2014 - Chorale Chantenoes
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VIOLÊNCIA E QUALIDADE CONJUGAL EM RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS Josiane Razera; Denise Falcke; Karla Rafaela Haack; Patrícia Manozzo Colossi [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected] Universidade do Rio do Sinos – UNISINOS Programa de Pós Gaduação em Psicologia Clínica 1. INTRODUÇÃO Relacionamentos íntimos com violência são considerados fenômenos Os casais responderam juntos ao questionário após terem assinado o termo complexos esses de compromisso livre e esclarecido. A análise de dados foi através do software modelos de relacionamentos dizem respeito a manutenção do vínculo, Statistical Package for Social Science SPSS (versão 21.0), sendo realizada que muitas vezes, é de um longo período. Pautadas nessas interrogações, análise de correlação de Pearson para verificar associação entre as variáveis pesquisas estão buscando investigar se existe associação entre violência do estudo. e multifacetados. Alguns questionamentos sobre e satisfação conjugal (SHORTT, CAPALDI, KIM e LAURENT, 2006). A literatura evidencia controvérsia, pois alguns estudos sugerem que o nível de qualidade conjugal fica comprometido quando o casal está exposto a situações de violência (DEMARIS, 2000; LAWRENCE e BRADBURY, 2007), outros revelam que a qualidade conjugal pode existir mesmo nesses relacionamentos, não havendo correlação entre violência e qualidade conjugal (FOLLINGSTAD, ROGERS e DUVALL, 2012; HELLMUTH e MCNULTY, 2008) e outros ainda apontam que mulheres inseridas em uma relação violenta relatam maior insatisfação conjugal do que homens na mesma relação (ACKERMAN, 2012; STITH, GREEN, SMITH e WARD, 2008; TESTA e LEONARD, 2001). Diante desses resultados divergentes, o presente estudo, busca avaliar a correlação entre violência e qualidade conjugal em relacionamentos íntimos. 4. RESULTADOS E ANÁLISE DOS RESULTADOS Houve correlação significativa e negativa entre a qualidade conjugal e a coerção sexual menor (p=0,013; r=-0,162), violência física grave (p=0,028; r=-0,141), violência física menor (p=0,000; r=-0,229), agressão psicológica grave (p=0,000; r=-0,283), agressão psicológica menor (p=0,000; r=0,306), indicando que quanto maiores os índices de violência, pior foi a avaliação da qualidade no relacionamento conjugal. Não foi encontrada associação entre perpetração de coerção sexual grave e qualidade conjugal (p=0,122), possivelmente devido ao número reduzido de participantes que apresentaram níveis de coerção sexual grave (n=3), de forma que, provavelmente com um aumento da amostra estes resultados se modificariam. 2. OBJETIVOS Correlacionar a qualidade conjugal com a violência física, psicológica e sexual em casais. 5. CONCLUSÃO Nesta amostra, percebe-se que relacionamentos que apresentaram maiores níveis de qualidade conjugal estiveram associados a baixos níveis de violência 3. METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa quantitativa com delineamento correlacional. conjugal. Sugere-se a realização de mais estudos sobre a temática em questão, visto que, atualmente os principais estudos sobre estes fenômenos são internacionais. Participaram deste estudo 150 casais heterossexuais, inseridos em uma relação de co-habitação de no mínimo seis meses, que foram localizados por conveniência. Foi aplicado um questionário sócio-demográfico, o inventário Golombock Rust Inventory of Marital State – (GRIMS), que mensura a qualidade do relacionamento conjugal, através de aspectos: satisfação, comunicação, interesses compartilhados, confiança e respeito, e a Revised Conflict Tactics Scales – (CTS2), formada por cinco escalas que representam as seguintes dimensões: 1) violência física; 2) agressão psicológica; 3) coerção sexual; 4) injúria; 5) negociação. REFERÊNCIAS ACKERMAN, J. M.: The Relevance of Relationship Satisfaction and Continuation to the Gender Symmetry Debate. Journal of Interpersonal Violence. 27(18) 3579-3600. (2012). DEMARIS, A.: Till Discord Do Us Part: The Role of Physical and Verbal Conflict in Union Disruption. Journal of Marriage and the Family, 62, 683–692. (2000). FOLLINGSTAD, D. R., ROGERS, M. J., DUVALL, J. L.: Factors Predicting Relationship Satisfaction, Investment, and Commitment When Women Report High Prevalence of Psychological Abuse. Journal of Family and Violence. (27): 257–273. (2012). HELLMUTH, J. C., MCNULTY, J. K.: Neuroticism, Marital Violence, and the Moderating Role of Stress and Behavioral Skills. Journal of Personality and Social Psychology, 95(1), 166– 180. (2008). LAWRENCE, E., BRADBURY, T. N.: Trajectories of Change in Physical Aggression and Marital Satisfaction. Journal of Family Psychology. Vol. 21, No. 2, 236 –247. (2007). SHORTT, J. W., CAPALDI, D. M., KIM, H. K., & OWEN, L. D.: Relationship Separation for Young, At-Risk Couples: Prediction from Dyadic Aggression. Journal of Family Psychology, 20(4), 624-631. (2006). STITH, S. M., GREEN, N. M., SMITH, D. B., & WARD, D. B.: Marital Satisfaction and Marital Discord as Risk Markers for Intimate Partner Violence: A Meta-analytic Review. Journal of Family Violence, 23, 149–160. (2008). TESTA, N., e LEONARD, K. E.: The Impact of Marital Aggression on Women’s Psychological and Marital Functioning in a Newlywed Sample. Journal of Family Violence, 16(2), 115-130. (2001).
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