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LIDERANÇA DO PT PROMOVE DEBATE SOBRE TARIFA ZERO
Em mais uma atividade quinzenal realizada pela Liderança do Partido dos
Trabalhadores na ALERJ, foi debatido o tema TARIFA ZERO, com a participação dos membros
das assessorias dos mandatos e convidados. O convidado foi Luiz Carlos dos Santos, presidente
da Empresa Pública de Transportes de Maricá (EPT), que veio acompanhado do diretor
operacional Alessandro Carracena.
Luiz Carlos falou sobre o projeto Tarifa Zero, implantado pela prefeitura de Maricá há
três meses. As dificuldades encontradas pela EPT para implantar o projeto, explicando que a
mesma é uma autarquia, e não uma empresa pública. A mesma tem 5 diretorias, a diretoria
operacional cuida do transporte. Tem como projeto investir em transporte ferroviário,
rodoviário e hidroviário.
O transporte ferroviário tem como carro chefe o VLT – que ligará Itaipuaçu a Ponta
Negra. Iniciou o processo de implementação do transporte hidroviário que desafogará o
rodoviário. Informou, também, que outros municípios tem tarifa zero mas é subsidiado. Em
Maricá. O próprio município se beneficia da tarifa zero, já que não precisa mais pagar vale
transporte. Hoje, o custo operacional para manter os 13 ônibus, 24 horas
por dia,
gratuitamente para a população é de R$ 450 mil Reais por mês.´´Um projeto dessa natureza
depende de: 1- Coragem do chefe do executivo , 2 - Recurso financeiro para bancar essa
estrutura´´ Afirmou Luiz Carlos.
O Dr. Alessandro Carracena, informou que os recursos para a manutenção da
autarquia são provenientes dos royalties. Disse também que o passe livre quebrou a ’’caixa
preta´´ das empresas de ônibus e sua grande vantagem é que o município pode dizer qual o
valor da tarifa porque não fica à mercê das planilhas das empresas de ônibus. Outra vantagem
é que as pessoas andam mais de ônibus por ser gratuito. O itinerário liga todos os principais
pontos da cidade, dividido em 2 linhas. Uma até o centro de Maricá e outra até Ponta Negra.
A passagem faz uma diferença significativa no orçamento da população. Fomentou mais o
comércio no centro do município.
A empresa tradicional, N. Sra. do Amparo, tem 2 linhas, a intermunicipal tem mais
ônibus e cobra mais de tarifa. A linha municipal tem menos ônibus, o que obriga a população
a pegar a mais cara. A empresa tem combatido a EPT e a tarifa Zero.Tem entrado na justica
contra o projeto, Alegando grande prejuízo .
O dr. Luiz Carlos frizou que o projeto beneficiou moradores que conseguem empregos
em todas as regiões do município. Fomentou também o turismo interno, os trabalhadores
estão voltando para casa diáriamente , o que não acontecia antes do projeto, já que não havia
transporte disponível dia e noite. Um projeto que mexeu com a vida das pessoas.
Após as falas dos convidados, foi aberto o espaço para perguntas e o debate.
Respondendo às perguntas dos presentes, os convidados confirmaram que haverá
aumento da frota, sendo adquiridos mais 29 veículos, com ar condicionado. Explicaram que o
Passe Livre veio a se somar com o de Transporte Escolar. Mas o segundo não corre risco
porque são custos e recursos diferentes.
Em todo o país, apenas 5 cidades adotam o tarifa zero. São elas: Agudos (SP), com 36
mil habitantes; Muzambinho (MG), com 21 mil habitantes; Porto Real (RJ), com 17,9 mil
habitantes; Poirendaba (SP), com 16,5 mil e Maricá, com 143 mil habitantes, a Única com mais
de cem mil.
Perguntados sobre a viabilidade de implantação do Tarifa Zero em grandes cidades
como o Rio de Janeiro, os convidados afirmaram a possibilidade, apesar de todo o poder das
grandes empresas de transporte, citaram o exemplo da Fetranspor, que informa os custos e
estipula os valores a ser cobrados pela passagem quase sem nenhuma fiscalização ou
auditoria.
O coordenador da Liderança, Aldir Pires, encerrou o debate, agradecendo a presença
dos convidados, ressaltando a importância de terem trazido sua experiência e informação para
o grupo, acrescentando a necessidade de se buscar medidas compensatórias, a nível
legislativo, que viabilizem a continuação e a implementação do projeto Tarifa Zero em todo o
Estado.