), bem como com a população através de diferentes formas de participação e divulgação pública; Promover o trabalho articulado dos diferentes departamentos internos da Câmara Municipal; Assegurar a concretização dos objectivos e metas do Plano, tanto ao nível de execução como dos objectivos a médio e longo prazo Fazer adequar a rede viária às necessidades locais de mobilidade, diminuindo as assimetrias locais no acesso às diversas funções urbanas; Câmara Municipal P.Coura Seguir as metas nacionais e comunitárias em termos de medidas de protecção ambiental e redução de impactes, como por exemplo o nível de atendimento do saneamento básico, entre outros; Proteger a identidade local dos courenses, fomentando as práticas culturais locais; Potenciar actividades de lazer e recreio em espaço natural e rural, preservando esses espaços, promovendo acções de educação ambiental dos seus jovens; Promover a diversidades de actividades económicas, reduzindo a dependência resultante da monoespecialização; Manter a colaboração com o sistema de protecção civil municipal, mantendo actualizados os dados referentes aos riscos naturais e tecnológicos; Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 136 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Entidades Acções Potenciar a produção e o consumo de energia ao nível local, proveniente de fontes renováveis. Prosseguir o apoio técnico à autarquia; Acompanhar e a avaliar os resultados de monitorização ambiental nos domínios do ar, ruído e resíduos e garantir a operacionalidade das redes e equipamentos de monitorização; CCDRN Informar atempadamente da superação dos limiares de alerta em matéria de qualidade do ar, assegurar o cumprimento do regime de prevenção e controlo das emissões poluentes para a atmosfera e promover a elaboração e implementação de planos de acção de melhoria da qualidade do ar; Promover e analisar estudos e pareceres de natureza ambiental ao nível da região. DGGE Potenciar a produção de energia proveniente de fontes renováveis, e sensibilizar os cidadãos para a importância das políticas relativas à energia. DGOTDU Manter actualizadas as normas técnicas de ordenamento do território e urbanismo, promover a sua adopção, apoiar e avaliar a sua aplicação. IEFP Manter actualizada a informação disponibilizada sobre o emprego e formação profissional. INAG Manter actualizada a informação disponibilizada sobre os indicadores provenientes da monitorização dos recursos hídricos locais (INSAAR e SNIRH). Fornecer dados sobre pareceres de áreas inutilizadas da RAN; MADRP Incentivar acções e projectos de intervenção no espaço rural e de programas ou planos integrados de desenvolvimento rural. MC Manter actualizada a informação disponibilizada sobre o património arqueológico e arquitectónico. RAVE Manter actualizada a informação relativamente à localização e ponto de situação da futura Rede de Alta Velocidade. Participar activamente nos processos de consulta pública; População em geral Adoptar e potenciar a produção (Microgeração) e o consumo de energia ao nível local, proveniente de fontes renováveis. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 137 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 7.3 - Monitorização Relativamente à fase de implementação do plano, na qual se verifica uma efectiva execução das acções propostas na Revisão do PDM de Paredes de Coura, pretende-se efectuar a monitorização da situação tendencial em cada momento. Para tal foi elaborado um Plano de Seguimento de Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura, de acordo com o estipulado no art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de Junho, onde refere que “As entidades responsáveis pela elaboração de planos e programas avaliam e controlam os efeitos significativos no ambiente decorrentes da respectiva aplicação e execução (...), a fim de identificar atempadamente e corrigir os efeitos negativos imprevistos”. Objectivos do plano de seguimento Este plano de seguimento consiste em identificar os factores objecto de monitorização, desenvolver um método de seguimento sistemático e eficiente com directrizes que permitam a monitorização e avaliação de desempenho ambiental da execução do novo PDM. Os resultados do controlo são divulgados publicamente por meio electrónico pela entidade responsável pela elaboração do Plano, e remetidos à APA, devendo ser actualizados com uma periodicidade mínima de um ano. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 138 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 43 - Plano de seguimento De uma forma geral, pretende-se que o Plano de Seguimento de Revisão do Plano Director de Paredes de Coura acompanhe e verifique se os seguintes objectivos de sustentabilidade, definidos anteriormente, estão a ser cumpridos: • Distribuição adequada das funções, com a preservação e protecção do recurso solo; • Protecção de áreas de maior valor ecológico e de maior fragilidade. • Protecção dos recursos hídricos • Controlo da monocultura de espécies florestais, favorecendo as espécies autóctones, em detrimento das espécies de crescimento rápido. • Preservação dos elementos integrantes da paisagem local • Protecção e valorização do Património • Contenção da dispersão urbana Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 139 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. • Adequação do consumo de solo destinada à função habitacional, considerando a estrutura urbana existente. • Minimização dos impactes relacionados com as actividades humanas • Equilíbrio da rede de equipamentos e serviços de proximidade às populações e aumento da qualidade de vida • Captação de produtos turísticos sustentáveis • Diversificação das actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos • Dinamização das áreas empresariais • Aumentar a qualificação da população activa • Assumir modelos sócio-económicos compatíveis com a estrutura urbana e localização da população no município Pretende-se que este plano seja simples e com informações claras para permitir um fácil entendimento por parte daqueles que ficarão responsáveis pela monitorização da execução do novo PDM. Organização do plano de seguimento A elaboração do Plano de Seguimento da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura consistiu na definição de indicadores de seguimento e na sua caracterização, tendo sido determinado para cada um deles uma série de informação relevante para apoiar à sua monitorização, tendo como objectivo final fornecer informação para uma tomada de decisão numa acção futura de Planeamento. Foram realizadas Fichas de Indicadores de Seguimento individuais onde se encontra informação detalhada sobre os indicadores identificados, tais como os seus objectivos, fórmula de cálculo, fontes, entre outras. De seguida é apresentada uma Ficha Tipo de indicadores de seguimento, onde é explicado, detalhadamente, a informação contida em cada um dos campos da tabela. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 140 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Ficha Modelo 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Temas que suportam a avaliação ambiental 2. INDICADOR Expressa o indicador a monitorizar 3. OBJECTIVO • Objectivo a alcançar com a monitorização do indicador 4. FÓRMULA DE CÁLCULO Fórmula de cálculo do indicador 5. FONTES Fontes de informação para recolha de dados necessários para o cálculo do indicador 6. NECESSIDADES TÉCNICAS Descreve a necessidade de solicitar pessoal técnico especializado ou de providenciar formação aos técnicos que farão a monitorização 7. VALORES DE REFERÊNCIA Valores de base para avaliação do indicador 9. SINAIS DE ALERTA Medida do indicador que indica a necessidade de aplicação de uma medida de intervenção 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Evolução desejável do indicador 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Medida do indicador que indica o total incumprimento do plano, sendo necessário aplicar medidas correctivas Indicadores de Seguimento Para monitorização do novo Plano Director Municipal de Paredes de Coura foi seleccionado pelo menos um indicador para cada objectivo de sustentabilidade proposto. A selecção destes indicadores teve como principal critério a sua polivalência e capacidade de resposta à avaliação dos objectivos propostos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 141 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Tabela 44 - Indicadores de Seguimento Factor Crítico de Decisão Critérios de Avaliação Solo Ecossistemas e Áreas Classificadas Indicadores de Seguimento I - Desafectação de áreas de RAN; II - Nº de licenciamentos em Solo Rural. III - Desafectação de áreas de REN; IV - Acções para restauração ecológica. V - Monitorização da qualidade da água para consumo humano; Recursos Naturais Recursos Hídricos VI - Monitorização da qualidade da água superficial (Rio Coura); VII - Taxa de atendimento das ETAR. Recursos Florestais Paisagem e Recursos Culturais Paisagem Recursos Arquitectónicos e Arqueológicos VIII - Evolução do espaço florestal; IX - Incêndios Florestais. X – Investimento público na conservação da paisagem. XI - Imóveis com valor patrimonial identificados alvos de recuperação. XII – Edifícios novos construídos fora dos perímetros urbanos; População e Parque Habitacional Uso do Solo XIII - Densidade de edifícios por perímetro urbano XIV - N.º de reconstruções e reabilitações/100 construções novas; XV - Área abrangida por PMOT, por perímetros urbanos (Rácio); Efeitos Antrópicos XVI - Emissão de GEE dos sectores doméstico e de serviços por habitante. Equidade Social XVII – Taxa de ocupação das respostas sociais XVIII - Capacidade de alojamento em estabelecimentos TER e de Turismo de Natureza/capacidade total de alojamento. Actividades Económicas Desenvolvimento Local XIX – Operadores de agricultura biológica, por tipo. XX – Taxa de ocupação das áreas empresariais existentes. Emprego XXI - Qualificações da população empregada; XXII – Proporção de emprego em SIC. Alguns destes indicadores foram definidos no Relatório de Definição de Âmbito e permitiram orientar os estudos efectuados no âmbito do Relatório Ambiental. No entanto, e como forma de realizar uma monitorização mais eficiente foram alterados uns e Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 142 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. adicionados novos indicadores, seguindo em anexo (Anexo I) as fichas individuais de cada um. 8 – Conclusões Em jeito de conclusão, apresenta-se uma tabela que, de alguma forma, sintetiza o que foi explanado anteriormente, mostrando a situação actual ao nível dos objectivos de sustentabilidade, mas também a situação previsional com a manutenção do actual PDM, bem como a situação que se prevê com a adopção do PDM revisto, sendo uma forma visual simplificada de comparar os dois cenários para o território em análise. Tabela 45 - Análise comparativa dos objectivos de sustentabilidade FCD Recursos Naturais Critérios de Avaliação Objectivos de Sustentabilidade Situação Actual Solo Distribuição adequada das funções, com a preservação e protecção do recurso solo Ecossistemas e Áreas Classificadas Recursos Hídricos Recursos Florestais Paisagem e Paisagem Recursos Recursos Arquitectónicos e Arqueológicos Culturais Evolução tendencial com PDM em vigor Evolução tendencial com PDM proposto Protecção de áreas de maior valor ecológico e de maior fragilidade = Protecção dos recursos hídricos Controlo da monocultura de espécies florestais, favorecendo as espécies autóctones, em detrimento das espécies de crescimento rápido Preservação dos elementos integrantes da paisagem local Protecção e valorização do Património = Contenção da dispersão urbana Uso do Solo População e Parque Habitacional Efeitos Antrópicos Equidade Social Adequação do consumo de solo destinada à função habitacional, considerando a estrutura urbana existente Minimização dos impactes relacionados com as actividades humanas. Equilíbrio da rede de equipamentos e serviços de proximidade às populações e aumento da qualidade de vida Captação de produtos turísticos sustentáveis Desenvolv. Local Actividades Diversificação das actividades económicas apoiadas nos recursos endógenos = = = = = Dinamização das áreas empresariais Económicas Emprego e Qualificações Aumentar a qualificação da população activa Assumir modelos sócio-económicos compatíveis com a estrutura urbana e localização da população no município = = Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 143 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. LEGENDA = Tendência de Evolução Distância aos objectivos de sustentabilidade Negativa Afastamento dos objectivos e metas Sem alteração significativa Muito Distante Distante Positiva Aproximação aos objectivos e metas Próximo Muito Próximo A Revisão do PDM de Paredes de Coura, procura suprir as debilidades verificadas ao nível do ordenamento municipal e planeamento territorial. A AA da Revisão do PDM de Paredes de Coura, foi efectuada numa fase já bastante adiantada do processo de elaboração deste, mas foi possível verificar a integração, pela equipa técnica responsável pela elaboração do PDM, das questões ambientais na elaboração do mesmo, reflectindo este também o contributo da Comissão de Acompanhamento nas questões de sustentabilidade do território concelhio. Assim, as propostas apresentadas na Revisão do PDM de Paredes de Coura, que aqui se avalia, não apresentam consequências negativas intransponíveis para o ambiente e são globalmente positivas em comparação com o PDM actual, seguindo os objectivos e metas emanadas de outros planos de escala superior. Ainda assim importa monitorizar a implementação do Plano, sobretudo as acções que derivam dos objectivos estratégicos como são por exemplo a aposta na vertente turística do concelho, que poderá trazer impactes não desejáveis ao nível ambiental. Os principais impactes identificados são positivos, sobretudo ao nível da salvaguarda do património natural e cultural, sendo identificados pelo novo Plano como um dos objectivos a sua protecção e valorização. Mas também a adequação dos usos do solo de acordo com a evolução da ocupação verificada nos últimos anos, propondo medidas de controlo da expansão urbana difusa. Muitos dos impactes ao nível do ambiente só poderão ser “medidos” ao nível dos projectos a desenvolver no futuro. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 144 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. A implementação do Plano de Seguimento surge como uma necessidade de conhecer a evolução dos FCD identificados e respectivos indicadores, de forma a poder optimizar as oportunidades resultantes da aplicação do PDM revisto e minimizar as ameaças identificadas. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 145 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Bibliografia APA (Agência Portuguesa do Ambiente), (2007). Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável – SIDS PORTUGAL. Amadora. CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES DE COURA, (2004). Estudos de Caracterização do Território. VASTUS, Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda., Matosinhos. CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES DE COURA, (2004). Linhas de Orientação Estratégicas. VASTUS, Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda., Matosinhos. CARVALHO, C. Alda; MATIAS, Sérgio, (2004). Índices de Desenvolvimento para as Regiões Portuguesas – 2001. Departamento de Prospectiva e Planeamento. Lisboa. CCDRN (2006). Plano Regional de Ordenamento do Território para a Região do Norte. Termos de Referência. Porto. CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos), (2007). O Plano Sectorial da Rede Natura 2000 e os Planos Directores Municipais no Vale do Minho. Universidade do Porto, Porto. CÓNIM, Custódio N. P. da Silva; MATIAS, Sérgio, (2002). População e Desenvolvimento Humano. Departamento de Prospectiva e Planeamento. Lisboa. DGA (Direcção Geral do Ambiente), (2000). Proposta para um Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. DGA - Direcção de Serviços de Informação e Acreditação. Amadora. DGOTDU (Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano), (2008). Guia de Avaliação Ambiental de Planos Municipais de Ordenamento do Território. Colecção: Documentos de Orientação 01/2008, DGOTDU, Lisboa. DGRF (Direcção-Geral dos Recursos Florestais), Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho (DRAEDM) e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), (2006). Plano Regional de Ordenamento Florestal do Alto Minho - Proposta de Plano. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 146 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. ERENA, (2008). Plano de Ordenamento e Gestão da Paisagem Protegida de Corno do Bico. 2ª Fase – Diagnóstico. Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade. ICNB (Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade), (2006). Plano Sectorial da Rede Natura. Volume I - Relatório. Lisboa. IEP (Instituto Electrotécnico Português), (2010). “Mapa de Ruído do Concelho Paredes de Coura”, IEP – Laboratório de Metrologia e Ensaios, Senhora da Hora Matosinhos. INE (Instituto Nacional de Estatística). Anuário Estatístico da Região Norte – Vários anos. Instituto Nacional de Estatística, I.P. Lisboa. INSTITUTO DA ÁGUA, (2001). Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Minho – Relatório Final. Lisboa. PARTIDÁRIO, M.R., (2006). Metodologia de base estratégica para AAE - uma proposta. Actas da 2ª Conferência Nacional de Avaliação de Impactes, APAI, Castelo Branco. PARTIDÁRIO, M.R., (2007). Guia de Boas Práticas para Avaliação Ambiental Estratégica - Orientações metodológicas. Agência Portuguesa do Ambiente. Amadora. QUARTENAIRE PORTUGAL, (1999). Estudo de Oportunidades de Desenvolvimento, Investimento e Emprego para o concelho. Câmara Municipal de Paredes de Coura. SILVA, M. Fátima Matos, SILVA, Carlos Gouveia, (2007). Carta Arqueológica de Paredes de Coura. Câmara Municipal de Paredes de Coura. P Coura. Legislação: Decreto-lei n.º 232/2007, de 15 de Junho, que consagra no ordenamento jurídico nacional os requisitos legais europeus estabelecidos pela Directiva n.º 2001/42/CE. Decreto-lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro, que republica o regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial. Directiva n.º 2001/42/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Junho, relativa à avaliação dos efeitos de determinados planos e programas no ambiente. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 147 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Lei nº. 58/2007, de 4 de Setembro, que aprova o Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território – Anexo à Lei. Lisboa. Resolução de Conselho de Ministros Nº 86/2007, de 3 de Julho, que aprova a versão final do QREN 2007-2013. Lisboa. Resolução do Conselho de Ministros Nº 109/2007, de 20 de Agosto, que aprova a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Parte I. Lisboa. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 148 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Anexos Anexo I – Fichas de Indicadores de Seguimento Legenda: Diminuição dos valores Manutenção dos valores 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais Aumento dos valores 2. INDICADOR I - Desafectação de áreas de RAN (ha) 3. OBJECTIVO • Monitorizar a pressão urbana sobre as áreas agrícolas de maior valor e de maior fragilidade 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (área de RAN desafectada / RAN total) *100 Câmara Municipal; Ministério da Agricultura 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Área total de RAN em 2010 = 4073,5 ha (=100%) 9. SINAIS DE ALERTA Valor constante do nº de inutilizações de solo permitidas (em %) 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Aumento do nº de inutilizações de solo permitidas (em %) Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 149 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR II - Nº de licenciamentos em Solo Rural 3. OBJECTIVO • Monitorizar a pressão urbana sobre o Solo Rural 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Nº de licenciamentos por classes de uso e categorias do Solo Rural / Nº de licenciamentos Câmara Municipal totais em (%) 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Ano 0 9. SINAIS DE ALERTA 2 anos após ratificação PDM, acréscimo de 20% em relação ano 0 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO 3 anos após ratificação PDM, acréscimo de 20% em relação ano 0 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 150 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR III - Desafectação de áreas de REN (%) 3. OBJECTIVO • Monitorizar e controlar a pressão urbana sobre a estrutura biofísica. 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (área de REN desafectada / REN total) *100 Câmara Municipal 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Área total REN no Ano 1 = 4214 ha (=100%) 9. SINAIS DE ALERTA Valor constante do nº de inutilizações de solo permitidas (em %) 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Aumento do nº de inutilizações de solo permitidas (em %) Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 151 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR IV – Acções de restauração ecológica 3. OBJECTIVO • Quantificar as acções humanas visando a restauração ecológica 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Acções públicas de arborização com espécies nativas (ha) Câmara Municipal 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Ano 0 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Nenhuma acção de restauração Nenhuma acção de restauração ecológica após um ano de ecológica após dois anos de ratificação do PDM ratificação do PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 152 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR V - Monitorização da qualidade da água para consumo humano 3. OBJECTIVO • Controlar a qualidade da água para consumo humano 4. FÓRMULA DE CÁLCULO Recolha em ERSAR 5. FONTES ERSAR 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 98.59% analise em cumprimento do VP em 2008 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Diminuição da % de análises em Diminuição em anos subsequentes da cumprimento do VP % de análises em cumprimento do VP Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 153 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR VI - Monitorização da qualidade da água superficial (Rio Coura) 3. OBJECTIVO • Monitorizar a qualidade da água do principal rio existente no concelho 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Recolha em SNIRH (Estação do Outeiro 02E/01) SNIRH 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Classificação INAG = Boa em 2008 9. SINAIS DE ALERTA Agravamento da classificação, tendo em conta ano de referência 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Agravamento em anos subsequentes da classificação, tendo em conta ano de referência Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 154 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR VII - Taxa de atendimento das ETAR; 3. OBJECTIVO • Conhecer o número de população abrangida por ETAR no concelho. 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (População servida por ETAR/População Câmara Municipal total)x100 Águas do Noroeste 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 51,8% em 2011 9. SINAIS DE ALERTA Valor mantém-se 1 anos após a ratificação do PDM 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Valor mantem-se abaixo dos 70% da população abrangida em 2013 (PEAASAR) Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 155 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Recursos Naturais 2. INDICADOR VIII - Evolução do espaço florestal (%) 3. OBJECTIVO • Favorecimento da regeneração do coberto florestal e reflorestação de áreas ardidas. 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Espaço florestal/ área total do concelho) por ano x 100 Câmara Municipal; Autoridade Florestal Nacional 6. NECESSIDADES TÉCNICAS a. Registos de licenciamento municipal b. Registos de licenciamento supra-municipal 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Ano 126 = 42% 9. SINAIS DE ALERTA Manutenção do Rácio do Ano 1 durante 2 anos após ratificação do Plano 26 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Diminuição do Rácio do Ano 1 durante 2 anos após ratificação do Plano PDM Proposto Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 156 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO 2. INDICADOR Recursos Naturais IX - Incêndios Florestais 3. OBJECTIVO • Conhecer a evolução da extensão da área florestal ardida no território municipal 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Câmara Municipal; Área florestal (povoamentos) ardida no ano N / Autoridade Florestal superfície florestal (povoamentos) do ano N Nacional 6. NECESSIDADES TÉCNICAS a. Recolha de dados na Autoridade Florestal Nacional b. Gabinete Técnico Florestal 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 0,8% 9. SINAIS DE ALERTA Área ardida anual superior à Área ardida anual superior à meta meta nacional de 0,8% da nacional de 0,8% da superfície superfície florestal constituída florestal constituída por povoamentos 27 por povoamentos 27 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO em anos subsequentes O “Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios” apresenta como uma das metas atingir em 2018 uma área ardida anual inferior a 0,8% da superfície florestal constituída por povoamentos. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 157 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Paisagem e recursos culturais 2. INDICADOR X - Investimento público na conservação da paisagem. 3. OBJECTIVO • Aferir da evolução do investimento publico visando a preservação da paisagem local 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Euro/ Habitante) por ano Câmara Municipal; INE 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2007= 20 €/ hab 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Diminuição do valor de referência Diminuição do valor de referência em em dois anos consecutivos três anos consecutivos Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 158 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Paisagem e recursos culturais 2. INDICADOR XI - Imóveis com valor patrimonial identificados alvos de recuperação 3. OBJECTIVO • Protecção e valorização do Património e da paisagem local 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Imóveis recuperados com valor patrimonial / Imóveis Identificados com valor patrimonial) x100 Câmara Municipal 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Ano 0 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Inexistência de intervenções em Valor constante imóveis identificados com valor patrimonial Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 159 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO População e Parque Habitacional 2. INDICADOR XII - Edifícios novos construídos fora dos perímetros urbanos. 3. OBJECTIVO • Promover a densificação dos perímetros urbanos 4. FÓRMULA DE CÁLCULO Nº Licenciamentos fora dos perímetros urbanos/licenciamentos total 5. FONTES Câmara Municipal 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 62,8% de 2000 a 2009 9. SINAIS DE ALERTA Diminuição incipiente dos valores de referência 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção dos valores de referência Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 160 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO População e Parque Habitacional 2. INDICADOR XIII – Densidade de edifícios por perímetro urbano 3. OBJECTIVO • Promover a densificação dos perímetros urbanos 4. FÓRMULA DE CÁLCULO Nº de edificios/ perimetro urbano (ha) 5. FONTES Câmara Municipal INE 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL P. Coura = 7,1 edifícios por hectare Para valores por freguesia ver gráfico 9 9. SINAIS DE ALERTA Manutenção dos valores de referência 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção dos valores de referência Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 161 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO População e Parque Habitacional 2. INDICADOR XIV - N.º de reconstruções e reabilitações/100 construções novas. 3. OBJECTIVO • • Contenção da dispersão urbana criando tecidos relativamente compactos, contínuos e com diversidade de actividades e usos avaliada através da implantação da massa construída no território Promover a reabilitação urbana e requalificação urbana 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Nº reconstruções e reabilitações x 100) / Nº Câmara Municipal construções novas INE 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal • Técnico da Autarquia • Dados INE 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2008: 17 reconstruções por 100 construções novas 2009: 14 reconstruções por 100 construções novas 9. SINAIS DE ALERTA Valor actual do indicador mantém-se constante 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Valor do indicador diminui 25% Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 162 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO População e Parque Habitacional 2. INDICADOR XV - Área abrangida por PMOT, por perímetros urbanos;(Rácio) 3. OBJECTIVO • Adequação do consumo de solo associado à função habitacional considerando a programação adequada de usos e funções 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Área de PMOT / Área abrangida pelos perímetros urbanos Câmara Municipal 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Registos de licenciamento municipal • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL Paredes de Coura = 0 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO 3 anos após ratificação do PDM, 4 anos após ratificação do PDM, área área abrangida por PMOT = 0 abrangida por PMOT = 0 Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 163 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO 2. INDICADOR XVI - Emissão de GEE dos sectores doméstico População e Parque Habitacional e de serviços por habitante (ton CO2 eq./hab.) 3. OBJECTIVO • Minimização da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) nos sectores doméstico e de serviços. 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Elaboração da matriz energética por sectores e INE cálculo da quantidade de emissão de gases de efeito de estufa, aplicando os factores de emissão respectivos DGEG Autarquia 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Dados estatísticos da DGEG • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2008: P.Coura = 2 ton CO2 eq./habitante Portugal: 4,9 ton CO2 eq./hab. 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Emissão de GEE de PCoura é igual Emissão de GEE de P.Coura é superior à emissão de GEE Portugal (em à emissão de GEE de Portugal (em eq./hab) eq./hab) Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 164 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO População e Parque Habitacional 2. INDICADOR XVII – Taxa de ocupação das respostas sociais; 3. OBJECTIVO • Colmatar as necessidades de equipamentos sociais de apoio aos idosos e à juventude 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (total de utentes/ Capacidade instalada)x100; Autarquia; Carta social 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2011 Infância = 90% Idosos = 87% 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção dos valores actuais 1 Manutenção dos valores actuais 2 anos após ratificação do PDM anos após ratificação do PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 165 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Actividades Económicas 2. INDICADOR XVIII - Capacidade de alojamento em estabelecimentos TER e de Turismo de Natureza/capacidade total de alojamento 3. OBJECTIVO • Aferir da capacidade de alojamento TER e de turismo de natureza fomentando-o 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Total quartos TER + total quartos Turismo natureza) / total quartos Autarquia Turismo de Portugal Outros 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2011 = 67% 9. SINAIS DE ALERTA Manutenção do valor de referência dois aos após ractificação do PDM 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção do valor de referência quatro aos após ractificação do PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 166 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Actividades Económicas 2. INDICADOR XIX - Operadores de agricultura biológica 3. OBJECTIVO • Conhecer e promover a agricultura biológica como actividade económica 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES Nº de operadores de agricultura biológica certificados Autarquia 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2011 = 1(+1) 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção dos valores actuais 1 Manutenção dos valores actuais 2 ano após ratificação do PDM anos após ratificação do PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 167 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Actividades Económicas 2. INDICADOR XX - Taxa de ocupação das áreas empresariais existentes. 3. OBJECTIVO • Promoção das áreas empresárias existentes 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Nº de lotes ocupados/total de lotes) x100 Autarquia 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 63% para a Zona Industrial de Formariz 92% para a ZI de Castanheira 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção dos valores actuais 2 Diminuição dos valores actuais 1 ano anos após ratificação do PDM após ratificação do PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 168 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Actividades Económicas 2. INDICADOR XXI - Qualificações da população empregada 3. OBJECTIVO • Conhecer e aumentar a qualificação da população activa 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES (Trabalhadores por conta de outrem nos estabelecimentos por nível de habilitações /total INE de trabalhadores por conta de outrem 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia • Dados INE – Anuário Estatístico da Região Norte 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL < 1º ciclo ensino básico = 2% Básico = 68% nos níveis superiores Secundário = 14% Superior = 16% 9. SINAIS DE ALERTA Mantém-se o mesmo nível de qualificação da população nos dois níveis superiores 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Diminui o nível de qualificação da população no ensino secundário Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 169 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. 1. FACTOR CRÍTICO DE DECISÃO Actividades Económicas 2. INDICADOR XXII - proporção de emprego em serviços intensivos em conhecimento (SIC) 3. OBJECTIVO • Promoção do emprego em SIC 4. FÓRMULA DE CÁLCULO 5. FONTES [Pessoal ao serviço em actividades correspondentes às divisões 59, 60, 61, 62, 63 e 72 da CAE Rev. 3/ Pessoal ao serviço em serviços INE (Secções G a S, excluindo as secções K e O da CAE Rev. 3)]*100 6. NECESSIDADES TÉCNICAS • Técnico da Autarquia • Dados INE – Anuário Estatístico da Região Norte 7. VALORES DE REFERÊNCIA 8. TENDÊNCIA DESEJÁVEL 2008 = 8,8% 9. SINAIS DE ALERTA 10. SINAIS PARA INTERVENÇÃO Manutenção dos valores actuais 2 Manutenção dos valores actuais 4 anos após ratificação do PDM anos após ratificação do PDM Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 170 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Anexo II - Pareceres Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 171 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 172 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 173 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 174 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 175 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 176 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 177 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 178 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Anexo III – Planta de Ordenamento Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 179 VASTUS Gabinete de Projecto, Planeamento e Ambiente, Lda. Anexo IV – Planta de Condicionantes Relatório Ambiental Avaliação Ambiental da Revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura 180